HOME
ASSOCIAÇÃO
QUEM SOMOS
ASSOCIADAS
LEGISLAÇÃO
SELO COMBUSTÍVEL SOCIAL
RENOVABIO
ESTUDOS TÉCNICOS
PNPB
LEGISLAÇÃO
MERCADO
SUSTENTABILIDADE
NOTÍCIAS
VÍDEOS
CONHECA O BIODIESEL
CONTATO
NOTÍCIA
08 mar 2022 - 07:50
COMPARTILHAR
Compartilhar - Linkedin
Compartilhar - Facebook
Compartilhar - Twitter

Criação de mercado de carbono pode reduzir 25% das emissões até 2029

A estruturação do mercado de carbono no Brasil tem o potencial de reduzir 25% das emissões do país até 2029. A projeção consta em nota técnica do Centro de Liderança Pública  (CLP) baseada no projeto (PL 528/21) discutido na Câmara dos Deputados.


A previsão do CLP considera a aprovação do PL ainda neste ano, com efeitos sobre setores como indústria, agronegócio e preservação de florestas. Já nos dois primeiros anos, a  entidade estima o corte de 3% na emissão de CO2.


Um corte semelhante nas emissões de poluentes foi observado na Europa. O continente já conta, há mais de uma década, com um comércio de emissões de carbono (EU-ETS, na sigla  em inglês). Lá, a imposição de regra provocou uma corrida a tecnologias de baixo carbono, com aumento de 9,1% de patentes de inovação em sustentabilidade.


O diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, avalia que o ambiente de negociação de ativos ambientais impacta imediatamente setores com facilidade de cortar emissões. Depois, quando as obrigações começam a valer, outros setores mais poluentes começam a dar maior ganho de escala ao mercado de carbono.


Para Barros, já há a compreensão de que a agenda de mudanças climáticas veio para ficar. Ele avalia que mesmo eventos inesperados, como a invasão da Ucrânia pelas tropas russas, agem no sentido de acelerar a migração para a economia de baixo carbono, em vez de interromper as transformações em curso.


“Estamos num período de guerra em que o preço do petróleo está lá em cima. Este é mais um incentivo para mudar nossa matriz energética”, disse Barros ao Valor, se referindo à  dependência por combustíveis fósseis. “A guerra é uma variável que pode se refletir no mercado de carbono”, completou.


A ideia de um mercado global de carbono surgiu nas negociações do Acordo de Paris, em 2015. O artigo 6 do tratado internacional prevê que a negociação de créditos pode ajudar a  cumprir as metas de emissão de gases de efeito estufa até 2030 - o Brasil ficou de cortar 43%.


No ano passado, o governo brasileiro se comprometeu, na Conferência do Clima (COP26), a estruturar o mercado nacional de carbono. Foi quando o PL 528/21 teve um novo impulso na Câmara passando a tramitar em regime de urgência. A proposta poderá ser aprovada no plenário, sem passar por novos debates em cinco comissões temáticas, e ainda precisará  ser votada no Senado.


O projeto de criação do mercado de carbono foi proposto pelo deputado Marcelo Ramos (PSD-AM). O texto foi apensado a outros quatro projetos que tratam da redução de impostos  para produtos da economia verde, da criação de plano de neutralização de carbono pela administração pública e compensação ambiental para empreendimentos.


A versão atual foi elaborada pela presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Carla Zambelli (União-SP). Ela acolheu pontos defendidos pelo setor empresarial, que participou na discussão sobre o tema na COP26 e foi representado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável  (CEBDS).


“É importante destacar que o Brasil precisa aprovar com urgência um mercado regulado de carbono nacional e que ele tenha critérios que estimulem uma economia verde, de baixo  carbono, alinhado à melhor experiência internacional”, disse a gerente de clima e finanças sustentáveis do CEBDS, Natalia Renteria.


No relatório, Zambelli defende a adoção do “mercado regulado” de carbono no Brasil formado por empresas dos setores que emitem gases de efeito estufa. Estes passam a ter limite de  emissão calculado por tonelada de CO2.


Hoje, a adesão é voluntária, e continuará sendo para setores não poluentes. A deputada deixou livre das obrigações as micro e pequenas empresas, “atividades agropecuárias e  florestais” e empreendimentos mantidos no interior de propriedades rurais.


Fonte: Valor

ÚLTIMAS NOTÍCIAS
30 jun 2022

ANP aprova a realização de consulta e audiência públicas para adoção de medida preventiva em relação a estoques de diesel A S-10

+
SAIBA MAIS
30 jun 2022

ANP fará consulta e audiência públicas sobre inclusão de operação para emissão de CBIOs

+
SAIBA MAIS
29 jun 2022

BSBIOS e Embrapa desenvolverão cereais de inverno para produção de etanol

+
SAIBA MAIS
29 jun 2022

Fórum Nacional discute oportunidades para o Trigo

+
SAIBA MAIS
27 jun 2022

Biocombustíveis serão tema de debates no Fórum Nacional do Trigo

+
SAIBA MAIS
TODAS AS NOTÍCIAS
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 – cj. 91
Jardim Paulistano
01452-001 – São Paulo/SP
+55 11 3031-4721
APROBIO