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28 abr 2023 - 11:08
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Brasileiros percebem efeitos do aquecimento global e aceitam mudanças para transformação ecológica,diz estudo

"Estamos preparados para aceitar as mudanças necessárias para lidar com a emergência ambiental?”. A empresa internacional de serviços ambientais Veolia e a consultoria francesa  Elabe buscaram responder a essa pergunta no relatório Barômetro de Transformação Ecológica. A pesquisa, que entrevistou 25 mil pessoas em 25 países entre agosto e setembro de  2022, incluindo 1.006 no Brasil, buscou avaliar o nível de aceitabilidade das soluções ecológicas e analisar barreiras e ações para acelerar a transformação. Os países escolhidos  epresentam cerca de 60% da população mundial e 68% das emissões de gases de efeito estufa (GEE).


Embora seja indiscutível que o aquecimento global está mudando o clima - resposta dada por 89% de todos os entrevistados globalmente e 96% dos brasileiros -, a há uma semana 
maioria dos entrevistados não sabe bem o caminho para mitigar o problema, como mostra o relatório.


Cerca de dois terços (67%) dos habitantes do mundo e 72% brasileiros se dizem certos de que os custos das consequências das mudanças climáticas e da poluição superarão os  investimentos necessários para a transformação ecológica. Ou seja,têm consciência de que fazer algo custará menos do que não fazer nada.


Os brasileiros são ainda mais convictos do que outros países de que ainda não é falado o suficiente sobre soluções para mitigar a poluição e a mudança climática. A afirmação foi feita  por 72% dos brasileiros e 56% da população mundial.


Mas, a maioria não consegue imaginar como seria sua vida em um mundo que passe por uma transformação ecológica. O que boa parte espera é que seja um planeta com mais saúde,  qualidade de vida, nível de felicidade e serenidade maior, com consumo menor porém qualidade maior dos produtos e serviços e um maior grau de solidariedade. Em todos esses itens,  a pesquisa teve um percentual de brasileiros maior do que a média global.


Pedro Prádanos, CEO da Veolia Brasil, destaca que o fato de ter a grande maioria das pessoas conscientes de que o aquecimento global é uma realidade é um ponto positivo. E destaca outro dado que é a aceitação das pessoas, em especial de brasileiros, para fazer as mudanças necessárias para minimizar o problema.


“Positivamente, acho que a grande maioria aceita muitas das ações que podem ser feitas. O Brasil tem sentido as consequências das mudanças climáticas, em casos Só um terço das empresas que reportam informações de clima mapeia riscos e oportunidades como o de secas em Maceió (Alagoas) e chuvas no Paraná e litoral paulista, e as pessoas são mais flexíveis a adotarem as soluções necessárias para lidar com isso”, diz o executivo.


O estudo traz que seis em cada dez pessoas no mundo se mostram dispostas a aceitar a maior parte das mudanças econômicas, culturais e sociais que a implantação intensiva de soluções ecológicas vai exigir. Inclusive pagar a mais por isso, desde que não seja um aumento de custo muito elevado.


Mesmo assim, o medo da inação, aponta o relatório, chega a ser maior do que o medo de ter aumento de custos para que seja feita a transformação ecológica. Neste ponto, 60% dos brasileiros se dizem dispostos a aceitar todas as mudanças necessárias para uma economia mais verde.


 “A pesquisa reconfirma a consciência coletiva de que as pessoas estão mais abertas a aceitar mudanças”, diz Diego Fuentes, gerente de marketing e negócios da Veolia Water Technologies Solutions. Ele destaca que muitas pessoas têm uma visão distorcida sobre a disponibilidade de água no Brasil.


Apesar de ser um país com cerca de 12% da disponibilidade de água doce do planeta, de tudo isso, 80% está só na região Norte. “O Brasil tem grandes fontes de água, mas distribuídas de forma assimétrica, o que leva algumas regiões a encarar cenários de estresse hídrico”, diz. Com isso, continua, é interessante notar que há uma preocupação crescente de pessoas e, principalmente, empresas com a utilização de água, com processos de reúso para consumo e gestão na agricultura.


“As pessoas aceitam e querem fazer mudanças, mas nem todas têm condições financeiras para pagar a mais por isso. Isso fica evidente na pesquisa quando as pessoas destacam os ‘poréns’”, diz Prádanos.


Os entrevistados relatam algumas condições para aceitarem as mudanças necessárias para a transformação ecológica, entre elas, as mudanças não podem oferecer risco à saúde e precisam ter utilização comprovada. Para o executivo, isso tem relação com o nível de desigualdade socioeconômica do país. “No Brasil, as diferenças sociais são muito grandes.


Dependendo da classe social, o custo suportável vai ser maior ou menor”, diz. Para ele, por isso, é importante que esse trabalho - e o custo - de transformação ecológica não fique à cargo só das pessoas, mas seja compartilhado com todos: entidades, governos, associações e empresas.


“As indústrias e outras empresas têm obrigação grande de fazer a mudança para uma economia mais verde. A população de renda mais alta terá que estar disposta a suportar mais os custos da transição do que os de renda mais baixa”, diz Prádanos.


Para Massimiliano Santavicca, diretor comercial da Veolia Water Technologies & Solutions, no âmbito empresarial, há empresas que, apesar de saber que hoje as soluções tecnológicas e operacionais adotadas para diminuir seu impacto ambiental no mundo, especialmente a emissão de gases poluentes, são custosas e até inviáveis, resolvem agir.


“Há clientes nossos que, apesar de saberem que não é economicamente atrativo hoje, por política corporativa ou por entender as transformações que vão ser exigidas lá na frente, estão fazendo investimentos para se tornarem mais sustentáveis”, conta, ao citar atuações na área de gestão de recursos hídricos, resíduos e busca por energia renovável. “Vemos casos concretos na Veolia de implementação de soluções e tecnologias para os processos. Não seria, por si só, atrativa. Mas combinada com olhar e estratégia de sustentabilidade, faz sentido implementar”, reitera.


A pesquisa trouxe ainda que o Brasil está entre os 10 países que se sentem mais fragilizados em relação ao meio ambiente: 84% dos brasileiros expressam um sentimento de vulnerabilidade ecológica e climática. Na média mundial, o percentual de respostas foi de 71%. Algumas preocupações são coletivas e outras individuais.


Coletivamente, a preocupação dos brasileiros é particularmente alta com a degradação da biodiversidade, com o desaparecimento de flora e fauna, em 28/04/2023, 11:08 Brasileiros percebem efeitos do aquecimento global e aceitam mudanças para transformação ecológica, diz estudo.


Em comparação com outros países: 87% dos brasileiros contra 74% da média dos outros países. Já em termos individuais, cerca de 87% dos brasileiros entrevistados afirmam ter adoecido em consequência de poluição (água, ar e solo) e 80% tiveram prejuízos materiais por causa de desastres naturais (enchentes, secas e outros eventos climáticos).


Há ainda uma preocupação e a ansiedade com relação ao futuro, relatadas por 1 a cada 3 brasileiros. Essas pessoas dizem “não ficarem em paz” ou mesmo “desistirem de projetos de longo prazo”, como ter filhos, por conta de preocupações com o futuro do país e do planeta.


Ao mesmo tempo, o brasileiro está mais otimista que o mundo. Cerca de 78% dos respondentes brasileiros acreditam que dá tempo de fazer algo pelo futuro e que é possível limitar a interferência humana no clima e na poluição. No mundo, esse percentual é menor: 60% da média dos outros países.


Além disso, embora 57% dos brasileiros tenham dificuldade de imaginar como seria o dia a dia se conseguíssemos a transformação ecológica, a maioria dos entrevistados quer acreditar que será sinônimo de um "mundo melhor", no qual:


·        viveremos com mais saúde (81%),


·        teremos mais qualidade de vida (78%),


·        seremos mais felizes (76%),


·        ficaremos mais serenos (76%),


·        consumiremos menos, mas melhor (75%),


·        seremos mais solidários (70%).


Fonte: Valor

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