HOME
ASSOCIAÇÃO
QUEM SOMOS
ASSOCIADAS
PRETENDENTES
LEGISLAÇÃO
SELO COMBUSTÍVEL SOCIAL
RENOVABIO
ESTUDOS TÉCNICOS
PNPB
LEGISLAÇÃO
MERCADO
SUSTENTABILIDADE
NOTÍCIAS
VÍDEOS
CONHECA O BIODIESEL
CONTATO
NOTÍCIA
28 dez 2016 - 08:39
COMPARTILHAR
Compartilhar - Linkedin
Compartilhar - Facebook
Compartilhar - Twitter

Desinvestimento nos combustíveis fósseis ultrapassa US$ 5 trilhões



O desinvestimento global dos combustíveis fósseis dobrou nos últimos 15 meses, com o comprometimento assumido por instituições e indivíduos que controlam US$ 5.197 trilhões em ativos. De acordo com uma nova análise divulgada hoje por Arabella Advisors, 688 instituições e 58.399 pessoas em 76 países já se comprometeram a alienar seus investimentos em combustíveis fósseis.

Os setores que historicamente impulsionaram o movimento - incluindo universidades, fundações e organizações religiosas - respondem por 75% dos novos compromissos. Representantes de finanças, filantropia, fé, entretenimento, educação e outros anunciaram esses números e mostraram seu apoio ao movimento em uma conferência de imprensa internacional simultânea em Nova York e Londres - incluindo o ex-executivo da Mobil Oil, Lou Allstadt, que ajudou a implementar a fusão da Exxon-Mobil.




"Um ano após a adoção do histórico Acordo Climático de Paris, está claro que a transição para um futuro de energia limpa é inevitável, benéfico e em andamento, e que os investidores têm um papel fundamental a desempenhar", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon . "Eu elogio o anúncio de que um número crescente dos investidores está apoiando o afastamento das fontes de energia mais intensivas em carbono em favor de fontes energia seguras e sustentáveis. Investir em energia limpa é a coisa certa a fazer - e a maneira esperta de construir a prosperidade para todos, protegendo o nosso planeta e garantindo que ninguém seja deixado para trás. "

"No momento em que o ano mais quente na história chega ao fim, torna-se inegável o sucesso do movimento mundial de desinvestimento dos combustíveis fósseis. O que começou em alguns campus universitários nos Estados Unidos se espalhou para todos os cantos do mundo e diretamente para o mainstream financeiro. O desinvestimento tem permeado todos os setores da sociedade: desde universidades e fundos de pensão, até instituições filantrópicas e culturais, cidades, grupos religiosos, companhias de seguros e muito mais. Agora, ao atingir US$ 5 trilhões, o movimento não poderá ser detido. As instituições e os investidores devem escolher se estão do lado certo da história", disse May Boeve, diretora executiva da 350.org, a organização cujos membros lideraram a campanha de desinvestimento.

O apoio ao movimento pelos early adopters está sendo cada vez mais equiparado pelo apoio de instituições voltadas para o lucro, como grandes fundos de pensão, seguradoras privadas e bancos, que representam US$ 4,5 trilhões em ativos, citando riscos climáticos para suas carteiras de investimento.

À medida que mais instituições financeiras se comprometem a desinvestir, a indústria enfrenta um escrutínio maior. "A indústria de petróleo e gás está atualmente experimentando um nível sem precedentes de fatores negativos - de lucros reduzidos a um aumento de empréstimos para pagar dividendos - enquanto os custos de energia solar, eólica e baterias continuam a cair. O fiduciário prudente está agindo agora para reduzir o risco de seus portfolios. O desinvestimento está acelerando a contabilidade final que mostrará que os combustíveis fósseis estão fora e a energia limpa está dentro', declarou Lou Allstadt, ex-vice-presidente executivo da Mobil Oil.

"Os mercados financeiros estão rapidamente perdendo a confiança nos combustíveis fósseis. Uma revolução tecnológica está em andamento nos setores de energia e transporte, com a energia solar e os carros elétricos mais baratos cortando a demanda por carvão e petróleo. Com o clima representando um risco triplo - físico, ativos sobrevalorizados e a ameaça de responsabilidade legal - os fiduciários estão agora em alerta para implementar medidas para proteger suas carteiras. Com o passar do tempo, o gerenciamento do risco climático provavelmente se tornará obrigatório, já que os reguladores dos mercados financeiros estão prontos para passar da retórica à ação dura", disse Mark Campanale, fundador e diretor executivo da Carbon Tracker Initiative.

Esses compromissos globais e sem precedentes dos setores público e privado estão cimentando ainda mais o apelo para uma transição de energia limpa - e desafiam a política energética norte-americana do governo Trump, que está ganhando contornos que favorecem a expansão dos financeiramente arriscados e ambientalmente destrutivos combustíveis fósseis.

Inspirado pela liderança de Mark Ruffalo e Leonardo DiCaprio, que em eventos anteriores do movimento se comprometeram a desinvestir dos combustíveis fósseis,o setor cultural está se mobilizando. "O que o mundo precisa agora é de uma Cultura DivestInvest: uma guinada ousada e coletiva para longe da velha energia que não mais nos serve, e em direção a 100% de energia renovável para deixar as pessoas e o planeta prosperarem. Estou tão animado para ajudar a lançar a Cultura DivestInvest - somos atores, músicos e artistas movendo nosso dinheiro do passado para o futuro ", disse o ator Adrian Grenier, anunciando a nova campanha.

Fonte: Segs.com.br

ÚLTIMAS NOTÍCIAS
19 mai 2022

Decreto cria mercado regulador de crédito de carbono no Brasil

+
SAIBA MAIS
19 mai 2022

ONU lança plano para impulsionar uso de energias renováveis

+
SAIBA MAIS
19 mai 2022

Por que engolimos o que a indústria petroleira e os ambientalistas nos dizem?

+
SAIBA MAIS
18 mai 2022

O biodiesel pode ajudar a combater as desigualdades de saúde em comunidades carentes de Justiça Ambiental

+
SAIBA MAIS
18 mai 2022

Dez países que estão recuando nas políticas para biocombustíveis

+
SAIBA MAIS
TODAS AS NOTÍCIAS
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 – cj. 91
Jardim Paulistano
01452-001 – São Paulo/SP
+55 11 3031-4721
APROBIO