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26 jan 2017 - 10:57
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Como se expor menos ao ar poluído

Segundo pesquisador da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo, pessoas devem diminuir ao máximo o tempo que passam no trânsito


De acordo com informações da Organização Mundial de Saúde, 92% da população mundial vive em locais com qualidade do ar que não atende aos limites estabelecidos pela entidade. O Brasil registra 14 mortes para cada 100 mil habitantes todo ano relacionadas à poluição do ar.

As vítimas são pessoas expostas a contexto onde há excesso de ozônio ou material particulado: minúsculas partículas suspensas no ar que entram na corrente sanguínea, provocando doenças respiratórias e do coração. Mas o que alguém que deseja diminuir sua exposição ao ar poluído pode fazer?

Por que acompanhar a qualidade do ar não é a melhor estratégia


Há diversos mecanismos governamentais que permitem acompanhar em tempo real a qualidade do ar que respiramos. No Estado de São Paulo, o Laboratório de Análise dos Processos Atmosféricos do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) mantém um mapa on-line que estima a concentração de seis tipos de poluentes no Estado em cada hora do dia com base em dados meteorológicos e de emissão processados por um supercomputador.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo também atualiza em tempo real os dados coletados por estações de monitoramento no Estado.

Em entrevista ao Nexo, o professor Paulo Saldiva, diretor do Centro de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e pesquisador do tema na Faculdade de Medicina da mesma instituição, afirma, no entanto, que esse tipo de dado tem potencial limitado para aqueles que desejam tomar medidas para evitar os níveis elevados de poluição do ar.

Isso porque as estimativas realizadas pelos institutos governamentais valem para distâncias a partir de 10 metros do solo, onde a maior parte da fumaça gerada pelos veículos - os grandes poluidores das cidades - já se dispersou.

Os dados tendem a ser homogêneos entre um ponto e outro da cidade, e deixam de captar diferenças locais importantes. Por exemplo: quem caminha ao lado de uma via movimentada respira um ar mais poluído do que quem caminha em uma rua pacata, porque a fumaça dos escapamentos dos carros ainda não se dispersou no primeiro caso.

Por isso, essas medições que evidenciam a poluição em um panorama mais amplo não servem como base para quem quer escolher uma área menos poluída para morar, trabalhar ou se refugiar em um dia em que a qualidade do ar está particularmente ruim.

Segundo Saldiva, a exposição à poluição do ar está mais ligada a hábitos cotidianos e à proximidade com o trânsito, uma fonte direta de poluição que deve ser evitada.

Como se expor menos à poluição


Evitar o trânsito


Saldiva é um dos responsáveis pelo estudo 'Associação entre poluição do ar causada pelo tráfego e redução da capacidade vital forçada', publicado em outubro de 2016 na Public Library of Science.

Os pesquisadores forneceram medidores de poluição a taxistas, controladores de tráfego e guardas florestais, que os mantiveram próximos a si durante o trabalho.

Os dois primeiros são bastante expostos à poluição do ar, já que trabalham diariamente junto ao trânsito e, consequentemente, ao escapamento dos carros. A conclusão foi de que os trabalhadores mais expostos à poluição tinham uma capacidade respiratória menor.

Como a exposição à poluição é diretamente influenciada pelo tempo que se passa no trânsito, morar próximo ao trabalho é uma forma de diminuir o tempo de deslocamento e respirar menos ar poluído. Outra alternativa é usar rotas menos movimentadas.

Saldiva reconhece, no entanto, que esse tipo de escolha não está disponível para grande parte da população, que muitas vezes  precisa morar em áreas com preço de moradia mais acessível, ou trabalha no trânsito, como é o caso de motoristas.

Trocar o filtro do ar condicionado


O caso de quem fica muito tempo no carro é particularmente preocupante porque o escapamento dos veículos fica em uma altura próxima à altura da entrada de ar do ar condicionado dos carros.

A poluição do carro da frente está sendo canalizada e represada dentro do carro que o segue, por isso a qualidade do ar em um automóvel com ar condicionado ligado é pior do que a do ar do lado de fora, afirma Saldiva. Filtros ajudam a diminuir esse problema e devem ser trocados, em média, a cada 10 mil quilômetros rodados.




[caption id="" align="aligncenter" width="640"] FILTRO DE AR CONDICIONADO DE CARRO VELHO E SUJO E FILTRO NOVO. FOTO: REPRODUÇÃO/MECÂNICA DESCOMPLICADA[/caption]




Evitar as áreas mais poluídas


Quanto mais próximo de vias movimentadas, pior a poluição do ar. Por isso, Saldiva recomenda escolher permanecer a maior parte do tempo possível em áreas afastadas dessas vias, morando ou trabalhando em áreas mais pacatas nos casos em que essa escolha for possível.

Uma boa forma de observar se uma via é poluída ou não é olhar para as cascas das árvores. Se a parte voltada para o trânsito for escurecida e não possuir líquens - uma associação entre fungos e algas que se desenvolve em superfícies como rochas ou outras plantas - esse é um sinal de que a qualidade do ar é baixa.




[caption id="" align="aligncenter" width="640"] A ausência de líquens sobre árvores são um sinal de que o ar está poluído / FOTO: MITCHELL HAINDFIELD/CREATIVE COMMONS[/caption]




Além disso, quanto maior a proximidade a agrupamentos de árvores, como parques ou praças, melhor. O material particulado liberado na fumaça tende a se depositar sobre as folhas das plantas, que tornam, dessa maneira, o ar menos poluído. Além disso, árvores ajudam a regular a temperatura do ar, já que menos asfalto fica exposto ao sol e menos calor é retido.


Fonte: Nexo

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