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5 dez 2025

Biodiesel: um elo invisível que ajuda a sustentar a competitividade das proteínas brasileiras

Audiência pública na Câmara, no último 02/12, mostrou que fortalecer o biodiesel é decisivo para ampliar a competitividade das cadeias de proteína vegetal e animal no Brasil

A cadeia de proteínas vegetais e animais é uma das bases da economia brasileira, movimentando bilhões e sustentando milhões de empregos. Foi justamente para discutir como ampliar essa competitividade que a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realizou a audiência pública “Ampliação da competitividade da cadeia de proteínas vegetais e animais” requerida e presidida pelo Presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio) – Deputado Alceu Moreira. O encontro reuniu lideranças do setor, especialistas e representantes de associações — entre eles o representante da APROBIO, Julio Cesar Minelli, cuja participação destacou um ponto estruturante: o papel do biodiesel como alicerce invisível da cadeia de proteínas.

Durante o debate, ficou evidente que o agro brasileiro funciona como um sistema interligado. A soja gera óleo e farelo; o farelo alimenta a pecuária intensiva; as proteínas abastecem o mercado interno e, principalmente, as exportações. Nesse ciclo, o biodiesel desempenha função decisiva como destino estratégico do óleo vegetal. Minelli explicou que, sem um mercado forte para o biodiesel, toda a engrenagem sofre: “Quando o biodiesel avança, não é só o setor de biocombustíveis que cresce. Avança também a soja, a ração e, principalmente, a competitividade das proteínas que o Brasil exporta para o mundo”. A frase sintetiza o que muitos especialistas ressaltaram de forma técnica, mas que o setor ainda comunica pouco para a sociedade.

Além da relevância econômica, as entidades do biodiesel reforçaram a contribuição ambiental e logística do setor. O uso de biodiesel reduz a pegada de carbono no transporte de grãos, farelos e carnes, um diferencial competitivo cada vez mais observado pelos compradores internacionais. Minelli destacou que essa vantagem ambiental precisa ser considerada dentro da estratégia nacional de exportações: “O biodiesel reduz emissões, fortalece o esmagamento de soja e melhora a logística do agro. Ele é parte estrutural da cadeia de proteínas — e precisa ser tratado como tal nas políticas públicas”. A fala reforça a ideia de que o debate sobre proteínas não pode ignorar a agenda de biocombustíveis.

Outro ponto enfatizado na audiência foi a importância de políticas estáveis para o setor — especialmente no que diz respeito às misturas obrigatórias de biodiesel ao diesel e à previsibilidade para investimentos em infraestrutura de transporte. Representantes das associações mostraram que ampliar o uso de biodiesel significa dar sustentação ao esmagamento de soja, estimular a oferta de farelo e reduzir custos na ração animal.

No encerramento, a audiência deixou uma mensagem clara: a competitividade das proteínas vegetais e animais, em fim de toda a cadeia, são elos intimamente interligados e não pode deixar nenhum de fora, sobretudo reconhecer a força do biodiesel. Enxergar esses setores como peças separadas enfraquece a estratégia nacional; integrá-los, ao contrário, coloca o Brasil em posição privilegiada para atender às demandas globais por alimentos de baixo carbono. As discussões reforçaram que o país já possui os elementos essenciais — tecnologia, escala, recursos naturais e experiência —, mas precisa consolidar uma visão sistêmica que trate agroenergia, grãos e proteínas como partes de uma mesma agenda de desenvolvimento.

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