HOME
ASSOCIAÇÃO
QUEM SOMOS
ASSOCIADAS
PRETENDENTES
LEGISLAÇÃO
SELO COMBUSTÍVEL SOCIAL
RENOVABIO
ESTUDOS TÉCNICOS
PNPB
LEGISLAÇÃO
MERCADO
SUSTENTABILIDADE
NOTÍCIAS
VÍDEOS
CONHECA O BIODIESEL
CONTATO
NOTÍCIA
30 jan 2017 - 08:26
COMPARTILHAR
Compartilhar - Linkedin
Compartilhar - Facebook
Compartilhar - Twitter

Biocombustível aumenta demanda interna

Caramuru anuncia investimentos de R$ 24,5 milhões em sua nova unidade em Sorriso, município líder na produção e na exportação da oleaginosa mato-grossense




[caption id="attachment_11012" align="alignright" width="300"]500123 Vice-predisente da Caramuru Alimentos, César Borges, comemorou autorização da ANP para construção da nova planta[/caption]

O ano de 2017 começou com boas novas a cadeia produtiva da soja, tanto pelo aumento da demanda interna como pelos investimentos e pela geração de empregos, renda e impostos diretos e indiretos que serão gerados a partir da produção de biocombustível. A Caramuru Alimentos vai investir cerca de R$ 24,5 milhões na construção de sua terceira unidade de produção. A autorização veio nesse início de ano da Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A Caramuru Alimentos é uma das maiores processadoras de grãos do país e escolheu Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá), para ser a sede de sua nova planta no Estado. Terá capacidade para produzir 285 mil litros por dia, ou cerca de 104 milhões de litros por ano. 'Sorriso, a propósito, é o município líder em exportações do Mato Grosso, movimentando US$ 1,36 bilhão e, além disso, detém a maior área e produção de grãos do país, tanto em soja, quanto em milho, pontua o vice-presidente da Caramuru Alimentos, César Borges.

Os recursos para a construção da nova planta serão financiados pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Esta será a terceira fábrica de biodiesel da empresa no país. A companhia já opera duas unidades em Goiás que, juntas, têm capacidade para processar 450 milhões de litros por ano.

'Com mais está unidade de produção, cresce a demanda pela soja produzida em Mato Grosso e, consequentemente, as oportunidades de negócios dos produtores locais', defende o vice-presidente.

Ainda como argumenta, outro aspecto positivo segundo Borges, é a retomada do mercado brasileiro de petróleo. A produção cresceu no ano anterior, bem como a balança comercial, que registrou superávit de R$ 410 milhões. As exportações somaram US$ 13,47 bilhões, enquanto as importações movimentaram US$ 13,06 bilhões.

De outra parte, a Petrobrás anunciou um aumento de 6,1% sobre os preços do diesel no início de janeiro deste ano. A informação é relevante porque, como se sabe, o biodiesel é acrescentado hoje ao diesel na proporção de 7%, índice que passará para 8% até 2017, 9%, até 2018 e 10%, até 2019. 'Ganham, particularmente, com isso os produtores do Mato Grosso, o maior produtor de soja - principal matéria-prima do biodiesel'.

'Com a maior oferta do biocombustível, os produtores do Estado têm, paralelamente, a oportunidade de promover maior utilização em seu maquinário - tratores, pulverizadores, colheitadeiras, caminhonetes etc., substituindo o diesel, mais oneroso, e reduzindo, assim, o custo de transporte. A maior disponibilidade de farelo de soja, resultante da produção do processamento do grão para a produção do biodiesel, abre outro promissor horizonte: a oportunidade de agregar valor, investindo com eficiência e competitividade na produção de carnes de frango, suínos e derivados bovinos. Esse sistema otimiza a produção de milho necessária para a cobertura da terra, no intervalo da soja e que tem um ônus enorme quando paga frete aos portos, já que é um produto de muito baixo valor', completa.

Esse novo modelo de produção é duplamente vantajoso, por reduzir o custo de fretes (substituindo a movimentação de volumosas partidas de grãos pelo transporte de derivados de carnes, mais compactos e, portanto, mais econômicos). De outra parte, a substituição da produção de grãos pela de carnes descortina ainda promissoras oportunidades no rentável mercado externo.

'Há ainda o papel social que a produção de biodiesel. Pela lei do chamado Selo Combustível Social, boa parte da produção deve ser reservada à agricultura familiar. Calcula-se que no ano passado mais de 70 mil pequenos produtores foram envolvidos no processo, promovendo, assim, a distribuição de riquezas no campo. Importa destacar as vantagens e propriedades ambientais do biodiesel, um combustível limpo, ecologicamente correto e que não concorre para o aumento do aquecimento global, ao contrário do diesel e demais derivados de petróleo', argumenta.


Fonte: Diário de Cuiabá

ÚLTIMAS NOTÍCIAS
19 mai 2022

Decreto cria mercado regulador de crédito de carbono no Brasil

+
SAIBA MAIS
19 mai 2022

ONU lança plano para impulsionar uso de energias renováveis

+
SAIBA MAIS
19 mai 2022

Por que engolimos o que a indústria petroleira e os ambientalistas nos dizem?

+
SAIBA MAIS
18 mai 2022

O biodiesel pode ajudar a combater as desigualdades de saúde em comunidades carentes de Justiça Ambiental

+
SAIBA MAIS
18 mai 2022

Dez países que estão recuando nas políticas para biocombustíveis

+
SAIBA MAIS
TODAS AS NOTÍCIAS
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 – cj. 91
Jardim Paulistano
01452-001 – São Paulo/SP
+55 11 3031-4721
APROBIO