Usinas fabricaram meio bilhão de litros de biodiesel em outubro

A indústria brasileira de biodiesel subiu mais um degrau cheio de simbolismo: pela primeira vez desde que a produção começou a ser acompanhada em 2005, as usinas fabricaram mais de meio bilhão de litros num único mês. De acordo com dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em outubro as usinas reportaram a produção de um pouco mais do que 500,2 milhões de litros.

O novo marco foi completado em apenas 12 meses – a primeira vez que a produção passou de 400 milhões de litros havia sido em outubro de 2017. Antes disso, foram precisos 39 meses para que a indústria desse o passo anterior, indo de 300 milhões de litros mensais para os 400 milhões de litros.

O recorde anterior para o setor havia sido registrado em julho, quando a produção chegou perto dos 489,8 – cerca de 2,1% menor do que o número mais recente. Apenas um ano atrás, a produção havia sido de 409,3 milhões de litros. Apesar do crescimento ter sido de robustos 22,2%, o avanço efetivo foi menor do que os 25% que seria de se esperar considerando o aumento da mistura obrigatória de 8% para 10% acontecido em março passado.

Recorde garantido

Outubro também marcou o ponto em que a produção de biodiesel de 2018 finalmente superou a de 2017.

Ao longo deste ano já foram fabricados 4,38 bilhões de litros, superando o volume de 2017 inteiro em mais de 92,2 milhões de litros. A vantagem é de cerca de 2,1%. Se fecharmos a comparação apenas no período entre janeiro e outubro, a diferença é de 861,8 milhões de litros, o que dá aproximadamente 24,5% de vantagem para o ano atual.

Usinas

Ao todo, 38 usinas registraram produção durante outubro. O número é maior do que do mês anterior graças à retomada na produção reportada pela Granol de Cachoeira do Sul (RS). A unidade gaúcha havia ficado inativa em setembro, mas, no mês passado, reportou a produção de 4,24 milhões de litros.

Além desta, 27 usinas aumentaram a produção entre setembro e outubro. O maior salto foi da Potencial que elevou sua produção de 25 para 30,2 milhões de litros – crescimento de mais de 20,5%. Já 11 unidades reduziram seu nível de atividade. A maior queda foi da Camera, com uma contração de 3,7 milhões de litros em sua usina de Ijuí.

A Granol fica ainda com o posto de usina mais produtiva de outubro. Sua unidade de Anápolis colocou 34,9 milhões de litros no mercado. Até o momento, este é o maior volume mensal fabricado por uma usina de biodiesel ao longo deste ano.

O Rio Grande do Sul foi o maior estado produtor de biodiesel com mais de 136,4 milhões de litros fabricados. Ele é seguido pelo Mato Grosso com 111,6 milhões de litros.

Fonte: BiodieselBR

Usinas entregaram 97,1% do biodiesel esperado em setembro

Foram entregues praticamente 473 milhões de litros de biodiesel ao longo do mês de setembro. O volume entregue representa 97,1% daquele com o qual as unidades produtivas se comprometeram no Leilão 62ª. O edital do processo determina que 49,1% o biodiesel adquirido durante o processo de negociação que foi encerrado no último dia 20 de agosto.

Com um total de 992,5 milhões de litros arrematados para o mercado obrigatório, as entregas esperadas no mês de setembro seriam um pouco maiores do que 487,3 milhões de litros.

Acima de 100%

Nesse ponto, 13 das 38 usinas de biodiesel que fizeram vendas no L62 entregaram mais biodiesel do que precisariam.

A Cooperfeliz, por exemplo, entregou 90,7 dos 150 metros que vendeu. Isso equivale a entregas de 123,2% e supera a margem de 10% que os fabricantes podem entregar a mais caso haja interesse de seus compradores. O mais provável, no entanto, é que o volume extra no mês de setembro ajude a compensar uma redução em outubro.

Entre esse grupo de alta performance, a PBio de Candeias foi a usina que mais entregou biodiesel além do que precisava. As entregas da unidade baiana em setembro chegaram passaram dos 17,8 milhões de litros – 1,1 milhão de litros mais do que seria de se esperar.

Na lanterna do mercado tempos quatro usinas – PBio de Montes Claros, Cargill, Potencial e Caibiense – cujas entregas ficaram abaixo dos 90% exigidos contratualmente. Nesse ponto, a maior devedora é a Potencial que deixou no entregou quase 6,3 dos 31,2 milhões de litros devidos nesse primeiro mês.

Novamente, é preciso considerar que os números são apenas parciais e podem ser compensados ao longo de outubro.

Outras entregas

Além das entregas para o mercado da mistura obrigatória, foram entregues 225,8 mil litros para o mercado autorizativo. Cerca de 21,6% dos pouco mais de um milhão de litros comercializados.

Outros 1,38 milhão de litros foram entregues como parte dos estoques reguladores. Isso representa parcos 2,5% em relação aos 56 milhões de litros que foram contratados pela Petrobras.

Fonte: BiodieselBR

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