Ano de 2018 foi o quarto mais quente já registrado, diz serviço climático europeu

De acordo com órgão da União Europeia, temperatura média no planeta foi de 14,7 ºC no ano passado

OSLO — O ano de 2018 foi o quarto mais quente já registrado, estendendo uma sequência impulsionada pelo aumento na concentração de gases do efeito estufa produzidos pela humanidade, afirmou o Serviço de Mudança Climática Copérnico, da União Europeia, nesta segunda-feira. Em relatório, a organização afirmou que a temperatura média do ar no planeta foi de 14,7 ºC em 2018, 0.2 ºC menos que em 2016, o ano mais quente já registrado, o que foi divulgado na primeira avaliação global de temperaturas com base em dados coletados durante o ano todo. O ano de 2016 teve uma maior temperatura principalmente pelo El Niño, que aqueceu a superfície do Oceano Pacífico.

“Em 2018, tivemos outra vez um ano muito quente, o quarto com maiores temperaturas já registrado. Grandes eventos climáticos como o verão quente e seco em grandes partes da Europa ou o aumento nas temperaturas em regiões do Ártico são sinais alarmantes para todos nós”, disse o chefe do Serviço de Mudança Climática, Noel Thépaut.

Os anos de 2017 e 2015 também foram um pouco mais quentes que 2018, em registros que retomam medições feitas desde o século XIX, de acordo com o órgão climático. Na Convenção do Clima da ONU, realizada na Polônia em dezembro, quase 200 países concordaram em seguir uma série de regras para prosseguir com o Acordo de Paris, ainda que críticos tenham dito que as negociações foram insuficientes para evitar níveis perigosos de aquecimento global.

O Acordo de Paris, firmado em 2015, pretende finalizar a era dos combustíveis fósseis neste século ao mudar o uso para energias limpas, como eólica e solar. O presidente dos EUA, Donald Trump, já afirmou que pretende abandonar o pacto e promover a indústria de combustíveis fósseis nos Estados Unidos.

O relatório da instituição confirma projeções da Organização Meteorológica Mundial em novembro de 2018, que já afirmava que o ano seria o quarto mais quente já registrado.

Fonte: O Globo

Bill Gates investe em fundo da União Europeia contra o aquecimento global

Bill Gates anunciou nesta quinta-feira (18) um investimento de € 50 milhões em um fundo voltado para o combate ao aquecimento global. A iniciativa foi criada em parceria com a União Europeia e visa fomentar projetos de energia limpa em países do Velho Continente, principalmente entre startups e empresas inovadoras do setor.

O projeto, ainda, passa a fazer parte do Breakthrough Energy, um grupo criado por Gates e que conta com a participação de bilionários como Jeff Bezos, da Amazon; Jack Ma, da Alibaba; e Michael Bloomberg, fundador da empresa de mídia de mesmo nome e ex-prefeito de Nova York. A ideia da iniciativa é semelhante a do acordo com a União Europeia, com todos trabalhando no financiamento de iniciativas que possam reverter as mudanças climáticas por meio de novas tecnologias de energia renovável.

No total, o acordo tem valor de € 100 milhões, com a segunda metade desse montante sendo aplicada pela Horizon 2020, um programa de pesquisa e inovação da própria União Europeia. Assim como no caso de Gates, o investimento atual é um dos maiores já realizados pelo programa, criado em 2014 e com previsão de mais de € 80 bilhões em investimentos no setor até 2020, quando serão realizados estudos para verificar a viabilidade das iniciativas e seus impactos iniciais sobre a mudança climática.

O acordo foi assinado pelo cofundador da Microsoft ao lado de Carlos Moedas, comissário de pesquisa, inovação e ciência da União Europeia. A cooperação foi firmada em Bruxelas, na Bélgica, e cria um fundo piloto para investimento na região como forma de incentivar não apenas o empreendedorismo na área, mas também financiar pesquisas que levem a novas formas de gerar energia sem a utilização de combustíveis fósseis e a emissão de poluentes.

Essa, afirmou Gates, é justamente a razão para a criação da Breakthrough Energy, que agora passa a ter um braço essencialmente europeu. Em todo o mundo, a ideia é colocar mais de US$ 1 bilhão em pesquisas e trabalhos dessa categoria, voltados, principalmente, na aplicação prática dos estudos no mundo real e garantir a escala necessária para que as iniciativas locais tenham um verdadeiro impacto contra a mudança climática.

Na visão do fundador da Microsoft, transportada como ponto central de sua iniciativa de investimentos, o problema da mudança climática deve ser abordado em etapas, com os setores de energia, agricultura e pecuária recebendo o maior investimento por serem, também, os maiores poluidores. Depois, estão os segmentos de manufatura e transportes, com a construção civil e a climatização de edifícios e armazenamento de alimentos aparecendo na última colocação.

É por esse tipo de prioridade, também, que os investimentos da Breakthrough Energy devem ser divididos, de forma a abordar, primeiro e de forma mais agressiva, os problemas maiores. Essa ordenação também tem a ver com o fato de que as pesquisas imaginadas pelo fundo levam anos, às vezes décadas, para gerarem frutos, e mais tempo ainda para fazerem diferença real. E como o relógio está contando contra nós, algo precisa ser feito de maneira bastante rápida. Alguns bilhões de euros, é claro, ajudam bastante nesse trabalho.

Fonte: Canal Tech

UE fecha acordo para reduzir emissões de veículos

Os países da União Europeia (UE) fecharam um acordo nesta terça-feira para reduzir em 35% as emissões de CO2 dos novos carros até 2030, mas alguns lamentaram a falta de ambição após o alarmante relatório dos especialistas da ONU sobre o aquecimento global.

“Após 13 horas de negociações, estamos aliviados”, declarou à imprensa a ministra austríaca do Meio Ambiente, Elisabeth Köstinger, depois de uma longa jornada de conversações com seus colegas europeus em Luxemburgo.

Áustria, que ocupa a presidência semestral do Conselho da UE, obteve o voto favorável de 20 dos 28 países para sua proposta de redução de 35% das emissões de CO2 de novos carros até 2030, em comparação aos modelos vendidos em 2021.

Em relação aos furgões, o objetivo será uma redução de 30%.

O compromisso é mais ambicioso que o proposto pela Comissão Europeia no final de 2017 (-30% da média das emissões até 2030), mas fica abaixo da redução de 40% aprovada pelo Parlamento Europeu no início de outubro.

Os Estados-membros iniciarão nesta quarta-feira negociações com os eurodeputados para aprovar a lei que submeterá os fabricantes de automóveis.

As negociações foram especialmente difíceis, principalmente porque a Alemanha integrou um grupo, ao lado de países do leste, que não queria ir além de uma redução de 30% das emissões.

“A indústria automobilística alemã empurra a política ambiental alemã para o fracasso e queremos acabar com isto agora”, disse pela manhã o secretário de Estado de Luxemburgo para o Desenvolvimento Sustentável, Claude Turmes.

A Alemanha finalmente deu seu aval ao texto proposto por Viena, do mesmo modo que a França, cujo ministro do Meio Ambiente, François de Rugy, defendia uma redução de 40%.

Países como Holanda, Luxemburgo e Irlanda, que desejavam uma redução maior das emissões, votaram contra o compromisso final.

– Objetivos “decepcionantes” –

“É um grande passo à frente na adoção dos nosso compromissos baseados nos Acordos de Paris”, celebrou o comissário europeu de Ação pelo Clima e Energia, Miguel Arias Cañete.

O grupo de ONGs Transporte e Meio Ambiente lamentou os objetivos “decepcionantes”, um dia após a publicação de um relatório de especialistas da ONU que pede mudanças “sem precedentes” para conter o aquecimento global.

“A Comissão e alguns Estados-membros retrocederam em relação ao seu papel de liderança em matéria de luta contra a mudança climática, colocando os interesses dos fabricantes de automóveis em primeiro lugar”, criticou Greg Archer, um dos dirigentes do grupo de ONGs.

“Mas isto não terminou, as negociações com o Parlamento Europeu ainda podem levar a um acordo ambicioso”.

A UE se comprometeu em Paris a reduzir em ao menos 40% as emissões de gases do efeito estufa até 2030 em comparação aos níveis de 1990, em todos os setores de sua economia.

Fonte: em Internacional

UE quer reduzir consumo de energia em um terço até 2030 para frear aquecimento global

A UE estabeleceu como meta reduzir um terço de seu consumo de energia antes de 2030, uma nova etapa para adaptar sua legislação a seus compromissos no âmbito do Acordo de Paris sobre o Clima.

Os negociadores da Eurocâmara e do Conselho da UE, que representa os países do bloco, chegaram a um acordo na terça-feira à noite (19) sobre uma parte do pacote de “Energia Limpa”, proposto pela Comissão no final de novembro de 2016.

O acordo, que agora deve ser confirmado pelos eurodeputados e pelos ministros do Conselho da UE, prevê uma meta de eficiência energética de 32,5% para 2030, em relação aos níveis de 1990, com uma cláusula de revisão em 2023.

A meta é ligeiramente superior à do Executivo europeu (30%), mas abaixo do proposto pelo Parlamento do bloco (35%). Se for adotada, entrará em vigor a partir de 2021.

Para alcançar seus objetivos, a UE já reformou sua legislação contra a construção de edifícios e sobre energias renováveis. Também está trabalhando para melhorar a eficiência energética de eletrodomésticos e aquecedores de água.

“A Europa é, de longe, o maior importador de energia fóssil do mundo. Hoje, pomos fim a isso. Este acordo é um grande impulso a favor da independência energética da Europa”, declarou o comissário europeu da Ação para o Clima, Miguel Arias Cañete, em um comunicado.

A nova meta de 32,5% de eficiência energética não convenceu as ONGs, que a consideram insuficiente, em virtude dos compromissos com o Acordo de Paris. Já o Escritório Europeu de Consumidores (BEUC) considerou “globalmente positiva”.

Também no âmbito do Acordo de Paris, até 2030, os europeus se comprometeram a reduzir em 40% as emissões de gases causadores do efeito estufa para um patamar próximo dos níveis de 1990.

Fonte: AFP

UE: todos os países têm de cumprir quota mínima de 32% de fontes limpas até 2030

A União Europeia (UE) fixou nesta quinta-feira uma taxa mínima de 32% de energia renovável para 2030, após uma longa noite de negociações entre representantes do Parlamento Europeu, do Conselho e da Comissão Europeia.

O acordo foi fechado no meio do caminho, entre os 27% pedidos inicialmente pelos países e os 35% reivindicado pela Eurocâmara para cumprir com os objetivos europeus do Acordo de Paris contra a mudança climática.

“Acordo! Novo 32% de objetivo de energia renováveis para 2030. As energias renováveis são boas para a Europa e hoje a Europa é boa para as energias renováveis”, declarou na rede social Twitter o comissário europeu de Energia e Ação Climática, o espanhol Miguel Arias Cañete.

O objetivo foi alcançado depois que países como Espanha e Itália, com novos governos, advogaram na segunda-feira em um Conselho de ministros europeus de Energia em Luxemburgo por uma ambição mais elevada do que a inicialmente prevista entre os Estados.

O pacto fixa também que essa cota de 32% em 2030 seja revisada para cima em 2023, em função dos avanços tecnológicos que possam acelerar a transição energética.

“Obrigado a todos os que nos ajudaram a tornar isso possível”, declarou nas redes sociais o eurodeputado José Blanco, conferente do Parlamento Europeu em matéria de renováveis, que antes da negociação previa que o resultado final seria próximo aos 32%.

O acordo também proíbe o chamado “imposto sobre o sol” até 2026 para fomentar o autoconsumo energético, mas abre a porta para que a partir dessa data possa ser introduzido algum tipo de tarifa.

“A ótima boa notícia é que matamos o nefasto imposto ao sol”, declarou em comunicado o eurodeputado espanhol de Equo Florent Marcellesi, que considerou “muito positivo” que “os cidadãos europeus” e demais agentes sociais possam “produzir, consumir e armazenar sua própria energia renovável”.

Além disso, a modernização da direção sobre energia renovável marca a meta de conseguir 15% de interconexões elétricas entre Estados-membros da UE para 2030.

Outro aspecto importante do acordo é uma taxa de 14% de energia renovável no setor do transporte para 2030, que prevê servirá para impulsionar os veículos elétricos.

O pacto também prevê reduzir progressivamente o uso do óleo de palma para produzir biocombustíveis destinados ao transporte até 2030 e limitar suas importações, que provêm especialmente de países como Indonésia e Malásia.

Também será congelada a produção europeia de biocombustíveis de primeira geração, como o etanol, nos níveis de produção alcançado por cada Estado-membro da União Europeia em 2020 e fixa um objetivo de 3,5% para os de segunda geração, gerados a partir de cultivos não alimentícios, como a madeira.

Organizações ambientalistas como Greenpeace, que não consideram o acordo geral sobre energias renováveis suficientemente ambicioso, foram especialmente críticas com os biocombustíveis ao considerar que representa “uma ameaça para as florestas europeias” pois permitirá que “mais árvores e cultivos sejam queimados como energia” e representa “um exemplo terrível para o resto do mundo”.

Os negociadores, no entanto, fracassaram na hora de alcançar um compromisso no âmbito da eficiência energética, apesar de as posturas terem se aproximado.

O eurocomissário Cañete pediu ao Parlamento e ao Conselho que sejam “flexíveis e busquem um compromisso”, já que “é a única forma para a Europa de seguir com uma ambiciosa transição energética limpa” para libertar a economia de CO2 em 2050.

Clique para assistir a reportagem.

Fonte: RTP Notícias e Agência EFE

UE e Cuba aprofundam aproximação com acordo sobre energias renováveis

A União Europeia (UE) e Cuba assinaram na última terça-feira (15) um acordo para promover as energias renováveis na ilha, o primeiro após a normalização de suas relações diplomáticas, que estão decididos a aprofundar independentemente de Washington.

A reunião do Conselho Conjunto UE-Cuba é “uma pequena grande notícia positiva em um mundo cada vez mais conflituoso, o que mostra que o compromisso, o diálogo e a perseverança podem dar bons resultados diplomáticos”, disse a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, após se reunir com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

Bruxelas e Havana começaram uma nova etapa em suas relações no último 1º de novembro com a entrada em vigor do Acordo de Diálogo Político e Cooperação, cuja assinatura meses antes pôs fim à chamada Posição Comum de 1996 que limitava a cooperação a avanços em direitos humanos.

Esta normalização ocorreu em plena mudança de ventos em Washington. Após a aproximação do ex-presidente americano Barack Obama, seu sucessor na Casa Branca, Donald Trump, paralisou o degelo com as autoridades da ilha, afetada por um embargo americano desde 1962.

A nomeação, em 19 de abril, de Miguel Díaz-Canel como presidente cubano, após os governos de Fidel e Raúl Castro, tampouco mudou a postura de Washington, que reiterou sua prioridade de libertar Cuba, onde permanece o “legado de tirania” dos líderes da revolução de 1959.

Neste contexto, o chanceler cubano agradeceu Mogherini pela tradicional posição cubana contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, ressaltando que o atual mandatário “aumentou a agressividade em sua aplicação extraterritorial [de suas sanções] contra bancos e companhias europeias”.

A UE, que também enfrenta a diplomacia de Trump na questão do acordo nuclear iraniano, opta por manter sua estratégia de diálogo com as autoridades como “a melhor forma de acompanhar as transformações em Cuba”, disse à AFP um alto funcionário europeu.

– Investimentos internacionais –

Os europeus esperam que sua cooperação econômica com a ilha melhore a vida dos cubanos e estabeleça assim as bases para uma maior abertura política no país latino-americano, onde o Partido Comunista (PCC, único), com Raúl Castro à frente até 2021, representa o núcleo do poder cubano.

“Há mudanças simbólicas. Pela primeira vez, temos um presidente que não participou da revolução, que não é um militar”, mas “precisa-se de tempo para medir o impacto que isto terá na linha política do país”, detalhou esta fonte, que pediu anonimato.

Enquanto isso, a UE começou a implementar sua estratégia de cooperação com a assinatura, nesta terça-feira, de seu primeiro convênio de financiamento, no valor de 18 milhões de euros, para apoiar Cuba em seu objetivo de gerar 24% de eletricidade em 2030 por meio de energias renováveis.

Outro dos objetivos, como explicou o comissário europeu de Cooperação e Desenvolvimento, Neven Mimica, é ajudar a ilha socialista a “atrair investimentos” estrangeiros para o setor da energia e “intercambiar práticas” para avançar na agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Os europeus também preveem financiar a partir do fim do ano um programa de apoio à segurança alimentar resistente ao clima e sustentável em Cuba, com uma contribuição de 19,65 milhões de euros.

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Fonte: AFP

Relatório aponta alta nas emissões de CO2 na UE em 2017

A União Europeia (UE) registrou, em 2017, um aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2) para atmosfera, quando comparado a 2016. O valor foi divulgado pelo Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia. De acordo com aquele organismo, no ano passado, o incremento da emissão de gases de efeito estufa provenientes da combustão de combustíveis fósseis foi de 1,8 %.

Ainda de acordo com o relatório, dos 27 Estados-Membros da UE, apenas sete diminuíram as suas emissões: Finlândia (-5,9 %), Dinamarca (-5,8 %), Reino Unido (-3,2 %), Irlanda (-2,9 %), Bélgica (-2,4 %), Letônia (-0,7 %) e Alemanha (-0,2 %). Quanto ao aumento, as maiores aferições foram em Malta (12,8 %), Estônia (11,3 %), Bulgária (8,3 %), Espanha (7,4 %) e Portugal (7,3 %). Atualmente a Alemanha representa cerca de 23 % das emissões totais da União Europeia e é o país com o maior peso percentual.

As exportações e importações de produtos energéticos têm um forte impacto nas emissões de gases de efeito estufa no país onde os combustíveis fósseis sofrem a sua combustão, ou seja, quando o combustível é importado, isso leva a um aumento das emissões no país importador. No entanto, no caso da importação de energia elétrica, isso não acontece. O efeito das emissões dos gases é reportado ao país exportador, já que é aí que a energia é produzida.

As emissões de dióxido de carbono representam cerca de 80 % do total de emissões de gases de efeito estufa e são das que mais contribuem para o aquecimento global, dependendo de diversos fatores como as condições do clima, o crescimento da economia, a atividade da indústria, entre outros.

Fonte: Edifícios e Energia

Bruxelas investiga biodiesel argentino

Após uma denúncia da indústria europeia de biodiesel (EBB) apresentada em 31 de janeiro, Bruxelas está investigando se o biodiesel argentino é ou não subsidiado.

Luis Zubizarreta, presidente da Câmara de biocombustíveis da Argentina (Carbio) que agrupa os principais produtores e líderes na exportação, comemorou em novembro passado, depois de arbitragem da OMC (Organização Mundial do Comércio), o levantamento das barreiras alfandegárias impostas pelos europeus contra o biodiesel argentino no final de um litígio de quase cinco anos.

Hoje, reagindo à nova investigação anti-subsídios realizada por Bruxelas, Luis Zubizarreta estava confiante. “Vamos colaborar durante toda a investigação (que deve durar 13 meses, nota do editor), como sempre fizemos, mas,claramente, a indústria europeia simplesmente quer aumentar ainda mais a barreira protecionista que já existe quanto ao seu mercado. Não há subsídio na Argentina para a produção de biodiesel. Isso iria contra os compromissos assumidos pelo país com a Organização Mundial do Comércio “, acrescentou.

Impostos de exportação diferenciados

A tributação sobre os produtos de soja é interpretada pela Europa como um subsídio implícito. Segundo o economista argentino Martín Kalos, “a Argentina não subsidia sua soja. No entanto, possui uma política diferenciada de imposto de exportação, o que favorece a exportação de produtos com maior valor agregado. ”

Soja é tributada em 30%, óleo e torta em 27% e biodiesel em apenas 8% (decisão tomada em dezembro de 2017 pelo governo Macri, que entrou em vigor no início de 2018) .

A tonelada de biodiesel é exportada a 642 dólares a tonelada contra 582 dólares pelo petróleo. “Esta política fiscal não é ilegal”, acrescenta Luis Zubizarreta. “É óbvio que a soja é muito mais barata em nosso mercado doméstico, portanto, produzir biodiesel é mais barato também. ”

Mas para o economista, essa é uma “prática comum” que nada tem a ver com concorrência desleal. “Essa pesquisa, nada mais é, que uma ação dos produtores europeus, assim como os norte-americanos, que buscam ganhar tempo para evitar que seu mercado seja inundado por um produto muito mais competitivo”.

A publicação original, em francês, você confere aqui.

Fonte: Ouest France

O Futuro das Energias Renováveis na União Europeia

O uso de energia renovável tem muitos benefícios potenciais, incluindo uma redução das emissões de gases com efeito de estufa, diversificação da energia e suprimentos e uma dependência reduzida nos mercados de combustíveis fósseis (em particular o óleo e gás). O crescimento de fontes de energia renovável também pode ter o potencial para estimular o emprego através da criação de empregos em novas tecnologias “verdes”.

A energia renovável na UE cresceu fortemente nos últimos anos, atingindo um aumento da quantidade de energia proveniente de fontes renováveis de cerca de 8,5% em 2004 até 16,7% em 2015 (Eurostat, 2017). Em 2009, o Parlamento Europeu e o Conselho aprovaram o chamado RES Diretiva, alterada em 2013, e que estabeleceu uma participação obrigatória de 20% da UE no consumo de energia a partir de fontes de energia renováveis (RES) até 2020, com objetivos específicos para cada Estado-Membro. Além disso também exigiu que todos os membros do Estado utilizassem fontes limpas para obter 10% dos seus combustíveis de transporte a partir de fontes renováveis até 2020 e apresentou critérios para a sustentabilidade dos biocombustíveis.

Em 2015, o RES a Diretiva e a Diretiva relativa à qualidade dos combustíveis (FQD) foram revistas para reconhecer mitigar o impacto ambiental negativo que a produção de biocombustíveis pode ter em termos de alteração indireta do uso da terra e gases com efeito de estufa (GEE) relacionados emissões.

Estas revisões da Diretiva RES e do FQD foram reforçadas os critérios de sustentabilidade para os biocombustíveis e imploram mais rigorosos requisitos em termos de redução de emissões de GEE. Em 30 de novembro de 2016 a Comissão Europeia lançou o pacote Clean Energy, que incluiu uma reformulação da Diretiva RES, com o objetivo de atingir os objetivos e mudar o quadro da UE sobre o clima e a energia, em particular o objetivo vinculativo de 27% na participação da UE nas RES no consumo final de energia até 2030.

O último relatório de progresso sobre a implementação da diretiva RES (fevereiro de 2017) observa que a grande maioria dos países da UE está rastreando bem seus objetivos vinculativos para as energias renováveis.

Fonte: Biomassa BR

Adeus biodiesel de palma?

Uma possível proibição ao óleo de palma no biodiesel da União Europeia significaria que a Indonésia e a Malásia precisam encontrar mercados alternativos de exportação de óleo de palma bruto (CPO) para cerca de 2,6 milhões de toneladas. Se a UE realmente proibir o óleo de palma em Biodiesel, o óleo de colza e o óleo de soja serão os prováveis vencedores, provocando mudanças nos fluxos comerciais e volumes de esmagamento, uma vez que a UE precisará dessas alternativas para a produção de biodiesel. O etanol na UE e alguns outros combustíveis alternativos também podem ser impulsionados.

Outro desafio para CPO e biodiesel da UE

Em janeiro deste ano, o Parlamento da UE votou uma resolução que proibiria o uso de óleo de palma como matéria-prima no biodiesel a partir de janeiro de 2021. Esta resolução ainda não é definitiva. Nos próximos meses, esta medida será objeto de negociações tripartidas entre o Parlamento, a Comissão da UE e o Conselho da UE. Para tornar-se lei oficial, isto é, em âmbito internacional, a medida deve cumprir as regras da OMC, o que poderia proibir a interdição das importações de óleo de palma. Supondo que a lei final irá proibir o óleo de palma como matéria-prima, o impacto será bastante significativo porque o óleo de palma representa 3,5 milhões de toneladas ou cerca de 27% da matéria-prima total de biodiesel da UE. Isso também teria um grande impacto nos produtores de palma.

Possíveis implicações para Malásia e Indonésia

As importações de óleo de palma para os países da UE apresentaram uma baixa tendência nos últimos anos à medida que a demanda por óleo de palma estagnou. A demanda por óleo de palma bruto (CPO) como matéria-prima para biodiesel, especificamente, foi constante desde 2014 . Se a resolução do Parlamento da UE se tornar lei, a Indonésia e a Malásia serão fortemente impactadas, já que a UE representou 2,6 milhões de toneladas ou 29% das exportações combinadas de CPO de ambos os países em 2016. Os países da UE obtiveram as restantes 0,9 milhões de toneladas de outros países em 2016. Portanto, é importante que a Indonésia e a Malásia busquem mercados alternativos de exportação de CPO. As exportações de CPO representaram 25% do óleo de palma total de ambos os países em 2016, enquanto o óleo de palma refinado representou os 75% restantes.

Alternativas ao óleo de palma no biodiesel da UE?

A queda de 3,5 milhões de toneladas de CPO para biodiesel precisaria ser compensada com opções alternativas e matérias-primas. É provável que vejamos uma combinação das seguintes alternativas:

• Se substituído apenas por colza, seria necessário um esmagamento adicional de 8,2 milhões de toneladas na UE. Estes deverão ser provenientes de uma área adicional de colza (embora não seja possível uma expansão de cerca de 30% na colheita de colza da UE) e importações significativamente mais elevadas de colza (a UE já representa 4 milhões de toneladas, ou 25% das importações globais, mas precisaria atingir 75% de market share).

• As importações de óleo de colza teriam que aumentar, mas basicamente exigiriam que quase todas as 4 milhões de toneladas do mercado global de óleo de colza fossem enviadas para a UE.
Importações adicionais de óleo de soja da América do Norte e da América do Sul provavelmente afetarão as importações de óleo de girassol devido ao aumento dos preços do óleo de girassol.

• As importações de biodiesel da Argentina parecem alternativas viáveis. Em 2010, a UE importou 1,2 milhões de toneladas de biodiesel da Argentina. No ano passado, a Comissão da UE baixou novamente os direitos anti-dumping para o biodiesel argentino. No entanto, em janeiro deste ano, foi lançada outra investigação para avaliar os subsídios injustos aos exportadores argentinos de biodiesel.

• O óleo residual já é uma matéria-prima importante para o biodiesel, mas este não é um mercado infinito e já mostrou um crescimento lento nos últimos anos.

• Um aumento do uso de etanol também é provável, já que a UE tem apenas um objetivo de biocombustíveis, o que não diferencia o biodiesel e o etanol. No entanto, isso será limitado devido aos menores volumes de gasolina no mercado da UE e ao fato dos países da UE ainda terem obrigações para combustíveis.

• Finalmente, outros combustíveis alternativos como eletricidade, podem ganhar mais tração.

Fonte: Rabobank publicada no portal da revista Óleos e Gorduras

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