Seminário Frotas e Fretes Verdes discute eficiência energética nos transportes

Com patrocínio da APROBIO, o Instituto Besc realiza nesta quarta e quinta-feira (7 e 8) o seminário Frotas e Fretes Verdes 2018, em São Paulo, para discutir temas relacionados à eficiência energética no setor de transportes, a sustentabilidade das atividades de mobilidade e logística e as alternativas para substituição dos combustíveis fósseis, como o maior uso do biodiesel no lugar do diesel derivado de petróleo.

Na mesa de abertura, a presidente do Instituto Besc, Jussara Ribeiro, realçou a importância e o apoio que entidades e empresas ligadas ao setor de mobilidade e logística oferecem para a realização do evento. Ao seu lado, o diretor superintendente da Aprobio, Julio Minelli, em nome dos conselheiros do seminário, destacou o quanto o evento promove troca de experiências e conhecimento. “Nosso objetivo maior é fazer um trabalho que se reverta em benefícios para a sociedade. Fazer mais com menos e todos ganharem”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A mesa de abertura também foi composta pelo presidente e CEO da Iochpe-Maxion, Marcos Oliveira, representando os patrocinadores do seminário; Christopher Podgorski, presidente e CEO da Scania Latin America e presidente de honra do Frotas e Fretes Verdes 2018; e Paulo Herrmann, presidente e CEO da John Deere Brasil e conselheiro da Embrapa, agraciado com o Troféu Frotas e Fretes Verdes como Executivo Destaque deste ano.

Fonte: Analítica Comunicação – Assessoria de imprensa APROBIO

Após editar MP que garante desconto no diesel, governo afirma que preço do combustível vai acompanhar mercado internacional

A Medida Provisória 847, que renova o subsídio ao óleo diesel até 31 de dezembro de 2018, foi assinada na terça-feira, dia 31 de julho de 2018, e publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, dia 1.º de agosto.

O decreto para regulamentar o subsídio ao combustível a partir deste mês, e assim sustentar o desconto de R$ 0,46 no preço do litro, ainda será editado.

Com o desconto garantido, o preço do diesel vai passar a variar segundo o mercado internacional a partir do dia 31 de agosto, com previsão de cinco reajustes até o fim dezembro, a cada 30 dias. A base será o preço de referência estabelecido pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) para o primeiro dia de cada período.

Segundo a MP, a Petrobrás e demais fornecedores do combustível serão ressarcidos pela União, que contingenciou R$ 9,5 bilhões para bancar o que ficou conhecido como “bolsa caminhoneiro”, decorrente do acordo realizado pela União para por fim à greve no setor.

Na edição da MP, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, declarou que o compromisso que o governo tinha com os caminhoneiros era manter o desconto de R$ 0,46 até 31 de dezembro de 2018. “Vencido o primeiro período em que haverá revisão do preço, variações podem ser positivas ou negativas, e aí teremos o novo preço”, afirmou Padilha.

Além do desconto do diesel, outro ponto do acordo com os caminhoneiros permanece em discussão: a tabela do frete mínimo. Uma comissão na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) discute com representantes dos caminhoneiros e da indústria para chegar a um acordo. Ainda segundo o ministro Padilha, “o grande nó que está sendo implantado pela ANTT é ter os termos, os preços da nova tabela, isso está sendo construído de forma colegiada entre as várias partes”.

Fonte: Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes – Diário do Transporte

Apagão dos combustíveis expõe urgência da necessidade de descarbonizar transportes

A atual greve dos caminhoneiros está mostrando de forma inequívoca que a excessiva dependência dos combustíveis fósseis é um sério problema de segurança nacional.

A exemplo do que já ocorreu no passado, quando as crises de energia elétrica alavancaram programas e iniciativas de eficiência energética e diversificação da matriz, o caos que o Brasil vive atualmente pode ajudar a lançar luzes sobre o futuro que queremos.

“É muito oportuno se discutir a eletrificação do sistema de transporte brasileiro. Quase 15% de toda carga transportada no Brasil é o próprio combustível que viaja milhares de quilômetros para chegar aos postos para abastecer os veículos. Num sistema de transporte baseado em eletricidade isto desapareceria, pois a energia circula pelo sistema integrado de energia elétrica”, explica Tasso Azevedo, coordenador do SEEG.

“Postos de recarga podem ser instalados de forma rápida em qualquer lugar e, ainda, serem carregados com energia solar no local. Embora o investimento inicial seja alto, os custos de operação dos veículos elétricos são muito mais baixos. Apesar dos óbvios benefícios, a eletrificação do transporte tem sido solenemente ignorada nas politicas de transporte, mobilidade e desenvolvimento da indústria automobilística no Brasil, como mostra de forma escancarada o Plano Rota 2030”, destaca.

Passados mais de 40 anos da criação do Proálcool, e mais de 10 anos da criação do programa de incentivo da produção e do uso de biodiesel, mais de 80% da energia que movimenta nosso sistema de transportes ainda é de origem fóssil: gasolina, querosene de aviação e óleo diesel. Ter alternativas tecnológicas à mão é fundamental, mas não parece ser suficiente.

“Para quem busca sistemas de transporte livres de combustíveis fósseis, estas crises revelam pistas sobre algumas questões de natureza não tecnológica que precisam ser enfrentadas, bem como acerca de atores sociais que devem ser levados em conta no debate sobre descarbonização dos sistemas de transportes”, explica André Ferreira, do Instituto de Energia e Ambiente.

Entre as razões estruturais que precisam ser abordadas está a excessiva dependência do transporte rodoviário, que os sistemas político e econômico têm enorme dificuldade em abordar. Entre os países de grandes dimensões, o Brasil é o que mais depende dos caminhões. Aqui estes respondem por 65% da carga transportada, enquanto na Austrália respondem por 53%, na China por 50%, no Canadá por 43%, nos EUA por 32% e, na Rússia por somente 8% (em tkm).

Vale observar que o caminhão é o mais perdulário dos modos de transporte: para transportar uma tonelada de carga útil por 100 quilômetros, os caminhões gastam – no Brasil – 2,3 litros de diesel, enquanto os trens gastam 0,4 litros e os navios 0,3 litros.

Carlos Rittl, do Observatório do Clima, diz que “o Brasil parece se esforçar demais para chegar atrasado no futuro. Enquanto vemos avançar mundo afora trens e caminhões com energia solar, internet das coisas e blockchain na logística de transportes, entre outras inovações, governo e políticos se restringem a discutir o preço e os subsídios aos combustíveis fósseis.

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Fonte: Ambiente Energia

“Não queremos mais usar combustíveis fósseis”, Henrik Henriksson, CEO Mundial da Scania

A revolução da direção autônoma irá acontecer primeiro nos caminhões e, depois, nos automóveis. O motivo é simples: “Nosso cliente está disposto a pagar pela tecnologia”, afirma Henrik Henriksson, CEO mundial da sueca Scania, uma das maiores fabricantes de caminhões e ônibus do mundo. Se existe um setor em que tempo é dinheiro, esse setor é o de transportes pesados. Quanto menos o caminhão fica parado, mais dinheiro se ganha.

Portanto, justifica-se investir em uma tecnologia dessas, que permite, praticamente, eliminar as paradas de descanso. Mas, para se chegar nesse estágio, o que deve levar 30 anos, é preciso passar por uma série de etapas. A primeira é a eletrificação e o uso de combustíveis alternativos ao petróleo, como etanol, biodiesel, biogás, entre outros. Na opinião de Henriksson, é urgente abandonar os combustíveis fósseis e adotar uma visão mais sustentável dos transportes, tanto de carga quanto de pessoas. Nessa entrevista, o executivo, que esteve no Brasil em novembro e falou com exclusividade à DINHEIRO, detalha a sua visão para o futuro dos caminhões.

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Fonte: Isto é Dinheiro

Brasileiros estão cientes da importância de mudar escolhas de transporte

Um estudo encomendado pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), organização não governamental (ONG) dedicada ao combate às causas das mudanças climáticas, indica que os brasileiros têm consciência da importância de mudar suas escolhas de transporte e priorizar a energia limpa.

Os resultados preliminares foram apresentados hoje (6) pelo coordenador de Transporte da entidade, Walter Figueiredo de Simoni, durante o Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte. A versão completa da pesquisa será divulgada nos próximos dias, informou a ONG.

Segundo a pesquisa, 74% dos entrevistados reconhecem que os combustíveis fósseis têm impacto negativo na qualidade do ar. Um total de 63% reconhecem o impacto negativo na qualidade da água e 69% entendem que a queima desse tipo de combustível contribui para as mudanças climáticas.

De acordo com a pesquisa, 86% das pessoas disseram que votariam em um candidato que propusesse a recuperação de calçadas e praças, facilitando, assim, a locomoção a pé pela cidade. E um total de 85% escolheriam um candidato que propusesse a renovação da frota de ônibus e 84% dariam seu voto a quem propusesse a recuperação de ciclovias e ciclofaixas.

Dificuldades

Apesar da aparente disposição da população em mudar hábitos, os brasileiros enfrentam dificuldades com o transporte público, principalmente nas metrópoles. Segundo Clarice Linke, diretora-executiva do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), ONG com sede em Nova York, os habitantes das grandes cidades do país sofrem com serviços precários.

De acordo com dados apresentados por Clarice Linke, a rede de transportes cobre apenas 19% da população de São Paulo e 30% da população do Rio de Janeiro. “A gente tem uma estrutura deficitária difícil de servir à população. Analisando por renda a situação é mais séria ainda. Um transporte público que teve investimento do Banco Mundial nos últimos anos, que foi o do Rio de Janeiro, está em situação precária”, comentou, durante debate sobre alternativas para despoluir o transporte no Brasil.

Segundo a diretora, na média das regiões metropolitanas do país 73% da população está insatisfeita ou muito insatisfeita com o transporte. “A população está em grande parte se endividando e migrando, cada vez mais, para o transporte individual motorizado”, destacou.

Mobilidade urbana

De acordo com Martha Martorelli, gerente de Planejamento da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, a Política Nacional de Mobilidade Urbana do Brasil, lançada em 2012, prevê que o país priorize o transporte público e os pedestres. Ela reconhece, entretanto, que tem havido dificuldades para colocar esses objetivos em prática.

“A dificuldade de implementação, hoje, é o maior entrave. Trabalhar com a política nacional implementada é o grande objetivo que nós temos para a descarbonização. Só a transferência de modal no nosso país já fará grande diferença na questão climática das cidades”, disse.

De acordo com Martha, o braço de mobilidade urbana do Avançar, programa do governo federal que prevê recursos para projetos de habitação, infraestrutura e energia, trouxe alguns pontos favoráveis na questão da priorização de formas alternativas de transporte. “Os projetos de calçadas, ciclovias, só vinham vinculados a outros projetos. Hoje o município pode entrar com projetos apenas de calçadas, calçadões, ciclovias”, exemplificou. Ela disse ainda que municípios pequenos são contemplados no programa e que foi desenvolvida uma metodologia simplificada para eles.

Fonte: Isto é

Encontro internacional debaterá descarbonização do transporte

O Instituto Clima e Sociedade (iCS), o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) e a Embaixada da República Federal da Alemanha no Brasil promovem, dia 6 de dezembro, em Brasília, o “Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte”. O evento é o segundo da série “Diálogos para um Futuro Sustentável” e visa promover uma reflexão sobre as estratégias para a redução de emissões de carbono no setor de transportes no âmbito nacional e internacional. O encontro ocorrerá das 9h às 17h, no Brasília Palace, SHTN Trecho 1 Cj 1 Lote 1 – Asa Norte.

O setor de transportes é responsável hoje por cerca de 46% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil e 14% no mundo. Muitas das Contribuições Nacionalmente Determinadas (CND) submetidas sob o escopo do Acordo de Paris já contém metas de descarbonização do setor. O evento pretende destacar a centralidade do setor de transportes nas diferentes CND’s e as estratégias existentes para a descarbonização do mesmo.

Maiores informações e inscrições estão disponíveis neste endereço.

Fonte: Sul 21

Aliança Global Para Descarbonização dos Transportes movimenta COP 23 em Bonn

Portugal, França, Holanda, Costa Rica e a plataforma Processo de Paris sobre Mobilidade e Clima (PPMC) lançaram, neste fim de semana,  durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23),  em Bonn, na Alemanha, a Aliança Global para Descarbonização dos Transportes. O objetivo da iniciativa é estimular uma maior liderança política no setor.

No sábado (11), o vice-ministro do Ambiente de Portugal, José Mendes, disse à ONU News, em Bonn, ser preciso mais ambição e uma ação global coordenada na área de transportes para cumprir o Acordo de Paris.

“A verdade é que o setor de transportes gera emissões de gases de efeito estufa e nós temos que tratá-las. É por isso que ao nível dos Estados, ao nível das cidades, ao nível das empresas temos que coordenar esforços. E a Aliança para a Descarbonização dos Transportes pretende justamente fazer esse tipo de coordenação, de forma que tenhamos sucesso na implementação do Acordo de Paris também na área dos transportes”.

Iniciativas globais sustentáveis

Seis novas iniciativas voluntárias globais também foram apresentadas neste fim de semana na COP 23, abordando aspectos relacionados aos transportes e as mudanças climáticas. Entre elas, a iniciativa “Below50” (Abaixo de 50), que estabelece o comprometimento de empresas, países e organizações com o uso de combustíveis sustentáveis que produzam pelo menos 50% emissões de CO2 a menos, em comparação com os combustíveis fósseis convencionais.

E mais, a Aliança EcoMobility, de cidades comprometidas com o transporte sustentável; a ação EV100, uma iniciativa global que une companhias comprometidas a acelerar a transição do uso de veículos elétricos (EVs) de modo a tornar os meios de transportes elétricos o padrão por volta de 2030.

Destaca-se ainda o Walk 21, movimento global que valoriza e promove o hábito de caminhar como forma de deslocamento prazeroso e saudável e promove o desenvolvimento de cidades com áreas exclusivas para pedestres onde seja mais fácil andar; e, finalmente, a iniciativa Transformando a Mobilidade Urbana, que busca acelerar a implementação de transporte urbano sustentável de mitigação da mudança climática.

Acordo de Paris

Durante a Conferência do Clima das Nações Unidas realizada na capital francesa em 2015, 196 países se uniram no Acordo de Paris, um pacto universal que objetiva colocar o mundo em direção a um futuro mais sustentável, próspero e justo e com menos emissões de carbono. Apesar do Acordo por si só não conseguir solucionar o problema, ele aponta o caminho e busca uma solução global.

Com base nos planos climáticos nacionais de 186 países, o Acordo de Paris é um reflexo do extraordinário impulso de cidades, empresas, grupos da sociedade civil e outros que complementam a disposição global de agir que tem crescido ao longo dos anos, desde a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro em 1992, a Rio 92, quando representantes de 179 países consolidaram uma agenda global para tentar minimizar os problemas ambientais mundiais.

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23) prossegue até a próxima sexta-feira (23), em Bonn.

 *Com reportagem de Jerome Bernard, da ONU News em Bonn.
Fonte: Agência Brasil

Audiência Pública sobre combustíveis limpos acontece no próximo sábado, 16

Acontece neste sábado, 16 de setembro, as 10h no Salão Nobre / 8° andar – da Câmara dos Vereadores de São Paulo a audiência pública sobre os três projetos de lei que visam equacionar o não cumprimento, por parte das empresas de ônibus, do artigo 50 da Política Municipal de Mudança do Clima, segundo o qual a cidade deveria ter 100% de sua frota de transporte público municipal movida a combustíveis limpos no ano que vem.

Além de uma nova data para o fim do uso do diesel no transporte público de São Paulo, os projetos dos vereadores Milton Leite (presidente da Câmara), Gilberto Natalini e Caio Miranda incluem outros pontos.

Resumidamente:

  • A proposta de Milton Leite, presidente da Câmara dos Vereadores, não dá prazo para o fim do uso do diesel como combustível dos ônibus, porém retoma a necessidade de inspeção para todos os veículos usados pelo poder público municipal, caminhões utilizados no CEAGESP, ônibus intermunicipais e fretados.
  • A proposta de Gilberto Natalini dá prazo de 20 anos para o fim do uso do diesel no transporte público de São Paulo.
  • A proposta de Caio Miranda reduz esse prazo para 10 anos, mas não define sanções para quem não cumprir a lei, apesar do fato de que o projeto visa justamente equacionar o cumprimento de uma lei já existente.

Neste link você pode acessar uma tabela comparativa mais detalhada.

POR QUE ISSO É IMPORTANTE

  • A poluição mata duas vezes mais que o trânsito em São Paulo.
  • Mais de 3 mil mortes serão causadas neste ano por problemas de saúde agravados especificamente pelas emissões de poluentes da frota de ônibus a diesel.
  • Somente o diesel, combustível usado em praticamente toda a frota de ônibus da cidade, será responsável por 178 mil mortes em 30 anos, com um custo de R$ 54 bilhões apenas em internações. Quase 13 mil mortes até 2050 podem ser evitadas se os ônibus municipais passarem a usar combustíveis renováveis.
  • Ficar parado no trânsito de São Paulo por duas horas equivale a fumar um cigarro.
  • A poluição do ar é, comprovadamente, a causa do câncer de pulmão (o mais letal dos tumores) e de bexiga, como também é responsável por doenças cardio e cerebrovasculares, tais como arritmia, infarto do coração e derrame cerebral, e está relacionada à metade dos casos de pneumonia em crianças.
  • Segundo a OMS, a poluição do ar no mundo causou 8 milhões de mortes precoces em 2015 e, atualmente, é a principal causa de morte por complicações cardiorrespiratórias relacionadas ao meio ambiente.
  • A ecofrota da capital, que já teve 1.846 veículos em 2013, tem hoje apenas 212 carros movidos por algum tipo de energia limpa – menos de 1,5% do total de 14.511 ônibus da frota municipal veículos.

Fonte: Assessoria de Imprensa  AVIV, publicado no Via Trólebus

Edital de licitação dos transportes de SP só sairá após alteração na Lei de Mudanças Climáticas, afirma Avelleda

De acordo com o Secretário de Transporte e Mobilidade da cidade de SP, Sergio Avelleda, em entrevista ao Diário do Transporte, na última quarta-feira (30), o edital de licitação dos transportes públicos da capital deve demorar bem mais que o previsto para ser lançado.

O tão aguardado edital, de acordo com as declarações do secretário municipal, só será concluído após a alteração do artigo 50 da Lei nº 14.933, de 5 de junho de 2009.

Artigo 50- . Os programas, contratos e autorizações municipais de transportes públicos devem considerar redução progressiva do uso de combustíveis fósseis, ficando adotada a meta progressiva de redução de, pelo menos, 10% (dez por cento) a cada ano, a partir de 2009 e a utilização, em 2018, de combustível renovável não-fóssil por todos os ônibus do sistema de transporte público do Município.

Criada em 2009, a lei previa a substituição de 10% ao ano de ônibus que dependem exclusivamente de óleo diesel por modelos com outras fontes de tração, hoje representa apenas 1,4% da frota ou 212 veículos.  Pela Lei, em 2018, nenhum dos 14,7 mil ônibus da cidade deveria usar apenas óleo diesel.

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Fonte: Diário do Transporte

A estratégia inicial do Brasil na área de transportes para colocar em prática o Acordo de Paris

Atualmente, 190 países já ratificaram o Acordo de Paris, número que representa 98.9% das emissões globais de gases de efeito estufa, conforme dados do WRI CAIT. Isso significa que todos eles já apresentaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), documento que comunica internacionalmente as medidas que cada país tomará para lidar com as mudanças climáticas e como se direcionará para um futuro de baixo carbono. Até 2025, o Brasil se propõe a reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 37% em relação aos níveis de 2005. Para isso, muito precisará ser feito na área de energia, especialmente em relação a transportes, o setor de maior consumo de combustíveis fósseis no Brasil e, consequentemente, o principal subsetor energético que mais emite gases de efeito estufa no país.

O Acordo de Paris, adotado na 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), em 2015, tem como objetivo central manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais. Desde que ele entrou em vigor em 4 de novembro de 2016, o Brasil assumiu o compromisso de implementar ações para o cumprimento das metas estabelecidas pela NDC. Para isso, o país elabora uma Estratégia Nacional de Implementação e Financiamento da NDC do Brasil e lançou um Documento-base, que serve de fundamentação para as discussões que serão elaboradas neste ano pelo Ministério do Meio Ambiente. O texto está aberto para consulta da sociedade até março.

O papel do transporte nas emissões brasileiras

O Brasil submeteu suas metas de mitigação ao se propor a trabalhar no desenvolvimento de novas políticas públicas. Considerados apenas os GEE, as atividades de transporte no Brasil são responsáveis por 46% das emissões do setor de energia. O transporte motorizado individual aparece com uma participação de 77% do total de emissões no transporte de passageiros. Nos automóveis, cada passageiro chega a ocupar quase oito vezes mais espaço nas vias públicas do que o passageiro de ônibus.

A transferência modal no país precisa ser incentivada para a maior eficiência da mobilidade urbana e, principalmente, para a redução de emissões que poderiam ser evitadas com o estímulo aos transportes coletivos, que registra 23% do total de emissões no transporte de passageiros. A NDC brasileira também subdivide o setor de transportes em veículos leves, veículos pesados, aviação e mobilidade urbana para definir suas possibilidades de mitigação.

Para compensar a preferência da população brasileira pelo transporte individual, a NDC propõe medidas baseadas nos pilares de capacitação, inovação e eficiência para os veículos leves. Isso significa orientar e educar motoristas e proprietários de frotas a tomarem decisões e conduzirem de forma mais econômica e sustentável; buscar na tecnologia novas soluções para o transporte mais limpo; e ainda alternativas a serem abordadas no cenário nacional. O documento-base menciona o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (INOVAR-AUTO), adotado no país em 2012. O programa estimula a concorrência e a busca de ganhos sistêmicos de eficiência e aumento de produtividade da cadeia automotiva e propõe metas a serem atendidas pelas empresas. Ambas as medidas propostas pelo documento representam um potencial de redução de 39,55 MtCO2e (tonelada métrica de dióxido de carbono equivalente), que representa 51% do emitido por veículos leves em 2012.

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Fonte: The City Fix Brasil

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