A tecnologia que promete remover CO2 do ar e transformar em pó

Nova tecnologia que ‘captura’ dóxido de carbono do ar ganhou investimentos de gigantes de combustível fóssil, mas também gera temor de ambientalistas

Uma tecnologia que retira dióxido de carbono do ar está recendo investimento de algumas das maiores empresas de combustível fóssil do mundo.

A Carbon Engineering, da cidade de British Columbia, no Canadá, afirma que consegue “capturar” CO2 da atmosfera de maneira eficiente e econômica.

A empresa recebeu US$ 68 milhões em investimentos da Chevron, da Occidental e da gigante de extração mineral BHP.

Mas ambientalistas temem que essa tecnologia seja usada para extrair volumes ainda maiores de petróleo.

Diante das metas internacionais de redução de gases do efeito estufa, várias empresas entraram na corrida por uma tecnologia capaz de reduzir o dióxido de carbono do ar. A empresa suíça Climeworks, por exemplo, já atua capturando CO2 do ar para usar na produção de vegetais.

Já a Carbon Engineering diz que é capaz de capturar gás carbônico do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

O desenvolvimento de tecnologia para a remoção de dióxido de carbono passou a receber apoio da comunidade científica, depois que o último relatório do Painel Internacional de Mudança Climática defendeu a medida como forma de atingir a meta de manter em 1,5 grau Celsius o aumento da temperatura terrestre neste século.

Com os investimentos que recebeu de empresas de extração de óleo e minério, a Carbon Engineering diz que conseguirá construir a estrutura física para abrigar equipamentos de escala industrial voltados à limpeza de CO2 do ar.

Essas plantas de captura de gases poluentes seriam capazes de retirar até um milhão de toneladas de CO2 da atmosfera a cada ano.

Como o sistema funciona?

O CO2 é um poderoso gás causador do aquecimento global, mas não há muito dele na atmosfera- para cada milhão de moléculas de ar, há 410 de CO2.

O processo desenvolvido pela Carbon Engineering envolve sugar o ar e o expor a uma solução química que concentra o CO2. Processos adicionais de refinamento fazem com que o gás seja purificado de modo a ser armazenado e, posteriormente, utilizado como um combustível líquido.

Isso exige combinações químicas complexas?

Sim.

As instalações da Carbon Engineering contam com uma espécie de turbina no meio do teto, que captura ar da atmosfera.

Esse ar entra em contato com uma solução química de hidróxido. Alguns hidróxidos reagem com o dióxido de carbono, formando uma solução de carbonato.

Essa mistura é, então, tratada com hidróxido de cálcio para assumir uma forma sólida.

Infográfico mostra como é a transformação de CO2 em combustível — Foto: BBCInfográfico mostra como é a transformação de CO2 em combustível — Foto: BBC

Infográfico mostra como é a transformação de CO2 em combustível — Foto: BBC

As partículas de carbonato de cálcio são, então, submetidas a temperaturas de até 900 graus Celsius e se decompõem formando uma corrente de CO2 e óxido de cálcio.

Esse líquido que contém CO2 passa, em seguida, por uma limpeza para remover impurezas da água.

“A chave para esse processo é a concentração do CO2”, diz Jenny McCahill, da Carbon Engineering.

“Podemos armazenar o CO2 em pó ou combiná-lo com hidrogênio para formar hidrocarbonetos ou metanol.”

Sim. É um processo complexo, mas que pode ser feito.

O CO2 capturado da atmosfera é misturado com hidrogênio. Ele passa, então, por um catalisador a 900 graus Celsius, para formar monóxido de carbono.

Quando é acrescentado mais hidrogênio, o monóxido de carbono se torna gás sintético. Finalmente, esse gás é transformado em combustível sintético bruto. A Carbon Engineering diz que essa substância pode ser usada para mover diferentes tipos de motores, sem ter de passar por modificações.

“O combustível que produzimos não tem enxofre em sua composição. A queima, portanto, é mais limpa que a de combustíveis tradicionais,” diz McCahill.

“Ele pode ser usado por caminhão, carro ou aeronave.”

Por que empresas de combustível fóssil estão investindo nesse processo?

CO2 pode ser usado para extrair os últimos depósitos de óleo em poços que já ultrapassaram o período de alta produtividade.

A indústria de petróleo e gás dos Estados Unidos utiliza essa técnica há décadas.

Estima-se que a utilização de CO2 pode resultar numa extração extra de 30% de petróleo, com o benefício adicional de que, nesse processo, o dióxido de carbono fica retido permanentemente no solo.

“A tecnologia da Carbon Engeneering tem a capacidade de capturar e prover volumes elevados de CO2 atmosférico”, diz o vice-presidente da Occidental Petroleum, Richard Jackson, num comunicado.

“Ao garantir a captura e reutilização de CO2 em larga escala, essa tecnologia complementa os negócios da Occidental na extração de petróleo.”

Outro investidor da Carbon Engineering é a BHP, mais conhecida pelas atividades de extração mineral e carvão.

“A realidade é que combustíveis fósseis vão continuar por aí por algumas décadas, seja em processos industriais seja para uso em transportes”, disse Fiona Wild, diretora de mudanças climáticas e sustentabilidade da BHP.

“O que precisamos é investir em tecnologias capazes de reduzir as emissões nesses processos. Por isso estamos focando na captura e armazenamento de dióxido de carbono.”

Alguns ativistas da área ambiental estão otimistas com essa tecnologia de captura de carbono do ar, mas outros temem que ela seja usada para prolongar a era do combustível fóssil.

“É uma grande preocupação”, disse Tzeporah Berman, diretora internacional da ONG Stand, que atua na defesa do meio-ambiente.

“Precisamos trabalhar em conjunto para encontrar uma maneira de abandonar por completo os combustíveis fósseis. (A captura de CO2) Nos traz a falsa esperança de que podemos continuar a produzir e queimar combustíveis fósseis, para depois a tecnologia consertar a situação. Já passamos desse ponto.”

Outros ambientalistas temem que essa tecnologia de captura de CO2 estimule as pessoas a acharem que não precisam mais reduzir suas próprias emissões de carbono.

“Acho que há um perigo real de que as pessoas enxerguem essa tecnologia como uma solução mágica e passem a se preocupar menos em cortar suas emissões de carbono”, diz Shakti Ramkumar, estudante da Universidade de British Columbia.

“Temos a responsabilidade moral de reduzir nosso consumo em larga escala. Precisamos refletir profundamente sobre onde e como vivemos nossas vidas.”

Essa tecnologia é a ‘solução mágica’ contra o aquecimento global?

É impossível dizer se a ideia da Carbon Engineering fará grande diferença na luta contra as mudanças climáticas.

A empresa acredita que suas máquinas de captura de CO2 podem se tornar tão comuns quanto as plantas de tratamento de água- prestando um serviço valioso, embora pouco notado pelo público em geral.

Por enquanto, a companhia conseguiu dinheiro suficiente para construir a infraestrutura para sequestrar carbono do ar por menos de US$ 100 a tonelada.

Mas, será que com esses grandes investimentos da indústria de petróleo, o foco dos esforços em capturar CO2 não será direcionado à produção de mais combustível fóssil em vez de se direcionar ao controle das mudanças climáticas?

Mas, afinal de contas, as descobertas da Carbon Engineering são a “bala de prata” no controle de gases poluentes?

“Eu nunca diria a ninguém que devemos apostar todas as fichas numa mesma opção”, diz o CEO da Carbon Engineering, Steve Oldham.

“Mas é positivo o fato de que temos a tecnologia pronta, disponível, preparada para ser usada e sem efeitos colaterais químicos.”

Estudos recentes afirmam que espécies que vivem no Ártico, como o urso polar, focas e crustáceos, precisam se adaptar ao constante degelo ou podem desaparecer para sempre devido ao aumento da temperatura do planeta. — Foto: Danile Beltra/Greenpeace/AFPEstudos recentes afirmam que espécies que vivem no Ártico, como o urso polar, focas e crustáceos, precisam se adaptar ao constante degelo ou podem desaparecer para sempre devido ao aumento da temperatura do planeta. — Foto: Danile Beltra/Greenpeace/AFP

Estudos recentes afirmam que espécies que vivem no Ártico, como o urso polar, focas e crustáceos, precisam se adaptar ao constante degelo ou podem desaparecer para sempre devido ao aumento da temperatura do planeta. — Foto: Danile Beltra/Greenpeace/AFP

Fonte: G1

Programas reduzem uso de agrotóxicos e dano ambiental, e geram economia para produtor

Dá para usar menos veneno com manejo integrado de pragas e doenças. Equipamentos de proteção individual são indispensáveis para aplicar o produto

Informação e vigilância constante são as principais armas para usar agrotóxicos de forma mais racional e sustentável. Conhecer bem o lugar onde se produz, ficar atento ao que acontece no clima da região e, especialmente, monitorar as lavouras são ações fundamentais para se reduzir o uso de veneno.

A própria indústria do agrotóxico reconhece que é possível usar os produtos de forma mais racional. “Se a gente considerar a realidade de hoje, em que a gente está enfrentando problemas de resistência de pragas, é essencial que se tenha o máximo de ferramentas disponíveis”, diz Mário Von Zuben, diretor executivo da Andef, entidade formada pelas fabricantes.

“A convergência de tecnologias hoje já permite que haja um maior equilíbrio entre a utilização de defensivos químicos, dos eventos de biotecnologia, que nos últimos 10 a 15 anos já são uma realidade no país, e também dos produtos biológicos que vêm crescendo bastante”, emenda.

Ferramentas para ajudar no controle não faltam. O manejo integrado de doenças (MID) e o manejo integrado de pragas (MIP) são tecnologias consagradas que auxiliam o produtor a escolher o melhor momento para controlar o que acontece na lavoura.

Manejo integrado de pragas (MIP)

O MIP só requer um pano de batida. É um tecido, de 1 metro de comprimento, que retira a amostra de 1 metro da linha plantada. Basta percorrer a área e chacoalhar a planta em, pelo menos, um ponto a cada 10 hectares.

Depois, é só contar quantas lagartas e percevejos caíram no pano. Para cada praga, há um número de indivíduos que determina a necessidade de controle. Abaixo do limite, não é preciso controlar.

Manejo integrado de doenças (MID)

O coletor de esporos, que são como sementes de fungo, é usado para o MID, o manejo das doenças. Atualmente, é uma das principais ferramentas para monitorar a ferrugem da soja, principal doença da cultura.

A lâmina é retirada de uma a duas vezes por semana e levada a um laboratório, onde uma pessoa treinada vai verificar se tem ou não esporos nela.

Menos veneno, mais economia

Há cerca de 6 anos, em parceria com a Emater do Paraná, a Embrapa Soja criou um grupo de propriedades que rigorosamente faz plantio direto, MIP e MID.

Paulo Mirtv, chefe do escritório da Emater, coordena a parte de campo do programa, em Londrina. Ele conta que há dois coletores instalados em fazendas em pontos bem diferentes do município, e que eles servem de referência para todos os agricultores da região.

A unidade de referência tem 26 hectares, mas, no entorno, mais de 1,6 mil hectares plantados dependem das informações que saem de lá para decidir se fazem ou não o controle.

“Os vizinhos faziam 4, 5 aplicações de fungicida. E, hoje, nós estamos aí com soja plantada em 20 de outubro não foi feita nenhuma aplicação”, conta Paulo.

O resultado foi tão bom que o grupo, que começou com 50 propriedades, hoje já tem 196.

O sítio Ventania, uma das unidades de referência do programa, já faz monitoramento de pragas e de doenças há quase 6 anos, com redução no uso de agrotóxicos muito significativa.

A propriedade tem 60 hectares e fica no município de Londrina. Ela pertence a Cláudio Alves, que toca o trabalho com a ajuda do filho Vinícius, estudante de agronomia.

Vinícius conta que o número de aplicações de herbicidas, fungicidas e herbicidas caiu de 6 a 7 vezes depois do programa. Com esse manejo, economizou na safra de soja passada cerca de R$ 60 mil.

Proteção para o agricultor

Paulo Mirtv, especialista em meio ambiente, lembra que o controle rigoroso do uso de agrotóxico é bom para todos, especialmente para o agricultor.

“O produtor tem que ganhar dinheiro (…) só adota (o programa) se ele achar que é interessante para o bolso dele. Nós temos que pensar na lucratividade e até nos danos, nas questões ambientais. O que vamos deixar para a próxima geração? Um solo totalmente poluído, água contaminada.”

Junto com o programa, vêm outros benefícios. O Cláudio, por exemplo, nunca usou um equipamento de proteção individual (EPI), que é lei no Brasil e todo mundo que mexe com agrotóxicos tem que usar.

“Todos os agrotóxicos são prejudiciais, porque são produtos químicos. Se você usar o equipamento de proteção individual, está minimizando esses riscos. Agora, é 100% de proteção? Se o uso for feito de forma correta, garante o isolamento praticamente total das partículas do agrotóxico”, explica a agrônoma Flaviane Medeiros, técnica do Senar, que dá treinamentos e cursos na área de segurança.

Veja dicas para usar o EPI:

  • o EPI para usar agrotóxicos inclui: calça, blusa, boné, bota, avental, respirador, touca e viseira.
  • é preciso vestir antes de começar a lidar com qualquer agrotóxico. Desde o preparo da calda, até a aplicação. Mesmo com trator cabinado. Porque se houver algum problema durante o trabalho, e o operador tiver que fazer algum conserto, desentupir um bico de pulverizador, por exemplo, estará protegido do contato com o produto.
  • dependendo da marca, o EPI tem um número máximo de lavagens, que deve ser respeitado para manter a segurança.

Fonte: Globo Rural

Agricultura usa conceitos 4.0 para aumentar a produtividade

A indústria 4.0 ultrapassou os limites das fábricas e chegou a outros setores da economia.

Na agricultura a manufatura avançada permite monitorar as lavouras para diminuir custos e aumentar a produtividade.

A revolução extrapolou os limites das fábricas e outros setores de ponta da economia que já incorporaram a tecnologia digital.

Olhar a lavoura do alto virou rotina em uma fazenda de Goiás, mas é no chão que a agricultura de precisão mostra todas as suas facetas. Com tablet nas mãos, as técnicas em operações agrícolas vistoriam as plantações. Antigamente esse monitoramento era feito no papel, os técnicos agrícolas marcavam a área onde encontravam problema, como uma praga, mas sem o GPS era praticamente impossível encontrar de novo o local exato.

Agora o aplicativo identifica e armazena as coordenadas geográficas. Isso reduz o uso de inseticidas em uma área gigante como a desta fazenda, uma lavoura de 120 hectares de soja, ou mais ou menos, 120 campos de futebol.

As informações vão parar em uma sala de controle, na sede da fazenda, e geram um mapa que mostra onde tem necessidade de defensivos agrícolas.

Na lavoura a máquina recebe os dados por GPRS, tecnologia que era usada nos celulares, o operador baixa o arquivo e aí o processo é todo automático. O sistema de aplicação liga e desliga sozinho.

A fazenda já reduziu em 90% o uso de herbicidas, diminuiu o custo e o risco de contaminar o solo.

[…]

Fonte: Jornal da Globo

Energia, alimentos e meio ambiente devem ser foco para tecnologia no Brasil, diz Peter Diamands

Para o fundador da Singularity University, “nenhuma nação no planeta pode se beneficiar mais das tecnologias exponenciais” do que o Brasil

Graças à tecnologia e aos avanços exponenciais produzidos pela inovação, a humanidade está vivendo o momento mais extraordinário de sua história. Com essa visão otimista, o fundador da Singularity University, Peter Diamandis, acredita que o Brasil é um dos países que mais se beneficiará de tais transformações. “Não consigo pensar em nenhuma nação no planeta que pode se beneficiar mais das tecnologias exponenciais do que o Brasil. E eu posso dizer que, estando na Singularity University, todas as aulas têm mais brasileiros do que qualquer outro país do mundo. Então a fome está aqui”, afirmou ele durante o HSM Expo, em São Paulo.

As principais áreas nas quais o Brasil poderá se desenvolver e se destacar em questões tecnológicas são energia, alimentos e meio ambiente, conforme avalia Diamandis. “Temos que pensar no Brasil não como uma nação petroquímica, mas como uma nação de energia”, afirma o especialista, defendendo a visão de que mudanças significativas aconteceram no setor e continuarão acontecendo.

Novas visões a respeito da forma como produzimos alimentos – justamente por ser o país “responsável por alimentar o mundo”, segundo Diamandis – também deverão surgir nas inovações tecnológicas do Brasil. O meio ambiente também é um assunto central para o especialista. “O mundo está faminto por tecnologias para o meio ambiente e o Brasil deve estar na liderança disso.”

Segundo Diamandis, um dos principais desafios para empresas e pessoas será aprender a lidar com questionamentos constantes. “Nunca houve uma época mais poderosa para se viver do que agora. A questão é o que você quer fazer com isso e qual problema vai querer resolver”, afirma.

A própria natureza do mundo atual – exponencial e global – impõe mudanças na forma que estamos acostumados a pensar. “Hoje vemos mudanças a cada mês. Não é mais uma lógica local e linear”, explica. Em relação aos negócios, o questionamento constante será em busca de formas de “fazer diferente, mais barato e melhor”.

Fonte: Época Negócios

Cientistas alertam para risco de manipular clima

Pesquisadores de países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, fazem apelo para estarem à frente da geoengenharia . Argumento é de que seus territórios sofreriam mais com efeitos incertos de uma tecnologia controversa.

Um grupo de cientistas de países em desenvolvimento, como o Brasil, lançou um apelo para que tenha maior participação nas pesquisas de geoengenharia solar – o conceito de que, com a tecnologia, é possível fazer intervenções diretas no clima da Terra, reduzindo os impactos, por exemplo, do aquecimento global.

Controversa no mundo científico, a geoengenharia solar, inspirada nas grandes erupções vulcânicas que provocam o esfriamento da superfície terrestre ao encobrir o sol com uma camada de cinzas, é tradicionalmente dominada pelos países mais ricos, em universidades como Oxford, no Reino Unido, e Harvard, nos Estados Unidos.

Cientistas estudam cobertura atmosférica artificial que poderia proteger os países mais vulneráveis no hemisfério sul

A instituição americana realiza sua própria experiência em geoengenharia solar, chamada de “efeito estratosférico de perturbação controlada”, que envolve a utilização de um balão para liberar aerosol na atmosfera a uma altitude de 20 quilômetros, o que poderia alterar as propriedades de reflexão na cobertura das nuvens.

Agora, 12 pesquisadores de países como o Brasil, Bangladesh, China, Etiópia, Índia, Jamaica e Tailândia publicaram um artigo na revista científica Nature , afirmando que os países mais pobres são os mais vulneráveis ao aquecimento global e que, por isso, deveriam estar mais envolvidos nas pesquisas para evitar o problema.

Segundo argumentam os autores do estudo na Nature , as consequências de intervenções no clima ainda são incertas, mas os países mais afetados – positiva ou negativamente – seriam os em desenvolvimento.

“Os países em desenvolvimento hoje estão excluídos da pesquisa em geoengenharia, que está sendo feita quase totalmente nos países ricos. No entanto, os impactos de qualquer técnica dessas ainda envolvem muitas dúvidas – e a única certeza é que os países em desenvolvimento sofreriam mais intensamente com esses impactos”, disse o físico brasileiro Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo, que participa da equipe internacional de cientistas, ao jornal O Estado de S. Paulo .

“A ideia inicial é bastante maluca, mas aos poucos vai criando raízes no mundo das pesquisas”, diz o pesquisador Atiq Rahman, chefe do Centro de Estudos Avançados de Bangladesh.

Os cientistas pretendem avaliar os impactos regionais da geoengenharia solar em fenômenos naturais como secas, enchentes ou monções. Uma das ideias prevê a utilização de aviões que espalhariam nuvens de partículas refletoras de sulfato em grandes altitudes da atmosfera. “A técnica é controversa, e deve de fato ser. Ainda é cedo para saber quais efeitos poderá ter. Poderá ser bastante útil ou danosa”, disseram os cientistas.

O relatório de um painel da ONU de especialistas em clima, vazado à imprensa antes de sua publicação em outubro, lança dúvidas sobre a geoengenharia solar, afirmando que poderá ser “economicamente, socialmente e institucionalmente inviável”.

Entre os riscos citados pelo relatório, estão uma possível perturbação de padrões meteorológicos, a dificuldade de pôr fim ao processo após iniciado, além de o potencial que o uso da tecnologia teria para desencorajar alguns países a substituir os combustíveis fósseis por energias limpas.

Rahman observa que a maioria dos países em desenvolvimento “falhou de modo abissal” em suas promessas de reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa, fazendo com que opções mais radicais para reduzir o aquecimento global se tornem mais atraentes.

Ele afirma que o mundo caminha para um aumento de temperatura de 3ºC ou mais em relação aos níveis pré-industriais, muito abaixo da meta de manter essa elevação abaixo de 2ºC, prevista no Acordo do Clima de Paris, de 2015.

Fonte: Climatempo

Tecnologia ajuda no aumento da produção agrícola e na preservação

Extração de madeira planejada não compromete a biodiversidade; bagaço da cana produz o etanol de segunda geração.

No Brasil, a tecnologia tem sido uma aliada importante para aumentar a produtividade nos diversos setores da economia. E ela também pode ajudar na preservação do meio ambiente, no campo e nas florestas. É o que mostra agora o repórter Alan Severiano.

Três cidades de São Paulo inteiras caberiam com folga na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará. Lá, um pedaço da Amazônia deixou de ser intocável com autorização do poder público. A maçaranduba que vai ser derrubada foi escolhida a dedo.

“Eu observo, vendo para onde que a copa está dobrada e já procurando uma direção que não vá quebrar remanescentes”, explicou Vítor Castro Dias, manejador de florestas.

Assim, algumas árvores mais velhas vão cedendo espaço para as mais novas crescerem, tudo dentro da lei.

O chamado manejo florestal é a extração de madeira de forma planejada, sem comprometer a biodiversidade.

A cooperativa de moradores aprendeu as técnicas para gerar renda numa região de natureza rica e economia fraca.

Clique aqui para assistir a reportagem.

Fonte: Jornal Nacional

Empresas alemãs pagam consumidor para usar eletricidade por 7 horas

Durante sete horas no começo deste mês, a Alemanha pagou para quem usasse energia. Entre entre as 9h e as 16h do domingo (8), o preço da megawatt-hora ficou negativo, entre – EUR 130 (cerca de – R$ 517) e EUR 34 (R$ 135).

Isso aconteceu porque, na Alemanha, o mercado regula o setor de energia, com pouquíssima interferência governamental e baseado na relação oferta e demanda.

Segundo Christoph Podewils, diretor da Agora –organização que pesquisa energia convencional e renovável–, as empresas alemãs preferem lidar com o desequilíbrio entre oferta e demanda reduzindo o preço abaixo de zero em vez de diminuir a potência de produção.

Embora a variação seja comum, a última vez em que o preço ficou negativo foi no Natal de 2012. No dia 8, os termômetros registraram ventos fortes, céu azul e temperaturas mais elevadas que a média.

Os alemães comemoravam Dia das Mães e Podewils acredita que muita gente saiu de casa para aproveitar a primavera ao ar livre.

Por volta das 13h, quando o preço atingiu seu valor mais baixo e o consumo foi menor que o previsto, a produção de energia a partir de fontes renováveis era equivalente a 87% de todo o consumo de eletricidade na Alemanha.

O GARGALO

A variação aguda no preço revela que o armazenamento é o grande problema da produção de energia renovável, diz o pesquisador alemão Thomas Fröhlich, do Brazil Institute na universidade King’s College London.

“Nós não temos capacidade de armazenamento. Se houvesse, poderíamos estocar o excesso e estabilizar os preços”, afirma Fröhlich.

Ele ressalta que problema é a falta, até este momento, de tecnologia que seja eficiente e acessível. “São quantidades enormes de energia, que, até agora, não põem ser estocadas em baterias”, explica Fröhlich, dizendo que já há empresas trabalhando com soluções nesse sentido.

Segundo ele, tecnicamente o Brasil tem condições para, um dia, produzir energia renovável num patamar similar ao da Alemanha.

“Mas não vejo as prioridades no Brasil indo em direção à sustentabilidade”, afirma Fröhlich.

“O alto teor de energias renováveis na matriz energética se parece mais com um acidente de sorte”, afirma o pesquisador.

Fonte: Folha de S.Paulo

Acordo do clima altera relações econômicas, afirma ministra do Meio Ambiente

O acordo global do clima estabelece um novo arranjo nas relações econômicas entre as nações e também dentro dos países, afirmou nesta terça-feira (26) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em sessão especial no Plenário do Senado.

O acordo foi concluído em convenção da ONU realizada em dezembro em Paris e assinado na última semana por quase duas centenas de chefes de Estado, em reunião na sede da entidade, em Nova York.

Conforme a ministra, os entendimentos sobre as mudanças climáticas vão além de medidas para mitigação e adaptação ao aquecimento do planeta, envolvendo também aspectos estratégicos para o desenvolvimento do Brasil e novas perspectivas de produção.

– Queremos deixar de ser emissores para sermos ‘sumidores’ de carbono, associando a questão de reflorestamento com agricultura de baixo carbono, sendo produção e proteção aspectos convergentes e não divergentes – disse.

Como exemplo, ela citou as áreas com matas nativas existentes no país. A implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), contou, tem revelado que a área com vegetação nativa existente nas propriedades privadas é maior que as terras públicas protegidas, mantidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

A situação, afirmou a ministra, exigirá novas estratégias para gestão dessas áreas de vegetação nativa que estão preservadas nas propriedades privadas, mas que não estão sujeitas a regras de controle ambiental, ou seja, são passíveis de supressão.

– O incremento tecnológico vai permitir produzir mais em uma área menor, com agricultura de baixo carbono e novas tecnologias de produção, preservando áreas com matas nativas, que passam a fixar carbono também. Além do valor de biodiversidade, são áreas contabilizadas como fixadoras de carbono – afirmou.

Há quatro anos, lembrou, quando da votação do Código Florestal, o foco dos debates era o passivo ambiental e não se tinha ideia desse ativo, que pode resultar em ganhos para os produtores e em uma nova forma de geração de riquezas.

Para Izabella Teixeira, o Brasil tem o desafio de adaptar sua legislação para essa nova agenda de meio ambiente, de forma a garantir qualidade de vida à população e promover o desenvolvimento sustentável.

Metas voluntárias

O embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, lembrou que o Brasil assumiu posição de vanguarda no acordo do clima, ao se comprometer com metas voluntárias ousadas, como a redução de 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025, chagando a 43% até 2030, sempre em relação aos níveis registrados em 2005.

O país também assumiu o compromisso de ter, até 2030, 45% de fontes renováveis de energia na matriz energética, ampliando o uso de energia solar, eólica e biomassa. E se propôs ainda a reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e recuperar 15 milhões de pastagens degradadas.

– Oferecemos uma contribuição nacional ambiciosa que refletiu nossa determinação em diversificar nossa matriz energética, combater o desmatamento e avançar em ações de reflorestamento. O Acordo de Paris constitui uma oportunidade para que todos sejamos mais ousados e possamos caminhar mais rapidamente para um planeta menos dependente de combustíveis fósseis – disse.

Já Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, destacou o papel do Brasil na definição de responsabilidades diferenciadas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

– Até porque as nações menos desenvolvidas tiveram historicamente menos participação no aquecimento global – frisou.

Biodiversidade

No debate promovido em Plenário, a ministra Izabella Teixeira disse esperar que a convenção da ONU sobre biodiversidade, que será realizada em dezembro no México, siga os avanços obtidos pela convenção do clima.

– Há uma discussão necessária de aproximação desses mundos e de construção de pontes entre essas duas convenções – frisou, ao lembrar que muitos dos países detentores de grande biodiversidade são vulneráveis em termos de mudança de clima.

O secretário-executivo da Convenção das Espécies Migratórias, Bradnee Chambers, abordou a busca de convergência entre as convenções internacionais, destacando a necessidade de esforços para estancar a progressiva perda da biodiversidade. Observou que há muitas espécies da fauna seriamente ameaçadas, de borboletas a elefantes. Citou que há um sistema internacional de registro indicando mais de mil espécies em risco, com apenas 150 (menos de 10%) recebendo cuidados. A seu ver, as políticas de proteção devem ser nacionais, mais com apoio multilateral.

– Tudo tem que ser feito de uma forma unificada, e os países que requerem isso deveriam ser apoiados de forma multilateral. Nós temos os instrumentos, eles já existem. Então, temos que fazer uso desses instrumentos, porque, senão, não vamos ter um resultado eficaz – defendeu.

Presente à sessão temática, Inger Anderson, diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza, disse esperar que os países signatários do acordo do clima promovam a necessária mudança em suas legislações, para que seja assegurado o cumprimento das metas assumidas.

– Assinamos [ao longo dos anos] uma variedade de acordos, cerca de 90 grandes acordos, e até hoje apenas quatro tiveram progresso significativo. Se nós vamos cumprir com os requisitos [do acordo do clima], a legislação deve fortalecer os tribunais e as agências de fiscalização. Isso tem que ser em âmbito internacional, regional e local – observou.

Fonte: Agência Senado

Drones serão usados em plantações destinadas à fabricação de biocombustíveis

É difícil listar uma tecnologia que tenha revolucionado áreas tão diferentes quanto os drones fizeram nos últimos 5 anos. Embora nem todos precisem de um, é inegável como esse gadget – respeitando as variações de tamanho e recursos, é claro – tem diferentes aplicações, e em todas adiciona novas capacidades a áreas específicas.

Agora as aeronaves não-tripuladas, além de proporcionarem ótimas imagens aéreas dos mais diversos pontos, também vão ajudar cientistas a encontrar os melhores grãos de sorgo para a criação de biocombustíveis. O plano é usar os drones duas vezes por semana em voos de 20 minutos para filmar toda a plantação com a ajuda de câmeras infravermelhas sensíveis à variação de temperatura.

Assim os pesquisadores envolvidos no projeto saberão quais grãos da planta darão combustíveis melhores. Além disso, as câmeras serão capazes de detectar variações de umidade, vento e no solo.  O sorgo é uma das plantas mais próximas do milho e é também uma boa alternativa a ele no que diz respeito à biocombustíveis. Por ser mais resistente à condições não tão ideais de cultivo, a planta é mais barata de se manter.

O grande desafio encontrado pelos cientistas e que os drones têm como missão é identificar as melhores variações da planta, já que elas são muitas. Para isso, foram investidos nada menos que US$ 30 milhões pelo Departamento de Energia e Projetos de Pesquisas Avançadas dos EUA no uso de robôs e novas tecnologias para acelerar os estudos sobre o grão.

Fonte: CanalTech

 

Mudanças climáticas exigem adaptações em grandes cidades

As mudanças climáticas globais impõem riscos às cidades e levam à necessidade de desenvolver planos de adaptação.

Mas de que modo cidades como São Paulo, que contam com tantos outros problemas de infraestrutura e desenvolvimento, podem desenvolver uma capacidade adaptativa que permita responder eficientemente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas?

Encontrar respostas para essa pergunta é um dos objetivos de uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da University of Michigan (UM), com financiamento da universidade norte-americana em conjunto com a FAPESP.

Segundo as coordenadoras do projeto, as professoras Gabriela Marques Di Giulio, da Faculdade de Saúde Pública da USP, e Maria Carmen Lemos, da School of Natural Resources and Environment da UM, a crescente compreensão de que ações de mitigação não serão suficientes para evitar os impactos climáticos tem levado a um aumento no número de cidades no mundo que apresentam planos de adaptação, reconhecendo os riscos associados às mudanças climáticas e os impactos nos seus sistemas socioecológicos.

Apesar disso, há muitas outras em situação de risco que pouco têm feito. E os motivos são limitações econômicas, institucionais ou políticas, que reduzem a capacidade de prover serviços básicos, infraestrutura e suporte às suas populações.

Di Giulio e Lemos, que apresentaram a pesquisa no dia 28 de março na FAPESP Week Michigan-Ohio, que ocorre até 1º de abril nas cidades de Ann Arbor e Columbus, nos Estados Unidos, apontam que pesquisas têm identificado recursos e estruturas de governança que aumentam as chances de uma adaptação bem-sucedida.

E compreender como esses recursos interagem positiva e negativamente é essencial para construir cidades mais resilientes e sustentáveis.

“São Paulo, por exemplo, que é nosso foco de pesquisa, faz parte do C40 Cities Climate Leadership Group [rede de megacidades comprometida com os desafios envolvidos nas mudanças climáticas globais] e é uma das poucas megacidades que contam com uma política municipal sobre mudanças climáticas globais, instituída em 2009, ainda que a maioria dos objetivos não tenha sido atingida”, disse Di Giulio.

Segundo ela, em São Paulo o desafio é integrar políticas públicas relacionadas às mudanças climáticas com políticas de moradia, saneamento, planejamento urbano, gerenciamento de recursos hídricos e mobilidade urbana.

“Trata-se de uma região metropolitana com alta heterogeneidade em termos de acessos a recursos, níveis de pobreza e capacidade de interagir com as mudanças climáticas”, disse.

“Por meio de nossa pesquisa, procuramos entender como uma megacidade, no caso São Paulo, tem se mobilizado para lidar com riscos e ameaças das mudanças climáticas, como os tomadores de decisão em ciência, políticas e sociedade civil percebem os riscos climáticos na esfera local e como fatores contextuais influenciam a capacidade adaptativa local”, disse.

A pesquisa se baseou em métodos qualitativos, que incluem revisão da literatura científica, pesquisa documental – análise de pesquisas de opinião pública, conteúdo jornalístico, documentos e dados socioeconômicos –, entrevistas com atores e grupos sociais e reuniões técnicas e científicas, explicou Di Giulio.

O projeto colaborativo apoiado pela FAPESP e pela UM conta, além de Di Giulio e Lemos, com mais dois pesquisadores no Estado de São Paulo e um em Michigan.

Os pesquisadores já realizaram quatro missões no projeto desde outubro de 2014, que incluíram a realização de um seminário, um workshop e encontros em São Paulo e em Michigan.

Entre os resultados do projeto, Di Giulio mencionou a publicação de artigos como Building adaptive capacity in the megacity of São Paulo, Brazil: urgencies, possibilities and challenges, apresentado em 2015 na RC21 International Conference, International Sociological Association, na Itália, e “Megacidades e mudanças climáticas: um enfoque interdisciplinar sobre o município de São Paulo”, a ser publicado este ano como capítulo de um livro.

Outras cidades brasileiras

“Estamos construindo uma plataforma analítica para entender melhor o processo complexo da adaptação, especialmente se considerarmos as incertezas relacionadas às projeções climáticas de ocorrência e frequência de eventos extremos. Em termos de fatores contextuais que influenciam diretamente a capacidade de adaptação, também analisamos como as restrições econômicas, institucionais e políticas afetam a capacidade das cidades de prover serviços básicos e de apoiar as populações, infraestruturas e ecossistemas atuais”, disse Di Giulio.

Segundo a pesquisa, a população em São Paulo tende a ver as mudanças climáticas como um problema menor.

“As pessoas reconhecem os impactos das mudanças climáticas, mas, ainda que preocupadas, para elas esses impactos competem com outros assuntos, que as pressionam mais”, disse Di Giulio.

Os pesquisadores analisaram políticas urbanas recentes em São Paulo, entre as quais intervenções específicas em sistemas de mobilidade, moradia e iniciativas de infraestrutura sustentável, mas consideram que essas e outras medidas não têm sido descritas como ações de adaptação às mudanças climáticas.

O projeto continua com o desenvolvimento do CiAdapta (Cidades, Vulnerabilidade e Mudanças Climáticas), uma abordagem integrada e interdisciplinar para analisar ações e capacidade de adaptação.

O novo projeto, com duração até 2017, é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O CiAdapta envolve seis capitais brasileiras: São Paulo, Manaus, Fortaleza, Vitória, Curitiba e Porto Alegre.

Outro projeto conduzido por Lemos e Di Giulio envolve as cidades do Estado de São Paulo.

“Pretendemos desenvolver uma plataforma teórica e metodológica para analisar a adaptação climática aplicável a todas as cidades com população entre 20 mil e 500 mil habitantes. Inicialmente, desenvolvemos um questionário que foi distribuído para essas cidades com a colaboração da Secretaria Estadual do Meio Ambiente”, disse Lemos, que fez a graduação na Universidade Federal de Juiz de Fora e o mestrado e doutorado no Massachusetts Institute of Technology.

“É importante destacar que o que as cidades fizerem agora irá prepará-las para as mudanças climáticas globais e a plataforma que estamos desenvolvendo poderá ajudar nas tomadas de decisões não apenas as cidades contidas na pesquisa, mas também outras cidades no Brasil”, disse a professora da UM.

Fonte: Agência FAPESP

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721