Doria cogita trem a biodiesel para ligação entre SP e Campinas

Composições movidas a combustível tornariam a obra mais barata, segundo Alexandre Baldy, secretário dos Transportes Metropolitanos

A nova proposta de trens intercidades em estudos pelo governo de São Paulo aponta agora para uma composição com locomotiva movida a biodiesel.

O projeto seria viabilizado em uma Parceria Público-Privada (PPP), em que o Estado investiria 50% do capital necessário para a obra e o setor privado, a outra metade.

É o que afirma o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, que acompanha o governador João Doria (PSDB) em missão à China.

A locomotiva a biodiesel reduziria em cerca de R$ 1 bilhão os custos para a instalação da estrada de ferro, segundo o secretário.

Baldy disse ainda que a modelagem econômica incluiria a concessão da Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanas (CPTM), ramal de trens de subúrbio que, hoje, liga a capital à Jundiaí, passando pelas cidades de Francisco Morato, Caieiras e Franco da Rocha.

A concessão das linhas existentes da CPTM já havia sido anunciada como um estudo em andamento no governo.

A alternativa ao uso do biodiesel é o uso de trens elétricos, como os que já operam hoje, e tem emissão de poluentes atmosféricos próxima a zero. O Banco Mundial atua na modelagem da licitação, segundo o governo.

A volta de trens regionais ligando a capital ao interior do Estado é um projeto prometido por todas as gestões do governo paulista desde 2006 — naquele ano, já se falava em PPP. O projeto já teve cenários diferentes, e agora se trata de uma proposta de ligação entre Campinas, a capital e São José dos Campos, ao custo de R$ 7 bilhões.

A comitiva de Baldy e Doria tem 35 empresários paulistas. O governador saiu de uma reunião ocorrida na sede da China Railway Construction Corporation (CRCC), estatal de ferrovias chinesa, afirmando que a empresa “demonstrou interesse” em participar do projeto.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, Baldy afirmou que a estatal entrará na licitação.

A intenção da empresa será formalizada nesta quarta-feira. em um protocolo assinado em uma cerimônia com o governador. Um dos objetivos da viagem é promover o projeto de desestatização de ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias de São Paulo.

A missão paulista conta com suporte do Itamarati para fazer a aproximação com as empresas chinesas. Doria exaltou o apoio do governo Jair Bolsonaro à missão. “Estamos no mesmo compasso de brasilidade para ampliar investimentos com união e ação integradas”, disse o governador paulista.

Fonte: Exame

Um novo salto para o agronegócio em São Paulo

Vamos produzir, vender e exportar com ousadia, tecnologia, respeito e proteção ambiental

Nos próximos dez anos, mais que de discursos precisaremos de atitudes para atender às grandes necessidades do século 21. De um lado, produzir alimentos para uma população que será maior e mais rica – até 2030 o mundo terá mais cerca de 1 bilhão de pessoas do que hoje. A chamada classe média mundial será maior, o que vai elevar o consumo de alimentos, especialmente de proteínas. De outro, temos a necessidade de reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e conter o aquecimento global, o que exige preservação da vegetação nativa e outras medidas. Objetivamente, o que os dados mais recentes comprovam é que não existe melhor resultado do que o que tem sido obtido pelo Brasil, pelos agricultores brasileiros, pela pesquisa e inovação do nosso agronegócio.

A produção brasileira se dá numa área cultivada que é igual às áreas cultivadas da Espanha e da França somadas. Tecnicamente, estamos falando de quase 64 milhões de hectares. Os quatro maiores países em área cultivada no mundo – Índia, Estados Unidos, China e Rússia – ocupam, cada um, mais que o dobro da área dos agricultores brasileiros. Mais relevante ainda: enquanto países da União Europeia usam de 45% a 65% de seu território para a agricultura, o Brasil ocupa apenas 7,6% com a lavoura.

Responsável por 20% do PIB do agronegócio brasileiro, o agro de São Paulo é o mais diversificado e tecnológico do Brasil. Além da produção de açúcar e suco de laranja, em que o Estado é líder global, São Paulo tem uma produção relevante de carne, etanol, café, milho e produtos de base florestal, como papel, celulose e madeira. A produção agrícola paulista é uma grande demonstração de força do empreendedorismo de pequena, média e grande escalas.

No setor de hortaliças, por exemplo, o agronegócio paulista consegue produzir muito, com qualidade e segurança, fornecendo alimento para os lares de todo o Brasil e também para o exterior. Trata-se de um setor intensivo, que gera renda para as populações mais vulneráveis e leva desenvolvimento às regiões mais pobres, que florescem em torno do agro.

Desde o início do mês, zeramos o ICMS para frutas, verduras e hortaliças embaladas, um incentivo para cerca de 50 mil produtores. Estamos oferecendo a eles mais condições para agregar valor e aumentar a receita, reconhecendo a importância do trabalho de quem limpa, lava e embala seu produto. Essa é uma demonstração do que o governo pode fazer para atender a quem inova e empreende, reduzindo custos de produção e melhorando a qualidade das frutas, verduras e hortaliças oferecidas aos consumidores.

O agronegócio paulista promove a preservação ambiental e nela investe. É o grande responsável pela recuperação das áreas de nascentes e mananciais e pelo aumento da recuperação da vegetação nativa. Graças aos produtores rurais, a cobertura vegetal vem aumentando ano a ano e hoje atinge 23% da área do Estado. Esse porcentual demonstra que é possível manter elevado o índice de produção agrícola com preservação do meio ambiente. É assim que trabalhamos em São Paulo.

Nosso Estado está preparado para dar um novo salto de qualidade no agronegócio. No Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, recebi o presidente mundial do Grupo RGE (Royal Golden Eagle), Anderson Tanoto, que manifestou interesse em investir R$ 7 bilhões no interior paulista para a produção de celulose de alta tecnologia. Há poucos dias o mesmo executivo esteve no Palácio dos Bandeirantes para confirmar o projeto. Do ponto de vista da sustentabilidade, a celulose de alta tecnologia será produzida exclusivamente com florestas plantadas do Estado de São Paulo.

A nova fábrica do grupo deverá criar até 7 mil empregos diretos nos próximos 30 meses. Os empregos e os investimentos levarão para o interior de São Paulo não só a fábrica de celulose e o aumento do cultivo de eucaliptos, mas também maior consumo nas pequenas cidades, promovendo o comércio, os serviços, o mercado imobiliário e todos os demais setores da economia paulista.

É papel do governo transformar esse potencial multiplicador do agronegócio de São Paulo em realidade, atraindo investimentos, nacionais e estrangeiros, e garantindo aos investidores segurança jurídica para plantar, produzir e instalar agroindústrias que possam empregar paulistas e brasileiros de todas as partes.

O novo salto do nosso agronegócio pressupõe marcos jurídicos claros, desburocratização, previsibilidade e estabilidade, pilares que foram fortemente abalados sob a gestão do PT, que pôs a ideologia à frente dos interesses do Brasil, até mesmo impondo ao investimento estrangeiro barreiras, restrições e discriminação incompatíveis com o interesse nacional de melhorar a vida das pessoas. Basta ver a restrição à aquisição de terras por empresas brasileiras controladas por estrangeiros.

Ao reverter esses impasses criados para o investimento estrangeiro no agronegócio, teremos como consequência o aumento da produção e da exportação de açúcar, etanol, celulose, suco de laranja, carnes, ovos, verduras, hortaliças, cosméticos, têxteis e todos os produtos produzidos a partir do pujante agronegócio brasileiro. Vamos produzir, vender e exportar com ousadia, tecnologia e respeito, mas com proteção ao meio ambiente.

As ações de São Paulo, do Brasil e dos nossos agricultores são vitais para a segurança alimentar do nosso país e do mundo. E precisam ser vistas como modelo de preservação ambiental. O que o Brasil faz nessas duas áreas nenhum país do mundo fez.

Fonte: Estadão

SP: projeto sobre indicação de produtos com origem animal é vetado pelo governador Doria

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), vetou o Projeto de Lei nº 684/2018, que obriga a superexposição nas gôndolas de supermercados e afins, de expressões que indiquem produtos de origem animal, que contenham em sua composição elementos de origem animal ou que tenham sido elaborados por processo que utilizem animais em testes. As informações são da Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA)

A decisão foi embasada por pareceres técnicos da SAA, bem como da Consultoria Jurídica da Casa Civil do Governo do Estado, que avaliaram que a exigência era desproporcional e inconstitucional. Para a SAA, a medida provocaria a falsa impressão nos consumidores de que os produtos assinalados causam malefício à saúde.

Ainda de acordo com a secretaria estadual, essa percepção ocasionaria consequente queda de vendas, o que impactaria todos os elos das cadeias produtivas, desde o produtor do insumo, passando pela indústria e pelo comerciante varejista e afetando consequentemente emprego, renda e comprometendo o desenvolvimento econômico e o empreendedorismo.

Para o Secretário Estadual da Agricultura e Abastecimento, Gustavo Diniz Junqueira, a propositura vai em desencontro com os anseios da população paulista.

“O governador foi eleito com a missão de reduzir a burocracia, incentivar o empreendedorismo e combater as iniciativas que interferem desnecessariamente na vida do morador de SP. As pessoas querem liberdade, e não que o Estado induza suas escolhas”, diz

Para a PGE, o PL é inconstitucional uma vez que afronta o princípio da livre iniciativa e legisla sobre matéria federal, além de tratar de objeto já amplamente garantido pelo Código de Defesa do Consumidor. Operacionalmente, a aplicação da lei enfrentaria grandes dificuldades.

“Os pareceres elaborados pelos técnicos da SAA indicam uma infinidade de produtos, agrícolas ou não, que contém traços de origem animal em sua composição. Desde o biodiesel, que conta com sebo bovino na elaboração, até a água mineral engarrafada que leva colágeno hidrolisado, também de origem animal, em sua formulação”, arremata Junqueira.

Fonte: RVTV

Ar seco: como evitar problema de saúde em lugares como São Paulo, onde não chove há 43 dias

Uma espessa camada de poluição desenha um degradê no céu da cidade de São Paulo. Uma sequência de dezenas de dias sem chuva explica as faixas marrom e cinza escuro. Na quarta-feira (25), a capital paulista completou seu 43º dia seguido sem chuvas significativas, a quarta maior marca de seca já registrada pelo Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), da prefeitura.

O recorde foi em 2012, quando a cidade ficou 62 dias sem chuvas, do dia 19 de julho a 18 de setembro. A segunda maior sequência foi de 52 dias, registrada de 17 de junho a 6 de setembro de 2010 e a terceira, de 50 dias, em 2017. O monitoramento é feito pelo CGE desde 1995.

No critério do centro de monitoramento controlado pela prefeitura, o conceito de chuvas significativas são todas as precipitações que vão além de um chuvisco ou uma garoa – que inclusive, foram registradas em alguns pontos da capital paulista nos últimos dias. A última chuva significativa registrada pelo CGE ocorreu no dia 13 de junho, quando a cidade chegou a entrar em estado de alerta para alagamentos.

Desde então, quem vive em São Paulo voltou a se preocupar com a queda no nível de água das represas e a sofrer com a baixa umidade do ar. O nível do sistema Cantareira, o principal conjunto de mananciais que abastece a região metropolitana da capital, está com 40,5% de sua capacidade. No mesmo período de 2017, o nível era de 63,8%.

Em relação à umidade do ar, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que índices inferiores a 60% não são adequados para a saúde humana. Mas, na última semana, o índice ficou abaixo de 30%.

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Fonte: BBC

Prefeitura de SP não regulamenta lei que prevê que empresas de ônibus zerem emissão de gás carbônico e outros gases

Uma lei que atualiza norma de 2009 e deveria ter sido regulamentada até esta terça diz que, a cada ano, 10% dos ônibus devem ser substituídos por veículos que usem energia limpa.

Prefeitura de São Paulo deveria ter regulamentado até esta terça-feira (17) uma lei que prevê a substituição de ônibus de sua frota. As empresas teriam de se comprometer a zerar a emissão de gás carbônico e diminuir em 95% a emissão de materiais particulados e de gases que prejudicam a saúde. De acordo com a ONG Greenpeace, a regulamentação não foi feita.

Uma lei de 2009 diz que a cada ano, 10% dos ônibus devem ser substituídos por veículos que usem energia limpa. Se esta lei estivesse sendo cumprida, em 2018, nenhum ônibus da capital deveria rodar só com óleo diesel. A lei, no entanto, foi alterada em janeiro deste ano para aumentar o prazo da troca da frota, mas a alteração não foi regulamentada.

Dos mais de quatorze mil ônibus da frota de São Paulo, 201 são Trolebus, 20 são movidos a etanol e 1 é elétrico. Ou seja, 98% da frota usa óleo diesel.

Como nada mudou nos últimos 9 anos, a solução foi fazer uma nova lei, com novas metas e novos prazos. Agora, em 20 anos, as empresas de ônibus terão que zerar a emissão de gás carbônico e diminuir em 95% a emissão de materiais particulados e de gases que prejudicam a saúde.

Para passar a valer, a lei deveria ser regulamentada até esta terça, mas isso não aconteceu. O Diário Oficial publicou apenas a criação do comitê de acompanhamento da substituição da frota que vai reunir representantes da prefeitura, das empresas de ônibus e da sociedade civil, como o Greenpeace. Mas, de acordo com o Greenpeace, o comitê só vai ter utilidade quando a lei passar a valer.

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Fonte: SP2 SP – G1

Ônibus e caminhões são 5% da frota, mas respondem por metade da poluição em SP

Ônibus e caminhões são responsáveis por cerca de metade da poluição atmosférica da região metropolitana de São Paulo, apesar de representarem apenas 5% da frota veicular, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira, 16. O trabalho faz uma dissecação inédita dos poluentes que contaminam o ar da metrópole paulistana, permitindo separar o que foi emitido por veículos pesados, com motores a diesel, daquilo que foi gerado por veículos leves, como carros e motos.

Os resultados apontam para a instalação de filtros no escapamento dos ônibus como uma opção simples, rápida e barata de redução da poluição atmosférica na cidade. “As soluções existem, e não custam caro; mas são necessárias políticas públicas coerentes de longo prazo para serem implementadas”, diz o pesquisador Paulo Artaxo, do Instituto de Física da Universidade São Paulo (USP), que assina o estudo com outros seis cientistas brasileiros, na revista Scientific Reports.

Segundo ele, há filtros no mercado que reduzem a emissão de poluentes dos ônibus em até 95%, a um custo de R$ 10 mil a R$ 20 mil por veículo. Só a cidade de São Paulo tem 14,5 mil ônibus, o que implicaria custo de até R$ 300 milhões. “Mas quanto vale a vida das milhares de pessoas que morrem ou ficam doentes todos os anos por causa da poluição?”, indaga Artaxo. Essa poluição pesada causa e agrava sobretudo problemas vasculares e respiratórios.

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Fonte: Estadão Conteúdo

Pesquisa mostra queda de até 78% na poluição durante greve dos caminhoneiros

Estudo também constatou que 71,4% dos estados brasileiros descumprem normas de monitoramento da qualidade do ar

O Instituto Saúde e Sustentabilidade estudou a presença de material particulado MP10 e MP2,5 e ozônio durante a paralisação dos caminhoneiros para averiguar os efeitos da imobilidade veicular sobre a qualidade do ar em todo o país.

Porém o objetivo inicial de averiguar o impacto da greve em todas as unidades federativas brasileiras não pode ser cumprido: o instituto constatou que 71,4% dos Estados não apresentavam dados confiáveis de monitoramento. O Instituto obteve dados referentes apenas aos Estados de São Paulo (região metropolitana, baixada santista e interior) e Espirito Santo.

Em ambos, foi possível observar uma queda de até 78% na concentração dos poluentes analisados. Na Baixada Santista, foi possível comprovar quedas entre 48,1% e 40% para MP10. As maiores ocorreram em Cubatão – Vale de Mogi (48,1%) e Santos (47,1%). No caso do MP2,5, só foi possível obter informações de uma única estação – Santos – na qual a primeira redução foi de 50%. Para o O3, a queda ficou entre 43,7% a 25,4% para todas as estações durante os dias da greve.

Os maiores decréscimos ocorreram em Santos (43,7%) e Cubatão – Centro (32,9 %).  Durante a greve, 4 estações registraram níveis do poluente abaixo dos limites preconizados pela OMS (níveis que asseguram um menor risco de impactos para a saúde da população). Também foi possível notar clara tendência de aumento na concentração dos poluentes com o fim da greve.

No interior de São Paulo, os níveis de concentração de MP10 recrudesceram de 65,2% a 15,5%, sendo que as maiores quedas foram registradas em Araraquara (65,2%), Paulínia – Sta Terezinha (60,4%), Jundiaí (58%), Campinas – Taquaral (56,8%), Ribeirão Preto – Centro (56,5%). São José dos Campos registrou a menor queda, 15,4%, seguida por Presidente Prudente (22,4%), Marília (24%) e Araçatuba (24,4%). Santa Gertrudes, a estação com maior nível de concentração do poluente, manteve-se acima do limite preconizado pela OMS (máxima 97 mcg/m3, mínima 49 mcg/m3) em todos os dias, com exceção de 27/06, quando chegou ao nível de 49 mcg/m3. No caso da MP2,5, foi possível observar uma retração de 50% a 23,5% durante os dias da greve.

As maiores quedas foram registradas em Ribeirão Preto – Centro e São José do Rio Preto (ambos 50,0% de queda), Campinas – Vila União (47,1%), Piracicaba (37,5%), São José dos Campos (31,6,3%) e Taubaté (23,5%).  A única estação que apresentou valores acima do limite preconizado pela OMS no período estudado foi Campinas – Vila União, nos primeiros dias, até́ dia 24/06.  As demais estações se mantiveram abaixo dos limites da OMS (níveis que asseguram menor risco de impactos sobre a saúde da população). No dia 01/06, nenhuma estação havia ainda ultrapassado este limite.

Os níveis de concentração de O3 mostraram a queda de 62,6% a 28,2% para todas as estações do interior de São Paulo durante os dias da greve. As maiores quedas ocorreram em Paulínia (62,6%), Americana – Pq Nações (62,2 %); São José do Rio Preto (59,8%); Campinas – Taquaral (59,2%); Jundiaí e Araraquara (ambas com 59%). Das 23 estações analisadas, em 11 (47,8%) delas as quedas situam-se acima de 50%.  De forma geral, 12 estações estavam com níveis do poluente acima dos limites preconizados pela OMS (níveis que asseguram a saúde da população) no dia 23/05 e apenas 3 no dia 24/06. A partir do dia 25/5, nenhuma delas.

As concentrações ainda não haviam ultrapassado os níveis mais seguros até́ o dia 01/06, último dia do levantamento de dados do estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade No Estado do Espírito Santo, as concentrações de MP10 e MP2,5 e ozônio sofreram maior queda nas estações de Vila Velha IBES e Cariacica Vila Capixaba. Para MP10, observou-se -se a queda de medidas entre 78% e 52%, e os níveis de concentração de O3 mostram queda de 70,6% a 44,2% para todas as estações durante os dias da greve.

Para a Dra. Evangelina, “os dados comprovam a necessidade de revisão e elaboração de políticas públicas e o cumprimento de resoluções ou leis já existentes para uma série de ações, tais como avanços no Programa Proconve para a Fase P8 ou Euro VI, nas quais se reduz drasticamente as emissões de MP E NOx, substituição de combustível fóssil, principalmente o diesel por combustíveis mais limpos, realização de inspeção veicular, melhoria no transporte público e estímulo à mobilidade ativa, reduzindo a circulação de veículos.

Todas estas iniciativas são extremamente importantes para o avanço na redução de emissões de poluentes danosos para a saúde”, conclui.

QUASE TRÊS DÉCADAS DE DESCUMPRIMENTO DA LEI

A intenção original de mapear o impacto da greve em todo o país foi frustrada porque quase três décadas depois do estabelecimento do PRONAR, (Resolução CONAMA 05/1990), três em cada quatro estados brasileiros não realizam monitoramento de qualidade do ar, realizam de forma obsoleta (poluentes desatualizados) ou ineficiente.

Em cinco estados os dados não se encontravam disponíveis nos seus órgãos ambientais estaduais: Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. No caso do INEA, no Rio de Janeiro, o site encontrava-se em manutenção. “É alarmante constatar que os governos estaduais descumprem uma norma que existe há quase 30 anos, ainda mais quando ela tem relação direta com a saúde dos cidadãos”, afirma a Dra. Evangelina Vormittag, diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade, lembrando que a Organização Mundial de Saúde já constatou que a poluição do ar é responsável por mais de 50 mil mortes por ano apenas no Brasil e mais de 9 milhões em todo o mundo.

No total do continente americano, ela é responsável por 35% das mortes por doenças pulmonares, 15% das mortes por doenças cérebro vasculares, 44% das mortes por doenças do coração e 6% das mortes por câncer de pulmão.  Segundo o Instituto Saúde e Sustentabilidade, a poluição atmosférica é responsável por 17 mil mortes no Estado e 4.700 mortes ao ano na cidade de São Paulo, ultrapassando o número de mortes por homicídios, acidentes de trânsito, AIDS, câncer de mama e câncer de próstata.

“Apesar disso, os Estados abriram mão de ter dados confiáveis para planejar ações e políticas de saúde pública, em um flagrante desrespeito ao cidadão e contribuinte brasileiro”, completa. A íntegra do estudo, com dados da capital paulista e cidades do interior de São Paulo, bem como de vários municípios do Espírito Santo, pode ser consultado aqui.

Fonte: Instituto Saúde e Sustentabilidade

Audiência Pública discute Projeto que proíbe a circulação de veículos movidos a diesel

A fumaça de caminhões e ônibus movidos a diesel é um dos principais poluentes do ar em São Paulo. O projeto de lei em tramitação na câmara proíbe a circulação de veículos de passageiros movidos a diesel no município, a partir de 2023. Os veículos pesados que também dependem desse combustível serão proibidos de circular a partir de 2025. O representante da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo acredita que o projeto precisa de aprimoramento.

Antonio Ventilii, Assessor Técnico, esteve presente representando a Aprobio e compartilhando informações relevantes sobre os benefícios da utilização de um maior volume de biodiesel na mistura ao combustível fóssil.

Confira aqui a reportagem da TV Câmara.

Fonte: Câmara de Vereadores de SP com adaptações Aprobio

Software calcula emissões de poluentes por veículo, via e horário

Programa fornece estimativas dos poluentes emitidos por ano e modelo dos veículos, em cada trecho e horário

Um programa de computador que estima o volume de poluentes emitidos por veículos automotores, testado na região metropolitana de São Paulo, é o resultado de pesquisa do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.

A partir de dados sobre o fluxo de tráfego, velocidade e fatores de emissão dos modelos em circulação, o software calcula os níveis de emissões por trecho de via, horário e ano de produção dos veículos. Por meio do programa, descobriram-se as regiões que concentram mais poluentes e que os veículos que entraram em circulação entre 1992 e 1996 emitem mais monóxido de carbono (CO).

Também comprovou-se que os automóveis contribuem com mais de 70% do material que forma na atmosfera o ozônio, um gás nocivo à saúde humana e ao meio ambiente.

“Muitos países em desenvolvimento não têm ferramentas para fazer uma boa gestão ambiental da poluição do ar”, destaca o engenheiro ambiental Sérgio Ibarra Espinosa, que realizou o estudo. De acordo com o pesquisador, para diminuir as concentrações de poluentes e a exposição às pessoas, uma ferramenta importante são os inventários de emissões, que são a quantificação das massas de poluentes emitidas pelas diferentes fontes de poluição do ar numa cidade.

Clique aqui para continuar lendo.

Fonte: Jornal da USP

Poluição do ar mata mais de 50 mil por ano no país, diz OMS

A poluição do ar em ambientes externos provoca a morte de mais de 50 mil pessoas por ano no Brasil. Este é um dos grandes desafios na saúde pública no país, segundo novo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade tem hoje a maior base mundial de dados sobre qualidade do ar. Cobre mais de 4 mil pontos, desde vilarejos menos de cem habitantes a cidades com mais de 10 milhões.

O novo relatório trata especificamente da exposição das pessoas a material particulado (MP). É uma poeira fina, com grande impacto sobre a saúde. As fontes de poluição são diversas – podem ser os escapamentos de ônibus, carros e caminhões, a queima de biomassa, a suspensão da poeira do solo, os processos industriais. Ocorre em regiões de guerra e, naturalmente, em regiões desérticas.

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Fonte: Valor Econômico

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