Colheita de soja atinge 88,9% da área, diz Datagro

Trabalhos de campo avançaram significativamente desde a semana anterior, mesmo com chuvas em parte das regiões produtoras, segundo a consultoria

A colheita de soja da safra 2018/2019 no Brasil atingiu 88,9% da área plantada até a sexta-feira, dia 12, ante 83% na semana anterior, informou a consultoria Datagro, em relatório divulgado nesta terça-feira, dia 16. “Mesmo com registro de chuvas sobre parte importante da região produtora de soja do país, a colheita da oleaginosa avançou de forma significativa”, apontou a consultoria.

  • A colheita da safra verão de milho alcançou 83% da área na região Centro-Sul, ante 73,1% na semana anterior. O ritmo está acima dos 80% observados em igual momento de 2018, mas abaixo dos 88% de 2017 e dos 84,7% da média de cinco anos.

USDA

Segundo a Datagro, os dados do relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na semana passada foram positivos para os preços da soja e negativos para as cotações do milho e do trigo.

No caso da soja, o corte nos estoques finais dos EUA, enquanto o mercado previa um aumento, e o aumento abaixo do esperado dos estoques globais deram sustentação aos preços, mas o incremento na safra do Brasil amenizou o suporte.

Em relação ao milho, a elevação maior do que a prevista nos estoques dos EUA e mundiais e o aumento maior do que o esperado nas safras do Brasil e Argentina são baixistas para os preços. Já para o trigo, a expectativa do USDA para os estoques norte-americanos e globais pesa sobre as cotações, segundo a consultoria.

Fonte: Canal Rural

Exportação de soja do Brasil em março é a 2ª maior para o mês na história, aponta Secex

As exportações de soja do Brasil aumentaram 1,6 por cento no terceiro mês do ano na comparação com o mesmo período do ano passado, para 8,96 milhões de toneladas, configurando-se como o segundo maior volume já exportado pelo país em meses de março, de acordo com dados do governo divulgados nesta segunda-feira.

Navio é carregado com soja para exportação no porto de Paranaguá (PR)
27/03/2003
REUTERS/Paulo Whitaker

Navio é carregado com soja para exportação no porto de Paranaguá (PR) 27/03/2003 REUTERS/Paulo Whitaker Foto: Reuters

Para meses de março, os embarques do último mês só perderam para março de 2017, quando somaram 8,98 milhões de toneladas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Reuters.

O volume registrado em março é quase 3 milhões de toneladas superior ao visto em fevereiro, quando o país estava apenas começando a exportar a soja de sua safra 2018/19, que estará entre as maiores da história do Brasil, apesar de perdas pela seca.

A soja, o principal produto exportado pelo Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, rendeu ao país em março 3,25 bilhões de dólares, levemente abaixo do mesmo perído do ano passado (3,4 bilhões de dólares), quando o preço do produto estava mais alto.

Segundo a Secex, o preço médio de exportação de soja atingiu 363,3 dólares por tonelada em março, ante 389,7 dólares no mesmo mês de 2018.

Os embarques foram fortes em março apesar de vendas mais lentas de produtores no início do ano. Mais recentemente, devido a um dólar mais forte, em torno de 4 reais, foram verificados mais negócios.

TRIMESTRE

As exportações de soja no primeiro trimestre somaram 17,2 milhões de toneladas, ante 13,2 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, com o impulso de uma colheita antecipada da oleaginosa neste ano.

Os embarques de milho também foram maiores no primeiro trimestre. O país exportou 891,9 mil toneladas em março e 6,8 milhões de toneladas nos três primeiros meses do ano, ante 4,88 milhões no mesmo período de 2018.

Exportadores disseram que os embarques de milho vão ganhar força em abril e maio, em meio à necessidade de liberar espaço nos armazéns para a segunda safra do cereal, a ser colhida em meados do ano.

Fonte: Reuters

Agricultura brasileira e tecnologia

Agricultura comercial: altamente mecanizada e voltada para o mercado externo

 O impacto das revoluções agrícolas na economia brasileira.

A agricultura no Brasil é uma das principais bases da economia do país e uma das maiores do mundo desde os primórdios da colonização até o século XXI, evoluindo das extensas monoculturas para a diversificação da produção. A agricultura é uma atividade que faz parte do setor primário onde a terra é cultivada e colhida para subsistência, exportação ou comércio.

Somente os agricultores familiares produzem cerca de 70% dos alimentos consumidos em nosso país. Eles são os principais responsáveis por abastecer nossas casas com, por exemplo, mandioca, feijão, carne suína e leite. De acordo com o relatório Perspectivas Agrícolas 2015-2024, publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o segundo maior exportador agrícola mundial e o maior fornecedor de açúcar, suco de laranja e café.

Nossa produção, no entanto, é marcada por desigualdades. De um lado, há um próspero e moderno modelo de agropecuária comercial e, do outro, a agropecuária familiar, com recursos bem mais modestos. A agropecuária comercial é intensamente mecanizada e produz, principalmente, culturas de exportação, como a soja, a cana-de-açúcar, o café e a laranja. Ela está associada a uma extensa cadeia de atividades econômicas, que engloba a indústria de insumos agrícolas (maquinários, agroquímicos e biotecnologias), a produção agrícola (toda a matéria-prima produzida no campo) e a agroindústria (beneficiamento das matérias-primas, transformando-as em produtos com maior valor agregado). O agronegócio brasileiro tem destaque internacional e uma importância muito grande para a nossa economia.

Já a agropecuária familiar utiliza técnicas mais rudimentares, sem tanto aparato tecnológico. Normalmente, não utilizam adubos, fertilizantes ou pesticidas, além de terem baixa mecanização. É esta modalidade, no entanto, que emprega a maior parte da mão de obra brasileira que trabalha no campo (cerca de 80%, de acordo com o Censo Agropecuário de 2006) e produz, principalmente, culturas alimentares como feijão e mandioca.

Revoluções agrícolas

Ao longo da história, houve grandes transformações no meio rural. Há 10 mil anos, ocorreu a revolução agrícola neolítica, que tinha três características principais: o cultivo na várzea dos rios, a rotação de culturas e a plantação em terraços. Nos séculos XVIII e XIX houve crescimento da produção agrícola devido ao uso de fertilizantes naturais (esterco) e, posteriormente, de máquinas agrícolas.

Na metade do século XX, houve a revolução verde, que tinha como objetivo solucionar a falta de alimentos em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Para produzir mais intensamente, ela valeu-se de tecnologias mais avançadas, mão de obra especializada, sementes selecionadas e agrotóxicos.

Mais recentemente, temos a revolução agrobiotecnológica, caracterizada pela produção de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), os polêmicos alimentos transgênicos. Paralelamente, também vem sendo usada a agricultura orgânica, que não utiliza agrotóxicos, e a técnica da agrofloresta, que combina culturas agrícolas com culturas florestais.

Fonte: Brasil Agro

Oferta farta reduz espaço para alta do preço da soja

Um eventual acordo entre Estados Unidos e China para encerrar suas disputas comerciais não será suficiente para abrir espaço para altas expressivas dos preços internacionais da soja nos próximos meses. Isso porque, como lembram analistas, não há armistício que possa se sobrepor à lei da oferta e da demanda. Enquanto a oferta conjunta de Brasil e EUA, que lideram as exportações mundiais do grão, é ampla, a demanda da China, que responde por 60% das importações, arrefeceu diante de um crescimento menor de sua economia e dos problemas causados pela peste suína africana.

A última janela de onde ainda se vislumbrava uma possível valorização relevante aos poucos está se fechando. Por causa de inundações em regiões produtoras de grãos do Meio-Oeste americano, as estimativas de redução da área plantada no país na safra 2019/20, em decorrência dos preços pouco atraentes na bolsa de Chicago, começam a ser revistas. Na semana passada, a consultoria AgriCensus ainda apontava para uma redução de 1,2 milhão de hectares em relação à temporada 2018/19, para 34,9 milhões, em detrimento do plantio de milho, cuja área foi projetada em 37 milhões de hectares, um aumento de 890 mil. Ocorre que o milho é plantado antes da soja nos EUA e as inundações tendem a limitar essa migração.

Se essa expectativa se confirmar, o copo, que já está cheio, poderá transbordar. No mercado, estima-se que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontará, em relatório que será divulgado na sexta-feira, que os estoques americanos de soja estavam com 73,1 milhões de toneladas de soja no início deste mês, 15,7 milhões de toneladas a mais que em 1º de março de 2018. Esse volume se somará ao atual forte ritmo de vendas de Brasil e Argentina – que ontem derrubou as cotações em Chicago, mas que também tende a arrefecer diante do enfraquecimento da demanda chinesa.

O USDA calcula que nesta temporada internacional 2018/19, que terminará em agosto, a oferta total de soja no mundo, somando-se estoques iniciais e produção, alcançará 458,6 milhões de toneladas, ante uma demanda de 348,5 milhões. Dessa forma, os estoques finais no ciclo deverão chegar a 107,2 milhões de toneladas, quase 10 milhões a mais que no fim do ciclo 2017/18.

Diante dessa enxurrada, no Brasil, a Abiove, que representa as indústrias exportadoras, projeta que os embarques do grão ficarão em 70,1 milhões de toneladas em 2019, quase 13 milhões a menos que no ano passado. Na mesma comparação, calcula a entidade, a receita das vendas recuará 20%, para US$ 33,2 bilhões. O cenário já se reflete nos prêmios pagos pela soja do país. Esses explodiram nos primeiros meses das disputas de Pequim e Washington e compensaram as quedas das cotações em Chicago – que acusa sobretudo a realidade dos EUA -, mas já voltaram a níveis considerados normais.

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“Os contratos de soja não vão chegar a US$ 10 o bushel [27,2 quilos] apenas com um acordo comercial entre EUA e China. Há ainda uma oferta muito grande”, afirma Luiz Fernando Roque, analista da consultoria Safras & Mercado. Ontem, com a queda observada, os futuros de segunda posição de entrega do grão fecharam a US$ 9,01 o bushel, com quedas de 1% neste mês e de 12,6% nos últimos 12 meses, de acordo com cálculos do Valor Data.

No que depender dos mais recentes movimentos dos fundos especulativos que atuam nesse mercado, novas quedas estão por vir. Segundo o relatório divulgado na sexta-feira pela Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), no dia 19 os investidores institucionais detinham uma posição líquida de venda de 63.992 contratos. O número corresponde à diferença entre o número de posições compradas (com as quais os fundos tentam lucrar com a alta dos preços) e o de posições vendidas (com os quais tentam ganhar com a queda). No fim de 2018, o saldo líquido vendido era de 18.136 contratos.

“Essas apostas indicam que os fundos não acreditam numa retomada concreta de compras da China”, diz Roque. “E mais da metade dos contratos negociados em Chicago estão nas mãos dos fundos, o que indica que dificilmente a soja subirá expressivamente”. O analista avalia que, em caso de acordo entre as potências, o grão pode chegar aos US$ 9,50 por bushel, mas dificilmente a escalada superará muito esse platô.

A China não ajuda a tornar o cenário menos baixista. Com o surto de peste suína africana – que eleva a demanda por carne, mas reduz as compras de soja para a produção de ração – e a desaceleração da economia, o país asiático importou 11,8 milhões de toneladas do grão no primeiro bimestre do ano, queda de 14,9% na comparação com o mesmo período de 2018. Em 2018/19, projeta o USDA, as importações chinesas ficarão em 88 milhões de toneladas, 6,5% menos que na safra passada.

Conforme Steve Bruce, analista da Walsh Trading sediada em Chicago, o mundo está diante de uma oferta confortável de soja e de proteína animal. “Do lado micro, isso ajuda a explicar a posição vendida dos fundos. Mas ele ressalva que esses fundos estão suscetíveis a um rally de preços, já que estão em nível “vendido o suficiente”. Mas não significaria muito mais que um alento para as cotações. Noves fora, concordam os analistas, é bom não esperar muito da visita da delegação americana à Pequim, no fim desta semana, nem da delegação chinesa que desembarcará em Washington na semana que vem. Se a soja disparar em razão de um acordo, será um voo de galinha.

Fonte: BiodieselBR

Sementes geneticamente alteradas da soja ajudam a modernizar economia

Pesquisa mostra que sementes geneticamente alteradas ajudaram a modernizar a economia brasileira a partir de 2003, beneficiando não só agricultores, mas também centros urbanos

Uma conhecida máxima no campo da ciência diz que estudos acadêmicos só têm valor se desafiarem o senso comum. Do contrário, eles se prestam apenas para reforçar velhas teorias. Nesse aspecto, uma extenuante pesquisa realizada por três professores especializados na área de finanças tem méritos de sobra.

Jacopo Ponticelli, professor- adjunto de finanças da americana Kellogg School, uma das mais importantes escolas de negócios do mundo, Bruno Caprettini, da Universidade de Zurique, referência em ensino na Suíça, e Paula Bustos, do Centro de Estudos Monetários e Financeiros da Espanha, instituição consagrada na área de inovação, resolveram analisar o impacto da cultura de soja geneticamente modificada na economia brasileira.

Estudo

Segundo o estudo, os efeitos econômicos do plantio não só foram positivos como se alastraram para os centros urbanos e áreas industriais. O resultado, portanto, se opõe ao que os especialistas convencionais imaginavam.

O estudo começou com uma premissa: na primeira década dos anos 2000, um dos períodos mais prósperos da história brasileira recente, o que teria levado trabalhadores das fazendas a migrar para o setor industrial? As novas oportunidades econômicas das grandes cidades atraíram os homens do campo ou foram as mudanças na agricultura que os forçaram a trocar a terra pelo asfalto? Os pesquisadores suspeitavam que a resposta tinha a ver com a soja. Ou, para ser mais preciso, com a soja geneticamente modificada.

“Maradona”

É preciso voltar no tempo para entender a linha de raciocínio dos profissionais. Em 2003, o Brasil legalizou, em meio a uma enxurrada de protestos de ONGs e movimentos sociais, a semente de soja Roundup Ready (RR), desenvolvida pela Monsanto. Naquela época, como agora, a empresa era alvo de manifestações sob o argumento de que uma semente modificada poderia causar danos à saúde. Chamada de “Soja Maradona”, uma singela homenagem dos cientistas que a desenvolveram a um dos maiores jogadores da história do futebol, a semente foi criada com uma única missão: resistir a herbicidas.

A soja geneticamente modificada alterou essa lógica. Antes dela, os agricultores não conseguiam controlar as ervas daninhas por meio da aplicação de herbicidas sem matar também as suas plantações. Como a Roundup Ready resistia aos produtos químicos, a limpeza dos campos para a retirada de ervas daninhas deixou de ser necessária. Isso, por sua vez, permitiu a produção da mesma quantidade de soja em menos tempo e com um número menor de trabalhadores para realizar o serviço.

Naquela época, em 2003, analistas disseram que esse movimento beneficiava apenas os donos da terra, já que milhares de funcionários seriam descartados. Além disso, os centros urbanos e industriais não teriam nada a ver com a história, pois sua estrutura econômica independia do que ocorria no campo. Eles estavam errados.

Fonte: Correio Braziliense

Exportação de soja ultrapassa US$ 2,5 bi em fevereiro

As exportações do complexo soja (grãos, farelo e óleo) suplantaram pela primeira vez a barreira dos US$ 2 bilhões para os meses de fevereiro, registrando US$ 2,58 bilhões no segundo mês deste ano. O grande destaque foi a venda de soja em grão, com 6,1 milhões de toneladas. Com esse recorde na quantidade exportada (+112,7%), mesmo com a queda de 5,1% no preço médio de exportação, o valor de soja foi recorde no mês, atingindo US$ 2,21 bilhões (+101,8%).

Esse desempenho contribuiu para que as exportações do agronegócio crescessem de US$ 6,27 bilhões para US$ 7,25 bilhões no mês passado. O incremento das exportações em 15,6% ocorreu, especialmente, devido à elevação de 20,8% no índice de quantum das exportações. As importações também aumentaram, passando de US$ 1,08 bilhão para US$ 1,20 bilhão em fevereiro deste ano (+10,4%).

A participação do agronegócio nas exportações totais do Brasil em fevereiro atingiu 44,5%, de acordo com dados da Balança Comercial do Agronegócio, elaborados pela Secretaria Comercial e Relações Internacionais, foi feita nesta segunda-feira (18).

Além das exportações de soja em grão, o setor exportou US$ 341,9 milhões de farelo de soja (-29,0%) e US$ 28,6 milhões de óleo de soja (-71,3%).

As vendas de carnes foram de US$ 1,17 bilhão em fevereiro, em alta de 4,8% em relação ao valor exportado em no mesmo mês de 2018. A quantidade exportada de todas as carnes foi recorde para os meses de fevereiro, com 520 mil toneladas. O valor registrado em carne bovina e de frango foi praticamente igual, US$ 518 milhões de cada tipo. Além dessas carnes, foram negociados US$ 99 milhões de carne suína (+7,5%) e US$ 4,3 milhões de carne de peru (-64,5%).

O café também teve destaque, sendo exportados US$ 452,31 milhões, sendo US$ 409,23 milhões de café verde (+13,1%) e US$ 40,75 milhões do solúvel (-2,5%). A quantidade exportada de café verde, 186,71 mil toneladas, foi recorde para fevereiro.

No agrupamento cereais, farinhas e preparações houve aumento das vendas externas de US$ 265,57 milhões para US$ 373,47 milhões (+40,6%). O milho é o principal produto de exportação do segmento, com US$ 309,88 milhões (+54,8%).

Fonte: Investimentos e Negócios

Colheita de soja chega a 63% e ultrapassa média dos últimos cinco anos

De acordo com a consultoria AgRural, em igual período do ano passado o volume estava em  58% e em 56% na média de cinco anos

A área cultivada com soja na safra 2018/2019 estava em 63% colhida até a última quinta-feira, 14, contra 57% uma semana antes. Em igual período do ano passado o volume estava em  58% e em 56% na média de cinco anos. Os dados fazer parte do último levantamento realizado pela consultoria AgRural.

O estado com a colheita mais adianta segue sendo Mato Grosso, com 97%. Nos vizinhos do Centro-Oeste, a colheita chegou a 96% em Mato Grosso do Sul e 90% em Goiás. No Paraná, onde 67% da área está colhida, a perda de ritmo levou o índice de colheita a ficar atrás do registrado há um ano pela primeira vez nesta safra.

A AgRural elevou sua estimativa de produção de soja na safra 2018/2019 do Brasil para 112,9 milhões de toneladas, ante 112,5 milhões na projeção de um mês atrás. O ajuste para cima deveu-se às chuvas de fevereiro, que beneficiaram as lavouras plantadas mais tarde.

O potencial inicial de produção era de 121,4 milhões de toneladas, mas houve perdas em diversos estados, com destaque para Paraná e Mato Grosso do Sul, devido ao tempo quente e seco de dezembro e janeiro. A consultoria revisará a estimativa de safra em abril, com foco especial nos estados do Matopiba e no Rio Grande do Sul, que têm calendário mais tardio.

Fonte: Canal Rural

Ministra da Agricultura prepara missão à China para aumentar exportações

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse no domingo que pretende organizar uma missão para a China na primeira semana de maio para tentar ampliar as exportações de carne suína, bovina e de frango ao mercado chinês.

A intenção da ministra é aumentar o número de frigoríficos com habilitação sanitária a exportar para o país asiático, hoje o maior parceiro comercial do Brasil, além de tratar a questão da exportação de soja.

A ministra defendeu a importância da China para a agricultura brasileira, e revelou que a missão tentará aumentar o leque de produtos exportados para o país.

A China se mantém como o principal parceiro comercial brasileiro, mas o governo chinês tem mostrado desconforto com a retórica anti-chinesa que prevaleceu no discurso do presidente Bolsonaro durante a campanha e ainda existe no governo.

Recentemente, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, questionou se a parceria com a China seria tão benéfica para o Brasil quanto se apregoa. “De fato, a China passou a ser o grande parceiro comercial do Brasil e, coincidência ou não, tem sido um período de estagnação do Brasil”, disse.

O chanceler afirmou que o Brasil quer vender minério de ferro e soja, mas não vai “vender a alma” para isso.

As declarações irritaram os produtores rurais, e Araújo tentou desarmar o mal estar em uma agenda com o presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), no dia seguinte, enquanto o restante do governo vem tentando baixar o tom das declarações anti-chinesas.

O próprio Bolsonaro entrou em campo e, na última quinta-feira, durante uma transmissão ao vivo pelo Facebook, afirmou que a China é uma “grande parceira” e que pretende ir ele mesmo ao país no segundo semestre deste ano.

Dados referentes a 2018 do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que a China se manteve como principal destino das exportações brasileiras, chegando a 64,2 bilhões de dólares no ano passado.

Fonte: Terra

Brasil exporta recorde de soja em fevereiro e mais de 80% tem destino China

O Carnaval passou e o ano finalmente deve começar no Brasil, o que pode puxar também mais negócios com a soja, segundo acredita o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. Para ele, novos fechamentos da safra nova, que vinham escassos nas últimas semanas, podem se intensificar nos próximos dias.

“Tenderemos a ver mais pressão de fechamento na safra nova brasileira via trocas por insumos. A safra velha pode dar mais movimentação se houver notícias novas e positivas da disputa entre os EUA e China, já que poderá trazer apelo de alta em Chicago”, explica o executivo.

No entanto, caso o caminhar das relações entre chineses e americanos continuar acontecendo na corda bamba, “vamos de fechamentos internos para indústria, que deve voltar às compras e agora com atividade de esmagamento forte”, completa Brandalizze.

Entre as exportações, o ritmo também deverá continuar forte, segundo ele, e podendo, inclusive, trazer prêmios melhores nestes próximos dias. “E assim estamos no ano novo comercial”, diz Brandalizze.

Desde o início de março, em Paranaguá, a posição de entrega março/19 tem 35 cents de dólar sobre os valores de Chicago, enquanto o junho já carrega 52 centavos para a soja brasileira. Assim, as últimas referências de preços nos terminais ainda trabalhavam no intervalo de R$ 79,00 a R$ 80,00 por saca, sentindo também as oscilações do dólar. Já para as entregas no meio do ano, os indicativos subiam para algo entre R$ 81,00 e R$ 82,00.

Em fevereiro, por mais um mês, as exportações brasileiras de soja bateram recorde e chegaram a 6,09 milhões de toneladas, segundo números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). O volume é bem maior do que o de fevereiro passado, quando o Brasil exportou 3,51 milhões de toneladas. Em todo o complexo soja, o acumulado das exportações do Brsil é de 10,5 milhões de toneladas.

Como explica o consultor, os compradores chineses, mesmo que em um ritmo mais comedido, seguem focados no produto brasileiro com a guerra comercial com os EUA ainda em curso, o que muda a cena do comércio global de soja neste ano. “Normalmente, os primeiros dois meses do ano são fracos para a soja em grão, mas neste ano o acelerador está puxado porque a China segue agressiva, comprando nos nossos portos”.

Segundo o Cepea, do total exportado pelo Brasil em fevereiro, 82,4% – 5,02 milhões de toneladas – foi destinado à China. Ainda segundo a instituição, estes embarques acelerados da soja no Brasil ajudaram a puxar os preços no cenário nacional. “Além da entrega de contrato a termo, agora, as negociações no mercado spot também começaram a ganhar força, especialmente devido à valorização do dólar frente ao Real, que torna o produto nacional mais atrativo aos importadores”, explicaram os pesquisadores da instituição.

Na última sexta-feira (08), o Notícias Agrícolas divulgou uma imagem do sistema Refinitiv Eikon, da Reuters, mostrando uma considerável fila de navios carregados com soja – e outros produtos – seguindo do Brasil para a China. Estas são cargas de compras feitas há alguns meses, com os embarques previstos para este período do ano.

Ainda segundo Brandalizze, há alguns negócios da safra 2019/20 do Brasil começando a serem registrados, com valores na casa dos R$ 85 para pagamento no fim de abril, principalmente com ofertas do Centro-Oeste do país. “A safra nova está começando a ganhar forças e os negócios fluindo”, diz.

Fonte: BiodieselBR

Colheita da soja chega a 52% da área no Brasil, diz AgRural

Os trabalhos de colheita da safra de soja do Brasil evoluíram sete pontos porcentuais última semana e chegaram a 52% da área cultivada com o grão, mostra novo levantamento da AgRural.

Segundo a consultoria, as chuvas registradas em diversas regiões do país limitaram o avanço, mesmo assim o ritmo deste ano segue à frente em comparação com a mesma época de anos anteriores. Em 2018, 35% da área havia sido colhida e na média de cinco anos o porcentual é de 37%, diz a AgRural.

Os números são referentes a quinta-feira (28). Além de tornar a colheita mais lenta, as chuvas elevaram os índices de umidade dos grãos colhidos. “Lotes têm chegado aos armazéns com umidade entre 18% e 22% em alguns estados, mas os casos de grãos avariados ainda são pontuais. Além de ainda não terem causado grandes transtornos à colheita, as chuvas são bem-vindas em lavouras que ainda estão enchendo grãos no Matopiba e no Rio Grande do Sul”, diz a consultoria.

Fonte: BiodieselBR

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