Índios cultivam soja sem agrotóxico em 2,2 mil hectares de lavoura em MT

Exportações de soja batem recorde para o mês de janeiro

Fato pode acabar afetando os estoques da oleaginosa

Os embarques de soja brasileira para o exterior surpreenderam em janeiro e bateram o recorde para o mês, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). Nesse cenário, foram vendidas 2,15 milhões de toneladas de oleaginosa para outros países.

De acordo com a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi, a consultoria havia publicado sua estimativa de exportações totais para 2019, em 68 milhões de toneladas. No entanto, com essa nova informação, é possível que o País não tenha estoque suficiente para atingir esse montante. “Com essa produção menor, as exportações brasileiras devem voltar a níveis pré-guerra comercial, mesmo no cenário em que a taxação chinesa sobre a soja norte-americana continue em vigor”, explica.

Segundo a INTL FCStone, a possibilidade de uma continuação da disputa comercial travada entre a China e os Estados Unidos pode fazer com que a procura pelo grão brasileiro aumente em relação ao ano passado. Contudo, esse fato poderia gerar sérias dificuldades no abastecimento interno da soja para esmagamento.

“Neste ano, está previsto aumento da mistura do biodiesel no diesel para 11%, o que deve deixar um excedente ainda menor de óleo de soja para ser exportado”, disse a consultoria.

Por outro lado, caso China e EUA entrem em um acordo, o que foi sinalizado pelo governo asiático, é possível que as exportações brasileiras da oleaginosa fiquem, inclusive, abaixo da expectativa anterior de 68 milhões de toneladas.
“Há preocupações com a demanda chinesa total por farelo de soja, diante dos surtos de gripe suína africana, além dos esforços feitos pelo país para diminuir a dependência da oleaginosa durante o período de guerra comercial”, conclui a INTL FCStone.

Fonte: Portal do Agronegócio

Um novo salto para o agronegócio em São Paulo

Vamos produzir, vender e exportar com ousadia, tecnologia, respeito e proteção ambiental

Nos próximos dez anos, mais que de discursos precisaremos de atitudes para atender às grandes necessidades do século 21. De um lado, produzir alimentos para uma população que será maior e mais rica – até 2030 o mundo terá mais cerca de 1 bilhão de pessoas do que hoje. A chamada classe média mundial será maior, o que vai elevar o consumo de alimentos, especialmente de proteínas. De outro, temos a necessidade de reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) e conter o aquecimento global, o que exige preservação da vegetação nativa e outras medidas. Objetivamente, o que os dados mais recentes comprovam é que não existe melhor resultado do que o que tem sido obtido pelo Brasil, pelos agricultores brasileiros, pela pesquisa e inovação do nosso agronegócio.

A produção brasileira se dá numa área cultivada que é igual às áreas cultivadas da Espanha e da França somadas. Tecnicamente, estamos falando de quase 64 milhões de hectares. Os quatro maiores países em área cultivada no mundo – Índia, Estados Unidos, China e Rússia – ocupam, cada um, mais que o dobro da área dos agricultores brasileiros. Mais relevante ainda: enquanto países da União Europeia usam de 45% a 65% de seu território para a agricultura, o Brasil ocupa apenas 7,6% com a lavoura.

Responsável por 20% do PIB do agronegócio brasileiro, o agro de São Paulo é o mais diversificado e tecnológico do Brasil. Além da produção de açúcar e suco de laranja, em que o Estado é líder global, São Paulo tem uma produção relevante de carne, etanol, café, milho e produtos de base florestal, como papel, celulose e madeira. A produção agrícola paulista é uma grande demonstração de força do empreendedorismo de pequena, média e grande escalas.

No setor de hortaliças, por exemplo, o agronegócio paulista consegue produzir muito, com qualidade e segurança, fornecendo alimento para os lares de todo o Brasil e também para o exterior. Trata-se de um setor intensivo, que gera renda para as populações mais vulneráveis e leva desenvolvimento às regiões mais pobres, que florescem em torno do agro.

Desde o início do mês, zeramos o ICMS para frutas, verduras e hortaliças embaladas, um incentivo para cerca de 50 mil produtores. Estamos oferecendo a eles mais condições para agregar valor e aumentar a receita, reconhecendo a importância do trabalho de quem limpa, lava e embala seu produto. Essa é uma demonstração do que o governo pode fazer para atender a quem inova e empreende, reduzindo custos de produção e melhorando a qualidade das frutas, verduras e hortaliças oferecidas aos consumidores.

O agronegócio paulista promove a preservação ambiental e nela investe. É o grande responsável pela recuperação das áreas de nascentes e mananciais e pelo aumento da recuperação da vegetação nativa. Graças aos produtores rurais, a cobertura vegetal vem aumentando ano a ano e hoje atinge 23% da área do Estado. Esse porcentual demonstra que é possível manter elevado o índice de produção agrícola com preservação do meio ambiente. É assim que trabalhamos em São Paulo.

Nosso Estado está preparado para dar um novo salto de qualidade no agronegócio. No Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, recebi o presidente mundial do Grupo RGE (Royal Golden Eagle), Anderson Tanoto, que manifestou interesse em investir R$ 7 bilhões no interior paulista para a produção de celulose de alta tecnologia. Há poucos dias o mesmo executivo esteve no Palácio dos Bandeirantes para confirmar o projeto. Do ponto de vista da sustentabilidade, a celulose de alta tecnologia será produzida exclusivamente com florestas plantadas do Estado de São Paulo.

A nova fábrica do grupo deverá criar até 7 mil empregos diretos nos próximos 30 meses. Os empregos e os investimentos levarão para o interior de São Paulo não só a fábrica de celulose e o aumento do cultivo de eucaliptos, mas também maior consumo nas pequenas cidades, promovendo o comércio, os serviços, o mercado imobiliário e todos os demais setores da economia paulista.

É papel do governo transformar esse potencial multiplicador do agronegócio de São Paulo em realidade, atraindo investimentos, nacionais e estrangeiros, e garantindo aos investidores segurança jurídica para plantar, produzir e instalar agroindústrias que possam empregar paulistas e brasileiros de todas as partes.

O novo salto do nosso agronegócio pressupõe marcos jurídicos claros, desburocratização, previsibilidade e estabilidade, pilares que foram fortemente abalados sob a gestão do PT, que pôs a ideologia à frente dos interesses do Brasil, até mesmo impondo ao investimento estrangeiro barreiras, restrições e discriminação incompatíveis com o interesse nacional de melhorar a vida das pessoas. Basta ver a restrição à aquisição de terras por empresas brasileiras controladas por estrangeiros.

Ao reverter esses impasses criados para o investimento estrangeiro no agronegócio, teremos como consequência o aumento da produção e da exportação de açúcar, etanol, celulose, suco de laranja, carnes, ovos, verduras, hortaliças, cosméticos, têxteis e todos os produtos produzidos a partir do pujante agronegócio brasileiro. Vamos produzir, vender e exportar com ousadia, tecnologia e respeito, mas com proteção ao meio ambiente.

As ações de São Paulo, do Brasil e dos nossos agricultores são vitais para a segurança alimentar do nosso país e do mundo. E precisam ser vistas como modelo de preservação ambiental. O que o Brasil faz nessas duas áreas nenhum país do mundo fez.

Fonte: Estadão

Colheita de soja 18/19 do Brasil avança para 19% da área, diz AgRural

SÃO PAULO (Reuters) – A colheita da safra de soja 2018/19 do Brasil, maior exportador global da oleaginosa, avançou para 19 por cento da área cultivada até a última quinta-feira, ante 13 por cento uma semana antes, informou a consultoria AgRural nesta segunda-feira.

Os trabalhos seguem à frente dos 6 por cento observados tanto no ano passado quanto na média de cinco anos.

“Os trabalhos poderiam ter avançado ainda mais rapidamente, não fosse o retorno das chuvas a Mato Grosso após um período de tempo mais seco. Mesmo assim, as colheitadeiras já passaram por 40 por cento da área de soja do Estado”, afirmou a consultoria em relatório semanal.

No Paraná, 25 por cento da área está colhida, acrescentou a AgRural, que já adiantou que revisará para baixo sua estimativa de produção nacional em 2018/19, atualmente em 116,9 milhões de toneladas.

Fonte: Notícias Agrícolas

Com quase 200 startups, país pode brigar por protagonismo na agricultura 4.0

Com uma das indústrias mais desenvolvidas do planeta, Brasil já tem quase 200 startups de agricultura. Mas ainda não é protagonista deste processo de transformação digital.

Nas últimas décadas, o Brasil passou de um importador líquido de alimentos para uma potência agrícola. O país é o maior produtor mundial de suco de laranja, café e açúcar, e segundo em soja, etanol e carne bovina. Mas o país ainda não assumiu o protagonismo na nova era de revolução no campo, a da agricultura 4.0. O número de startups agrícolas no país é metade do encontrado em Israel, país com área 400 vezes menor do que a brasileira — e que só tem 20% do solo arável.

Nas exportações, o país lidera em soja, carne bovina, aves, café, açúcar, etanol, suco de laranja, e vem em segundo lugar no milho. Tudo isso foi resultado de investimentos em ciência e tecnologia, a partir dos anos 1970, com a criação da Embrapa”,

Fonte: Brasil Agro

Exportação de soja do Brasil em janeiro cresce 56%; Anec vê 6 mi t em fevereiro

As exportações de soja do Brasil somaram 2,3 milhões de toneladas em janeiro, aumento de 56 por cento ante o volume do mesmo mês de 2018, ainda como reflexo da guerra comercial entre EUA e China, afirmou nesta quinta-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Segundo a Anec, 95 por cento do volume exportado este mês teve como destino a China, maior importador global.

O Brasil havia colhido até a semana passada pouco mais de 10 por cento da safra de soja, segundo dados de analistas, que destacaram que os trabalhos estão adiantados após o tempo seco reduzir a produtividade em várias áreas.

Os embarques de milho em janeiro totalizaram 3 milhões de toneladas em janeiro, 22 por cento abaixo do resultado de dezembro, mas 30 por cento acima do mesmo período do ano passado.

“A tendência é que, já a partir do próximo mês, os embarques de milho diminuam, abrindo espaço para o escoamento da nova safra de soja. Com isso, os embarques de milho programados para o mês de fevereiro apontam para uma exportação de aproximadamente 1,2 milhões de toneladas”, acrescentou a associação.

Os dados da Anec confirmam reportagem da Reuters que apontou na semana passada que o Brasil exportaria em janeiro mais milho que soja pela primeira vez em um ano.

Fonte: Terra

Soja lidera com folga o agronegócio brasileiro

As exportações do complexo soja lideram a pauta das exportações do Brasil e nada indica que essa liderança será perdida no curto prazo, visto que a demanda de soja continua aquecida e os preços de mercado são satisfatórios. A área cultivada com a oleaginosa nas principais regiões produtoras do País continua aumentando, um esforço necessário para atender à crescente demanda pelo produto. Proporcionalmente à área cultivada com outros grãos em nível mundial, a de soja tem sido a que mais cresceu no correr das últimas décadas e, mesmo assim, não houve a formação de estoques gigantes, promotores de queda nos preços.

Segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, na safra 2018/19 o Brasil poderá ultrapassar os Estados Unidos (EUA) na produção de soja (117 milhões de toneladas – Mt contra 116,5 Mt) e assumir a liderança global, que, desde os anos 50, pertence aos EUA. A atual safra americana sinaliza com uma queda de 3,5 Mt sobre a safra anterior (120 Mt), em parte porque houve redução da área cultivada (36,22 milhões de hectares – Mha vs. 35,79 Mha) e também, porque se estimou a produtividade da safra – em pleno processo de colheita – como sendo a média dos últimos cinco anos. Poderá ser maior ou menor, assim como a área poderá ser superior ou inferior. Melhor esperar para comemorar o campeonato, embora seja bastante provável que, caso o Brasil não leve o troféu nesta oportunidade, seguramente o fará na próxima.
A produção mundial de soja 2018/19 está estimada em 354,5 Mt, sendo que 81,65% desse total se concentra em três países: Brasil (33%), EUA (32,85% e Argentina (15,8%). Era expectativa dos brasileiros de que, já na safra 2016/17, o Brasil superaria os EUA na produção de soja, dado o quase esgotamento de áreas aptas e disponíveis naquele país, dependendo de trade off entre culturas para aumentar a produção. Essa troca já aconteceu em safras recentes, mas poderá ser ampliada?
Seria compreensível se o produtor brasileiro estiver angustiado com a pressão que a recente sequência de supersafras nos EUA (117 Mt, 120Mt e 116,5 Mt) e no Brasil (114 Mt, 117 Mt e 117 Mt), respectivamente, em 2016/17, 2017/18 e 2018/19, poderia exercer sobre as cotações mundiais do produto. Contudo, as cotações do mercado para os produtores brasileiros estão muito satisfatórias, em boa medida por causa do câmbio favorável e da briga China vs EUA. Já a realidade não é tão colorida para os produtores americanos.
Com o espetacular crescimento da economia mundial no correr das últimas décadas (US$ 12 trilhões em 1980 vs. US$ 87 trilhões em 2018), a renda per capita das pessoas também aumentou, particularmente dos cidadãos que habitam os países em desenvolvimento – ainda muito carentes de proteínas animais. Com mais dinheiro no bolso, esses cidadãos passaram a consumir menos carboidratos (grãos) e mais proteína animal (carnes, leite e ovos), que têm no farelo de soja sua principal matéria prima.
Embora o óleo não seja a razão principal para cultivar-se a soja, sua produção está, também, sendo requisitada para consumo doméstico e para biodiesel, indicando que a produção da oleaginosa é duplamente estimulada: como alimento humano e animal e como biocombustível.
O Brasil se beneficia do aumento global do consumo de soja e de seus derivados, pois dispõe de muitas áreas aptas e disponíveis para produzir mais soja, clima favorável para produzir o ano todo, tecnologia para explorar zonas tropicais de baixa latitude e água para irrigar, se compensar.

Fonte: Canal Rural

Soja: Apesar de ainda pontuais, negócios têm ritmo melhor nesta semana no Brasil

O ritmo dos negócios no mercado brasileiro da soja tem se mostrado melhor nesta semana se comparado às duas outras anteriores. Apesar de operações ainda pontuais e de volumes limitados, o cenário já é diferente do observado no início de janeiro, uma vez que os preços já são melhores entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca no interior e nos portos do país.

Como explicou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, há diferentes realidades financeiras entre os produtores e, por conta disso, diferentes realidades também entre os estilos de comercialização que estão sendo registrados agora.

Nesta semana, ainda de acordo com o executivo, já se observou indicativos de R$ 77,50 a R$ 77,80 no porto de Paranaguá, bem como cotações na casa dos R$ 74,00 por saca na região de Maringá (ferrovia), por exemplo, e estes são patamares de preços que atraem produtores, principalmente aqueles que precisam fazer caixa neste momento.

“Há produtores que precisam fazer caixa para continuar tocando a colheita, então, os negócios mais expressivos acontecem em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, onde eles estão colhendo”, explica Brandalizze. “E há aqueles que antecipam sua entrega para as revendas – inicialmente programadas para fevereiro e março – buscando garantir descontos de 1 a 1,5% ao mês em seus pagamentos. Há todos os tipos de realidade”, diz.

Ainda assim, o consultor volta a dizer que a maioria do Brasil e dos produtores não está vendendo. “Ou, teríamos uma enxurrada de negócios, e isso ainda não está acontecendo”, completa. Alguns ainda aguardam melhores oportunidades de comercializar, na busca de preços melhores.

No porto de Rio Grande, os embarques mais longos – para junho e julho – pagam entre R$ 81,50 e R$ 82,00 por saca, e esses níveis atraem vendedores. No entanto, há muitos que ainda têm a necessidade da venda no curto prazo e, por isso, esperam por momentos mais rentáveis, dependendo de suas condições.

A atenção dos produtores continua sobre a mudança de ritmo também dos preços na Bolsa de Chicago. A recente melhora dos futuros da oleaginosa negociados no mercado futuro norte-americano ajudou os preços no Brasil, porém, de forma tão limitada quanto se movimentam na CBOT.

O intervalo curto de US$ 9,20 a US$ 9,30 por bushel no contrato março, como explica Brandalizze, ajuda nessa limitação e só será rompido na medida em que novas informações sobre as relações entre China e Estados Unidos começarem a surgir. Até lá, a commodity deverão permanecer oscilando entre US$ 9,10 e US$ 9,60 nos contratos mais negociados.

O mercado continua esperando a confirmação de um acordo entre americanos e chineses, uma vez que já trabalha com as perdas conhecidas da safra da América do Sul. “Com essa confirmação, acredito que todos os vencimentos possam passar por um ajuste de cerca de US$ 0,50 por bushel, o que significaria uma alta de até R$ 5,00 por saca para o produtor brasileiro”, diz Brandalizze.

Ademais, o mercado internacional também anseia pela volta das informações oficias que chegam do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com a reabertura do governo de Donald Trump após mais de 30 dias de paralisação.

“Sem novidades na guerra comercial EUA/China, traders ansiosos para a divulgação dos dados USDA, agora que os escritórios do governo americano voltaram a operar por periodo indeterminado. No entanto, enquanto a expectativa era que todos os números atrasados seriam conhecidos ainda esta semana, os comentários são de que dados de exportações americanas poderão sim ser divulgados nos próximos dias, mas números oficiais de oferta e demanda americana e mundial serão conhecidos apenas no dia 8 de fevereiro”, explica o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

Nesta terça-feira (29), as cotações da soja na Bolsa de Chicago trabalharam durante todo o dia em campo negativo e terminaram o dia registrando leves baixas entre as principais posições. O março segue na busca em manter-se próximo dos US$ 9,20, enquanto o maio/19 procura seguir acima de US$ 9,30 por bushel.

A preocupação dos produtores, no entanto, também está sobre o câmbio. E nesta sessão, a moeda americana terminou o dia com baixa de 1,14% e sendo cotada a US$ 3,7222, com o foco do mercado voltado, principalmente, ao cenário externo e às expectativas para o novo encontro entre China e EUA que acontece no final desta semana.

Fonte: Notícias Agrícolas

Criação de boi fatura R$ 76 bilhões por ano no Brasil

Depois da soja, é a maior renda do campo brasileiro

O Brasil é um dos maiores criadores de boi do mundo. Depois da soja, a maior renda do campo brasileiro vem da criação de boi. São R$ 76 bilhões por ano.

Boi é genética, é tecnologia. Nas criações modernas, se usa menos pasto diminuindo o impacto ambiental e aumentando a produção.

Nos últimos dez anos, a produção de carne triplicou, tornando o Brasil o maior exportador de carne bovina do mundo.

Além da carne, quase tudo se aproveita do boi: O couro que vai para bolsas e calçados; o pelo para os pincéis; da gordura se faz biodiesel e sabão e o chifre vira berrante.

Fonte: G1

Soja: Brasil mantém bom ritmo de embarques, mas novos negócios são raros

O mercado brasileiro começou 2019 mantendo o bom ritmo de embarques de soja, apesar de os novos negócios serem bem pontuais até este momento e de os volumes serem um pouco menores do que os observados em dezembro. o recuo das cotações no mercado interno mantém os vendedores retraídos, bem como a entrada da nova safra mantém os compradores também à espera de melhores oportunidades de comércio.

Ainda assim, de acordo com os últimos números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o país embarcou 1.007 milhão de toneladas de soja nos primeiros oito dias úteis de janeiro, com uma média diária de 125,9 mil. O número impressiona, segundo explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, para um período em que os embarques, sazonalmente, são mais fracos.

“No mês de dezembro, o embarque diário foi de 211,6 mil toneladas e agora vem perdendo ritmo porque é normal e não tem Soja para ser embarcada. Já está tudo negociado e os estoques desta virada de ano comercial vão para o campo negativo, ja que se usa  o produto da safra nova como se fosse da safra passada”, explica Brandalizze.

E para todo o janeiro, com mais 15 dias úteis no mês, a expectativa é de que os embarques somem 2 milhões de toneladas. “Tudo aponta que poderemos ter janeiro com embarques fortes, mesmo que no acumulado do ano se espere menos para todo o complexo devido à quebra da safra. Além disso, a demanda interna que será maior este ano”, completa o consultor.

Consultorias particulares e demais instituições esperam, de fato, que as exportações brasileiras de soja se mostrem mais equilibradas neste ano, na expectativa de que as relações comerciais entre China e Estados Unidos sejam reestabelecidas. Até este momento, porém, todas as informações conhecidas pelo mercado seguem no campo das especulações. O que limita os negócios tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, as estimativas são de que as importações de soja da China, maior comprador mundial da commodity, também sejam menores neste ano comercial em decorrência de uma série de fatores combinados. Ainda assim, a demanda da nação asiática tem buscado retomar sua força.

O CNGOIC (Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Oleaginosas da China) elevou sua estimativa para as importações de soja do país para 87 milhões de toneladas no ano comercial que se encerra em setembro próximo. Apesar de mais baixo do que no ano passado, o número cresceu 3 milhões de toneladas em relação à sua estimativa anterior.

Ainda como explica Brandalizze, as incertezas sobre a nova safra do Brasil também promovem uma retração dos negócios. Temerosos sobre seu potencial produtivo, as novas vendas por parte dos produtores acabam ficam limitadas, e os mesmos, diante da quebra, esperam por momentos de preços mais altos.

“Todos concordam que tem perdas, mas sobre o quanto ainda há dúvidas”, diz o consultor. “Tudo aponta que a safra irá ser menor que no ano passado, e como dólar e Chicago recuaram, sumiram as ofertas e compradores tentavam levar com indicativos em queda, mas não levaram nada”, conclui.

Fonte: Notícias Agrícolas

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