Aprobio apoia Conferência BiodieselBR 2018, que será realizada em novembro

O setor de biodiesel ‘fechou’ mais uma vez com a Conferencia BiodieselBR. Todas as três principais entidades representativas do segmento – Abiove, Aprobio e Ubrabio – oficializaram seu apoio à edição deste ano do evento repetindo uma parceria que já vem acontecendo nos últimos anos. O encontro está marcado para acontecer entre os dias 05 e 06 de novembro em São Paulo.

Ao longo dos últimos 12 anos, o evento consolidou seu papel como principal ponto de referência para todos os elos da cadeia produtiva que se articula em torno da indústria de biodiesel. Um papel reconhecido pelo presidente Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Erasmo Carlos Battistella. “É o evento mais importante do setor no Brasil. Por isso, como uma associação de produtores de biodiesel, temos nos mantido sempre próximos e pretendemos continuar assim”, afirma.

Para Juan Diego Ferres, presidente do conselho superior da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), a conferência deu uma contribuição decisiva para a formatação da indústria. “Não teríamos chegado até aqui sem a intensa participação de BiodieselBR”, reconhece acrescentando que a conferência anual se tornou “uma referência setorial para questões estratégicas”.

Mesma direção

É nele que o setor faz a avaliação do ano que passou e pode se debruçar sobre as perspectivas de futuro num espaço que valoriza a abertura e a pluralidade de perspectivas. Como o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, ressalta. “[A Conferência BiodieselBR] é o espaço onde a gente discute os grandes temas do setor. É onde podemos enxergar publicamente os pontos que temos em comum para que possamos trabalhar todos numa mesma direção”, avalia. “Quando tem correspondência, o trabalho das entidades ganha muita força”, complementa.

Este ano há muito o que discutir. Além de termos um novo governo a caminho, o Ministério de Minas e Energia está pavimentando o caminho para a chegada do B15 e temos o processo de regulamentação do RenovaBio que está em andamento. Essa confluência de temas estruturantes torna ainda mais importante a conferência deste ano.

Apesar dos aparentes bons ventos, segundo Erasmo, o momento tem que ser encarado com “cautela e pé no chão”. “A gente queria que o B15 já estivesse devidamente sinalizado num decreto do CNPE e ainda há muita dúvida sobre como será a implementação do RenovaBio”, pontua.

“O futuro nos depara com novos e grandes desafios. Essa será outra década na qual a participação de BiodieselBR será fundamental para que a interligação entre governo e sociedade brasileira ocorra no contexto do programa de biodiesel”, arremata Juan Diego.

Conheça a programação da Conferência, os palestrantes, os horários e demais informações, no link:

https://conferencia.biodieselbr.com/2018/programacao

Fonte: Portal BiodieselBR

ANP lança programa RenovaBio itinerante

Inciativa vai mostrar aos produtores e importadores o método de funcionamento do RenovaCalc

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deu início neste mês ao Programa RenovaBio Itinerante. Uma das finalidades da iniciativa é levar a calculadora RenovaCalc ao conhecimento dos produtores e importadores de biocombustíveis, com o objetivo de tirar suas dúvidas e identificar necessidade de aperfeiçoamentos na aplicação do cálculo.

A ANP informou que já foram visitadas duas unidades produtoras de biodiesel. Os representantes da agência observaram a realidade dos produtores de biodiesel no preenchimento da RenovaCalc – ferramenta que contabiliza a intensidade de carbono de um biocombustível (em g CO2 eq./MJ), comparando-a à do seu combustível fóssil equivalente.

O RenovaBio é a política nacional para os biocombustíveis e tem como objetivos fomentar o aumento da produção em padrões mais sustentáveis e contribuir para o cumprimento das metas de redução de emissões com as quais o Brasil se comprometeu no Acordo de Paris.

Fonte: DATAGRO

Em dois dias de trabalho, representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) visitaram unidades de empresas associadas à APROBIO para observar a realidade dos produtores de biodiesel no preenchimento da ferramenta RenovaCalc.
https://aprobio.com.br/slideshome/representantes-da-anp-e-da-aprobio-debatem-uso-da-renovacalc-no-rio-grande-do-sul/

Representantes da ANP e da APROBIO debatem uso da RenovaCalc no Rio Grande do Sul

Em dois dias de trabalho, representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) visitaram unidades de empresas associadas à APROBIO para observar a realidade dos produtores de biodiesel no preenchimento da ferramenta RenovaCalc.

Na quarta-feira (5), o grupo esteve na unidade de Originação da 3 Tentos, em Santa Bárbara do Sul, e nesta quinta (6) o destino é a BSBios, em Passo Fundo. Além dessas duas empresas, a Caramuru e a Bocchi enviaram profissionais para esse trabalho de campo, acompanhado pelo diretor superintendente da APROBIO, Julio Minelli, e

pelo assessor técnico Antonio Ventilii.

 

 

O RenovaBio é a  política nacional para os biocombustíveis, criada para fomentar o aumento da produção em padrões mais sustentáveis e oferecer instrumentos para o cumprimento das metas de redução de emissões com as quais o Brasil se comprometeu no Acordo de Paris. Além disso, o programa determina o cálculo da intensidade de carbono dos biocombustíveis e sua comparação com os combustíveis fósseis.

A confiabilidade deste processo é proveniente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a participação no RenovaBio é voluntária de cada agroindústria.

 

Uma vez tendo aderido ao programa, cada unidade agroindustrial, produtora de biocombustível, deve fornecer parâmetros técnicos do seu processo produtivo – desde as fases de produção, passando pelo tratamento, até a conversão da biomassa em biocombustível – visando que os dados sejam passíveis de cálculo pela RenovaCalc.

A RenovaCalc é uma ferramenta que contabiliza a intensidade de carbono de um biocombustível (em g CO2 eq./MJ), comparando-a à do seu combustível fóssil equivalente.

Esta corresponde a um conjunto de planilhas que contém um banco de dados e uma estrutura de cálculo específica para cada tipo de biocombustível.

Hoje, a RenovaCalcMD já é um sistema informatizado, resultado de um trabalho conjunto entre ANP e IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).

RenovaBio deve adicionar pelo menos 4GW de bioletricidade ao sistema elétrico até 2030

Em evento da Cogen, MME apresentou como funciona o Crédito de Descarbonização

Em evento realizado pela Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), em São Paulo, o analista de infraestrutura do Ministério de Minas e Energia (MME), Paulo Roberto Costa, disse que a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), deve propiciar, nesse período, um crescimento de 76% na produção de etanol e de 95% no volume de biodiesel.

Costa apresentou os instrumentos e metas que regulam o RenovaBio. O programa visa estimular o consumo e produção de biocombustíveis por meio de metas de descarbonização. A meta nacional de redução de emissões de carbono é de 10,1% e será desdobrada em metas individuais, que deverão ser cumpridas pelos distribuidores de combustíveis em um período de até 10 anos, conforme sua participação no mercado de combustíveis fósseis. O não atendimento à meta individual pode incorrer em multa que varia entre R$ 100.000 e R$  50 milhões.

De um lado, quem produz biocombustíveis terá um certificado, com nota em valor inversamente proporcional à intensidade de carbono do biocombustível produzido. Essa  nota aponta a contribuição individual de cada agente produtor para a mitigação de uma quantidade específica de gases de efeito estufa em relação ao seu substituto fóssil (em termos de toneladas de CO2e).

Costa apresentou o Crédito de Descarbonização (CBIO), instrumento  pelo qual o distribuidor de combustível fóssil pagará pelos créditos de modo a atingir essas metas. É uma espécie de ativo financeiro, negociado em bolsa, emitido pelo produtor de biocombustível, a partir da comercialização (nota fiscal). Os distribuidores de combustíveis cumprirão a meta ao demonstrar a propriedade dos CBIOs em sua carteira.

Nos cálculos da Cogen, o RenovaBio pode propiciar um aumento de 4GW na geração de energia advinda da biomassa.   A estimativa tem base na previsão de crescimento da produção de 30 bilhões de etanol/ano para 50 bilhões de litros/ano em 2030, o que deve levar a um aumento da produção de 200 milhões de toneladas de cana por safra.

“A existência do RenovaBio vai propiciar um aumento da bioeletricidade. Será necessário plantar mais cana para produzir mais etanol e, por extensão, ampliar proporcionalmente a produção do bagaço, que poderá ser aproveitado para a geração e cogeração de energia”, afirma o presidente executivo da Cogen, Newton Duarte.

De acordo com o analista de infraestrutura do Ministério de Minas e Energia (MME), Paulo Roberto Costa, o certificado de produção de biocombustíveis se baseia no ciclo de vida da produção para cada produtor e o processo de certificação transmite segurança ao mercado.

Fonte: Portal Bio Massa & Energia

RenovaBio ainda depende de decisão sobre desmate legal, diz diretor da ANP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pretende apresentar a regulamentação da certificação dos produtores de biocombustíveis no RenovaBio até o fim de setembro, assim que houver uma decisão sobre a possibilidade de participação no programa de produtores que desmatem áreas nativas de forma legal.

“A ideia é superar essa questão até o fim do mês”, disse Aurélio Amaral, diretor da agência, ontem na Novacana Ethanol Conference, em São Paulo. Segundo ele, a principal decisão pendente é permitir ou proibir a participação no RenovaBio, com a venda de certificados de biocombustíveis (CBios), de quem desmate seguindo a lei ambiental.

O tema já gerou controvérsia no processo de consulta pública da regulamentação. Na proposta apresentada pela ANP em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME), previa-se que não poderiam participar aqueles que produzissem biocombustíveis oriundos de áreas desmatadas, sob nenhuma hipótese, como já informou o jornal Valor Econômico.

Na consulta, representantes de produtores de biocombustíveis defenderam a possibilidade de participação no programa mesmo daqueles que praticarem desmate de áreas isoladas. A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) propôs que seja elegível quem desmatar dentro da lei, mas fizer compensação ambiental por meio de novos plantios, conservando o estoque de carbono.

“Há argumentos fortes e razoáveis dos dois lados”, afirmou Amaral. Para ele, é preciso chegar a um “ponto de equilíbrio”. “Se eu colocar uma regra muito dura que eu não consiga dar, a quem ainda não é elegível, um horizonte para que ele consiga chegar lá, posso desestimular”, observou. Ele disse ainda que, em geral, a agência busca “regras de transição” em suas regulamentações. “Tudo o que a gente vai fazer, tem que ter uma regra de transição. Essa é a experiência de regulação que a gente tem”.

Já o diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério das Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda, que também participou do evento, defendeu a proposta original apresentada na consulta pública e disse que “o futuro do RenovaBio é ainda melhorar e tornar mais rígida [a regra de elegibilidade]”.

Assim que a ANP publicar essa regulamentação, o próximo passo para colocar o RenovaBio em operação será criar regras sobre a comercialização dos CBios. O prazo para publicação dessa regulamentação é junho de 2019.

Fonte: Valor Econômico (íntegra para assinantes)

O futuro que queremos, por Luiz Augusto Horta Nogueira

A introdução de veículos elétricos nas ruas e estradas brasileiras tem sido um tema frequente nessas páginas. Alguns mais entusiasmados defendem a urgente adoção de veículos elétricos no Brasil, que entendem ser uma tendência global inexorável, associada a prementes exigências ambientais, expectativas de forte redução de custos e perspectivas de integração desses veículos com as redes elétricas inteligentes. Segundo eles, os custos da eletrificação seriam relativamente baixos e o Brasil estaria comprometendo seu futuro ao reforçar seu programa de biocombustíveis em vez de seguir o dernier cri da modernidade nas tecnologias de transporte. Será que estão corretos? Possivelmente não.

Primeiro é preciso ter claro que os veículos elétricos são diversos e podem ser muito diferentes entre si. Em distintos níveis de maturação tecnológica e custos, podem ser puros, usando apenas baterias, podem ser híbridos, onde a energia elétrica é produzida em geradores acionados por motores de combustão interna ou gerada em células de combustível alimentadas com hidrogênio ou etanol. Podem ser ainda, todos eles, integrados (“plug-in”) ou não à rede elétrica da concessionária, eventualmente operando como sistemas de geração distribuída.

Em todos os casos, os veículos elétricos são ainda bastante caros e apresentam impactos e benefícios bem diferentes. Possivelmente vamos adotar em médio prazo a mobilidade elétrica, com suas vantagens de integração à rede elétrica, mas é preciso escolher as alternativas corretas, sob a égide de nossos interesses, em benefício de nossa qualidade de vida e de nosso desenvolvimento.

Biocombustíveis não competem com a eletricidade e se articulam muito bem com veículos elétricos

Mas as incertezas ainda são muitas. Em uma ampla pesquisa de opinião realizada no ano passado pela KPMG entre executivos da indústria automotiva global, grandes interessados no assunto, a maioria (62%) indicou que não acredita que os veículos a bateria, como o Tesla S e o GM Bolt, tenham futuro, devido às restrições no suprimento de eletricidade. Por outro lado, esses profissionais não são avessos a inovações, pois 78% acredita que os veículos híbridos com célula de combustível, como o Honda Clarity a hidrogênio e o Nissan eBio a etanol, são as inovações mais promissoras, inclusive porque as vantagens energéticas e ambientais são bem maiores do que nos veículos elétricos a baterias.

Os veículos híbridos com motores de combustão também representam alternativas interessantes, apresentando eficiência elevada e utilizando a infraestrutura existente de distribuição de combustíveis. No próximo ano a Toyota vai lançar no Brasil seu modelo híbrido de grande sucesso, o Prius, com motor flexível, possibilitando o uso de etanol ou gasolina em veículos elétricos. Outras montadoras adiantam seus projetos de híbridos flexíveis, que parecem ser mesmo uma boa opção para o Brasil no curto prazo, ao associar de forma inteligente biocombustíveis e eletricidade na propulsão veicular, ampliando bastante viabilidade econômica, a eficiência e os benefícios ambientais.

Vale observar que os motores de combustão interna, especialmente considerando o uso de etanol, têm ainda excelentes possibilidades de aperfeiçoamento, com ganhos expressivos de eficiência e desempenho, com vêm demonstrando pesquisas em diversos países.

É preciso avançar, mas sem desespero. Se de fato é justificável o otimismo dos entusiastas pelos veículos elétricos, ao sustentar que em 2020 essa tecnologia deverá alcançar patamares de custo competitivos com os veículos convencionais, por que a urgência em criar mecanismos para sua introdução, que atualmente demanda pesados subsídios, em nosso conhecido contexto de desequilíbrio fiscal? Vale a pena reduzir os tributos e estimular a importação de veículos a bateria? Porque precisamos disso? Será bom para quem? Por desinformado, o governo federal erra ao desonerar os veículos elétricos puros a bateria, que serão todos importados, a preços elevados e com benefícios ambientais limitados.

Na verdade, felizmente o Brasil dispõe de combustíveis renováveis e competitivos, com produção e distribuição bem desenvolvidas, como agora vem se implementando com sucesso em diversos países, visando melhorar o ambiente e a segurança energética. Nesse contexto, o programa RenovaBio representa uma iniciativa importante, bem concebida, valorizando a eficiência e a sustentabilidade, que poderá promover um novo ciclo de expansão na agroindústria energética, penalizada durante anos de gestão incompetente do governo federal, e permitir ao Brasil cumprir os compromissos de redução das emissões de carbono assumidos em 2015 frente à comunidade mundial, na CoP-21 em Paris. Isso é importante: os biocombustíveis sustentáveis não competem com a eletricidade, ao contrário, se articulam muito bem com os veículos elétricos eficientes, maximizando seus benefícios e atenuando seus custos.

Portanto, o futuro que queremos é aquele em que o desenvolvimento energético respeita o meio ambiente, considera nossos recursos e nossas necessidades, sem necessariamente mimetizar experiências alheias.

Pode ser que alguns desavisados entendam que o mercado de biocombustíveis no Brasil seja algo a desmontar em favor da mobilidade elétrica. É uma falsa profecia, que ignora que a participação da bioenergia no setor de transportes no Brasil, como etanol, biodiesel, bioquerosene ou bioeletricidade, longe de ser uma singularidade a evitar, é mais uma antecipação de um cenário desejável para muitos países, que vivem contextos e desafios comparáveis. De fato, em vez de copiarmos outrem, a racionalidade indica que serão outros que deverão adotar nossas opções, associando sinergicamente bioenergia e veículos elétricos, em prol um futuro melhor.

* Luiz Augusto Horta Nogueira é professor titular aposentado da Unifei, pesquisador associado do Nipe/Unicamp e atualmente pesquisador visitante na Irena (International Renewable Energy Agency)

Fonte: Valor Econômico

APROBIO discute papel da palma de óleo para o biodiesel em reunião de câmara setorial

A palma de óleo é matéria-prima bastante utilizada no mundo para a produção no biodiesel, mas no Brasil ainda tem um alto potencial de crescimento. Além disso, a produção nacional é feita de forma sustentável e sem agressão ao meio ambiente, justamente por prever a recuperação de áreas previamente degradadas por meio da introdução da nova cultura.

Esses foram alguns dos aspectos levados pela APROBIO à 27ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Palma de Óleo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), realizada na quinta-feira (16) em Belém do Pará. O diretor superintendente Julio Minelli e o assessor técnico Antonio Ventilii participaram do encontro.

Ventilii apresentou dados do potencial da palma de óleo para o biodiesel com o início do RenovaBio. Em nome da APROBIO, Minelli participou da elaboração do documento Diagnóstico da Produção Sustentável da Palma de Óleo, sugerido pela associação como resposta às críticas vindas da União Europeia. No Brasil, essa cultura não só cumpre diretrizes de sustentabilidade como ajuda a recuperar áreas degradas e pode, sim, ser mais um aliado a favor do meio ambiente.

Para acessar a íntegra do documento elaborado pela Câmara Setorial, clique AQUI

Segurança energética depende de fontes limpas, diz Moreira Franco

O desafio de garantir segurança na oferta e preços baixos na conta de luz e nos combustíveis está diretamente relacionado à ampliação das chamadas fontes limpas de energia, como eólica, solar, biomassa, biocombustíveis, entre outras. Essa é a avaliação do ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, em entrevista exclusiva a veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta terça-feira (13), em que analisou o cenário do setor no país.

“Nós temos algumas iniciativas importantes. O programa Renovabio [Polícia Nacional de Biocombustíveis] é reconhecido internacionalmente, tem metas extremamente ousadas. Estamos empenhados em garantir energia limpa, o que significa ir exluindo as fontes poluentes que têm sido causa de grandes transtornos ambientais”, afirma.

A principal meta do Renovabio, que entrou em vigor este ano, é reduzir em 10% as emissões de carbono na matriz de combustíveis do país, passando dos atuais 74,25 gramas de gás carbônico por megajoule (g CO2/MJ) para 66,75 g CO2/MJ, o que corresponde à retirada de 600 milhões de toneladas de carbono da atmosfera até 2028. Isso deve expandir o mercado de etanol e biodiesel.

No campo da geração de energia elétrica, Moreira Franco diz que, apesar de representar mais de 63% da capacidade de geração, o país não pode mais depender tanto da matriz hidrelétrica, de forma isolada. “Com as decisões decorrentes de uma visão ambiental, os reservatórios [em hidrelétricas] estão proibidos, você trabalha com a linha d’água. Passou a ser um elemento de fraqueza [desse modelo]”, admite. O principal gargalo, nesse cenário, afirma o ministro, é incorporar as fontes limpas à estrutura de distribuição de energia, o que vai impactar na redução de preços.

“O custo de produção [das energias limpas] é muito mais baixo que as outras fontes, mas esse preço é fundamental que o consumidor sinta no seu bolso. O sistema ainda não consegue absorver essa diferença de custo e a energia chega a um preço muito alto. Além de colocar energia limpa, garantir sistema robusto, nós precisamos ter energia a preço justo”, afirma. Ele também falou em eliminar subsídiospagos pelos consumidores na conta de luz para financiar políticas públicas que não tem nada a ver com o setor elétrico.

Expansão

Atualmente, na indústria brasileira, a bioenergia ficou com 42,1% do consumo total de energia de 2017, contra 7,6% na média mundial. Nos transportes, o indicador foi de 19,8% de participação da bioenergia no Brasil, contra 3% no restante do planeta, em média. Nas projeções do governo, as metas estabelecidas pelo Renovabio para 2028 vão induzir investimentos que podem chegar a R$ 1,3 bilhão na próxima década.

No setor de energia elétrica, o destaque tem sido a expansão da oferta eólica, que já responde a 8,5% da disponibilidade de geração no país. O Brasil disputa, com França e Canadá, o sétimo lugar entre os países que mais investem nessa fonte. “Somos, hoje, o maior gerador de energia eólica da América Latina, com 520 parques eólicos e mais de 6,6 mil aerogeradores em operação. No ano passado, o montante gerado pelas eólicas foi equivalente ao consumo médio de cerca de 22 milhões de residências por mês. O número de empregos diretos no setor já passa dos 150 mil”, discursou Moreira Franco, na semana passada, durante a abertura da 9ª edição do Brazil Wind Power, considerado o maior evento do Hemisfério Sul dedicado ao desenvolvimento de negócios e projetos de geração em energia eólica.

Turbinas eólicas em praia de Fortaleza, no Ceará
Turbinas eólicas em praia de Fortaleza, no Ceará – Paulo Whitaker/Reuters/Direitos Reservados

Em termos de capacidade instalada, ela responde por 30% dos empreendimentos em construção e 27% dos empreendimentos a serem iniciados, informa o ministério. O Brasil também tem expandido o potencial de energia solar fotovoltaica. De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia, até em 2026, a capacidade instalada de fonte solar chegará a 13.000 MW, o que representará 5,7% do total no país.

“Não só pela questão ambiental, mas sobretudo para que possamos explorar tecnologicamente nossas alternativas. Cada vez mais a energia vai ser importante. Daqui pra frente, ninguém vai conseguir viver sem uma tomada do lado. Até mesmo para se locomover, nas grandes cidades, com carro elétrico”, afirma Moreira Franco.

GAF: RenovaBio é exemplo de política pública moderna

Com o uso de algoritmos e contratos inteligentes em sua formulação, o RenovaBio é exemplo de uma política pública moderna e eficaz, destacou Miguel Ivan de Oliveira, diretor do departamento de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), em palestra no painel “Políticas Públicas: Induzindo o setor privado na direção desejada”, no Global Agribusiness Forum (GAF), nesta segunda-feira (23), em São Paulo (SP).

Segundo Miguel Ivan, o RenovaBio é uma política eficiente porque endereça ao mercado financeiro características/externalidades ambientais positivas da produção de biocombustíveis.

“O RenovaBio reconhece que o setor sucroenergético fornece à sociedade um serviço que os combustíveis fósseis não fornecem, no caso, a redução de emissões de gases de efeito estufa. Logo, o RenovaBio premia quem presta um serviço melhor.”

De acordo com o representante do MME, o mesmo raciocínio pode ser aplicado para o desenho de uma política pública que dê valor financeiro à floresta em pé. Para Miguel Ivan, políticas públicas modernas precisam de estruturas mais simples, menos burocráticas.

Também palestrante no mesmo painel, Omar Al-Khan, diretor da Câmara de Comércio e Indústria de Dubai [Emirados Árabes], ressaltou que o seu país privilegia a economia aberta, com o comércio respondendo por 30% do PIB. Em sua fala, Omar salientou a importância e a necessidade de fortalecimento da corrente comercial agrícola exportadora entre América Latina e Emirados Árabes.


Fonte: Redação/Assessoria GAF

Treinamento capacita em avaliação do ciclo de vida e intensidade de carbono dos biocombustíveis

A Embrapa Meio Ambiente, a Fundação Espaço ECO®(FEE®) e a Agroicone, com a participação de instrutores colaboradores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), lançam um curso em cinco edições (agosto, setembro, outubro e novembro de 2018, e março de 2019), com o objetivo de promover a compreensão sobre a metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) e a contabilidade da intensidade de carbono de biocombustíveis, com foco específico no Programa RenovaBio.

O “Curso de Capacitação na Metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) no Contexto do Programa RenovaBio” explorará a RenovaCalc – ferramenta para a determinação da Intensidade de Carbono de biocombustíveis e base para a certificação do Programa.

Segundo a pesquisadora Marília Folegatti Matsuura, a Embrapa Meio Ambiente, a Unicamp, o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e a Agroicone estabeleceram o protocolo de avaliação de desempenho ambiental de biocombustíveis para o programa RenovaBio, em atendimento à demanda do Ministério das Minas e Energia (MME). Sua base é a metodologia de ACV, com foco na categoria de impacto Mudanças Climáticas. É aplicável aos biocombustíveis etanol, biodiesel, bioquerosene e biometano.

Os índices de Intensidade de Carbono dos Combustíveis do Programa Renovabio são estimados pela RenovaCalc, uma ferramenta que por meio do levantamento de parâmetros técnicos junto ao produtor, calcula as emissões de gases de efeito estufa do ciclo de vida dos biocombustíveis, gerando um índice de desempenho em g CO2eq/MJ de biocombustível.

Arte: Fundação Espaço ECO® - Para incentivar o aumento da produção nacional de biocombustíveis, o RenovaBio deve trazer uma vantagem competitiva para as empresas que apresentarem processos produtivos com menos emissão de carbono. Para este cálculo entra a RenovaCalc.

De acordo com Marília, “ACV é uma ferramenta para avaliação de impactos ambientais baseada na contabilidade de material e energia consumidos pelos processos produtivos e emitidos para o meio ambiente durante todo o ciclo de vida de um produto, desde a extração de recursos naturais, incluindo os processos de transformação, os processos de transporte e a fase de uso e disposição final do produto. É uma metodologia com forte base científica e reconhecida internacionalmente, sendo padronizada pelas normas ISO 14040:2009 e 14044:2009”.

A gerente de Sustentabilidade Aplicada da Fundação Espaço ECO®, Juliana Silva, destaca que “do ponto de vista de diferencial competitivo, a Avaliação de Ciclo de vida tem sido utilizada por organizações para avaliarem a performance de seus produtos e atendimento à atual demanda do mercado em termos de sustentabilidade, orientando os gestores nas tomadas de decisão”.

Marília, que coordena o Grupo Técnico responsável pela elaboração do protocolo de desempenho ambiental dos biocombustíveis dentro do RenovaBio, acredita que “este será um importante estímulo à melhoria dos processos produtivos agrícolas e agroindustriais para fins energéticos, com vistas à sustentabilidade ambiental”.

Serviço

  • 1ª edição: 16.08.2018  – Fundação Espaço ECO® (São Bernardo do Campo, SP)
  • 2ª edição: 13.09.2018  – Unicamp (Campinas, SP)
  • 3ª edição: 04.10.2018  – Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP)
  • 4ª edição: 08.11.2018  – local a definir
  • 5ª edição: março 2019 – dia e local a definir

São 35 vagas. Valor: R$ 800,00

Pré inscrições neste link até 10 de agosto de 2018:  http://bit.ly/ACVRenovaBio

Conteúdo

  • A problemática das mudanças climáticas e seus impactos nos setores econômicos. Onde as cadeias de biocombustíveis influenciam?
  • Avaliação do ciclo de vida: conceito, características e estrutura
  • A questão da mudança de uso da terra
  • Abordagens de contabilidade de carbono: diferenças entre inventários corporativos, inventários nacionais, intensidade e pegada de carbono
  • Legislações e protocolos internacionais: semelhanças e diferenças entre o RenovaBio
  • Explorando a RenovaCalc: da teoria à prática. Como inserir os dados na calculadora?

Mais informações e dúvidas sobre o curso pelo email: espacoeco@basf.com

Os participantes deverão levar notebook com versões do Excel a partir de 2010 (compatíveis com a RenovaCalc).

Fonte: Embrapa

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