Governador Geraldo Alckmin defende priorização dos biocombustíveis na matriz energética brasileira

O governador Geraldo Alckmin assinou na segunda-feira (31) manifesto em apoio à priorização do setor de biocombustíveis, por meio do Programa RenovaBio, documento também assinado por 18 entidades do segmento. A assinatura foi realizada durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com a presença dos secretários de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, Energia e Mineração João Carlos Meirelles, e de Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O programa do Governo Federal, liderado pelo Ministério de Minas e Energia, pretende expandir a produção de biocombustíveis, baseado na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social e compatível com o crescimento do mercado.

“O manifesto pode vir ao encontro do acordo do clima, aumentando a participação do etanol, do biodiesel, do bioquerosene, do biogás e da bioeletricidade. Isso gera muito emprego e respeita o meio ambiente”, afirmou Geraldo Alckmin.

De acordo com o documento, é urgente a aprovação de um marco regulatório que induza ganhos de eficiência na produção e no uso de biocombustíveis – e que reconheça externalidades de reduzir emissão de gases de efeito estufa gerados pela queima de combustíveis fósseis. “O setor representa expressiva fonte de energia primária no Brasil, movimenta uma grande cadeia de produção que envolve o setor automotivo e de autopeças, bens de capital, máquinas e equipamentos, químico de fertilizantes e muitos outros, responsáveis por 2,5 milhões de empregos diretos e indiretos gerando renda e desenvolvimento econômico e social”, afirmou Plínio Nastari, da Consultoria Datagro, ao ler o manifesto.

A adoção de estratégias mais efetivas de incentivo às energias renováveis também tem contribuído para significativa redução da poluição atmosférica dos grandes centros e eliminação quase completa da colheita de cana queimada, bem como a recomposição de 260 mil hectares de matas ciliares. “Priorizar o setor é estratégico para atender os objetivos de política econômica, social e ambiental. Desde 1975, o uso do etanol e biodiesel permitiu a redução de mais de um bilhão de toneladas de CO2 equivalente”, afirmou Nastari, acrescentando que a alternativa é muito vantajosa ao setor de transporte.

De acordo com o secretário Arnaldo Jardim, o avanço nas políticas públicas para o setor possibilitará investimentos em capacidade produtiva de 54 bilhões de litros de etanol até 2030, quase o dobro do que se produz atualmente, ampliando em 18% a participação de combustíveis renováveis na matriz energética do Brasil. “O Renova Bio também contribuirá para a retomada de um ritmo forte e sustentável de crescimento, diferentemente dos últimos anos, no qual houve o fechamento de usinas e queda na geração de empregos”, afirmou.

Alem do governo paulista, também assinaram o manifesto as seguintes entidades: Fiesp, Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Associação Brasileira do Agronegócios (Abag), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiov), Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andev), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja) , Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise-BR), Fórum Nacional Sucroenergético, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), Organização de Plantadores de Cana da Região Centro Sul do Brasil (Orplana), Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Sociedade Rural Brasileira (SRB) e União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Clique aqui para acessar a íntegra do documento.

Fonte: Investimentos e Notícias

Renovabio deve ajudar compromisso assumido pelo Brasil na Cop 21

O Brasil faz parte do grupo de 195 países signatários do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, negociado em 2015 na 21ª Conferência entre as Partes (COP-21), no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC – sigla em inglês). O referido acordo, entre outras propostas, trata da redução de emissões de dióxido de carbono na atmosfera, com vistas a assegurar que o aumento da temperatura média global seja, em 2100, menor que 2°C sobre os níveis pré-industriais e, preferencialmente, menor que 1,5°C considerando esses níveis. Em setembro de 2016, o compromisso assumido em Paris foi ratificado pelo Congresso Nacional.

Na “Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada”, o Brasil assumiu, para o período de 2020 a 2025, o compromisso de reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa (GEE), na comparação com 2005. Além do mais, a fim de garantir previsibilidade dos agentes econômicos, indicou, para 2030, também relativamente a 2005, a redução de 43% na emissão desses gases. Para atingir tais percentuais de redução de GEE é necessário mobilizar vários setores da economia, dentre os quais estão aqueles que tratam de combustíveis renováveis. As propostas de redução acima mencionadas foram feitas com base nas seguintes premissas: adoção do programa Biodiesel B7 em 2025 e B10 em 2030; a produção de 45 bilhões de litros de etanol em 2025 e de 54 bilhões de litros em 2030, além da implantação de duas usinas nucleares até 2030.

O reconhecimento de que os combustíveis renováveis têm grande potencial para contribuir com a redução da emissão de GEE fundamenta a proposta de aumento de sua produção e consumo. No caso do etanol, especificamente, além dos ganhos sociais advindos do aumento da renda em regiões onde a plantação da cana-de-açúcar cresce, já muito enfatizados em estudos acadêmicos, há importantes feitos ambientais não só no que diz respeito à redução de emissões de gases que causam o efeito estufa (mais expressiva hoje devido à gradativa substituição da colheita manual da cana-de-açúcar pela mecanizada, que já alcançou praticamente 98% dos canaviais do estado de São Paulo), mas também no que se refere à mitigação dos danos à saúde da população, especialmente dos que vivem em grandes centros urbanos, e dos consequentes gastos públicos decorrentes de tratamento das enfermidades.

Nesse momento em que se identifica a necessidade de enfrentamento dos problemas climáticos é que surge a proposta do programa RenovaBio, previsto para ser implantado até o final da presente década. O referido programa está sendo proposto pelo Ministério das Minas e Energia e entidades ligadas à cadeia sucroenergética brasileira, de forma a obter maior representatividade dos biocombustíveis na matriz energética do País, o que deve contribuir para que as metas de redução de emissões de carbono estabelecidas pelo governo sejam atingidas. Esse programa trata de definir ações para garantir a previsibilidade e as sustentabilidades ambiental, econômica e financeira no setor de biocombustíveis.

Diferente de outros programas existentes em países que têm política para incentivar o uso de biocombustíveis por meio do aumento da competitividade, relativamente aos fósseis, o programa Renova Bio, semelhante ao adotado nos Estados Unidos por força do Renewable Fuel Standard (RFS), tem como ferramenta principal a troca de Certificados de Redução de Emissões, medida em tonelada de carbono. Estabelecendo diferenciação entre fontes alternativas de energia, com base na capacidade de cada uma em favorecer aspectos climáticos, deve-se, gradativamente, ampliar a participação do etanol no consumo total de combustíveis, também em expansão.

O setor sucroenergético brasileiro, apesar das dificuldades financeiras atuais, continua investindo no desenvolvimento de novas tecnologias que possam aumentar a eficiência na produção de etanol, não só propondo métodos que possam romper paradigmas, no caso do processo industrial, mas também buscando aumento de produtividade da cana-de-açúcar no campo. Em relação a esse último item, cita-se o caso do lançamento da cana geneticamente modificada pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), que pode levar a um aumento considerável da produtividade média atual.

A sustentabilidade do programa de etanol no Brasil, de outro lado, depende de esforços de outros segmentos da indústria brasileira, como o do setor automotivo, quer buscando ganhos em eficiência no uso do etanol nos veículos flex, quer tratando-se de seu uso em veículos híbridos, como o recém-lançado no Brasil pela Toyota, movido a energia elétrica e a gasolina. Além dessas propostas, o programa Rota 2030 do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) trata também do uso do etanol em células de combustível que devem ser utilizadas num futuro não muito distante.

Nesse contexto em que se identifica a necessidade de expansão do mercado de biocombustível, torna-se urgente que a sua regulamentação permita aumento da produção e uso desses produtos, não só na frota de veículos e comerciais leves, mas também em outros meios de transporte. Sem subsídio, mas considerando-se as externalidades positivas dos combustíveis renováveis e novos instrumentos de mercado, acredita-se que isso seja possível.

No caso do etanol, no entanto, medidas de curto prazo são necessárias para que as empresas da cadeia sucroenergética estejam ainda operando no momento que as ferramentas propostas no Renova Bio possam ser utilizadas. Dentre essas medidas, a questão de um valor do PIS/Cofins favorável ao etanol não deveria ser descartada. Como proposta emergencial e transitória, ela pode contribuir, no curto prazo, para a sanidade financeira das empresas, que hoje está comprometida em muitos casos. No entanto, na contramão dessa proposta, o governo estabeleceu, na penúltima semana de julho de 2017, um reajuste dessas contribuições que penalizava o mercado do combustível renovável frente ao da gasolina, ultrapassando, inclusive, o estabelecido na legislação vigente em termos de alíquota. Mesmo que no final de julho de 2017 tenha sido anunciada uma revisão do valor estabelecido incialmente, de forma a compatibilizá-lo com o máximo permitido, fica muito claro que as externalidades positivas do etanol, com relação aos aspectos ambientais, não têm sido consideradas.

Artigo de Mirian Rumenos Piedade Bacchi (Professora da Esalq/USP e pesquisadora do Cepea) publicado no Portal Brasil Agro

Skaf e Alckmin assinam na Fiesp manifesto de apoio aos biocombustíveis

Durante reunião do Cosag, entidades lançam documento para defender prioridade ao programa RenovaBio

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, assinaram nesta segunda-feira (31 de julho) manifesto de apoio ao RenovaBio, programa de incentivo ao uso de biocombustíveis. Também firmaram o documento, durante reunião na Fiesp, representantes de diversas entidades, incluindo Fábio Meirelles, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.

A cerimônia ocorreu durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag). No evento, Skaf disse que a Fiesp apoia o entrelaçamento entre a agricultura e a indústria que resulta no agronegócio, que gera empregos e riqueza em todas as regiões do Brasil. Sobre Alckmin, lembrou que sempre defendeu o desenvolvimento brasileiro. Skaf destacou o trabalho de Jacyr Costa à frente do Cosag. Suas reuniões têm a presença de líderes do agronegócio, lembrou.

“O Brasil verdadeiro é este aqui, o Brasil do trabalho, do desenvolvimento, da indústria, da agricultura. O país daqueles que constroem o dia a dia. O país do emprego.” Skaf afirmou que a recuperação do emprego é a prioridade da Fiesp. “Aqui não há trégua, num trabalho incessante em busca do crescimento econômico”, disse. Para isso, destacou, é muito importante o papel do agronegócio.

Alckmin fez a apresentação Visão do Agronegócio Paulista e Brasileiro. Disse que o convite para participar da reunião do Cosag, feito por Skaf e Costa, foi honroso. Ressaltou a importância do RenovaBio.

O Brasil, disse Alckmin, é extremamente eficiente da porteira para dentro, mas precisa reduzir custos da porteira para fora. “Precisamos ter foco permanente na eficiência”, afirmou.

RenovaBio

Antes da palestra de Alckmin, foi assinado manifesto de apoio ao RenovaBio, programa de incentivo ao uso de biocombustíveis. Firmaram o documento Geraldo Alckmin, pelo Governo do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, pela Fiesp, e representantes de diversas entidades presentes, incluindo Fabio Meirelles, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo.

Jacyr Costa, presidente do Cosag, disse que há grande progresso no Estado. O RenovaBio, afirmou, lançado em 13 de dezembro, avançou bastante. A redução de emissões de gases de efeito estufa prevista no pacto do clima, assinado pelo Brasil, tem como pilares a recomposição florestal, campo em que quase já se cumpriu a meta, e o maior uso de biocombustíveis, que ganha mais importância.

Nos biocombustíveis, explicou Costa, o investimento inicial é menor em relação ao dos combustíveis fósseis, mas o investimento para manutenção é maior. Ressaltou que será necessário investir o equivalente ao PIB brasileiro e gerar 4 milhões de empregos para a expansão do uso de biocombustíveis.

Os benefícios dos biocombustíveis incluem ganhos ambientais e em saúde, a geração de empregos e o desenvolvimento de tecnologia. “São o melhor instrumento de políticas públicas de que o Brasil dispõe”, disse.

Costa destacou a intervenção de Paulo Skaf defendendo junto à Presidência da República a redução anunciada na sexta-feira da alíquota de PIS/Cofins para o etanol.

Fonte: Assessoria FIESP

RenovaBio é destaque em publicação sobre petróleo dos EUA

O Programa RenovaBio, do Ministério de Minas e Energia foi destacado em artigo do editor executivo do Serviço de Informação sobre o Preço do Petróleo (OPIS na sigla em inglês), Brad Addington, especialista em matérias-primas de biocombustíveis e refinarias. O artigo tem como tema: “RenovaBio: A Paradigm Shift for Biofuels in Brazil” (RenovaBio: uma mudança de paradigma para os biocombustíveis no Brasil, em tradução livre).

O artigo destaca a importância do RenovaBio para uma mudança na forma como o governo brasileiro estimula a produção de etanol, enaltecendo que, com o programa, o Brasil dará um passo importante rumo à concretização das metas assumidas pelo país na COP21, visando 2030.

O programa, na interpretação de Brad Addington, deve contribuir para que o Brasil reduza as emissões de gases de efeito estufa em 43% em relação aos níveis de 2005; tenha 45% da matriz energética baseada em energia renovável, com 18% da fatia destinada aos biocombustíveis.

“Pela primeira vez, o Brasil está pronto para: atribuir de forma efetiva classificações de Intensidade de Carbono (CI) aos combustíveis de transporte, com base nas classificações dos processos de produção de cada produtor de biocombustíveis e na medida em que reduzem as emissão de gases de efeito estufa”, destaca o editor executivo da OPIS.

Fonte: TN Petróleo Online

Governo cria grupo de trabalho para aprimorar marco legal dos biocombustíveis

SÃO PAULO (Reuters) – O Ministério de Minas e Energia constituiu um grupo de trabalho para propor medidas necessárias ao aprimoramento do marco legal dos biocombustíveis no país, segundo publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira.

O grupo de trabalho RenovaBio, mesmo nome de um programa da pasta para apoiar os biocombustíveis, deverá apresentar propostas de medidas ao ministério até 26 de setembro de 2017.

O grupo será coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e ainda será constituído por representantes da Casa Civil, da Presidência da República, do Ministério de Ciência e Tecnologia e outras pastas, como Agricultura, Meio Ambiente e Fazenda, além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Clique aqui para ter acesso a publicação oficial.

Fonte: Reuters

MME apresenta documento com detalhes inéditos sobre o RenovaBio

O Ministério de Minas e Energia apresentou ontem (07) um documento com informações inéditas sobre o programa que pretende mudar a indústria nacional de biocombustíveis. O texto foi publicado na página da consulta pública que havia sido convocada pelo ministério em fevereiro para coletar subsídios do mercado para o novo programa.

O trabalho foi divulgado, de acordo com o MME, para dar publicidade à proposta de regulação, atendendo uma solicitação do Sindicom. De qualquer forma, o texto apresenta em detalhes como o RenovaBio funcionará e oferece uma visão mais clara de como a iniciativa impactará as cadeias de produção do biodiesel e do etanol.

Começa em 2019

Pela proposta apresentada, o RenovaBio entraria em vigor em 1º de janeiro de 2019. Para isso, a definição das metas aconteceria seis meses antes, em 1º de julho de 2018.

Estas datas, no entanto, permanecem incertas. A disputa política atual gira em torno de como a proposta será apresentada, se via Medida Provisória ou Projeto de Lei.

A primeira opção aceleraria o processo de implantação, mas ainda enfrenta resistência do Sindicom.

O funcionamento do RenovaBio e os pontos chaves definidos até o momento estão apresentados no documento, intitulado “Proposta de Aprimoramento do Marco Legal de Biocombustíveis”. A leitura do trabalho na íntegra é altamente recomendada.

Uma cópia do documento pode ser acessada clicando aqui

Com adaptação BiodieselBR.com

RenovaBio deve sair via medida provisória, diz liderança do setor

SÃO PAULO (Reuters) – O governo federal pretende encaminhar o RenovaBio, programa do governo federal para expansão dos biocombustíveis, via medida provisória, disse nesta quarta-feira uma liderança do setor sucroenergético brasileiro.

“É o caminho mais rápido para colocar o RenovaBio em prática. Se fosse por projeto de lei, poderia demorar anos”, afirmou à Reuters por telefone o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, que se reuniu na terça-feira com o presidente Michel Temer. A expectativa é de que a MP regulamentando o programa saia até 4 de agosto, segundo ele.

Na reunião na terça-feira, também estavam presentes o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, e os titulares da Fazenda, Henrique Meirelles, e das Minas e Energia.

Também participaram da reunião representantes do setor de biodiesel, que pediram a antecipação do aumento das misturas no óleo diesel.

Lançado em dezembro do ano passado, o RenovaBio foi à consulta pública no primeiro trimestre e teve suas diretrizes aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em junho.

As diretrizes estratégicas direcionam para a necessidade de introduzir mecanismos de mercado para induzir a eficiência produtiva e a competição, com a menor emissão de gases.

O horizonte do RenovaBio é 2030. A intenção é permitir ao Brasil cumprir suas metas, acertadas na COP 21, de Paris, quanto à redução de 43 por cento das emissões de gases do efeito estufa até aquele ano, tendo por base 2005.

O programa deverá estabelecer metas de uso de biocombustíveis atreladas a emissões de gases de efeito estufa.

(Por José Roberto Gomes)

Fonte: Reuters publicado no Portal UOL 

Ministério de Minas e Energia assina termo de cooperação técnica para testes de biodiesel em motores

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e representantes do setor produtivo de biodiesel assinaram na manhã da última quarta-feira, 05, um termo de cooperação técnica com a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras para transporte do biodiesel para realização de testes em motores. O senador Cidinho Santos (PR/MT) também assinou o documento como testemunha.

A Lei nº13.263, que prevê o aumento progressivo da mistura do biodiesel ao diesel fóssil até o percentual de 10% (B10) a partir do ano que vem, também prevê testes em motores para que validem misturas superiores a 10%. Entretanto, são necessários que cada montadora de veículos receba 600 mil litros de biodiesel com diferentes misturas, o que demanda uma grande logística e um custo aproximado de R$ 3,5 milhões.

Cidinho Santos foi intermediador do acordo entre o setor produtivo e o ministério e tem discutido o assunto desde julho do ano passado. “Apresentamos as demandas ao Governo Federal e o que estamos vendo são soluções práticas. Temos grande expectativa que virão outras boas notícias que darão previsibilidade ao setor de biocombustíveis, contribuindo com o meio ambiente e gerando emprego e renda”, comemorou.

Nessa semana, o presidente Temer anunciou o B10 a partir de março de 2018 e garantiu que até o próximo mês será decidido a adoção do B9 em setembro e a implantação do Renovabio, programa do Ministério de Minas e Energia que visa a expansão da produção e do uso de biocombustíveis no Brasil.

Participaram da audiência o presidente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Erasmo Battistella, o diretor superintendente da Aprobio, Júlio Minelli, o secretário executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Fábio Trigueirinho e o diretor superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski.

Fonte: O Atual

Grupo de trabalho tem 3 meses para apresentar propostas do Renovabio

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), subordinado à Presidência da República e presidido pelo ministro de Minas e Energia (MME), Fernando Coelho Filho, deu prazo de 90 dias para que um grupo de trabalho apresente propostas para incentivar o mercado de biocombustíveis no âmbito do programa RenovaBio.

Conforme a resolução, publicada na edição de 30 de junho do Diário Oficial da União (DOU), as propostas deverão ser apresentadas até 28 de setembro e deverão seguir as diretrizes para o RenovaBio que foram aprovadas na última reunião do CNPE.

A publicação da resolução é um sinal de que o governo deve levar mais um tempo para criar um projeto de lei ou uma medida provisória para estabelecer uma política de incentivo aos biocombustíveis no país com base em metas de emissão de gases de efeito estufa.

Há cerca de um mês, havia uma expectativa no MME de que o governo iria encaminhar uma medida provisória sobre o assunto ao Congresso. A elaboração de uma MP, porém, desagradou às distribuidoras de combustíveis, que pediram para serem consultadas sobre o assunto.

De acordo com a resolução publicada no Diário Oficial, as novas propostas que forem apresentadas deverão ser no sentido de promover “a expansão da produção e uso dos biocombustíveis para garantir sua atual participação proporcional na matriz de combustíveis no médio e longo prazos”.

Clique aqui para continuar lendo.

Fonte: Valor Econômico compartilhado no Portal BiodieselBR

Parlamentares discutem biocombustíveis com Temer

O senador Cidinho Santos (PR/MT) e as frentes parlamentares do Biodiesel, do Setor Sucroenergético e da Agricultura se reuniram nesta quarta-feira, 28, com o presidente Michel Temer para discutir edição de uma medida provisória para a implantação imediata do Renovabio.

O programa do Ministério de Minas e Energia tem o objetivo a expansão da produção e do uso de biocombustíveis no Brasil, baseada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social, e compatível com o crescimento do mercado.

O tema também foi assunto de um café da manhã na Câmara dos Deputados que reuniu a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, a Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, a Frente Parlamentar Mista da Agropecuária e a Indústria de Máquinas e Equipamentos – FMAQ, lideranças do setor e pesquisadores.

Cidinho Santos é um defensor do aumento da utilização de combustíveis renováveis, como o biodiesel e etanol. Na última semana, o senador fez um discurso defendendo o Renovabio e o aumento da mistura de biodiesel para 9% (B9) a partir de setembro e para 10% (B10) a partir de março de 2017.

“Quando temos a oportunidade de processar o nosso produto, transformando o grão em óleo para o biodiesel e em farelo para ração, estamos gerando emprego e gerando renda dentro do nosso país, além de contribuir com o meio ambiente”, afirmou.

A importação de etanol dos Estados Unidos, impondo uma concorrência desleal ao setor sucroenergético brasileiro, também foi discutida com o presidente Temer. Representantes pediram a tarifação dessa importação, além da redução dos impostos sobre a produção nacional.

“As usinas de cana-de-açúcar do Brasil passam por grandes dificuldades, com a reoneração do setor a partir de janeiro com o PIS/Confins e a concorrência do etanol americano importado com tarifas zero. Na questão das importações, as usinas do Nordeste estão sendo as mais penalizadas”, afirmou o senador Cidinho.

Fonte: Folhamax

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