Mudanças climáticas podem acabar com a civilização até 2050, diz estudo

Um relatório publicado peloCentro Nacional de Descoberta do Clima da Austrália defende que, se nada for feito, as mudanças climáticas podem levar ao colapso da civilização humana até 2050. Os especialistas acreditam que, no atual ritmo de aquecimento global, a temperatura subirá cerca de 3 graus Celsius nos próximos 30 anos.

“Há um risco existencial para a civilização […] com consequências negativas permanentes para a humanidade que nunca poderão ser desfeitas, aniquilando a vida inteligente permanentemente — ou reduzindo drasticamente seu potencial”, escrevem. Dentre os responsáveis pelo relatório estão um antigo executivo da indústria petrolífera e o ex-ministro da defesa australiano, Chris Barrie.

Nesse cenário futuro, explicam os autores, o mundo ficará preso em uma “Terra de estufa”, onde 35% da área terrestre global e 55% da população mundial estarão sujeitos a mais de 20 dias por ano de “condições letais de calor”. Os ecossistemas entrarão em colapso, incluindo os recifes de corais, a Floresta Amazônica e o Ártico.

A América do Norte, por exemplo, sofrerá incêndios devastadores, ondas de calor e secas, e na Ásia grandes rios serão severamente reduzidos, assim como a disponibilidade de água em todo o mundo, afetando cerca de 2 bilhões de pessoas. Enquanto isso, na América Central, as chuvas diminuirão pela metade e a agricultura não será viável nos subtrópicos secos. Condições semipermanentes do El Niño prevalecerão e ondas de calor mortais persistirão em algumas áreas por mais de 100 dias por ano — 1 bilhão de pessoas precisarão se mudar desses locais.

“Esse cenário fornece um vislumbre de um mundo de ‘caos total’ em um caminho para o fim da civilização humana e da sociedade moderna como a conhecemos em que os desafios à segurança global são simplesmente esmagadores e pânico político se torna a norma”, argumentam os autores.

Os especialistas apontam como solução uma estratégia de produção com zero carbono que seja mundial, industrial e econômica,e foque menos nos modelos climáticos e mais no planejamento de cenários extremos: “Para reduzir esse risco e proteger a civilização humana, uma enorme mobilização global de recursos é necessária na próxima década para construir um sistema industrial de emissões zero e preparar a restauração de um clima seguro”.

Embora os modelos climáticos sejam úteis para estudos, o documento ressalta que essas ferramentas muitas vezes erram por excesso de cautela e concentram-se nos resultados intermediários. Ao ignorar as possibilidades de alta impacto é, portanto, se preparar mal para um evento catastrófico inesperado — mesmo que sua chance de ocorrer seja pequena.

Fonte: Galileu

O caminho para um sistema energético 100% renovável até 2050

Novo estudo aponta que uma transição energética para 100% de fontes renováveis não é apenas possível, como também é desejável do ponto de vista econômico
“Os resultados do estudo mostram que todos os países podem e devem aumentar suas metas atuais dentro do Acordo de Paris
Para viabilizar o principal objetivo de longo prazo do Acordo de Paris, que é a contenção do aquecimento global em 1,5 grau Celsius até o final deste século acima dos níveis pré-industriais, o setor energético precisa fazer a transição para um sistema baseado em 100% de fontes renováveis. De acordo com um novo estudo, essa transição energética traz consigo oportunidades econômicas importantes para o setor, que devem motivar os esforços e direcionar os investimentos de maneira custo-eficientes nas próximas décadas.
Realizado pela universidade finlandesa LUT e pela rede de cientistas e parlamentares Energy Watch Group, o estudo Global Energy System based on 100% Renewable Energy faz uma modelagem científica que simula uma transição energética total nos setores elétrico, de aquecimento, transportes e dessalinização até 2050. Isso é realizado a partir de uma combinação ótima de tecnologias baseadas em fontes renováveis de energia, que ajuda a determinar o caminho de transição energética mais eficaz em termos de custos para fornecimento global de energia. O cenário global de transição energética é realizado em períodos de cinco anos, de 2015 a 2050. Os resultados são agregados em nove grandes regiões do mundo: Europa, Eurásia, Oriente Médio e Norte da África, África Subsaariana, Sul da Ásia, Nordeste da Ásia, Sudeste Asiático, América do Norte e América do Sul.
A partir de dados coletados e analisados ao longo de quase cinco anos de trabalho, a pesquisa aponta que a transição para 100% de energia renovável é economicamente competitiva com o atual sistema fóssil e nuclear, e poderia reduzir as emissões de gases de efeito estufa da geração de energia para zero antes mesmo de 2050. “O relatório confirma que uma transição para 100% de energias renováveis é possível em todos os setores, e não é mais caro do que o atual sistema de energia”, disse Hans-Josef Fell, ex-membro do Parlamento Europeu e presidente do Energy Watch Group. “Isso mostra que o mundo inteiro pode e deve fazer a transição para um sistema energético de emissão zero. É por isso que todas as forças políticas ao redor do planeta devem fazer mais para proteger nosso clima”. Graças ao modelo desenvolvido e à base de dados extensa existente, é possível agora desenvolver mapas nacionais para a transição para 100% renováveis, montado precisamente para o contexto individual de cada país, acrescenta Fell.
“Os resultados do estudo mostram que todos os países podem e devem aumentar suas metas atuais dentro do Acordo de Paris”, aponta Christian Breyer, professor de economia solar na Universidade LUT. “Uma transição para 100% de energia renovável e limpa é bastante realista – mesmo hoje, com as tecnologias que temos a nossa disposição”.
O estudo conclui com recomendações políticas para uma rápida integração de tecnologias de energia renovável e emissões zero. Entre as medidas mais importantes sugeridas, estão a promoção de investimentos privados (idealmente incentivados com tarifas fixas), isenções fiscais e benefícios legais combinadas com a descontinuação simultânea dos subsídios para combustíveis fósseis. De acordo com o relatório, a transição para um sistema global baseado em 100% de renováveis pode ser atingida antes de 2050 se um framework robusto para políticas públicas for implementado.
“Este trabalho reafirma a posição da ciência de que uma transição para energias 100% renováveis em todo o mundo é possível”, aponta Mark Jacobson, professor da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. “Além disso, ele mostra que é possível evitar um aquecimento acima de 1,5 grau Celsius a partir de emissões líquidas zero em 2050 sem a necessidade de tecnologias de captura de carbono ou energia nuclear”.
Confira abaixo alguns dos destaques do estudo:
• A transição para 100% de energia renovável requer eletrificação massiva em todos os setores energéticos. O total de geração de eletricidade seria de quatro a cinco vezes maior que a geração elétrica de 2015. Assim, o consumo de eletricidade em 2050 seria responsável por mais de 90% do consumo energético primário. Ao mesmo tempo, o consumo de fontes fósseis e nucleares de energia em todos os setores seria completamente extinto.
• A geração energética primária global em um sistema de 100% renováveis consistiria no seguinte mix de fontes energéticas: energia solar (69%), eólica (18%), hidroeletricidade (3%), bioenergia (6%) e energia geotérmica (2%).
• Até 2050, a energia eólica e solar corresponderia a 96% do total de energia ofertada de fontes energéticas renováveis. As fontes renováveis são produzidas de maneira quase exclusiva de geração local e regional descentralizada.
• A transição de todos os setores reduziria as emissões anuais de gases de efeito estufa do setor energético continuamente de quase 30 GtCO2eq (giga tonelada de dióxido de carbono equivalente) em 2015 para zero em 2050.
• Um sistema 100% de eletricidade renovável poderia empregar 35 milhões de pessoas em todo o mundo. Quase nove milhões de empregos no setor global de carvão deixariam de existir até 2050. Isso será sobrecompensado por mais de 15 milhões de novos empregos no setor de energia renovável
O relatório está disponível no link http://energywatchgroup.org/new-study-global-energy-system-based-100-renewable-energy

Maior produtora brasileira de biodiesel, empresa gaúcha divulga Relatório da Sustentabilidade 2018

Números da BSBIOS, que tem sede em Passo Fundo, mostram também os dados de gestão da companhia

Pioneira na exportação de biodiesel no país, a BSBIOS divulgou seu relatório de sustentabilidade de 2018, que traz informações importantes para o setor. No último ano, a empresa, maior produtora brasileira de biodiesel, produziu 545.677 m³ do produto nas unidades de Passo Fundo e Marialva, município paranaense que conta com uma unidade da empresa.

O relatório mostra também como as atividades ajudaram a girar a economia nas duas cidades. Só em 2016, a BSBIOS foi responsável por 24,2% do PIB de Passo Fundo e 35,2% do PIB de Marialva-PR. Nos últimos três anos, foram R$ 7,6 bilhões em receitas e R$ 119,6 bilhões em impostos gerados pela empresa somando-se os dois municípios. Isso sem falar nos 3,9 mil empregos diretos e indiretos criados pela presença da empresa nos locais.

A troca entre companhia e as cidades-sede é considerada fundamental para o futuro. Só em 2018, a BSBIOS investiu R$ 1,9 milhão em projetos socioambientais, esportivos e culturais. Pelo programa “Sementinhas do Futuro”, que promove a reflexão sobre equilíbrio entre preservação ambiental, desenvolvimento social e crescimento econômico, no ano de 2018, a empresa recebeu a visita de 1300 alunos, de 24 escolas de ambas cidades.

Sustentabilidade é prioridade estratégica

A preocupação com o meio ambiente está na essência da empresa e, portanto, a BSBIOS atua na economia de baixo carbono. A estimativa do valor social —  dano evitado —  gerado pelo processo produtivo da BSBIOS está entre R$ 20 milhões e R$ 66 milhões, em média.

O Relatório da Sustentabilidade foi produzido, pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com as diretrizes da Global Reporting Initiative – GRI, de forma engajadora, por meio de seus colaboradores, de stakeholders e da consultoria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas — FIPE.

— Estamos de forma transparente e responsável fazendo  a nossa prestação de contas à sociedade. Alinhados a isso, neste ano, criamos uma área de Gestão de Riscos Corporativo e Compliance e estamos evoluindo com a implementação do Programa Integridade BSBIOS — amplia e orgulha-se o presidente da BSBIOS Erasmo Carlos Battistella.

Fonte: Zero Hora

Relatório oficial do Canadá sobre as mudanças climáticas revela severos impactos, agora e no futuro

Canadá: Cenários estimam ondas de calor, acidez do oceano, diminuição do gelo marinho e cobertura de neve sazonal, e o risco de escassez de água

Canada’s Changing Climate Report*

O clima do Canadá aqueceu e vai aquecer ainda mais no futuro, impulsionado pela influência humana. As emissões globais de dióxido de carbono da atividade humana determinarão em grande parte quanto o aquecimento do Canadá e do mundo experimentará no futuro, e esse aquecimento é efetivamente irreversível. {2,3, 3,3, 3,4, 4,2}

O aquecimento passado e futuro no Canadá é, em média, o dobro da magnitude do aquecimento global . O norte do Canadá se aqueceu e continuará aquecendo a mais que o dobro da taxa global. {2.2, 3.3, 4.2}

Os oceanos que cercam o Canadá se aqueceram, tornaram-se mais ácidos e menos oxigenados, o que é consistente com as mudanças oceânicas globais observadas no último século. O aquecimento dos oceanos e a perda de oxigênio se intensificarão com novas emissões de todos os gases de efeito estufa, enquanto a acidificação dos oceanos aumentará em resposta às emissões adicionais de dióxido de carbono. Essas mudanças ameaçam a saúde dos ecossistemas marinhos. {2.2, 7.2, 7.6}

Os efeitos do aquecimento generalizado são evidentes em muitas partes do Canadá e prevê-se que se intensifiquem no futuro . No Canadá, esses efeitos incluem mais calor extremo, menos frio extremo, estações de crescimento mais longas, estações de cobertura de neve e gelo mais curtas, fluxo de pico de primavera mais cedo, geleiras mais finas, descongelamento de permafrost e aumento do nível do mar. Como algum aquecimento adicional é inevitável, essas tendências continuarão. {4.2, 5.2, 5.3, 5.4, 5.5, 5.6, 6.2, 7.5}

Prevê-se que a precipitação aumente na maior parte do Canadá, em média, embora as chuvas de verão possam diminuir em algumas áreas. A precipitação aumentou em muitas partes do Canadá, e houve uma mudança para menos neve e mais chuvas. Prevê-se que a precipitação anual e de inverno aumentará em todo o Canadá no século XXI. No entanto, as reduções nas chuvas de verão são projetadas para partes do sul do Canadá sob um cenário de alta emissão no final do século. {4.3}

A disponibilidade sazonal de água doce está mudando, com um aumento do risco de escassez de abastecimento de água no verão. Os invernos mais quentes e o derretimento de neve mais cedo se combinarão para produzir fluxos de inverno mais altos, enquanto que os snowpacks menores e a perda de gelo de geleiras durante este século se combinarão para produzir vazões de verão mais baixas. Verões mais quentes aumentarão a evaporação das águas superficiais e contribuirão para reduzir a disponibilidade de água no verão no futuro, apesar de mais precipitação em alguns lugares. {4.2, 4.3, 5.2, 5.4, 6.2, 6.3, 6.4}

Um clima mais quente intensificará alguns extremos climáticos no futuro. Temperaturas quentes extremas tornar-se-ão mais frequentes e mais intensas. Isso aumentará a gravidade das ondas de calor e contribuirá para o aumento dos riscos de secas e incêndios florestais. Enquanto as inundações no interior resultam de múltiplos fatores, chuvas mais intensas aumentarão os riscos de enchentes urbanas. É incerto como as temperaturas mais quentes e os snowpacks menores se combinam para afetar a freqüência e a magnitude das inundações relacionadas à neve derretida. {4.2, 4.3, 4.4, 5.2, 6.2}

As áreas canadenses dos oceanos Ártico e Atlântico experimentaram condições mais longas e mais generalizadas de gelo marinho. Estima-se que as áreas marinhas canadenses do Ártico, incluindo o Mar de Beaufort e a Baía de Baffin, tenham períodos extensos livres de gelo durante o verão de meados do século. A última área em todo o Ártico, com o gelo do mar no verão, é projetada para o norte do Arquipélago Ártico Canadense. Esta área será um importante refúgio para espécies dependentes do gelo e uma fonte contínua de gelo potencialmente perigoso, que irá derivar para as águas canadenses. {5.3}

Espera-se que as inundações costeiras aumentem em muitas áreas do Canadá devido à subida do nível do mar local. Mudanças no nível do mar local são uma combinação da subida do nível do mar global e subsidência da terra local ou elevação. Prevê-se que o nível do mar local aumente, e aumente as inundações, ao longo da maior parte das costas do Atlântico e do Pacífico, no Canadá, e da costa de Beaufort, no Árctico, onde a terra está a diminuir ou a ser lentamente edificante. A perda de gelo marinho no Ártico e no Canadá Atlântico aumenta ainda mais o risco de danos à infraestrutura costeira e ao ecossistema como resultado de ondas e tempestades maiores. {7.5}

A taxa e a magnitude da mudança climática sob cenários de alta versus baixa emissão projetam dois futuros muito diferentes para o Canadá. Cenários com aquecimento grande e rápido ilustram os profundos efeitos no clima canadense do crescimento contínuo das emissões de gases do efeito estufa. Cenários com aquecimento limitado só ocorrerão se o Canadá e o resto do mundo reduzirem as emissões de carbono para perto de zero no início da segunda metade do século e reduzir substancialmente as emissões de outros gases de efeito estufa. Projeções baseadas em uma gama de cenários de emissão são necessárias para informar a avaliação de impacto, o gerenciamento de riscos climáticos e o desenvolvimento de políticas. {todos os capítulos}

* Nota: para acessar o relatório oficial clique aqui.

Fonte: EcoDebate

Relatório aponta conexões diretas entre eventos extremos e mudança do clima

Clima alterado por ação humana teve ligação com diversas secas, inundações e ondas de calor em 2017, segundo estudo

As mudanças climáticas causadas pela ação humana são a causa mais provável das inundações e secas severas, aquecimento anormal dos oceanos e ondas de calor extremas observadas em várias partes do mundo em 2017, de acordo com um novo estudo publicado nesta segunda-feira (10) pela Sociedade Meteorológica Americana (AMS, na sigla em inglês).

O relatório “Explicando os Eventos Extremos de 2017 na Perspectiva das Mudanças Climáticas” reúne 17 análises feitas por 120 cientistas de 10 países, com revisão por pares, sobre as condições meteorológicas extremas observadas em seis continentes e nos oceanos Atlântico e Pacífico.

A lista de eventos climáticos extremos provavelmente causados pelas mudanças climáticas induzidas pelo homem inclui ondas de calor na Europa, China e Coréia do Sul, secas nos Estados Unidos, fortes chuvas na América do Sul e Bangladesh e seca severa na África Oriental. Segundo o estudo, uma onda de calor marinha na costa da Austrália seria “virtualmente impossível” sem a mudança climática causada pelo homem.

Evidência científica

Em entrevista coletiva, um dos autores do estudo, Martin Hoerling, meteorologista da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (Noaa, sigla em inglês), afirmou que o conjunto de análises reforça a conexão estreita entre as mudanças climáticas e os eventos climáticos extremos que vêm sendo registrados. Segundo ele,

A evidência científica apoia com confiança que a atividade humana está influenciando uma variedade de eventos extremos atualmente, com grandes impactos econômicos ao redor do mundo.

Para Hoerling, os resultados confirmam as conclusões do primeiro relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima das Nações Unidas (IPCC), lançado em 1990, que já “previa mudanças radicais no padrão climático observado no século 20.”

O estudo envolveu o uso de observações históricas e simulações em modelos matemáticos com o objetivo de determinar até que ponto as mudanças climáticas podem ter influenciado eventos extemos específicos.

Mensagem da ciência

O relatório está em sua sétima edição e, pela segunda vez, os cientistas identificaram uma série de eventos meteorológicos que “não poderiam ter acontecido sem o aquecimento do clima por meio de mudanças induzidas por humanos”. Segundo os autores, 70% dos 146 resultados de pesquisa publicados no relatório identificaram uma ligação substancial entre um evento extremo e a mudança do clima.

Jeff Rosenfield, pesquisador da AMS e editor-chefe do Boletim da AMS, que publicou o relatório, afirmou:

Esses estudos de atribuição estão nos dizendo que uma Terra em aquecimento continuou a nos enviar, em 2017, eventos climáticos novos e mais extremos. A mensagem da ciência é que nossa civilização está cada vez mais fora de sincronia com nosso clima em mutação. 

De acordo com o estudo, chuvas extremas registradas entre abril e maio de 2017 no Rio Uruguai – cuja inundação causou prejuízos estimados em US$ 102 milhões –, têm o dobro de probabilidade de ocorrência ligada às alterações do clima.

Ondas de calor

As mudanças climáticas triplicaram as chances de ocorrência de ondas de calor como as de 2017 na Europa e na região do Mar Mediterrâneo, em comparação à probabilidade estimada em 1950. Segundo o estudo, de agora em diante, as chances de ocorrência desse tipo de onda de calor é de 10% a cada ano.

Durante o verão do ano passado, na Itália e nos Bálcãs houve temperaturas de 40 °C por vários dias. Recordes de temperatura foram quebrados no sul da França, na Córsega e na Croácia, com temperaturas noturnas acima de 30 °C.

As ondas de calor recorde registradas em 2017 no centro e no leste da China já foram raras, segundo o relatório, mas agora a previsão é que elas voltem a ocorrer pelo menos uma vez a cada cinco anos, em decorrência das mudanças climáticas. Durante a onda de calor, muitas estações meteorológicas registraram 15 a 25 dias com temperaturas acima de 35 °C, com algumas tendo visto temperaturas recordes em julho, como um novo recorde de 40,9 °C.

A seca extrema registrada em 2017 no norte dos Estados Unidos foi cinco vezes mais provável por conta das mudanças climáticas, que teriam alterado o equilíbrio entre as chuvas e a evapotranspiração da umidade do solo. A seca provocou incêndios florestais generalizados e comprometeu os recursos hídricos, destruindo propriedades e afetando negativamente a atividade agropecuária.

Chuvas intensas

O nordeste do Bangladesh sofreu inundações em 2017 com chuvas intensas de seis dias antes do início das monções. Nesse caso, a probabilidade de ligação com as mudanças climáticas é de até 100%, segundo o relatório.

As chuvas intensas que destruíram milhares de casas no sudeste da China em junho do ano passado também tiveram o dobro de chances de ocorrência por conta das mudanças climáticas, segundo o estudo. Essas chuvas causaram a 34 mortes e deixaram 800 mil desabrigados. Cerca de 32 mil casas desmoronaram e 41 mil foram gravemente danificadas.

As chuvas que causaram enchentes no Peru em março de 2017 foram influenciadas por um ciclo natural de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, segundo o estudo, mas as mudanças climáticas induzidas pela ação humana aumentaram as chances de ocorrência desses eventos extremos em pelo menos uma vez e meia.

Temperatura do mar

A temperatura extremamente alta da superfície do mar na costa da África dobrou a probabilidade de ocorrência das secas extremas observadas no leste do continente em 2017. Por conta dessas secas, 6 milhões de pessoas enfrentaram escassez de alimentos na Somália. As análises mostraram que o aquecimento extremo do oceano não poderia ter ocorrido com o clima global que existia antes da Revolução Industrial.

No Mar da Tasmânia, ao leste da Austrália, os recordes de temperatura da superfície do mar registrados em 2017 e 2018 “seriam virtualmente impossíveis sem o aquecimento global” induzido pela ação humana, segundo o estudo.

O estudo também mostrou que os recordes de perda de gelo no Mar do Ártico, decorrente das mudanças climáticas, influenciaram o déficit recorde de chuvas em grande parte da Europa ocidental em dezembro de 2016. A chuva total e a queda de neve foram as menores em 116 anos.

Fonte: Direto da Ciência

Trump rejeita relatório sobre aquecimento global

Presidente dos EUA diz que não acredita em conclusões de documento elaborado por 13 agências federais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou nesta segunda-feira (26/11) as conclusões de um relatório do governo americano, que alerta para os graves impactos do aquecimento global na economia e saúde pública dos EUA.

“Eu vi, li um pouco e está tudo bem. Eu não acredito”, afirmou Trump a jornalistas na Casa Branca. O presidente destacou ainda que não acredita nas previsões de impactos devastadores apontados no relatório divulgado na sexta-feira passada.

“Nunca estivemos mais limpos do que somos agora, e isso é muito importante para mim, mas se estamos limpos e todos os outros lugares estão sujos, não é tão bom”, afirmou Trump.

O documento, encomendado pelo Congresso americano, inclui pareceres de 13 agências federais e foi escrito por 300 cientistas. O relatório estima que o país pode perder “muitas centenas de milhares de milhões de dólares” até ao final do século devido às mudanças climáticas. O relatório adverte que o aquecimento global trará caos ao meio ambiente, economia e saúde pública nos EUA.

O relatório aponta como o aquecimento global, resultante da queima de combustíveis fósseis está prejudicando os EUA, e como se manifesta nos diferentes setores da economia, incluindo a energia e a agricultura.

Ele detalha como as temperaturas ascendentes vão ameaçar os campos agrícolas mais baixos, elevar a probabilidade de inundações e incêndios florestais, entravar a produção de energia e aumentar a incidência de doenças tropicais no país. Ainda assim, ação governamental imediata poderia abrandar os impactos mais extremos.

O documento destaca ainda que as mudanças climáticas causarão perdas enormes à infraestrutura e propriedades, além de impedir o crescimento econômico. Com base em numerosos estudos, os autores do relatório asseguraram que 90% do atual aquecimento global é causado pela ação humana.

O relatório contradiz as opiniões de Trump, que tem repetidamente negado a mudança climática como sendo um trote dos chineses. Em 2017 ele retirou os EUA do Acordo do Clima de Paris, um esforço internacional conjunto para combater a elevação das temperaturas globais.

Fonte: Terra

Recuperação da camada de ozônio dá esperança para ação climática, indica relatório

Um novo relatório apoiado pela ONU indicou na segunda-feira (5) a recuperação em andamento da camada de ozônio, o que foi visto como uma inspiração para ações climáticas mais ambiciosas e uma demonstração de que acordos globais podem alcançar suas metas.

O documento mostrou que a concentração de substâncias que reduzem o ozônio continua diminuindo, levando a uma recuperação da camada desde a última avaliação, feita em 2014.

Um novo relatório apoiado pela ONU indicou na segunda-feira (5) a recuperação em andamento da camada de ozônio, o que foi visto como uma inspiração para ações climáticas mais ambiciosas e uma demonstração de que acordos globais podem alcançar suas metas.

O estudo, “Scientific Assessment of Ozone Depletion: 2018”, é o mais recente de uma série de relatórios divulgados a cada quatro anos que monitora a recuperação do ozônio na estratosfera, uma camada que protege a Terra dos raios ultravioletas.

O documento mostrou que a concentração de substâncias que reduzem o ozônio continua diminuindo, levando a uma recuperação da camada desde a última avaliação, feita em 2014.

O ozônio em partes da estratosfera se recuperou a uma taxa de 1% a 3% desde 2000 e, segundo projeções, o ozônio do Hemisfério Norte e de latitude média deve se recuperar completamente até 2030, seguido pelo Hemisfério Sul na década de 2050 e regiões polares na década de 2060.

Isso acontece por conta de ações internacionais tomadas sob o Protocolo de Montreal, estabelecido há mais de 30 anos como resposta à revelação de que clorofluorocarboneto (CFC) e outras substâncias que reduzem ozônio — usadas em aerossóis, refrigeradores, sistemas de refrigeração e muitos outros itens — estavam criando um buraco na camada de ozônio.

Em 2019, o protocolo deve ser fortalecido com a ratificação da Emenda de Kigali, que pede que o uso futuro de gases nocivos à camada de ozônio em refrigeradores, ar-condicionados e produtos relacionados seja cortado.

“O Protocolo de Montreal é um dos acordos multilaterais mais bem sucedidos da história por uma razão”, disse Erik Solheim, chefe da ONU Meio Ambiente. “Esta mistura cuidadosa de ciência competente e ação colaborativa que definiu o Protocolo há mais de 30 anos e deve recuperar nossa camada de ozônio é precisamente o motivo da Emenda de Kigali ser tão promissora para ação climática no futuro”.

As descobertas fornecem um vislumbre de esperança, menos de um mês após o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) descrever os efeitos devastadores de um aumento de 2°C da temperatura global em comparação a níveis pré-industriais. O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu o documento como um “ensurdecedor grito de alerta”.

Os autores do relatório descobriram que, se a Emenda de Kigali for totalmente implementada, o mundo pode evitar até 0,4% de aquecimento global neste século, o que significa que isto irá desempenhar uma função essencial em manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C.

Fonte: ONUBR

Aquecimento global pode superar 1,5 grau Celsius por volta de 2040, alerta relatório

Aumento da temperatura contraria compromisso assinado por quase 200 países

OSLO — O aquecimento global está prestes a superar o que seria a meta mais rigorosa estabelecida pelo Acordo de Paris nas próximas décadas, ameaçando o crescimento econômico no planeta. O alerta vem de um relatório preliminar traçado pela ONU sobre os riscos da mudança climática. Se as emissões continuarem no ritmo atual, o aquecimento induzido pelo homem ultrapassará a marca de 1,5 grau Celsius por volta de 2040.

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os governos ainda podem limitar as temperaturas abaixo do índice avaliado, desde que haja transições “rápidas e de longo alcance” na economia mundial.

Datado de 4 de junho, o esboço do relatório, solicitado por governos e obtido pela Reuters, deve ser publicado em outubro na Coreia do Sul.

O Acordo de Paris, adotado por quase 200 nações em 2015, estabeleceu uma meta de limitar o aquecimento a uma marca “bem abaixo” de 2° C acima em relação à era pré-industrial. Também foi estabelecido um compromisso, considerado difícil, de “buscar esforços” para limitar o aumento da temperatura global a 1,5° C. O documento perdeu força após a retirada do presidente americano Donald Trump, que preferiu promover o uso de combustíveis fósseis.

De acordo com o texto, a temperatura do planeta já subiu cerca de 1° C em relação à era pré-industrial e tem aumentado a uma taxa de cerca de 0,2° C por década:

“As projeções indicam que o crescimento econômico deve ser menor com um aquecimento de 2° C do que com 1,5° C para muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento”, sublinhou o relatório, que mencionou impactos como inundações e secas, que podem prejudicar cultivos agrícolas, e as mortes que podem ser desencadeadas por ondas de calor.

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Fonte: O Globo

Relatório Ambiental da Apple mostra menos gasto com energia e menos emissão de CO2

Por conta do Dia da Terra (22 de abril), a Apple divulgou todas as novidades relacionadas ao meio ambiente.

No dia 24 (terça-feira), ela anunciou o novo robô Daisy para desmontagem de iPhones e renomeou o seu programa de trade-in para “GiveBack” — além de também informar que fará mais doações para a Conservation International.

Mas as notícias não terminaram aí, não. Ela também publicou o seu mais novo Relatório de Responsabilidade Ambiental [PDF], o qual fala do progresso da empresa no ramo cobrindo o ano fiscal de 2017, bem como atualizou a página em seu site dedicada ao assunto. Abaixo, você confere alguns destaques.

Recentemente, a Apple informou que todas as suas estruturas (lojas, escritórios, etc.) passaram a operar 100% com energia renovável. No relatório, além de também destacar essa informação, a empresa informou que convenceu 23 dos seus fornecedores a se comprometerem a usar 100% de energia renovável.

O mapa abaixo representa investimentos de longo prazo em novos projetos de energia renovável que darão suporte às instalações da Apple, fabricação e redes de limpeza em todo o mundo.

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Os esforços da Apple fizeram a empresa reduzir a sua pegada de carbono (gases de efeito estufa) de 29,5 milhões de toneladas em 2016 para 27,5 milhões de toneladas em 2017.

Desse montante, 77% são provenientes da fabricação dos produtos e 17% da utilização deles em si, conforme podemos ver no gráfico abaixo:

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Se compararmos 2017 com 2011, a redução nas emissões foi de 54% em todo o mundo; a partir desde ano, 66% da energia renovável adquirida pela Apple vem dos seus próprios projetos.

Outro esforço da empresa que merece ser comentado foi a melhoria na eficiência energética das instalações da Maçã em todo o mundo, incluindo as mais de 500 lojas de varejo.

Foram feitos aprimoramentos nos sistemas de iluminação (agora LED), aquecimento, ventilação e ar-condicionado, resultando em uma economia total de eletricidade de 3,7 milhões de quilowatts-hora por ano.

A pegada energética global da Apple foi reduzida em 14,7 milhões de quilowatts-hora e 225.000thm no ano fiscal de 2017. Combinada com outras medidas de eficiência implementadas desde 2011, a Apple economizou 70 milhões de quilowatts-hora de eletricidade e 2,4 milhões de gás natural por ano.

A empresa também trabalhou diretamente com seus fornecedores para auditar instalações e encontrar oportunidades de melhor eficiência energética, deixando de enviar 320.000 toneladas métricas de CO2 para a atmosfera em 2017.

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Fonte: Ambiente Energia

Novo relatório do IPCC aponta: apenas redução drástica na emissão de gases pode salvar o Acordo de Paris

Estimativa é que a temperatura ultrapasse 1,5° Celsius antes de 2040, relataram os cientistas, o que significa um aumento da frequência de extremos de frio e calor, de secas e inundações e um risco maior de conflitos

DO OC – O aquecimento global deve ultrapassar em duas décadas o limite mais ambicioso estabelecido pelo acordo climático de Paris, a menos que os governos reduzam drasticamente a emissão de gases de efeito estufa, revela um rascunho do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sobre a estabilização do aquecimento global a 1,5ºC. O relatório foi obtido pela agência de notícias Reuters. O IPCC publicou uma nota sobre o vazamento, alertando que modificações substanciais podem ocorrer até a divulgação da versão final do documento, em outubro. Membros do painel confirmaram o conteúdo ao OC.

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Fonte: Observatório do Clima

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