Safra de grãos pode bater novo recorde

Se confirmado, esse será o melhor resultado da história, superando o recorde anterior, de 237,6 milhões de toneladas da safra 2016/2017

É do campo que, mais uma vez, vem uma notícia alentadora, em meio a dados e informações preocupantes sobre o estado geral da economia brasileira. Contrapondo-se à perda de dinamismo da produção industrial e aos maus resultados do comércio e do setor de serviços, a produção de grãos na safra 2018/2019 deve atingir 240,65 milhões de toneladas, conforme o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, esse será o melhor resultado da história, superando o recorde anterior, de 237,6 milhões de toneladas da safra 2016/2017.

Entre essas duas safras, a de 2017/2018 foi também expressiva (de mais de 227 milhões de toneladas). São números que mostram o vigor da agricultura, que, com alto nível de produção e de produtividade, tem assegurado à população alimentos em quantidade e preços adequados. O campo gera também robustos saldos na balança comercial, os quais dão segurança às contas externas do País num período de incertezas no plano interno.

O resultado estimado para a safra 2018/2019 no décimo levantamento da Conab é 5,7%, ou 13 milhões de toneladas, maior do que o da safra anterior. A área plantada estimada, de 62,9 milhões de hectares, é 1,9% maior do que a utilizada na safra anterior. Assim, com crescimento maior da produção do que da área utilizada, mais uma vez a agricultura brasileira registrará aumento de produtividade.

De acordo com a Conab, as condições climáticas no início da safra tiveram papel decisivo para o avanço do plantio, pois propiciaram períodos favoráveis para a semeadura das culturas da primeira safra, especialmente a soja. O clima ajudou também as lavouras da segunda safra, “gerando um bom ritmo de cultivo nos principais Estados produtores”, como ressalta o relatório da Conab.

Entre os produtos destacados pela Conab está o milho da segunda safra, cuja produção deverá alcançar o recorde de 72,4 milhões de toneladas, 34,2% mais do que a da safra anterior. A produção do milho da primeira safra, porém, deverá ficar em 26,2 milhões de toneladas, com redução de 2,5%.

A produção de arroz, estimada em 10,4 milhões de toneladas, será 13,6% menor do que a da safra 2017/2018. Também a do feijão da primeira diminuiu (22,5%), somando 996,9 mil toneladas. Mas não há ameaças para o abastecimento desses itens essenciais da mesa dos brasileiros.

Fonte: Brasil Agro

Brasil a caminho de ser o maior produtor de soja do mundo

Graças à voracidade chinesa, a colheita da soja no Brasil, que deveria cair levemente este ano, pode aumentar no ciclo 2019/20 até superar a dos Estados Unidos, atualmente os maiores produtores mundiais.

O departamento americano de Agricultura avaliou na quarta-feira que a produção do grão no Brasil chegará a 123 milhões de toneladas em 2020, em comparação com as 117 milhões deste ano. Já os Estados Unidos vão registrar uma queda de 123,6 milhões de toneladas para 112 milhões devido a péssimas condições climáticas.

Atual maior exportador mundial de soja, logo à frente dos EUA, o Brasil registou em 2018 um recorde na comercialização do produto para o exterior, com 83,6 milhões de toneladas negociadas, o que significa um crescimento de 22% em relação ao ano anterior.

Esse resultado se explica fundamentalmente pelo apetite dos chineses que, em plena guerra tarifária com os Estados Unidos, aumentaram suas compras do Brasil.

As exportações de soja brasileira para a China subiram 30%, movimentando 68,8 milhões de toneladas.

Já a União Europeia compra do Brasil um terço da soja de que necessita.

Apesar disso, a Associação Brasileira de Indústrias de Óleos Vegetais estima que as exportações de grãos de soja devem cair 18,5% este ano devido à peste suína africana que está fazendo estragos na Ásia.

– Frenético aumento –

Principal grão do Brasil, a soja foi introduzida no país em 1914 e sua produção passou de 25 mil toneladas em 1949 para um milhão em 1969.

A partir da década de 1970, o setor registrou febril crescimento graças à migração de produtores do sul para o centro-oeste, com o desenvolvimento de novas técnicas de cultivo e o uso de pesticidas. Assim, em 1979 a produção chegou a 15 milhões de toneladas.

“Os preços aumentavam e os produtores do sul não tinham tinham terra suficiente para desenvolver. Muitos se instalaram no Cerrado, onde transformaram terras baratas mas inóspitas para plantar a oleaginosa”, disse Amélio Dall’Agnol, da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa).

Essa migração coincidiu com o desenvolvimento do sistema de semeadura direta para grandes cultivos, que permitiu ao Brasil ser parte de uma revolução agrícola.

A semeadura direta consiste em não arar a terra antes do próximo plantio e usar a serrapilheira como cobertura vegetal para, desta forma, limitar a erosão do solo. Essa técnica, da qual o Brasil é hoje líder mundial, está associada ao uso intensivo de herbicidas para limpar o solo antes da semeadura.

– Soja geneticamente modificada –

As variedades de soja geneticamente modificadas “foram necessárias para adaptar o cultivo à latitude do Cerrado”, disse Dall’Agnol. “Esse foi um fator-chave para o aumento da nossa produtividade”, acrescentou.

Plantada ilegalmente nos anos 1990, a soja transgênica teve sua comercialização temporariamente autorizada em 2003, e dois anos mais tarde o Congresso a confirmou.

Em 2017, as variedades de soja transgênica ocupavam 96,55% da superfície cultivada contra 22% em 2004, segundo a assessoria Céleres.

Apesar das críticas de ambientalistas, que apontam o avanço dos cultivos às custas do desmatamento, o Brasil crê que tem capacidade para reforçar sua posição de domínio mundial.

“Nosso país é um dos poucos que ainda podem aumentar suas terras cultivadas em 70 e 80 milhões de hectares a mais, o que lhe permitiria mais que duplicar a produção de cereais e oleaginosas”, disse Leonardo Sologuren, presidente do Comitê Estratégico Soja Brasil.

Fonte: Istoé

Brasil tem recorde nas exportações de soja e mantém competitividade

2019 começou com números elevados e importantes nas exportações do complexo soja do Brasil e assim continuam. No acumulado do ano, o total passa de 8,7 milhões de toneladas – contabilizando grão , farelo e óleo, de acordo com os dados da última divulgação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Somente de soja em grão, nos 16 dias úteis de fevereiro, o Brasil já exportou 4.498,7 milhões de toneladas. A média nacional diária é de 281,2 mil toneladas, contra a já importante média de janeiro de 97,9 mil, além de ser maior também do que a de fevereiro do ano passado, de 159,1 mil.

“Já estamos com recorde histórico e, mantendo este ritmo, podemos fechar essa semana levando o mês a terminar com exportações de mais de 5,5 milhões de toneladas”, explica o consultor da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze.

No acumulado do ano são 6.652,8 milhões de toneladas da soja em grão até este momento, com mais quatro dias úteis para serem contabilizados do mês corrente, contra 4,4 milhões do total de janeiro e fevereiro de 2018. “No acumulado do ano também seguimos com recorde”, completa Brandalizze.

De farelo de soja, o acumulado no mês chega a 773,9 mil toneladas, com média diária de 48,4 mil. Já de óleo de soja são 17,1 mil toneladas no acumulado de fevereiro. Entre os derivados, os números são menores do que o ano passado, uma vez que em 2018 o Brasil conseguiu uma parcela destes derivados frente à uma quebra de safra da Argentina e, consequentemente, uma menor oferta de ambos os produtos argentinos no mercado global.

Exportações x Preços

E além da tendência de força mantida para as exportações brasileiras de soja, para o consultor da Brandalizze Consulting, os preços do produto brasileiro também deverão subir, mesmo havendo um acordo entre chineses e americanos, como disse em entrevista exclusiva ao Notícias Agrícolas.

“Parte da soja que foi embarcada em janeiro, que é venda do ano passado, já é da safra nova, então estamos entregando soja da safra nova como se fosse da velha, sendo que a nova é menor. Isso é sinal de que há menos soja, menos para exportar, e isso é um fator positivo para as cotações”, diz.

Além disso, Brandalizze explica ainda que o consumo chinês crescente – inclusive de proteínas animais – continuará a ser refletido em uma procura maior pelo produto nacional, principalmente porque nesse momento, a oleaginosa brasileira ainda é mais competitiva em termos de preço se comparada à americana.

Hoje, o produtor americano vende a tonelada de soja entre US$ 410,00 a US$ 420,00 para o chinês – com a taxação dos 25% – enquanto o brasileiro tem algo entre US$ 360/tonelada.

Fonte: Notícias Agrícolas

Exportação de soja na 1ª quinzena do mês já supera volume de janeiro

A exportação de soja do Brasil na primeira quinzena de fevereiro atingiu 2,36 milhões de toneladas, superando o volume registrado em todo o mês de janeiro (2,15 milhões), à medida que a colheita da oleaginosa no Brasil se desenvolve e está adiantada para a época, de acordo com dados da Secretaria de Comercio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira.

A expectativa é de que as exportações de soja em fevereiro atinjam cerca de 6 milhões de toneladas em fevereiro, segundo exportadores, um volume que tende a aumentar em março, quando a colheita estiver ainda mais avançada.

Mais de um terço da área de soja do Brasil, maior exportador global da oleaginosa, já havia sido colhida até o final da semana passada, informou nesta segunda-feira a consultoria AgRural.

Os trabalhos seguem à frente do registrado no mesmo período do ano passado, quando 17 por cento da área havia sido colhida, e também estão adiantados ante a média histórica para o período (19 por cento), segundo a AgRural.

A média diária de exportação de soja pelo Brasil até a terceira semana do mês somou 214,7 mil toneladas, ante 159,1 mil toneladas para todo o mês de fevereiro do ano passado.

Já a exportação de milho do Brasil em fevereiro atingiu até o dia 15 de fevereiro cerca de 1,3 milhão de toneladas, bem abaixo das 4,2 milhões de toneladas de janeiro, quando exportadores tinham aproveitado a redução dos embarques de soja —antes de a colheita ganhar ritmo— para exportar o cereal.

Fonte: Brasil Agro

Usinas fabricaram meio bilhão de litros de biodiesel em outubro

A indústria brasileira de biodiesel subiu mais um degrau cheio de simbolismo: pela primeira vez desde que a produção começou a ser acompanhada em 2005, as usinas fabricaram mais de meio bilhão de litros num único mês. De acordo com dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em outubro as usinas reportaram a produção de um pouco mais do que 500,2 milhões de litros.

O novo marco foi completado em apenas 12 meses – a primeira vez que a produção passou de 400 milhões de litros havia sido em outubro de 2017. Antes disso, foram precisos 39 meses para que a indústria desse o passo anterior, indo de 300 milhões de litros mensais para os 400 milhões de litros.

O recorde anterior para o setor havia sido registrado em julho, quando a produção chegou perto dos 489,8 – cerca de 2,1% menor do que o número mais recente. Apenas um ano atrás, a produção havia sido de 409,3 milhões de litros. Apesar do crescimento ter sido de robustos 22,2%, o avanço efetivo foi menor do que os 25% que seria de se esperar considerando o aumento da mistura obrigatória de 8% para 10% acontecido em março passado.

Recorde garantido

Outubro também marcou o ponto em que a produção de biodiesel de 2018 finalmente superou a de 2017.

Ao longo deste ano já foram fabricados 4,38 bilhões de litros, superando o volume de 2017 inteiro em mais de 92,2 milhões de litros. A vantagem é de cerca de 2,1%. Se fecharmos a comparação apenas no período entre janeiro e outubro, a diferença é de 861,8 milhões de litros, o que dá aproximadamente 24,5% de vantagem para o ano atual.

Usinas

Ao todo, 38 usinas registraram produção durante outubro. O número é maior do que do mês anterior graças à retomada na produção reportada pela Granol de Cachoeira do Sul (RS). A unidade gaúcha havia ficado inativa em setembro, mas, no mês passado, reportou a produção de 4,24 milhões de litros.

Além desta, 27 usinas aumentaram a produção entre setembro e outubro. O maior salto foi da Potencial que elevou sua produção de 25 para 30,2 milhões de litros – crescimento de mais de 20,5%. Já 11 unidades reduziram seu nível de atividade. A maior queda foi da Camera, com uma contração de 3,7 milhões de litros em sua usina de Ijuí.

A Granol fica ainda com o posto de usina mais produtiva de outubro. Sua unidade de Anápolis colocou 34,9 milhões de litros no mercado. Até o momento, este é o maior volume mensal fabricado por uma usina de biodiesel ao longo deste ano.

O Rio Grande do Sul foi o maior estado produtor de biodiesel com mais de 136,4 milhões de litros fabricados. Ele é seguido pelo Mato Grosso com 111,6 milhões de litros.

Fonte: BiodieselBR

Plantio de soja 2018/19 do Brasil atinge 82% da área, mantendo recorde, diz AgRural

O plantio da safra de soja 2018/19 no Brasil chegou a 82 por cento da área total, avanço de 11 pontos percentuais ante a semana passada, mantendo o ritmo como o mais rápido já registrado, disse a AgRural nesta sexta-feira.

A safra está à frente dos 73 por cento no ano passado e dos 67 por cento na média de cinco anos, segundo a consultoria.

Em Mato Grosso, maior produtor da oleaginosa no país, os trabalhos estão praticamente concluídos, com 98 por cento da área já semeada, contra 90 por cento há um ano e 87 por cento na média de cinco.

“A combinação de chuvas e aberturas de sol tem garantido condições de desenvolvimento próximas das ideais para a safra”, disse a AgRural em seu relatório semanal.

No Paraná, o segundo maior produtor do país, o tempo bom permitiu um avanço rápido do plantio, que atingiu 89 por cento da área, alinhado com os 88 por cento em 2017.

A AgRural também colocou o plantio em Mato Grosso do Sul e de São Paulo a 99 por cento da área.

MILHO

O plantio da primeira safra de milho da região centro-sul do Brasil atingiu 92 por cento da área, ante 63 por cento no ano passado e 71 por cento na média de cinco.

“No Sul, onde o plantio foi finalizado esta semana, após a semeadura dos últimos hectares que restavam no Paraná, as lavouras se desenvolvem bem”, disse a consultoria.

Fonte: R7 Economia

Alemanha bateu recorde de exportação de biodiesel no 1º semestre

As usinas da Alemanha estão se saindo bem em 2018. Além do biodiesel ter voltado a superar a marca de 6% da demanda no mercado interno durante o primeiro semestre do ano, no mercado externo as exportações do biocombustível bateram recorde.

Segundo dados do Escritório Federal de Estatística (Destatis), as vendas externas de biodiesel durante a primeira metade do ano passaram das 877 mil toneladas. Trata-se de uma alta de 14,3% sobre as 767,1 mil toneladas exportadas no período entre o começo de janeiro e o final de junho de 2017.

De longe, os maiores parceiros da Alemanha estão entro da União Europeia (UE). Cerca de 771,7 mil toneladas – aproximadamente 88% do total – tiveram como destino final um dos 28 países-membros do bloco.

Sozinha, a Holanda absorveu 289 mil toneladas repetindo a primeira posição entre no quadro dos maiores importadores do biodiesel alemão. Apesar de uma queda de 10% na comparação entre 2017 e 2018. Já a Polônia importou 24% a mais ficando com 121,8 mil toneladas.

O maior crescimento relativo, no entanto, foi dos Estados Unidos que comprou 54,7 mil toneladas de biodiesel da Alemanha. Um ano antes as exportações para o mercado norte-americano haviam sido praticamente nulas com apenas 67 toneladas. O salto percentual foi de praticamente 81.500%.

O principal motivo para esse aumento repentino foi a expulsão do biodiesel argentino do mercado norte-americano. No ano passado, a Argentina embarcou um total de 969,3 mil toneladas de biodiesel para os Estados Unidos faturando US$ 725,8 milhões com o negócio.

Em outubro do ano passado, no entanto, o governo dos EUA passou a tarifar as importações de biodiesel argentino.

Fonte: BiodieselBR.com

Safra de soja do Brasil deve superar 120 mi t, novo recorde, dizem analistas

SÃO PAULO (Reuters) – A safra de soja 2018/19 do Brasil deve superar a marca de 120 milhões de toneladas, o que seria um novo recorde, embora especialistas alertem quanto à possibilidade de chuvas irregulares neste início do plantio no país, apontou uma pesquisa da Reuters nesta segunda-feira.

O levantamento, o segundo referente ao atual ciclo e feito a partir de projeções de dez consultorias e instituições, mostra que o Brasil deve colher nesta temporada 120,40 milhões de toneladas de soja, quase 1 por cento acima do registrado em 2017/18.

A expansão no maior exportador global de soja leva em conta a maior área plantada com a oleaginosa, que também deve atingir um recorde de 36,14 milhões de hectares, com produtores capitalizados por bons negócios na safra anterior apostando que a demanda da China continuará forte.

Conforme a média das estimativas consideradas na pesquisa, haverá um aumento de 2,8 por cento na área plantada na comparação com a temporada passada.

Isso significa uma produtividade média menor do que a obtida no ciclo anterior, sinalizando alguma cautela de especialistas em relação às condições climáticas para a safra, cujo plantio está apenas começando.

A nova projeção para a colheita, entretanto, supera os 119,76 milhões de toneladas apontados na pesquisa anterior da Reuters, publicada em meados de agosto.

“Neste início de safra, as chuvas ainda não se regularizaram, mas o plantio tem ocorrido sem grandes problemas”, avaliou a analista de mercado Ana Luiza Lodi, da INTL FCStone, que atualizou sua projeção nesta segunda-feira.

De acordo com o Thomson Reuters Agriculture Weather Dashboard, as chuvas devem ficar abaixo da média em boa parte de Mato Grosso, principal produtor brasileiro, nas próximas duas semanas. No médio-norte e no noroeste do Estado, por exemplo, as precipitações tendem a ser entre 30 e 40 milímetros aquém do normal para esta época do ano.

“(O plantio) está indo bem, avançamos na semana passada acima da média dos últimos cinco anos. A preocupação agora é a possibilidade de veranico em outubro…”, afirmou o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca.

Por lá, as atividades de campo avançaram para cerca de 4 por cento da área projetada, de acordo com acompanhamento do próprio Imea.

Já no Paraná, as atividades vão a todo vapor, alcançando o ritmo mais acelerado da história para um início de plantio, com quase 20 por cento da área já semeada.

Ao contrário do esperado para Mato Grosso, no Estado da região Sul, o segundo maior produtor do país, a expectativa é de chuvas generosas nos próximos dias.

Conforme o Agriculture Weather Dashboard, deve chover de 130 a 200 milímetros até 16 de outubro, dependendo da região. Os acumulados ficarão acima do normal para esta época do ano em todas as áreas do Estado.

“Não vai chover igual para todo mundo no Brasil… O Sul vai ter um volume de chuvas muito mais expressivo que o Norte, e aí falo de Centro-Oeste e Sudeste, por conta dos corredores de umidade que estão mais voltados para o Sul”, resumiu o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos.

“A regularização do regime de chuvas (no país) só deve ocorrer no fim de outubro. Não consigo ver uma possibilidade de que venha a ocorrer ausência de chuvas, como foi no ano passado, mas serão irregulares por enquanto.”

O tempo seco no Paraná, em setembro de 2017, atrasou a semeadura da safra, impactando negativamente a lavoura da oleaginosa e também a segunda safra de milho, plantada fora da janela ideal.

DEMANDA

Enquanto surgem incertezas quanto ao futuro da safra de soja 2018/19, a demanda pela oleaginosa brasileira no período deve seguir firme diante da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

A disputa entre as duas maiores economias do mundo foi se acentuando ao longo do ano, com Pequim taxando a soja norte-americana em julho, o que levou chineses a se voltar com força para o produto brasileiro.

Nesta segunda-feira, por exemplo, a INTL FCStone elevou sua estimativa de embarques do Brasil em 2018/19 para 71,5 milhões de toneladas, de 71 milhões previstos anteriormente.

“Caso EUA e China entrem em algum tipo de acordo, os volumes exportados pelo Brasil podem acabar sendo menores, gerando alguma folga no balanço de oferta e demanda”, destacou a consultoria.

Conforme a INTL FCStone, os estoques de soja do Brasil ao término da safra 2018/19 devem totalizar 580 mil toneladas, de 430 mil em 2017/18.

Fonte: Reuters

AgRural vê safra de soja do Brasil em recorde de 120,3 mi t e plantio acelerado

A safra de soja do Brasil 2018/19 deverá atingir um recorde de 120,3 milhões de toneladas, aumento de 1 milhão de toneladas na comparação com a histórica temporada anterior, estimou nesta sexta-feira a consultoria AgRural.

A consultoria, que elevou em 100 mil hectares a previsão de plantio ante o levantamento de agosto, para um recorde de 35,8 milhões de hectares, afirmou que os trabalhos começaram de forma antecipada nesta temporada, beneficiados por chuvas especialmente no Paraná.

Na temporada passada, o Brasil, maior exportador global, plantou uma área de soja de 35,15 milhões de hectares.

“O aumento de área é efeito dos bons resultados de produtividade e rentabilidade da safra 2017/18 e da expectativa, por parte dos produtores, de preços atraentes em reais”, disse a AgRural em nota, lembrando que a estimativa de produção leva em conta uma linha de tendência de produtividade.

Como a safra está só no seu início, dependerá das condições climáticas para confirmar as previsões de produção –a colheita da soja em geral se intensifica no início do ano.

A queda dos preços em dólar, que dificulta o avanço dos negócios antecipados em parte do Cerrado, e a nova tabela do frete rodoviário, contudo, limitam a expansão da área de soja, observou a consultoria. Em Chicago, os contratos futuros estão oscilando perto de mínimas em dez anos.

“A decisão de alguns produtores de plantar mais milho na primeira safra é outro fator que impede um avanço maior da oleaginosa”, acrescentou a consultoria.

Foi o mais precoce plantio já registrado no histórico da AgRural (iniciado 12 anos atrás) para o segundo produtor da oleaginosa no Brasil, em linha com dados do governo paranaense reportados pela Reuters na semana passada.

Até quinta-feira, 11,2 por cento da área do Paraná já estava semeada no Estado, ante 1,7 por cento no ano passado e 1,9 por cento na média de cinco anos, segundo dados da AgRural.

Em Mato Grosso, líder na produção de grãos do Brasil, o plantio também começou com o fim do vazio sanitário contra o fungo da ferrugem e as primeiras chuvas. Os trabalhos se concentram mais nas regiões oeste e norte.

A AgRural apontou que o plantio em Mato Grosso atingiu 0,6 por cento da área de soja do Estado.

Já o Imea, órgão ligado ao setor produtivo, informou nesta sexta-feira que o plantio avançou para 0,8 por cento da área, leve alta ante a temporada passada.

Em Mato Grosso do Sul, algumas áreas pontuais já foram semeadas no norte. Também já há plantio em Rondônia, acrescentou a consultoria.

Fonte: Reuters São Paulo

Brasil registrará recorde na produção de café e de soja em 2018, diz IBGE

Estimativa da produção do café arábica totalizou 2,6 milhões de toneladas, ou 43,4 milhões de sacas de 60 kg, 2,9% a mais que a do mês anterior

Rio – Assim como a soja, a produção nacional de café deve ser recorde em 2018, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A colheita esperada é de 3,4 milhões de toneladas, ou 57,1 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 3,2% em relação à estimativa de abril. O rendimento médio aumentou 3,3% em maio, em decorrência do clima favorável.

A estimativa da produção do café arábica totalizou 2,6 milhões de toneladas, ou 43,4 milhões de sacas de 60 kg, 2,9% a mais que a do mês anterior, com avanço de 3,2% no rendimento médio.

Para o café canephora (conillon), a estimativa da produção foi de 822,0 mil toneladas, ou 13,7 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 4,1% em relação ao mês anterior. A área plantada cresceu 0,8% ante abril, e a área colhida teve aumento de 0,7%.

O rendimento médio subiu 3,3%. O destaque foi a Bahia, que elevou sua estimativa da produção para 117 mil toneladas (1,9 milhão de sacas), alta de 38,2% em relação a abril. O rendimento médio teve aumento de 29,5%, com 2.438 kg/há, puxado pela abundância e boa distribuição das chuvas.

“A produção de café é recorde na serie histórica do IBGE, tanto para arábica quanto para o conillon. Esse ano é o de bienalidade positiva; é um ano que se esperava que o café (arábica) produzisse bastante. E o clima tem beneficiado as lavouras. Houve recuperação importante da produção do Espírito Santo, depois de três anos de seca”, lembrou Carlos Barradas, gerente na Coordenação de Agropecuária do IBGE.

Soja

A estimativa para a produção também recorde de soja subiu a 115,8 milhões de toneladas em maio, 0,1% a mais que a do mês anterior. Houve atualização das estimativas de Mato Grosso (+0,7% ou 220,3 mil toneladas, para 31,4 milhões de toneladas), Goiás (+0,1% ou 7,0 mil toneladas, para 11,7 milhões de toneladas) e

Tocantins (-3,5% ou 92,5 mil toneladas, para 2,6 milhões de toneladas).

Em relação a 2017, a produção brasileira de soja cresceu 0,7%, em decorrência da área plantada, que aumentou 2,6%. Ao todo, foram cultivados 34,8 milhões de hectares, o que representa 56,9% de toda a área cultivada com cereais, leguminosas e oleaginosas do País.

“A gente caminha para ser no futuro o maior produtor de soja do mundo. Nos próximos dois ou três anos a expectativa é que o Brasil consiga passar a produção americana, atualmente o maior produtor. Nós somos o maior exportador”, apontou Barradas.

“Normalmente, as chuvas começam em setembro. Demorou um pouco mais no ano passado, começaram em outubro, mas vieram em grande intensidade. E possibilitou o recorde de produção. E teve aumento da área plantada de soja. Não batemos o rendimento médio de soja do ano passado, mas a área plantada ajudou a aumentar a produção”, justificou Barradas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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