Saiba como fazer o descarte correto do óleo de cozinha

Um dos produtos domésticos mais danosos ao meio ambiente é o óleo de cozinha usado. Para se ter uma ideia do seu potencial poluente, alguns estudos sugerem que o descarte incorreto de um litro de óleo de cozinha pode contaminar até um milhão de litros de água.

Ao atingir o solo, ele facilita a sua impermeabilização, fazendo com que não absorva tanto a água das chuvas e, consequentemente, as enchentes sejam mais frequentes. Os efeitos negativos também se estendem para a atmosfera, pois quando o óleo de cozinha usado se decompõe ocorre a emissão de metano, um gás que também causa o efeito estufa.

Com o material é possível produzir diversos produtos. Por exemplo, o óleo é base para a fabricação do biodiesel, sabão, tintas a óleo e massa de vidraceiro. Para ajudar na preservação do meio ambiente, a Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo disponibiliza um material on-line especial e bem completo sobre reciclagem, inclusive com orientação sobre como descartar o óleo de cozinha.

Armazenamento
A melhor maneira de armazenar o óleo usado em frituras é em garrafas PET. Para facilitar a entrada do óleo na garrafa é recomendado utilizar um funil. Se necessário, peneire o líquido para evitar o excesso de detritos de fritura.

Depois de encher as garrafas, feche bem para evitar vazamento e armazene num local longe da curiosidade de crianças e animais domésticos. Depois, basta levar para um posto de entrega voluntária (alguns postos ficam em supermercados e estabelecimentos comerciais) ou entre em contato com uma empresa ou ONG que possa fazer a coleta do material.

Confira pela internet onde deixar o material. Nunca faça o descarte na pia da cozinha. Normalmente, as residências possuem um sistema conhecido como caixa de gordura que é instalado no encanamento. Feito de PVC ou concreto, sua função é armazenar a gordura proveniente das pias.

Contudo, com o tempo o descarte incorreto de óleo pela pia poderá acumular excesso de gordura e, consequentemente, entupir os encanamentos. Uma vez entupido, o processo para limpar o encanamento é trabalhoso. Além disso, o óleo usado que passa pelos encanamentos pode atingir rios e causar problemas ao meio ambiente.

Fonte: Rápido do ar

Concessionária de água lança projeto de coleta de óleo visando reduzir entupimentos nas redes e contaminações no meio ambiente

Um programa de coleta de óleo usado foi iniciada pela concessionária de água e saneamento, responsável pela Região dos Lagos. O objetivo de acordo com a empresa é evitar o descarte inadequada deste produto, que pode provar entupimento nas redes, causando extravasamentos em vias públicas e refluxo nos imóveis. Além disso, o resíduo pode interferir no processo de tratamento de esgoto nas estações, além de contaminar praias, lagoas e o solo.

Com o programa ‘De Olho no Óleo’, as seis lojas comerciais e a sede da concessionária se transformarão em ecopontos e contarão com um coletor para receber o material. A iniciativa é em parceria com a ONG Reciclóleo, que ficará responsável pela coleta do resíduo e sua correta destinação, como a venda para a produção de biodiesel e fabricação de sabão. Parte do valor é destinado para a aquisição de material esportivo para projetos sociais. “Este é um trabalho de formiguinha e contar com esses novos postos de coleta em várias cidades da região será muito importante. A expectativa é que a cada 15 dias consigamos ao menos 200 litros de óleo em cada ecoponto deste”, espera Marco Campos, o Macarrão, responsável pela ONG.

Para impulsionar as doações e, principalmente, a conscientização sobre o descarte correto, o tema de ‘De Olho no Óleo’ passará a integrar o ‘Saúde Nota 10’, programa de educação socioambiental desenvolvido nas escolas públicas dos cinco municípios da área de concessão.

A concessionária explica que um litro de óleo de cozinha usado pode poluir cerca de um milhão de litros de água, volume aproximado que seria consumido por uma pessoa em 14 anos. Ao ser despejado na pia ou no vaso sanitário, o óleo usado passa pelos canos da rede de esgoto e fica retido em forma de gordura, podendo entupir a tubulação interna e atrair pragas que podem causar doenças como leptospirose, febre tifoide, cólera, salmonelose, hepatites, esquistossomose, amebíase e giardíase.

Além do óleo, a graxa, restos de alimentos, preservativos, absorventes, fraldas descartáveis e embalagens de produtos de beleza estão entre os materiais que mais obstruem a rede e impactam o sistema de esgotamento sanitário. “O uso incorreto das redes gera transtornos para a própria população, como transbordamentos de poços de visita, extravasamentos e até mesmo o retorno para os imóveis. Essas situações podem ser evitadas com ações simples, como a destinação correta dos resíduos”, comenta o gerente de Operações de Esgoto da Prolagos, Mário Márcio Gonçalves.

Fonte: Clique Diário

Energia limpa, reciclagem e multas: como 5 países fazem a diferença contra o aquecimento global

Os países europeus dominam o top 10 da sessão Planeta & Clima do Índice dos Bons Países

Os últimos relatórios sobre clima não são positivos: uma pesquisa recente publicada no periódico científico Science indica que os oceanos estão sendo aquecidos 40% mais rápido do que se pensava e cientistas do painel da ONU sobre mudanças climáticas disseram em 2018 que o aumento das temperaturas pode causar enormes inundações, secas, falta de alimentos e incêndios até 2040.

Enquanto a comunidade global não adota ações drásticas, alguns países fazem suas contribuições globais ao planeta, segundo o Good Country Index (Índice dos Bons Países, em tradução livre), que mede o impacto de cada país no mundo, como uma marca ecológica em relação à economia e às porcentagens de energia reutilizável utilizada.

“Na nossa época de globalização avançada e interdependência massiva, tudo tem um impacto no sistema inteiro, cedo ou tarde”, diz Simon Anholt, consultor independente que criou o índice.

Países europeus dominam o top 10 da sessão Planeta & Clima do Índice dos Bons Países, mas há nações no mundo inteiro tomando atitudes para reduzir seu impacto negativo no meio ambiente. A BBC conversou com moradores em cinco países de ótima performance e perguntou como é viver em um lugar que está fazendo algo para salvar o planeta.

A Noruega está em primeiro lugar do Índice dos Bons Países (Foto: Alamy/ Via BBC)

Noruega
Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 1

No topo da lista está a Noruega, líder mundial em uma série de iniciativas ambientais, incluindo a maior taxa de adoção de carros elétricos do mundo e um compromisso governamental de ser neutro em influências climáticas até 2030. Mas a relação aqui vai além da política. Os noruegueses abraçam o conceito de friluftsliv, que pode ser traduzido como “vida a céu aberto” e se refere à importância dada a passar tempo na natureza para ser saudável e feliz.

“Isso realmente está profundamente enraizado na nossa cultura e às vezes é quase uma religião para muitas pessoas”, disse o norueguês Axel Bentsen, fundador e CEO da Urban Sharing, a empresa por trás do popular programa de compartilhamento de bicicleta Oslo City Bike. “Nós passamos tempo na natureza em qualquer temperatura e nossos bebês até dormem do lado de fora. Nossa capital, Oslo, é única no sentido de que você pode usar o transporte público e ir parar numa floresta, então é algo popular de se fazer antes ou depois do trabalho”.

Oslo foi nomeada a Capital Verde da Europa em 2019 pela Comissão Europeia por restaurar seus canais, investir em bicicletas e transporte público e por sua estratégia financeira climática inovadora (tornando as emissões de dióxido de carbono rastreáveis assim como fundos financeiros). A cidade também tem trabalhado para barrar carros no centro. “No último ano, tem sido ótimo ver a cidade tirando estacionamentos para tornar as áreas mais amigáveis para pedestres e ciclistas, enquanto a infraestrutura para bicicletas também melhorou com mais ciclovias”, diz Bentsen.

Apesar de 99% das fontes de energia doméstica da Noruega serem sustentáveis por meio de hidrelétricas em seu litoral, nos fiordes e nas cachoeiras, a Noruega ainda é uma grande extrativista e exportadora de petróleo, o que se tornou uma questão política controversa.

“Vale a pena manter a contínua extração e exportação de petróleo e gás porque ela gera enormes quantidades de dinheiro que são usadas para infraestrutura ambiental que não seria possível de outra maneira?”, questiona David Nikel, um expatriado britânico que vive na Noruega desde 2011 e tem um blog sobre a vida no país. “Muitos acham que o dinheiro gasto nessa infraestrutura vai inspirar outras cidades e outros países e isso levará a um mundo mais verde. Outros pensam que são dois pesos e duas medidas. Depende de que lado você está.”

Portugal
Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 3

Portugal foi pioneiro no investimento em uma rede inteira de abastecimento de carros elétricos (que era grátis até recentemente), no incentivo aos seus cidadãos a instalarem painéis solares e energia renovável com preços mais baixos, além de oferecer a oportunidade de vender a energia de volta ao sistema.

“A maioria dos meus vizinhos têm painéis solares ou bomba de água. Na minha casa, meus pais instalaram essa bomba que transforma água da chuva em água potável, que usamos para aguar as plantas, lavar roupas e dar água aos nossos animais de estimação”, diz a portuguesa Mariana Magalhães, gerente de marca na agência britânica Forty8Creates.

Reciclar e compostar é um modo de vida normal aqui, com lixeiras específicas em cada bairro, incluindo uma para baterias. A educação tem um enorme papel nessa transformação. “No colégio, tínhamos várias aulas de educação ambiental e frequentemente tínhamos aulas em um parque local para criar esse amor ao meio ambiente”, diz Magalhães.

Portugal foi um dos primeiros países a investir em uma rede inteira de estações para carros elétricos (Foto: Alamy/ Via BBC)

Ao longo de sua história, Portugal foi uma sociedade agrária que fez uso de suas abundantes fontes naturais. “Na fronteira entre Portugal e Espanha, no Norte, você consegue ver as montanhas cheias de equipamentos de captação de energia eólica. Você também consegue ver hidrelétricas nos lagos para coletar energia da água”, diz Magalhães.

“Nós temos condições naturais que favorecem o uso de energias renováveis”, acrescentou Joana Mendes, gerente da pousada Molinum no sul de Portugal. “Já que são mais baratas, gradualmente mudamos para elas.”

Na capital portuguesa, cheia de subidas e descidas, a adoção da bicicleta não é tão forte como em outras capitais europeias, mas outros modos sustentáveis de transporte estão começando a decolar. “Alugueis de patinetes elétricas foram introduzidos em Lisboa e se tornaram muito populares”, diz a americana Wendy Werneth, que viveu em Portugal por dois anos e escreve no blog O Vegano Nômade. “Os lisboetas realmente a abraçaram como uma maneira ecológica de se transportar”.

Uruguai
Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 15

No topo da lista dos países sul-americanos no índice Planeta & Clima e considerado um dos destinos mais éticos por causa de políticas socioambientais, o Uruguai se tornou um líder global de energia sustentável – tanto por necessidade quanto por respeito ao planeta.

“O Uruguai não possui reservas de petróleo e estava gastando muito dinheiro na importação. Por isso, começamos a substituir combustíveis com base de petróleo pelos de energia limpa, o que foi conquistado em menos de uma década”, diz a uruguaia-americana Lola Méndez, que escreve no blog Miss Filatelista.

Hoje, cerca de 95% da eletricidade vêm de fontes renováveis, a maioria de hidroelétricas, mas também de energia solar, eólica e biocombustíveis. “Em 2012, o Uruguai estava operando em um nível de 40% de energia renovável, então é uma mudança drástica em muito pouco tempo”, diz Méndez. O comprometimento valeu a pena, já que o país recebeu atenção mundial durante o Acordo de Paris em 2015 por causa da mudança, subsidiada pelo governo.

O Uruguai é considerado um dos destinos mais éticos devido a suas políticas sociais e ambientais (Foto: Alamy/ Via BBC)

Além dos incentivos econômicos, os moradores têm uma conexão forte com a terra. “Os uruguaios sempre amaram e respeitaram a Tierra Madre”, diz Méndez. “Das tribos indígenas Charrua aos gaúchos que criam os milhões de gados e ovelhas”.

O transporte público (a maior parte dele mantido por eletricidade) pode ser encontrado nas grandes cidades. O Aeroporto Internacional de Carrasco, na capital de Montevidéu, também está próximo de ser totalmente sustentável com uma instalação de energia solar fotovoltaica – será o primeiro país da América Latina a ter essa estrutura.

Quênia
Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 26

Com padrões climáticos extremos e frequentes períodos de seca, o Quênia já está vivendo os efeitos iniciais das mudanças climáticas. Em resposta, o governo está trabalhando para proteger sua economia extremamente dependente da agricultura por meio de um Plano de Mudanças Climáticas, se comprometendo a reduzir suas emissões de gás em 30% até 2030.

Outro esforço é a recente proibição a sacolas plásticas, a fim de proteger principalmente as fontes de águas do país. A proibição se tornou uma das mais estritas do mundo, com punição de prisão e multas altas caso moradores (ou até turistas) sejam vistos carregando uma.

Comunidades locais no Quênia têm sistemas tradicionais de proteção ambiental (Foto: Alamy/ Via BBC)

No entanto, não é necessária muita intervenção do governo para proteger o ambiente. “As comunidades locais aqui têm sistemas tradicionais de proteção ambiental, e eles funcionam”, disse Faye Cuevas, que mora em Nairóbi e é vice-presidente do Fundo Internacional de Proteção Ambiental. “A floresta de Maasai Loita é um exemplo – é uma das únicas florestas geridas por indígenas que sobraram no Quênia e é intocada, muito devido às regras locais e os sistemas tradicionais que a protegem”.

Família e meio ambiente não podem ser separados para os Maasai, uma comunidade indígena no sul do Quênia e norte da Tanzânia. “Quando você ouve o povo Maasai se cumprimentar, há uma série de discussões. Primeiro, eles discutem o ambiente – chuva, saúde da grama, água. Então, discutem gado. E, por fim, perguntam sobre a família”, explica o queniano John Kamanga um ancião Maasai e diretor do Conservatório Soralo no Quênia. “Os mesmos princípios tradicionais são usados para gerenciar a vida – falta de saúde ambiental significa o fim das vacas, o que significa o fim das crianças, o que significa a perda de cultura ambiental e de um modo antigo de vida.”

Nova Zelândia
Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 39

Líder da região Ásia-Pacífico, a Nova Zelândia leva a proteção de suas fontes naturais muito a sério, especialmente porque sua agricultura – e economia baseada no turismo – depende disso.

A Nova Zelândia ocupa a posição 39 do Índice Planeta & Clima, o que a torna a líder da região Ásia-Pacífico (Foto: Alamy/ Via BBC)

“Nosso país é conhecido no mundo como ‘Nova Zelândia Limpa e Verde’ e nós acoplamos nossa identidade a isso”, diz Brendan Lee, originalmente da Nova Zelândia e blogueiro do site Bren on the Road. “Os kiwis (como são chamados os neozelandeses) têm muito orgulho quando os turistas nos dizem que nossa natureza é linda.”

A Nova Zelândia está entre os principais emissores de carbono per capita principalmente devido a suas emissões de metano por causa da grande indústria de gado e ovelha, assim como uma crescente energia industrial. Mas o país criou uma coalizão de vários partidos no Parlamento para criar a Rede Zero na Nova Zelândia, um plano para mapear as políticas necessárias para serem neutros na emissão de carbono até 2050.

Apesar de a Nova Zelândia ter dois terços do tamanho do Estado americano da Califórnia, tem cerca de 10% da população americana, o que lhes dá a liberdade de se preocupar menos com questões ambientais do dia a dia, como poluição do ar ou transbordamento de aterros, comparado a outros grandes centros urbanos. Mas isso tem mudado nos últimos anos também.

“As sacolas plásticas foram banidas dos supermercados – você não vê canudos plásticos e está na moda ter uma garrafa de água reutilizável”, explica Brit Jess Tonking, que agora vive em Queenstown e trabalha na marca sustentável Sundried. “Eu levo o meio ambiente muito mais em consideração agora que vivo na Nova Zelândia. Eu reciclo tudo aqui, reduzi os produtos animais que compro e gosto de pensar que tenho um estilo de vida mais sustentável.”

A Nova Zelândia está entre os principais emissores de carbono per capita principalmente devido a suas emissões de metano devido à grande indústria de gado e ovelha (Foto: Alamy/ Via BBC)

Veja a lista dos 10 países mais verdes do mundo, segundo a sessão Planeta & Clima do Índice de Bons Países:

1. Noruega

2. Suíça

3. Portugal

4. Eslovênia

5. Chipre

6. Finlândia

7. Suécia

8. Alemanha

9. Croácia

10. Eslováquia

Fonte: BBC

Mudanças que melhoram sua vida e a do planeta

Não é só da nossa saúde que precisamos cuidar, não. Ao repensar alguns hábitos e tomar atitudes simples, você ajuda o planeta, os outros e a si mesmo

Tudo começou com meu guarda-roupa. Percebi que tinha muitas peças boas ali que por alguma razão estavam paradas: ou porque meu estilo havia mudado, ou porque havia usado tanto que peguei bode, ou porque elas continuavam nas etiquetas, na esperança de que algum dia pudessem me vestir por aí. A primeira limpa no armário foi libertadora. Me senti leve e desapegada. Mas essa mudança de consciência ainda se resumia ao guarda-roupa.

A grande virada aconteceu ano passado, com o nascimento da minha filha, Marieta. Li que, em 2050, quando ela completasse 32 anos, a mesma idade que tenho hoje, encontraríamos mais plástico do que peixes nos oceanos. Diante disso, eu tinha dois caminhos: ou me desesperava ou fazia algo para mudar.

Decidi ficar com o segundo e, de lá pra cá, venho descobrindo maneiras de cuidar de mim e da família e minimizar nosso impacto no mundo. Por isso vou compartilhar três mudanças que podem parecer pequenas, mas que, levadas à rotina, já fazem diferença para o planeta.

Primeiro: precisamos eliminar o plástico descartável da nossa vida. Quando descobri que 40% do plástico que consumimos é usado apenas uma vez, cortei todos os “inhos” e “inhas” do meu dia a dia.

Segundo: vale a pena reduzir o consumo de carne. Estudos mostram que a ingestão excessiva eleva o risco de diabetes, doença cardiovascular e câncer. Além disso, a agropecuária é a principal causa do aquecimento global —  haja desmatamento para tanto gado!

Ainda não consegui virar vegetariana, mas cada um tem seu tempo e suas limitações. Já fico feliz em reduzir o consumo de carne para duas vezes por semana.

Terceiro: vamos investir em roupas de fibras naturais. Hoje, a maioria das peças do vestuário possui poliéster, material sintético feito de plástico e que demora 450 anos para se decompor. Roupas com poliéster não são tão agradáveis ao toque, fazem a gente suar mais e provocam mau cheiro, pois não deixam a pele respirar direito.

Tenho optado pelas de algodão, seda, linho ou viscose. São tecidos biodegradáveis que duram anos no armário. Por isso, dê uma espiada na composição da peça, informação costurada no interior da etiqueta.

Da mesa ao guarda-roupa, que tal refletir e tentar mudar você também?

Fonte: Saúde

Coletora sergipana reutiliza óleo para transformar em biodiesel

Ações que envolvem a mudança de hábitos na busca por um mundo mais sustentável podem fazer grande diferença. A reutilização de óleo é uma das diversas alternativas capazes de amenizar os impactos ambientais causados pela poluição. Mesmo sendo tão desconhecida por grande parte da população, cresce o número de empresas que aderiram a prática de armazenar e trocar o óleo.

Assim como explica a analista ambiental, Viviane Andrade, apesar de ser biodegradável, o óleo é um forte poluidor e está presente diariamente em nossas rotinas. “Um litro de óleo de cozinha polui cerca de vinte mil litros de água. Sobre a poluição dos oceanos, por não se misturar com a água ele acaba ficando na superfície, impedindo a entrada da luz e do próprio oxigênio”, explicou ela. Ela ressalta ainda que a iniciativa de armazenar o óleo utilizado, tanto em ambientes comerciais quanto em residências, é capaz de aliviar o cenário crítico da poluição ambiental e que o próprio armazenamento é uma atitude simples.

“O ideal é usar garrafas pets ou garrafas de iogurte, com tampa, para evitar que o óleo vaze. Basta lavar a garrafa para retirar os resíduos e armazenar o óleo até a quantidade desejada. Ele não possui prazo de validade e pode ser entregue em pontos de doação a qualquer momento. Inclusive, o próprio óleo fora da validade é aceito. Aceitamos óleos de soja, de milho, dendê, azeite e diversos outros tipos que servem para fazer sabão, para reutilização e para ser transformado em biodiesel”, explica a Analista.

Armazenamento de óleo saturado num estabelecimento da capital sergipana

Na capital sergipana, cresce o número de empresas que fazem o armazenamento do óleo utilizado em suas cozinhas, em parceria com coletoras. Antes de conhecer a opção de armazenar o óleo acumulado, o lojista Paulo Barreto sentia dificuldade para encontrar uma empresa que o ajudasse a repassar o resíduo da forma correta. Hoje, praticando a mudança de hábito há 10 anos, ele afirma que o suporte de uma empresa que atue no descarte ideal é de extrema importância para que a atitude flua bem. “Mesmo armazenando, tínhamos problemas para encontrar empresas que repassassem o resíduo da forma correta e isso deixava o ambiente até mesmo com um cheiro forte”, contou Paulo.

A Recigraxe

A empresa sergipana nasceu em 2009, fruto da ideia de Rejane Lemos e seu marido, que decidiram investir no empreendimento para fabricação própria de produtos provenientes da reutilização do óleo. A Recigraxe trabalha com o reaproveitamento de óleo vegetal e é responsável por etapas que vão desde do recolhimento até a destinação correta dos resíduos. Devidamente licenciada, a empresa está situada em São Cristóvão, conta com o suporte de 10 funcionários e exerce um papel de extrema importância para o meio ambiente.

Além de pontos fixos de coleta, a empresa agenda o recolhimento e busca os óleos armazenados nas próprias residências e estabelecimentos que adotam o hábito. Rejane Lemos, uma das fundadoras da empresa, contou que mesmo fazendo um trabalho de alta frequência, com coletas diárias, ainda não conseguem resgatar nem mesmo 10% do óleo acumulado na cidade, levando em consideração que, na cidade, são utilizados cerca de 300 mil litros de óleo por mês. “É um trabalho que depende muito mais da população que do próprio governo, fazendo com que a gente precise somente de divulgação. Fazemos o trabalho não somente em comércios, mas em comunidades em geral”.

Neste sábado, 30, os shoppings RioMar e Jardins estarão participando do movimento “A hora do Planeta”. Os dois estabelecimentos receberão doações de óleo usado ou fora da validade, das 10h às 22h, em troca de lanternas sustentáveis.

O evento acontece mundialmente, promovido pela Organização não-governamental WWF, com a finalidade de contribuir com a preservação do planeta. Simbolizando a ação, os estabelecimentos terão suas luzes apagadas das 20h30 às 21h30.

Fonte: Infonet

Reciclagem: aprenda a descartar corretamente o óleo de cozinha

Produto de uso doméstico é um dos mais danosos ao meio ambiente, com alto potencial poluente tanto para o solo como para a atmosfera

Para ajudar na preservação do meio ambiente, a Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo disponibiliza um material on-line especial e bem completo sobre reciclagem, inclusive com orientação sobre como descartar o óleo de cozinha.

Um dos produtos domésticos mais danosos ao meio ambiente é o óleo de cozinha usado. Para dar uma ideia do seu potencial poluente, alguns estudos sugerem que o descarte incorreto de um litro de óleo de cozinha pode contaminar até um milhão de litros de água.

Ao atingir o solo, ele facilita a sua impermeabilização, fazendo com que não absorva tanto a água das chuvas e, consequentemente, as enchentes sejam mais frequentes. Os efeitos negativos também se estendem para a atmosfera, pois quando o óleo de cozinha usado se decompõe ocorre a emissão de metano, um gás que também causa o efeito estufa.

Com o óleo de cozinha usado é possível produzir diversos produtos. Por exemplo, o óleo é base para a fabricação do biodiesel, sabão, tintas a óleo e massa de vidraceiro.

Onde descartar

A melhor maneira de armazenar o óleo usado em frituras é em garrafas PET. Para facilitar a entrada do óleo na garrafa é recomendado utilizar um funil. Se necessário, peneire o líquido para evitar o excesso de detritos de fritura.

Depois de encher as garrafas, feche bem para evitar vazamento e armazene num local longe da curiosidade de crianças e animais domésticos. Depois, basta levar para um posto de entrega voluntária (alguns postos ficam em supermercados e estabelecimentos comerciais) ou entre em contato com uma empresa ou ONG que possa fazer a coleta do material.

Confira aqui onde deixar o material.

Nunca faça o descarte na pia da cozinha. Normalmente, as residências possuem um sistema conhecido como caixa de gordura que é instalado no encanamento. Feito de PVC ou concreto, sua função é armazenar a gordura proveniente das pias.

Contudo, com o tempo o descarte incorreto de óleo pela pia poderá acumular excesso de gordura e, consequentemente, entupir os encanamentos. Uma vez entupido, o processo para limpar o encanamento é trabalhoso. Além disso, o óleo usado que passa pelos encanamentos pode atingir rios e causar problemas ao meio ambiente.

Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo

Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois

Você sabe a forma correta de descartar óleo de cozinha? Quantas vezes ele pode ser utilizado? Veja a importância de saber o que fazer com seu óleo

O óleo de cozinha é um daqueles ingredientes que estão presentes em praticamente todos os tipos de preparo de alimentos. No caso de frituras, o óleo é indispensável e utilizado em grandes quantidades, sendo, inclusive, o responsável por parte do sabor do prato. Ele pode ser reutilizado algumas vezes dependendo do tipo de alimento, porém, uma hora ele terá que ser descartado.

Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois
Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois

Foto: Descubra até que momento usar o mesmo óleo de cozinha | Shutterstock / Guia da Cozinha

Mas, você sabe a forma correta de descartar o produtoQuantas vezes ele pode ser utilizado? Ou o que pode ser feito a partir do óleo velho? Veja a importância de saber o que fazer com seu óleo usado para não agredir o meio ambiente.

Foto: Guia da Cozinha

O tipo de alimento que é colocado no óleo faz toda diferença no tempo que ele pode ser utilizado. Por exemplo, alimentos empanados soltam mais partículas no óleo por conta da farinha, fazendo com que o produto fique sujo e velho mais rápido.

Em bares e botecos, o óleo pode durar mais tempo por conta do uso de fritadeiras, que diminuem a quantidade de sobras que caem na panela.
Nas receitas em casa, como os alimentos vão direto na panela, o óleo acaba ficando velho mais rápido.

Substituição do óleo

Para saber quando é o momento de fazer a troca, preste atenção em dois detalhes:

  • Se o óleo, depois de quente, liberar um cheiro forte e uma fumaça escura, ele não deve ser utilizado.
  • Se o alimento, depois de frito, estiver com uma cor escura ou murcho, quer dizer que o óleo já está muito velho e também não deve ser usado novamente.

Descarte do óleo de cozinha velho

Foto: Guia da Cozinha

Por ser um grande poluente, o óleo não pode ser jogado fora de qualquer maneira. Se jogado diretamente no ralo da pia, por exemplo, ele dificulta o tratamento de esgoto, pode entupir o encanamento, poluir rios e lagos e desregular todo o ecossistema do local. O descarte de óleo não é difícil de ser feito, mas, por falta de informação, muitas pessoas não sabem ao certo o que fazer com ele.

Como descartar

Após utilizar o óleo em frituras, espere esfriar e passe-o para um recipiente com tampa, como uma garrafa pet, por exemplo, utilizando um funil. Armazene o recipiente em local seco, sem contato com calor e vá adicionando óleo usado conforme o consumo. Quando o recipiente estiver cheio, você pode levar até pontos de coleta de óleo, que são bastante comuns na maioria das cidades. Além da coleta, muitas pessoas utilizam o óleo velho para fazer sabão. Assim, você pode doar para alguém que faça o produto ou você mesmo pode produzi-lo, se desejar.

Óleo reciclado

A partir do óleo reciclado, muitos outros produtos podem ser feitos. Tintas à base de óleo, resinas, glicerinas e detergentes são alguns. O biodiesel, alternativa de combustível que agride menos o meio ambiente, também pode ser feito a partir do óleo de cozinha usado.

Fonte: Terra

Lucas do Rio Verde deve ter centro para recebimento de óleo de cozinha

A prefeitura de Lucas do Rio Verde deve, em breve, conceder para a iniciativa privada um espaço que será usado para implantação de um centro de recebimento de óleo de cozinha usado. A área tem 1,6 mil metros quadrados, mas a parte que será destinada à concessão é de 200 metros quadrados. O imóvel fica na avenida da Fé, no setor 14.

Conforme ato de justificativa da concessão, o município não possui, atualmente, nenhum ponto de recebimento do resíduo, dificultando o descarte adequado. “Sem alternativas, boa parte do óleo de cozinha acaba sendo lançado na rede de esgoto doméstico, sistemas de tratamento unitários ou até mesmo sendo descartado como resíduo úmido. Esta última opção, eleva a quantidade e volume de material depositado no aterro sanitário, aumentando os custos e diminuindo a vida útil do local”.

A ideia da prefeitura é repassar o espaço para que uma empresa possa explorar o recebimento do óleo de cozinha, que pode ser transformado em matéria-prima para fabricação de sabão em barra, detergente, tinta, glicerina, ração de animais e biodiesel. A concessão terá o período de três anos e será feita mediante concorrência pública.

Fonte: Só Notícias/Herbert de Souza

Alunos do Sesi realizam campanha de coleta de óleo de cozinha usado

Resende- Moradores, empresas e comércio de Resende têm a oportunidade de dar o destino certo ao óleo de cozinha usado até a próxima quinta-feira (14). A campanha ‘Lugar de óleo não é na pia’, criada por alunos da Educação Infantil da Escola Sesi, em parceria com a empresa Óleo Local, com o objetivo conscientizar a comunidade escolar e população sobre a importância do descarte correto do resíduo.

De acordo com a professora Érida Braga, a ideia de abordar sobre a preservação do meio ambiente em sala de aula surgiu quando um aluno de cinco anos pegou seu carrinho e começou a encher a caçamba de lixo, com a ajuda de um amigo. “Quando perguntei o que faziam, eles responderam que estavam cuidando da natureza. Resolvi estender o assunto, que é essencial para formar cidadãos críticos e conscientes do seu papel na sociedade”, explicou.

A partir disso, foi desenvolvido o projeto ‘Lixo nosso de cada dia’, com atividades junto aos estudantes da Educação Infantil sobre o assunto. Eles aprenderam a construir brinquedos com materiais recicláveis, a reaproveitar os alimentos, a separar o lixo a partir das cores que classificam cada resíduo, e a identificar áreas poluídas com lixo, como os rios.

A partir de uma dinâmica de leitura do livro ‘O pequeno Crocodilo’, escolhido pelos alunos por se tratar de um animal grande e assustador, mas com uma atitude nobre de cuidar do outro, eles foram desafiados a construir uma nova história. Preocupados com a sobrevivência dos crocodilos em rios poluídos, decidiram mobilizar a comunidade escolar e promover a arrecadação de óleo de cozinha usado.

De acordo com o empresário Rafael Cabral, da Óleo Local, o material passará por um processo e será transformado em matéria prima para produção de biodiesel, combustível 70% menos poluente que o diesel convencional. “Cada litro de óleo descartado de forma incorreta pode poluir até 25 mil litros de água. Quando jogado em rios e mares, o resíduo cria uma película na superfície da água que impede, inclusive, a oxigenação e prejudica toda a vida existente neste ambiente”, frisa.

A campanha segue até a próxima quinta-feira (14) e toda população pode participar. O óleo de cozinha usado pode ser deixado na Escola SESI Resende, que fica na Avenida Marcílio Dias, Jardim Jalisco, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Os alunos já conseguiram arrecadar 120 litros do resíduo que é altamente poluente. O material arrecadado será coletado pela empresa Óleo Local no dia 15 de junho, às 10h.

Fonte: Diário do Vale

#ÓleodeCozinha: você doa, nós reciclamos e a natureza agradece

Unidade escolar de Francisco Morato mobiliza a comunidade para a campanha de arrecadação do produto

Com certeza, pelo menos uma vez na vida, você já ouviu alguém dizer que óleo de cozinha usado não pode ser reutilizado. Essa é uma afirmação verdadeira, mas somente em relação ao preparo de alimentos. O óleo que utilizado na cozinha deve ser armazenado e descartado de forma regular. Por saber de tudo isso, um grupo de  alunos do 6º ano da escola Aparecido Roberto Tonelloti, de Francisco Morato, firmou parceria com uma empresa especializada no reuso do material.

Orientados pela professora de Língua Portuguesa Tatiane Costa dos Santos Carvalho e pelo professor de ciências Misael Ferreira Silva, os estudantes participam do projeto “Sou responsável, eu reciclo!”. Durante as aulas, os professores passam filmes sobre o impacto do óleo no meio ambiente e também no esgoto, por conta do descarte ilegal. O projeto ganhou até slogan: você doa, nós reciclamos, a natureza agradece!

Depois, é a vez de ouvir a experiência de cada um em casa, sobre como o resíduo é descartado pelos seus familiares. Os educadores conduzem a roda de conversa direcionando o debate para a forma adequada de descarte.

Juntamente com o professor Misael, a educadora Tatiane tem preparado os estudantes da unidade para que tenham uma vida melhor. Com a iniciativa, eles acabam formando pessoas de bem que podem ser a diferença na sociedade. Segundo Tatiane, “o aluno precisa entender que os recursos naturais são esgotáveis e que eles são indispensáveis para que haja vida. É preciso poupar, economizar, reutilizar, preservar e pensar no meio ambiente, pois ele é o pulmão da terra. É responsabilidade de todos reciclar tudo que possa ser reciclado”, explica a professora.

Não existe uma gincana para alavancar a participação das crianças. O que os motiva é o protagonismo na coleta e organização do óleo na própria escola. Os educandos se tornam, assim, excelentes multiplicadores, pois, além de repassar o conhecimento para as outras séries, acabam coletando o material na vizinhança da unidade escolar e no comércio local, sempre levando o aprendizado aos colaboradores.

A aluna Emilly da Silva Souza explica que a comunidade nem sempre entende o recado. Mas, faz questão de relembrar que “o óleo prejudica o solo, os animais e a água.” A estudante explica que apenas 1 litro de óleo “pode contaminar vários litros de água”, do lençol freático.

A escola recebe um certificado a cada vez que a empresa responsável pela coleta vai retirar o material. Para essa semana, 200 litros de óleo já estão bem guardados e com destino certo: a venda. Com o dinheiro arrecadado, será possível comprar uma mesa de jogos para a escola, na qual o corpo discente poderá brincar durante o intervalo de aulas.

Mas, nem todo o óleo coletado serve para ser vendido. A parte que não se encaixa na categoria aceitável é destinada para a produção de sabão e doado para a faxineira da escola, a dona Celinha. O restante pode ser utilizado para produção de resina para tinta, aditivo para ração, produção de biodiesel, fabricação de detergente e sabão.

Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo

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