Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois

Você sabe a forma correta de descartar óleo de cozinha? Quantas vezes ele pode ser utilizado? Veja a importância de saber o que fazer com seu óleo

O óleo de cozinha é um daqueles ingredientes que estão presentes em praticamente todos os tipos de preparo de alimentos. No caso de frituras, o óleo é indispensável e utilizado em grandes quantidades, sendo, inclusive, o responsável por parte do sabor do prato. Ele pode ser reutilizado algumas vezes dependendo do tipo de alimento, porém, uma hora ele terá que ser descartado.

Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois
Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois

Foto: Descubra até que momento usar o mesmo óleo de cozinha | Shutterstock / Guia da Cozinha

Mas, você sabe a forma correta de descartar o produtoQuantas vezes ele pode ser utilizado? Ou o que pode ser feito a partir do óleo velho? Veja a importância de saber o que fazer com seu óleo usado para não agredir o meio ambiente.

Foto: Guia da Cozinha

O tipo de alimento que é colocado no óleo faz toda diferença no tempo que ele pode ser utilizado. Por exemplo, alimentos empanados soltam mais partículas no óleo por conta da farinha, fazendo com que o produto fique sujo e velho mais rápido.

Em bares e botecos, o óleo pode durar mais tempo por conta do uso de fritadeiras, que diminuem a quantidade de sobras que caem na panela.
Nas receitas em casa, como os alimentos vão direto na panela, o óleo acaba ficando velho mais rápido.

Substituição do óleo

Para saber quando é o momento de fazer a troca, preste atenção em dois detalhes:

  • Se o óleo, depois de quente, liberar um cheiro forte e uma fumaça escura, ele não deve ser utilizado.
  • Se o alimento, depois de frito, estiver com uma cor escura ou murcho, quer dizer que o óleo já está muito velho e também não deve ser usado novamente.

Descarte do óleo de cozinha velho

Foto: Guia da Cozinha

Por ser um grande poluente, o óleo não pode ser jogado fora de qualquer maneira. Se jogado diretamente no ralo da pia, por exemplo, ele dificulta o tratamento de esgoto, pode entupir o encanamento, poluir rios e lagos e desregular todo o ecossistema do local. O descarte de óleo não é difícil de ser feito, mas, por falta de informação, muitas pessoas não sabem ao certo o que fazer com ele.

Como descartar

Após utilizar o óleo em frituras, espere esfriar e passe-o para um recipiente com tampa, como uma garrafa pet, por exemplo, utilizando um funil. Armazene o recipiente em local seco, sem contato com calor e vá adicionando óleo usado conforme o consumo. Quando o recipiente estiver cheio, você pode levar até pontos de coleta de óleo, que são bastante comuns na maioria das cidades. Além da coleta, muitas pessoas utilizam o óleo velho para fazer sabão. Assim, você pode doar para alguém que faça o produto ou você mesmo pode produzi-lo, se desejar.

Óleo reciclado

A partir do óleo reciclado, muitos outros produtos podem ser feitos. Tintas à base de óleo, resinas, glicerinas e detergentes são alguns. O biodiesel, alternativa de combustível que agride menos o meio ambiente, também pode ser feito a partir do óleo de cozinha usado.

Fonte: Terra

Lucas do Rio Verde deve ter centro para recebimento de óleo de cozinha

A prefeitura de Lucas do Rio Verde deve, em breve, conceder para a iniciativa privada um espaço que será usado para implantação de um centro de recebimento de óleo de cozinha usado. A área tem 1,6 mil metros quadrados, mas a parte que será destinada à concessão é de 200 metros quadrados. O imóvel fica na avenida da Fé, no setor 14.

Conforme ato de justificativa da concessão, o município não possui, atualmente, nenhum ponto de recebimento do resíduo, dificultando o descarte adequado. “Sem alternativas, boa parte do óleo de cozinha acaba sendo lançado na rede de esgoto doméstico, sistemas de tratamento unitários ou até mesmo sendo descartado como resíduo úmido. Esta última opção, eleva a quantidade e volume de material depositado no aterro sanitário, aumentando os custos e diminuindo a vida útil do local”.

A ideia da prefeitura é repassar o espaço para que uma empresa possa explorar o recebimento do óleo de cozinha, que pode ser transformado em matéria-prima para fabricação de sabão em barra, detergente, tinta, glicerina, ração de animais e biodiesel. A concessão terá o período de três anos e será feita mediante concorrência pública.

Fonte: Só Notícias/Herbert de Souza

Alunos do Sesi realizam campanha de coleta de óleo de cozinha usado

Resende- Moradores, empresas e comércio de Resende têm a oportunidade de dar o destino certo ao óleo de cozinha usado até a próxima quinta-feira (14). A campanha ‘Lugar de óleo não é na pia’, criada por alunos da Educação Infantil da Escola Sesi, em parceria com a empresa Óleo Local, com o objetivo conscientizar a comunidade escolar e população sobre a importância do descarte correto do resíduo.

De acordo com a professora Érida Braga, a ideia de abordar sobre a preservação do meio ambiente em sala de aula surgiu quando um aluno de cinco anos pegou seu carrinho e começou a encher a caçamba de lixo, com a ajuda de um amigo. “Quando perguntei o que faziam, eles responderam que estavam cuidando da natureza. Resolvi estender o assunto, que é essencial para formar cidadãos críticos e conscientes do seu papel na sociedade”, explicou.

A partir disso, foi desenvolvido o projeto ‘Lixo nosso de cada dia’, com atividades junto aos estudantes da Educação Infantil sobre o assunto. Eles aprenderam a construir brinquedos com materiais recicláveis, a reaproveitar os alimentos, a separar o lixo a partir das cores que classificam cada resíduo, e a identificar áreas poluídas com lixo, como os rios.

A partir de uma dinâmica de leitura do livro ‘O pequeno Crocodilo’, escolhido pelos alunos por se tratar de um animal grande e assustador, mas com uma atitude nobre de cuidar do outro, eles foram desafiados a construir uma nova história. Preocupados com a sobrevivência dos crocodilos em rios poluídos, decidiram mobilizar a comunidade escolar e promover a arrecadação de óleo de cozinha usado.

De acordo com o empresário Rafael Cabral, da Óleo Local, o material passará por um processo e será transformado em matéria prima para produção de biodiesel, combustível 70% menos poluente que o diesel convencional. “Cada litro de óleo descartado de forma incorreta pode poluir até 25 mil litros de água. Quando jogado em rios e mares, o resíduo cria uma película na superfície da água que impede, inclusive, a oxigenação e prejudica toda a vida existente neste ambiente”, frisa.

A campanha segue até a próxima quinta-feira (14) e toda população pode participar. O óleo de cozinha usado pode ser deixado na Escola SESI Resende, que fica na Avenida Marcílio Dias, Jardim Jalisco, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Os alunos já conseguiram arrecadar 120 litros do resíduo que é altamente poluente. O material arrecadado será coletado pela empresa Óleo Local no dia 15 de junho, às 10h.

Fonte: Diário do Vale

#ÓleodeCozinha: você doa, nós reciclamos e a natureza agradece

Unidade escolar de Francisco Morato mobiliza a comunidade para a campanha de arrecadação do produto

Com certeza, pelo menos uma vez na vida, você já ouviu alguém dizer que óleo de cozinha usado não pode ser reutilizado. Essa é uma afirmação verdadeira, mas somente em relação ao preparo de alimentos. O óleo que utilizado na cozinha deve ser armazenado e descartado de forma regular. Por saber de tudo isso, um grupo de  alunos do 6º ano da escola Aparecido Roberto Tonelloti, de Francisco Morato, firmou parceria com uma empresa especializada no reuso do material.

Orientados pela professora de Língua Portuguesa Tatiane Costa dos Santos Carvalho e pelo professor de ciências Misael Ferreira Silva, os estudantes participam do projeto “Sou responsável, eu reciclo!”. Durante as aulas, os professores passam filmes sobre o impacto do óleo no meio ambiente e também no esgoto, por conta do descarte ilegal. O projeto ganhou até slogan: você doa, nós reciclamos, a natureza agradece!

Depois, é a vez de ouvir a experiência de cada um em casa, sobre como o resíduo é descartado pelos seus familiares. Os educadores conduzem a roda de conversa direcionando o debate para a forma adequada de descarte.

Juntamente com o professor Misael, a educadora Tatiane tem preparado os estudantes da unidade para que tenham uma vida melhor. Com a iniciativa, eles acabam formando pessoas de bem que podem ser a diferença na sociedade. Segundo Tatiane, “o aluno precisa entender que os recursos naturais são esgotáveis e que eles são indispensáveis para que haja vida. É preciso poupar, economizar, reutilizar, preservar e pensar no meio ambiente, pois ele é o pulmão da terra. É responsabilidade de todos reciclar tudo que possa ser reciclado”, explica a professora.

Não existe uma gincana para alavancar a participação das crianças. O que os motiva é o protagonismo na coleta e organização do óleo na própria escola. Os educandos se tornam, assim, excelentes multiplicadores, pois, além de repassar o conhecimento para as outras séries, acabam coletando o material na vizinhança da unidade escolar e no comércio local, sempre levando o aprendizado aos colaboradores.

A aluna Emilly da Silva Souza explica que a comunidade nem sempre entende o recado. Mas, faz questão de relembrar que “o óleo prejudica o solo, os animais e a água.” A estudante explica que apenas 1 litro de óleo “pode contaminar vários litros de água”, do lençol freático.

A escola recebe um certificado a cada vez que a empresa responsável pela coleta vai retirar o material. Para essa semana, 200 litros de óleo já estão bem guardados e com destino certo: a venda. Com o dinheiro arrecadado, será possível comprar uma mesa de jogos para a escola, na qual o corpo discente poderá brincar durante o intervalo de aulas.

Mas, nem todo o óleo coletado serve para ser vendido. A parte que não se encaixa na categoria aceitável é destinada para a produção de sabão e doado para a faxineira da escola, a dona Celinha. O restante pode ser utilizado para produção de resina para tinta, aditivo para ração, produção de biodiesel, fabricação de detergente e sabão.

Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo

Biodiesel Urbano dá destinação correta para o óleo de cozinha usado

O Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) e a Secretaria Municipal de Urbanismo e do Meio Ambiente mantêm em conjunto um projeto para dar a destinação correta para óleo de cozinha usado, para evitar que seja despejado na pia, no ralo, no vaso sanitário ou espalhá-lo sobre a terra, o Biodiesel Urbano converte este resíduo em biocombustível.

Biodiesel é uma alternativa aos combustíveis derivado do petróleo. Pode ser usado em carros e qualquer outro veículo com motor diesel. Fabricado a partir de fontes renováveis (óleo de soja, gordura animal, óleo de algodão), é um combustível que emite menos poluentes que o diesel. Saiba aqui porque todos estão falando deste biocombustível.

É uma resposta sustentável ao desafio de inibir o descarte inapropriado do óleo usado, que provocam o entupimento prematuro do encanamento da casa e contaminação de mananciais. Para que se ter ideia da gravidade do problema, um litro de óleo contamina em média 1 milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de uma pessoa durante 14 anos. Ao chegar a rede de esgoto provoca rompimento e vazamentos além da proliferação de ratos e baratas e o tratamento do efluente contendo óleo tem um custo muito maior.

Despejá-lo sobre o solo ou derramá-lo dentro do saco de lixo também não resolvem a questão, pois cria uma camada impermeável sobre a superfície, o que facilita a ocorrência de enchentes e pode poluir as águas do subsolo que vão alimentar os rios.

BIODIESEL URBANO

Indaiatuba é a primeira cidade brasileira a produzir biodiesel com óleo vegetal e gordura animal usados, utilizando tecnologia desenvolvida e patenteada pela Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O biodiesel é um combustível limpo que não polui o meio ambiente e a atmosfera. A usina piloto de Indaiatuba, instalada pela Unicamp, entrou em operação em outubro de 2006.

Nossa cidade é pioneira nessa iniciativa, no aproveitamento do óleo vegetal e da gordura animal, para produção do biocombustível, que não polui o meio ambiente e a atmosfera. Colabore separando em garrafas pet todo o descarte de sua casa e/ou comércio, e deposite em um dos Ecopontos.

Se a quantidade separada for maior que 10 litros, entre em contato pelo telefone 0800 77 22 195, informando corretamente o local, para se fazer a retirada.

Fonte: Unicamp

Cidade no interior de SP recolhe óleo de cozinha usado e transforma em biodiesel

A cada 4 litros de óleo usado entregue para reciclagem, morador recebe 1 litro de óleo novo. São 3 pontos de coleta em Adamantina.

Hoje o óleo vegetal, utilizado, principalmente para fritar alimentos tem como destino os ralos das pias ou mesmo vasos sanitários. Uma pequena parte é colocada em recipiente vedado e descartado com o lixo orgânico comum. Entretanto, todos esses métodos de descarte do óleo de cozinha usado são meios de contaminação do meio ambiente, podendo poluir as águas, o solo e até mesmo a atmosfera.

O óleo despejado na pia ou no vaso sanitário passa pelos canos da rede de esgoto e fica retido em forma de gordura, atraindo pragas que podem proliferar doenças às pessoas e animais. Este óleo também chega ao solo, tanto por meio das águas pluviais que chegam aos mananciais aquáticos, quanto por meio dos lixões, tornando-se grande poluidor dos lençóis freáticos.

Buscando minimizar este problema a Prefeitura de Adamantina, através da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Adamantina (SAAMA), implantou o Programa “Água e óleo não se misturam”. Pelo programa, o interessado poderá levar 4 litros de óleo usado (de preferência armazenados em garrafas pet) em qualquer ponto de coleta e trocar por 1 litro novo. O óleo recolhido irá para a reciclagem, onde será transformado em biodiesel.

Pontos de coleta

– Iama – Rua Paraíba, 269 – Jd. Brasil
– Lar Cristão – Rua Arno Kiefer, 507 – Vila Cicma
– SAAMA (Poliesportivo)

Fonte: Siga Mais

Água e óleo não se misturam

Escola em Campina Grande do Sul, no Paraná, vira posto de coleta para reduzir descarte no meio ambiente

Qual é o destino que você dá para o seu óleo de cozinha usado? No Brasil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, menos de 1% do óleo de cozinha utilizado pela população recebe o descarte correto. O dado é alarmante se levarmos em conta que cada litro de óleo pode contaminar até 20 mil litros de água, poluindo rios e afluentes importantes para a natureza.

Essa foi a pergunta norteadora do trabalho realizado pela professora Expedita Estevão, da Escola Municipal Augusto Staben, em Campina Grande do Sul. “Durante o projeto que estamos desenvolvendo sobre meio ambiente surgiu a curiosidade sobre o descarte correto de óleo. Os alunos ficaram muito preocupados, pois falaram que em suas casas o óleo é descartado na pia, no vaso sanitário ou no quintal”, contou Expedita.

A partir daí, alunos e professora pesquisaram a melhor forma de descartar o resíduo e a resposta estava em uma matéria da Gazeta do Povo intitulada Uma ideia azul contra a poluição. A reportagem é sobre uma iniciativa paranaense chamada Oliplanet, um instrumento que facilita a separação do óleo para descarte.

A descoberta chamou a atenção de toda a comunidade escolar, que resolveu entrar em contato com o Instituto Ecossolidariedade. Lá, foram informados que o projeto da Oliplanet arrecada os resíduos de óleo de cozinha e vende para que sejam transformados em biodiesel. O dinheiro arrecadado é todo revertido ao tratamento de dependentes químicos. O contato foi tão proveitoso que hoje a escola se tornou um ponto de coleta para a Instituição fabricante do Oliplanet.

Transmissão de conhecimentos 

Após o estabelecimento da parceria, faltava educar os pais e a comunidade escolar sobre a importância da coleta de óleo. A turma da professora Expedita elaborou cartazes e folhetos e realizaram uma blitz educativa na cidade, com o apoio da Guarda Municipal.

Para a professora , o mais importante do trabalho foi o exercício da cidadania. “O Ler e Pensar possibilitou aos alunos exercer a cidadania na prática. Preocupados com o meio ambiente, repassaram o que aprenderam e contribuíram para uma vida melhor na comunidade que integram”, disse . Expedita foi vencedora do Concurso Cultural Ler e Pensar em 2016 com um projeto sobre ética e o jeitinho brasileiro.

Fonte: Gazeta do Povo

Osasco promove 12ª gincana do Programa Biodiesel

Abertura contou com mais de 200 alunos de escolas vencedoras da edição do ano passado

Com a apresentação da peça teatral “Um socorro para o mundo”,  a abertura da 12ª gincana do Programa Biodiesel foi realizada ontem (28) na Sala Osasco e contou com a presença de 200 alunos de escolas vencedoras da 11ª gincana, além da presença de vice-diretores das escolas municipais parceiras do projeto.

Estiveram presentes também autoridades como a vice-prefeita Ana Maria Rossi, representanto o prefeito Rogério Lins, os secretários municipais Élio Salvini (Meio Ambiente), Suzete Souza Franco (Assistência Social), os secretários adjuntos Alexandre Capriotti (SEMA), Fabio Grossi (SETRAN), Márcia Brito (SE), o vereador Antônio Aparecido Toniolo e o assessor do deputado estadual Celso Giglio – representando-o -, Paulo  Siniauskas.

Neste ano, a gincana conta com a participação de 55 escolas municipais e sempre mobiliza alunos, professores, e diretores que colaboram com o meio ambiente, através da destinação adequada do óleo de cozinha usado, transformando-o em biodiesel, um combustível menos poluente.

A parceria entre as Secretarias de Meio Ambiente e Educação é de extrema importância, pois contribui para a elaboração e execução de políticas públicas com foco na educação ambiental aplicada nas instituições de ensino do município.

Mais informações sobre o Programa Biodiesel podem ser obtidas por meio do telefone (11) 3652-9041 e 3652-9324 ou pelo e-mail: biodiesel.sema@osasco.sp.gov.br.

Fonte: Portal Visão Oeste 

Projeto em São Carlos incentiva o descarte correto de óleo de cozinha

Grupo de estudantes UFSCar criou três pontos de coleta na cidade.
Objetivo é realizar a gestão do produto de modo correto e apropriado.

Um projeto de estudantes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) incentiva a coleta seletiva de óleo de cozinha usado. O objetivo do grupo de empreendedorismo social Enactus é realizar a gestão do produto, com o descarte correto e de modo apropriado.

O grupo instalou um ponto de coleta de óleo na entrada da moradia dos estudantes da universidade. Há também outros dois pontos de coleta instalados na cidade: um na República Our (Rua São Joaquim, 2050) e outro na República Frenéticas (Rua Miguel Alves Margarido, 317A).

Continue lendo aqui.

Fonte: G1

Gordura de frango: mais uma alternativa para a produção de biodiesel

A avicultura é hoje um dos principais destaques da agroindústria brasileira, atendendo não apenas ao mercado interno mas também com uma expressiva participação das carnes de frango e de peru nas exportações, tanto ao natural quanto processadas.

Partes da carcaça costumam ser mais valorizadas comercialmente, enquanto o consumo das vísceras para fins alimentícios ainda é visto com alguma reserva e apenas o coração, o fígado e a moela do frango acabam tendo alguma popularidade principalmente devido ao custo. O uso da farinha de vísceras de aves como fonte de proteínas na composição de rações para cães e gatos ainda é, no entanto, a destinação mais usual.

Considerado um subproduto do processamento das vísceras para elaboração da farinha, desde 2006 o óleo vem sendo aproveitado para a produção de biodiesel no Brasil, com destaque para o Paraná. O frigorífico Big Frango, atualmente incorporado ao grupo JBS/Friboi, deu o pontapé inicial para essa aplicação tendo como principal motivação uma menor dependência do óleo diesel convencional no abastecimento da frota própria.

No entanto, a primeira iniciativa para aproveitar essa matéria-prima em escala comercial foi dada apenas em 2016 quando a Cooperativa Agroindustrial do Sudoeste do Paraná (Coasul) passou a fornecer para a Petrobras Biocombustível dentro do programa “Selo Combustível Social” destinado à promoção de uma maior participação da agricultura familiar na cadeia produtiva do biodiesel.

Embora já seja amplamente usada como suplemento calórico em rações para as próprias aves principalmente em função da disponibilidade na cadeia produtiva da avicultura, a gordura de frango ainda pode ser substituída por outras opções mais econômicas ou mesmo mais apropriadas ao perfil da criação.

Por mais que pareça insignificante no caso de aves de corte, a substituição por óleo de peixe na ração de galinhas poedeiras traz como resultado mais notável um incremento na concentração de gorduras poli-insaturadas nas gemas dos ovos, inclusive dos ácidos graxos Ômega 3 e 6 tão valorizados em virtude de benefícios ao sistema cardiovascular e, além de liberar as gorduras de frango para o uso como matéria-prima para biodiesel, não é uma medida tão difícil de implementar quanto possa inicialmente parecer.

Por mais que a gordura corporal na maioria das espécies de peixes destinados à alimentação humana esteja mais concentrada no fígado, e em alguns casos já tenha um bom valor comercial em função do uso como suplemento alimentar a exemplo do óleo de fígado de bacalhau, a taxa de conversão de matéria orgânica em proteína e por conseguinte o ciclo de crescimento mais rápido já favorece o uso de gorduras de peixe com valor comercial mais baixo não apenas do fígado mas também da pele que é geralmente desprezada após a separação dos filés dos peixes.

A gordura que sobra da preparação de frangos assados nas tradicionais “televisões de cachorro” também é aproveitável para a produção de biodiesel, e outra vez um exemplo do Paraná é digno de nota. O empresário João Cláudio Plath, de Apucarana, ficou conhecido nacionalmente por utilizar o combustível alternativo em um Jeep Willys adaptado com motor Volkswagen EA-827, o famoso motor da Kombi Diesel. A participação dele em alguns programas de televisão entre 2004 e 2005 trouxe uma importante visibilidade para essa matéria-prima tão abundante no país, embora nenhuma iniciativa de maior volume tenha sido implementada posteriormente.

Talvez a dificuldade para coletar a gordura proveniente de tantas “televisões de cachorro” espalhadas pelo Brasil possa ser vista como a maior dificuldade num primeiro momento, enquanto a impossibilidade de comercializar o biodiesel diretamente ao consumidor final devido às regulamentações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) se mostra outro empecilho prático, mas de certa forma não deixa de ser uma boa alternativa para tantos pequenos comerciantes que tem uma “televisão de cachorro” instalada num mercadinho, padaria ou boteco e desejam reduzir os custos operacionais e a própria dependência por combustíveis mais tradicionais.

Uma integração entre a produção de biocombustíveis e alimentos é fundamental para assegurar não apenas a rentabilidade de tais operações como também um menor impacto sobre a disponibilidade de terra agricultável. Nesse contexto, o aproveitamento de matérias-primas relativamente baratas e atualmente subaproveitadas é uma das principais medidas para reduzir a dependência por petróleo sem acarretar em prejuízos à segurança alimentar. A gordura de frango é portanto mais uma alternativa que ainda passa despercebida pelo grande público, mesmo após ter a viabilidade econômica e a adequação à realidade brasileira devidamente comprovadas.

Fonte: Diesel Nutz

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