Osasco promove 12ª gincana do Programa Biodiesel

Abertura contou com mais de 200 alunos de escolas vencedoras da edição do ano passado

Com a apresentação da peça teatral “Um socorro para o mundo”,  a abertura da 12ª gincana do Programa Biodiesel foi realizada ontem (28) na Sala Osasco e contou com a presença de 200 alunos de escolas vencedoras da 11ª gincana, além da presença de vice-diretores das escolas municipais parceiras do projeto.

Estiveram presentes também autoridades como a vice-prefeita Ana Maria Rossi, representanto o prefeito Rogério Lins, os secretários municipais Élio Salvini (Meio Ambiente), Suzete Souza Franco (Assistência Social), os secretários adjuntos Alexandre Capriotti (SEMA), Fabio Grossi (SETRAN), Márcia Brito (SE), o vereador Antônio Aparecido Toniolo e o assessor do deputado estadual Celso Giglio – representando-o -, Paulo  Siniauskas.

Neste ano, a gincana conta com a participação de 55 escolas municipais e sempre mobiliza alunos, professores, e diretores que colaboram com o meio ambiente, através da destinação adequada do óleo de cozinha usado, transformando-o em biodiesel, um combustível menos poluente.

A parceria entre as Secretarias de Meio Ambiente e Educação é de extrema importância, pois contribui para a elaboração e execução de políticas públicas com foco na educação ambiental aplicada nas instituições de ensino do município.

Mais informações sobre o Programa Biodiesel podem ser obtidas por meio do telefone (11) 3652-9041 e 3652-9324 ou pelo e-mail: biodiesel.sema@osasco.sp.gov.br.

Fonte: Portal Visão Oeste 

Projeto em São Carlos incentiva o descarte correto de óleo de cozinha

Grupo de estudantes UFSCar criou três pontos de coleta na cidade.
Objetivo é realizar a gestão do produto de modo correto e apropriado.

Um projeto de estudantes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) incentiva a coleta seletiva de óleo de cozinha usado. O objetivo do grupo de empreendedorismo social Enactus é realizar a gestão do produto, com o descarte correto e de modo apropriado.

O grupo instalou um ponto de coleta de óleo na entrada da moradia dos estudantes da universidade. Há também outros dois pontos de coleta instalados na cidade: um na República Our (Rua São Joaquim, 2050) e outro na República Frenéticas (Rua Miguel Alves Margarido, 317A).

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Fonte: G1

Gordura de frango: mais uma alternativa para a produção de biodiesel

A avicultura é hoje um dos principais destaques da agroindústria brasileira, atendendo não apenas ao mercado interno mas também com uma expressiva participação das carnes de frango e de peru nas exportações, tanto ao natural quanto processadas.

Partes da carcaça costumam ser mais valorizadas comercialmente, enquanto o consumo das vísceras para fins alimentícios ainda é visto com alguma reserva e apenas o coração, o fígado e a moela do frango acabam tendo alguma popularidade principalmente devido ao custo. O uso da farinha de vísceras de aves como fonte de proteínas na composição de rações para cães e gatos ainda é, no entanto, a destinação mais usual.

Considerado um subproduto do processamento das vísceras para elaboração da farinha, desde 2006 o óleo vem sendo aproveitado para a produção de biodiesel no Brasil, com destaque para o Paraná. O frigorífico Big Frango, atualmente incorporado ao grupo JBS/Friboi, deu o pontapé inicial para essa aplicação tendo como principal motivação uma menor dependência do óleo diesel convencional no abastecimento da frota própria.

No entanto, a primeira iniciativa para aproveitar essa matéria-prima em escala comercial foi dada apenas em 2016 quando a Cooperativa Agroindustrial do Sudoeste do Paraná (Coasul) passou a fornecer para a Petrobras Biocombustível dentro do programa “Selo Combustível Social” destinado à promoção de uma maior participação da agricultura familiar na cadeia produtiva do biodiesel.

Embora já seja amplamente usada como suplemento calórico em rações para as próprias aves principalmente em função da disponibilidade na cadeia produtiva da avicultura, a gordura de frango ainda pode ser substituída por outras opções mais econômicas ou mesmo mais apropriadas ao perfil da criação.

Por mais que pareça insignificante no caso de aves de corte, a substituição por óleo de peixe na ração de galinhas poedeiras traz como resultado mais notável um incremento na concentração de gorduras poli-insaturadas nas gemas dos ovos, inclusive dos ácidos graxos Ômega 3 e 6 tão valorizados em virtude de benefícios ao sistema cardiovascular e, além de liberar as gorduras de frango para o uso como matéria-prima para biodiesel, não é uma medida tão difícil de implementar quanto possa inicialmente parecer.

Por mais que a gordura corporal na maioria das espécies de peixes destinados à alimentação humana esteja mais concentrada no fígado, e em alguns casos já tenha um bom valor comercial em função do uso como suplemento alimentar a exemplo do óleo de fígado de bacalhau, a taxa de conversão de matéria orgânica em proteína e por conseguinte o ciclo de crescimento mais rápido já favorece o uso de gorduras de peixe com valor comercial mais baixo não apenas do fígado mas também da pele que é geralmente desprezada após a separação dos filés dos peixes.

A gordura que sobra da preparação de frangos assados nas tradicionais “televisões de cachorro” também é aproveitável para a produção de biodiesel, e outra vez um exemplo do Paraná é digno de nota. O empresário João Cláudio Plath, de Apucarana, ficou conhecido nacionalmente por utilizar o combustível alternativo em um Jeep Willys adaptado com motor Volkswagen EA-827, o famoso motor da Kombi Diesel. A participação dele em alguns programas de televisão entre 2004 e 2005 trouxe uma importante visibilidade para essa matéria-prima tão abundante no país, embora nenhuma iniciativa de maior volume tenha sido implementada posteriormente.

Talvez a dificuldade para coletar a gordura proveniente de tantas “televisões de cachorro” espalhadas pelo Brasil possa ser vista como a maior dificuldade num primeiro momento, enquanto a impossibilidade de comercializar o biodiesel diretamente ao consumidor final devido às regulamentações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) se mostra outro empecilho prático, mas de certa forma não deixa de ser uma boa alternativa para tantos pequenos comerciantes que tem uma “televisão de cachorro” instalada num mercadinho, padaria ou boteco e desejam reduzir os custos operacionais e a própria dependência por combustíveis mais tradicionais.

Uma integração entre a produção de biocombustíveis e alimentos é fundamental para assegurar não apenas a rentabilidade de tais operações como também um menor impacto sobre a disponibilidade de terra agricultável. Nesse contexto, o aproveitamento de matérias-primas relativamente baratas e atualmente subaproveitadas é uma das principais medidas para reduzir a dependência por petróleo sem acarretar em prejuízos à segurança alimentar. A gordura de frango é portanto mais uma alternativa que ainda passa despercebida pelo grande público, mesmo após ter a viabilidade econômica e a adequação à realidade brasileira devidamente comprovadas.

Fonte: Diesel Nutz

Botucatu assina contrato para instalação de usina de biodiesel

A Prefeitura de Botucatu, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, assinou nesta quarta-feira (14), o contrato para aquisição de uma usina de biodiesel. O investimento é de R$ 92,1mil, recursos próprios do Município.

A empresa vencedora do processo licitatório tem o prazo de 90 dias para fazer a entrega e montagem dos equipamentos. Eles ficarão em um barracão já construído em parceria com a Sabesp, no antigo DER, às margens da Rodovia Marechal Rondon.

A usina terá capacidade de produzir 300 litros de biodiesel por dia. O objetivo inicial é que este material possa abastecer, em um futuro breve, a frota municipal de veículos movidos à diesel.  “Estamos projetando uma economia de aproximadamente R$ 300 mil ou mais por ano aos cofres público”, calcula o secretário municipal de Meio Ambiente, Perseu Mariani.

Além desta redução de gastos do dinheiro público, a iniciativa é ambientalmente mais correta já que a queima do biodiesel emite menos poluentes na atmosfera em comparação com o tradicional diesel derivado do petróleo.

“O biodiesel é uma fonte mais limpa e renovável, que minimiza o efeito estufa, ou seja, o aquecimento global que tanto nos preocupa. Com certeza é mais um importante gesto e que credencia ainda mais Botucatu, vencedora por duas vezes, nos anos de 2012 e 2014, do programa estadual Município Verde-Azul”, argumenta Mariani.

Óleo de cozinha pode virar sabão

 A usina de biodiesel permite ainda que o tradicional óleo utilizado para fritura de alimentos, que diariamente é descartado através das tubulações de esgoto e polui os corpos d’água que abastecem as cidades, tenha um destino final ecologicamente correto.  Estima-se que um litro de óleo possa poluir 20 mil litros ou mais de água.

usina_biodieselSegundo a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), o País utiliza hoje cerca de 30 milhões de litros de óleo de fritura para processar biodiesel. O volume é pouco se comparado ao total produzido no ano passado, algo em torno de 3,9 bilhões de litros de óleo.

Outro dado assustador, fornecido Associação Brasileira para Sensibilização, Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível (Ecóleo), é que o País chega a descartar 200 milhões de litros de óleo de cozinha na natureza.

“Com o tempo a usina poderá ganhar um papel social importante já que do óleo de cozinha ainda podemos extrair glicerina e outros componentes para a fabricação de sabonetes e outros produtos e, assim, atender o mercado, garantindo geração de renda”, destaca o secretário de Meio Ambiente.

“Só neste ano, através do projeto Bolhas do Bem, realizado junto às escolas da Rede Municipal de Ensino, foi coletado mais de 13 mil litros de óleo de cozinha. Podemos expandir esse conceito e envolver toda Cidade, transformando antigos maus hábitos em gestos positivos em prol do nosso meio ambiente”, complementa.

Curiosidades sobre o biodiesel

 usina-biodiesel-siteO biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser obtido por diferentes processos. A mais utilizada consiste numa reação química de óleos vegetais ou de gorduras animais com o álcool comum (etanol) ou o metanol, estimulada por um catalisador.

Desse processo também se extrai a glicerina, empregada para fabricação de sabonetes e diversos outros cosméticos. Há dezenas de espécies vegetais no Brasil das quais se podem produzir o biodiesel, tais como mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso e soja, dentre outras. O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclodiesel automotivos.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, hoje o Brasil conta com indústria de biodiesel consolidada, com mais de 50 usinas aptas a produzir e comercializar biodiesel, com uma capacidade instalada superior a 6 milhões de metros cúbicos.

Fonte: Acontece Botucatu

Itália aposta em OGR para biodiesel

Segundo dados da Conoe ( Consórcio Nacional de Coleta e Tratamento de óleo vegetal e graxa animal) mais de 62 mil toneladas de resíduos de óleo vegetal foram recolhidos em 2015 – 85% dos quais foram destinados a produção de biodiesel

O que acontece com o óleo de cozinha depois de usado? Ele é reaproveitado em forma de energia. Apenas em 2015, a gordura recuperada na Itália permitiu que a produção de biodiesel repassasse em torno de 17 milhões de euros ao país. Uma prática de sucesso que pode render ainda mais, como explica o Conoe , Consórcio Nacional que trata da coleta e tratamento de óleos e gorduras vegetais e animais (sebo) residuais ou OGR.

Operando desde 2001, o consórcio tem aumentado gradativamente sua coleta – que ocorre principalmente na indústria da reciclagem – passando de 15 mil toneladas em 2002 para mais de 62 mil em 2015.  No primeiro relatório do setor, editado pela Fundação para o Desenvolvimento Sustentável, apresentado terça-feira (07/06) em Roma, o documento demonstra a cadeia de suprimentos e o que acontece quando os óleos vegetais usados ​​são reaproveitados.

Atualmente, o Conoe utiliza 85% da coleta realizada para a fabricação de biodiesel,  um combustível não-tóxico e totalmente biodegradável, que pode ser usado no setor automotivo em substituição ou em mistura aos combustíveis fósseis, reduzindo a contribuição de CO 2  do setor de transportes. Em 2015, das 53 mil toneladas de óleos vegetais reaproveitados foram produzidas 49 toneladas de biodiesel, segundo o consórcio.

Os dados ambientais do projeto também surpreendem,  estudos de pegada de carbono  e pegada de água, para a quantidade de óleo recuperado pelo consórcio no ano passado, apontam um benefício ambiental líquido para o país de cerca de 152 mil toneladas de CO2 evitadas e 63 mil metros cúbicos de água não utilizados.

O que resta dos óleos vegetais recolhidos na Itália, 15% no total, são reaproveitados em vários processos e aplicações: como fonte de energia renovável em usinas de cogeração, bio lubrificantes, produtos para cosméticos, sabões industriais , tintas e ceras.

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Conoe: ontem, hoje e amanhã

Nos últimos cinco anos, o valor econômico gerado pelo Conoe tem sido sempre acima de 30 milhões de euros por ano , com grandes benefícios em termos econômicos e sociais (empregos).

“A divulgação da contribuição ambiental e da melhora da saúde proporcionados por essa cadeia ao país é um ponto que irá garantir um aumento da coleta de óleos vegetais vindo de atividades profissionais. Nossa esperança é de que, em breve, através de uma alteração legislativa, a nossa coleta alcance também os produtos residuais domésticos”. 

A Fundação para o Desenvolvimento Sustentável conclui que, se todo o óleo vegetal usado a cada ano na Itália fosse transformado em biodiesel pelo Conoe, seria possível poupar anualmente 790 mil toneladas de CO2  e 282 mil metros cúbicos de água. Além de, com a média dos preços atuais do petróleo, evitar importações de petróleo nos valores de aproximadamente 75 milhões de euros.

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SP ganha aplicativo para descarte de óleo no Dia Mundial da Reciclagem

Óleo despejado no ralo é dinheiro jogado fora e dano ambiental grave. Vai se depositando nos canos, provocando entupimentos no sistema de esgoto e exigindo caros reparos. Quando chega ao destino, forma uma película na superfície da água ou no solo, impedindo a passagem da luz e a oxigenação na terra, nos rios e mares, matando plantas e peixes.

E esse é o caminho que a maior parte do óleo usado faz no Brasil: são 700 milhões de litros por ano descartados irregularmente, segundo estimativas da indústria do óleo vegetal. Cada litro de óleo jogado nos cursos d’água tem potencial para contaminar 25 mil litros de água.

O consumo total anual é de 3 bilhões de litros de óleo. De cada 4 litros consumidos, 1 litro é descartado de forma incorreta. Atualmente, são coletados na cidade de São Paulo 1,6 milhão de litros de óleo comestível usado, o que representa 10% do potencial existente, também de acordo com os dados da indústria.

O caminho para atingir os 100% é enorme, mas o índice de reciclagem já colocaria São Paulo como a cidade que mais recicla óleo no mundo, segundo a Ecóleo, Associação Brasileira para Sensibilização, Coleta, Reaproveitamento e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível.

O óleo reciclado pode ser usado na composição do biodiesel, de tintas, vernizes, lubrificantes, sabões e velas, reduzindo o uso de outros componentes de origem fóssil. A frota de ônibus movida a biodiesel tem 2.000 veículos hoje na capital. Menos gases de efeito estufa na atmosfera da cidade.

No próximo dia 17, Dia Mundial da Reciclagem, será lançado um aplicativo de celular para facilitar a vida de quem dar uma segunda utilidade ao óleo usado em São Paulo, contribuindo para evitar a poluição e a contaminação do ambiente.

O novo aplicativo lista e mapeia empresas recicladoras e aponta as mais próximas para coleta nas regiões do Centro e Oeste de São Paulo. O serviço gratuito de retirada – imediata ou agendada – pode ser solicitado por moradores de casas e condomínios, e também por quem gera quantidades maiores, como bares, restaurantes e escolas. Para as cooperativas recicladoras, o sistema pode aumentar a demanda e organiza os chamados, traçando roteiros mais econômicos para o recolhimento.

O plano é passar das duas primeiras regiões para a cidade toda, com a inclusão de mais empresas de coleta, e depois chegar a outros Estados. Na versão inicial o aplicativo já traz mapa de pontos de entrega voluntária (PEVs) de reciclagem em todo o Brasil.

O app Vitaliv (clique aqui para baixá-lo]”foi produzido pela ADM do Brasil (Archer Daniels Midland Company), uma das três principais fabricantes de óleo vegetal e que opera a maior usina de biodiesel no país, e entidades de reciclagem, como a Ecóleo.

A advogada Célia Marcondes, presidente da Ecóleo, é pioneira nesse campo. Célia começou a pesquisar como dar a destinação correta ao óleo usado em sua casa e que empresas poderiam fazer a coleta domiciliar há 15 anos, em 2001.

Foi difundindo a ideia pelo seu bairro, Cerqueira Cesar e, em 2007, nasceu a entidade, que é mantida com trabalho voluntário e faz a ponte entre empresas recicladoras e casas, ecopontos de condomínios, empresas, industrias, restaurantes e bares, com conexões em 14 Estados do Brasil. A Ecóleo dá consultoria para empresas de organizações de vários países, índia, China, Canadá, Argentina e Marrocos entre eles.

Sobre o novo aplicativo, além da vantagem ambiental da reciclagem, Célia ressalta a sua importância na geração de emprego. “No Estado de São Paulo, são 2 mil pessoas vivendo da reciclagem de óleo. Isso pode ser ampliado”, afirma. “A indústria tem de fazer sua parte, como manda a lei brasileira, e dar suporte para essa cadeia de reciclagem”, diz.

Fonte: Folha de S.Paulo

Óleo de cozinha usado produz biodiesel em Itapevi

No dia 02, a Secretaria de Meio Ambiente realizou a entrega de dois mil litros de óleo de cozinha usados, que foram recolhidos por meio do Programa de Reciclagem de Óleo de Fritura – PROL – e encaminhados a uma empresa de reciclagem, para que o material seja transformado em Biodiesel.

A iniciativa da Prefeitura, em parceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP, foi iniciada em 2015 e consiste em promover uma campanha de coleta e reciclagem de óleo comestível usado nas cozinhas residenciais e estabelecimentos comerciais da cidade, conscientizando a população sobre o descarte irregular no meio ambiente e  nas redes de esgoto.

“Em média, temos recebido a quantia de duzentos litros de óleo a cada dois meses, sendo os bairros Engenheiro Cardoso e Cohab os locais onde mais conseguimos reunir o material. Também recebemos um certificado da empresa responsável, a BioLirium, de que o óleo está sendo tratado corretamente”, explicou o biólogo da secretaria do Meio Ambiente, Thiago da Silva.

De acordo com a SABESP, cada litro de óleo despejado em rios ou lagos, polui mais de 25 mil litros de água, bem como pode causar entupimento da rede de esgoto ao agir como aglutinante de resíduo quando despejado indevidamente na tubulação sanitária, causando a impermeabilização do solo e mau cheiro.

SERVIÇO:

Para aderir ao PROL, basta que os responsáveis por bares, restaurantes, padarias e estabelecimentos comerciais se cadastrem na Secretaria do Meio Ambiente pelos telefones 4205-4345 // 4205-4347, pelo e-mail sma@itapevi.sp.gov.br, ou pessoalmente na rua Professor Irineu Chaluppe, 291 – Centro, de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 17h. A lista de locais que possuem as caixas coletoras estão disponíveis no site oficial da Prefeitura (www.itapevi.sp.gov.br).

Fonte: Visão Oeste

Emirados Árabes também investe no biodiesel

A Tadweer,  primeira fornecedora ambiental de soluções para reaproveitamento de resíduos no Oriente Médio, acaba de divulgar dados de seu projeto com o Masdar Institute of Science and Technology implantado no centro de Abu Dhabi no Emirados Árabes Unidos. A empresa diz ter produzido, através da reciclagem de óleo de cozinha, um combustível equivalente a 75% de biodiesel.

O objetivo da parceria, alcançar melhorias no processo de conversão de óleo de cozinha usado em biodiesel, busca a promoção de experimentos que tornem essa produção eficaz  e que resultem em um biocombustível de qualidade pronto para utilização. A iniciativa está de acordo com as metas do Emirates Science, Technology and Innovation Higher Policy promulgadas pelo Presidente Sheikh Khalifa Bin Zayed Al Nahyan – que visa desenvolver a economia, a ciência e o conhecimento tecnológico no país.

O acordo tem validade de dois anos e a Tadweer pretende estender o projeto piloto em toda a Abu Dhabi a fim de encorajar as comunidades a apoiarem as tecnologias verdes. A estratégia da empresa é integrar as práticas de gestão de resíduos sustentáveis ao cotidiano das pessoas promovendo a reutilização e reciclagem dos descartes direto na fonte.

Clique aqui  para ler o original.

 Fonte: Utilities-me.com

Campanha recolhe óleo de fritura para produção de biodiesel

Produto usado na cozinha será encaminhado para fabricação de biodiesel pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) começa em casa as boas práticas de sustentabilidade para a conservação do planeta. Na próxima sexta-feira (15/01), serão inaugurados pontos de coleta semanal de óleo usado de cozinha no MMA, para que os servidores da pasta contribuam com a reciclagem. O material será encaminhado para a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), para a fabricação de biodiesel.

“Os principais objetivos da reciclagem do óleo de cozinha são a redução da queima de combustíveis fósseis e também a redução do custo de tratamento de esgoto. São gastos 25 centavos para o tratamento de cada litro de óleo de cozinha que chega à rede de esgoto”, explica o encarregado da Gerência de Gestão Ambiental Corporativa da Caesb, Oilton Paiva.

Serão abertos pontos para recolhimento todas as sextas-feiras, durante todo o dia, na entrada da sede do MMA e da unidade do órgão na 505 Norte, em Brasília. Nesses locais, a coleta será exclusiva para servidores, que devem fazer o descarte em embalagens plásticas, bem lacradas. Mas a Caesb tem pontos para população em quase todas as regiões administrativas do DF (ver endereços abaixo).

“O Ministério do Meio Ambiente já tem experiência nesse tipo de campanha. Antes de modo voluntário, mas desde o ano passado se tornou obrigação, com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, criado pela Portaria 315, assinada pela ministra Izabella Teixeira, em outubro”, cita Valmir Rodrigues, do Programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), do MMA.

Embora os órgãos públicos não tenham obrigação formal na Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Portaria 315 foi publicada para que o Ministério do Meio Ambiente cumpra o compromisso previsto para os demais setores da sociedade. Valmir explica que mesmo antes da determinação, o MMA já realizava campanhas desse tipo. Há cerca de três anos, por exemplo, anualmente os servidores contribuem com a coleta de aproximadamente 200 quilos de pilhas e baterias.

Instalada na unidade da Caesb próxima ao Palácio Buriti, na área central de Brasília, a usina que usará óleo de fritura deverá produzir diariamente 1 mil litros de biodiesel. A produção está em teste e a previsão é que funcione em três meses. Mas a coleta de material está em plena atividade.

Oilton Paiva relata que a Caesb firmou um termo de cooperação com Embrapa a Agroenergia e está em estudo o plano de negócios para definição da destinação do biodiesel. “Mas, provavelmente será para abastecimento de parte da frota do Governo do Distrito Federal”, prevê o encarregado. O óleo de fritura tem diversos fins, por exemplo, a fabricação de sabão ou como desenformante, que serve para desenformar lages na construção civil.

PARA COLABORAR

Para descartar o óleo de cozinha usado, a Caesb tem pontos de coleta em várias regiões administrativas do Distrito Federal. Para mais informações, mande um e-mail para projetobigua@caesb.df.gov.br

PONTOS DE COLETA (DF):

•    Caesb (Ed. Sede): Av. Sibipiruna, Lotes 13 a 21, Águas Claras, Brasília-DF;

•    Caesb (ETA Brasília/ Laboratório Central): SAIN, A/E s/n (entre o Detran e o DER-DF), Plano Piloto, Brasília;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Brasília: SCS Qd 02, Bl. C, Térreo, Ed. Cedro II, Brasília-DF;

•    Gerência de Atendimento ao Público do Núcleo Bandeirante: Praça Central, Módulo 05, Núcleo Bandeirante;

•    Gerência de Atendimento ao Público do Guará: QE 13, Cj. D/E, Lts 1 e 2, Sl. 210/202, Guara I;

•    Gerência de Atendimento ao Público do Paranoá: Qd. Central, AE 06, Paranoá

•    Gerência de Atendimento ao Público de Planaltina: Av. Independência, SCC, Qd. 02, Bl. E, Planaltina;

•    Gerência de Atendimento ao Público de São Sebastião: Av. Comercial, Lt. 1301, Lj. 01, São Sebastião;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Sobradinho: Quadra Central, Lt. C, Sobradinho;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Brazlândia: SNO, AE 01, Lt. E, Brazlândia;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Ceilândia: CNN 01, Bl. L, Ceilândia;

•    Gerência de Atendimento ao Público do Gama: SIGA, Qd. 01, Lt. 520/600, Gama;

•    Gerência de Atendimento ao Público do Recanto das Emas: Av. Recanto das Emas, Qd. 201, Cj. 10, Lt. 01,  Recanto das Emas;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Samambaia: QN 206, Cj. C, Lt. 02 – Samambaia;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Santa Maria: Qd. Central 211, Bl. B, AE, Santa Maria;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Taguatinga: C 05, Lt. 03, Lj. 01, próximo a 12ª DP, Taguatinga Centro;

•    Administração do Park Way: Av. Contorno A/E 14, Lote 15, Núcleo Bandeirante;

•    Administração Regional do Lago Sul: SHIS QI 11, AE 01, Lago Sul, Brasília-DF;

•    IBRAM: SEPN 511, Bloco C, Ed. Bittar, Plano Piloto, Brasília-DF;

Fonte: Assessoria MMA

APROBIO acompanha debates sobre reciclagem de óleo em São Paulo

70% de 25 milhões de litros coletados no ano passado viraram biodiesel

A APROBIO acompanhou nesta segunda-feira (30/11) audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo de debates sobre alternativas para aumentar a coleta e reciclagem de óleos alimentícios e gorduras residuais, os chamados OGRs, ou mais conhecidos como óleo de cozinha reutilizado.

Na ocasião, iniciativa do deputado Marcos Neves (PV), uma das possibilidades discutidas para o aproveitamento dos OGRs é a produção caseira de sabão.  A atividade, contudo, exige o uso de soda cáustica, produto químico com riscos, responsável por milhares de acidentes domésticos todos os anos, segundo informações da Ecóleo, organização que promove os arranjos para a coleta de OGRs.

De acordo com a instituição, em 2014 foram coletados e destinados para reciclagem 25 milhões de litros. Cerca de 70% deles – 17,5 milhões de litros –, foram para o processamento de biodiesel.

Em torno de 90% do total são coletados junto a estabelecimentos comerciais como bares e restaurantes. Representantes da Ecóleo estimam que esse volume é apenas 10% do potencial que poderia ser coletado.

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