Plano Safra 2019/2020 é lançado em Brasília

O Plano Safra 2019/2020 lançado nesta terça-feira (18), em Brasília, disponibilizará R$ 225,59 bilhões a pequenos, médios e grandes produtores. Os recursos já estarão disponíveis aos agricultores partir de 1° de julho.

A medida voltada para impulsionar o setor agropecuário foi lançada pelo presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, com a presença de ministros, deputados, senadores e diversos representantes do setor, entre eles, o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Oleaginosas e Biodiesel e Diretor Superintendente da APROBIO, Julio Cesar Minelli.

O Plano prevê a disponibilização de R$ 169,33 bilhões em recursos para custeio, comercialização e industrialização. Para investimentos, o plano direcionará R$ 53,41 bilhões. A subvenção ao seguro rural também está inserida no plano é terá R$ 1 bilhão destinado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Outro R$ 1,85 bilhão está previsto para o apoio à comercialização nas modalidades de aquisição direta do produtor, contratos de opção de venda e subvenção de preços, em 2020.

“Investir na agropecuária é uma aposta na interiorização do desenvolvimento, na geração de emprego e renda segurança alimentar no superávit da nossa balança comercial, na nossa prosperidade como nação”, afirmou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

Ao todo, o crédito rural será de R$ 222,74 bilhões. As taxas de juros serão aplicadas de forma a considerar o tamanho do produtor. Para os pequenos agricultores, os juros serão de 3% a 4,6% ao ano. Médios produtores terão taxas de 6% ao ano e os grandes, 8% ao ano. Já os programas de investimento terão taxas de 3% a 10,5% ao ano.

O Plano Safra prevê ainda R$ 55 bilhões em recursos LCA para crédito rural e estabelece a permissão para que a CPR seja emitida com correção pela variação cambial, viabilizando a emissão de CRA e CDCA no exterior.

Também está inserido no Plano a liberação permanente de crédito por beneficiário do Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra), de R$ 3,3 milhões por beneficiário (empreendimento individual) e de R$ 9,9 milhões (empreendimento coletivo)

A renegociação de dívidas está prevista com recursos do Fundo de Aval Fraterno (FAF) e permitirá aos produtores renegociarem dívidas agrícolas junto a bancos, distribuidoras e agroindústrias. Segundo o governo federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dispõe de R$ 5 bilhões para essas renegociações, com prazo de pagamento de até 12 anos e três anos de carência.

A ministra Tereza Cristina anunciou ainda que será lançado o aplicativo Plantio Certo, no qual produtores rurais poderão acessar informações de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Atualmente, o ZARC já está disponível na loja da Embrapa na Play Store e permite identificar a melhor época de plantio de culturas, para minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos. Uma nova metodologia vai avaliar os riscos de sistemas agrícolas.

Médio Produtor

O Plano estabelece a destinação de R$ 26,49 bilhões em verbas de custeio e investimento ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). O orçamento destinado ao médio produtor recebeu um aumento de 32% em relação ao Plano Safra 2018/2019, dessa forma, contará com R$ 6,46 bilhões a mais neste período.

Esses recursos poderão ser destinados ao financiamento de custeio, com juros de 6% ao ano e investimento, com juros de 6% ao ano. Os produtores que não se enquadram no Pronaf também podem ser beneficiados com esses recursos.

Pequeno Produtor

Após 20 anos, pequenos produtores foram reinseridos ao Plano Safra. Os beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf – contarão com R$ 31,22 bilhões. Esses recursos poderão ser usados tanto em custeio quanto investimento e terão juros de 3% ao ano.

“Temos, enfim, uma só agricultura familiar, que alimenta com qualidade o Brasil e o mundo”, ressaltou a ministra Tereza Cristina.

Os recursos para custeio também podem ser destinados à produção de alimentos básicos (arroz, feijão, mandioca, trigo, leite, frutas e hortaliças) e para investimento em recuperação de áreas degradadas, cultivo protegido, armazenagem, tanques de resfriamento de leite, energia renovável e outros.

Pela primeira vez, parte desses recursos (R$ 500 milhões) poderão ser usados em construção ou reforma de moradias dos pequenos agricultores. A estimativa do governo federal é que a verba viabilize a construção de até 10 mil casas para pequenos produtores.

Cesb comemora 10 anos de alta produtividade de soja

Na expectativa para a divulgação dos números finais da safra 2017/18 de soja, o aumento da produtividade já pode ser comemorado pelos sojicultores, que, ano após ano, inscreveram áreas de cultivo no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, promovido há dez anos pelo Comitê Estratégico Soja Brasil, (Cesb). Nesse período, os vencedores do Desafio registraram um recorde atrás do outro, demonstrando a capacidade de difusão do conhecimento tecnológico que fez com que a produtividade em áreas auditadas saísse de 82,8 sc/ha na safra 2008/09, para incríveis 149,08 sc/ha, em 2017/18.

Comparando os dois resultados, a evolução da produtividade alcançada pelos campeões do Cesb está na casa de 80%, e o número de áreas dedicadas ao Desafio demonstra que o interesse do produtor aumenta a cada ano e que ainda existem ganhos a serem alcançados. “Conseguimos mostrar que é possível produzir mais, com mais eficiência. Isso fixa a família do produtor no campo, gera renda e mais alimento no mesmo espaço, já que diminui a abertura de novas áreas”, comenta o presidente do Comitê Nery Ribas.

Após uma década, a evolução do interesse do sojicultor no evento também pode ser demonstrada pelo número de inscritos no Desafio. Na primeira edição foram 140 participantes e na safra 2017/18 as inscrições alcançaram o patamar de 5.500 inscrições demonstrando o crescente interesse pela produtividade por parte de todo sistema produtivo da soja no Brasil.

Surgimento

No final da década passada, um grupo multidisciplinar de profissionais ligados ao agronegócio percebeu a necessidade de criar um local onde ideias, tecnologias e novas práticas se tornassem o combustível para aumentar a média de produção de soja, que na época girava em torna de 40 sc/ha. “A criação do Cesb reuniu engenheiros agrônomos, profissionais do setor da tecnologia, finanças e administrativas, que começaram a enxergar que a identificação e o compartilhamento de informações, aumentaria a produtividade sem que novas áreas de cultivo fossem abertas”, explica Luiz Antonio da Silva, diretor executivo da entidade.

Atualmente o Comtê conta com 23 membros e 22 patrocinadores, que, alinhados a uma política de inovação e difusão de conhecimento, tornaram-se referência internacional. Além do Desafio e do Fórum Nacional de Máxima Produtividade, a entidade detém ainda uma cadeira fixa na Câmara Setorial da Soja em Brasília, bem como a promoção de Fóruns Regionais que ajudam na disseminação das informações. O Cesb também apoia e participa de simpósios e eventos ligados à difusão do conhecimento adquirido ao longo de 10 anos de atuação.

Laboratório

“O Cesb nasceu para entender porque existem no país alguns produtores que conseguem ter boa produtividade e outros não. O Desafio é um marco para o sojicultor, pois o evento se tornou um local de troca de experiências, para o Brasil e para o mundo”, explica Nery. Os campeões do Cesb participam de viagens e tours tecnológicos internacionais promovidos pelo Comitê, principalmente para os EUA e para a Argentina, considerados ao lado do Brasil, os principais produtores de soja do mundo.

O Desafio de Máxima Produtividade estimula os produtores a usar a área inscrita como um grande laboratório, onde os resultados e as tecnologias empregados podem se tornar viáveis economicamente e utilizados nas áreas comerciais de produção. “O Desafio nasceu como uma fonte de inspiração para todos os sojicultores do Brasil. Nosso propulsor é a demanda crescente por alimentos no planeta. Ano a ano, os produtores rompem patamares de produtividade, o que demonstra que a rede de conhecimento estabelecida no prêmio é muito significativa”, comenta o presidente do Cesb, Nery Ribas.

Os produtores que se inscreveram no prêmio estão divididos em duas categorias: produção em áreas irrigadas e não irrigadas. As auditorias do Comitê foram iniciadas em fevereiro e o campeão do Desafio 2017/18, bem como a revelação dos cases vencedores, serão apresentados no dia 12/06 durante o VIII Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja), evento que será realizado de 11 a 14 de junho de 2018, no Centro de Convenções de Goiânia-GO.

Fonte: Jornal Nova Fronteira

Biodiesel: opção benéfica ao meio ambiente e aos produtores

Propriedades agrícolas podem ser campos de petróleo verdes sustentáveis e renováveis

Desde 2005, quando foi lançado o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), o biodiesel já é realidade no Brasil e ainda tem oportunidade de crescer mais. O biodiesel é uma opção para substituir e complementar o diesel fóssil.

“Ele traz muitos benefícios sejam ambientais quanto sociais, agregando valor à cadeia agrícola e, principalmente, gerando empregos. Em determinadas regiões, devido a uma questão de logística, o biodiesel consegue ser até mais barato do que o fóssil”, explicou o diretor Superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Cesar Minelli, no Brasil Rural desta quarta-feira (21).

Confira aqui a íntegra da entrevista.

Fonte: EBC Notícias

APROBIO defende previsibilidade para mercado de biodiesel no Brasil

O diretor-superintendente da APROBIO, Julio Minelli, participou na última quarta-feira (16/7) como orador da Audiência Pública da Comissão Especial do Congresso Nacional que encaminha a tramitação da Medida Provisória 647, sobre o aumento da mistura de biodiesel no diesel mineral, assinada pela presidente Dilma Roussef no dia 28 de maio deste ano.
Em uma clara e objetiva exposição, o executivo apresentou a visão dos produtores do biocombustível sobre a matéria. Em síntese, o recado foi de que a APROBIO aplaude a decisão do governo em expandir o mercado brasileiro de energias renováveis, mas falta à MP um conjunto de regras que lhe confira previsibilidade, de forma a transmitir segurança jurídica e regulatória aos empresários.
“Eu resumiria as minhas palavras em uma só: previsibilidade”, afirmou ele. A ênfase busca delimitar prazos para o futuro próximo, de forma a todos os elos da cadeia produtiva se adaptarem para atender a demanda, à medida que ela gere uma expectativa de abastecimento seguro e ininterrupto.
Segundo Minelli, com base em dados de oferta de matéria prima, histórico da produção e capacidade instalada, o Brasil poderia hoje já ter veículos a diesel rodando com a mistura B10 (10% de biodiesel por litro).
Além dos benefícios ambientais por emitir menos gases de efeito estufa que o óleo fóssil, a geração de milhares de empregos – mais de 100 mil em toda a cadeia produtiva –, Julio salientou que a produção de soja, principal fonte para processamento do biocombustível, continuou crescendo no período em que o mercado ficou estagnado no B5 (5% de mistura).
Julio salientou, entre outros pontos, o potencial de crescimento da produção, que hoje é de 7,6 bilhões de litros por ano, autorizados pela ANP. E acrescentou que o país tem hoje apenas 7,1% de sua área voltada para o cultivo agrícola e 23,3% para pastagens. Além disso, boa parte destas terras está degradada e pode ser melhor aproveitada, com o seu uso intensificado, sem derrubar uma árvore e, portanto, sem descumprir o novo Código Florestal.
Dezenas de parlamentares participaram da audiência, além de representantes de outras entidades do setor produtivo. Nomes como Mendes Thame, Arnaldo Jardim (relator da MP), Alfredo Sirkis, Márcio Macêdo e Elvino Bohn Gass, todos dos mais diversos partidos, foram unânimes em enaltecer as vantagens no uso continuado e crescente do biodiesel.
No dia da audiência, o Congresso prorrogou a validade da MP por mais 60 dias, de forma a não se perder os prazos regimentais para sua tramitação.

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721