Mudanças climáticas ameaçam produção de cerveja

Apreciadores de cerveja enfrentarão alta nos preços e escassez com mudanças climáticas, diz estudo.

Segundo um estudo publicado no jornal Nature Plants nesta semana, eventos climáticos extremos ocorrerão a cada três anos na segunda metade do século. Isso fará com que a produtividade média global da [cevada caia de 3% a 17%. Menos cevada significará escassez de cerveja e aumento de preços. Durante eventos climáticos extremos, o preço do litro da cerveja deve subir na Irlanda, Itália, Canadá e Polônia de 2,50 dólares para 5 dólares.

Fonte: DW

Vendas de máquinas agrícolas crescem 30,5% em agosto

 

O crescimento nas vendas de máquinas agrícolas ocorre enquanto produtores de soja, principal produto do agronegócio do país, estão se preparando para o plantio de uma safra recorde em 2018/19.

Segundo a Anfavea, as vendas de colheitadeiras de grãos somaram 417 unidades em agosto, frente 405 em julho e 254 um ano antes, aumentos de 3 e 64,2 por cento, respectivamente.

 

No acumulado de 2018, as vendas totais de máquinas agrícolas no Brasil somam 29.630 unidades, alta de 6,2 ante os oito primeiros meses do ano passado.

Fonte: Brasil Agro – Online

Produção de biodiesel dos EUA cresceu 20% no primeiro semestre

A despeito das polêmicas em torno das metas para os próximos anos do aumento de isenções dadas às refinarias, os fabricantes de biodiesel dos Estados Unidos não têm do que se queixar. Segundo dados da Administração em Informação em Energia (EIA) a produção das usinas norte-americanas nos primeiros seis meses do ano já se aproximam dos 3,19 bilhões de litros.

Para fins de comparação, a produção semestral brasileira ficou em 2,42 bilhões de litros.

O volume fabricado do período é 19,2% maior do que o que havia sido registrado de janeiro a junho de 2017 e supera em muito os 2,73 bilhões de litros que haviam sido produzidos na primeira metade de 2016 – ano que detinha o recorde anterior –.

Se depender do histórico, o ritmo deverá se acelerar ainda mais nos próximos meses. Em média, a produção norte-americana aumenta 18,2% no segundo semestre o que fabrica a produção de biodiesel dos EUA se aproximar dos 6,95 bilhões de litros este ano.

As vendas de biodiesel apuradas pela EIA até o momento chegam perto dos 3,17 bilhões de litros. Apesar de ser um volume bastante respeitável, o biodiesel representa uma fração realmente diminuta na matriz norte-americana de combustíveis com 2,6% do consumo de óleo diesel.

Importação

Em grande parte, esse aumento na produção local corresponde à substituição das importações por biocombustível local. Em outubro, o Departamento de Comércio passou a tarifar o biodiesel originado na Argentina e na Indonésia.

Nos primeiros seis meses do ano, entraram no mercado norte-americano 282,6 milhões de litros de biodiesel. São 481,2 milhões a menos que em 2017 um pouco menos que os 514,7 milhões de litros a mais que foram fabricados.

Do outro lado do balcão, as exportações também deram uma força.

Os embarques nos primeiros seis meses do ano chegaram a 212,1 milhões de litros – alta de 35,6% em relação à 2017. Essa foi a primeira vez em nove semestres que as exportações de biodiesel dos Estados Unidos superar a barreira dos 200 milhões de litros. O Canadá foi o maior comprador com 161,2 milhões de litros importados.

Fonte: BiodieselBR.com

Brasil registrará recorde na produção de café e de soja em 2018, diz IBGE

Estimativa da produção do café arábica totalizou 2,6 milhões de toneladas, ou 43,4 milhões de sacas de 60 kg, 2,9% a mais que a do mês anterior

Rio – Assim como a soja, a produção nacional de café deve ser recorde em 2018, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A colheita esperada é de 3,4 milhões de toneladas, ou 57,1 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 3,2% em relação à estimativa de abril. O rendimento médio aumentou 3,3% em maio, em decorrência do clima favorável.

A estimativa da produção do café arábica totalizou 2,6 milhões de toneladas, ou 43,4 milhões de sacas de 60 kg, 2,9% a mais que a do mês anterior, com avanço de 3,2% no rendimento médio.

Para o café canephora (conillon), a estimativa da produção foi de 822,0 mil toneladas, ou 13,7 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 4,1% em relação ao mês anterior. A área plantada cresceu 0,8% ante abril, e a área colhida teve aumento de 0,7%.

O rendimento médio subiu 3,3%. O destaque foi a Bahia, que elevou sua estimativa da produção para 117 mil toneladas (1,9 milhão de sacas), alta de 38,2% em relação a abril. O rendimento médio teve aumento de 29,5%, com 2.438 kg/há, puxado pela abundância e boa distribuição das chuvas.

“A produção de café é recorde na serie histórica do IBGE, tanto para arábica quanto para o conillon. Esse ano é o de bienalidade positiva; é um ano que se esperava que o café (arábica) produzisse bastante. E o clima tem beneficiado as lavouras. Houve recuperação importante da produção do Espírito Santo, depois de três anos de seca”, lembrou Carlos Barradas, gerente na Coordenação de Agropecuária do IBGE.

Soja

A estimativa para a produção também recorde de soja subiu a 115,8 milhões de toneladas em maio, 0,1% a mais que a do mês anterior. Houve atualização das estimativas de Mato Grosso (+0,7% ou 220,3 mil toneladas, para 31,4 milhões de toneladas), Goiás (+0,1% ou 7,0 mil toneladas, para 11,7 milhões de toneladas) e

Tocantins (-3,5% ou 92,5 mil toneladas, para 2,6 milhões de toneladas).

Em relação a 2017, a produção brasileira de soja cresceu 0,7%, em decorrência da área plantada, que aumentou 2,6%. Ao todo, foram cultivados 34,8 milhões de hectares, o que representa 56,9% de toda a área cultivada com cereais, leguminosas e oleaginosas do País.

“A gente caminha para ser no futuro o maior produtor de soja do mundo. Nos próximos dois ou três anos a expectativa é que o Brasil consiga passar a produção americana, atualmente o maior produtor. Nós somos o maior exportador”, apontou Barradas.

“Normalmente, as chuvas começam em setembro. Demorou um pouco mais no ano passado, começaram em outubro, mas vieram em grande intensidade. E possibilitou o recorde de produção. E teve aumento da área plantada de soja. Não batemos o rendimento médio de soja do ano passado, mas a área plantada ajudou a aumentar a produção”, justificou Barradas.

Fonte: Estadão Conteúdo

Safras eleva estimativa de exportação de soja do Brasil em 2018/19 para 70,8 mi t

SÃO PAULO (Reuters) – As exportações de soja do Brasil devem alcançar um recorde de 70,8 milhões de toneladas no ano comercial 2018/19 (fevereiro a janeiro), projetou nesta terça-feira (05) a Safras & Mercado, que elevou sua estimativa ante os 70,5 milhões considerados anteriormente.

A revisão para cima ocorre após o país registrar em maio o maior volume mensal de embarques de toda a história, com 12 milhões de toneladas, segundo dados do governo.

As vendas brasileiras têm sido favorecidas nos últimos meses por uma safra recorde, tensões comerciais entre Estados Unidos e China e uma menor oferta da Argentina, cuja produção foi severamente impactada pela seca.

Segundo a Safras & Mercado, as exportações previstas para 2018/19 representariam expansão de 3 por cento sobre o observado em 2017/18.

De acordo com a consultoria, o esmagamento para 2018/19 está previsto em 43,2 milhões de toneladas, alta de 4 por cento. Os estoques finais deverão somar 6,192 milhões de toneladas, expansão de 66 por cento.

DERIVADOS

A consultoria trabalha com uma produção de farelo de soja de 32,875 milhões de toneladas em 2018/19 (+4 por cento), sendo que as exportações tendem a crescer 21 por cento, para 16,8 milhões de toneladas.

No caso do óleo, a produção deverá ser de 8,54 milhões de toneladas, com exportações de 1,2 milhão de toneladas, estável ante 2017/18.

Fonte: Reuters

O aumento da produção de óleo de palma no Brasil. E seu impacto no campo

A gordura extraída da palma é o óleo de origem vegetal mais consumido no mundo. Ainda que a versão “crua” do produto, chamada de azeite de dendê, seja mais popular no Brasil por conta de seu uso na culinária, a lista de aplicações na indústria é que absorve a maior parte da demanda.

Para servir à composição de margarinas, chocolates, biscoitos e também fazer parte de cremes e produtos de higiene, o óleo de palma precisa ser refinado por meio de branqueamento, processo que retira sua cor e odor. Por ano, são produzidas mundialmente 72 milhões de toneladas, destinadas sobretudo ao setor alimentício, à produção de cosméticos e ao ramo de biocombustíveis, que vêm ganhando importância nos últimos anos. A palmeira de óleo (Elaeis guineensis) é nativa da costa oeste da África.

Outra variedade da planta, comumente utilizada em espécies híbridas, é a Elaeis oleifera, que ocorre nas Américas do Sul e Central. São duas nações asiáticas, porém, que concentram sozinhas mais de 80% da produção mundial. Em comum, Indonésia e Malásia têm clima e regime de chuvas semelhantes, além de ampla cobertura vegetal nativa. Essa vegetação tropical característica possibilitou que a cultura da palma de óleo obtivesse sucesso também no bioma amazônico.

No Brasil, é o Pará, que mais contribui para a produção nacional – e também vem sendo mais impactado pelo avanço do cultivo. A literatura científica aponta que o estado reúne fatores climáticos ideais, como umidade entre 75% e 90%, média anual de chuvas na casa dos 2.500 milímetros e temperatura entre 24ºC e 28ºC. Segundo a Abrapalma (Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma), mais de 85% da produção está concentrada no Pará, onde existem 207 mil hectares de palma de óleo.

Entre empregos diretos e indiretos, estima-se que a produção de óleo de palma no território paraense seja responsável por até 80 mil postos de trabalho. O restante é distribuído, principalmente, entre Bahia e Roraima. O Brasil ocupa hoje a décima posição do ranking mundial de produtores.

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Fonte: Nexo

Brasil lidera volume de soja certificada e movimento vem ampliando mercados importadores para o país

Objetivo é certificar, em 2018, 4 milhões de toneladas de soja. Produtores que já atendem aos critérios da RTRS recebem, anualmente, prêmios pela oferta diferenciada. Média de produtividade das propriedades certificadas na última safra ficou em 63 sacas por hectare, contra a média nacional de pouco mais de 50.

O consultor externo da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS), Cid Sanches, conversou com o Notícias Agrícolas nesta quarta-feira (09) sobre o crescimento da soja certificada, que tem sido bastante consistente no Brasil, com cada vez mais produtores procurando se adequar aos critérios em sua propriedade.

Como aponta Sanches, esses critérios são diversos, mas envolvem o respeito à legislação vigente completa de seu país, bem como uma série de exigências e requisitos legais como o respeito às boas práticas agrícolas, legislação trabalhista e respeito ao meio ambiente.

Grupos de mais de 40 produtores são certificados em conjunto. A partir daí, os vizinhos vão observando que é possível atingir os padrões e aqueles que já adotam observam melhorias em todos os processos produtivos na fazenda, o que é auditado por organismos internacionais. Por isso, muitos produtores também vêm procurando fazer o processo voluntariamente.

No Brasil, foram 3,2 milhões de toneladas certificadas em 2017, com o objetivo de chegar a 4 milhões neste ano. No mundo, o RTRS deve chegar a 5 milhões de toneladas – ou seja, o país responde por um grande volume desse total.

A demanda por essa soja começou na Europa, especialmente nos países nórdicos. Hoje, já está espalhada pelo continente, despertando também o interesse dos asiáticos e das próprias empresas brasileiras e argentinas. Há um prêmio pela comercialização da oleaginosa, que o produtor negocia diretamente com as empresas.

Anualmente, a RTRS organiza uma conferência, que será realizada este ano nos dias 30 e 31 de maio, na França. Mais de 30 produtores do Brasil estarão presentes, bem como empresas, pequenos cerealistas e representantes governamentais.

Clique aqui para ouvir o podcast da reportagem.

Fonte: Notícias Agrícolas

Petróleo e gás do pré-sal chegam a 54% da produção brasileira

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgou no final do primeiro trimestre que a produção de petróleo e gás brasileira chegou aos 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Sendo produzidos 2,557 milhões de barris de petróleo por dia (bbl/d). A produção do pré-sal em março totalizou 1,745 milhão de boe/d e corresponde a 54% do total produzido no Brasil.

Nos poços do pré-sal a produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do artigo 2º da Lei nº 12.351/2010. O aproveitamento de gás natural no Brasil no mesmo mês alcançou 96,9% do volume total produzido, disponibilizando ao mercado aproximadamente 57 milhões de metros cúbicos por dia.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural com média de 832 mil bbl/d de petróleo e 34,8 milhões de m3/d de gás natural. Já os campos marítimos produziram 95,5% do petróleo e 83,4% do gás natural, em 7.584 poços: 710 marítimos e 6.874 terrestres. Os campos operados pela Petrobras chegaram a quase 100% de produção: 94,9% do petróleo e gás natural.

Das 300 áreas concedidas e uma de partilha em março de 2018, operadas por 30 empresas, são responsáveis pela produção nacional, sendo que 71 são marítimas e 230 terrestres. Do total dessas áreas produtoras, uma está em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD), e outras sete vêm de contratos de áreas contendo acumulações marginais.

Fonte: Panorama Offshore

Produção de oleaginosas da Índia vai crescer

O aumento na produção de oleaginosas está ligado as condições climáticas favoráveis

Um relatório divulgado pelo Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que a produção de oleaginosas da Índia deve crescer 10% na temporada 2018/19, chegando a 38,8 milhões de toneladas. Os dados incluem produtos agrícolas como mostarda, amendoim, semente de girassol e algodão, que devem ocupar um área de 38,4 milhões de hectares.
O aumento na produção está ligada as condições climáticas favoráveis e ao crescimento das condições de oferta de sementes oleaginosas para a safra 2018/19. De acordo com o relatório, a previsão é de que, se forem mantidas condições normais de mercado e os preços competitivos, as exportações indianas de óleo vegetal devem chegar a 2,9 milhões de toneladas, um leve aumento se comparado as exportações relacionadas a safra anterior, quando os valores chegaram a 2,1 milhões de toneladas.
O USDA também indicou que há uma forte demanda interna por óleos vegetais. O relatório mostra que, se por um lado a produção de óleo local é vista subindo para 7,5 milhões de toneladas, pelo outro ainda existe uma lacuna que deverá ser preenchida através de importações, que devem passar de 16,3 milhões de toneladas para 17,4 milhões de toneladas nessa temporada. “O crescimento do consumo está sendo impulsionado por uma forte demanda de compradores em massa, como operadores de empresas de alimentos, famílias e uma geração de consumidores mais jovens e com mais renda disponível”, justifica o relatório.
Para tentar suprir essa alta demanda e fortalecer a economia rural do país, o governo indiano já está definindo uma série de medidas que visam aumentar a produção de sementes oleaginosas. Dentre elas se destacam as tarifas impostas a vários produtos importados, anúncios de apólices para estimular a melhora de preços e o aumento do cultivo de oleaginosas, além também do investimento em programas governais que incentivam o aumento da produtividade agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio

Resíduos do dendê são usados como substrato para cultivar cogumelos comestíveis

Os cientistas usaram biomassas residuais, resíduos gerados no processamento do óleo do dendê (óleo de palma), como substrato para cultivar o fungo

Pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental (PA) e da Embrapa Agroenergia (DF) encontraram uma alternativa para produzir cogumelos comestíveis, como o Pleurotus ostreatus, ou shimeji, no Brasil a baixo custo e, assim, tornar seu consumo acessível a grande parte da população. Os cientistas usaram biomassas residuais, resíduos gerados no processamento do óleo do dendê (óleo de palma), como substrato para cultivar o fungo.

Segundo o pesquisador Marcos Enê Oliveira, o shimeji encontra condições ideais para se desenvolver nos resíduos industriais do dendê produzido no Brasil, especialmente no Pará, onde a indústria gera três toneladas de resíduos sólidos e uma tonelada de efluentes líquidos.

Oliveira explica que as biomassas residuais são fibras e substâncias ricas em proteína, lipídeos, carboidratos e minerais, que podem nutrir cogumelos comestíveis como o shimeji, conhecido também como cogumelo-ostra, produto bastante apreciado na culinária nacional e internacional.

Atualmente, comprar shimeji no mercado brasileiro é para poucos. O quilo do produto sai entre R$ 48,00 e R$ 80,00 porque grande parte dele vem do exterior e tem alto custo de importação. Só de frete, paga-se em torno de dois reais por quilo. Além disso, é preciso cuidado redobrado no transporte e na conservação do produto.

Cultivo de cogumelos

O pesquisador destaca que o cultivo desses cogumelos comestíveis é possível devido à sua versatilidade em se desenvolver em diferentes condições climáticas e substratos. “Esse fungo tem uma enorme capacidade de quebrar fibras lignocelulósicas, consideradas complexas quimicamente, e extrair delas os nutrientes necessários para o seu crescimento e frutificação”, conta o especialista, explicando que o cultivo imita o que ocorre na natureza ao oferecer resíduos vegetais em um substrato formado por fibras e pelo efluente gerado.

Para se chegar à mistura ideal, os pesquisadores da Embrapa Agroenergia (DF), Félix Siqueira e Simone Mendonça testam formulações de substratos com diferentes concentrações de resíduos, entre eles, a cinza de caldeira, também oriunda do processamento do óleo de dendê.   O substrato é esterilizado em autoclave industrial para, depois, inocular o fungo. A fase de colonização, que é o crescimento do fungo no substrato, leva em torno de 25 a 30 dias em uma câmara escura, a fim de imitar a natureza onde os cogumelos crescem ao abrigo da luz em serapilheiras ou troncos de arvores.

Efluente rico

O efluente líquido do processamento do dendê, conhecido pela sigla Pome (palm oil mill effluent), é constituído, principalmente, de água, minerais e matéria orgânica, e atualmente seu destino são as lagoas de estabilização, conforme orienta a legislação. “Algumas experiências têm indicado a utilização desse efluente líquido como fertilizante para os plantios de dendê, mas essa aplicação ainda está sendo estudada para assegurar que não haja impacto ambiental”, esclarece o pesquisador Félix Siqueira.

Os valiosos resíduos do dendê

O Pará responde por mais de 90% da produção brasileira de óleo de dendê. Em 2017, por exemplo, o estado produziu cerca de 480 mil toneladas desse óleo, gerando aproximadamente 1,4 milhão de toneladas de resíduos sólidos e líquidos. De acordo com Roberto Yokoyama, diretor da empresa Dendê do Pará (Denpasa) e presidente da Câmara Setorial da Palma de Óleo, o custo médio da tonelada de óleo bruto produzido no Brasil está por volta de US$ 610 a US$ 650, e o investimento necessário para se montar uma usina de beneficiamento é de um milhão de reais para cada tonelada de cacho processado, sendo que pelo menos 30% desse valor está diretamente ligado aos resíduos.

Na indústria de beneficiamento do óleo, os resíduos são o cacho vazio; o efluente líquido (Pome); a fibra e a casca do fruto, (resultante da prensagem); a borra, partículas sólidas geradas na separação entre o óleo e a água; e a torta de palmiste, resíduo da prensagem da amêndoa. Yokoyama conta que alguns deles já são utilizados para outros fins, como alimentação animal e geração de energia, mas o volume produzido ainda é grande. “Mesmo com alguns usos, o resíduo gerado ainda é um problema para a indústria”, afirma.

A Embrapa divulgou em comunicado que, para cada tonelada de cacho de fruto fresco (CFF) que entra na agroindústria, são produzidos em média 220 kg de cacho vazio, 120 kg de fibra de prensagem, 50 kg de casca, 20 kg de torta de palmiste, 60 kg de borra e 650 kg a 1.000 kg de efluentes. Esses resíduos são basicamente compostos por celulose e lignina, um material fibroso complexo, cujas ligações conseguem ser quebradas pelos fungos do gênero pleurotus, divulgou a Embrapa.

Fonte: Farming Brasil

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