Biodiesel brasileiro ficou mais diversificado em 2018

O mix das matérias-primas consumidas pelas usinas de biodiesel brasileiras continuou em transição no ano passado. O movimento pode não ter sido tão expressivo quanto o que foi percebido em 2017 – quando as ‘desconhecidas’ se consolidaram no terceiro posto do ranking –, mas houve um claro deslocamento das usinas em direção a matérias-primas que, até agora, têm tido participação menos expressiva no mercado do biodiesel.

Os dados foram divulgados nessa quinta-feira (25) pela ANP e já estão disponíveis no BiodieselDATA.

Descontada a participação das três fontes de óleos e gorduras mais utilizados pelas usinas para fabricar biodiesel no ano passado – respectivamente: soja, sebo bovino e ‘desconhecidas’ – as minoritárias ficaram com uma fatia pouco maior do que 7%. Feita a mesma conta para todos os anos, esse é o terceiro ano seguido de alta para este grupo de matérias-primas e seu maior nível de participação num histórico que vem desde 2009.

A composição exata do grupo varia ano a ano. Em 2018, ele foi formado por sete fontes de óleos e gordura – caroço de algodão, óleo de fritura usado, gordura de porco, gordura de frango, óleo de palma, óleo de canola e óleo de milho – que, juntos, representaram uma produção agregada de 375,3 milhões de litros de biodiesel

Porco

O maior destaque do grupo é a gordura de porco que, nos últimos dois anos, vem se consolidando como uma quarta alternativa para o setor. Em 2018, foram fabricados mais de 113,6 milhões de litros de biodiesel a partir dessa fonte. Esse volume representa pouco mais de 2,1% da produção de biodiesel reportada pelas usinas ao longo do ano.

Depois de ter beirado batido na trave em 2017, a gordura suína conseguiu superar a marca dos 100 milhões de litros fabricados num único ano. Em toda a história do setor somente outras quatro matérias-primas – soja, sebo, ‘desconhecidas’ e algodão – superaram essa barreira.

No ano passado, quatro matérias-primas atingiram a marca – resultado inédito para o setor. Apesar de simbólico, esse crescimento seja mais facilmente explicado pelo aumento na produção de biodiesel motivada pela chegada do B10 que aconteceu em março passado.

Estabilidade

Apesar do crescimento entre as minoritárias, houve relativamente pouca mudança na matriz de matérias-primas. Em 2018, seis fontes de óleos e gorduras fecharam o ano com participação de mercado maior de 1%, destas quatro chegaram a 2% e somente três superaram 5%.

Essas três últimas são as mesmas do ano passado: óleo de soja com 70,1% do mercada; sebo bovino com 13,1% e as matérias-primas ‘desconhecidas’ com 9,7%. Embora todas tenham perdido espaço em relação aos resultados apurados em 2017, as perdas ficaram abaixo de um ponto percentual.

A queda, no entanto, foi mais do que compensada pelo aumento na atividade das usinas levando a um crescimento no volume de biodiesel fabricado de um ano para o outro. Em 2018, a produção a partir da soja chegou perto dos 3,74 bilhões de litros, 700,1 milhões de litros para o sebo e 520,8 milhões de litros para as ‘desconhecidas’.

Com exceção do sebo cujo recorde de produção foi batido em 2015 com 748,4 milhões de litros, a produção a partir das outras duas foi recorde.

Processamento

Com as usinas consumido mais óleo de soja, o peso do setor na formação da demanda das esmagadoras da oleaginosas aumentou. Em 2018, a produção de biodiesel absorveu o equivalente em óleo a 17,9 milhões de toneladas de soja em grão – aumento de quase um quarto em relação em ano anterior.

A soja esmagada para atender a demanda da indústria de biodiesel representou 41,2% do total esmagado no país no ano passado. O percentual é o maior registrado até aqui superando os 35,3% de 2016.

Fonte: BiodieselBR

IBGE prevê produção agrícola 3,1% maior para 2019

Colheita de grãos deve ser a segunda maior da série histórica iniciada em 1975

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2019 deve ser 3,1% maior que a do ano passado, somando 233,4 milhões de toneladas. É o que aponta a terceira estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (10).

Na segunda previsão, divulgada em dezembro, o órgão esperava uma safra de 231,1 milhões de toneladas para este ano.

Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a área a ser colhida também deve aumentar este ano, em 2,1%, totalizando 62,2 milhões de hectares.

Se cumprir a previsão, a colheita de grãos em 2019 deve ser a segunda maior da série histórica, iniciada em 1975. O recorde continua sendo de 2017, cuja produção totalizou 240,6 milhões de toneladas.

Produção agrícola no Brasil em 2018 foi de 226,5 milhões de toneladas

Milho em alta

Segundo a previsão, o milho deve responder por boa parte do crescimento da safra em 2019, com aumento na produção estimado em 8,4%, para 88,2 milhões de toneladas. O aumento é esperado especialmente na segunda safra, disse em nota o gerente da pesquisa, Carlos Alfredo Guedes.

“Nos principais estados produtores, as chuvas chegaram mais cedo, permitindo o plantio antecipado da primeira safra. Além disso, os preços ao produtor também estão mais atrativos que no ano passado”, explicou.

O IBGE também projeta um crescimento de 0,8% na produção de soja, que deve totalizar 118,8 milhões de toneladas, e de 6,6% no algodão herbáceo, que deve chegar a 5,3 milhões de toneladas. Por outro lado, são esperadas quedas de 4,8% no arroz, para 11,2 milhões de toneladas, e de 3% no feijão, para 2,9 milhões de toneladas.

Produção em 2018

Para a safra do ano passado, a estimativa de dezembro (12ª) totalizou 226,5 milhões de toneladas, montante 5,9% inferior ao volume de 2017.

Dos principais produtos, houve queda de 18,3% na previsão para colheita do milho, totalizando 81,4 milhões de toneladas. A produção do grão foi recorde em 2017.

Já a estimativa para a safra da soja aumentou 2,5%, chegando a 117,8 milhões de toneladas.

A previsão da área total a ser colhida também caiu para 60,9 milhões de hectares, queda de 0,4% em relação a 2017.

Líderes de produção

Segundo o IBGE, o estado de Mato Grosso é líder na produção nacional de grãos, com uma participação de 26,9%, seguido pelo Paraná, com 15,5%, e Rio Grande do Sul, 14,6%. Juntos, os três estados respondem por 57% da safra nacional.

Fonte: G1

Construção da Ferrogrão abre espaço para avanço de 70% na safra de MT

Com ferrovia, que promete ligar MT ao PA, produção de soja e milho poderia saltar de 63,18 milhões de toneladas, registradas no ano passado, para 108 milhões de toneladas, em 2028

BRASÍLIA – Projeto prioritário do governo e classificado como o “mais desafiador” pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, a Ferrogrão abrirá espaço para uma expansão de 71,1% na produção de soja e milho do Mato Grosso em uma década.

Com a ferrovia, que promete ligar o Estado ao Pará, a safra poderia saltar das 63,18 milhões de toneladas registradas em 2018 para 108 milhões de toneladas em 2028, de acordo com projeções do Instituto Mato-Grossense de Estudos Agrícolas (Imea).

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Freitas quer prorrogar contratos de concessão em troca de investimentos. Foto: ERNESTO RODRIGUES/ESTADAO

“E isso, sem derrubar uma árvore”, ressaltou Guilherme Quintella, presidente da Estação da Luz Participações (EDLP), que integra o consórcio interessado no projeto. Com menor custo logístico, os produtores teriam condições de expandir a área de produção. Para tanto, poderiam usar terras hoje dedicadas à pastagem. A área voltada à produção de grãos no Estado passaria de 14,86 milhões de hectares para 22,26 milhões de hectares.

“A Ferrogrão faz todo sentido e vai ser uma revolução em termos de agronegócio”, disse Freitas em seu discurso de posse. Ele comentou que, para dar certo, uma ferrovia precisa ter carga. E, no caso do Mato Grosso, a expectativa é que a produção chegue a 100 milhões de toneladas em 2025.

A questão pendente é financeira. O desafio, disse o ministro, é construir um bom arranjo societário e de garantias para bancar o investimento, estimado em R$ 12,7 bilhões.

Freitas pretende enviar os estudos técnicos, econômicos e ambientais do projeto para o Tribunal de Contas da União (TCU) nos primeiros cem dias do governo. “Espero que a licitação ocorra o quanto antes”, comentou Quintella.

Trajeto

A Ferrogrão é uma linha de 933 km que ligará Sinop (MT), no coração da área produtora de grãos do País, até o porto fluvial de Miritituba (PA), de onde a carga segue em balsas até os portos na região de Belém. Futuramente, a linha será estendida até Lucas do Rio Verde (MT).

Hoje o percurso da soja do Mato Grosso até Miritituba é feito em caminhões pela BR-163, que ficou conhecida pelos atoleiros no verão de 2017. Ela ainda não está totalmente asfaltada. Faltam 51 km. O governo pretende conceder a rodovia à iniciativa privada por um prazo de até dez anos, até que a Ferrogrão esteja concluída.

O escoamento da safra, que começa em fevereiro, é um ponto de preocupação do governo, por causa das chuvas abundantes deste ano. Já foi elaborado um plano de contingência, com o deslocamento de máquinas para fazer reparos de emergência na pista, colocação de britas e reboque de caminhões atolados.

Também está na programação dos 100 dias o envio ao TCU dos estudos para a concessão da Ferrovia de Integração Oeste-leste (Fiol), um projeto de grande interesse dos investidores chineses.

Prazo adicional

O ministro confirmou ainda que pretende prorrogar os contratos de concessão da Rumo, dois da Vale, da MRS, e da Ferrovia Centro-Atlântica. Em troca do prazo adicional, eles deverão fazer investimentos. No caso da Estrada de Ferro Vitória a Minas, por exemplo, será exigida a construção de outra linha: a da Ferrovia de Integração do Centro-oeste (Fico), ligando Água Boa (MT) a Campinorte (GO).

Semana passada, Freitas informou por meio da rede social Twitter que discutiu com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, a construção de um segmento ferroviário entre Cariacica e Anchieta, “o que representa o início da EF-118”, uma referência à ferrovia Vitória-Rio. É um trecho de 84 km, cujo financiamento ainda está em estudos.

Fonte: Estadão

Mudanças climáticas ameaçam produção de cerveja

Apreciadores de cerveja enfrentarão alta nos preços e escassez com mudanças climáticas, diz estudo.

Segundo um estudo publicado no jornal Nature Plants nesta semana, eventos climáticos extremos ocorrerão a cada três anos na segunda metade do século. Isso fará com que a produtividade média global da [cevada caia de 3% a 17%. Menos cevada significará escassez de cerveja e aumento de preços. Durante eventos climáticos extremos, o preço do litro da cerveja deve subir na Irlanda, Itália, Canadá e Polônia de 2,50 dólares para 5 dólares.

Fonte: DW

Vendas de máquinas agrícolas crescem 30,5% em agosto

 

O crescimento nas vendas de máquinas agrícolas ocorre enquanto produtores de soja, principal produto do agronegócio do país, estão se preparando para o plantio de uma safra recorde em 2018/19.

Segundo a Anfavea, as vendas de colheitadeiras de grãos somaram 417 unidades em agosto, frente 405 em julho e 254 um ano antes, aumentos de 3 e 64,2 por cento, respectivamente.

 

No acumulado de 2018, as vendas totais de máquinas agrícolas no Brasil somam 29.630 unidades, alta de 6,2 ante os oito primeiros meses do ano passado.

Fonte: Brasil Agro – Online

Produção de biodiesel dos EUA cresceu 20% no primeiro semestre

A despeito das polêmicas em torno das metas para os próximos anos do aumento de isenções dadas às refinarias, os fabricantes de biodiesel dos Estados Unidos não têm do que se queixar. Segundo dados da Administração em Informação em Energia (EIA) a produção das usinas norte-americanas nos primeiros seis meses do ano já se aproximam dos 3,19 bilhões de litros.

Para fins de comparação, a produção semestral brasileira ficou em 2,42 bilhões de litros.

O volume fabricado do período é 19,2% maior do que o que havia sido registrado de janeiro a junho de 2017 e supera em muito os 2,73 bilhões de litros que haviam sido produzidos na primeira metade de 2016 – ano que detinha o recorde anterior –.

Se depender do histórico, o ritmo deverá se acelerar ainda mais nos próximos meses. Em média, a produção norte-americana aumenta 18,2% no segundo semestre o que fabrica a produção de biodiesel dos EUA se aproximar dos 6,95 bilhões de litros este ano.

As vendas de biodiesel apuradas pela EIA até o momento chegam perto dos 3,17 bilhões de litros. Apesar de ser um volume bastante respeitável, o biodiesel representa uma fração realmente diminuta na matriz norte-americana de combustíveis com 2,6% do consumo de óleo diesel.

Importação

Em grande parte, esse aumento na produção local corresponde à substituição das importações por biocombustível local. Em outubro, o Departamento de Comércio passou a tarifar o biodiesel originado na Argentina e na Indonésia.

Nos primeiros seis meses do ano, entraram no mercado norte-americano 282,6 milhões de litros de biodiesel. São 481,2 milhões a menos que em 2017 um pouco menos que os 514,7 milhões de litros a mais que foram fabricados.

Do outro lado do balcão, as exportações também deram uma força.

Os embarques nos primeiros seis meses do ano chegaram a 212,1 milhões de litros – alta de 35,6% em relação à 2017. Essa foi a primeira vez em nove semestres que as exportações de biodiesel dos Estados Unidos superar a barreira dos 200 milhões de litros. O Canadá foi o maior comprador com 161,2 milhões de litros importados.

Fonte: BiodieselBR.com

Brasil registrará recorde na produção de café e de soja em 2018, diz IBGE

Estimativa da produção do café arábica totalizou 2,6 milhões de toneladas, ou 43,4 milhões de sacas de 60 kg, 2,9% a mais que a do mês anterior

Rio – Assim como a soja, a produção nacional de café deve ser recorde em 2018, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A colheita esperada é de 3,4 milhões de toneladas, ou 57,1 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 3,2% em relação à estimativa de abril. O rendimento médio aumentou 3,3% em maio, em decorrência do clima favorável.

A estimativa da produção do café arábica totalizou 2,6 milhões de toneladas, ou 43,4 milhões de sacas de 60 kg, 2,9% a mais que a do mês anterior, com avanço de 3,2% no rendimento médio.

Para o café canephora (conillon), a estimativa da produção foi de 822,0 mil toneladas, ou 13,7 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 4,1% em relação ao mês anterior. A área plantada cresceu 0,8% ante abril, e a área colhida teve aumento de 0,7%.

O rendimento médio subiu 3,3%. O destaque foi a Bahia, que elevou sua estimativa da produção para 117 mil toneladas (1,9 milhão de sacas), alta de 38,2% em relação a abril. O rendimento médio teve aumento de 29,5%, com 2.438 kg/há, puxado pela abundância e boa distribuição das chuvas.

“A produção de café é recorde na serie histórica do IBGE, tanto para arábica quanto para o conillon. Esse ano é o de bienalidade positiva; é um ano que se esperava que o café (arábica) produzisse bastante. E o clima tem beneficiado as lavouras. Houve recuperação importante da produção do Espírito Santo, depois de três anos de seca”, lembrou Carlos Barradas, gerente na Coordenação de Agropecuária do IBGE.

Soja

A estimativa para a produção também recorde de soja subiu a 115,8 milhões de toneladas em maio, 0,1% a mais que a do mês anterior. Houve atualização das estimativas de Mato Grosso (+0,7% ou 220,3 mil toneladas, para 31,4 milhões de toneladas), Goiás (+0,1% ou 7,0 mil toneladas, para 11,7 milhões de toneladas) e

Tocantins (-3,5% ou 92,5 mil toneladas, para 2,6 milhões de toneladas).

Em relação a 2017, a produção brasileira de soja cresceu 0,7%, em decorrência da área plantada, que aumentou 2,6%. Ao todo, foram cultivados 34,8 milhões de hectares, o que representa 56,9% de toda a área cultivada com cereais, leguminosas e oleaginosas do País.

“A gente caminha para ser no futuro o maior produtor de soja do mundo. Nos próximos dois ou três anos a expectativa é que o Brasil consiga passar a produção americana, atualmente o maior produtor. Nós somos o maior exportador”, apontou Barradas.

“Normalmente, as chuvas começam em setembro. Demorou um pouco mais no ano passado, começaram em outubro, mas vieram em grande intensidade. E possibilitou o recorde de produção. E teve aumento da área plantada de soja. Não batemos o rendimento médio de soja do ano passado, mas a área plantada ajudou a aumentar a produção”, justificou Barradas.

Fonte: Estadão Conteúdo

Safras eleva estimativa de exportação de soja do Brasil em 2018/19 para 70,8 mi t

SÃO PAULO (Reuters) – As exportações de soja do Brasil devem alcançar um recorde de 70,8 milhões de toneladas no ano comercial 2018/19 (fevereiro a janeiro), projetou nesta terça-feira (05) a Safras & Mercado, que elevou sua estimativa ante os 70,5 milhões considerados anteriormente.

A revisão para cima ocorre após o país registrar em maio o maior volume mensal de embarques de toda a história, com 12 milhões de toneladas, segundo dados do governo.

As vendas brasileiras têm sido favorecidas nos últimos meses por uma safra recorde, tensões comerciais entre Estados Unidos e China e uma menor oferta da Argentina, cuja produção foi severamente impactada pela seca.

Segundo a Safras & Mercado, as exportações previstas para 2018/19 representariam expansão de 3 por cento sobre o observado em 2017/18.

De acordo com a consultoria, o esmagamento para 2018/19 está previsto em 43,2 milhões de toneladas, alta de 4 por cento. Os estoques finais deverão somar 6,192 milhões de toneladas, expansão de 66 por cento.

DERIVADOS

A consultoria trabalha com uma produção de farelo de soja de 32,875 milhões de toneladas em 2018/19 (+4 por cento), sendo que as exportações tendem a crescer 21 por cento, para 16,8 milhões de toneladas.

No caso do óleo, a produção deverá ser de 8,54 milhões de toneladas, com exportações de 1,2 milhão de toneladas, estável ante 2017/18.

Fonte: Reuters

O aumento da produção de óleo de palma no Brasil. E seu impacto no campo

A gordura extraída da palma é o óleo de origem vegetal mais consumido no mundo. Ainda que a versão “crua” do produto, chamada de azeite de dendê, seja mais popular no Brasil por conta de seu uso na culinária, a lista de aplicações na indústria é que absorve a maior parte da demanda.

Para servir à composição de margarinas, chocolates, biscoitos e também fazer parte de cremes e produtos de higiene, o óleo de palma precisa ser refinado por meio de branqueamento, processo que retira sua cor e odor. Por ano, são produzidas mundialmente 72 milhões de toneladas, destinadas sobretudo ao setor alimentício, à produção de cosméticos e ao ramo de biocombustíveis, que vêm ganhando importância nos últimos anos. A palmeira de óleo (Elaeis guineensis) é nativa da costa oeste da África.

Outra variedade da planta, comumente utilizada em espécies híbridas, é a Elaeis oleifera, que ocorre nas Américas do Sul e Central. São duas nações asiáticas, porém, que concentram sozinhas mais de 80% da produção mundial. Em comum, Indonésia e Malásia têm clima e regime de chuvas semelhantes, além de ampla cobertura vegetal nativa. Essa vegetação tropical característica possibilitou que a cultura da palma de óleo obtivesse sucesso também no bioma amazônico.

No Brasil, é o Pará, que mais contribui para a produção nacional – e também vem sendo mais impactado pelo avanço do cultivo. A literatura científica aponta que o estado reúne fatores climáticos ideais, como umidade entre 75% e 90%, média anual de chuvas na casa dos 2.500 milímetros e temperatura entre 24ºC e 28ºC. Segundo a Abrapalma (Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma), mais de 85% da produção está concentrada no Pará, onde existem 207 mil hectares de palma de óleo.

Entre empregos diretos e indiretos, estima-se que a produção de óleo de palma no território paraense seja responsável por até 80 mil postos de trabalho. O restante é distribuído, principalmente, entre Bahia e Roraima. O Brasil ocupa hoje a décima posição do ranking mundial de produtores.

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Fonte: Nexo

Brasil lidera volume de soja certificada e movimento vem ampliando mercados importadores para o país

Objetivo é certificar, em 2018, 4 milhões de toneladas de soja. Produtores que já atendem aos critérios da RTRS recebem, anualmente, prêmios pela oferta diferenciada. Média de produtividade das propriedades certificadas na última safra ficou em 63 sacas por hectare, contra a média nacional de pouco mais de 50.

O consultor externo da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS), Cid Sanches, conversou com o Notícias Agrícolas nesta quarta-feira (09) sobre o crescimento da soja certificada, que tem sido bastante consistente no Brasil, com cada vez mais produtores procurando se adequar aos critérios em sua propriedade.

Como aponta Sanches, esses critérios são diversos, mas envolvem o respeito à legislação vigente completa de seu país, bem como uma série de exigências e requisitos legais como o respeito às boas práticas agrícolas, legislação trabalhista e respeito ao meio ambiente.

Grupos de mais de 40 produtores são certificados em conjunto. A partir daí, os vizinhos vão observando que é possível atingir os padrões e aqueles que já adotam observam melhorias em todos os processos produtivos na fazenda, o que é auditado por organismos internacionais. Por isso, muitos produtores também vêm procurando fazer o processo voluntariamente.

No Brasil, foram 3,2 milhões de toneladas certificadas em 2017, com o objetivo de chegar a 4 milhões neste ano. No mundo, o RTRS deve chegar a 5 milhões de toneladas – ou seja, o país responde por um grande volume desse total.

A demanda por essa soja começou na Europa, especialmente nos países nórdicos. Hoje, já está espalhada pelo continente, despertando também o interesse dos asiáticos e das próprias empresas brasileiras e argentinas. Há um prêmio pela comercialização da oleaginosa, que o produtor negocia diretamente com as empresas.

Anualmente, a RTRS organiza uma conferência, que será realizada este ano nos dias 30 e 31 de maio, na França. Mais de 30 produtores do Brasil estarão presentes, bem como empresas, pequenos cerealistas e representantes governamentais.

Clique aqui para ouvir o podcast da reportagem.

Fonte: Notícias Agrícolas

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