ANP publica esclarecimentos sobre o preço do diesel.

Em relação ao preço do diesel, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis esclarece:

– A Petrobras praticava o preço de R$ 2,10 por litro após o início da greve dos caminhoneiros, em razão do desconto de 10%, que correspondia a R$ 0,23 a partir do dia 23 de maio de 2018. O preço antes da greve era de R$ 2,33 por litro. Ressalte-se que o desconto da Petrobras era limitado a quinze dias, para que o governo pudesse negociar com os caminhoneiros, e não seria mantido após esse período.

– Na segunda fase da subvenção econômica ao óleo diesel, o Poder Executivo optou por fixar os preços por região e substituir a média aritmética constante no Decreto n° 9.392, de 30 de maio de 2018, pela média ponderada por região, conforme o Decreto n° 9.403, de 7 de junho de 2018. O quadro abaixo resume as informações:

Decreto
Local
Preço sem subvenção (R$ por litro)
Preço com subvenção de R$ 0,30 por litro (R$ por litro)
Data-base
9.392, de 30 de maio de 2018
Território Nacional
2,3316
2,0316
21/05/2018
9.403, de 7 de junho de junho de 2018
Estados da Região Norte, exceto Estado do Tocantins
2,2681
1,9681
21/05/2018
Estado do Tocantins e Estados da Região Nordeste
2,3065
2,0065
21/05/2018
Estados da Região Centro-Oeste e Sudeste e Distrito Federal
2,4055
2,1055
21/05/2018
Estados da Região Sul
2,3462
2,0462
21/05/2018

– Como mostrado na tabela a seguir, o valor do diesel no mercado brasileiro, em 1º de agosto de 2018, estaria R$ 0,2422 por litro mais caro se não houvesse subvenção econômica:

Base Regionalizada
Preço na refinaria sem subvenção (R$ por litro) em 1° de agosto de 2018
Preço na refinaria com subvenção (R$ por litro) em 1° de agosto de 2018
Diferença entre o preço sem subvenção e com subvenção
Estados da Região Norte, exceto Estado do Tocantins
2,2103
1,9681
0,2422
Estado do Tocantins e Estados da Região Nordeste
2,2487
2,0065
0,2422
Estados da Região Centro-Oeste e Sudeste e Distrito Federal
2,3477
2,1055
0,2422
Estados da Região Sul
2,2884
2,0462
0,2422

– A partir do dia 31 de agosto de 2018, o preço de referência do óleo diesel será calculado com a metodologia estabelecida pela ANP e não pela atualização do preço de referência definido pelo Poder Executivo no Decreto n° 9.403 de 2018, tendo em vista a determinação do Decreto n° 9.454 de 2018. Dessa forma, está em consulta pública a proposta da ANP (a audiência pública ocorrerá no dia 17 de agosto de 2018).

– A tabela abaixo apresenta os resultados das simulações de preço para o dia 1° de agosto, usando a proposta da Agência em consulta, que indica o preço de paridade de importação do diesel colocado nos terminais dos principais portos das regiões mencionadas:

Base Regionalizada
Preço na refinaria sem subvenção (R$ por litro) em 1° de agosto de 2018
Preço na refinaria com subvenção (R$ por litro) em 1° de agosto de 2018
Preço na refinaria com subvenção (R$ por litro) em 1° de agosto de 2018 com a nova regulação da ANP
Estados da Região Norte, exceto Estado do Tocantins
2,2103
1,9681
1,8405
Estado do Tocantins e Estados da Região Nordeste
2,2487
2,0065
1,8747
Estados da Região Centro-Oeste e Sudeste e Distrito Federal
2,3477
2,1055
1,9045
Estados da Região Sul
2,2884
2,0462
1,8757

O preço simulado com a nova regulamentação da ANP considera uma subvenção de R$ 0,30/l.

Fonte: ANP

ANP descarta impor frequência de reajuste de combustível, quer divulgação de preço

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deverá colocar em consulta pública, em cerca de 30 dias, uma minuta de resolução que pretende dar maior transparência para o setor de combustíveis, e a reguladora ainda descartou estipular uma frequência para os reajustes dos preços de diesel e gasolina.

O diretor-geral da ANP, Décio Odonne, disse a jornalistas nesta quinta-feira(19/7) que a agência buscará na minuta que fornecedores do mercado, como a Petrobras, publiquem preços praticados por pontos de venda e não a média nacional, método atualmente praticado pela petroleira estatal.

Oddone calcula que a resolução já poderá entrar em vigor em cerca de 60 dias e preferiu não entrar em detalhes sobre as novas regras, que são uma resposta à paralisação histórica de caminhoneiros de 11 dias em maio, que causou grandes prejuízos à economia brasileira.

“As empresas não devem instituir periodicidade fixa para reajustes dos seus combustíveis. Isso quer dizer que as empresas permanecem livres para formar seus preços, as políticas de preços são questões internas das companhias”, disse Oddone, durante coletiva de imprensa na sede da ANP.

Uma previsibilidade sobre o reajuste do diesel foi uma das principais bandeiras dos caminhoneiros, que protestaram contra o preço elevado do combustível e o impacto negativo disso na sua atividade.

Contudo, a busca por maior transparência a partir da resolução, na avaliação da agência reguladora, permitirá um crescimento de investimentos em refino de petróleo no país e maior concorrência, beneficiando consumidores.

“Quanto maior transparência houver na formação de preços, mais interesses vamos ter no mercado brasileiro. Tendo mais atores competindo no mercado brasileiro, haverá uma tendência de preços mais competitivos”, afirmou Oddone.

Outra regra que deverá constar na minuta de resolução é que as empresas não poderão publicar anteriormente o preço que será praticado no futuro. Atualmente, a Petrobras publica no dia anterior o valor médio que será praticado no dia seguinte nas suas refinarias.

“Reajuste de preço não se anuncia, se pratica”, disse Odonne, explicando que os valores são estratégicos para as companhias.

As conclusões vieram após a autarquia considerar 146 manifestações durante uma Tomada Pública de Contribuições (TPC) sobre a periodicidade de repasse dos reajustes dos preços de combustíveis, entre 11 de junho a 2 de julho.

A TPC chegou a levantar discussões no mercado, se a ANP poderia acabar por intervir na atuação estratégicas de empresas, reavivando temores sobre interferências governamentais na atuação da Petrobras.

Oddone negou, no entanto, que a decisão de não criar uma frequência mínima de reajustes possa ter sido resultado de pressões do mercado. Segundo ele, a busca por transparência e competição foi a melhor solução encontrada.

Em maio, gasolina e diesel registravam máximas nos postos de combustíveis, como resultado de avanços expressivos do preço do barril do petróleo no mercado internacional.

A crise se estabeleceu em meio a política de preços da Petrobras, que detém quase 100 por cento da capacidade de refino do Brasil e, desde meados de 2017, reajustava gasolina e diesel quase que diariamente, seguindo indicadores internacionais, como o preço do barril e o dólar.

PAGAMENTO

Como resultado das manifestações dos caminhoneiros, o governo lançou um programa de subsídios ao diesel fóssil, em junho.

Para participar, produtores e importadores congelaram preços em limites estabelecidos pelo governo e serão ressarcidos em até 30 centavos de real por litro dependendo do mercado.

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O programa prevê ainda redução de impostos federais e estaduais, com o objetivo de cortar em 46 centavos por litro dos preços do diesel, antes valores registrados antes da greve.

Segundo Oddone, os subsídios da primeira fase do programa deverão ser pagos até o fim do mês.

No caso da gasolina, a Petrobras continua a reajustar quase que diariamente, a partir de indicadores internacionais.

Em declaração anterior, o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, afirmou que iria participar das discussões junto à ANP e aguardar resultados da consulta pública antes de decidir se seria necessária uma mudança na frequência dos reajustes realizados pela empresa.

Além das medidas tomadas, a agência decidiu informar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) da necessidade estudar o monopólio de refino no Brasil, buscando identificar proposição de medidas que estimulem a entrada de novos atores no segmento e ampliem a concorrência.

A agência também irá encaminhar aos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia as contribuições recebidas relativas à adoção de mecanismos tributários que amorteçam os reajustes dos preços dos combustíveis.

Fonte: Reuters

Diretor da ANP prevê minuta sobre combustíveis em 2 semanas

O diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, espera que em duas semanas a agência tenha o resultado da Tomada de Contribuições sobre a conveniência de estipular uma periodicidade para o ajuste da gasolina e do diesel. O diesel está sendo subsidiado pelo governo ao preço de R$ 2,0316, enquanto a gasolina continua com ajustes diários realizados pela Petrobras, monopolista no setor de refino no Brasil.

“A ideia é a consulta pública com minuta de resolução, que vai ter alguma sugestão que a gente não sabe qual é ainda, o pessoal está estudando”, afirmou Oddone após encontro de empresários do grupo Lide com o pré-candidato do MDB e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Oddone afirmou que, apesar do prazo apertado, é possível realizar ainda este ano o leilão do excedente da cessão onerosa, uma área cedida pelo governo à Petrobras em 2010 em troca de ações da empresa. O limite de produção foi estipulado em 5 bilhões de barris de petróleo e a estatal descobriu que a reserva era bem maior. Segundo Oddone, o excedente da cessão onerosa fica entre 5 e 15 bilhões de barris, e a agência trabalha com a média de 10 bilhões de barris. Ainda sem data definida, Oddone informou que, para o leilão ser realizado, ainda falta uma revisão do acordo entre o governo e a Petrobras, mas que é possível fazer o leilão este ano.

“A gente tem tempo de fazer o leilão sim, precisamos em tempos normais de quatro meses para preparar o leilão. Vai depender da data que for aprovado o acordo entre o governo e a Petrobras, e o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) autorizar. Vamos ver se a gente consegue enxugar o prazo ou não”, disse Oddone, alegando acordo de confidencialidade para não dar detalhes sobre o possível certame.

Fonte: Estadão Conteúdo

Negócios com a soja no Brasil estão voltando aos poucos

Piso de preços da soja em Chicago pode estar próximo já que a partir de US$ 8,40/bushel produtores podem acionar o seguro nos EUA

Nesta quarta-feira (4), em função do feriado de 4 de julho nos Estados Unidos, o mercado se viu sem a referência da Bolsa de Chicago (CBOT) para a soja. Contudo, há uma melhora no mercado interno brasileiro, mesmo que pouco significativa no momento.

Luiz Fernando Gutierrez Roque, analista da Safras & Mercado, lembra que na sexta-feira (6) entra em vigor a tarifação dos produtos chineses, de forma que a retaliação para a soja americana pode ocorrer em sequência. Dessa forma, o mercado segue em compasso de espera.

Há um pessimismo crescendo em cima da questão comercial entre os Estados Unidos e a China que traz um mau humor no mercado mundial como um todo. O dólar ganha valor frente a outras moedas e o mercado espera por novidades – e a tendência é que elas não apareçam de fato.

Se a tarifação ocorrer, haverá um impacto sem precedentes para a soja norte-americana. A CBOT, por sua vez, tem um fundo histórico de US$8,40/bushel, já que, a partir desse valor, o Governo entra com subsídio para o produtor local. O último teste desse piso foi há dez anos.

Os brasileiros viram, neste momento, uma janela para as oportunidades. Os prêmios estão elevados na região portuária e as negociações ocorrem por volta dos R$90.

Por outro lado, a indefinição dos fretes atrapalha o mercado. O maior ritmo de negócios ocorre para os meses de setembro e outubro. Existe uma necessidade grande de deixar claro qual será o preço mínimo para a fluidez maior dos negócios.

Clique aqui para ouvir o podcast.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Noticias Agrícolas

ANP faz consulta pública para reformulação do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis

A ANP inicia, nesta quinta-feira (5/7), consulta pública de 30 dias sobre a reformulação do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC). A proposta da Agência tem como objetivo ampliar a quantidade de amostras coletadas em todo o País. O aviso da consulta foi publicado hoje (4/7) no Diário Oficial da União e a audiência pública sobre o tema será realizada no dia 23/8.

A minuta de resolução estabelece que a ANP realizará as licitações para definição dos laboratório aptos a participarem do Programa, por bloco de monitoramento (conjunto de localidades, podendo corresponder a uma ou mais unidades da federação ou a um conjunto de municípios de uma UF), e esses laboratórios serão contratados pelos agentes econômicos.

A proposta de alteração foi discutida com representantes dos agentes econômicos antes da elaboração da minuta de resolução colocada em consulta pública. Durante a consulta e a audiência públicas, os agentes e a sociedade poderão enviar sugestões e contribuições, que serão analisadas pela ANP.

Com a mudança, 100% dos postos revendedores serão contemplados no PMQC, assim como todas as distribuidoras, que também passam a ter seus produtos monitorados em suas bases de distribuição. Cada distribuidora terá amostras coletadas, obrigatoriamente, pelo menos uma vez ao mês e cada posto, pelo menos uma vez por semestre.

O novo PMQC traz ainda, como inovações: a possibilidade de revendedores e distribuidores utilizarem os resultados do monitoramento a que se submeteram, podendo inclusive, a seu critério, incrementar a frequência das coletas e ensaios. A ANP divulgará em seu site a lista e a frequência de análises dos postos visitados e que tenham tido resultados conformes dos seus combustíveis. Como etapa futura, prevê-se o desenvolvimento de aplicativo em que os consumidores poderão acompanhar o desempenho do posto revendedor quanto à qualidade dos produtos comercializados.

A ANP manterá a supervisão do Programa, realizando o sorteio dos postos a serem monitorados, estabelecendo requisitos técnicos mínimos para ingresso no Programa pelos laboratórios independentes, realizando programas interlaboratoriais obrigatórios anualmente com os laboratórios vencedores das licitações e realizando periodicamente vistorias/auditorias técnicas em suas instalações.

O PMQC tem como objetivo oferecer à sociedade um panorama da qualidade dos combustíveis (gasolina, etanol hidratado e óleo diesel) no Brasil, com a publicação de boletins mensais que trazem os dados nacionais, por região e por estado. Desde a criação do programa, em 1998, os índices de conformidade desses combustíveis aumentaram consideravelmente, chegando a padrões internacionais. Em maio de 2018, foram de 98,4% para a gasolina, 98,1% para o etanol e 95,5% para o óleo diesel.

Além da prestação de informações para o consumidor e o mercado, o programa é um dos principais vetores de inteligência utilizados para o planejamento das ações de fiscalização da ANP.

Fonte: ANP

FAO: preço dos principais produtos agrícolas e pecuários deve se manter baixo

São Paulo, 04 – O ritmo de crescimento da demanda global por alimentos e commodities agrícolas está se enfraquecendo, ao passo que o setor agrícola como um todo continua conquistando importantes e contínuos ganhos de produtividade. Como consequência, os preços dos principais produtos agrícolas e pecuários no mundo devem se manter em nível relativamente baixo na próxima década.

A avaliação é da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em relatório sobre as perspectivas entre 2018 e 2027, apresentado na noite de terça-feira, 3, em Paris.

A demanda nas principais economias emergentes é um dos fatores que mais pesam sobre o ritmo global, verificou o levantamento, com a estagnação do consumo de alimentos básicos. Nesse quesito, o destaque fica com a demanda da China, que dá sinais de desaceleração, após forte expansão na última década, sustentada pela melhora da renda. Outro fator que influência negativamente o apetite global por alimentos é o crescimento populacional mais moderado no mundo. O cenário, enquanto isso, não apresenta fontes alternativas para compensar o enfraquecimento da demanda.

O aumento da produção em 2017 foi verificado em praticamente todas as culturas, atingindo níveis recordes para a maioria dos grãos e cereais, carnes e lácteos. Ao mesmo tempo, os estoques acumularam patamares jamais vistos.

Na próxima década, a produção agrícola global deve ter um crescimento de 20%, ainda que regiões em desenvolvimento e com crescimento populacional maior devam puxar o ritmo para cima. É o caso de regiões como a África Subsaariana, Leste Asiático, Oriente Médio e o norte da África. Em contrapartida, o relatório aponta que o ritmo em regiões desenvolvidas, como na Europa Ocidental, deve ser “muito mais fraco”.

A desaceleração da demanda por carnes deve “colocar um freio na demanda por cereais e proteínas utilizadas em ração animal”, diz o relatório.

O comércio internacional, por sua vez, deverá sofrer o impacto da desaceleração. A projeção da FAO e da OCDE é de queda de cerca de 50% no ritmo de expansão das exportações na próxima década, em comparação ao verificado nos últimos dez anos.

Brasil

Muitas vezes tratado como ‘celeiro do mundo’, o Brasil continuará protagonista na produção e fornecimento de alimentos ao resto do mundo, aponta o levantamento.

No caso da soja, o País continuará dividindo a maior fatia do mercado com os Estados Unidos. O relatório prevê, ainda, que o milho brasileiro deve ganhar mercado. “As exportações de soja, outras sementes oleaginosas e de farelo de proteína seguirão dominadas pelas Américas. Os preços deverão aumentar ligeiramente em termos nominais ao longo do período de previsão, com ligeiros declínios em termos reais”, diz o documento.

Já no caso do açúcar, as projeções indicam que o crescimento da produção se dará “em ritmo mais lento do que na década anterior”. O Brasil continuará como o maior produtor global de açúcar, assim como deverá concentrar 45% das exportações globais. “A demanda por adoçantes calóricos deve crescer a um ritmo mais rápido do que outras commodities”, diz a FAO/OCDE.

O relatório aponta que os preços globais do biodiesel e do etanol deverão diminuir, respectivamente, 14% e 8% em termos reais na próxima década. “No entanto, a evolução dos mercados de etanol e biodiesel continuará sendo moldada pela definição de políticas e pela demanda por combustível para transporte, o que implica considerável incerteza nessas projeções”, pondera. O Brasil pode perder market share na próxima década, de 90% para 88%, em virtude do aumento da produção na Ásia.

No segmento de carnes, as entidades projetam crescimento de 15% da produção em 2027, em comparação com 2018. A alta do consumo de proteína animal deve ser liderada por países em desenvolvimento, com peso de 76% do crescimento.

“Consumidores em países em desenvolvimento devem aumentar e diversificar o consumo de carnes, buscando opções mais caras como carne bovina e de carneiro”, diz o relatório. Em 2027, as vendas internacionais de Brasil e Estados Unidos, os principais exportadores de proteína animal do mundo, devem corresponder a 45% do total.

Fonte: Estadão Conteúdo

Demanda aquecida e câmbio mantêm a cotação do farelo de soja firme

A boa demanda por soja e as valorizações do dólar em relação ao real mantêm firmes os preços do grão e do farelo de soja no mercado interno

Vale destacar que em maio último, mesmo com a paralisação dos caminhoneiros (que afetou a exportação), o Brasil embarcou 12,35 milhões de toneladas de soja grão (volume mensal recorde) e 1,65 milhão de toneladas de farelo (MDIC). Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a tonelada do alimento concentrado ficou cotada, em média, em R$1.475,14, sem o frete, na primeira quinzena de junho.

Em relação ao mesmo período de 2017, o preço subiu 29,4%. Já na comparação mensal a alta foi de 1,7%. A tendência é de que os volumes embarcados pelo Brasil diminuam gradualmente daqui para frente, com a menor disponibilidade interna. No entanto, o período de entressafra nos Estados Unidos deverá manter os preços firmes no mercado internacional em curto e médio prazos.

Atenção também ao câmbio, que tem variado bastante nas últimas semanas e tem impacto direto no mercado de soja no Brasil, e ao desenvolvimento da safra norte-americana 2018/2019. Outro ponto de atenção é o tabelamento do frete, que travou o mercado de grãos em junho.

Fonte: Scot Consultoria

Governo estuda embutir no combustível custo do efeito estufa

Depois de parar o país, a crise dos combustíveis movimentou o debate sobre precificação de carbono, ou seja, a possibilidade de se cobrar pelos prejuízos ambientais de atividades que colaboram para o efeito estufa.

Pessoas ligadas ao governo admitem nos bastidores que a resposta à crise, de diminuição dos impostos sobre o combustível, é insustentável no médio prazo. A medida precisaria ser revista até o ano que vem, o que abriria uma oportunidade para cobrar pelo carbono.

Uma proposta entregue ao governo por ONGs, universidades e empresas reunidas no Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC) é justamente a de atrelar o valor do imposto sobre o combustível (Cide) à quantidade de carbono que ele emite, o que privilegiaria combustíveis menos poluentes como o etanol e o biodiesel.

Pela proposta, o aumento seria equilibrado pela diminuição de outros impostos. A tática é vista como a mais viável no curto prazo, já que não depende de aprovação no Congresso.

Nesta terça-feira (19), em São Paulo, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o Banco Mundial, associações de setores produtivos, empresas e representantes do governo federal discutiram experiências internacionais e os desafios para estimular uma economia de baixo carbono.

Os caminhos para a precificação podem se dar tanto aumentando o imposto de serviços e produtos que emitem mais carbono ou pela criação de um mercado de carbono, no qual as empresas poderiam vender licenças para aquelas com altas emissões.

Embora esse mercado seja a opção preferida do setor privado, ele tem implantação mais complexa. Para o coordenador de Desenvolvimento Sustentável do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Gustavo Fontenele, “é preciso olhar para a heterogeneidade [dos setores econômicos]”, o que demandaria negociação com cada setor.

No final de 2017, o Cebds (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) encaminhou ao governo federal um pedido de regulamentação do mercado de carbono brasileiro, assinado por mais de 400 empresas, incluindo gigantes como a Coca-Cola, Fibria, Braskem e Siemens.
Para Fontenelle, no entanto, “há uma distância entre o que as empresas comunicam e o que priorizam na materialidade”.

Até o final do ano, o Ministério da Fazenda deve elaborar um modelo sobre as combinações entre taxação e mercado e uma análise de impacto regulatório.

Segundo o coordenador de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Ministério da Fazenda, Aloisio Melo, “só faz sentido a precificação se ela ajudar a reduzir o custo das metas [de redução de emissões brasileiras no Acordo de Paris]”.

Para Alfredo Sirkis, coordenador do FBMC, o próximo passo seria o estabelecimento de metas de redução de emissões para cada setor. “Só isso elevaria a demanda do mercado, valorizando o preço do carbono negociado”, aponta.

Fonte: Folha de S.Paulo

ANP e Cade instituem grupo de trabalho para analisar mercado de combustíveis

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a ANP decidiram instituir Grupo de Trabalho (GT) para estabelecer atuação conjunta no âmbito do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência. A portaria que cria o GT foi assinada nesta quinta-feira (14/06) pelo diretor-geral da ANP, Décio Oddone, e pelo presidente do Cade, Alexandre Barreto.

O GT terá como objetivo analisar a estrutura do mercado de combustíveis, avaliar a implementação das medidas propostas pelo Cade para repensar o setor de combustíveis e a possibilidade da adoção permanente das medidas regulatórias excepcionais apresentadas pela ANP. Também está no escopo do grupo a promoção da concorrência como instrumento para elevar a competitividade e a inovação na economia brasileira.

O grupo será composto por seis membros, sendo três de cada órgão, e coordenado pelo DEE/Cade e pela Superintendência de Defesa da Concorrência e Estudos e Regulação Econômica da ANP (SDR/ANP).

O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 90 dias, contados da data da primeira reunião, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Os produtos do Grupo de Trabalho deverão ser apresentados à ANP e ao Cade para as devidas providências.

Fonte: ANP

ANP inicia Tomada Pública de Contribuições

A ANP inicia hoje (11/06) a Tomada Pública de Contribuições – TPC para coletar sugestões, dados e informações sobre a necessidade de criação de norma limitando o período mínimo para reajustamento do preço dos combustíveis.

Os interessados em participar da TPC deverão fazê-lo entre os dias 11/06/2018 e 02/07/2018, por meio de formulário eletrônico disponível aqui.

As contribuições deverão ser encaminhadas para o e-mail tpc@anp.gov.br.

Leia, na íntegra, o Aviso de Tomada Pública de Contribuições.

Fonte: ANP

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