Prova significativa dos danos da poluição

EM CRIANÇAS

Dados de 205 pesquisas mostram efeitos fisiológicos e psicológicos

Um estudo realizado por cientistas do Centro de Saúde Ambiental Infantil da Colômbia reuniu um número significativo de evidências dos efeitos prejudiciais da poluição do ar na saúde de crianças. O artigo, publicado recentemente na revista especializada Environmental Research, é a primeira revisão abrangente sobre o tema e revela os impactos da combustão dos combustíveis fósseis em meninos e meninas, incluindo o comprometimento do desenvolvimento cognitivo e a maior vulnerabilidade a cânceres.

“Há uma extensa evidência sobre os muitos danos da poluição do ar na saúde das crianças. Nosso trabalho apresenta essas descobertas de uma maneira que é conveniente ao apoio de políticas de ar limpo e de mudanças climáticas que protejam a saúde delas”, frisa Frederica Perera, diretora do centro e professora de ciências da saúde ambiental.

A equipe revisou 205 estudos publicados entre 1º de janeiro de 2000 e 30 de abril de 2018, que tinham informações sobre a relação entre a concentração de exposições a poluentes do ar e os efeitos na saúde. Os estudos referem-se a subprodutos da queima de combustíveis, como material particulado (PM2.5), hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAH) e dióxido de nitrogênio (NO2) – todos tóxicos para o corpo humano.

Uma tabela desenvolvida pelos autores fornece informações sobre o risco à saúde para cada tipo de exposição, com base nas pesquisas que abrangeram seis continentes. Eles acreditam que o modelo pode influenciar na decisão de medidas voltadas para o púbico específico. “As políticas para reduzir as emissões de combustíveis fósseis têm dois propósitos: diminuir a poluição do ar e mitigar as mudanças climáticas, com benefícios econômicos e de saúde combinados. Mas como apenas alguns resultados adversos em crianças são considerados, os formuladores de políticas públicas ainda não enxergam a extensão dos benefícios potenciais das políticas de ar limpo e de mudança climática particularmente para a infância”, explica Frederica Perera.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 40% da carga de doenças relacionadas ao meio ambiente e cerca de 90% da carga da mudança climática são suportadas por crianças que têm no máximo 5 anos de idade, embora essa faixa etária constitua apenas 10% da população mundial.

Gravidez interrompida

Pesquisadores da Universidade de Utah Health descobriram que as mulheres têm o risco de sofrer um aborto espontâneo aumentado em 16% após a exposição de curto prazo à elevada poluição do ar. O estudo considerou dados de mais de 1.300 voluntárias, com em média 28 anos e atendidas em hospitais do estado americano devido à interrupção não desejada da gravidez até a vigésima semana. Aquelas que haviam sido expostas a níveis elevados de dióxido de nitrogênio durante uma janela de sete dias apresentaram risco aumentado de perder o filho. Detalhes do trabalho foram divulgados, neste mês, na revista Fertility and Sterility.

Fonte: Correio Braziliense

Reduzir o aquecimento global requer esforço sem precedentes, diz ONU

Enquanto o Brasil começava a conhecer alguns de seus novos governantes na noite deste domingo, 7 de outubro, na Coreia do Sul, uma reunião com cientistas e autoridades de diversos países ligadas à ONU divulgou notícias que dizem respeito a todos os brasileiros, e demais habitantes do planeta, embora poucos se deem conta.

O Acordo de Paris, assinado em 2015 na Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, traçou os objetivos a serem atingidos pelas nações para evitar que o aquecimento global chegue ao final do século abaixo dos 2°C, com uma meta ideal de 1,5°C.

Em seguida, encomendou ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) um estudo que colocasse em números o desafio de atingir a meta, e as possíveis consequências de não fazê-lo. São milhares de cientistas trabalhando de forma colaborativa, analisando os mesmos conjuntos de dados e estudos, para chegar a um consenso. Um trabalho de anos para chegar aos resultados divulgados na manhã coreana, e eles não são muito animadores.

“Uma das principais mensagens que saem deste relatório é que já estamos vendo as consequências de 1°C de aquecimento global através de condições climáticas mais extremas, aumento do nível do mar e diminuição do gelo do Ártico, entre outras mudanças”, disse Panmao Zhai, co-presidente do Grupo de Trabalho do IPCC I.

Vamos começar pelas boas notícias: é possível atingir a meta. Se começarmos a reduzir drasticamente a emissão de dióxido de carbono, o CO2, até zerar por volta de 2050, e de outros gases, como metano, talvez consigamos impedir que a temperatura global ultrapasse 1,5°C. Mas quando reduzir drasticamente não é força de expressão. Com 45% do corte já até 2030.

O problema é que estamos muito aquém do necessário. Se as emissões continuarem do jeito que estão, chegaremos a 1,5°C em 2040. Mesmo se atingidos os objetivos das nações individualmente com o Acordo de Paris, que no caso do Brasil é de reduzir 37% das emissões de carbono até 2025 e “possível” redução de 43% até 2030, chegamos ao ano 2100 acima dos 3°C.

Com o aquecimento limitado em 1,5°C, o impacto será principalmente sentido pelas populações mais pobres. A agricultura perde produtividade, acarretando aumento dos preços dos alimentos, insegurança alimentar e fome. Fortes ondas de calor e inundações costeiras podem obrigar deslocamentos de populações. Mais de 100 milhões de pessoas podem entrar para a pobreza. O número de pessoas subnutridas no mundo poderia ser de 25 milhões a menos até o final do século do que sob o aquecimento de 2°C.

“Todo aquecimento importa, especialmente a partir de 1,5°C. Aumenta o risco associado a mudanças duradouras ou irreversíveis, como a perda de alguns ecossistemas”, disse Hans-Otto Pörtner, copresidente do IPCC – grupo de trabalho II.

Problemas graves, mas que são possíveis de contornar. Basta que a humanidade queira. Mas, se chegar a 2°C, aí não vai ter muito o se que fazer. Países que são compostos por pequenas ilhas, como Tuvalu e Kiribati, vão desaparecer. A maioria das ondas de calor vai provocar sérios impactos à sociedade, com mortes, incêndios florestais e perdas de produção. Em países tropicais, como o Brasil, ondas de calor vão ocupar pelo menos metade do verão.

Poluição

Limitar a elevação da temperatura a 1,5°C, em comparação com os 2°C, pode prevenir cerca de 153 milhões de mortes prematuras por poluição do ar em todo o mundo até 2100 – cerca de 40% das mortes nos próximos 40 anos. Esse é um benefício tão grande que, em termos econômicos, pode até ser maior do que o custo total de reduzir as emissões de carbono na maioria dos principais países emissores.

À medida que as temperaturas sobem, as áreas protegidas começam a desaparecer. Em 2°C, 25% das 80.000 espécies de plantas e animais nas áreas mais ricas do mundo, como a Amazônia e Galápagos, podem enfrentar a extinção local até o final do século. Temperaturas de aquecimento podem afetar o comportamento de insetos e animais, causando um efeito cascata que afeta ecossistemas inteiros.

Sendo isso só uma pequena parte de uma longa lista de consequências que não deixam ninguém ileso. É preciso mudar, e agora, recomenda o IPCC. “Limitar o aquecimento a 1,5°C é possível dentro das leis da química e da física, mas isso exige mudanças sem precedentes”, disse Jim Skea, copresidente do IPCC – grupo de trabalho III.

Para começar, o uso de combustível fóssil deve cair rapidamente. Principalmente o carvão, que deve ser quase totalmente eliminado por volta de 2040. O uso de petróleo também precisa cair ao longo do século.

Alcançar o 1,5 °C será muito mais fácil, mais barato e menos prejudicial se os governos tomarem medidas imediatas para mudar para energia limpa. O investimento contínuo em usinas de combustível fóssil significaria que futuros cortes teriam que ser mais drásticos. Se a energia eólica e solar continuar crescendo entre 25% e 30% por ano até 2030, então pode começar a crescer mais devagar, de 4% a 5%. Assim, o setor de energia elétrica estaria completamente descarbonizado na metade do século.

A indústria, diretamente responsável por 21% das emissões globais, deve encontrar meios de cortar suas emissões até 2050, e o transporte tem de passar a ser elétrico. Se cerca de 70% dos veículos forem elétricos até 2050, as emissões globais anuais de dióxido de carbono cairiam para o equivalente a cerca de 8% das emissões totais atuais. Mas isso não basta. É preciso planejamento urbano, de modo que diversas formas de transporte, como caminhada, bicicleta, trem, bonde, ônibus, se integrem para atender de forma fácil o cidadão, além de políticas públicas que desestimulem o uso do carro.

No prato
Nossa comida também precisa mudar. O que as pessoas comem é um fator importante que determina o estado da floresta e dos solos. A produção de carne, frutos do mar, ovos e laticínios é responsável por quase 60% das emissões relacionadas aos alimentos, apesar de contribuir com apenas 37% de proteína e 18% de calorias.

Quanto mais carne, peixe, laticínios e ovos as pessoas comem, mais difícil será limitar o aquecimento a 1,5°C. Mudar o hábito de comer mais de 100 gramas de carne por dia para comer menos de 50 gramas pode reduzir as emissões da comida de uma pessoa em 35%. Mudar para uma dieta vegetariana poderia reduzir as emissões em 47%, e mudar para uma dieta vegana poderia reduzir as emissões em 60%.

Florestas
Proteger os ecossistemas e prevenir a destruição de florestas são formas importantes de reduzir as emissões de carbono. O desmatamento deve ser zerado. Como as árvores e plantas absorvem CO2, o plantio florestal em grande escala e a restauração de ecossistemas danificados, como pântanos e mangues, também são métodos potencialmente significativos de remover carbono da atmosfera e também trazem muitos benefícios, incluindo filtração melhorada de água, proteção contra inundações, saúde do solo e habitat da biodiversidade.

Atualmente o solo libera mais gases de efeito estufa do que absorve, sendo responsável por cerca de 24% das emissões. Alguns cientistas sugeriram que esse processo, chamado de “Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono” (BECCS), poderia ser uma forma relativamente barata de remover o carbono da atmosfera. Mas a tecnologia ainda está em fase de testes e o uso da BECCS em larga escala pode ter sérias conseqüências para o uso da terra e da água doce, a biodiversidade e o funcionamento dos sistemas naturais.

Passando por diversos aspectos das nossas vidas, o relatório IPCC tem o objetivo de servir de base para que governantes e idealizadores de políticas públicas pelo planeta construam uma sociedade que vá de encontro a uma economia de carbono neutro. Uma medida urgente e inadiável, embora pensar nisso seja difícil na noite em que o candidato à Presidência da República mais votado do primeiro turno das eleições, com mais de 49 milhões de votos, Jair Bolsonaro (PSL), declara abertamente sua intenção de acabar com o Ministério do Meio Ambiente, fazendo uma fusão com o Ministério da Agricultura.

A cobertura especial de GALILEU no relatório do clima conta com o apoio institucional de ClimaInfo.

Fonte: Revista Galileu

Terra vai esquentar 4 graus até o fim do século, diz relatório dos EUA

Nível é o dobro do considerado seguro por cientistas, e pode ter consequências gravíssimas; documento usa esse cenário para afirmar que não adianta reduzir a poluição dos carros

Se as notícias sobre aquecimento global já deixavam você preocupado com o futuro, aí vai mais uma: de acordo com um relatório elaborado pela Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA, na sigla em inglês) – uma agência ligada ao Departamento de Transportes dos EUA – a temperatura da Terra vai subir 4 graus Celsius até 2100.

O número é preocupante: o Acordo de Paris, tratado climático elaborado pela ONU e assinado por 175 países, estabelece como limite um aumento de 2 graus. Esse seria o máximo de aquecimento que o planeta aguentaria antes de começar a sofrer consequências graves, como derretimento das calotas polares, forte elevação do nível do mar e inundação de grandes áreas costeiras.

O relatório, de mais de 500 páginas, não apresenta possíveis soluções para o problema. Na verdade, ele faz o oposto. Segundo o jornal Washington Post, que teve acesso ao documento, a NHTSA afirma que não há mais nada a ser feito.

Fonte: Super Interessante

Revista científica publica estudo sobre benefícios do biodiesel para a saúde pública

A revista científica que tem como temática estudos sobre a poluição do ar em megacidades (Megacity Air Pollution Studies), artigo que tem como base pesquisa desenvolvida pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade em julho de 2015, com apoio da APROBIO. O estudo mostra que um maior uso de biodiesel em substituição ao diesel fóssil pode contribuir com a redução de mortes e internações hospitalares provocadas por doenças relacionadas à poluição do ar.

O paper “Avaliação dos impactos na saúde e sua valoração devido à implementação progressiva do componente biodiesel na mistura da matriz energética de transportes” é de autoria dos pesquisadores Evangelina Vormittag e Cristina Guimarães Rodrigues, do Instituto Saúde e Sustentabilidade; e Paulo Afonso de André e Paulo Saldiva, da Universidade de São Paulo (USP).

 

De acordo com o estudo, o uso da mistura de 20% de biodiesel ao combustível vendido nas bombas poderia evitar até 13 mil mortes, quando se estuda o período entre 2015, ano em que a pesquisa foi realizada e quando o Brasil adotava o B5, e 2025. Os benefícios ambientais do B20, com a redução da poluição, se estendem à economia de despesas hospitalares, já que 28 mil internações por doenças respiratórias deixariam de ocorrer no período.

Para os autores do artigo, esses resultados “indicam a importância desse estudo em orientar decisões governamentais, levando-se em conta o quanto essas medidas no nível local podem gerar significativos benefícios para a população exposta à poluição do ar”.

Clique AQUI para acessar o relatório da pesquisa

Poluição: morar um ano em Paris equivale a fumar 9 maços de cigarro

Estudo realizado pela associação europeia de Transporte e Meio Ambiente calculou em cigarros a contaminação de partículas finas em dez grandes cidades da Europa.

 O jornal “Aujourd’hui en France” desta sexta-feira (10) publicou um estudo alarmante sobre a poluição nas regiões metropolitanas na Europa. “Respirar é como fumar” é a manchete da matéria que detalha um estudo realizado pela associação europeia deTransporte e Meio Ambiente, que calculou em cigarros a contaminação de partículas finas em dez grandes cidades da Europa, como Paris.

“Não é preciso mais estar ao lado de um fumante para ser vítima do tabagismo passivo”, diz a matéria do “Aujourd’hui en France”. A poluição do ar é tão intensa nas capitais europeias que basta passar alguns dias passeando pelo Velho Continente para respirar equivalentes tóxicos presentes nos cigarros.

O método é extraído de uma técnica do instituto americano Berkeley Earth, segundo o qual, respirar 22 microgramas/m3 de partículas finas tem o mesmo efeito para a saúde do que fumar um cigarro. Assim, morar, por exemplo, em Paris durante um ano e ser exposto ao ar da capital francesa neste período, equivale a fumar 183 cigarros, ou nove maços de cigarro, alerta o jornal.

Turistas também se tornam “fumantes passivos”

Paris não é a capital onde o ar é mais poluído na Europa. Entre as dez cidades analisadas pelo estudo, Praga, capital da República Tcheca, e Istambul, na Turquia, são as campeãs de acúmulo de partículas finas no ar, seguidas por Milão, na Itália, e Londres, capital do Reino Unido. Visitar esses locais, mesmo por poucos dias, também tem um impacto em sua saúde.

Os pesquisadores calcularam em cigarros o volume de ar poluído que um turista estaria exposto passando, por exemplo, quatro dias em Paris. Resultado: dois cigarros. No mesmo período, a contaminação de partículas finas é equivalente a quase três cigarros em Londres e três em Milão, quatro em Praga e Istambul.

“É como se obrigássemos os turistas a fumarem, inclusive as crianças”, diz, em entrevista ao Aujourd’hui en France o coordenador das pesquisas sobre qualidade do ar da associação europeia Transporte e Meio Ambiente, Jens Muller.

Queda no número de visitantes

A poluição é uma das principais preocupações dos cidadãos europeus, de acordo com uma pesquisa realizada pela Comissão Europeia. A questão começa também preocupar os turistas, que estão deixando de escolher alguns destinos para poupar sua saúde. As cidades de Pequim, na China, e Hong Kong, por exemplo, já lidam a queda de visitantes devido à poluição.

A situação é preocupante, especialmente porque a poluição começa a se expandir também às áreas verdes. Pesquisadores americanos reveleram recentemente que o nível de ozônio detectado nos grandes parques americanos, como Yellowstone ou Yosemite é tão alto como nas maiores cidades dos Estados Unidos. Autoridades já começam a alertar que a poluição nesses espaços verdes protegidos pode causar danos à saúde de seus visitantes.

Fonte: RFI

Estudo aponta desaceleração nos ganhos de qualidade do ar nos EUA

A qualidade do ar melhorou amplamente nas últimas décadas nos Estados Unidos, mas esses ganhos diminuíram substancialmente desde 2011, segundo um estudo internacional divulgado nesta segunda-feira (30). O relatório na revista científica Proceedings of National Academy of Sciences (Pnas) encontrou uma grande diferença entre as estimativas e a realidade quando se tratava de óxidos de nitrogênio e monóxido de carbono, que contribuem para o ozônio no nível do solo, ou neblina com fumaça (“smog”), de 2011 a 2015.

“Ficamos surpresos com a discrepância entre as estimativas de emissões e as medidas reais de poluentes na atmosfera”, disse o autor principal, Zhe Jiang, que conduziu a pesquisa durante uma bolsa de pós-doutorado no Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA.

“Estes resultados mostram que o cumprimento dos padrões futuros de qualidade do ar para a poluição por ozônio será mais desafiador do que se pensava anteriormente”.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) tornou os padrões de ozônio mais rigorosos em 2015, sob o governo do ex-presidente Barack Obama. O estudo usou medições baseadas em terra e dados de satélite, e os comparou com as estimativas da EPA sobre o nível de poluentes liberados por veículos, fábricas e outras fontes.

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Fonte: AFP

Baixa umidade do ar em SP reforça importância de cuidados com a saúde no outono

O clima mais seco é mais predominante nesta época do outono. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o índice mínimo recomendável de umidade relativa do ar é de 60%. Desde sexta-feira, 20, a umidade tem ficado muito baixa em São Paulo. Na sexta-feira, o registro foi de 20%. No sábado, 21, foi de 29% e no domingo, 22, foi de 38%. Todos os valores são da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) do Mirante de Santana.

O outono começou no dia 20 de março e vai até o dia 21 de junho. No entanto, características de verão predominaram no primeiro mês da estação, com calor e umidade no ar elevada sobre o Brasil, segundo a Climatempo. Dias chuvosos foram registrados em quase todos os Estados do País. A última semana de abril será marcada com calor.

Somente a partir da segunda quinzena de maio, a região centro-sul começará a sentir os primeiros dias realmente mais frios da estação.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), o tempo seco e estável segue predominando sobre o Estado paulista em razão da presença de uma área de alta pressão atmosférica que dificulta a formação de nuvens de chuva e impede a passagem livre das frentes frias pela região. Esse cenário sem chuva influencia a formação de queimadas e incêndios florestais, bem como prejudica a qualidade do ar.

O presidente da Rino e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL-CCF), Márcio Nakanishi, ressalta que a umidade do ar fica muito baixa no outono, o que aumenta a concentração de poluentes nas grandes cidades. “Isso pode provocar doenças respiratórias como rinite, sinusite e bronquite, além de problemas na garganta e dores no ouvido. Olhos também podem ser afetados com a concentração de poluentes na atmosfera. Em um dia chuvoso, a gente observa que a chuva até ‘lava o céu’. Quem tem predisposição pode sofrer mais com os problemas respiratórios no outono”, alertou.

Nakanishi lembra que alguns cuidados podem ser adotados para amenizar os sintomas. “Lave o nariz e os olhos com soro fisiológico e utilize colírio, tome bastante líquido, evite bebidas alcoólicas em excesso e não pratique atividades físicas onde a qualidade do ar não é boa”, destacou. É importante ainda manter o ambiente da casa limpo e ventilado, evitar que camas e berços fiquem perto de paredes e lavar os cobertores antes do uso, por exemplo. Na hora da limpeza, vale optar pelo pano úmido e não utilizar vassouras, espanadores e aspiradores de pó.

A vacina da gripe também é recomendável neste período do ano em que as pessoas estão mais propensas a ter doenças respiratórias. “O vírus se concentra principalmente em locais fechados. Também é recomendável lavar as mãos com frequência”, reforçou o especialista.

Podem se vacinar pessoas acima de 60 anos, crianças com idade entre seis meses e cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – entre eles, adolescentes de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – e funcionários do sistema prisional.

Boatos

Nos últimos dias tem circulado nas redes sociais uma previsão indicando que o próximo inverno brasileiro será o mais rigoroso dos últimos 100 anos. No entanto, especialistas em meteorologia explicam que essa informação é falsa.

“Totalmente fake news”, afirma Expedito Rebello, coordenador-geral de meteorologia do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). “Não existe modelo em nenhuma parte do mundo que faça uma previsão dessas.”

Segundo ele, a última onda de frio intensa no Brasil foi registrada no dia 18 de julho de 1975 e durou 18 dias. “Dificilmente vamos alcançar algo parecido”, disse Rebello.

O especialista explicou que as massas de ar frio são facilmente detectáveis pelos aparelhos, mas somente em um período inferior a cinco dias. Sendo assim, não seria possível fazer uma previsão desse porte com tanta antecedência.

A Climatempo informou em nota que também “não vê possibilidade alguma de termos um inverno rigoroso, muito menos o mais rigoroso dos últimos 100 anos, como vem sendo veiculado de forma irresponsável por alguns sites”. O portal afirmou ainda que o País deve ter um inverno dentro da normalidade, ou até mesmo ligeiramente mais quente que o normal.

Fonte: O Estado de Minas – texto de Jéssica Otoboni, Marina Dayrell e Renata Okumura

Coleta de óleo saturado para cuidar da natureza

Se descartado incorretamente, o óleo de cozinha pode contaminar o meio ambiente e ainda trazer diversos prejuízos à saúde dos seres vivos. No entanto, quando o oposto acontece, além de não prejudicar a natureza, este material pode proporcionar diversos benefícios.

Um exemplo disso, é o Programa de Coleta de Óleo Saturado desenvolvido pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), dentro do Projeto Verde é Vida. Conforme informações do site da entidade, a iniciativa busca alertar e sensibilizar as pessoas sobre o prejuízo que o óleo saturado de fritura pode causar ao meio ambiente quando descartado incorretamente e, ao mesmo tempo, dar o destino correto para este rejeito.

O programa conta com a parceria de escolas públicas e privadas e instituições filantrópicas de municípios dos três estados do sul do país. O óleo saturado coletado é transformado pela Afubra em biodiesel, que passa a ser utilizado na rota e máquinas da entidade. Além dessa prática proporcionar o destino correto e o reaproveitamento desse rejeito, as instituições que integram o programa também são beneficiadas, pois recebem R$ 0,50 por litro de óleo, gerando um crédito para aquisição de produtos nas lojas Afubra.

Em Venâncio Aires existem 19 pontos de coleta do produto. No ano passado, de acordo com informações da Afubra, o município arrecadou 3.297 litros de óleo saturado. A instituição com maior volume coletado foi a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Mônica, do bairro Gressler, com 544 litros. Neste ano, de acordo com a diretora da Emei, Nadir Pontin, a escola irá trabalhar de forma ainda mais intensa e pretende aumentar a quantidade já alcançada.

PROJETO QUE SE MULTIPLICA 

Foto: Taís Fortes / Folha do MateDiretora da Emei Mônica fala sobre a importância do projeto junto à instituição
Diretora da Emei Mônica fala sobre a importância do projeto junto à instituição

Nadir explica que, para contribuir com a arrecadação de óleo saturado, além do apoio dos pais e da comunidade, a Emei Mônica tem, desde o início do ano passado, cinco pontos de coleta fixos em restaurantes e lancherias do município. Neste ano, a Emei também iniciou uma gincana com os alunos para arrecadação de óleo saturado, latinhas e vidros de conservas. ‘Acredito que com a gincana vai se ter uma maior conscientização, porque além de conseguirmos um dinheirinho é possível cuidar do meio ambiente’, relata a diretora.

No ano passado, as mercadorias adquiridas com o crédito referente a coleta do óleo saturado foram usadas para a realização de uma rifa que angariou R$ 2 mil. O recurso foi investido na compra de lençóis para os colchonetes usados pelas 114 crianças atendidas pela Emei, um micro-ondas para a sala dos professores, brinquedos para o berçário e livros. ‘Esses R$ 2 mil se transformam com a ajuda dos pais, pois são eles que compram e vendem a rifa’, destaca Nadir.

Para este ano, o objetivo é também realizar uma rifa com os produtos adquiridos por meio da coleta do óleo saturado. O valor arrecadado com a venda dos números será destinado à compra de novos televisores para as salas de aula da escola. De acordo com a diretora é muito interessante desenvolver iniciativas como essa. ‘A recompensa a gente vê quando uma escola está mais bonita, quando as crianças estão bem cuidadas, estão usando brinquedos e lendo livros que adquirimos por meio deste trabalho. Isso que é o gratificante e esse é retorno que a gente tem’, ressalta Nadir.

>>> Pontos de coleta em Venâncio 

Emef Professora Odila Rosa Scherer, Emef Benno Breunig, Emef Dois Irmãos, Emef Dom Pedro II, Emef José Duarte de Macedo, Emei Aloisius Paulino Algayer, Emei Arco Iris, Emei Gente Miúda, Emei Mônica, Emei Osmar Armindo Puthin, Emei Vovô Weber, Emef Alfredo Scherer, Colégio Gaspar Silveira Martins, Emef Bento Gonçalves, Emei Bela Vista, Emei Yolita da Cruz Portella, Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Pedro Beno Bohn, Escola Estadual de Ensino Médio Crescer e Escola Estadual de Ensino Médio Professora Leontina.

Fonte: Afubra

UE dá ultimato para 9 países reduzirem poluição do ar

BRUXELAS, 30 JAN (ANSA) – A União Europeia deu um ultimato para nove Estados-membros, inclusive a Itália, respeitarem as normas do bloco para limite de poluição atmosférica.

Em reunião em Bruxelas, o comissário da UE para Meio Ambiente, Karmenu Vella, afirmou que “não é possível mais continuar adiando” a questão.

O encontro contou com a participação de representantes de Alemanha, Eslováquia, Espanha, França, Hungria, Reino Unido, República Tcheca e Romênia, além da Itália. Esses países arriscam ser punidos pelo bloco por recorrentes violações dos limites de contaminação do ar em algumas de suas principais cidades.

“Se os países tiverem novas medidas para colocar na mesa, devem fazê-lo no mais tardar até segunda-feira [5]”, disse Vella, acrescentando que a Comissão Europeia não hesitará em acionar a Corte de Justiça do bloco contra os nove Estados-membros.

“Os prazos terminaram faz tempo, e não podemos permitir novos atrasos. Sem medidas novas e eficazes, os limites continuarão a ser superados”, reforçou o comissário. Após a reunião, o ministro do Meio Ambiente da Itália, Gianluca Galletti, minimizou a cobrança e declarou que o trabalho para reduzir a poluição do ar no país “vem dando resultados”.

A cada ano, pelo menos 400 mil pessoas morrem prematuramente na UE devido a problemas ligados à contaminação atmosférica. Apenas a Itália, com 60 milhões de habitantes, contabiliza 66 mil falecimentos a cada 12 meses por causas do tipo.

Fonte: ANSA

UE dá “última oportunidade” a nove países pela qualidade do ar

A Comissão Europeia celebra nesta terça-feira (30) uma reunião em Bruxelas sobre a qualidade do ar com os ministros do Meio Ambiente de nove países, incluindo Espanha, França e Alemanha, considerados os maus exemplos da União Europeia (UE) na questão.

“É a ocasião e a última oportunidade para encontrar soluções”, resumiu o porta-voz do Executivo comunitário, Margaritis Schinas, na véspera da reunião.

Em caso contrário, o caso será levado ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), indicou Bruxelas, que adverte os países envolvidos há vários anos por meio de “procedimentos de infração”.

Cientistas consideram que a poluição do ar é responsável por mais de 400.000 mortes prematuras por ano dentro da UE, sem considerar os europeus que sofrem doenças respiratórias e cardiovasculares. A Comissão calcula que a situação custa mais de 20 bilhões de euros anuais ao bloco.

“Para reduzir este número é necessário que os Estados membros cumpram os limites de emissões estabelecidos. Em caso contrário, a Comissão, na qualidade de guardiã dos tratados, deverá tomar as medidas necessárias”, advertiu Schinas.

Os nove países convocados – Alemanha, Espanha, França, Hungria, Itália, República Tcheca, Romênia, Reino Unido e Eslováquia – superam regularmente os limites de emissões estabelecidos com o objetivo de proteger a saúde dos europeus para os dois poluentes chaves, as partículas finas (PM10) e o dióxido de nitrogênio (NO2).

Apesar das repetidas advertências da Comissão há vários meses, ou até anos em alguns casos, estes países não seguiram as normas, lamenta o Executivo europeu.

“Levá-los à justiça europeia seria a saída a um longo período, muito longo diriam alguns, durante o qual oferecemos nossa ajuda, apresentamos conselhos e fizemos advertências”, disse o comissário europeu do Meio Ambiente, Karmenu Vella.

Fonte: AFP

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