Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel discute ações do setor em Brasília

O diretor superintendente da APROBIO e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Julio Cesar Minelli, conduziu nesta terça-feira (25) a 36ª reunião ordinária da câmara, em Brasília. Na abertura da reunião, Minelli ressaltou a importância da continuação das câmaras setoriais para concretização de ações estratégicas do setor produtivo.

O Coordenador–Geral de Apoio às Câmaras Setoriais e Temáticas do MAPA, Helinton José Rocha, afirmou que a pasta já trabalha na elaboração do próximo Plano Safra (21/22) e apresentou a nova estrutura do ministério. Rocha também destacou ainda a importância do funcionamento das câmaras setoriais e temáticas para a pasta. De acordo com o coordenador, os colegiados continuarão com três reuniões anuais e em casos extraordinários, uma outra reunião poderá ser realizada em Brasília.

Segundo o coordenador, as ações  da pasta estarão inseridas em oito eixos estruturantes: Abastecimento; Crédito, Comercialização e Gestão do Risco; Defesa Agropecuária; Estrutura da Cadeia e Fomento; Pesquisa e Inovação; Promoção comercial; Assuntos fundiários e Temas Transversais de Políticas Externas ao Mapa (ambiental, infraestrutura e logística, trabalhista, tributária).

O técnico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Leonardo Amazonas, apresentou dados sobre a Safra de Oleaginosas 2019. Segundo ele, houve uma redução de 0,25% da produção neste ano. O setor registrou o aumento de 0,67% da área produzida e acréscimo de 2% no consumo. Os principais produtos foram soja, canola e girassol. No cenário internacional, a produção de óleo teve o protagonismo de palma, soja, canola e girassol.

Amazonas apontou ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e China como fator para a forte queda nos preços internacionais de grãos. Ele destacou ainda a peste suína na China como aspecto que tem influenciado na redução dos preços da soja no cenário internacional. Segundo ele, as exportações brasileiras para China em 2019 foram as menores dos últimos três anos. “Apesar da guerra comercial, os Estados Unidos estão conseguindo exportar ainda mais para China”, afirmou.

Minelli ressaltou que enquanto a Europa pretende extinguir a importação de óleo de palma do sudeste asiático, Brasil pode ser beneficiado por ter seu zoneamento agroecológico definido e defendeu ainda o incentivo de maior industrialização de grãos no país. “A peste suína na China pode ser uma oportunidade para o Brasil e enquanto resolvem esse problema, devemos ver ‘o copo meio cheio’, aproveitando para com maior industrialização procurar exportar produto com mais valor agregado, proteína vegetal transformada em proteína animal – carne”, avaliou.

Para o representante da ABIOVE, Daniel Amaral, a exportação de farelo para China pode resolver a questão do esmagamento de soja no país. “Mercado de óleo de soja não falta, o que falta é criar mercado para o esmagamento da soja”, apontou.

Plano Safra

O diretor do Departamento de Financiamento e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Wilson Vaz, explicou os critérios adotados na construção do Plano Safra 2019/2020, lançado na terça-feira (18), a medida disponibilizará R$ 225,59 bilhões a pequenos, médios e grandes produtores. Os recursos já estarão disponíveis aos agricultores partir de 1° de julho.

Segundo Vaz, o governo federal editará uma Medida Provisória para incluir uma linha de crédito ao produtor considerando “patrimônio de afetação”, no qual seria usada apenas uma parte do imóvel compatível ao empréstimo como garantia do valor.

Outra medida anunciada por Vaz é o “Fundo de Aval Fraterno”, que respaldará renegociação de dívidas com linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com taxas de juros abaixo de 12%.

Selo Biocombustível Social

Também foram apresentadas as alterações previstas para a Portaria do Selo Biocombustível Social. Atualmente, o selo confere ao seu possuidor o caráter de promotor de inclusão social dos agricultores familiares enquadrados do Pronaf.

Segundo o representante da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do MAPA, Marco Pavarino, o selo passará a se chamar Selo Biocombustível Social e incluirá a possibilidade de aquisição de forma indireta nos arranjos de comercialização de matéria prima da Agricultura Familiar, dando oportunidade a que todos os agricultores familiares tenham oportunidade de participar do programa que garantiu a compra em 2018 de cerca de R$ 5 bilhões em matérias-primas da Agricultura Familiar.

De acordo com Pavarino, insumos agrícolas passarão a ser contabilizados como aquisições da Agricultura Familiar. Com a mudança, também será permitido que agricultores familiares ligados à cooperativas agropecuárias sem DAP Jurídica, associações ou à empresas possam comercializar no Selo. A previsão é que os dispositivos legais que alteram a portaria e o decreto que dispõem sobre o selo sejam publicados no Diário Oficial da União até o fim de julho.

No entanto, a inclusão só da Região Norte com aplicação do multiplicador 1,5 no valor de aquisições de agricultura familiar também previstos no novo regramento gerou debates entre os membros da câmara setorial. Para o presidente do colegiado, Julio Minelli, isso mantém distorções entre as regiões do país e continua promovendo uma aplicação de forma heterogênea.

“Houve avanços importantes com as mudanças previstas na regulamentação do selo biocombustível social, no entanto, ainda não há justificativa plausível para que o fator multiplicador seja tratado de forma diferenciada entre as regiões”, argumentou Minelli.

A próxima reunião ordinária da Câmara Setorial está marcada para o dia 22 de outubro.

Plano Safra 2019/2020 é lançado em Brasília

O Plano Safra 2019/2020 lançado nesta terça-feira (18), em Brasília, disponibilizará R$ 225,59 bilhões a pequenos, médios e grandes produtores. Os recursos já estarão disponíveis aos agricultores partir de 1° de julho.

A medida voltada para impulsionar o setor agropecuário foi lançada pelo presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, com a presença de ministros, deputados, senadores e diversos representantes do setor, entre eles, o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Oleaginosas e Biodiesel e Diretor Superintendente da APROBIO, Julio Cesar Minelli.

O Plano prevê a disponibilização de R$ 169,33 bilhões em recursos para custeio, comercialização e industrialização. Para investimentos, o plano direcionará R$ 53,41 bilhões. A subvenção ao seguro rural também está inserida no plano é terá R$ 1 bilhão destinado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Outro R$ 1,85 bilhão está previsto para o apoio à comercialização nas modalidades de aquisição direta do produtor, contratos de opção de venda e subvenção de preços, em 2020.

“Investir na agropecuária é uma aposta na interiorização do desenvolvimento, na geração de emprego e renda segurança alimentar no superávit da nossa balança comercial, na nossa prosperidade como nação”, afirmou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

Ao todo, o crédito rural será de R$ 222,74 bilhões. As taxas de juros serão aplicadas de forma a considerar o tamanho do produtor. Para os pequenos agricultores, os juros serão de 3% a 4,6% ao ano. Médios produtores terão taxas de 6% ao ano e os grandes, 8% ao ano. Já os programas de investimento terão taxas de 3% a 10,5% ao ano.

O Plano Safra prevê ainda R$ 55 bilhões em recursos LCA para crédito rural e estabelece a permissão para que a CPR seja emitida com correção pela variação cambial, viabilizando a emissão de CRA e CDCA no exterior.

Também está inserido no Plano a liberação permanente de crédito por beneficiário do Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra), de R$ 3,3 milhões por beneficiário (empreendimento individual) e de R$ 9,9 milhões (empreendimento coletivo)

A renegociação de dívidas está prevista com recursos do Fundo de Aval Fraterno (FAF) e permitirá aos produtores renegociarem dívidas agrícolas junto a bancos, distribuidoras e agroindústrias. Segundo o governo federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dispõe de R$ 5 bilhões para essas renegociações, com prazo de pagamento de até 12 anos e três anos de carência.

A ministra Tereza Cristina anunciou ainda que será lançado o aplicativo Plantio Certo, no qual produtores rurais poderão acessar informações de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Atualmente, o ZARC já está disponível na loja da Embrapa na Play Store e permite identificar a melhor época de plantio de culturas, para minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos. Uma nova metodologia vai avaliar os riscos de sistemas agrícolas.

Médio Produtor

O Plano estabelece a destinação de R$ 26,49 bilhões em verbas de custeio e investimento ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). O orçamento destinado ao médio produtor recebeu um aumento de 32% em relação ao Plano Safra 2018/2019, dessa forma, contará com R$ 6,46 bilhões a mais neste período.

Esses recursos poderão ser destinados ao financiamento de custeio, com juros de 6% ao ano e investimento, com juros de 6% ao ano. Os produtores que não se enquadram no Pronaf também podem ser beneficiados com esses recursos.

Pequeno Produtor

Após 20 anos, pequenos produtores foram reinseridos ao Plano Safra. Os beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf – contarão com R$ 31,22 bilhões. Esses recursos poderão ser usados tanto em custeio quanto investimento e terão juros de 3% ao ano.

“Temos, enfim, uma só agricultura familiar, que alimenta com qualidade o Brasil e o mundo”, ressaltou a ministra Tereza Cristina.

Os recursos para custeio também podem ser destinados à produção de alimentos básicos (arroz, feijão, mandioca, trigo, leite, frutas e hortaliças) e para investimento em recuperação de áreas degradadas, cultivo protegido, armazenagem, tanques de resfriamento de leite, energia renovável e outros.

Pela primeira vez, parte desses recursos (R$ 500 milhões) poderão ser usados em construção ou reforma de moradias dos pequenos agricultores. A estimativa do governo federal é que a verba viabilize a construção de até 10 mil casas para pequenos produtores.

Regulamentação da Lei da Agricultura Familiar: ganhos para o Brasil

Durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2017/2020, o presidente Michel Temer assinou o decreto que regulamenta a Lei 11.326, de 2006, conhecida como Lei da Agricultura Familiar. A regulamentação define, de forma objetiva, o público beneficiário da política nacional da agricultura familiar e qualifica os empreendimentos familiares rurais. Além disso, o novo decreto institui o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), que permite avançar na identificação dos agricultores familiares que acessam as políticas públicas da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead).

O secretário da Sead, José Ricardo Roseno, considera o novo decreto um grande avanço. “É uma demonstração do reconhecimento da importância da agricultura familiar para o país”, disse, na abertura do evento. Também presente na cerimônia, o subsecretário da Agricultura Familiar (SAF/Sead), Éverton Augusto Ferreira de Paiva, explicou que tanto os beneficiários quanto os gestores públicos ganham com a nova legislação: “A delimitação mais objetiva do que define o agricultor familiar é um grande ganho. Tanto no que se refere à demarcação, quanto o aperfeiçoamento do cadastro, que avança no sentido de melhorar a gestão e o acesso às políticas públicas”.

Tida como a principal novidade trazida pelo texto, a criação do CAF permite dimensionar o público da agricultura familiar, compreendendo em detalhes sua condição e necessidade para melhorar a eficiência da execução das políticas públicas. Atualmente, na ausência do cadastro, tais políticas se apoiam na Declaração de Aptidão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP), criada por meio de resolução do Banco Central do Brasil, com a finalidade específica de garantir acesso à política de crédito rural de amparo ao Pronaf.

As condições e os prazos para a transição da DAP para o CAF serão em breve publicados pela Sead, que está responsável por sua implementação e gestão. O período de transição cuida de não interromper o acesso às políticas públicas, bem como dar o tempo necessário para a ampla divulgação do novo instrumento junto aos agricultores familiares e suas organizações. Atualmente, mais de 4.350.000 agricultores familiares têm DAP Familiar e mais de 5.400 associações e cooperativas têm DAP Pessoa Jurídica.

Éverton Ferreira complementa que o CAF é mais amplo que a DAP. “Como é um instrumento novo, vai ter uma tecnologia mais apurada, com melhor controle e, inclusive, vai permitir que o próprio agricultor se cadastre no sistema, sem necessariamente depender de um emissor”, afirma o titular da SAF.

O que diz a lei

O Decreto 9.064, de 31 de maio de 2017, dispõe sobre a Unidade Familiar de Produção Agrária, institui o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar e regulamenta a Lei n º 11.326, de 24 de julho de 2006.

As características gerais necessárias para o reconhecimento do agricultor familiar e empreendedor familiar rural são definidas da seguinte forma: (I) “Não detenha, a qualquer título, área maior do 4 (quatro) módulos fiscais; (II) “Utilize predominantemente mão de obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento”; (III) “Tenha percentual mínimo da renda familiar originada de atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento”; e (IV) “Dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua família”.

O decreto de regulamentação estabelece os requisitos obrigatórios para a identificação das Unidades Familiares de Produção Rural, especificando e detalhando as disposições previstas em lei, a fim de não gerar dúvidas quanto à sua operacionalização. Fixa “área do estabelecimento”, “força de trabalho”, “membros da família”, “renda”, “gestão” e “fatores da produção”. O decreto prevê ainda a identificação dos Empreendimentos Familiares Rurais, não explicitada na lei 11.326/2006, identificando “empresa familiar rural”, “cooperativa singular da agricultura familiar”, “cooperativa central da agricultura familiar” e “associação da agricultura familiar”.

Leia mais sobre o novo Plano Safra neste link.

Fonte: Assessoria Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

Governo anuncia R$ 190,25 bilhões com juros menores para financiar agricultura

Recursos do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 contribuem para a retomada do crescimento econômico

O presidente Michel Temer e o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciaram, nesta quarta-feira (7), no Palácio do Planalto, o maior volume de recursos da história para financiar a agricultura brasileira. São R$ 190,25 bilhões destinados ao Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018, por meio do qual médios e grandes produtores poderão acessar o crédito rural, entre 1º de julho deste ano e 30 de junho de 2018. O governo federal também reduziu, entre um e dois pontos percentuais, os juros das operações.

O presidente Michel Temer destacou o crescimento de 13,4% do PIB (Produto Interno Bruto) agropecuário no primeiro trimestre deste ano, que, segundo ele, sustentou a economia no período. E destacou que a destinação de mais de R$ 190 bilhões para o setor não permite ser pessimista ao comportamento da atividade econômica. “O otimismo permeia esta solenidade”, frisou, lembrando que, na semana anterior, já foram anunciados mais de R$ 30 bilhões somente para a agricultura familiar. Temer destacou ainda que o ministro Blairo Maggi adotou medidas de desburocratização desde que assumiu o Mapa e tem viajado ao exterior para abrir novos mercados para os produtos brasileiros.

O montante dos recursos destinados ao Plano Agrícola e Pecuário reforça a prioridade dada pelo governo federal ao agronegócio e à geração de emprego e renda. Mesmo com a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) de 2016, que limitou os gastos públicos, o entendimento no Palácio do Planalto é de que é fundamental ampliar os valores para o crédito rural em um momento de incentivo à retomada do crescimento econômico.

Maggi falou com entusiasmo sobre a previsão da colheita de 232 milhões de toneladas de grãos neste ano, mas acrescentou que, incluindo toda a produção agrícola e pecuária, o resultado anual supera 1,2 bilhão de toneladas. O ministro enfatizou a importância da pesquisa, da tecnologia para a posição que o Brasil ocupa no mercado mundial do agronegócio (com 6,9% de participação) . E frisou que o crescimento da produção tem sido alcançado preservando 61% do território nacional. “Isso não acontece em nenhum outro país do mundo”, afirmou.

O plano repercute em criação de vagas em toda a cadeia produtiva, na geração de divisas com exportação de produtos agropecuários, além de proporcionar alimentação mais barata e inflação menor, beneficiando as famílias. O agronegócio impacta a economia não apenas do campo, mas também a da cidade, movimentando lavouras e a agroindústria de alimento, além de setores como de máquinas e equipamentos, de vestuário e transporte de carga. O setor é responsável por metade das exportações e por 21% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

O volume de crédito para custeio e comercialização é de R$ 150,25 bilhões, sendo R$ 116,25 bilhões com juros controlados (taxas fixadas pelo governo) e R$ 34 bilhões com juros livres (livre negociação entre a instituição financeira e o produtor). O montante para investimento saltou de R$ 34,05 bilhões para R$ 38,15 bilhões, com aumento de 12%. Apoio à comercialização terá 1,4 bilhão.

Juros

Quanto aos juros, houve redução de um ponto percentual ao ano nas linhas de custeio e de investimento e, de dois pontos percentuais ao ano nos programas prioritários voltados à armazenagem (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns/PCA – 6,5% a.a.) e à inovação tecnológica na agricultura (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária/Inovagro – 6,5% a.a.).

No custeio, os juros caíram de 8,5% ao ano e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%. O mesmo aconteceu para os programas de investimento, à exceção do PCA e Inovagro, nos quais a taxa foi fixada em 6,5% ao ano.

Para acompanhar o crescimento da produção agrícola, que deve se situar em 232 milhões de toneladas de grãos, com aumento de 24,3% em relação à safra 2016/2017, com perspectivas de superar tal recorde em 2017/18, o governo federal garante recursos para investimento em armazenagem, de R$ 1,6 bilhão. Nessa temporada, os cerealistas também serão beneficiados no plano.

Os recursos para armazenagem, de acordo com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, vão ajudar o produtor a suprir a necessidade de logística, beneficiando cerealistas e cooperativas, que terão prazo de amortização do crédito em até 15 anos.

O Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) terá juros de 7,5% ao ano e contará com R$ 21,7 bilhões, com alta de 12%. Os médios produtores rurais terão à disposição R$ 18 bilhões em custeio e R$ 3,7 bilhões em investimentos.

O programa de Inovação Tecnológica (Inovagro) tem uma linha de crédito para apoiar o uso da conectividade no campo. Isso contribuirá para melhorar ainda mais a gestão das propriedades rurais, por meio da informatização e do acesso à internet. A inovação tecnológica é um dos principais fatores para alavancar a produtividade agrícola.

O Inovagro contará, neste ano agrícola, com R$ 1,26 bilhão, com limite de R$ 1,1 milhão por produtor. O programa financia, por exemplo, equipamentos de agricultura de precisão.

Entre as novidades do plano está a retomada da linha de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para renovação de canaviais (Prorenova Rural), com recursos de R$ 1,5 bilhão, em condições favorecidas.

Moderfrota

O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) passa a contar com R$ 9,2 bilhões, com incremento de 82,2%. A compra de máquinas e implementos agrícolas terá o limite de financiamento de 90% do valor financiado, com prazo de pagamento de 7 anos.

O limite de financiamento de custeio é de R$ 3 milhões por produtor, por ano-agrícola. Para o médio produtor, o limite é de R$ 1,5 milhão. O prazo de pagamento é de 14 meses para produtores de grãos.

O governo elevou a abrangência de finalidades financiadas com a fonte LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e espera atingir o montante de R$ 27,3 bilhões, dessa fonte, no financiamento da cadeia do agronegócio.

Em 2018, o produtor poderá contar com R$ 550 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com aumento de 37,5%. O PSR oferece ao agricultor a oportunidade de proteger sua produção agrícola com custo reduzido, por meio de auxílio financeiro do governo federal.

Fonte: Assessoria MAPA

Brasil rural contará com crédito recorde de R$ 202,8 bi no Plano Safra 2016/2017

Somente nos últimos cinco anos, os recursos do Plano Agrícola aumentaram 89%, somando R$ 905,1 bilhões no acumulado do período

A presidenta Dilma Rousseff e a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, lançaram, nesta quarta-feira (4), no Palácio do Planalto, o Plano Agricultura e Pecuário 2016/2017, conhecido como Plano Safra, que destinará R$ 202,8 bilhões de crédito aos produtores rurais brasileiros. O valor é recorde e representa aumento de 8% em relação à safra anterior (R$ 187,7 bilhões).

Um dos destaques é o crescimento de 20% dos recursos para custeio e comercialização a juros controlados (mais baixos que os de mercado). A modalidade contará com R$ 115,8 bilhões. As taxas foram ajustadas sem comprometer a capacidade de pagamento do produtor, com índices que variam de 8,5% a 12% ao ano.

Os agricultores de médio porte tiveram prioridade. Os recursos de custeio para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) cresceram 15,4% e alcançaram R$ 15,7 bilhões, com juros anuais de 8,5%.

A oferta de crédito agrícola tem crescido a cada safra, demonstrando o potencial e a confiança dos produtores no setor. Somente nos últimos cinco anos, os recursos do Plano Agrícola aumentaram 89%, somando R$ 905,1 bilhões no acumulado do período. Saltou de R$ 107,2 bilhões, na safra 2011/2012, para R$ 202,88 bilhões, no ano agrícola atual.

Inovações

O plano traz diversas inovações aos anteriores. Na pecuária de corte, a aquisição de animais para recria e engorda deixa de ser considerada investimento e passa para a modalidade de custeio. A mudança vai proporcionar ao produtor mais recursos e maior agilidade na contratação do crédito.

O Programa de Modernização à Irrigação (Moderinfra) prevê incentivos para a aquisição de painéis solares e caldeiras, estimulando a geração de energia autônoma em cultivos irrigados.

Para o café, o novo plano aumentou o limite para financiamento de estruturas de secagem e beneficiamento no Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota). Por sua vez, no Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), o governo pretende incentivar o plantio na Amazônia de açaí, dendê e cacau.

Outra novidade é que o Ministério da Agricultura negociou com os bancos a emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) para os produtores a juros controlados.

Nos planos anteriores, não havia essa opção. Os juros eram livres e, consequentemente, menos atrativos ao setor produtivo. Além disso, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), emitidos por empresas que desejam atrair investidores, poderão ser corrigidos em moeda estrangeira, desde que lastreados na mesma condição.

O Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017 entra em vigor no dia 1º de julho deste ano e se estende até 30 de junho de 2017.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Blog do Planalto

Plano Safra 2016/2017 deve chegar a R$ 200 bilhões

Setor está preocupado com as taxas de juros que serão ofertadas e de onde virão os recursos

O Plano Safra 2016/2017, que será lançado na próxima semana, deve oferecer recursos da ordem de R$200 bilhões, de acordo com especialistas. Uma das principais preocupações do setor agropecuário é a manutenção das taxas de juros, que foram mais altas que no ciclo passado e que contribuíram para o acesso ao crédito ter crescido pouco.

Continue lendo aqui

Fonte: Canal Rural 

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721