As ideias inusitadas e radicais testadas por cientistas para conter as mudanças climáticas

Apenas cortar as emissões de carbono não será suficiente para combater as mudanças climáticas, alertam cientistas

O ritmo crescente das mudanças climáticas está levando pesquisadores a pensar em possíveis soluções inusitadas e radicais.

Cientistas de Cambridge, na Inglaterra, planejam montar um centro de pesquisa para explorar novas maneiras de conter as mudanças climáticas e regenerar a Terra.

Ele investigarão abordagens radicais como recongelar os polos do planeta, reciclar o dióxido de carbono (CO2) com a produção de combustível e estimular a produção de algas nos oceanos para remover este gás da atmosfera.

A decisão de criar o centro nasce dos temores de que as abordagens atuais não serão capazes de combater e reverter danos ao meio ambiente.

A iniciativa é a primeira desse tipo no mundo e busca gerar reduções drásticas nas emissões e na presença do CO2 na atmosfera. A iniciativa é coordenada pelo ex-assessor científico do governo britânico David King.

“O que fizermos nos próximos dez anos determinará o futuro da humanidade para os próximos 10 mil anos. Não há um grande centro no mundo que se concentre neste problema”, disse ele à BBC News.

Algumas das abordagens descritas por King são conhecidas pelo termo “geoengenharia”.

O Centro de Reparo do Clima faz parte da Iniciativa para Futuros Neutros em Carbono da universidade, liderada pela cientista Emily Shuckburgh.

Ela disse que a missão do projeto será “resolver o problema climático”. “Não podemos falhar nisso”, disse ela.

Urgência da questão ambiental nos obrigam a tentar viabilizar ideias antes impensáveis, argumentam pesquisadores (Foto: NASA, via BBC News Brasil)

O centro reunirá cientistas e engenheiros com especialistas em ciências sociais. “Este é um dos desafios mais importantes do nosso tempo, e sabemos que precisamos combatê-lo com uma combinação de diferentes recursos”, disse Shuckburgh.

Conheça a seguir algumas das propostas que serão estudadas.

Recongelar os polos do planeta
Uma das ideias mais promissoras para recongelar os polos é “iluminar” as nuvens acima deles. A idéia é bombear água do mar até os pontos mais altos de mastros de navios por meio de tubos bem finos.

Isso produziria minúsculas partículas de sal que seriam dispersadas na atmosfera para formar nuvens capazes de refletir mais a luz do Sol e, assim, reduzir a temperatura das regiões abaixo delas.

graf_clima 1 (Foto: Reprodução/BBC)
Reciclagem de CO2
Outra abordagem possível é uma variante de uma ideia chamada captura e armazenamento de carbono (CAC).

A CAC envolve a coleta de emissões de dióxido de carbono de usinas elétricas a carvão ou a gás ou usinas siderúrgicas, armazenando-as no subsolo.

O professor Peter Styring, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, está desenvolvendo um projeto piloto de captura e utilização de carbono (CUC) com a empresa Tata Steel em Port Talbot, no sul do País de Gales, para reciclar o CO2.

graf_clima 2 (Foto: Reprodução/BBC)
Isso envolve a instalação de uma fábrica capaz de converter as emissões de carbono da empresa em combustível usando o calor residual da usina, de acordo com Styring.

“Temos uma fonte de hidrogênio, temos uma fonte de dióxido de carbono, temos uma fonte de calor e temos uma fonte de eletricidade renovável da usina”, disse ele à BBC News. “Vamos aproveitar tudo isso para fazer combustíveis sintéticos.”

Estimular a produção de algas nos oceanos
Outra ideia que o centro pode explorar inclui o estímulo à produção de algas nos oceanos para que eles possam absorver mais CO2.

Isso envolve o lançamento no mar de sais de ferro para promover o crescimento de plâncton. Experimentos anteriores mostraram, no entanto, que eles não absorvem CO2 suficiente e podem prejudicar ecossistemas.

graf_clima 3 (Foto: Reprodução/BBC)

Mas, de acordo com Callum Roberts, professor da Universidade de York, na Inglaterra, são pensadas atualmente abordagens que possam tornar essa iniciativa mais eficiente, porque a alternativa de que as mudanças climáticas gerem danos potencialmente irreversíveis é considerada inaceitável.

“No início da minha carreira, as pessoas ficavam horrorizadas e rejeitavam sugestões de soluções mais intervencionistas para regenerar recifes de corais”, disse Roberts.

“Agora, eles estão olhando desesperadas para um ecossistema que pode desaparecer até o fim do século, e, agora, todas as opções estão na mesa.”

Isso inclui a engenharia genética para criar corais resistentes ao calor ou o despejo de substâncias químicas no mar para torná-lo menos ácido.

“No momento, acho que usar a própria natureza para mitigar as mudanças climáticas é o melhor caminho. Mas considero legítimo explorar opções [mais radicais] para buscar um futuro melhor”, disse Roberts.

Pensando o impensável
Tais ideias têm muitas desvantagens em potencial e podem se revelar inviáveis.

Mas Peter Wadhams, professor de física oceânica da Universidade de Cambridge, disse que devem ser avaliadas adequadamente para ver se estas desvantagens podem vir a ser superadas, porque reduzir as emissões de CO2 por si só não será suficiente.

“Se apenas reduzirmos nossas emissões, conseguiremos apenas reduzir o ritmo do aquecimento global. Isso não é suficiente, porque já está muito quente e já temos muito CO2 na atmosfera”, disse Wadhams.

“Assim, precisamos retirar CO2 da atmosfera. Podemos reduzir seus níveis e de fato esfriar o clima, levando-o de volta ao que era antes do aquecimento global.”

Fonte: Época Negócios

Mudanças que melhoram sua vida e a do planeta

Não é só da nossa saúde que precisamos cuidar, não. Ao repensar alguns hábitos e tomar atitudes simples, você ajuda o planeta, os outros e a si mesmo

Tudo começou com meu guarda-roupa. Percebi que tinha muitas peças boas ali que por alguma razão estavam paradas: ou porque meu estilo havia mudado, ou porque havia usado tanto que peguei bode, ou porque elas continuavam nas etiquetas, na esperança de que algum dia pudessem me vestir por aí. A primeira limpa no armário foi libertadora. Me senti leve e desapegada. Mas essa mudança de consciência ainda se resumia ao guarda-roupa.

A grande virada aconteceu ano passado, com o nascimento da minha filha, Marieta. Li que, em 2050, quando ela completasse 32 anos, a mesma idade que tenho hoje, encontraríamos mais plástico do que peixes nos oceanos. Diante disso, eu tinha dois caminhos: ou me desesperava ou fazia algo para mudar.

Decidi ficar com o segundo e, de lá pra cá, venho descobrindo maneiras de cuidar de mim e da família e minimizar nosso impacto no mundo. Por isso vou compartilhar três mudanças que podem parecer pequenas, mas que, levadas à rotina, já fazem diferença para o planeta.

Primeiro: precisamos eliminar o plástico descartável da nossa vida. Quando descobri que 40% do plástico que consumimos é usado apenas uma vez, cortei todos os “inhos” e “inhas” do meu dia a dia.

Segundo: vale a pena reduzir o consumo de carne. Estudos mostram que a ingestão excessiva eleva o risco de diabetes, doença cardiovascular e câncer. Além disso, a agropecuária é a principal causa do aquecimento global —  haja desmatamento para tanto gado!

Ainda não consegui virar vegetariana, mas cada um tem seu tempo e suas limitações. Já fico feliz em reduzir o consumo de carne para duas vezes por semana.

Terceiro: vamos investir em roupas de fibras naturais. Hoje, a maioria das peças do vestuário possui poliéster, material sintético feito de plástico e que demora 450 anos para se decompor. Roupas com poliéster não são tão agradáveis ao toque, fazem a gente suar mais e provocam mau cheiro, pois não deixam a pele respirar direito.

Tenho optado pelas de algodão, seda, linho ou viscose. São tecidos biodegradáveis que duram anos no armário. Por isso, dê uma espiada na composição da peça, informação costurada no interior da etiqueta.

Da mesa ao guarda-roupa, que tal refletir e tentar mudar você também?

Fonte: Saúde

Aquecimento do planeta e desaquecimento da vida

Aquecimento global… há quanto tempo estamos aquecendo esse assunto, aquecendo ideias, nos aquecendo para de fato entrarmos em ação? É um aquecimento que de certo modo pode-se dizer, reverso, desacelerado, na verdade um desaquecimento de ações e um aquecimento de fato do planeta.

Aquecimento do desmatamento, da dizimação da fauna, do derretimento das calotas polares, do uso de produtos tóxicos, enfim, estamos há tanto falando de aquecimento global que parece o ser humano estar interpretando de forma errada o verdadeiro sentido dessa frase, ou melhor, esquecendo que para se fazer completa não pode esquecer da palavra combater e seus sinônimos no sentido de vencer algo ruim, ou seja, vencer, derrotar, dominar debelar, extinguir, suprimir, eliminar, afastar; manifestar-se contra: obstar, contrariar, rejeitar, reprovar, rechaçar, impugnar… são tantos os sinônimos, mas as pessoas estão esquecendo dos verdadeiros significados e importância. Em vez disso, estão dando conforto, acalentando, alentando, aliviando, consolando, confortando e reconfortando o aquecimento do planeta.

É bonito falar sobre a causa e abraça-la, mas não com braços invisíveis, com abraço frouxo, que numa questão de segundos esmorece e se revira pela facilidade do mundo, pela ganância por dinheiro e poder, através de atitudes que colaboram com o tal aquecimento, ações como a emissão de gases do efeito estufa,  por via de práticas humanas ou melhor desumanas, através do uso exacerbado de veículos, das indústrias poluentes, da queima de combustíveis fosseis, do uso indiscriminado de agrotóxicos, entre outras práticas. E não sendo o suficiente, o homem aquece o aquecimento global através dos desmatamentos que promovem o aumento da temperatura, poluindo os mares, matando algas e fitoplânctons diminuidores de dióxido de carbono e colaboradores na emissão de oxigênio na atmosfera, e muitas outras atitudes que dão início a uma avalanche de prejuízos. São consequências catastróficas que aquece o globo e tudo o que nele está, provocando mudanças drásticas nas sociedades e em suas estruturas, através de inundações, aumento de doenças um virtude da radiação solar, furacões, tornados, secas, extinção de espécies da fauna e da flora, enfim, uma verdadeira catástrofe a qual o homem vem se acostumando ao longo do tempo.

São muitas siglas, convenções, politicas, documentos e poucas práticas. Possivelmente essa falta de prática não provem de todos, mas certamente da maioria. No ano de 1992, 179 países estabeleceram uma agenda global com o intuito de minimizar os problemas ambientais no mundo, isso se deu, na Rio 92 durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, onde foram levantados os problemas ambientais existentes, e de onde saíram sem sombra de dúvidas, documentos que ainda hoje servem como alicerce para muitas discussões ambientais, tanto é que após 27 anos depois, estamos novamente discutindo o que se tornou ainda mais preocupante.

A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima aconteceu nesse cenário, e nela, compromissos e obrigações surgiram para estabelecer a garantia do cumprimento dos compromissos acordados. O Protocolo de Quioto um documento com o objetivo de reduzir os gases emitidos pelo efeito estufa, através da execução de metas específicas para diminuir a emissão dos principais gases causadores desse efeito: dióxido de carbono (CO), metano (CH), óxido nitroso (N2O), hexafluoreto de enxofre (SF6), hidro-fluorcarbonos (HFCs) e perfluorcarbonos (PFCs), estipulou as metas de reduções obrigatórias dos principais gases de efeito estufa para o período de 2008 a 2012, mas em sua finalização foi observado o não cumprimento das metas por diversos países, havendo a necessidade de prorrogação por mais oito anos.

Estamos prorrogando atitudes ambientalmente corretas desde a Idade Média, quando por exemplo, algumas cidades italianas estabeleceram regras para a destinação de objetos e carcaças de animais, a eliminação de águas paradas e a proibição de lixo e fezes nas ruas, além do serviços de coleta de lixo. Se desde essa época regras fossem respeitadas e ações concluídas, muito teria sido evitado e certamente não estaríamos no caos ambiental de hoje.

A Revolução Industrial não revolucionou somente a indústria, mas a produção de lixo que com um aumento significativo, acarretou impactos sanitários gravíssimos, e lá vem mais medidas e mais regras, mas… quando foi mesmo que ocorreu a revolução industrial? Considerando seu período mais tardio foi por volta de 1840, ou seja, mais de um século e meio.

No século XX a questão do lixo já não tratava apenas dos materiais orgânicos, mas, já entrava na área industrial, e regiões onde hoje são consideradas primeiro mundo jogavam boa parte do lixo coletado nos mares e nos rios. Era preocupante porque se antes só havia problema com o descarte de lixo orgânico, com a industrialização o problema se tornou bem maior, o mundo começava a produzir lixo em dimensões inimagináveis, tornando o descarte do lixo em algo complexo e preocupante.

O mundo passou a ser uma indústria de lixo, e a cabeça de algumas pessoas uma fabriqueta de soluções para lhe dar com tudo isso. Ideias foram surgindo e a necessidade as pondo em prática, mas com o tempo veio o modismo e tudo deixou de ser urgente, o que era importante ser dizimado, tornava-se necessário para que a fabriqueta de soluções se tornasse uma grande indústria, um captador de recursos, onde uma ideia valia um recurso.

O ser humano não consegue enxergar o quão grandiosa é a recompensa em cuidar, preservar e amar a natureza, o que o faz cobrar outros tipos de recompensa para desenvolver atitudes ambientalmente corretas. A preservação dos recursos naturais tem a sua importância, e qualquer interesse por mínimo que seja em praticar ações ambientalmente corretas é importante. O que não pode acontecer é que ninguém nada faça, enquanto esperam atitudes uns dos outros.

Todas as ações ambientalmente incorretas são provocadoras do aquecimento global. Já faz tempo que ouvimos dizer que não é tarde para mudarmos de atitudes, mas o tempo passa, e com ele a oportunidade de entramos em ação, a ação que antes era simples hoje se tornou complexa, e o homem cada vez mais envolvido com as questões não urgentes do mundo, acaba classificando as questões ambientais como não urgentes, isso, porque há muito vê a necessidade de praticar essas ações, de mudar de atitude e há muito não ver nada acontecer, e assim, aos vão aquecendo o aquecimento do planeta, e sem perceber, desaquecendo a vida.

Fonte: EcoDebate

Da última vez que houve tanto CO2 na atmosfera, havia árvores na Antártida

Essa mata não cresce da noite para o dia, é claro – mas a comparação demonstra o quanto transformamos o planeta desde a Revolução Industrial

Os líderes políticos do século 21 não estão preparados para encarar o problema do aquecimento global com a urgência que ele exige. Mas a maioria esmagadora da comunidade científica reconhece as mudanças climáticas causadas por seres humanos – e se esforça para prever seus impactos.

Alguns dos cientistas usam simulações de computador sofisticadas para calcular o futuro. Outros tomam o caminho oposto e investigam como era o clima em determinados períodos no passado da Terra – justamente os períodos em que ocorreram mudanças climáticas similares às que estão sendo induzidas pela atividade humana atualmente.

Recentemente, pesquisadores britânicos deram uma atenção especial ao Plioceno, compreendido entre 5,3 e 2,6 milhões de anos atrás. Foi a última vez na história do planeta em que a concentração de dióxido de carbono no ar atingiu um patamar similar ao atual.

Temos 412 partes por milhão (ppm) de CO2 na atmosfera. Antes da revolução industrial, o nível era 280 ppm. O mundo do Plioceno é bem diferente do atual: com a temperatura global de 3 a 4 graus Celsius mais alta que a de hoje, quase não havia geleiras no planeta, florestas cresciam ao redor do Polo Sul e o nível do mar era 20 m mais alto.

Nossa situação ainda não é essa, evidentemente, mas pode chegar lá: basta dar tempo ao tempo para que todas as consequências do aumento na concentração de CO2 se manifestem.

Essa conclusão foi apresentada durante um encontro da Sociedade Real de Meteorologia por Martin Siegert, geofísico e cientista de mudanças climáticas do Imperial College de Londres. O pesquisador usa uma metáfora doméstica para explicar por que as transformações não vão ocorrer da noite para o dia. “Se você liga o forno da sua casa e coloca em 200 graus, a temperatura não é alcançada imediatamente, leva um pouco de tempo. E é igual com o clima”, disse em entrevista ao The Guardian.

Ou seja: é bom reduzir as emissões o mais rápido possível. Ou começar a se acostumar com a ideia de uma Antártida verdinha.

Fonte: Super Interessante

QUANTAS ÁRVORES VOCÊ PRECISA PLANTAR PARA COMPENSAR SEUS DANOS AO PLANETA?

Já parou para pensar na quantidade de dióxido de carbono que você emite por dia? Não só ao respirar, mas também assistindo TV, jogando vídeo game, tomando banho e até comendo fast food? Existe uma calculadora que mostra isso e, dependendo do resultado, ela ainda recomenda a quantidade de árvores que devemos plantar para compensar danos e ainda dá dicas de como diminuir nossas emissões! Ficou curioso?

A preocupação com o aumento dos gases do efeito estufa (causado pela atividade humana, que causa o aquecimento global que por sua vez muda o clima do planeta) e com todas as questões que afetam o meio ambiente, é cada vez mais o foco na vida das pessoas, principalmente nas escolas. Por este motivo, educadores e instituições, desafiam os alunos a criarem alternativas para melhorar o futuro do planeta.

Calculadora de Carbono

Uma das soluções desenvolvidas por alunos e professores do Centro Educacional da Fundação Salvador Arena, em São Bernardo do Campo (SP), foi a Calculadora de Carbono. Ela serve para saber a quantidade de dióxido de carbono emitido por cada pessoa, bem como a quantidade de árvores que cada um deve plantar por ano para compensar suas emissões.

Desenvolvida em 2015, a Calculadora de Carbono está disponível desde então no site do CEFSA Solidário, num projeto com o título de Pegada Ecológica. Na ocasião, a diretora pedagógica do Colégio Termomecânica (CTM), Cristina Favaron Tugas, explicou ao programa Tarde Nacional como funciona essa calculadora.

Por que Carbono?

O carbono é o quarto elemento mais abundante no Universo e é considerado o pilar da vida, pois é um elemento básico na composição dos organismo.

Existem basicamente duas formas de carbono, a orgânica, presente nos organismos vivos e mortos; e a inorgânica, presente nas rochas.

Já o gás carbônico (CO2) é um composto químico constituído por dois átomos de oxigênio e um átomo de carbono. É essencial à vida no planeta, é um dos compostos essenciais para a realização da fotossíntese. Pela respiração, decomposição e combustão, o gás carbônico é lançado no ambiente. Pela fotossíntese, ele é retirado.

Por isso se fala em pegada de carbono (ou pegada ecológica), ou seja, no quanto cada pessoa emite desse gás com suas atividades modernas, e na quantidade de árvores necessárias para compensar os danos (pela fotossíntese, plantio de árvores, esse gás é retirado do ambiente ajudando a reaver um equilíbrio natural perdido com a industrialização).

Calcule a tua emissão

Resumidamente funciona assim: ao abrir a página (clique aqui), basta preencher os campos com os seus hábitos e a sua rotina, mas não vale mentir! Atividades como assistir TV, jogar vídeo game, locomoção para a escola ou trabalho, bem como outras atividades simples do cotidiano como o tempo do banho e quantas vezes usamos o secador de cabelo, também influenciam no resultado.

Ao terminar o preenchimento, a Calculadora de Carbono irá mostrar a quantidade de CO2 que você emite e a quantidade de árvores que deverá plantar durante o ano. Além disso, ela também faz algumas recomendações para que você diminua a emissão de dióxido de carbono através de medidas simples como fechar bem a geladeira ou diminuir o tempo de uso do computador.

A ideia da Pegada Ecológica é muito criativa e inteligente! Que tal usá-la como recurso para melhorar nossos hábitos de consumo e ajudar ainda mais o planeta? Faça o teste você também e compartilhe com seus amigos para saber se eles poluem mais ou menos que você.

Trata-se de um assunto sério, mas que pode ser incorporado com leveza quando visto de forma lúdica e divertida. Experimente!

Fonte: Green Me

Dicas para ter uma vida mais sustentável e ajudar o meio ambiente

Salvar o planeta parece uma grande meta certo? E, em essência, é. Mas há muitas maneiras simples que você pode fazer para ajudar

Salvar o planeta parece uma grande meta certo? E, em essência, é. Mas há muitas maneiras simples que você pode fazer para ajudar.

Está na hora de que uma mudança de mentalidade e de hábitos facilite e melhore a situação para as gerações futuras.

Centenas de exemplos que conhecemos, e que nem sempre colocamos em prática, contribuem para tornar mais sustentável e habitável o planeta.

Confira esta lista de algumas maneiras fáceis de tornar-se um pouco mais amigo do ambiente. Abaixo algumas atitudes que qualquer um pode e deve tomar para ajudar a reduzir o efeito de anos de abuso.

1 – Repense seu consumo de água

A água engarrafada é útil quando você está em movimento, mas por que não comprar uma garrafa e, em seguida, reabastecê-la com a torneira ou com o bebedouro do seu trabalho.

Cerca de 90% das garrafas de água acabam se decompondo em aterros em vez de serem reciclados.

2 – Compartilhe um banho

Sentindo-se um pouco amorosa e quer limpar um pouco para o seu parceiro? As chances são de que eles se sintam exatamente iguais.

Por que não tomar banho juntos – use metade da quantidade de água e talvez até comece a diversão lá!

3 – Compre em segunda mão

Muitas coisas podem ser adquiridas em segunda mão. Coisas que têm um curto período de uso devido ao crescimento, por exemplo, a bicicleta de uma criança, podem ser apanhadas em segunda mão em condições fantásticas e também por uma fração do preço.

Isso economiza seu dinheiro e ajuda a reduzir os materiais de embalagem.

4 – Plante sua própria árvore

Existem vários benefícios para o plantio de uma árvore em seu jardim. É bom para o ambiente tanto a terra como o ar, pode sombrear a sua casa e reduzir o uso do ar condicionado e até aumentar o valor da sua propriedade.

Você poderia torná-lo um evento anual onde cada membro da família planta uma nova árvore.

5 – Invista em uma caneca de viagem

Ter uma caneca de viagem mantém seu café / chá quente por mais tempo, o que significa menos desperdício e menos re-ferver a chaleira!

Algumas cadeias de café ainda oferecem um desconto para encher o seu próprio copo, em vez de emitir um papel. Certas cafeteiras de gotejamento também vêm com canecas de viagem gratuitas.

6 – Mantenha seu abafador de lareira fechado

Se você não estiver usando sua lareira a qualquer momento, mantenha o amortecedor fechado.

Ter o amortecedor aberto é como ter uma janela de quarenta e oito polegadas aberta o tempo todo! Imagine as centenas de dólares que você está desperdiçando com o aquecimento do ar que depois é sugado pela sua chaminé.

7 – Não use bolsas de transporte de plástico

As sacolas plásticas não são biodegradáveis nem recicláveis. Eles se sentam em aterros onde frequentemente acabam poluindo o oceano e se infiltrando em fontes de alimento. Use uma sacola reutilizável e forte.

Como vê, todos nós podemos fazer nossa parte. Não espere mais para começar.

Fonte: Diário da Amazônia

A inação quanto à mudança do clima é vergonhosa

Precisamos mudar o rumo do investimento e do crescimento do planeta, e já

O mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) gira em torno das implicações de uma alta de temperatura de apenas 1,5 grau, e dos meios pelos quais isso poderia atingido. O texto é uma reductio ad absurdum – uma demonstração da implausibilidade de sua premissa. Mas também deixa claro os riscos que o planeta corre caso esse limite seja ignorado: a vida sobreviverá, mas não a vida tal qual a conhecemos.

O ponto de partida de qualquer análise precisa estar nos argumentos teóricos e empíricos esmagadores quanto à mudança no clima causada pela atividade humana. Não muito muito tempo atrás, as pessoas falavam em uma pausa no aquecimento global. Mas isso resultou da comparação de um ano de El Niño (o fenômeno de aquecimento cíclico da região equatorial do leste do Pacífico), em 1997-98, aos anos normais, embora quentes, que se seguiram. Mas o El Niño de 2014-16 superou de longe sua marca anterior. A alta nas temperaturas médias com relação à média pré-industrial já é de um 1ºC. Isso mostra o quanto será difícil manter a alta final abaixo do 1,5ºC, ou mesmo dos 2ºC . Sob as contribuições determinadas nacionalmente, estamos na verdade a caminho de aquecimento de entre três e quatro graus por volta de 2100. Donald Trump já repudiou o compromisso americano nesse sentido. Outros países podem descumprir suas metas, igualmente.

Assim, o que seria preciso mudar para que tenhamos boa chance de manter a alta definitiva de temperatura abaixo do 1,5ºC? As emissões líquidas mundiais de CO² precisariam cair a zero não muito depois de 2040, e outras fontes de mudança no clima – as emissões de metano e óxido nitroso, por exemplo – também precisariam começar a cair a partir de 2030. Uma queda líquida a zero nas emissões de CO² até 2055 só bastaria para tornar provável que a alta na temperatura fique abaixo de dois graus. Uma diferença de meio grau  é surpreendentemente importante. O IPCC afirma que “limitar o aquecimento global a 1,5ºC deve reduzir os riscos para a biodiversidade marinha, peixes e ecossistemas, e para suas funções e serviços aos seres humanos, como ilustrado pelas recentes mudanças na camada de gelo do Oceano Ártico e em ecossistemas de recifes de coral em águas quentes”. Isso importa.

O relatório discute diversos caminhos para a grande queda de emissões que a meta de 1,5ºC requer. As emissões pela indústria teriam de cair em 75% a 90% até 2050, ante os totais de 2010. Isso requereria uma combinação de eletrificação, hidrogênio, insumos sustentáveis e de base biológica, e substituição de produtos.

São opções tecnicamente comprovadas, mas colocá-las em uso em escala planetária é outro assunto. Reduções nas emissões por meio de ganhos de eficiência –por mais vitais que sejam, como argumenta Amory Lovins, do Rocky Mountain Institute– não bastarão. Também serão necessárias grandes mudanças na infraestrutura e planejamento urbano. A agricultura terá de fazer uma transição para safras de energia em escala imensa. Captura e armazenagem de carbono em larga escala também serão necessárias.

No geral, temos de mudar o curso do investimento e do crescimento do planeta, e já. Isso é mais possível do que costumávamos imaginar, em termos técnicos. Mas é também um sério desafio político. Acima de tudo, a mudança do clima envolve grandes questões distributivas –entre países ricos e países pobres, entre os países que causaram o problema e os que não o causaram, entre os países que importam para a solução e os que não importam, e, não menos importante, entre as pessoas de hoje, que tomam as decisões, e as pessoas do amanhã, que sofrerão as consequências. A tendência natural seria ou fazer nada, e insistir em que não existe problema, ou concordar em que existe um problema mas simplesmente fingir que estamos agindo. Não está claro que forma de obscurecimento é pior.

Uma linha de argumentação contra a ação é a de que não sabemos qual será o custo final da mudança do clima. Mas esse argumento na verdade também pode ser usado em favor da ação. A escala da incerteza é um argumento em favor de agir, e não de esperar. Ninguém sabe realmente que riscos a humanidade descobrirá ter corrido ao continuar em seu curso atual. Mas sabemos que nossos descendentes provavelmente terminarão vivendo em um planeta diferente, e sem um caminho para retornar ao que hoje temos. A aposta em que nossos descendentes serão capazes de enfrentar a situação pode ser correta. Mas também pode se provar desastrosamente errada. A escolha sã certamente seria preservar o planeta que temos.

Mas fazê-lo, como se tornou bastante claro agora, requer esforço cooperativo em escala planetária. O problema não será resolvido com meias-medidas. A escala do desafio que temos é uma que os seres humanos historicamente só encontraram em tempo de guerra, e de guerra uns contra os outros. As chances de cooperação parecem quase nulas no mundo nacionalista em que hoje vivemos. Basta considerar a resposta ao relatório do IPCC –essencialmente, um bocejo coletivo– para perceber o fato. Mas é melhor que não nos iludamos: estamos correndo o risco de um mundo de caos climático descontrolado e não administrável. Seria possível fazer muito mais que isso.

Fonte: Folha de S.Paulo

Para dar conta do nosso consumo, a Terra teria de ser 70% maior

A data de 2 de agosto marca o dia do ano em que gastamos mais recursos do que o planeta será capaz de repor ao longo de todo 2017

Depois de tanto esgotar as reservas do planeta, o mínimo que a humanidade poderia fazer era criar uma data especial para refletir um pouco sobre o estrago. O Earth Overshoot Day determina a dia exato em que já consumimos todos os recursos que a Terra será capaz de repor no ano atual – e passamos a viver das reservas para o seguinte.

Isso acontece todo ano, desde 1969. O problema é que nunca tínhamos entrado no cheque especial tão cedo: a marca deste ano veio hoje, dia 2 de agosto, cinco meses antes de 2017 acabar de vez. Para dar conta desse ritmo e acompanhar a demanda, estima-se que nosso planeta precisaria ser 70% maior do que é atualmente.

“Isso significa que, em sete meses, emitimos mais CO2 que os oceanos e as florestas dão conta de absorver em um ano. Pescamos mais peixes, desmatamos mais árvores e consumimos mais água que a Terra foi capaz de produzir no mesmo período”, explicam a Global Footprint Network e a WWF(World Wildlife Foundation), responsáveis pelos dados.

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Fonte: Revista Superinteressante

Clima e biodiversidade na equação do futuro

A Ciência nos diz que 13.5 bilhões de anos atrás o fenômeno do Big Bang trouxe à existência o que hoje chamamos de matéria, energia, tempo e espaço. Do hidrogênio surgiram os átomos e, deles, as moléculas, as quais se combinaram em estruturas de crescente complexidade, que chamamos de organismos, dentre eles a nossa espécie – Homo sapiens. Na trajetória fascinante do nosso planeta, a física estruturou a química, que organizou a biologia – e, juntas, sintetizaram intrincadas estruturas e arranjos que, há 70 mil anos atrás, deram origem à civilização humana. O surgimento da linguagem permitiu que pequenos grupos de caçadores e coletores, nômades, se integrassem em grandes grupos e mudassem para um estilo de vida sedentário, baseado em aldeias, vilas e cidades.

O desenvolvimento da linguagem e a invenção da agricultura estão entre os acontecimentos mais significativos na evolução da civilização. A domesticação de plantas e animais, ocorrida de forma intensa entre 7 mil e 13 mil anos atrás, permitiu ao ser humano passar de caçador-coletor à condição de agricultor e sócio da natureza. Assim cresceu a capacidade humana de usar a biodiversidade para suprir as necessidades por alimentos, fibras, energia e abrigo e superar os rigores do clima. Biodiversidade e clima são, portanto, elementos centrais na complexa equação civilizatória que nos trouxe até o presente.

O registro das catástrofes ao longo da história mostra que, quando ecossistemas são drasticamente alterados e o clima se torna instável, o bem-estar e o desenvolvimento humano ficam comprometidos e civilizações desaparecem. Jared Diamond, da Universidade da Califórnia – EUA, investigou os motivos pelos quais muitas sociedades desapareceram. Ele concluiu que foram escolhas: fatores como a destruição do meio ambiente, as alterações climáticas, as crises nas relações comerciais e as guerras levaram ao colapso de muitos povos, como o da Ilha de Pascoa, no Oceano Pacífico, que prosperou e pereceu entre os séculos XI e XIV.

Mas, poderá a civilização em que vivemos hoje, com todo o seu avanço tecnológico, entrar em colapso e desaparecer, como aconteceu na Ilha de Pascoa, ou com os Maias, Incas, Astecas e Vikings? Hoje somos 7.4 bilhões de pessoas no planeta, com equipamentos sofisticados, megacidades e intrincada rede de relações entre as nações. Os nativos da ilha de Páscoa não passavam dos 20 mil habitantes, com toscas ferramentas de pedra e apenas a força dos seus músculos. Ainda assim, foram capazes de devastar o ambiente e levar sua sociedade ao colapso. Pode parecer absurda a comparação do mundo moderno com civilizações antigas. Mas, a globalização, o comércio, a Internet, as rotas aéreas e marítimas – que cortam o globo em todas as direções, permitem que o mundo utilize com crescente avidez os recursos finitos do planeta, multiplicando o impacto humano sobre a natureza.

O mais preocupante é que o mundo moderno seguirá demandando mudanças mais complexas nos sistemas naturais, de forma a garantir suporte a uma população crescente, que incorpora estilos de vida cada vez mais sofisticados e impactantes para o meio ambiente. Exemplo atual são as mudanças climáticas, decorrentes de nossa grande dependência de energia fóssil, geradora de gases de efeito estufa, que são associados a eventos climáticos cada vez mais extremos. Perda de biodiversidade também preocupa muito, por ser a diversidade biológica vital para a segurança alimentar, a manutenção dos padrões de clima estável, o armazenamento de carbono e a regulação das chuvas. Juntas, as alterações climáticas e a perda de biodiversidade poderão reduzir a resiliência dos ecossistemas e limitar nossa capacidade de adaptação a mudanças abruptas nos sistemas naturais, com ameaças à agricultura e à alimentação, à saúde das populações, ao comércio e à paz entre as nações.

O bem estar e o desenvolvimento no futuro irão depender, em grande medida, das decisões que tomarmos, no presente, para proteção do nosso capital natural e para estruturação das nossas economias. Grandes acordos e coalizões globais estão buscando viabilizar esta complexa agenda. O Acordo de Paris, aprovado por 197 países, entrou em vigor há pouco mais de um mês. Busca fortalecer a resposta global à ameaça da mudança do clima e reforçar a capacidade dos países para lidar com os impactos decorrentes dessas mudanças. A Convenção Sobre a Diversidade Biológica (CDB), que entrou em vigor em 1993 e já foi ratificada por 168 países, pede estratégias nacionais para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade.

O fato de que centenas de países se unam, voluntariamente, em ações globais de proteção do nosso precioso capital natural é extremamente alvissareiro. Isso nos diferencia das sociedades que tiveram por alternativa apenas o colapso. Nós, ao contrário, estamos aprendendo, com o passado, como o clima e a biodiversidade são essenciais na equação do futuro.

Artigo de Maurício Antônio Lopes é presidente da Empresa Brasília de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Fonte: PortoGente

Cidadãos processam governos para exigir medidas contra mudanças climáticas

NOVA YORK – O aquecimento global já está deteriorando o clima do planeta. Agora, está também causando impacto nos tribunais à medida que adultos e crianças do mundo inteiro tentam convocar o judiciário em suas tentativas de moderar a mudança climática.

Nos Estados Unidos, uma organização sem fins lucrativos especializada em direito ambiental está processando o governo federal em nome de 21 jovens. Indivíduos no Paquistão e Nova Zelândia entraram com ações para forçar seus governos a tomar uma ação mais forte no combate à mudança climática. Um produtor rural do Peru processou uma gigantesca fornecedora de energia alemã por sua contribuição para o aquecimento global. E, ainda que os argumentos possam ser anticonvencionais e surpreendentes, algumas das ações estão avançando.

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Fonte: O Globo

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