ANP publica esclarecimentos sobre o preço do diesel.

Em relação ao preço do diesel, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis esclarece:

– A Petrobras praticava o preço de R$ 2,10 por litro após o início da greve dos caminhoneiros, em razão do desconto de 10%, que correspondia a R$ 0,23 a partir do dia 23 de maio de 2018. O preço antes da greve era de R$ 2,33 por litro. Ressalte-se que o desconto da Petrobras era limitado a quinze dias, para que o governo pudesse negociar com os caminhoneiros, e não seria mantido após esse período.

– Na segunda fase da subvenção econômica ao óleo diesel, o Poder Executivo optou por fixar os preços por região e substituir a média aritmética constante no Decreto n° 9.392, de 30 de maio de 2018, pela média ponderada por região, conforme o Decreto n° 9.403, de 7 de junho de 2018. O quadro abaixo resume as informações:

Decreto
Local
Preço sem subvenção (R$ por litro)
Preço com subvenção de R$ 0,30 por litro (R$ por litro)
Data-base
9.392, de 30 de maio de 2018
Território Nacional
2,3316
2,0316
21/05/2018
9.403, de 7 de junho de junho de 2018
Estados da Região Norte, exceto Estado do Tocantins
2,2681
1,9681
21/05/2018
Estado do Tocantins e Estados da Região Nordeste
2,3065
2,0065
21/05/2018
Estados da Região Centro-Oeste e Sudeste e Distrito Federal
2,4055
2,1055
21/05/2018
Estados da Região Sul
2,3462
2,0462
21/05/2018

– Como mostrado na tabela a seguir, o valor do diesel no mercado brasileiro, em 1º de agosto de 2018, estaria R$ 0,2422 por litro mais caro se não houvesse subvenção econômica:

Base Regionalizada
Preço na refinaria sem subvenção (R$ por litro) em 1° de agosto de 2018
Preço na refinaria com subvenção (R$ por litro) em 1° de agosto de 2018
Diferença entre o preço sem subvenção e com subvenção
Estados da Região Norte, exceto Estado do Tocantins
2,2103
1,9681
0,2422
Estado do Tocantins e Estados da Região Nordeste
2,2487
2,0065
0,2422
Estados da Região Centro-Oeste e Sudeste e Distrito Federal
2,3477
2,1055
0,2422
Estados da Região Sul
2,2884
2,0462
0,2422

– A partir do dia 31 de agosto de 2018, o preço de referência do óleo diesel será calculado com a metodologia estabelecida pela ANP e não pela atualização do preço de referência definido pelo Poder Executivo no Decreto n° 9.403 de 2018, tendo em vista a determinação do Decreto n° 9.454 de 2018. Dessa forma, está em consulta pública a proposta da ANP (a audiência pública ocorrerá no dia 17 de agosto de 2018).

– A tabela abaixo apresenta os resultados das simulações de preço para o dia 1° de agosto, usando a proposta da Agência em consulta, que indica o preço de paridade de importação do diesel colocado nos terminais dos principais portos das regiões mencionadas:

Base Regionalizada
Preço na refinaria sem subvenção (R$ por litro) em 1° de agosto de 2018
Preço na refinaria com subvenção (R$ por litro) em 1° de agosto de 2018
Preço na refinaria com subvenção (R$ por litro) em 1° de agosto de 2018 com a nova regulação da ANP
Estados da Região Norte, exceto Estado do Tocantins
2,2103
1,9681
1,8405
Estado do Tocantins e Estados da Região Nordeste
2,2487
2,0065
1,8747
Estados da Região Centro-Oeste e Sudeste e Distrito Federal
2,3477
2,1055
1,9045
Estados da Região Sul
2,2884
2,0462
1,8757

O preço simulado com a nova regulamentação da ANP considera uma subvenção de R$ 0,30/l.

Fonte: ANP

Petrobras vê risco em estender exportação de combustíveis para distribuidores

A Petrobras apoia as mudanças propostas pela da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para o novo marco regulatório do comércio exterior de combustíveis, que visa aumentar a concorrência no setor, mas alertou para o risco de liberar a exportação de produtos por distribuidores, como sugere a resolução da agência que foi colocada em consulta pública há um mês. A previsão da agência é que a nova resolução seja publicada até o final de outubro deste ano.

O objetivo da ANP ao lançar em consulta pública é simplificar as mais de 20 resoluções que existem sobre o tema em apenas uma, para dar maior transparência ao processo e estimular a competição. As sugestões recebidas serão analisadas em agosto e entre setembro de outubro deverão ser publicadas.

“A gente entende que conceder a possibilidade de exportação para distribuidores pode inclusive aumentar o risco de abastecimento do mercado nacional, porque a infraestrutura disponível vai estar concorrendo com diferentes operações, os tanques, os caminhões, os portos, porque essa decisão (para os distribuidores) será meramente econômica”, expôs Cristiane de Souza, da área de combustíveis da estatal, na audiência pública sobre o assunto realizada nesta quinta-feira, 26, na sede da ANP, no Rio.

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Fonte: Estadão Conteúdo

Conselho da Petrobras nomeia Ivan Monteiro como presidente da estatal

O conselho de administração da Petrobras aprovou na tarde desta sexta-feira a nomeação de Ivan Monteiro como novo presidente da estatal. Monteiro vai substituir Pedro Parente, que pediu demissão do cargo na manhã desta sexta. A reunião do conselho terminou no fim da tarde, após o fechamento do mercado. Em fato relevante divulgado no início da noite, a Petrobras confirmou a decisão, informando que ele ocupará o cargo interinamente até a escolha de presidente definitivo.

“A Petrobras informa que o Conselho de Administração realizou, hoje, uma reunião extraordinária, na qual o Presidente do Conselho, com base em previsão estatutária, indicou e nomeou o engenheiro Ivan de Souza Monteiro para o cargo de Presidente interino da companhia até a eleição do novo Presidente definitivo. O Presidente Ivan Monteiro acumulará a função de Diretor Executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores.”

O nome de Monteiro, que ocupava até então o cargo de diretor financeiro, é visto como um sinal de continuidade e que a política de preços seria mantida. Além de Monteiro, o nome de Solange da Silva Guedes, diretora-executiva de Exploração e Produção, também estava sendo cotado para o lugar de Parente.

— No início ele não estava aceitando, mas o presidente teria dado garantia de que ele pode administrar a empresa sem interferências políticas — contou uma alta fonte do governo sob condição de anonimato.

Monteiro é o braço direito de Pedro Parente. No entanto, chegou antes do chefe à empresa. Foi levado pelo ex-presidente da companhia, Aldemir Bendine, em 2015. Os dois trabalharam juntos no Banco do Brasil. Entraram com a saída de Graça Foster. Bendine acabaria preso, condenado a 11 anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro em março, acusado de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht.

A missão de Ivan Monteiro era consertar os erros da gestão anterior. Começou a desenhar um plano para reerguer a empresa assim que assumiu. Segundo pessoas próximas, ele ficou surpreso com a bagunça na contabilidade da empresa e começou a corrigir coisas como a falta de provisionamento para possíveis dívidas.

Após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o comando da Petrobras foi alterado. Saiu Bendine e assumiu Parente. Ele manteve Ivan Monteiro no cargo que tocou a recuperação da empresa sem necessidade de o governo injetar dinheiro público.

— O Ivan é uma quadro forte. Se for nomeado, é um sinal de que a política de preços não será alterada — falou uma fonte da empresa.

Segundo fonte ligada ao conselho de administração da Petrobras, a sucessão pode permitir à companhia manter sua política de preços em paridade com o mercado internacional.

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Fonte: Extra

Governo diz que país caminha para normalidade com fim da greve dos caminhoneiros

BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) – Após 11 dias de bloqueios e manifestações de caminhoneiros por rodovias de todo país, o governo anunciou nesta quinta-feira(31/5) que o Brasil está retornando à normalidade com o fim da paralisação da categoria, que teve suas principais demandas atendidas por meio de um pacote com impacto bilionário.

Pela primeira vez, desde o início da paralisação dos caminhoneiros em 21 de maio, não houve registro de pontos de aglomeração de pessoas e veículos, ou qualquer outra anormalidade no fluxo normal de veículo, em estradas do país, de acordo com balanço da Polícia Rodoviária Federal, por volta do meio-dia desta quinta-feira.

“Brasil está rodando e voando normalmente”, afirmou o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, a jornalistas, após reunião no Palácio do Planalto do grupo instaurado pelo governo para acompanhar a situação do desabastecimento provocado pela paralisação.

“Hoje de manhã operações importantes foram levadas a efeito, trazendo as últimas boas notícias. Nós terminamos o dia ontem e iniciamos hoje com o país voltando à normalidade”, acrescentou.

O ministro reconheceu que o cenário ainda é de “filas em alguns lugares”, mas considerou que não houve “interrupção dramática” nos abastecimento de gêneros de primeira necessidade.

O movimento dos caminhoneiros, que no auge das paralisações chegou a realizar mais de 1.000 bloqueios em estradas de todos os Estados e no Distrito Federal, provocou um desabastecimento generalizado e afetou diversos setores da economia. Voos foram cancelados, filas gigantescas se formaram em postos de gasolina e muitas empresas chegaram a interromper a produção.

A greve começou a perder força na segunda-feira, depois que um segundo acordo proposto pelo governo, desta vez atendendo à maior parte das demandas dos caminhoneiros após uma recusa inicial da categoria a uma proposta anterior, e finalmente representantes do movimento recomendaram o fim da paralisação.

Os caminhoneiros em greve vinham mantendo resistência em encerrar o movimento mesmo após o governo acionar o uso das Forças Armadas para desbloquear rodovias e ameaçar impor multas a quem se recusasse a desobstruir as vias.

A principal concessão feita pelo governo foi a redução do preço do litro do óleo diesel em 46 centavos até o fim do ano por meio de redução de impostos e por uma subvenção de 9,5 bilhões de reais da União, que irá ressarcir a Petrobras <PETR4.SA> por perdas com o diesel.

Para tapar o buraco, o governo anunciou uma série de medidas, como reduções de benefícios tributários para exportadores, empresas de refrigerantes e petroquímicas, além de cortes de gastos públicos em áreas como saúde e educação.

Na avaliação do governo, a paralisação dos caminhoneiros teria chegado ao fim antes não fosse por um locaute promovido por empresas distribuidoras de combustíveis e transportadoras que se aproveitaram do movimento para realizar um locaute, quando empresários impedem funcionários de trabalhar, para aumentar seus ganhos.

O Porto de Santos, o maior da América Latina, voltou a ter movimentação de cargas nesta manhã por meio de uma operação coordenada pelo Exército, após vários dias seguidos de bloqueios, e cerca de 70 por cento do abastecimento de combustível do país já tinha voltado ao normal, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No entanto, um representante da operadora de logística Maersk Line disse que o acesso a Santos havia sido liberado, mas os portões continuavam fechados. “Vimos algumas importações-chave sendo liberadas de terminais no complexo de Santos. Ainda assim, esperamos que os volumes de exportações do Brasil continuarão sendo seriamente impactos pelas próximas semanas”, disse Antonio Dominguez, diretor para da costa leste da América do Sul da Maersk.

Nesta quinta-feira a Polícia Federal prendeu um empresário acusado de locaute no Rio Grande do Sul, na primeira operação resultante de investigações realizadas durante a paralisação.

Segundo o ministro Etchegoyen, não houve nenhum ato de violência por parte do governo no emprego da força contra aqueles que sabotaram o final da greve dos caminhoneiros. O ministro lamentou a morte de um caminhoneiro com uma pedrada lançada por um manifestante em Rondônia.

Ao participar de uma reunião com líderes evangélicos nesta quinta, o presidente Michel Temer ressaltou que não houve confrontos entre as forças de segurança e os grevistas, e ressaltou a importância do diálogo para solucionar a crise.

Temer disse que se sentia “iluminado por Deus” por participar de evento com religiosos no mesmo dia que o país começava a retornar à normalidade. “Acho que fui chamado no dia de hoje iluminado por Deus… para comemorar a pacificação do país, acho que foi isso que nós fizemos”, afirmou.

PETROLEIROS

Além do fim da paralisação dos caminhoneiros, também foi anunciada nesta quinta-feira a suspensão da greve de 72 horas convocadas por petroleiros contra o que afirmam ser um processo de privatização da Petrobras <PETR4.SA>, assim como contra a política de preços adotada pela estatal.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) recomendou aos sindicatos da categoria o fim da greve depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) declarou a greve ilegal e estabeleceu multas de 2 milhões de reais por dia de paralisação.

De acordo com os sindicatos, 21 plataformas da Petrobras na Bacia de Campos –responsável por cerca de metade da produção de petróleo do Brasil– tinham aderido à greve, que também atingiu refinarias e terminais.

Em comunicado após o anúncio da FUP, a estatal confirmou que a greve de petroleiros acabou e que todas suas unidades estão operando, acrescentando que não houve impacto sobre a produção e nem risco de desabastecimento.

ANP diz que 70% do abastecimento de combustível no país voltou ao normal

Cerca de 70 por cento do abastecimento de combustíveis do país voltou ao normal com o enfraquecimento da paralisação dos caminhoneiros, e a Região Sul é a que ainda tem mais atrasos na distribuição, disse neste sábado o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Aurélio Amaral.

Segundo Amaral, ainda há bloqueios em estradas nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. “Os dois estão liderando manifestações e por lá tem mais problemas do que no resto do Brasil”, disse o diretor da ANP à Reuters.

De acordo com balanço da Polícia Rodoviária Federal deste sábado, foram registrados apenas nove pontos em todo país com pequenas aglomerações de pessoas e veículos localizadas em locais próximos às rodovias federais, sendo oito deles no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

No auge das paralisações dos caminhoneiros foram registrados mais de 1.000 bloqueios em estradas em todos os Estados do país, o que provocou um desabastecimento generalizado e afetou diversos setores da economia.

O diretor da ANP estimou que a situação do abastecimento deve estar totalmente normalizada durante o fim de semana.

“Não temos mais nenhuma localidade em nível vermelho, agora só em estado de atenção“, afirmou. “Ainda falta produto em algumas localidades especialmente no Sul, mas já estão recebendo combustível“.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

Fonte: Reuters

Como é formado o preço da gasolina e do diesel?

Estatal fica com 32% do preço total cobrado pela gasolina nas bombas e com 55% do valor do diesel.

Em meio à greve dos caminhoneiros, que entrou em seu 3º dia nesta quarta-feira (23), a Petrobras anunciou novo reajuste no preço dos combustíveis nas refinarias. O preço do litro da gasolina baixou 0,62%, passando de R$ 2,0433 para R$ 2,0306. Já o do diesel caiu 1,14%, de R$ 2,3351 para 2,3083.

Na véspera, a estatal já tinha reduzido os preços, depois de sucessivas altas que geraram protestos de caminhoneiros e discussões entre a petroleira e o governo. Os cortes foram motivados pela queda da cotação do dólar, segundo o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

A decisão de repassar os reajustes do valor dos combustíveis cobrados nas refinarias para o consumidor final é dos postos de combustíveis, que repassam ao consumidor os custos de toda a cadeia da gasolina e do diesel.

O preço final da gasolina e do diesel é composto basicamente por 4 parcelas: realização do produtor ou importador, no caso a Petrobras, incluindo custo e lucro; custo do etanol anidro (no caso da gasolina) e do biodiesel (no caso do diesel); tributos (ICMS, PIS/Pasep e Cofins, e Cide) e margens de distribuição e revenda.

Confira a matéria completa aqui.

Fonte: G1

Governo e Petrobras discutem alta do combustível nesta terça-feira

‘Algo é preciso ser feito, mas não haverá interferência política na Petrobras’, afirmou o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

Os ministros Eduardo Guardia (Fazenda) e Moreira Franco (Minas e Energia) e o presidente da Petrobras, Pedro Parente, se reúnem nesta terça-feira (22) para discutir a alta da gasolina e do diesel. Na segunda-feira (21), caminhoneiros pararam o trânsito em rodovias de 20 estados e no DF contra a escalada de aumentos dos combustíveis e nesta terça-feira novos protestos são registrados no país.

Ainda na segunda, a Petrobras anunciou um novo reajuste. Os preços do diesel nas refinarias serão elevados em 0,97% e os da gasolina, em 0,9%, a partir desta terça. Só na semana passada, foram feitos 5 reajustes diários seguidos de preço nas refinarias.

“Algo é preciso ser feito, sem mudar a política de preços e prejudicar a Petrobras”, afirmou Moreira Franco ao blog do Valdo Cruz.

Impostos

O ministro disse que ainda está na mesa de negociações a possibilidade de redução da cobrança de tributos sobre os combustíveis. O peso dos impostos na composição do preço da gasolina, por exemplo, chega a 45% do valor final. “Mas ainda não há nenhuma decisão, ainda estamos avaliando o que poderá ser feito”, disse.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou na segunda que o governo federal buscará “um pouco mais de controle” para dar “previsibilidade” à alta dos combustíveis. Padilha deu a declaração pouco antes de participar de uma reunião com o presidente Michel Temer para tratar do assunto.

“Temos uma política internacional de preços que a Petrobras acompanha diariamente e isso tem dado aumento. O dólar subindo e o petróleo subindo, os dois subindo internacionalmente, por certo, tínhamos que ter um aumento nos combustíveis”, afirmou o ministro.

Petrobras estuda produzir biodiesel a partir de microalgas

A Petrobras trabalha no desenvolvimento de uma tecnologia pioneira para produzir biodiesel de microalgas – alternativa aos combustíveis derivados do petróleo, que pode ser usada em carros e ou qualquer outro veículo com motor a diesel.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, a gerente de Biotecnologia do Centro de Pesquisas (Cenpes) da Petrobras, Juliana Vaz, ressaltou o pioneirismo do projeto que, em sua avaliação, “vai contribuir para a construção de um futuro mais sustentável. É um projeto de vanguarda, pioneiro no Brasil e que logo vai estar à disposição de todos”.

Gerente de Biotecnologia JULIANA VAZ BEVILAQUA, 24/01/2018. Cenpes, Rio de Janeiro - RJ - Brasil.
Os resultados são promissores , segundo a gerente de Biotecnologia do Centro de Pesquisa (Cenpes) da Petrobras, Juliana VazFrancisco Alves de Souza/Banco de Imagens Petrobras

Fabricado a partir de fontes renováveis (entre elas óleo de soja, gordura animal e óleo de algodão) ou do sebo de animais, o biocombustível emite menos poluentes que o diesel. Do processo biológico das microalgas é produzida uma biomassa usada para se extrair o óleo, que será matéria prima para a produção do biocombustível.

A estatal almeja chegar a produzir o combustível feito a partir da microalga em escala comercial. “O biodiesel produzido já foi submetido a testes de qualificação em laboratório, sob os padrões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e os resultados preliminares mostraram ser promissores”, diz Juliana.

As microalgas têm como principal vantagem o fato de não ter sazonalidade (períodos de safra) e não depender de condições específicas – de solo, por exemplo – para sua produção. Sua fabricação possibilita colheitas “quase que semanais”, com uma produtividade até 40 vezes maior do que a da biomassa feita de vegetais terrestres. “As microalgas têm uma produtividade muito maior do que a soja e cana”,  afirmou a pesquisadora.

Benefícios para o meio ambiente

A produção a partir da microalga traz ainda vantagens ecológicas, já que contribui para a redução de gás carbônico (CO2) do ar, um dos geradores do efeito estufa, que causa o aquecimento global, uma das maiores preocupações atuais com o meio ambiente.

Cada uma tonelada de microalgas usadas para a produção de biodiesel pode retirar até 2,5 toneladas de gás carbônico do ar, taxa “muito maior que a de outros vegetais normalmente utilizados para a produção de biodiesel – seja a soja ou da cana-de-açúcar”, disse Juliana, ressaltando que esse gás carbônico ainda será aproveitado para a produção de um substituto dos combustíveis fósseis.

Ainda dentro do contexto de maximizar a tecnologia, também está em estudo a possibilidade de cultivar microalgas em águas oriundas da produção de petróleo, contribuindo no tratamento dessa água para descarte ou para reúso. “As microalgas utilizam as substâncias presentes na água de produção, como nitrogênio e fósforo, como insumos para a conversão em biomassa”, explica a pesquisadora.

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Fonte: Agência Brasil

Política da Petrobras elevou derivados de petróleo, diz IBGE

Os derivados de petróleo e biocombustíveis saltaram 18,69% na porta de fábrica no ano passado, segundo os dados do IPP

A nova política de reajuste de preços da Petrobras resultou na maior pressão para a inflação da indústria no ano de 2017. Os derivados de petróleo e biocombustíveis saltaram 18,69% na porta de fábrica no ano passado, segundo os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 30.

Os aumentos mais relevantes ocorreram no óleo diesel e óleos combustíveis, gás liquefeito de petróleo, gasolina automotiva e naftas.

Como resultado, a atividade de refino de petróleo e produtos de álcool respondeu por 1,88 ponto porcentual da taxa de 4,18% registrada pelo IPP no ano de 2017.

“Os derivados do petróleo estão acompanhando o que está acontecendo com o óleo bruto de petróleo. O Brasil está seguindo os preços internacionais”, explicou Manuel Campos, analista do IPP na Coordenação de Indústria do IBGE.

Outros segmentos

Além dos aumentos nas refinarias, houve pressão também em 2017 dos segmentos de metalurgia (13,41%), papel e celulose (11,66%) e indústrias extrativas (11,54%). Segundo Campos, as cotações internacionais influenciaram o resultado, uma vez que o câmbio manteve-se comportado. “O dólar teve queda de 1,8% em relação ao real este ano”, citou o pesquisador.

As atividades de metalurgia (0,99 ponto porcentual) e de outros produtos químicos (0,85 ponto porcentual) exerceram as maiores pressões sobre a inflação da indústria em 2017, atrás apenas do impacto do segmento de refino.

Indústria alimentícia

Por outro lado, a indústria alimentícia impediu que o IPP fosse ainda mais elevado. Os preços da atividade de alimentos recuaram 7,29%, o equivalente a uma contribuição de -1,56 ponto porcentual.

“Os alimentos encerraram 2017 com queda de 7,3%. É a primeira vez que isso ocorre em sete anos de série histórica. E o setor alimentar pesa quase 20% (no cálculo do IPP), é o mais pesado de todos”, ressaltou Campos.

“Basicamente é efeito safra. Houve uma safra mundial muito boa também, não só no Brasil, especialmente de soja, de arroz”, completou.

Entre as grandes categorias econômicas, houve aumento de 4,26% em bens de capital no ano de 2017 (com influência de 0,36 ponto porcentual sobre o IPP do ano); elevação de 6,53% em bens intermediários (3,64 pontos porcentuais de contribuição); e alta de 0,51% em bens de consumo (0,18 ponto porcentual de influência).

Dentro de bens de consumo, o resultado foi influenciado em 0,36 ponto porcentual pelos bens de consumo duráveis e -0,17 ponto porcentual pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Fonte: Estadão Conteúdo

Receita com royalties do petróleo cresce mais de 50% em 2017 após 2 anos de queda

Com recuperação dos preços internacionais e aumento marginal da produção, arrecadação total superou 26,9 bilhões contra R$ 17,74 bilhões em 2016.

A arrecadação com royalties e participações especiais sobre a produção do petróleo cresceu mais de 50% em 2017 após dois anos de queda. Segundo levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a partir de dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a receita destinada à União, estados e municípios no ano passado atingiu R$ 26,89 bilhões, o que representa um aumento de 51,5% ante 2016.

O balanço ainda é parcial e não inclui as participações especiais do 4º trimestre, cujos valores só deverão ser divulgados pela ANP em fevereiro. Pelos cálculos da CBIE, considerando a média dos três primeiros trimestres, a arrecadação total deverá superar os R$ 30 bilhões, o que corresponderá a um crescimento anual acima de 70%.

Em 2017, somente a arrecadação com royalties somou R$ 15,3 bilhões, ante R$ 11,84 bilhões em 2016. Já as participações especiais renderam aos cofres públicos até o 3º trimestre R$ 11,59 bilhões.

Apesar da alta, o patamar atual recolhido por empresas que exploram petróleo ainda segue abaixo da máxima registrada em 2014, quando os valores recebidos das petroleiras somaram R$ 35,64 bilhões em termos nominais (sem considerar a inflação).

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Fonte: G1

Petrobras revê política e reduz preço do diesel

A Petrobras anunciou nesta sexta (1º) uma revisão no cálculo do preço do diesel, alegando que precisa recuperar mercado perdido para importadores privados no combustível.

O novo cálculo vai provocar uma queda no preço do diesel no país. Já nesta sexta, a estatal anunciou corte de 5,7% e a expectativa é que novas reduções sejam feitas.

Em nota, a Petrobras afirmou que a revisão tem o objetivo de adequar o preço do combustível “às mudanças de fluxo logístico e entrada de produtos importados no país”, mas que continuará operando com margem de lucro na venda do produto.

“A decisão mantém inalterada a política de preços em vigor, reafirmando o compromisso da companhia de operar sempre com margem positiva acima da paridade internacional”, afirmou a companhia.

Os preços dos combustíveis são calculados por fórmula que considera as cotações internacionais, a taxa de câmbio, o custo de importação e a margem de lucro da estatal.

A Folha apurou que a direção da empresa avalia que pode reduzir a parcela do preço referente ao custo de importação, já que seus concorrentes têm ganhado maior competitividade neste segmento, com o uso do modal ferroviário, por exemplo.

O aumento das importações reduziu sua fatia no mercado de diesel de uma posição quase monopolista a 72% das vendas internas. A competição vem levando a companhia a operar suas refinarias com capacidade reduzida: ao fim do terceiro trimestre, estavam com 22% de ociosidade média.

“A expectativa é que a nova precificação do diesel não tenha impacto na receita da companhia em virtude da perspectiva de ganhos de mercado”, afirmou a empresa.

No mercado de gasolina, a estatal tem 88% das vendas. Nesta sexta, o preço do combustível foi reajustado em 1,9%.

Em julho, a Petrobras deu início a nova política de preços para os combustíveis, autorizando a área técnica a promover reajustes diários para conter as importações por terceiros.

Fonte: Folha de S.Paulo

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