Alemanha quer proibir carros a combustão até 2030

São Paulo – A Europa está disposta mesmo a reduzir o índice de emissões de dióxido de carbono. Prova disso é o recente anúncio de que Paris (França) banirá de suas ruas carros com mais de 19 anos.

Agora, segundo a publicação Autocar, a Alemanha é outra a tomar medidas efetivas para reduzir as emissões produzidas pelos veículos automotores, pois quer proibir carros a combustão no país até 2030.

O precursor dessa iniciativa é o Vice-Ministro da Economia Rainer Baake, que disse que os carros novos terão de ser livre de emissões para o país atingir a meta de redução de gás carbono de pelo menos 80% até 2050. Ainda segundo Baake, não houve na Alemanha redução de emissões de CO2 na área de transportes desde 1990.

A quantidade de carros “verdes” na Alemanha ainda é relativamente baixa, apenas 130.000 híbridos e 25.000 elétricos, contra 14,5 milhões de veículos a diesel no país.

Casos como o do “dieselgate”, que revelou inconsistências em grande escala no aspecto de emissões, mostram que a poluição liberada por modelos diesel pode ser maior do que os números oficialmente estimados.

Para tentar reverter esse quadro, o governo alemão dará incentivo para compra de veículos elétricos através de subsídios. Com isso, o governo espera ter meio milhão de veículos livre de emissões até 2020, enquanto que, para 2030, é esperado que o número de elétricos e híbridos suba para 6 milhões no país.

Com as regras cada vez mais exigentes, as montadoras alemãs já estão se mexendo para atender as medidas impostas. Como exemplo há a BMW, com o elétrico i3 e o esportivo híbrido i8, sendo que a marca bávara está desenvolvendo uma versão totalmente elétrica do último.

Já a Mercedes-Benz anunciou um carro movido a hidrogênio com autonomia de até 498 quilômetros que será produzido no ano que vem. A Volkswagen, após o escândalo do “dieselgate”, passará a investir cada vez mais em veículos verdes e projeta vender entre dois e três milhões de carros 100% elétricos em 2025.

Fonte: Quatro Rodas

Noruega pode banir carros a gasolina em 2025

Dentro de dez anos, comprar um novo carro movido a gasolina, gás natural ou diesel pode virar sinônimo de missão impossível na Noruega. Isso porque o país tem planos de banir a venda de automóveis movidos por combustíveis de origem fóssil.

Os quatro principais partidos políticos noruegueses, tanto da direita quanto da esquerda, chegaram a um acordo sobre uma nova política energética que inclui a proibição de novas vendas de carros movidos a combustíveis fósseis a partir de 2025, segundo o britânico The Independent, que cita a mídia norueguesa.

Se aprovada, a medida seria particularmente significativa porque uma grande parte da riqueza da Noruega depende justamente da indústria de petróleo do país, que é um dos maiores exporatdores do mundo.

Atualmente, cerca de 24% da frota de veículos leves da Noruega já é eletrificada. Ao saber da intenção do país escandinavo de esverdear “100%”, Elon Musk, o CEO da Tesla, publicou um tuíte elogiando: “Que país impressionante. Vocês são um máximo!!”

No ano passado, 17,1% dos novos registros de carros no país eram emissão-zero, colocando a Noruega na liderança dos emplacamentos verdes no mundo.

Fonte: Exame

Dinamarca quer criar “imposto do churrasco”

Não faz nem um mês que 177 países assinaram o Acordo de Paris, em que se comprometeram a limitar o aquecimento global a 2ºC até o fim do século.

Mas a Dinamarca já está pronta para agir – com uma medida que pode chatear os fãs de um bom bife.

O Conselho de Ética do parlamento dinamarquês recomendou, na sua última sessão, que o país adote um imposto específico para a carne bovina.

Isso porque a criação de gado é responsável por cerca de 10% das emissões de gases estufa, que provocam o aquecimento global.

A conclusão do grupo foi que, sem diminuir o consumo de carne, é impossível atingir o objetivo do acordo mundial.

Com a mudança, eles imaginam que a indústria de alimentos reduza sua emissão de gases prejudiciais entre 20% e 35%.

E o imposto não recairia sobre o produtor de gado – eles querem cobrar a nova taxa direto do consumidor e, através do aumento do preço, levar a população a comer menos carne bovina.

A recomendação, afinal, veio do Conselho de Ética, e a opinião da maioria dos membros é que os dinamarqueses têm uma obrigação moral de comer de formas mais sustentáveis para o planeta.

A medida pode parecer radical, mas chamar a atenção para a influência do gado no aumento do efeito estufa é urgente.

Bois e vacas produzem gás metano, que é 84 vezes mais prejudicial ao aquecimento global do que o CO2 emitido pelos carros – ele não só leva o planeta a conservar muito mais calor como dura muito mais tempo na atmosfera.

Assim, mesmo abrindo mão de combustíveis fosseis para o transporte, ainda há muito trabalho a fazer – e isso só para segurar o aumento da temperatura a menos de 2ºC, limite que vários cientistas acreditam que não será possível manter.

O que defende a Dinamarca é que a luta contra o aquecimento global seja feita em um novo lugar: o supermercado.

Fonte: Superinteressante

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