Olimpíada de 2024 não terá carros movidos a combustíveis fósseis

Vice-prefeito de Paris, Jean Louis Missika, afirma que existe uma boa chance de a capital francesa já estar livre de carros a gasolina e diesel. Mais: disse que Paris planeja proibir o uso de veículos autônomos privados no futuro para evitar o congestionamento

Após a cidade de Paris ter sido escolhida no dia 13 de setembro para sediar a Olimpíada de 2024, o vice-prefeito, Jean Louis Missika, veio a público não só para comemorar o fato, como ainda dar a notícia de que existe uma boa chance de, até lá, a capital francesa já estar livre de veículos movidos a combustíveis fósseis.

Segundo a prefeita da capital francesa, Anne Hidalgo, 6.500 parisienses morrem a cada ano devido aos efeitos da poluição. Um dos fatos que explica, em parte, essa tragédia ambiental está na história da construção da cidade: Paris foi construída quando a indústria automobilística não existia nem nos sonhos dos visionários, logo suas ruas estreitas não foram dimensionadas para o tráfego de carros e caminhões.

Para voltar não à Paris do século 19, mas sim caminhar na direção de uma moderna e sustentável cidade do século 21, a cidade já está implantando iniciativas nessa direção, como a elevação do preço do estacionamento, a expansão das ciclovias e, de quebra, o anúncio de proibir, até 2020, a circulação de veículos movidos a diesel.

Continue lendo aqui.

Fonte: Diário dos Transportes

Como fezes dos cavalos e óleo de cozinha dos Jogos serão úteis para o Rio

Os Jogos Olímpicos do Rio tiveram como uma de suas principais bandeiras a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente desde a cerimônia de abertura. No Parque Olímpico, o conceito ecologicamente correto também foi empregado em larga escala com ações como a reciclagem de material não orgânico e o reúso da água.

Menor pira olímpica da histórica

Os Jogos do Rio tiveram a menor pira olímpica de todas as edições das Olimpíadas. A pira que está na praça Mauá, região portuária da capital carioca, foi feita em um tamanho reduzido para consumir menos combustível e emitir menos gases poluentes.

A ideia do Comitê era usar a chama como um gesto simbólico para conscientizar a população e para que as pessoas repensem sua forma de consumo. Além da pira, as 14 mil tochas que circularam pelo país também foram produzidas com alumínio reciclado.

Óleo da cozinha dos atletas vai virar sabão e biodiesel

Litros e litros de óleo de cozinha foram usados para o preparo da comida dos atletas na Vila Olímpica e dos espectadores do Parque Olímpico. Mas todo o óleo que seria descartado não vai para o lixo. Ele é captado para ser transformado em combustível biodiesel e em sabão em barra. O sabão substitui o detergente que é considerado altamente poluente. Segundo dados da Rio 2016, cada litro jogado na rede de água pode poluir até mil litros.

O projeto chamado Prove foi feito em parceria da Rio 2016 com o governo do estado. Em todas as cozinhas da Vila e do Parque Olímpico, foram colocados galões onde são depositados todo o óleo usado. Esse material é encaminhado para as cooperativas da Ecoponto que repassam para as indústrias.

Clique aqui para continuar lendo.

Fonte: UOL

Aquecimento global — a nova prova de fogo para o esporte

São Paulo – Los Angeles, 5 de agosto de 1984. Cambaleando, desidratada e com câimbras que lhe contorcem as pernas e braços involuntariamente, a suíça Gabrielle Andersen-Schiess cruza em 33º lugar a linha de chegada da primeira maratona feminina em uma Olimpíada, realizada sob um forte sol de verão. Na sequência, ela cai desacordada nos braços dos médicos, uma cena dramática que entrou para a história como ato heroico, mas que também lançou alerta para os riscos da prática esportiva em tempos quentes.

Rio 2016. Em abril, durante os eventos-teste para a Olimpíada, a elite dos corredores sofre com o calor excessivo, que consideram ser seu maior adversário e um obstáculo para a superação de recordes. A preocupação se justifica. O calor intenso é uma ameaça real a todo praticante de esportes de alta resistência ao ar livre, sem climatização controlada — o que inclui futebol, corridas, ciclismo e natação em mar aberto, por exemplo — e, em casos extremos, pode até matar.

Em um planeta em aquecimentoo calor se revela uma espécie de nova prova de fogo para esses esportes e seus atletas. É o que aponta um estudo inédito produzido pelo Observatório do Clima, rede brasileira de entidades da sociedade civil focadas em mudanças climáticas, que coletou dados de pesquisas sobre o tema ao redor do mundo e ouviu médicos do esporte, preparadores físicos e atletas.

Além da maior atenção e tecnologia voltada à saúde e à adaptação térmica dos atletas antes, durante e depois das competições, as mudanças climáticas  estão impondo alterações nos calendários e horários das provas. Atenta aos riscos, a própria Olimpíada já se mexeu nesse sentido.

As provas de atletismo ocorrem pela manhã e no final da tarde, evitando os horários de pico, e os seis jogos de futebol que ocorrerão na Arena da Amazônia, em Manaus, tiveram seus horários alterados. Devido ao forte calor, as partidas que aconteceriam às 13h foram remanejadas para depois das 18h.

Continue lendo aqui.

Fonte: Exame

Olimpíada, enfim, traz clima para as massas

Cerimônia de abertura mostrou consequências do uso do petróleo, degelo polar, elevação dos
oceanos e importância do reflorestamento para mais de 3 bilhões de pessoas no mundo todo

O aquecimento global tornou-se enfim um fenômeno de percepção global nesta sexta-feira (5). Os organizadores da Olimpíada do Rio aproveitaram a audiência cativa de mais de 3 bilhões de pessoas na cerimônia de abertura dos jogos para dar uma aula de por que o planeta está esquentando, o que está em jogo se não agirmos – e mais ou menos o que dá para fazer a respeito.

Foram cinco minutos de um vídeo produzido pelo cineasta Fernando Meirelles (Cidade de Deus), projetado na imensa tela na qual o piso do Maracanã foi convertido para a festa. Do degelo do Ártico aos recordes de temperatura deste século, do aumento do nível do mar à importância das florestas para o ciclo de carbono, estava tudo lá. Todas as mensagens importantes que os cientistas tentam entregar desde 1990, quando o IPCC (o painel do clima da ONU) começou a publicar seus relatórios, foram transmitidas na abertura, com forte impacto visual, para mais ou menos literalmente meio mundo. Foi provavelmente a maior audiência da história para a temática do clima.

Continue lendo aqui.

Fonte: Observatório do Clima

Ar do Rio de Janeiro está mais poluído do que a água

Paulo Saldiva, patologista que já integrou a Organização Mundial de Saúde, considera a poluição do ar mais alarmante do que a verificada nas águas onde vão ocorrer as provas, uma vez que “ninguém é obrigado a beber água da Baía de Guanabara, mas necessita respirar o ar do Rio de Janeiro”

Tal como a promessa de tornar as águas mais limpas não passou de uma intenção, também a de tornar o ar mais limpo parece ter ficado por concretizar. Depois de uma análise de dados governamentais e de testes levados a cabo pela agência Reuters, confirma-se que o ar do Rio de Janeiro está tão ou mais poluído como antes da atribuição dos Jogos Olímpicos à cidade carioca, em 2009.

Desde que, em 1980, os cientistas começaram a monitorar os níveis de material particulado – partículas finas de material sólido ou líquido que ficam suspensas no ar – emitido para a atmosfera e a analisar os seus efeitos na saúde do homem, o Rio de Janeiro é a cidade anfitriã das Olimpíadas com o segundo valor mais elevado, sendo apenas suplantada pelas realizadas em Pequim, no ano de 2008.

Quando a candidatura do Rio foi submetida, os responsáveis brasileiros garantiram que os níveis de qualidade de ar estavam dentro dos limites estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas os registros de material particulado (MP), um dos poluentes mais perigosos, já há muitos anos que excedem os limites definidos pela OMS para a emissão deste poluente para o ar.

A sua presença ar aumenta a probabilidade de contrair doenças no sistema respiratório ou circulatório. E milhares de pessoas no Rio de Janeiro morrem de complicações respiratórias ou cardíacas devido à poluição. Paulo Saldiva, diretor do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e antigo membro do comité da OMS – que definiu limites mais estritos para a emissão de poluentes para o ar no ano de 2006 -, classificou o ar da cidade de Rio de Janeiro como “ar não olímpico”. O especialista considera até que esta poluição é uma ameaça maior para os atletas do que a verificada nas águas do Rio de Janeiro, uma vez que “ninguém é obrigado a beber água da Baía de Guanabara, mas necessita respirar o ar do Rio de Janeiro”.

Esta poluição no ar é, na sua maioria, causada pela emissão de gases de escape por parte dos cerca de 2,7 milhões de veículos que atravessam as estradas da cidade maravilhosa, de acordo com o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (INEA). Os dados da agência ambiental do estado mostram que, desde 2008, os níveis de material particulado no ar do Rio de Janeiro têm sido quase sempre três vezes superiores ao limite anual de 20 estabelecido pela OMS.

Enquanto Paulo Saldiva diz que a poluição causada por materiais particulados é “a que mais danos faz à saúde por ser dos poluentes mais perigosos”, Tania Braga, responsável pela sustentabilidade e legado destes Jogos Olímpicos, defende que “a qualidade do ar não pode ser simplesmente julgada pelos dados da emissão de material particulado”, salientando que “as emissões de gases como o dióxido e o monóxido de carbono estão dentro dos limites estabelecidos pela OMS”.

Ao estimar a mortalidade causada pela poluição no ar através de métodos estabelecidos pela OMS, Saldiva calcula que cerca de 5.400 pessoas morreram na zona da área metropolitana do Rio de Janeiro, em 2014, devido a complicações respiratória. Este é o ano com dados mais recentes disponibilizados pelo INEA, que se recusou a dar acesso à Reuters aos números de 2015 e aos primeiros seis meses deste ano.

De 2010 a 2014, segundo o INEA, o nível de PM no Rio de Janeiro rondou sempre os 52 PM por metro cúbico de ar, quando o limite da OMS é de 20. Jamie Mullins, professor de economia de recursos naturais na Universidade do Massachussets-Amtherst, concluiu num estudo, com base em resultados de mais de 600 mil atletas americanos, que por cada 10 unidades de PM acima do limite da OMS o rendimento do atleta caía em 0,2%.

Em testes realizados pela Reuters no Estádio Olímpico, cujos resultados foram agora divulgados, foi possível perceber que o nível de PM na área circundante se localiza nos 65, abaixo do nível de 82 registado em 2008 na cidade de Pequim. Contudo, muitos especialistas vieram questionar os dados fornecidos pelo INEA, que são obtidos através de 64 estações de monitorização espalhadas pelo Rio de Janeiro, das quais a grande maioria são propriedade de empresas privadas poluentes.

Fonte: Visão

Sem legado olímpico, ar do Rio é poluído e mortal

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O ar do Rio de Janeiro é muito mais poluído e letal do que o retratado pelas autoridades, e a promessa de uma cidade mais limpa como legado dos Jogos Olímpicos, que começam nesta semana, ficou longe de se tornar realidade, mostraram análises de dados do governo e testes realizados pela Reuters.

Quando o Brasil apresentou há sete anos a sua bem-sucedida candidatura para ser o primeiro país sul-americano a sediar o evento, afirmou que os níveis de poluição atmosférica estavam “dentro dos limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde”.

Isso não era verdade na época e tampouco é verdade agora, apesar das promessas das autoridades de que o ar do Rio estaria menos poluído devido ao controle de emissões e melhores condições do transporte público de massa antes da Olimpíada, cuja abertura será na sexta-feira.

Há anos o Rio vem excedendo os padrões da OMS para a classe mais perigosa de poluentes do ar, o material particulado (MP), que é lançado na atmosfera por milhões de veículos que cruzam as ruas e avenidas da cidade.

Em uma região metropolitana que abriga cerca de 12 milhões de pessoas, o número anual de mortos por complicações relacionadas às más condições do ar chega aos milhares. Especialistas dizem que as pessoas expostas à poluição carioca têm maior risco de desenvolver câncer de pulmão, enfarte, derrame, asma e outras doenças. “Definitivamente, isso não é ‘ar olímpico’”, disse o patologista Paulo Saldiva, da Universidade de São Paulo (USP) e membro de um seleto comitê de cientistas da OMS que estabeleceu padrões mais rígidos para a poluição em 2006. “Muito se falou sobre a poluição da água no Rio, mas muito mais pessoas morrem por causa da sujeira do ar do que da água”, afirmou. “Você não é obrigado a beber água da Baía de Guanabara, mas você é obrigado a respirar o ar do Rio.”

Continue lendo aqui.

Fonte: Reuters 

ANP autoriza uso de diesel com 20% de biodiesel nas Olimpíadas e Paraolimpíadas

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou o uso de diesel misturado a 20% de biodiesel nos geradores de energia elétrica durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

A agência reguladora prevê que oComitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 use em torno de seis milhões de litros do B20 (como é chamada a mistura) entre maio e dezembro deste ano, com pico de uso entre agosto e setembro, para quando estão marcadas as competições internacionais.

O consumo previsto é de cerca de seis milhões litros durante as operações entre os meses de maio e dezembro de 2016. Estima-se que o pico de utilização do óleo diesel B20 em geradores ocorrerá em agosto e setembro, período de competições.

A ANP já autorizou o uso em caráter experimental de teores de biodiesel acima da mistura obrigatória de 8% estabelecida na legislação vigente. Um exemplo foi durante os eventos da conferência ambientalista “Rio + 20”, em 2012, no Rio de Janeiro. À época, o comitê organizador usou quase 1,7 milhão de litros somente com os geradores de energia do evento.

O biodiesel é considerado um combustível renovável por ser biodegradável, não tóxico e praticamente livre de enxofre e aromáticos. Dessa forma, sua queima reduz a emissão de particulados, monóxidos e dióxidos de carbonos, quando comparada a queima do diesel mineral.

Confira a publicação no Diário Oficial de hoje (03/06)

Fonte: Portal Brasil, com informações da ANP

Rio 2016: Meta de ônibus com biodiesel para Jogos vai de 100% para 20%

Em 2009, quando disputava com outras cidades a chance de sediar os Jogos Olímpicos 2016, o Rio de Janeiro apresentou um dossiê de candidatura, defendendo as razões pelas quais merecia receber o evento. Na página 98 do documento entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI), a candidatura do Rio prometeu que, até 2016, a cidade teria:

“100% da frota de ônibus públicos com alto uso percentual de combustível limpo (biodiesel /etanol)”

A Secretaria Municipal de Transportes do Rio informou , em nota, que “da frota de 8.266 ônibus, 18,8% utiliza biodiesel”. A meta, segundo a secretaria, é chegar a 20% até o fim deste ano.

A prefeitura, por sua vez, diz, por meio de sua assessoria de imprensa, que a nova meta é de março de 2015 quando a cidade participou da Cúpula Latino Americana de prefeito, em Buenos Aires, e que o dossiê de candidatura “não é um documento com compromissos imutáveis”.

Clique aqui para ler a publicação original

Fonte: Agência Lupa – Revista Piauí

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721