Malásia vai começar a implementar B10 em dezembro

O governo da Malásia confirmou à imprensa que vai iniciar a implementação do B10 a partir de 01 dezembro. O processo implementação da nova mistura entre biodiesel e óleo diesel será gradual atingindo 100% do mercado apenas em fevereiro do ano que vem.

“As empresas de petróleo terão dois meses para fazer a mudança do B7 para o B10 antes dela se tornar obrigatória em primeiro de fevereiro”, disse à Reuters a ministra das Indústrias Primárias, Teresa Kok.

A nova mistura será exigida no setor de transportes. Para aplicações industriais a mistura obrigatória será de B7 e passará a valer em julho do ano que vem.

A expectativa do governo malaio é que o mandato absorva cerca de 761 mil toneladas de óleo de palma. O país é o segundo maior fornecedor global desta commodity – com produção pouco maior que 19,5 milhões de toneladas na temporada agrícola 2017/18 – que vem enfrentando condições de mercado bastante adversas ao longo do ano.

Os preços relativamente baixos do óleo de palma são vistos como uma oportunidade. “Com os atuais preços do óleo de palma, agora é a hora certa para expandir nosso programa de biodiesel”, disse a ministra.

O aumento da mistura ajudaria a reduzir os estoques e dar sustentação às cotações do produto.

Tentativas

Essa não seria a primeira vez que o governo de Kuala Lumpur faz um anúncio desse tipo.

O asiático passou a adicionar 7% de biodiesel ao diesel fóssil no final de 2014. Desde então, já anunciou várias vezes que caminharia rumo ao 10% apenas para voltar atrás em função da oposição das montadoras e da queda nos preços do petróleo.

Fonte: BiodieselBR

Demanda europeia aquece mercado de óleo de cozinha usado da Ásia

O mercado de óleos e gorduras recuperados (OGRs) na Ásia está em franca expansão alavancado pela demanda das usinas de biodiesel da Europa. Como parte do acordo político firmado durante a elaboração da segunda etapa da Diretiva de Energias Renováveis (RED II) que deverá entrar em vigor em 2020, A União Europeia (UE) pretende restringir seriamente a produção de biodiesel a partir de óleos vegetais virgens – no caso do óleo de palma há um banimento proposto a partir de 2030.

Isso vem estimulado a consolidação de empresas que se dedicam à coleta e tratamento de OGRs, especialmente na China e nos países do Sudeste Asiático. Uma delas, a FatHopes Energy da Malásia, diz que a demanda de seus clientes europeus aumentou 40% nos últimos três anos e estima triplicar as vendas até 2030. “Meus clientes vêm se esforçando para encontrar matéria-prima em antecipação à [nova] diretriz da UE”, diz o CEO da companhia Vinesh Sinha que também atua coletando gordura animal e resíduos da produção de óleo de palma.

Tamanho incerto

Não está claro qual é o tamanho desse mercado hoje. Segundo analistas ouvidos pela agência de notícias Reuters, a coleta de OGRs no continente asiático movimentava em torno de US$ 500 milhões por ano. O crescimento recente, no entanto, torna mais difícil dimensionar essa indústria.

Segundo o executivo da divisão de óleos comestíveis da firma de consultoria chinesa STIN Group, os embarques de OGRs originários da China deverão somar 300 mil toneladas este ano – alta de quase 50% sobre o volume exportado em 2017 – e deverá continuar crescendo nos próximos anos.

Isso já vem garantindo que os OGRs recebem um prêmio entre 10% a 15% sobre o valor do óleo de palma – que serve como referência para o mercado. Atualmente, a tonelada de óleo recuperado é negociada entre US$ 600 e US$ 700. “Mais plantas de biodiesel deverão se abastecer com óleo de cozinha usado da Cina”, diz Justin Yuan apontando que a oferta deverá ficar mais curta e a competição entre os compradores maior.

Direto à fonte

Tanto que alguns compradores estão indo direto à fonte. Em setembro, a fabricante de biocombustíveis britânica Greenergy adquiriu uma empresa sediada em Singapura que se dedica a coleta de óleos usados.

A finlandesa Neste também tem planos de dobrar a capacidade de produção de biocombustível de sua usina em Singapura, aumentando ainda mais a demanda por OGRs no mercado local.

Fonte: BiodiselBR

Produção de biodiesel da Indonésia pode aumentar 40% em 2019

MUMBAI, 27 Set (Reuters) – A produção de biodiesel da Indonésia pode avançar para 7 milhões de toneladas em 2019, 40 por cento acima dos 5 milhões de toneladas estimados para este ano, em decorrência de um novo programa para impulsionar o consumo local, disse um agente do ministério indonésio nesta quinta-feira.

O maior produtor mundial de óleo de palma lançou uma iniciativa em setembro que exige que todo o combustível diesel contenha pelo menos 20 por cento de conteúdo bio, como parte dos esforços para cortar os gastos da Indonésia com a importação de combustível, dar suporte à rúpia e aumentar o consumo de óleo de palma.

O óleo de palma é usado como matéria-prima de éster de metil de palma, um componente necessário na produção do biodiesel. Musdhalifah Machmud, vice-ministra de alimentos e agricultura, também previu que a produção de óleo de palma indonésia supere 40 milhões de toneladas em 2019, acima da estimativa de 39 milhões a 40 milhões de toneladas deste ano.

Fonte: últimoinstante

https://www.ultimoinstante.com.br/ultimas-noticias/economia/empresas/producao-de-biodiesel-da-indonesia-pode-aumentar-40-em-201/258646/

APROBIO discute papel da palma de óleo para o biodiesel em reunião de câmara setorial

A palma de óleo é matéria-prima bastante utilizada no mundo para a produção no biodiesel, mas no Brasil ainda tem um alto potencial de crescimento. Além disso, a produção nacional é feita de forma sustentável e sem agressão ao meio ambiente, justamente por prever a recuperação de áreas previamente degradadas por meio da introdução da nova cultura.

Esses foram alguns dos aspectos levados pela APROBIO à 27ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Palma de Óleo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), realizada na quinta-feira (16) em Belém do Pará. O diretor superintendente Julio Minelli e o assessor técnico Antonio Ventilii participaram do encontro.

Ventilii apresentou dados do potencial da palma de óleo para o biodiesel com o início do RenovaBio. Em nome da APROBIO, Minelli participou da elaboração do documento Diagnóstico da Produção Sustentável da Palma de Óleo, sugerido pela associação como resposta às críticas vindas da União Europeia. No Brasil, essa cultura não só cumpre diretrizes de sustentabilidade como ajuda a recuperar áreas degradas e pode, sim, ser mais um aliado a favor do meio ambiente.

Para acessar a íntegra do documento elaborado pela Câmara Setorial, clique AQUI

Alta de diesel pode estimular exportações de óleo de palma

(Bloomberg) — A diferença crescente entre o óleo de palma e os produtos convencionais de óleo feitos de petróleo bruto está tornando o biocombustível feito com óleo de palma mais atraente, o que ajuda a aumentar as exportações Indonésia e da Malásia, os maiores produtores do mundo.

O desconto do óleo de palma em relação ao gasóleo, outro nome para o diesel, chegou a US$ 124 por tonelada na sexta-feira, a maior diferença desde outubro de 2014, e era de US$ 107 nesta segunda-feira, segundo dados compilados Bloomberg. O número se compara com um prêmio médio de cerca de US$ 134 por tonelada em 2017.

O aumento da demanda por biodiesel será um alívio para os produtores de óleo de palma, que enfrentam os preços mais baixos em quase três anos porque os traders projetam uma oferta maior e um enfraquecimento da demanda pelo óleo comestível. Uma mistura maior do biodiesel ajudará a consumir estoques e sustentar os preços, que caíram 13 por cento neste ano.

“Se o diferencial entre o óleo de palma e o gasóleo persistir ou melhorar, a Malásia poderia exportar cerca de 380.000 toneladas de biodiesel neste ano”, disse Unnikrishnan Unnithan, presidente da Associação Malaia de Biodiesel, em entrevista por telefone de Kuala Lumpur.

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Fonte: Bloomberg

Óleo de Palma pode ganhar mercado no setor de energia, diz corretora

São Paulo, 18 – O período de 12 anos no qual a União Europeia (UE) começou a eliminar o óleo de palma de combustíveis para motores deve permitir que a Indonésia e a Malásia, os dois maiores produtores mundiais, identifiquem potenciais novos mercados, diz a TA Securities.

A corretora ressalta que o óleo de palma pode ganhar participação de mercado no setor de energia, já que o preço de outros óleos vegetais no mercado de biodiesel deve aumentar. A corretora mantém um rating acima do peso do setor, uma vez que prevê um mercado mais forte em 2019.

Mais cedo, a inspetora de cargas AmSpec relatou que foram embarcadas 500,19 mil toneladas do produto nos portos da Malásia nos primeiros 15 dias de junho, com queda de 7,2% ante o período equivalente do mês anterior.

Já a inspetora SGS aponta o embarque de 498,27 mil toneladas na primeira quinzena do mês, com recuo de 9,6% na mesma base de comparação.

Fonte: Estadão Conteúdo – Caio Rinaldi, com informações da Dow Jones Newswires

O aumento da produção de óleo de palma no Brasil. E seu impacto no campo

A gordura extraída da palma é o óleo de origem vegetal mais consumido no mundo. Ainda que a versão “crua” do produto, chamada de azeite de dendê, seja mais popular no Brasil por conta de seu uso na culinária, a lista de aplicações na indústria é que absorve a maior parte da demanda.

Para servir à composição de margarinas, chocolates, biscoitos e também fazer parte de cremes e produtos de higiene, o óleo de palma precisa ser refinado por meio de branqueamento, processo que retira sua cor e odor. Por ano, são produzidas mundialmente 72 milhões de toneladas, destinadas sobretudo ao setor alimentício, à produção de cosméticos e ao ramo de biocombustíveis, que vêm ganhando importância nos últimos anos. A palmeira de óleo (Elaeis guineensis) é nativa da costa oeste da África.

Outra variedade da planta, comumente utilizada em espécies híbridas, é a Elaeis oleifera, que ocorre nas Américas do Sul e Central. São duas nações asiáticas, porém, que concentram sozinhas mais de 80% da produção mundial. Em comum, Indonésia e Malásia têm clima e regime de chuvas semelhantes, além de ampla cobertura vegetal nativa. Essa vegetação tropical característica possibilitou que a cultura da palma de óleo obtivesse sucesso também no bioma amazônico.

No Brasil, é o Pará, que mais contribui para a produção nacional – e também vem sendo mais impactado pelo avanço do cultivo. A literatura científica aponta que o estado reúne fatores climáticos ideais, como umidade entre 75% e 90%, média anual de chuvas na casa dos 2.500 milímetros e temperatura entre 24ºC e 28ºC. Segundo a Abrapalma (Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma), mais de 85% da produção está concentrada no Pará, onde existem 207 mil hectares de palma de óleo.

Entre empregos diretos e indiretos, estima-se que a produção de óleo de palma no território paraense seja responsável por até 80 mil postos de trabalho. O restante é distribuído, principalmente, entre Bahia e Roraima. O Brasil ocupa hoje a décima posição do ranking mundial de produtores.

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Fonte: Nexo

Do sabão ao chocolate: consumimos 8 kg de óleo de palma por ano

(Bloomberg) — Quando escolhemos qualquer produto no supermercado, as chances de que contenha óleo de palma são de aproximadamente 50 por cento.

O óleo de cozinha mais usado do mundo está em tudo: na massa da pizza, no sorvete, no xampu. O consumo global per capita mais do que dobrou desde 2000, para 7,7 quilos em 2015, segundo dados da Gro Intelligence. Malásia e Indonésia produzem cerca de 85 por cento da oferta mundial.

O óleo de palma é muito popular porque possui uma elevada resistência à oxidação, o que lhe confere validade longa e o torna útil para frituras, além de ser adequado para climas quentes, segundo a R.E.A. Holdings, uma empresa com sede em Londres com plantações na Indonésia, país que é o maior produtor mundial. O óleo também é usado em sabão e detergente e como matéria-prima para produção de biocombustível. O ácido gorduroso derivado do óleo de palma é usado em cosméticos e produtos farmacêuticos.

Expansão de plantações

A palma, que é nativa da África, foi introduzida na Malásia pelos britânicos nos anos 1870 como uma planta ornamental. A indústria comercial no país, na época conhecido como Malásia britânica, começou em 1917, quando Henri Fauconnier plantou palma em Selangor, na costa oeste da Malásia Peninsular, após visitar uma plantação na Indonésia para obter mudas, segundo o Conselho Malaio de Óleo de Palma.

A expansão foi apoiada como parte de uma medida do governo para aliviar a pobreza aumentando a produção agrícola e as plantações de palma substituíram as seringueiras a partir de 1961. O óleo se transformou na principal cultura econômica da Malásia em 1989. A produção mais do que triplicou desde 1990 para um recorde de 19,96 milhões de toneladas em 2015, antes de a seca ligada ao El Niño limitar a produção, no ano passado, mostram dados do Conselho Malaio do Óleo de Palma. A produção mundial também está crescendo com a aceleração da demanda em um momento em que uma quantidade maior é usada na produção de biocombustíveis, especialmente na Indonésia.

A expansão na Malásia e na Indonésia gera controvérsias porque os produtores são acusados de usar ilegalmente métodos de corte e queima para limpar terrenos para plantações, destruindo florestas tropicais e habitats de animais como orangotangos. Em 2015, a prática foi apontada como culpada por causar uma névoa severa que cobriu partes da Ásia, interrompendo o tráfego aéreo, gerando mortes precoces e custando bilhões de dólares às economias da região.

A agricultura contribuiu para 8,9 por cento do produto interno bruto da Malásia em 2015 e o óleo de palma respondeu por 47 por cento do setor, mostram dados do governo. Há mais de 600.000 pequenos proprietários e 4 milhões de trabalhadores envolvidos direta e indiretamente na indústria do óleo de palma, segundo o Conselho Malaio do Óleo de Palma. O país busca aumentar a receita com o óleo de palma por meio da 1Malaysia Biomass Alternative Strategy, iniciativa que busca criar mais de 66.000 novos empregos e aumentar a contribuição do setor para a renda nacional bruta da Malásia em 30 bilhões de ringgits (US$ 6,9 bilhões).

Fonte: Bloomberg

Malásia: implementação do B10 será capaz de aumentar produção de biodiesel no país

KUALA LUMPUR – “Estimativas apontam que a chegada do B10 (10% de biodiesel ao diesel) pode ajudar a estimular a produção de biodiesel na Malásia, elevando as atuais 700 mil toneladas para cerca de um milhão de toneladas produzidas por ano. Isso se deve principalmente ao aumento da demanda do setor de transportes”, ressaltou o presidente da Associação Malásia do Biodiesel, UR Unnithan.

Ainda de acordo com Unnithan, o mandato provavelmente será executado pelo país após as próximas eleições gerais. O B10 consiste em uma mistura de 10% de éster metílico de óleo de palma e 90% de diesel comum. “Acreditamos que este é o melhor momento (para a implementação do B10), uma vez que o preço do petróleo bruto é de cerca de US $ 60 por barril”.

Unnithan, que também é o fundador e diretor executivo do Sumwin Global Group, enfatizou que o governo deveria acelerar o uso de misturas de biodiesel, para apoiar a indústria do óleo de palma.

“O uso de um volume maior de biodiesel proporcionará suporte aos preços do óleo de palma, o que é bom para toda a indústria, incluindo os pequenos agricultores, parte mais afetada quando os preços caem”, disse ele.

Unnithan afirma ainda que há uma resistência mínima, mas isso não deverá impedir a implementação da nova mistura. “Inicialmente, houve alguns problemas com os fabricantes de veículos, alegando que isso afetaria na garantia do motor e eles precisavam de mais testes, mas muito trabalho e discussões já foram feitas em relação a isso”.

A Associação Malásia de Biodiesel tem 17 membros com uma capacidade total de produção de 2,1 milhões de toneladas por ano.

Clique aqui para acessar a publicação original.

Fonte: BH Online

Adeus biodiesel de palma?

Uma possível proibição ao óleo de palma no biodiesel da União Europeia significaria que a Indonésia e a Malásia precisam encontrar mercados alternativos de exportação de óleo de palma bruto (CPO) para cerca de 2,6 milhões de toneladas. Se a UE realmente proibir o óleo de palma em Biodiesel, o óleo de colza e o óleo de soja serão os prováveis vencedores, provocando mudanças nos fluxos comerciais e volumes de esmagamento, uma vez que a UE precisará dessas alternativas para a produção de biodiesel. O etanol na UE e alguns outros combustíveis alternativos também podem ser impulsionados.

Outro desafio para CPO e biodiesel da UE

Em janeiro deste ano, o Parlamento da UE votou uma resolução que proibiria o uso de óleo de palma como matéria-prima no biodiesel a partir de janeiro de 2021. Esta resolução ainda não é definitiva. Nos próximos meses, esta medida será objeto de negociações tripartidas entre o Parlamento, a Comissão da UE e o Conselho da UE. Para tornar-se lei oficial, isto é, em âmbito internacional, a medida deve cumprir as regras da OMC, o que poderia proibir a interdição das importações de óleo de palma. Supondo que a lei final irá proibir o óleo de palma como matéria-prima, o impacto será bastante significativo porque o óleo de palma representa 3,5 milhões de toneladas ou cerca de 27% da matéria-prima total de biodiesel da UE. Isso também teria um grande impacto nos produtores de palma.

Possíveis implicações para Malásia e Indonésia

As importações de óleo de palma para os países da UE apresentaram uma baixa tendência nos últimos anos à medida que a demanda por óleo de palma estagnou. A demanda por óleo de palma bruto (CPO) como matéria-prima para biodiesel, especificamente, foi constante desde 2014 . Se a resolução do Parlamento da UE se tornar lei, a Indonésia e a Malásia serão fortemente impactadas, já que a UE representou 2,6 milhões de toneladas ou 29% das exportações combinadas de CPO de ambos os países em 2016. Os países da UE obtiveram as restantes 0,9 milhões de toneladas de outros países em 2016. Portanto, é importante que a Indonésia e a Malásia busquem mercados alternativos de exportação de CPO. As exportações de CPO representaram 25% do óleo de palma total de ambos os países em 2016, enquanto o óleo de palma refinado representou os 75% restantes.

Alternativas ao óleo de palma no biodiesel da UE?

A queda de 3,5 milhões de toneladas de CPO para biodiesel precisaria ser compensada com opções alternativas e matérias-primas. É provável que vejamos uma combinação das seguintes alternativas:

• Se substituído apenas por colza, seria necessário um esmagamento adicional de 8,2 milhões de toneladas na UE. Estes deverão ser provenientes de uma área adicional de colza (embora não seja possível uma expansão de cerca de 30% na colheita de colza da UE) e importações significativamente mais elevadas de colza (a UE já representa 4 milhões de toneladas, ou 25% das importações globais, mas precisaria atingir 75% de market share).

• As importações de óleo de colza teriam que aumentar, mas basicamente exigiriam que quase todas as 4 milhões de toneladas do mercado global de óleo de colza fossem enviadas para a UE.
Importações adicionais de óleo de soja da América do Norte e da América do Sul provavelmente afetarão as importações de óleo de girassol devido ao aumento dos preços do óleo de girassol.

• As importações de biodiesel da Argentina parecem alternativas viáveis. Em 2010, a UE importou 1,2 milhões de toneladas de biodiesel da Argentina. No ano passado, a Comissão da UE baixou novamente os direitos anti-dumping para o biodiesel argentino. No entanto, em janeiro deste ano, foi lançada outra investigação para avaliar os subsídios injustos aos exportadores argentinos de biodiesel.

• O óleo residual já é uma matéria-prima importante para o biodiesel, mas este não é um mercado infinito e já mostrou um crescimento lento nos últimos anos.

• Um aumento do uso de etanol também é provável, já que a UE tem apenas um objetivo de biocombustíveis, o que não diferencia o biodiesel e o etanol. No entanto, isso será limitado devido aos menores volumes de gasolina no mercado da UE e ao fato dos países da UE ainda terem obrigações para combustíveis.

• Finalmente, outros combustíveis alternativos como eletricidade, podem ganhar mais tração.

Fonte: Rabobank publicada no portal da revista Óleos e Gorduras

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