Programa no PI já recolheu mais de 480 mil litros de óleo de cozinha usado

O intuito é que a população não descarte o óleo de cozinha usado pelo ralo.
Quem devolver óleo usado para a Agespisa ganha desconto na conta.

Muitas pessoas não sabem o que fazer com aquele óleo de cozinha usado em casa  e nem imaginam como os estabelecimentos descartam esse óleo. Um modo comum e inadequado de fazer esse descarte é jogando o óleo pelo ralo da pia, o que causa um grande impacto ambiental. Preocupada com esse hábito, a Agespisa criou em 2008 um programa que já recolheu cerca de 480 mil litros de óleo de cozinha.

Clique aqui para assistir a reportagem.

O “Programa Não Jogue Óleo no Ralo” tem como intuito evitar o descarte de óleo pelo ralo, impedindo assim contaminação de rios, rede de esgoto e até do solo. O programa troca litros de óleos de cozinha usados por descontos na conta de água. Atualmente, mais de 500 estabelecimentos e clientes domésticos estão cadastrados no programa.

O especialista em estudo da água Jeremia Pereira aponta os impactos que o descarte do óleo de cozinha usado pelo ralo pode causar. “O primeiro impacto que a dona de casa vai ter é o entupimento da rede de esgoto. Nos rios, esse óleo impede de que aconteça a mistura da água com o ar atmosférico, e assim diminua a quantidade de oxigênio da água. Quando jogado no solo, esse óleo impermeabiliza o solo e prejudica a absorvição da água pelo solo”, explica.

A Agespisa desponibiliza três postos para coleta do óleo.
Parque Piauí – BR 316
Itararé – Avenida José Francisco Almeida Neto, 3707
Shopping da Cidade – Praça da Bandeira/Centro

Fonte: Globo.com

Biodiesel dá alternativa de uso para óleo de cozinha

Para funcionar, o projeto da Semurb necessita do apoio e parceria com a população, que faz as doações do material

 Durante muitos anos a preocupação com o meio ambiente não fazia parte do dia a dia do cidadão. O lixo não era separado, materiais não eram reciclados, fábricas emitiam uma enorme quantidade de poluentes na atmosfera em ter nenhum controle, um exacerbado corte de árvores sem a preocupação com o replantio e o uso da água de forma inapropriada. Talvez esses sejam alguns exemplos em que a humanidade tenha percebido a agressão ao meio ambiente.Depois da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, realizada em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente e começou-se um estudo para tentar reverter todos esses danos causados ao planeta Terra. Essa será a nossa última reportagem especial sobre o Meio Ambiente.

Criado em outubro de 2006, uma parceria da Prefeitura Municipal de Indaiatuba e a Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp (Feagri) da Unicamp, o programa Novo Biodiesel Urbano busca aproveitar o óleo de fritura utilizados e que normalmente são descartados em pias de cozinhas e ralos e transformá-lo em biodiesel. Atualmente, Indaiatuba é a única cidade da Região Metropolitana de Campinas a produzir biodiesel.

O coordenador do projeto, Lutero Lima Junior, conta que o apoio da população é fundamental para que o projeto continue a funcionar. “O apoio da população é essencial, porque tem que fazer a parte dela, separar o óleo e não descartar de forma incorreta, e também cabe à administração fazer a parte dela, dando a destinação correta aos resíduos e é responsável pela transformação do óleo em biodiesel”.

Lutero lembra que a população pode deixar o óleo de cozinha utilizado dentro de uma garrafa pet e levar até os Ecopontos da cidade. “Temos 33 Ecopontos que estão aptos para coletar não só o óleo, mas todos os recicláveis. A melhor forma que encontramos para o armazenamento do óleo foi por meio da garrafa pet. Porque depois que a gente recebe esse material, também vamos reciclar essa garrafa que é levada para o centro de triagem localizado dentro do aterro sanitário de Indaiatuba”.

Para se ter uma ideia, cada litro de óleo saturado polui um milhão de litros de água e o acúmulo de óleo nos encanamentos pode causar entupimentos, refluxo de esgoto e até rompimentos nas redes de coleta. “Além disso, gera o acúmulo e proliferação de ratos e baratas na caixa de esgoto da residência da pessoa”, ressalta Lutero.

Malefícios do óleo

O coordenador do programa explica que esse óleo vai descer na rede e vai até a estação de tratamento. “Lá ele vai criar uma película por cima da área, pois óleo não se mistura com a água e como ele é mais leve, acaba ficando por cima e forma uma espécie de barreira, fato que impede a entrada de oxigênio na água”, explica.

De acordo com Lutero, a estação de tratamento de esgoto de Indaiatuba é biológica, portanto utiliza-se de bactérias e micro-organismos vivos para auxiliar na limpeza e tratamento da água. “Quando não existe oxigenação, essas bactérias morrem e não acontece o processo de tratamento, então a melhor forma é evitar que o óleo chegue até a estação de tratamento. Agora, se o óleo for direto para o rio, também será criada a mesma película, ocorrerá o bloqueio da entrada do oxigênio e provocará a mortandade de peixes”.

Em duas horas, é possível fazer 800 litros de biodiesel

Quando o óleo chega até a Secretaria de Urbanismo, ele passa por um processo de separação. Ou seja, o óleo é colocado em um tambor de 50 litros e, por meio da ação da gravidade, ocorre a primeira separação e o fracionamento. “Como o óleo é mais leve, ele ficará na parte superior. A água e restos de alimentos ficarão no fundo do tambor”, conta Lutero.

O próximo passo é o processo de filtração por meio de uma peneira com malha mais fina. Lutero conta que isso é para realmente deixar o óleo cada vez mais limpo de outras substâncias. Depois, o óleo é depositado no reator que, segundo o coordenador, consegue produzir até 800 litros de biodiesel em 2 horas de funcionamento. “Quando colocado no reator, existe um batedor que agitará o óleo contido do local e provocará a transesterificação que é quando ocorre a quebra de molécula e consegue separar o biodiesel da glicerina”, afirma.

A glicerina que é gerada no processo transforma-se em sabão líquido que é utilizada dentro da própria secretaria. “Porque a gente faz uma mistura nela e a transforma em produto para limpar os próprios vasilhames. Utilizamos para a limpeza interna”, comenta Lutero.

Garrafas de óleo doadas são saqueadas de ecopontos

Durante a entrevista, Lutero ainda comentou que existem saques aos ecopontos em busca de óleo de cozinha. “Temos atravessadores, pessoas que não pensam no meio ambiente e que algumas delas usam até o nome da prefeitura para fazer a coleta do óleo dizendo que dará a destinação correta do mesmo. A prefeitura não tem veículos com alto-falante”.

Lutero ainda lembra que não adianta a população fazer a sua parte sendo que existem esses atravessadores. Por isso, ele ressalta que antes de tomar qualquer decisão, o cidadão precisa se informar na prefeitura.

Programa transforma 3 mil litros de combustível no mês

Se por um lado estamos falando de meio ambiente, a parte de alimentação também tem grande importância dentro de todo programa instalado na cidade de Indaiatuba. Lutero conta que quando começou o programa de fabricação do biodiesel na cidade de Indaiatuba, o óleo de cozinha era utilizado de forma inadequada. “De acordo com o Ministério da Saúde, o óleo de cozinha só pode ser utilizado por até três vezes na preparação dos alimentos. No caso de fritura de peixes, ele só pode ser utilizada uma vez”, alerta.

Então, para os estabelecimentos que estão cadastrados hoje no programa, todos sabem como deve estar o óleo e também que o óleo admitido por nós para a fabricação do biodiesel pode ter no máximo 30% de resíduos sólidos, que são os restos de alimentos contidos na substância. “Muitas empresas foram retiradas do projeto pois não traziam o óleo da forma adequada e dentro dos padrões que estabelecemos”, afirma o coordenador.

Durante a visita da Tribuna, Lutero disse que consegue aproveitar metade do óleo que chega até à secretaria na fabricação de biodiesel. “Recebemos, por mês, seis mil litros de óleo de cozinha e transformamos em 3 mil litros de biodiesel que abastecem a frota da Prefeitura e do Saae”.

Segundo o coordenador, a estrutura montada dentro da secretaria teria capacidade para produzir até 16 mil litros de biodiesel. “Hoje estamos em três pessoas trabalhado. Eu e mais dois coletores. Sem mais nenhum investimento e com essa estrutura poderíamos ampliar a capacidade de produção, mas para isso precisamos da ajuda da população”, pede.

O volume total de óleo e gorduras provenientes de frituras coletado em 2015 foram de 61.416 litros. Ou seja, foram produzidos mais de 30 mil litros de biodiesel.

Atualmente, o programa possui 200 cadastros entre ecopontos, escolas, pessoas jurídicas e físicas como igrejas, restaurantes, padarias e supermercados. A coleta de óleo de fritura é realizada de segunda a sexta-feira no horário das 8h às 16hs. “Caso a pessoa tenha mais de 10 litros de óleo de cozinha separado, basta ligar para a gente que vamos até o local retirar”, explica o coordenador.

Ele ainda afirma que por conta da produção do biodiesel, a Prefeitura Municipal de Indaiatuba economizou no ano de 2015 , o valor de R$ 35.635,38 na compra de diesel para abastecer a frota. E, pelo lado social, foram doados R$ 14.791,96 para a Fundo Social de Solidariedade (Funssol), que é referente a venda de material coletado que não pode ser aproveitado para a produção de biodiesel devido a sua baixa qualidade.

Fonte: Tribuna de Indaia

Nota APROBIO: A produção de biocombustíveis, incluindo o biodiesel, é regulamentada pela ANP. A produção para fins de pesquisa ou consumo próprio deve seguir as recomendações da resolução ANP 09 de 11/02/2015 que traz todos os requisitos e obrigações para a produção do biocombustível para consumo próprio, vedada a comercialização.

RESOLUÇÃO ANP Nº 9, DE 11.2.2015 – DOU 12.2.2015

“Requisitos para produtor de biocombustível: pesquisa e consumo próprio”

Clique aqui para ler a íntegra do tema.

ONG João de Barro inicia campanha de reciclagem de óleo de cozinha em Itu

Material coletado será encaminhado a uma empresa especializada, que o destinará à produção de biodiesel

A ONG João de Barro iniciou na última semana a campanha “Não jogue óleo usado no ralo. Recicle”, com o objetivo de alertar a população de Itu (SP) sobre as consequências do descarte incorreto do produto e mostrar que o material também pode ser reaproveitado.

“Muitas pessoas jogam óleo de cozinha na pia, sem saber que esta é uma prática prejudicial para o meio ambiente. Um litro de óleo usado pode contaminar até um milhão de litros de água”, explica José Galvão, responsável pela área de Responsabilidade Social e Ambiental da ONG. “Por meio da reciclagem, o material serve de base para fabricação de diversos produtos, como sabão e até mesmo biodiesel”.

O óleo de cozinha coletado durante a campanha será encaminhado a uma empresa especializada na reciclagem do material, que o destinará à produção de biodiesel.

O posto de coleta da ONG João de Barro funciona das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h, na Rua Jerônimo Gonçalves Meira, 61,  Vila Leis. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2429-5773.

Fonte: Periscópio – Jornal do Povo

Projeto divulga produção de biodiesel a partir do óleo de cozinha

O que fazer com o óleo de cozinha usado? Esse é um frequente problema para residências e empresas, pois quando descartado no meio ambiente provoca poluição de solos e rios. Atualmente, porém, uma alternativa ecológica e lucrativa é transformar o óleo usado em biocombustível. Ensinar como fazer esse processo é o objetivo de um projeto de extensão que está sendo desenvolvido pelo Campus Criciúma do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Até agosto deste ano, o projeto “Disseminando a fabricação de Biodiesel” vai apresentar à comunidade de Criciúma e região uma das metodologias possíveis para produzir biodiesel a partir do óleo de cozinha usado. Serão apresentados os resultados de um projeto de pesquisa desenvolvido pelas estudantes Bruna Mendes e Emili Lavezzo, que buscou otimizar o processo de fabricação do biocombustível variando o tempo de reação química, temperatura e o percentual de catalisação.

“Como uma pequena porção de óleo usado já é bastante poluente, nosso objetivo é mostrar que existe a possibilidade de reaproveitamento deste resíduo”, explica Bruna Mendes. O projeto de extensão é coordenado pelo professor Marcelo Dal Bó, da área de Química do Campus Criciúma.

O processo de produção do biodiesel a partir do óleo de cozinha usado será apresentado à comunidade interna do Campus Criciúma e para escolas das redes municipal, estadual e particular de Criciúma e região. Além disso, empresas interessadas também podem participar do projeto. A previsão é que seja alcançado o público de 400 visitantes extensionistas.

A primeira visita aconteceu nesta segunda-feira, dia 9. Alunos do nono ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal José Cesário da Silva, do bairro Nossa Senhora da Salete, de Criciúma, participaram da apresentação das alunas Bruna e Emili sobre o processo de produção do biodiesel. Também conheceram o Laboratório de Química do Campus, apresentado pela servidora Ana Paula Figueiredo e pela bolsista Maria Júlia Brunel, em ação do projeto de extensão que visa a divulgar o curso técnico de Química.

Para as professoras Franciele Hobold e Viviany Salvano, a visita foi importante para os alunos conhecerem a estrutura da instituição e as atividades que podem realizar no Ensino Médio. “Foi muito válido e interessante. Os alunos saem do seu espaço e isso desperta o interesse deles”, disse Viviany, professora de Matemática. Segundo Franciele, professora de Ciências, a escola vem desenvolvendo um projeto para mostrar aos alunos da escola as ofertas de cursos técnicos em instituições da região. “Muitos já tinham o interesse em conhecer o Campus e fazer a prova para os cursos técnicos”, explica.

Para agendar visitas, os interessados podem entrar em contato com os responsáveis pelo projeto do biodiesel, pelos e-mails abaixo. O Laboratório de Química comporta até 40 visitantes.

Professor Dr. Marcelo Dal Bó

Bolsista Bruna Mendes

Bolsista Emili Lavezzo

Fonte: Instituto Federal de Santa Catarina

Projeto ‘Ecoleta’ transforma óleo de cozinha usado em produtos de limpeza, energia e combustível, em Manaus

Essencial no preparo de alimentos, o óleo de cozinha também serve para lavar roupa – entre outras atividades domesticas – depois de processado e transformado em sabão. Um projeto experimental do Departamento de Química e Agronomia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) pretende tornar a coleta de óleo usado e seus resíduos, em reciclagem mensal. Na fase de testes, o óleo recolhido em quatro pontos de coleta é repassado à associação de catadores e empresas do Distrito Industrial.

A ideia do ‘Ecoleta’, projeto constituído por meio do programa de extensão da Ufam, surgiu em 2009, após um levantamento realizado pelo centro de pesquisa da instituição, revelando, que somente nas residências de Manaus, é descartado mensalmente, uma média de 290 mil litros de óleo.

“Um dos objetos é atrair a população para a consciência ambiental. Não somente o público que está dentro da universidade, mas o que está no torno, os visitantes e as diversas comunidades que participam da universidade. Estamos visitando também, igrejas, escolas, associações para levar esse conhecimento de que qualquer um de nós é capaz de transformar esse óleo, que seria jogado no esgoto e principalmente no meio ambiente, em material que pode ser usado pela própria dona de casa”, explicou uma das coordenadoras do projeto, a química Vanuza Oliveira.

A princípio a equipe do Ecoleta, formado por professores e alunos da Ufam, recolhe o óleo, gerado no campus da Ufam e depois destina às associações de catadores, onde é feito o procedimento de transformação do produto em sabão. Após esse processo, as associações são responsáveis pelo beneficiamento. Atualmente a Associação de Reciclagem e Preservação Ambiental, Harpa e Associação de Santa Luzia, são parceiras do projeto.

Energia

Além dessas entidades, algumas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), recebem as doações de óleo de cozinha para transforma-lo em energia elétrica, podendo ser usada em caldeiras ou aproveitam o produto na geração do combustível biodiesel, ressaltou Vanuza.

Segundo ela, a grande preocupação da equipe, é o destino final desse óleo quando não é coletado e devidamente tratado. O produto descartado inadequadamente no meio ambiente, gera danos irreversíveis. “Muitos não sabem, mas o óleo jogado no esgoto, gera a contaminação e a poluição dos rios, nascentes, e contribui ainda para a proliferação de pestes, como barata, ratos, insetos, gerando doenças. Por isso a nossa campanha de transformar o que faria mal ao meio ambiente em produtos menos agressivos”, salientou.

Ação

Para que o projeto amplie a sua área de atuação, a coordenadora do Ecoleta chamou a atenção para o fato de que a comunidade também deve participar ativamente, iniciando em casa o hábito de após a fritura, armazenar o óleo frio em algum recipiente. Em seguida levar o produto para um dos pontos de coleta, localizados na Lagoa do Japiim, na praça dos Bilhares ou na praça de alimentação do bairro Dom Pedro. A Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), é responsável pela coleta nestes pontos e pela destinação às associações credenciadas.

A próxima etapa do projeto, destacou Vanuza será a criação de um ponto de coleta mensal na Ufam, pois a grande dificuldade neste momento é a logística de coleta na cidade. Segundo ela, por ser um assunto pouco falado, a população ainda não sabe para onde destinar o óleo usado diariamente em casa.

Texto de Gerson Freitas

Fonte: EmTempo.com.br

Igrejas viram postos de coleta de óleo usado

O óleo de cozinha usado, que muitas donas de casa descartam incorretamente no ralo da pia, poderá ser levado a partir de agora para a igreja. Uma ação lançada na última quarta-feira, 10, pela Diocese de Franca, transformará todas as paróquias em postos de coleta do material. A iniciativa faz parte da Campanha da Fraternidade 2016, que nesse ano debate o saneamento básico do País e o meio ambiente.

Segundo o coordenador diocesano da Campanha da Fraternidade, José Roberto da Silva, o projeto já existe na região e consiste na troca de óleo usado por óleo novo na proporção de cinco litros por três. “Como o projeto coincide com a proposta da campanha, o nosso bispo, Dom Paulo Roberto, teve a ideia de reforçá-lo, inclusive com a participação de outras igrejas cristãs”. A conversa com outras igrejas cristãs para aderir ao movimento deve acontecer nos próximos dias. Entre elas estão as igrejas Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil, Presbiteriana Unida do Brasil, Sirian Ortodoxa de Antioquia e Aliança de Batistas do Brasil.

Na ação, além de pedir a colaboração da população na destinação do óleo de fritura até os postos de coleta (em Franca existem 21 paróquias e na região outras 21), a Diocese também contará com os fiéis para utilização dos litros de óleos novos na montagem das cestas básicas destinadas às famílias carentes.

Trabalhos

Diretor da ArcoLimp, empresa responsável por recolher e repassar o óleo usado para a companhia Brejeiro, Antônio Mauro Alves, diz que o percentual de material coletado atualmente é muito baixo diante da gravidade do problema. Em 2015, em 19 cidades da região, foram coletados apenas 10 mil litros de óleo usado. “É muito pouco. As pessoas precisam ter consciência de que o óleo de fritura tem deixado a água superficial gordurosa. Ele não pode ser jogado no esgoto, pois é um poluente em potencial”, disse ele.

Alves espera que a população compreenda a necessidade do destino correto do material e a ação ultrapasse o período da Campanha da Fraternidade. Segundo ele, o óleo recolhido é transformado em biodiesel.

Assessor eclesiástico da Campanha da Fraternidade e vigário da Paróquia São Sebastião em Franca, o padre Luiz Antônio Brentini afirma que dar um destino correto ao óleo é mais do que um ato cristão. “É uma ação humana. Todos, independente da religião, devemos cuidar do que é nosso. Precisamos despertar para essa responsabilidade”.

Ele ressalta ainda os riscos de utilizar o material para produzir sabão. “Ledo engano aquele que guarda óleo sujo para fazer sabão, pois continua contaminando a água”.

Fonte: GCN

 

Óleo de cozinha usado produz biodiesel em Itapevi

No dia 02, a Secretaria de Meio Ambiente realizou a entrega de dois mil litros de óleo de cozinha usados, que foram recolhidos por meio do Programa de Reciclagem de Óleo de Fritura – PROL – e encaminhados a uma empresa de reciclagem, para que o material seja transformado em Biodiesel.

A iniciativa da Prefeitura, em parceria com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP, foi iniciada em 2015 e consiste em promover uma campanha de coleta e reciclagem de óleo comestível usado nas cozinhas residenciais e estabelecimentos comerciais da cidade, conscientizando a população sobre o descarte irregular no meio ambiente e  nas redes de esgoto.

“Em média, temos recebido a quantia de duzentos litros de óleo a cada dois meses, sendo os bairros Engenheiro Cardoso e Cohab os locais onde mais conseguimos reunir o material. Também recebemos um certificado da empresa responsável, a BioLirium, de que o óleo está sendo tratado corretamente”, explicou o biólogo da secretaria do Meio Ambiente, Thiago da Silva.

De acordo com a SABESP, cada litro de óleo despejado em rios ou lagos, polui mais de 25 mil litros de água, bem como pode causar entupimento da rede de esgoto ao agir como aglutinante de resíduo quando despejado indevidamente na tubulação sanitária, causando a impermeabilização do solo e mau cheiro.

SERVIÇO:

Para aderir ao PROL, basta que os responsáveis por bares, restaurantes, padarias e estabelecimentos comerciais se cadastrem na Secretaria do Meio Ambiente pelos telefones 4205-4345 // 4205-4347, pelo e-mail sma@itapevi.sp.gov.br, ou pessoalmente na rua Professor Irineu Chaluppe, 291 – Centro, de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 17h. A lista de locais que possuem as caixas coletoras estão disponíveis no site oficial da Prefeitura (www.itapevi.sp.gov.br).

Fonte: Visão Oeste

Emirados Árabes também investe no biodiesel

A Tadweer,  primeira fornecedora ambiental de soluções para reaproveitamento de resíduos no Oriente Médio, acaba de divulgar dados de seu projeto com o Masdar Institute of Science and Technology implantado no centro de Abu Dhabi no Emirados Árabes Unidos. A empresa diz ter produzido, através da reciclagem de óleo de cozinha, um combustível equivalente a 75% de biodiesel.

O objetivo da parceria, alcançar melhorias no processo de conversão de óleo de cozinha usado em biodiesel, busca a promoção de experimentos que tornem essa produção eficaz  e que resultem em um biocombustível de qualidade pronto para utilização. A iniciativa está de acordo com as metas do Emirates Science, Technology and Innovation Higher Policy promulgadas pelo Presidente Sheikh Khalifa Bin Zayed Al Nahyan – que visa desenvolver a economia, a ciência e o conhecimento tecnológico no país.

O acordo tem validade de dois anos e a Tadweer pretende estender o projeto piloto em toda a Abu Dhabi a fim de encorajar as comunidades a apoiarem as tecnologias verdes. A estratégia da empresa é integrar as práticas de gestão de resíduos sustentáveis ao cotidiano das pessoas promovendo a reutilização e reciclagem dos descartes direto na fonte.

Clique aqui  para ler o original.

 Fonte: Utilities-me.com

EUA registra recorde no consumo de biodiesel em 2015

Os Estados Unidos consumiram um recorde de quase 7,94 bilhões de litros de biodiesel em 2015, apontando para a crescente popularidade deste tipo de combustível limpo, segundo informações do National Biodiesel Board (NBB), divulgadas nesta segunda-feira (25/01).

De acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA), as empresas de combustíveis produziram 2,09 bilhões de litros de biodiesel no ano passado, superando a produção de 7,45 bilhões de litros registrados em 2014.

A associação das indústrias, no entanto, chamou a atenção para as importações que sub-cotam a produção dos EUA. Os dados mostraram que a produção nacional manteve-se relativamente estável em 5,38 bilhões de litros, em comparação aos 5,56 bilhões de litros em 2014 e 5,68 bilhões de litros em 2013.Porém, as importações aumentaram para cerca de 2,54 bilhões de litros perante os 1,9 bilhão de litros em 2014.

Contudo, a indústria tem sido encorajada pelas novas normas de diesel produzido a partir da biomassa – sob o Padrão de Combustível Renovável – e a reintegração fiscal aprovada em dezembro que implantou incentivos para o biodiesel até o final do ano. Em novembro, a EPA estabeleceu as metas para a produção do diesel à base de biomassa em 7,19 bilhões de litros em 2016 e 7,57 bilhões de litros em 2017.

A indústria de biodiesel no país ainda é jovem e está usando cada vez mais recursos, tais como óleo de cozinha reciclado, óleo de soja e gorduras animais. Os volumes relatados consistem principalmente de biodiesel (5,98 bilhões), mas também incluem diesel renovável (1,93 bilhão de litros), uma alternativa semelhante ao diesel, mas que utiliza uma tecnologia de produção diferente.

Fonte: See News Renewables

Campanha recolhe óleo de fritura para produção de biodiesel

Produto usado na cozinha será encaminhado para fabricação de biodiesel pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) começa em casa as boas práticas de sustentabilidade para a conservação do planeta. Na próxima sexta-feira (15/01), serão inaugurados pontos de coleta semanal de óleo usado de cozinha no MMA, para que os servidores da pasta contribuam com a reciclagem. O material será encaminhado para a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), para a fabricação de biodiesel.

“Os principais objetivos da reciclagem do óleo de cozinha são a redução da queima de combustíveis fósseis e também a redução do custo de tratamento de esgoto. São gastos 25 centavos para o tratamento de cada litro de óleo de cozinha que chega à rede de esgoto”, explica o encarregado da Gerência de Gestão Ambiental Corporativa da Caesb, Oilton Paiva.

Serão abertos pontos para recolhimento todas as sextas-feiras, durante todo o dia, na entrada da sede do MMA e da unidade do órgão na 505 Norte, em Brasília. Nesses locais, a coleta será exclusiva para servidores, que devem fazer o descarte em embalagens plásticas, bem lacradas. Mas a Caesb tem pontos para população em quase todas as regiões administrativas do DF (ver endereços abaixo).

“O Ministério do Meio Ambiente já tem experiência nesse tipo de campanha. Antes de modo voluntário, mas desde o ano passado se tornou obrigação, com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, criado pela Portaria 315, assinada pela ministra Izabella Teixeira, em outubro”, cita Valmir Rodrigues, do Programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), do MMA.

Embora os órgãos públicos não tenham obrigação formal na Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Portaria 315 foi publicada para que o Ministério do Meio Ambiente cumpra o compromisso previsto para os demais setores da sociedade. Valmir explica que mesmo antes da determinação, o MMA já realizava campanhas desse tipo. Há cerca de três anos, por exemplo, anualmente os servidores contribuem com a coleta de aproximadamente 200 quilos de pilhas e baterias.

Instalada na unidade da Caesb próxima ao Palácio Buriti, na área central de Brasília, a usina que usará óleo de fritura deverá produzir diariamente 1 mil litros de biodiesel. A produção está em teste e a previsão é que funcione em três meses. Mas a coleta de material está em plena atividade.

Oilton Paiva relata que a Caesb firmou um termo de cooperação com Embrapa a Agroenergia e está em estudo o plano de negócios para definição da destinação do biodiesel. “Mas, provavelmente será para abastecimento de parte da frota do Governo do Distrito Federal”, prevê o encarregado. O óleo de fritura tem diversos fins, por exemplo, a fabricação de sabão ou como desenformante, que serve para desenformar lages na construção civil.

PARA COLABORAR

Para descartar o óleo de cozinha usado, a Caesb tem pontos de coleta em várias regiões administrativas do Distrito Federal. Para mais informações, mande um e-mail para projetobigua@caesb.df.gov.br

PONTOS DE COLETA (DF):

•    Caesb (Ed. Sede): Av. Sibipiruna, Lotes 13 a 21, Águas Claras, Brasília-DF;

•    Caesb (ETA Brasília/ Laboratório Central): SAIN, A/E s/n (entre o Detran e o DER-DF), Plano Piloto, Brasília;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Brasília: SCS Qd 02, Bl. C, Térreo, Ed. Cedro II, Brasília-DF;

•    Gerência de Atendimento ao Público do Núcleo Bandeirante: Praça Central, Módulo 05, Núcleo Bandeirante;

•    Gerência de Atendimento ao Público do Guará: QE 13, Cj. D/E, Lts 1 e 2, Sl. 210/202, Guara I;

•    Gerência de Atendimento ao Público do Paranoá: Qd. Central, AE 06, Paranoá

•    Gerência de Atendimento ao Público de Planaltina: Av. Independência, SCC, Qd. 02, Bl. E, Planaltina;

•    Gerência de Atendimento ao Público de São Sebastião: Av. Comercial, Lt. 1301, Lj. 01, São Sebastião;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Sobradinho: Quadra Central, Lt. C, Sobradinho;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Brazlândia: SNO, AE 01, Lt. E, Brazlândia;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Ceilândia: CNN 01, Bl. L, Ceilândia;

•    Gerência de Atendimento ao Público do Gama: SIGA, Qd. 01, Lt. 520/600, Gama;

•    Gerência de Atendimento ao Público do Recanto das Emas: Av. Recanto das Emas, Qd. 201, Cj. 10, Lt. 01,  Recanto das Emas;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Samambaia: QN 206, Cj. C, Lt. 02 – Samambaia;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Santa Maria: Qd. Central 211, Bl. B, AE, Santa Maria;

•    Gerência de Atendimento ao Público de Taguatinga: C 05, Lt. 03, Lj. 01, próximo a 12ª DP, Taguatinga Centro;

•    Administração do Park Way: Av. Contorno A/E 14, Lote 15, Núcleo Bandeirante;

•    Administração Regional do Lago Sul: SHIS QI 11, AE 01, Lago Sul, Brasília-DF;

•    IBRAM: SEPN 511, Bloco C, Ed. Bittar, Plano Piloto, Brasília-DF;

Fonte: Assessoria MMA

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