Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois

Você sabe a forma correta de descartar óleo de cozinha? Quantas vezes ele pode ser utilizado? Veja a importância de saber o que fazer com seu óleo

O óleo de cozinha é um daqueles ingredientes que estão presentes em praticamente todos os tipos de preparo de alimentos. No caso de frituras, o óleo é indispensável e utilizado em grandes quantidades, sendo, inclusive, o responsável por parte do sabor do prato. Ele pode ser reutilizado algumas vezes dependendo do tipo de alimento, porém, uma hora ele terá que ser descartado.

Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois
Reciclagem de óleo de cozinha: até quando usar e o que fazer depois

Foto: Descubra até que momento usar o mesmo óleo de cozinha | Shutterstock / Guia da Cozinha

Mas, você sabe a forma correta de descartar o produtoQuantas vezes ele pode ser utilizado? Ou o que pode ser feito a partir do óleo velho? Veja a importância de saber o que fazer com seu óleo usado para não agredir o meio ambiente.

Foto: Guia da Cozinha

O tipo de alimento que é colocado no óleo faz toda diferença no tempo que ele pode ser utilizado. Por exemplo, alimentos empanados soltam mais partículas no óleo por conta da farinha, fazendo com que o produto fique sujo e velho mais rápido.

Em bares e botecos, o óleo pode durar mais tempo por conta do uso de fritadeiras, que diminuem a quantidade de sobras que caem na panela.
Nas receitas em casa, como os alimentos vão direto na panela, o óleo acaba ficando velho mais rápido.

Substituição do óleo

Para saber quando é o momento de fazer a troca, preste atenção em dois detalhes:

  • Se o óleo, depois de quente, liberar um cheiro forte e uma fumaça escura, ele não deve ser utilizado.
  • Se o alimento, depois de frito, estiver com uma cor escura ou murcho, quer dizer que o óleo já está muito velho e também não deve ser usado novamente.

Descarte do óleo de cozinha velho

Foto: Guia da Cozinha

Por ser um grande poluente, o óleo não pode ser jogado fora de qualquer maneira. Se jogado diretamente no ralo da pia, por exemplo, ele dificulta o tratamento de esgoto, pode entupir o encanamento, poluir rios e lagos e desregular todo o ecossistema do local. O descarte de óleo não é difícil de ser feito, mas, por falta de informação, muitas pessoas não sabem ao certo o que fazer com ele.

Como descartar

Após utilizar o óleo em frituras, espere esfriar e passe-o para um recipiente com tampa, como uma garrafa pet, por exemplo, utilizando um funil. Armazene o recipiente em local seco, sem contato com calor e vá adicionando óleo usado conforme o consumo. Quando o recipiente estiver cheio, você pode levar até pontos de coleta de óleo, que são bastante comuns na maioria das cidades. Além da coleta, muitas pessoas utilizam o óleo velho para fazer sabão. Assim, você pode doar para alguém que faça o produto ou você mesmo pode produzi-lo, se desejar.

Óleo reciclado

A partir do óleo reciclado, muitos outros produtos podem ser feitos. Tintas à base de óleo, resinas, glicerinas e detergentes são alguns. O biodiesel, alternativa de combustível que agride menos o meio ambiente, também pode ser feito a partir do óleo de cozinha usado.

Fonte: Terra

RMR ganha rede para o descarte limpo de óleo

Projeto de reciclagem e descarte tem início hoje na Região Metropolitana do Recife promovido pela marca Soya

Cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR) recebem a partir deste mês o projeto Soya Recicla, um dos maiores programas nacionais de reciclagem e descarte de óleo de cozinha, que é capitaneado pela marca Soya. A iniciativa criou uma grande rede de coleta que envolve a disponibilização de locais e veículos de revendas da Ultragaz no Grande Recife e pontos de descarte voluntários (PEV). O lançamento da estratégia aconteceu, na última sexta-feira, no Recifel, durante os preparativos finais da expedição da Família Schurmann para a 30ª edição da Regata Recife-Fernando de Noronha. Conhecidos pelos desafios no mar e pelo ativismo ecológico, os Schurmann são os embaixadores do projeto.

No próximo dia 11, a família fará o descarte dos resíduos da viagem, na Universidade Estácio de Sá, que receberá o primeiro PEV do Soya Recicla. “A Refeno, neste ano, e a Família Schurmann estão trabalhando o tema da sustentabilidade com a questão da poluição dos mares e um dos principais fatores de poluição dos mares é o óleo, além do plástico”, comentou o gerente de marketing da Bunge, Rafael Sá, sobre o momento de startar o projeto no Recife e Região Metropolitana. Soya Recicla começou no País por São Paulo ainda em 2006.

De lá para cá, já chegou a 115 cidades e recolheu quase seis milhões de litros de óleo de cozinha que foram transformados em sabão biodegradável ou biodiesel. Em grande parte dos municípios, há uma parceria entre o Instituto Triângulo – ONG de desenvolvimento sustentável – e a empresa Ultragaz, que será replicada também na Região Metropolitana do Recife. Nos próximos dias, uma equipe do Instituto Triângulo estará capacitando funcionários das revendas Ultragaz, que aderiram à iniciativa, sobre como captar o descarte. Pelo menos 30 revendas já demonstraram interesse em participar da iniciativa.

“As revendas vão aderindo ao programa organicamente. A Ultragaz não as força a aceitar. Cada revenda será um ponto de coleta do descarte onde o consumidor pode ir lá e deixar (o óleo) ou ela pode recolher na casa das pessoas quando estiver ocorrendo à venda do gás”, disse. A cada dois litros levados pelos consumidores, eles ganham um kit com o sabão ecológico. O descarte fica armazenado nas revendas até que um preposto local (a empresa Recioleo) dê destinação tanto para a produção de sabão ou de entrega para usinas de biodiesel. O alvo inicial do programa são os consumidores domiciliares, mas numa próxima fase grandes produtores desse resíduo como restaurantes e hotéis devem ter uma ação de adesão específica.

“O Recife e região ganham uma rede de mobilização ecológica, onde as pessoas podem guardar o óleo vegetal, encontrar pontos de entrega e receber de volta um símbolo importante que é o sabão reciclado”, reforçou o presidente do Instituto Triângulo, Eduardo Maki.

Fonte: Folha de Pernambuco

Projeto conscientiza alunos sobre descarte correto do óleo de cozinha

Em favor da ecologia

Escolas da cidade de Congonhas participam de projeto que conscientiza alunos sobre descarte correto do óleo de cozinha

Você sabia que o descarte incorreto do óleo de cozinha pode contaminar o solo e as águas? Para conscientizar os alunos e a população sobre os malefícios dessa prática ao meio ambiente e buscar alternativas para o reaproveitamento da substância, a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) está desenvolvendo o projeto “Óleo do Bem” em 11 escolas municipais. O trabalho tem parceria da Recomix, empresa que coleta o óleo usado para produção de biodiesel. As atividades acontecem até novembro.

Por meio de uma gincana, os alunos estão coletando o óleo de cozinha. A turma vencedora fará uma visita ao Parque Ecológico da Cachoeira. Durante a realização do projeto, também estão sendo abordadas outras questões, como cooperação, trabalho em equipe, competição (com respeito às regras e entendimento de que ganhar e perder fazem parte da vida), autonomia e sustentabilidade. A Recomix está ministrando palestras e apresentando uma peça de teatro sobre o tema.

As escolas municipais participantes são: João Narciso, José Monteiro de Castro, Rosália Andrade da Glória, Dona Caetana Pereira Trindade, Conceição Lima Guimarães, Dom João Muniz, Judith Augusta Ferreira, Michael Pereira de Souza, Sr. Odorico Martinho da Silva, Fortunata de Freitas Junqueira e Jair Elias.

Fonte: Estado Atual

https://estadoatual.com.br/educacao/escola/em-favor-da-ecologia/

Programa Renova Palmas terá ponto de coleta de óleo de cozinha no 12º Festival Gastronômico de Taquaruçu

Sabe aquele óleo de cozinha usado nas frituras e agora não tem mais serventia? Ele pode ser reciclado, e entre as formas de reciclagem do óleo de cozinha usado, a mais importante é a produção de biodiesel. E pensando nisso, a Fundação do Meio Ambiente (FMA), por meio do Programa Renova Palmas, estará coletando o residual de óleo de cozinha utilizado nas barracas de alimentação durante a realização do 12º Festival Gastronômico de Taquaruçu, que começa nesta quarta-feira, 05.

O Programa Renova Palmas estará com um ponto de coleta na praça principal do distrito, com a disponibilização de três tambores de 220 litros devidamente identificados para que a população e os comerciantes possam fazer a doação do óleo residual produzido durante os quatro dias de festival.

Segundo o diretor de Gestão Ambiental, Marcelo Grison,  da FMA, a ideia é incentivar a população e principalmente os barraqueiros que trabalham com alimentação, durante o festival, a doar esse  óleo residual e não fazer o descarte indevido na pia ou no solo.

Ainda, de acordo com Grison, no ponto de coleta haverá um trabalho de educação ambiental, no qual os servidores da Fundação do Meio Ambiente com apoio dos alunos da Estação Juventude, distribuirão panfletos à população e aos comerciantes sobre como fazer o descarte correto do produto.

Em contrapartida, quem fizer o descarte do óleo residual no ponto de coleta em Taquaruçu, receberá como compensação a cada litro de óleo doado, uma muda de árvore frutífera ou nativa  do cerrado  a exemplo de ipê, oiti, guapeva e fava de bolota, dentre outras.

O óleo de cozinha recebido pela FMA, por meio do programa Renova Palmas é destinado a instituições filantrópicas, para que estas posam processá-lo, transformando o resíduo em sabão. Um dos beneficiários é o Programa Palmas que Te Acolhe, mantido em parceria entre a Secretaria Municipal da Juventude e Governo Federal. A produção é comercializada pelos beneficiários do programa, para ajudar em suas despesas pessoais.

Em Palmas o Programa Renova Palmas, tem um ponto de coleta  do óleo de cozinha utilizado, na sede da Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMA), localizada no segundo andar do edifício do Resolve Palmas, na Avenida JK.

Fonte: Portal Surgiu

Prefeitura é posto de recebimento de óleo para reciclagem

Desde de sexta-feira (25), a Prefeitura de Pindamonhangaba instalou um coletor de óleo de cozinha usado para que a população possa destinar o produto recolhido à reciclagem. O coletor está instalado no hall da entrada principal da sede da Prefeitura.

Para doar, é preciso armazenar o óleo de cozinha usado em garrafas pet e depositar as garrafas no coletor. Cada recipiente de coleta tem capacidade para receber até 200 litros de óleo.

Vale ressaltar a participação da população participar na doação de garrafas pet com óleo, produto que gera grande impacto ambiental. Cada litro de óleo contamina mil litros de água, por isso, não se deve jogar óleo de cozinha usado no ralo da pia. O óleo é um material que pode ser reciclado e virar sabão ou biodiesel, por exemplo.

A iniciativa do coletor de óleo foi do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura, que utilizou recurso do Fundo de Meio Ambiente para a compra, aprovada pelo Comdema – Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente. O coletor é ecologicamente correto, pois foi fabricado com tubos de pasta de dentes reciclados.

Fonte: Agora Vale

Restaurantes reciclam 30 mil litros de óleo todo mês em Vila Velha, ES

Em 2012, foi implantada uma lei que obriga o descarte correto do produto.
Desde então, foram reciclados mais de 1 milhão de litros de óleo.

Todo mês, são reciclados 30 mil litros de óleo em Vila Velha, na Grande Vitória. Em 2012, foi implantada uma lei que determina que os restaurantes façam o descarte correto do produto no município. E desde então, foram recuperados 1 milhão de litros.

Segundo Thiago Piccolo, que é sócio de um restaurante, são usados 150 litros por semana no estabelecimento. “Em torno de 150 litros. Nós trabalhamos com gordura de óleo de palma, que tem durabilidade maior que o óleo de soja. E então nós geramos menos detrito ainda para o meio ambiente”, afirmou.

Depois que não tem mais utilidade, é recolhido e colocado em tambores, para não ser descartado de forma errada. “A gente sempre teve essa preocupação. Nós trabalhamos com frutos do mar, e sabemos que se não for dado o destino adequado para esse óleo, isso vai interferir no ecossistema marinho. E isso prejudica todo mundo”, disse Thiago.

O óleo recolhido nos restaurantes de Vila Velha é levado para uma empresa de reciclagem em Cariacica, também na Grande Vitória. O produto passa por um processo de triagem, onde os resíduos ganham destinação adequada.

De acordo com o engenheiro responsável, Humberto Ferreira Martins, a empresa recebe óleo usado de mais de mil estabelecimentos só do município de Vila Velha. “Depois de tratado, o PH é corrigido e encaminhado para as indústrias químicas, para a produção de biodiesel, de sabão, de plastificantes e uma série de materiais”, relata.

O Secretário de Desenvolvimento de Vila Velha, José Merlo, explica que para funcionar, o estabelecimento que trabalha com o produto, tem que cumprir a lei.

“Só ajuda o meio ambiente e a população também. Porque a medida que você tem esse resíduo, nessa quantidade em quatro anos, você vê que deixou de ser despejado no meio ambiente, poluindo rios e solos. E os descarte correto retorna para a população, em forma de sabão. É um ciclo que se renova a cada descarte correto”, afirmou.

Clique aqui para assistir a reportagem.

Fonte: G1

Como fezes dos cavalos e óleo de cozinha dos Jogos serão úteis para o Rio

Os Jogos Olímpicos do Rio tiveram como uma de suas principais bandeiras a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente desde a cerimônia de abertura. No Parque Olímpico, o conceito ecologicamente correto também foi empregado em larga escala com ações como a reciclagem de material não orgânico e o reúso da água.

Menor pira olímpica da histórica

Os Jogos do Rio tiveram a menor pira olímpica de todas as edições das Olimpíadas. A pira que está na praça Mauá, região portuária da capital carioca, foi feita em um tamanho reduzido para consumir menos combustível e emitir menos gases poluentes.

A ideia do Comitê era usar a chama como um gesto simbólico para conscientizar a população e para que as pessoas repensem sua forma de consumo. Além da pira, as 14 mil tochas que circularam pelo país também foram produzidas com alumínio reciclado.

Óleo da cozinha dos atletas vai virar sabão e biodiesel

Litros e litros de óleo de cozinha foram usados para o preparo da comida dos atletas na Vila Olímpica e dos espectadores do Parque Olímpico. Mas todo o óleo que seria descartado não vai para o lixo. Ele é captado para ser transformado em combustível biodiesel e em sabão em barra. O sabão substitui o detergente que é considerado altamente poluente. Segundo dados da Rio 2016, cada litro jogado na rede de água pode poluir até mil litros.

O projeto chamado Prove foi feito em parceria da Rio 2016 com o governo do estado. Em todas as cozinhas da Vila e do Parque Olímpico, foram colocados galões onde são depositados todo o óleo usado. Esse material é encaminhado para as cooperativas da Ecoponto que repassam para as indústrias.

Clique aqui para continuar lendo.

Fonte: UOL

Programa no PI já recolheu mais de 480 mil litros de óleo de cozinha usado

O intuito é que a população não descarte o óleo de cozinha usado pelo ralo.
Quem devolver óleo usado para a Agespisa ganha desconto na conta.

Muitas pessoas não sabem o que fazer com aquele óleo de cozinha usado em casa  e nem imaginam como os estabelecimentos descartam esse óleo. Um modo comum e inadequado de fazer esse descarte é jogando o óleo pelo ralo da pia, o que causa um grande impacto ambiental. Preocupada com esse hábito, a Agespisa criou em 2008 um programa que já recolheu cerca de 480 mil litros de óleo de cozinha.

Clique aqui para assistir a reportagem.

O “Programa Não Jogue Óleo no Ralo” tem como intuito evitar o descarte de óleo pelo ralo, impedindo assim contaminação de rios, rede de esgoto e até do solo. O programa troca litros de óleos de cozinha usados por descontos na conta de água. Atualmente, mais de 500 estabelecimentos e clientes domésticos estão cadastrados no programa.

O especialista em estudo da água Jeremia Pereira aponta os impactos que o descarte do óleo de cozinha usado pelo ralo pode causar. “O primeiro impacto que a dona de casa vai ter é o entupimento da rede de esgoto. Nos rios, esse óleo impede de que aconteça a mistura da água com o ar atmosférico, e assim diminua a quantidade de oxigênio da água. Quando jogado no solo, esse óleo impermeabiliza o solo e prejudica a absorvição da água pelo solo”, explica.

A Agespisa desponibiliza três postos para coleta do óleo.
Parque Piauí – BR 316
Itararé – Avenida José Francisco Almeida Neto, 3707
Shopping da Cidade – Praça da Bandeira/Centro

Fonte: Globo.com

Biodiesel dá alternativa de uso para óleo de cozinha

Para funcionar, o projeto da Semurb necessita do apoio e parceria com a população, que faz as doações do material

 Durante muitos anos a preocupação com o meio ambiente não fazia parte do dia a dia do cidadão. O lixo não era separado, materiais não eram reciclados, fábricas emitiam uma enorme quantidade de poluentes na atmosfera em ter nenhum controle, um exacerbado corte de árvores sem a preocupação com o replantio e o uso da água de forma inapropriada. Talvez esses sejam alguns exemplos em que a humanidade tenha percebido a agressão ao meio ambiente.Depois da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, realizada em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente e começou-se um estudo para tentar reverter todos esses danos causados ao planeta Terra. Essa será a nossa última reportagem especial sobre o Meio Ambiente.

Criado em outubro de 2006, uma parceria da Prefeitura Municipal de Indaiatuba e a Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp (Feagri) da Unicamp, o programa Novo Biodiesel Urbano busca aproveitar o óleo de fritura utilizados e que normalmente são descartados em pias de cozinhas e ralos e transformá-lo em biodiesel. Atualmente, Indaiatuba é a única cidade da Região Metropolitana de Campinas a produzir biodiesel.

O coordenador do projeto, Lutero Lima Junior, conta que o apoio da população é fundamental para que o projeto continue a funcionar. “O apoio da população é essencial, porque tem que fazer a parte dela, separar o óleo e não descartar de forma incorreta, e também cabe à administração fazer a parte dela, dando a destinação correta aos resíduos e é responsável pela transformação do óleo em biodiesel”.

Lutero lembra que a população pode deixar o óleo de cozinha utilizado dentro de uma garrafa pet e levar até os Ecopontos da cidade. “Temos 33 Ecopontos que estão aptos para coletar não só o óleo, mas todos os recicláveis. A melhor forma que encontramos para o armazenamento do óleo foi por meio da garrafa pet. Porque depois que a gente recebe esse material, também vamos reciclar essa garrafa que é levada para o centro de triagem localizado dentro do aterro sanitário de Indaiatuba”.

Para se ter uma ideia, cada litro de óleo saturado polui um milhão de litros de água e o acúmulo de óleo nos encanamentos pode causar entupimentos, refluxo de esgoto e até rompimentos nas redes de coleta. “Além disso, gera o acúmulo e proliferação de ratos e baratas na caixa de esgoto da residência da pessoa”, ressalta Lutero.

Malefícios do óleo

O coordenador do programa explica que esse óleo vai descer na rede e vai até a estação de tratamento. “Lá ele vai criar uma película por cima da área, pois óleo não se mistura com a água e como ele é mais leve, acaba ficando por cima e forma uma espécie de barreira, fato que impede a entrada de oxigênio na água”, explica.

De acordo com Lutero, a estação de tratamento de esgoto de Indaiatuba é biológica, portanto utiliza-se de bactérias e micro-organismos vivos para auxiliar na limpeza e tratamento da água. “Quando não existe oxigenação, essas bactérias morrem e não acontece o processo de tratamento, então a melhor forma é evitar que o óleo chegue até a estação de tratamento. Agora, se o óleo for direto para o rio, também será criada a mesma película, ocorrerá o bloqueio da entrada do oxigênio e provocará a mortandade de peixes”.

Em duas horas, é possível fazer 800 litros de biodiesel

Quando o óleo chega até a Secretaria de Urbanismo, ele passa por um processo de separação. Ou seja, o óleo é colocado em um tambor de 50 litros e, por meio da ação da gravidade, ocorre a primeira separação e o fracionamento. “Como o óleo é mais leve, ele ficará na parte superior. A água e restos de alimentos ficarão no fundo do tambor”, conta Lutero.

O próximo passo é o processo de filtração por meio de uma peneira com malha mais fina. Lutero conta que isso é para realmente deixar o óleo cada vez mais limpo de outras substâncias. Depois, o óleo é depositado no reator que, segundo o coordenador, consegue produzir até 800 litros de biodiesel em 2 horas de funcionamento. “Quando colocado no reator, existe um batedor que agitará o óleo contido do local e provocará a transesterificação que é quando ocorre a quebra de molécula e consegue separar o biodiesel da glicerina”, afirma.

A glicerina que é gerada no processo transforma-se em sabão líquido que é utilizada dentro da própria secretaria. “Porque a gente faz uma mistura nela e a transforma em produto para limpar os próprios vasilhames. Utilizamos para a limpeza interna”, comenta Lutero.

Garrafas de óleo doadas são saqueadas de ecopontos

Durante a entrevista, Lutero ainda comentou que existem saques aos ecopontos em busca de óleo de cozinha. “Temos atravessadores, pessoas que não pensam no meio ambiente e que algumas delas usam até o nome da prefeitura para fazer a coleta do óleo dizendo que dará a destinação correta do mesmo. A prefeitura não tem veículos com alto-falante”.

Lutero ainda lembra que não adianta a população fazer a sua parte sendo que existem esses atravessadores. Por isso, ele ressalta que antes de tomar qualquer decisão, o cidadão precisa se informar na prefeitura.

Programa transforma 3 mil litros de combustível no mês

Se por um lado estamos falando de meio ambiente, a parte de alimentação também tem grande importância dentro de todo programa instalado na cidade de Indaiatuba. Lutero conta que quando começou o programa de fabricação do biodiesel na cidade de Indaiatuba, o óleo de cozinha era utilizado de forma inadequada. “De acordo com o Ministério da Saúde, o óleo de cozinha só pode ser utilizado por até três vezes na preparação dos alimentos. No caso de fritura de peixes, ele só pode ser utilizada uma vez”, alerta.

Então, para os estabelecimentos que estão cadastrados hoje no programa, todos sabem como deve estar o óleo e também que o óleo admitido por nós para a fabricação do biodiesel pode ter no máximo 30% de resíduos sólidos, que são os restos de alimentos contidos na substância. “Muitas empresas foram retiradas do projeto pois não traziam o óleo da forma adequada e dentro dos padrões que estabelecemos”, afirma o coordenador.

Durante a visita da Tribuna, Lutero disse que consegue aproveitar metade do óleo que chega até à secretaria na fabricação de biodiesel. “Recebemos, por mês, seis mil litros de óleo de cozinha e transformamos em 3 mil litros de biodiesel que abastecem a frota da Prefeitura e do Saae”.

Segundo o coordenador, a estrutura montada dentro da secretaria teria capacidade para produzir até 16 mil litros de biodiesel. “Hoje estamos em três pessoas trabalhado. Eu e mais dois coletores. Sem mais nenhum investimento e com essa estrutura poderíamos ampliar a capacidade de produção, mas para isso precisamos da ajuda da população”, pede.

O volume total de óleo e gorduras provenientes de frituras coletado em 2015 foram de 61.416 litros. Ou seja, foram produzidos mais de 30 mil litros de biodiesel.

Atualmente, o programa possui 200 cadastros entre ecopontos, escolas, pessoas jurídicas e físicas como igrejas, restaurantes, padarias e supermercados. A coleta de óleo de fritura é realizada de segunda a sexta-feira no horário das 8h às 16hs. “Caso a pessoa tenha mais de 10 litros de óleo de cozinha separado, basta ligar para a gente que vamos até o local retirar”, explica o coordenador.

Ele ainda afirma que por conta da produção do biodiesel, a Prefeitura Municipal de Indaiatuba economizou no ano de 2015 , o valor de R$ 35.635,38 na compra de diesel para abastecer a frota. E, pelo lado social, foram doados R$ 14.791,96 para a Fundo Social de Solidariedade (Funssol), que é referente a venda de material coletado que não pode ser aproveitado para a produção de biodiesel devido a sua baixa qualidade.

Fonte: Tribuna de Indaia

Nota APROBIO: A produção de biocombustíveis, incluindo o biodiesel, é regulamentada pela ANP. A produção para fins de pesquisa ou consumo próprio deve seguir as recomendações da resolução ANP 09 de 11/02/2015 que traz todos os requisitos e obrigações para a produção do biocombustível para consumo próprio, vedada a comercialização.

RESOLUÇÃO ANP Nº 9, DE 11.2.2015 – DOU 12.2.2015

“Requisitos para produtor de biocombustível: pesquisa e consumo próprio”

Clique aqui para ler a íntegra do tema.

ONG João de Barro inicia campanha de reciclagem de óleo de cozinha em Itu

Material coletado será encaminhado a uma empresa especializada, que o destinará à produção de biodiesel

A ONG João de Barro iniciou na última semana a campanha “Não jogue óleo usado no ralo. Recicle”, com o objetivo de alertar a população de Itu (SP) sobre as consequências do descarte incorreto do produto e mostrar que o material também pode ser reaproveitado.

“Muitas pessoas jogam óleo de cozinha na pia, sem saber que esta é uma prática prejudicial para o meio ambiente. Um litro de óleo usado pode contaminar até um milhão de litros de água”, explica José Galvão, responsável pela área de Responsabilidade Social e Ambiental da ONG. “Por meio da reciclagem, o material serve de base para fabricação de diversos produtos, como sabão e até mesmo biodiesel”.

O óleo de cozinha coletado durante a campanha será encaminhado a uma empresa especializada na reciclagem do material, que o destinará à produção de biodiesel.

O posto de coleta da ONG João de Barro funciona das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h, na Rua Jerônimo Gonçalves Meira, 61,  Vila Leis. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2429-5773.

Fonte: Periscópio – Jornal do Povo

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721