Inovação e avaliação técnica para incrementar a cadeia produtiva do biodiesel

Elaborar propostas de ações com foco em inovação na cadeia produtiva de oleaginosas e biodiesel é o objetivo do grupo de trabalho (GT) que se reuniu na quarta-feira (25), em Brasília. Sob coordenação de Bruno Laviola, da Embrapa Agroenergia, o GT vai traçar metas para o setor voltadas aos próximos dez anos e propor uma série de medidas para alcançá-las, considerando uma avaliação das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças (SWOT, na sigla em inglês) do setor de biodiesel.

Como meta global, o grupo trabalha com um cenário em que o Brasil adote a mistura B20 até 2028, o que acarretaria em uma demanda doméstica anual de 18 bilhões de litros de biodiesel. Para tanto, espera-se que, daqui a dez anos, 15% do biocombustível seja produzido a partir de novas matérias-primas, o que significa desenvolver cadeias capazes de suprir um volume estimado em 2,6 milhões de toneladas de óleo vegetal ou materiais graxos. Em 2017, 71,6% do biodiesel brasileiro foi feito a partir do óleo de soja.

Os próximos passos do GT serão aprofundar o mapeamento apresentado pela Embrapa sobre oleaginosas com potencial para servir de matéria-prima para o biodiesel e ajudar o setor a atingir a meta traçada.

“É um trabalho amplo que esperamos poder balizar uma nova agenda estratégica para a Câmara Setorial”, afirmou Julio Cesar Minelli, diretor superintendente da APROBIO e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura. Além dele, o assessor técnico da APROBIO, Antonio Carlos Ventilii, participou da reunião do GT na quarta-feira.

O grupo reúne diversos agentes da cadeia produtiva e associações representativas do setor. De forma técnica e qualificada, será possível construir políticas públicas eficientes e viabilizar um cronograma que dê previsibilidade e segurança ao setor de biodiesel, com aumentos graduais da mistura, como tem defendido a APROBIO.

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Produção de oleaginosas da Índia vai crescer

O aumento na produção de oleaginosas está ligado as condições climáticas favoráveis

Um relatório divulgado pelo Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que a produção de oleaginosas da Índia deve crescer 10% na temporada 2018/19, chegando a 38,8 milhões de toneladas. Os dados incluem produtos agrícolas como mostarda, amendoim, semente de girassol e algodão, que devem ocupar um área de 38,4 milhões de hectares.
O aumento na produção está ligada as condições climáticas favoráveis e ao crescimento das condições de oferta de sementes oleaginosas para a safra 2018/19. De acordo com o relatório, a previsão é de que, se forem mantidas condições normais de mercado e os preços competitivos, as exportações indianas de óleo vegetal devem chegar a 2,9 milhões de toneladas, um leve aumento se comparado as exportações relacionadas a safra anterior, quando os valores chegaram a 2,1 milhões de toneladas.
O USDA também indicou que há uma forte demanda interna por óleos vegetais. O relatório mostra que, se por um lado a produção de óleo local é vista subindo para 7,5 milhões de toneladas, pelo outro ainda existe uma lacuna que deverá ser preenchida através de importações, que devem passar de 16,3 milhões de toneladas para 17,4 milhões de toneladas nessa temporada. “O crescimento do consumo está sendo impulsionado por uma forte demanda de compradores em massa, como operadores de empresas de alimentos, famílias e uma geração de consumidores mais jovens e com mais renda disponível”, justifica o relatório.
Para tentar suprir essa alta demanda e fortalecer a economia rural do país, o governo indiano já está definindo uma série de medidas que visam aumentar a produção de sementes oleaginosas. Dentre elas se destacam as tarifas impostas a vários produtos importados, anúncios de apólices para estimular a melhora de preços e o aumento do cultivo de oleaginosas, além também do investimento em programas governais que incentivam o aumento da produtividade agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio

Potencialidades das oleaginosas para biodiesel serão apresentadas em Dia de Campo

A Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), juntamente com instituições parceiras realizam, nesta quinta-feira, 12, um dia de campo sobre “Culturas Oleaginosas com Potencial para Produção de Biodiesel”. O evento destinado a produtores, técnicos e alunos de escolas agrícolas ocorre, na Unidade Demonstrativa no Projeto de Assentamento Bom Jesus, km 296 da BR-010, Chácara Nossa Senhora Aparecida, município de Santa Rosa do Tocantins, região Sudeste do Estado.

A programação ocorrerá com palestra e apresentação do processo de cultivo em três estações. A palestra inicial, às 9h, é sobre o “Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel”. Em seguida inicia as atividades nas estações sobre as oleaginosas, algodão, amendoim, gergelim, soja e macaúba.

Segundo o engenheiro agrícola da Seagro, Wagner Palhares, o evento tem como objetivo mostrar as possibilidades de produção destas oleaginosas, principalmente para os pequenos e médios produtores.  “É mais uma alternativa de geração de renda para os agricultores familiares”, afirmou.

Sistema produtivo

O plantio das oleaginosas na Unidade Demonstra é cultivado no sistema consorciado, sendo a macaúba, alternada com as demais culturas, gergelim, algodão, soja e amendoim e ou cultivo solteiro tanto para a macaúba quanto para as demais oleaginosas.

O projeto é resultado de um convênio nº776968/2012 entre a Seagro e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil da Presidência da República (Sead).

São parceiros no evento, a Sead, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Unitins Agro, Instituto de Desenvolvimento Rural (Ruraltins) e Prefeitura Municipal de Santa Rosa do Tocantins.

Fonte: Seagro

Processo de extração do óleo vegetal

O Brasil possui um grande potencial de produção de óleo vegetal, capaz de alimentar boa parte da população mundial e de produzir energia

O óleo vegetal já era utilizado pelo homem primitivo como meio de se proteger do frio. Após seis mil anos de evolução, o homem ainda utiliza o óleo extraído dos vegetais, mas com outros fins: na culinária, na pintura, como lubrificante, em cosméticos, nos medicamentos, na iluminação e como combustível (biodiesel). As plantas para extração do óleo vegetal são classificadas como oleaginosas, compostas com 95% de triacilgliceróis e baixa quantidade de mono e diacilgliceróis.

A extração do óleo vegetal pode ser feita das seguintes matérias-primas: girassol, mamona, pinhão-manso, uva, mostarda, dendê, macaúba, babaçu, tucum, amêndoa, soja, arroz, juriti, noz-pecã, castanha, macadâmia, abacate, coco, pêssego, palma, amendoim, canola, nabo forrageiro, tungue, linhaça, gergelim, crambe, cártamo, nim, moringa, dentre muitas outras. Cada uma com propriedades específicas e diversos fins.

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Por Andréa Oliveira

Fontes: eCycle e Cursos CPT

Pesquisas com coprodutos de oleaginosa serão apresentadas no Congresso de Biodiesel

Congressos, simpósios, mesas-redondas, workshops e palestras são alguns dos eventos que ocorrem no meio cientifico com relevância para a promoção de avanços nas pesquisas de várias áreas. Por isso a Embrapa Agroenergia, assim como várias outras instituições, se faz presente nesses eventos apresentando seus trabalhos. No período de 22 a 25 de novembro acontecerá o 6º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e o 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel. Nesta ocasião vários trabalhos da Unidade serão expostos, abordando desde a produção da matéria-prima, passando pela qualidade do biocombustível, mercado, e a utilização dos coprodutos. O prazo para envio de trabalhos científicos se encerra dia 18 de setembro e pode ser feito através do site do evento.

Esta última linha de atuação está totalmente vinculada ao conceito de biorrefinarias, em que todos os resíduos são vistos como matérias-primas para outro processo gerando novos produtos, agregando valor à cadeia produtiva, ressalta a pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Simone Mendonça. “É possível reduzir o preço do biodiesel quando os custos são divididos nas diversas partes dessa oleaginosa”, explica. A soja, por exemplo, depois que é extraído o óleo sobra o farelo que é usado na alimentação humana e também como ração animal. E, da produção do biodiesel, também é formada a glicerina, mais um produto que as usinas estão beneficiando ou vendendo da forma bruta, o que vem a ser mais uma fonte de renda. Em uma das pesquisas na Embrapa Agroenergia, a glicerina gerada a partir do biodiesel é fermentada para a produção de compostos químicos de interesse da indústria da química fina.

Além desse benefício econômico existem também os aspectos sociais e ambientais envolvidos. O aspecto ambiental refere-se ao máximo aproveitamento dos recursos naturais, gerando a menor quantidade de resíduos possível. Em relação ao social, frisa Mendonça, amplia-se as oportunidades da agroindústria para novas aplicações, permitindo a diversificação econômica e abrindo novos mercados de trabalho em regiões agrícolas. Além disso, atrai novas indústrias e, consequentemente, o desenvolvimento econômico do local. “Quando você dá novas destinações à biomassa você ganha em termos econômicos, mas também impacta positivamente as questões sociais e ambientais relacionadas ao agronegócio”, constata a pesquisadora.

Pesquisas
Sabendo dessa importância, a Embrapa Agroenergia desenvolve pesquisas na cadeia produtiva de diversas oleaginosas. Simone desenvolve pesquisas com a destoxificação de tortas (nome dado ao resíduo sólido que sobra após a extração do óleo) de pinhão-manso e algodão. Embora a torta de caroço de algodão já seja utilizada na alimentação animal, ela se restringe apenas aos ruminantes (bovinos, caprinos, etc) e em  níveis de adição limitados. Já o resíduo do pinhão-manso não pode ser usado como ração em nenhuma quantidade. “Uma solução é a utilização de bioprocessos, em que os microrganismos (Fungos) crescem nessas tortas, e produzem enzimas que  as destoxificam, tornando-as aptas para serem consumidas por animais” conta a pesquisadora. Além da ração animal, também tem sido identificados compostos bioativos que podem ser utilizados para outras aplicações.

Outro projeto onde o tema de aproveitamento de coprodutos é abordado é o Dendepalm, que aborda diversas áreas dentro da cadeia produtiva do dendê. A fibra de prensagem do dendê, resíduo que fica após a extração do óleo da polpa, é rica em beta-caroteno, um composto químico de interesse da indústria de alimentos e farmacêutica, com alto valor agregado por suas propriedades antioxidantes e de precursores da vitamina A. Neste projeto são buscadas formas de separá-lo da torta e estabiliza-lo na forma de microencapsulados, fabricando um aditivo adequado para o uso comercial. Outra aplicação testada é a produção de enzimas a partir desses resíduos industriais. Essa pesquisa utiliza os nutrientes presentes em vários resíduos de dende (cacho, fibra de prensagem, torta) para produzir cogumelos e também enzimas de interesse para o setor de etanol lignocelulósico.

Já o POME, que é o resíduo líquido produzido durante a extração do óleo do dendê, tem sido avaliado pelos pesquisadores da Embrapa Agroenergia para a produção de biogás e microalgas. Assim esse líquido poluente é retirado do meio ambiente e gera novos produtos. O engaço do dendê também pode ser aproveitado e está sendo analisado para a produção de novos produtos. Uma possibilidade é empregá-lo para gerar nano fibras de celulose usadas no reforço de borracha.

Todas essas pesquisas estão em andamento e algumas serão apresentadas durante o Congresso. Também queremos conhecer pesquisas semelhantes que estão em desenvolvimento nessas áreas de coprodutos que podem, junto com outros cientistas, agregar valor à cadeia do biodiesel como um todo. Simone explica que é uma oportunidade de troca científica, as instituições nestas ocasiões se fazem presente visando estabelecer novas parcerias e fortalecer as suas marcas. “Com isso é possível enriquecermos o nosso trabalho discutindo com outras pessoas que dão sugestões e fazem questionamentos, ampliando nossa visão e isso leva a um salto de qualidade”.

O 6º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e o 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel será no Praiamar Natal Hotel & Convention em Natal, Rio Grande do Norte, no período de 22 a 25 de novembro de 2016. A temática do evento “Biodiesel: 10 anos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil” é para destacar os avanços obtidos pelo Brasil na PD&I em Plantas Oleaginosas e Biodiesel, bem como celebrar uma década da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel. Há tempo não ocorre um evento voltado para a temática do biodiesel, e por isso um grande número de instituições são esperadas.

Além do tema coprodutos, também serão abordadas outras áreas temáticas: Matéria Prima; Armazenamento, Estabilidade e Problemas Associados; Caracterização e Controle da Qualidade; Produção do Biocombustível; Uso de Biodiesel; e Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável. A Embrapa Agroenergia é uma das apoiadoras dos eventos que são organizados pelo  Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações  #MCTIC e conta com o apoio da UFLA – Universidade Federal de Lavras e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para mais informações acesse o site.

 Fonte: Embrapa Agroenergia – texto de Daniela Collares e colaboração de Elvis Costa 

Soja representou 14,5% do total exportado pelo Brasil até agosto, diz CNA

A receita com a venda da oleaginosa somou US$ 17,91 bilhões, com incremento de 1% em relação ao acumulado de 2015

A soja em grão se manteve como o principal produto exportado pelo Brasil no acumulado de janeiro a agosto deste ano, representando 14,5% do total de embarques pelo país, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) compilados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A receita com a venda da oleaginosa somou US$ 17,91 bilhões, com incremento de 1% em relação ao acumulado de 2015.

Outros produtos da agropecuária que apresentaram crescimento nas exportações de janeiro a agosto, se comparados a idêntico momento do ano passado, foram carne suína in natura (7%, somando US$ 812 milhões); açúcar em bruto (31%, com US$ 4,83 bilhões); açúcar refinado (12%, com US$ 1,29 bilhão); milho (65%, somando US$ 2,65 bilhões) e suco de laranja (17%, com US$ 728 milhões). Dos produtos do agronegócio nacional, a maior queda das exportações ocorreu com o café em grão, com recuo de 24%, passando de US$ 3,69 bilhões em 2015 para US$ 2,80 bilhões.

Com relação aos embarques totais, o Brasil apresentou superávit de US$ 32,37 bilhões na balança comercial entre janeiro e agosto, valor bem maior que o de US$ 7,31 bilhões de 2015. Cerca de 36% das exportações brasileiras foram representadas por 10 produtos exportados de mais valor do agronegócio.

Fonte: Estadão Conteúdo

Biodiesel: 10 anos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação no Brasil

No período de 22 a 25 de novembro de 2016, a Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e a Universidade Federal de Lavras promovem o 6º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e o 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel. Este é o principal evento técnico científico Brasileiro na cadeia produtiva de biodiesel e será realizado em Natal, Rio Grande do Norte.

O evento tem o objetivo de difundir conhecimentos e tecnologias em todo território nacional. A escolha do Estado do Rio Grande do Norte foi devido a sua importância econômica nacional e regional. O estado conhecido como uma das “esquinas” do Brasil e do continente, devido sua posição geográfica que lhe confere grande projeção para o Oceano Atlântico. A cidade de Natal também chamada de Cidade do Sol, oferece aos visitantes excelente infraestrutura e conforto necessário para a participação em eventos, com grande número de hotéis, pousadas, restaurantes e belíssimas praias.

O congresso terá como objetivo a disseminação dos conhecimentos tecnológicos gerados, a divulgação das potencialidades da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel (RBTB), suas competências e os trabalhos em andamento em cada área temática.

A apresentação de trabalhos técnico-científicos demostrará os resultados alcançados com a execução dos projetos e demais atividades no âmbito da RBTB, se constituindo em uma ferramenta eficaz de avaliação por parte do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e de suas agências de fomento, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Assim o 6º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e o 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel pretende contribuir no avanço do conhecimento científico e na geração de tecnologias na cadeia produtiva do biodiesel. Os eventos terão como tema central “Biodiesel: Avanços e consolidação”.

Clique aqui para acessar a página oficial do evento.

Fonte: UFLA

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