Processo de extração do óleo vegetal

O Brasil possui um grande potencial de produção de óleo vegetal, capaz de alimentar boa parte da população mundial e de produzir energia

O óleo vegetal já era utilizado pelo homem primitivo como meio de se proteger do frio. Após seis mil anos de evolução, o homem ainda utiliza o óleo extraído dos vegetais, mas com outros fins: na culinária, na pintura, como lubrificante, em cosméticos, nos medicamentos, na iluminação e como combustível (biodiesel). As plantas para extração do óleo vegetal são classificadas como oleaginosas, compostas com 95% de triacilgliceróis e baixa quantidade de mono e diacilgliceróis.

A extração do óleo vegetal pode ser feita das seguintes matérias-primas: girassol, mamona, pinhão-manso, uva, mostarda, dendê, macaúba, babaçu, tucum, amêndoa, soja, arroz, juriti, noz-pecã, castanha, macadâmia, abacate, coco, pêssego, palma, amendoim, canola, nabo forrageiro, tungue, linhaça, gergelim, crambe, cártamo, nim, moringa, dentre muitas outras. Cada uma com propriedades específicas e diversos fins.

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Por Andréa Oliveira

Fontes: eCycle e Cursos CPT

Pesquisas com coprodutos de oleaginosa serão apresentadas no Congresso de Biodiesel

Congressos, simpósios, mesas-redondas, workshops e palestras são alguns dos eventos que ocorrem no meio cientifico com relevância para a promoção de avanços nas pesquisas de várias áreas. Por isso a Embrapa Agroenergia, assim como várias outras instituições, se faz presente nesses eventos apresentando seus trabalhos. No período de 22 a 25 de novembro acontecerá o 6º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e o 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel. Nesta ocasião vários trabalhos da Unidade serão expostos, abordando desde a produção da matéria-prima, passando pela qualidade do biocombustível, mercado, e a utilização dos coprodutos. O prazo para envio de trabalhos científicos se encerra dia 18 de setembro e pode ser feito através do site do evento.

Esta última linha de atuação está totalmente vinculada ao conceito de biorrefinarias, em que todos os resíduos são vistos como matérias-primas para outro processo gerando novos produtos, agregando valor à cadeia produtiva, ressalta a pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Simone Mendonça. “É possível reduzir o preço do biodiesel quando os custos são divididos nas diversas partes dessa oleaginosa”, explica. A soja, por exemplo, depois que é extraído o óleo sobra o farelo que é usado na alimentação humana e também como ração animal. E, da produção do biodiesel, também é formada a glicerina, mais um produto que as usinas estão beneficiando ou vendendo da forma bruta, o que vem a ser mais uma fonte de renda. Em uma das pesquisas na Embrapa Agroenergia, a glicerina gerada a partir do biodiesel é fermentada para a produção de compostos químicos de interesse da indústria da química fina.

Além desse benefício econômico existem também os aspectos sociais e ambientais envolvidos. O aspecto ambiental refere-se ao máximo aproveitamento dos recursos naturais, gerando a menor quantidade de resíduos possível. Em relação ao social, frisa Mendonça, amplia-se as oportunidades da agroindústria para novas aplicações, permitindo a diversificação econômica e abrindo novos mercados de trabalho em regiões agrícolas. Além disso, atrai novas indústrias e, consequentemente, o desenvolvimento econômico do local. “Quando você dá novas destinações à biomassa você ganha em termos econômicos, mas também impacta positivamente as questões sociais e ambientais relacionadas ao agronegócio”, constata a pesquisadora.

Pesquisas
Sabendo dessa importância, a Embrapa Agroenergia desenvolve pesquisas na cadeia produtiva de diversas oleaginosas. Simone desenvolve pesquisas com a destoxificação de tortas (nome dado ao resíduo sólido que sobra após a extração do óleo) de pinhão-manso e algodão. Embora a torta de caroço de algodão já seja utilizada na alimentação animal, ela se restringe apenas aos ruminantes (bovinos, caprinos, etc) e em  níveis de adição limitados. Já o resíduo do pinhão-manso não pode ser usado como ração em nenhuma quantidade. “Uma solução é a utilização de bioprocessos, em que os microrganismos (Fungos) crescem nessas tortas, e produzem enzimas que  as destoxificam, tornando-as aptas para serem consumidas por animais” conta a pesquisadora. Além da ração animal, também tem sido identificados compostos bioativos que podem ser utilizados para outras aplicações.

Outro projeto onde o tema de aproveitamento de coprodutos é abordado é o Dendepalm, que aborda diversas áreas dentro da cadeia produtiva do dendê. A fibra de prensagem do dendê, resíduo que fica após a extração do óleo da polpa, é rica em beta-caroteno, um composto químico de interesse da indústria de alimentos e farmacêutica, com alto valor agregado por suas propriedades antioxidantes e de precursores da vitamina A. Neste projeto são buscadas formas de separá-lo da torta e estabiliza-lo na forma de microencapsulados, fabricando um aditivo adequado para o uso comercial. Outra aplicação testada é a produção de enzimas a partir desses resíduos industriais. Essa pesquisa utiliza os nutrientes presentes em vários resíduos de dende (cacho, fibra de prensagem, torta) para produzir cogumelos e também enzimas de interesse para o setor de etanol lignocelulósico.

Já o POME, que é o resíduo líquido produzido durante a extração do óleo do dendê, tem sido avaliado pelos pesquisadores da Embrapa Agroenergia para a produção de biogás e microalgas. Assim esse líquido poluente é retirado do meio ambiente e gera novos produtos. O engaço do dendê também pode ser aproveitado e está sendo analisado para a produção de novos produtos. Uma possibilidade é empregá-lo para gerar nano fibras de celulose usadas no reforço de borracha.

Todas essas pesquisas estão em andamento e algumas serão apresentadas durante o Congresso. Também queremos conhecer pesquisas semelhantes que estão em desenvolvimento nessas áreas de coprodutos que podem, junto com outros cientistas, agregar valor à cadeia do biodiesel como um todo. Simone explica que é uma oportunidade de troca científica, as instituições nestas ocasiões se fazem presente visando estabelecer novas parcerias e fortalecer as suas marcas. “Com isso é possível enriquecermos o nosso trabalho discutindo com outras pessoas que dão sugestões e fazem questionamentos, ampliando nossa visão e isso leva a um salto de qualidade”.

O 6º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e o 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel será no Praiamar Natal Hotel & Convention em Natal, Rio Grande do Norte, no período de 22 a 25 de novembro de 2016. A temática do evento “Biodiesel: 10 anos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil” é para destacar os avanços obtidos pelo Brasil na PD&I em Plantas Oleaginosas e Biodiesel, bem como celebrar uma década da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel. Há tempo não ocorre um evento voltado para a temática do biodiesel, e por isso um grande número de instituições são esperadas.

Além do tema coprodutos, também serão abordadas outras áreas temáticas: Matéria Prima; Armazenamento, Estabilidade e Problemas Associados; Caracterização e Controle da Qualidade; Produção do Biocombustível; Uso de Biodiesel; e Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável. A Embrapa Agroenergia é uma das apoiadoras dos eventos que são organizados pelo  Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações  #MCTIC e conta com o apoio da UFLA – Universidade Federal de Lavras e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para mais informações acesse o site.

 Fonte: Embrapa Agroenergia – texto de Daniela Collares e colaboração de Elvis Costa 

Soja representou 14,5% do total exportado pelo Brasil até agosto, diz CNA

A receita com a venda da oleaginosa somou US$ 17,91 bilhões, com incremento de 1% em relação ao acumulado de 2015

A soja em grão se manteve como o principal produto exportado pelo Brasil no acumulado de janeiro a agosto deste ano, representando 14,5% do total de embarques pelo país, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) compilados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A receita com a venda da oleaginosa somou US$ 17,91 bilhões, com incremento de 1% em relação ao acumulado de 2015.

Outros produtos da agropecuária que apresentaram crescimento nas exportações de janeiro a agosto, se comparados a idêntico momento do ano passado, foram carne suína in natura (7%, somando US$ 812 milhões); açúcar em bruto (31%, com US$ 4,83 bilhões); açúcar refinado (12%, com US$ 1,29 bilhão); milho (65%, somando US$ 2,65 bilhões) e suco de laranja (17%, com US$ 728 milhões). Dos produtos do agronegócio nacional, a maior queda das exportações ocorreu com o café em grão, com recuo de 24%, passando de US$ 3,69 bilhões em 2015 para US$ 2,80 bilhões.

Com relação aos embarques totais, o Brasil apresentou superávit de US$ 32,37 bilhões na balança comercial entre janeiro e agosto, valor bem maior que o de US$ 7,31 bilhões de 2015. Cerca de 36% das exportações brasileiras foram representadas por 10 produtos exportados de mais valor do agronegócio.

Fonte: Estadão Conteúdo

Biodiesel: 10 anos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação no Brasil

No período de 22 a 25 de novembro de 2016, a Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e a Universidade Federal de Lavras promovem o 6º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e o 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel. Este é o principal evento técnico científico Brasileiro na cadeia produtiva de biodiesel e será realizado em Natal, Rio Grande do Norte.

O evento tem o objetivo de difundir conhecimentos e tecnologias em todo território nacional. A escolha do Estado do Rio Grande do Norte foi devido a sua importância econômica nacional e regional. O estado conhecido como uma das “esquinas” do Brasil e do continente, devido sua posição geográfica que lhe confere grande projeção para o Oceano Atlântico. A cidade de Natal também chamada de Cidade do Sol, oferece aos visitantes excelente infraestrutura e conforto necessário para a participação em eventos, com grande número de hotéis, pousadas, restaurantes e belíssimas praias.

O congresso terá como objetivo a disseminação dos conhecimentos tecnológicos gerados, a divulgação das potencialidades da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel (RBTB), suas competências e os trabalhos em andamento em cada área temática.

A apresentação de trabalhos técnico-científicos demostrará os resultados alcançados com a execução dos projetos e demais atividades no âmbito da RBTB, se constituindo em uma ferramenta eficaz de avaliação por parte do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e de suas agências de fomento, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Assim o 6º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e o 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel pretende contribuir no avanço do conhecimento científico e na geração de tecnologias na cadeia produtiva do biodiesel. Os eventos terão como tema central “Biodiesel: Avanços e consolidação”.

Clique aqui para acessar a página oficial do evento.

Fonte: UFLA

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