O que acontecerá se os EUA for o maior produtor de petróleo do mundo?

Mudança, que se desenha, também pode afetar diretamente mercados da América do Sul e Europa, além de mais ‘liberdade’ para os americanos em suas ações no Oriente Médio.

Os Estados Unidos estão se aproximando da liderança na corrida pelo domínio do mercado mundial de petróleo.

De acordo com as últimas previsões da Agência Internacional de Energia, a produção americana atingirá neste ano a marca recorde de 10 milhões de barris de petróleo bruto por dia.

Assim, calcula-se que o país desbancará a Arábia Saudita neste ano da posição de liderança que ostenta, com 13,5% da produção mundial.

Seu impulso, promovido pelo apoio do governo de Donald Trump às exportações, é um problema para a Rússia, a terceira colocada nessa disputa.

O avanço dos EUA terá efeitos no mercado do petróleo, bem como reflexos geopolíticos e econômicos em diferentes países.

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, listou cinco possíveis consequências caso os Estados Unidos realmente se tornem o maior produtor de petróleo do mundo, clique aqui para acessar o restante da reportagem.

Fonte: Brasil Agro com informações da Agência BBC Notícias

Solucionar a crise ambiental requer mudar o sistema econômico, diz Greenpeace

A organização ambientalista Greenpeace outorga seu governo, pela primeira vez em seus 40 anos de história, a duas mulheres: Jennifer Morgan e Bunny McDiarmid, que assumem a direção internacional convencidas de que solucionar a crise ambiental requer mudar o modelo econômico.

“Nosso principal desafio é fazer a sociedade entender que solucionar os problemas ambientais implica acabar a fundo com as desigualdades e os desequilíbrios do sistema econômico atual”, coincidiram ambas em entrevista telefônica com a Agência Efe.

A mudança climática e a destruição dos ecossistemas “têm sua origem no desequilíbrio de poderes que há no mundo, nos interesses de um reduzido grupo de pessoas ricas que movimentam o mundo”, ressalta Morgan.

Precisamente, esse pequeno grupo de indivíduos “é o que costuma bloquear as soluções aos problemas ambientais”, diz McDiarmid.

Morgan e McDiarmid são as duas primeiras mulheres a assumir a direção do Greenpeace Internacional e a fazer de forma compartilhada; não se conheciam pessoalmente embora ambas possuem um currículo de cerca de três décadas na primeira linha da defesa do planeta.

Morgan é americana e nos últimos anos foi diretora de mudança climática do World Resources Institute (WRI), onde a comunidade internacional a reconheceu como uma personalidade fundamental para conseguir o Acordo de Paris; enquanto a neozelandesa McDiarmid é uma veterana ativista do Greenpeace em seu país.

“Criando uma codireção, o Greenpeace envia a mensagem de que necessitamos mais lideranças compartilhadas ao redor do mundo para resolver a crise ambiental; o fato de que sejamos mulheres não deveria ser notícia no ano 2016, embora espero que possamos servir de inspiração para que muitas outras assumam posições similares”, afirma Morgan.

Qual é o assunto meio ambiental mais urgente para as novas diretores do Greenpeace? McDiarmid responde imediatamente que “a mudança climática e a perda de biodiversidade”.

“Estamos em um momento no qual o quer que façamos agora nestas duas matérias vai ter um impacto fundamental no amanhã”, acrescenta.

“Desde o Greenpeace estaremos atentos para que o Acordo de Paris entre em vigor o mais rápido possível, preferencialmente neste ano, e para que os governos atuem mais rápido e vão além do que se comprometeram”, disse Morgan.

De acordo com ambas, para que o pacto climático global seja efetivo “é vital que as emissões de CO2 toquem teto em 2020, e que o dinheiro deixe de fluir para os combustíveis fósseis e seja desviado para as energias renováveis, já que só assim será cumprido o que foi estipulado”.

Por fim, as novas diretores foram questionadas sobre o que gostariam de conseguir nos próximos dez anos?

“Ter convencido os governos para atuar rápido contra a mudança climática e chegar a tempo, ter conseguido uma mudança rumo à sustentabilidade por parte das empresas e do setor energético, e reconduzido à indústria pesqueira para práticas mais sustentáveis”, assegura McDiarmid.

“Adoraria que todas essas milhões de pessoas que hoje não contam com acesso à energia tenham mediante as renováveis; que não haja multinacionais enriquecendo às custas de destruir os ecossistemas de todos e que tenhamos sido capazes de transitar para um novo modelo de desenvolvimento atendendo os mais vulneráveis, e por sua vez menos responsáveis pela mudança climática“, conclui Morgan.

Fonte: EFE

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