Soja/Imea: MT processou 835 mil t em julho, volume recorde

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que foram processadas em julho no Estado 835,0 mil toneladas de soja, recorde para o mês. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o montante também é o maior já esmagado, de 5,87 milhões de toneladas. Até o momento, 90,0% da safra 17/18 foi comercializada, conforme o Imea.

Na comparação com junho, o volume foi 8,8% menor, o que o Imea atribui a “paralisações pontuais para manutenção das fábricas”. “Outro ponto a ser destacado é a redução no preço dos subprodutos, recuo de 1,6% ante o mês passado, reflexo da pressão do mercado internacional, deixando a margem bruta de esmagamento mensal em R$ 378,66/t”, disse em relatório sobre o mercado da oleaginosa.

Fonte: Estadão Conteúdo

Venda antecipada de soja da safra 18/19 de MT está praticamente parada, diz Imea

SÃO PAULO (Reuters) – A comercialização da safra 2018/19 de soja de Mato Grosso, maior Estado produtor brasileiro de grãos, está praticamente paralisada, devido a incertezas relacionadas ao preço do frete rodoviário, enquanto o setor contesta na Justiça a tabela de preços mínimos do governo, informou nesta segunda-feira o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo o órgão ligado aos produtores, a comercialização da safra futura alcançou 21,5 por cento do total esperado, um avanço mensal de 0,48 ponto percentual quando comparado com julho.

“O principal fator que continua retendo o mercado de soja futura é a indecisão quanto aos custos do frete”, disse o Imea.

O indicador aponta que as vendas antecipadas, ainda assim, estão 6,46 pontos percentuais adiantadas na comparação com a mesma época da temporada anterior.

Já a comercialização da soja mato-grossense da safra velha (2017/18) alcançou o total de 90 por cento de todo volume produzido, com um avanço mensal de 3,79 pontos percentuais ante o mês de julho, ficando 1,59 ponto à frente do mesmo período da safra anterior.

“Após o cenário de paralisação por parte dos caminhoneiros, vivenciado nos últimos meses, o mercado disponível de soja começa a ganhar novamente fluidez. Porém, de maneira cautelosa, com algumas negociações pontuais, além de o produtor nesse período buscar uma melhor margem de lucro, visto que a maior parte da oleaginosa já foi vendida.”

Fonte: Reuters

Aumento de biodiesel no óleo diesel não aumentará preço para consumidor final

O aumento do volume de biodiesel na mistura com o óleo diesel, que passou de 8% para 10%, desde  1º de março, não vai influenciar o preço para o consumidor final. A perspectiva é do presidente do Sindicato das Indústrias de Biodiesel no Estado de Mato Grosso (SindiBio-MT), Rodrigo Prosdócimo Guerra.

“O preço do óleo diesel vendido ao consumidor final deverá permanecer o mesmo, já que dois fatores são importantes para isso, o primeiro é que a quantidade de biodiesel misturada no diesel é insuficiente para provocar algum impacto. O segundo fator é que o lote de biodiesel que será misturado ao diesel nos meses de março e abril deste ano já está garantido pelo preço de R$ 2,7/l, o que mais uma vez resulta em estabilidade dos preços”, explica Rodrigo Prosdócimo.

De acordo com o levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do óleo diesel S10 comercializado em Mato Grosso na última semana, foi de R$ 3,78/l, mantendo-se estável na comparação com a semana anterior, quando custava R$ 3,79/l.

Já o diesel comum encerrou a última semana com preço médio de R$ 3,69/l, no Estado, enquanto que na semana anterior situou em R$ 3,70/l, conforme levantamento da ANP.

“Com o aumento do percentual de biodiesel no óleo diesel, diversos fatores são favorecidos na economia de um modo geral, entre os quais a utilização de recursos com alta disponibilidade, como é o caso da soja, que em Mato Grosso, é a fonte para 85% do biodiesel produzido no Estado. Também se favorece na redução da despesa com a redução do volume de importação de diesel”, defende Rodrigo.

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Fonte: RD News

Quase 95% da energia gerada em MT tem fontes renováveis; excedente é exportado

Quase 95% da energia elétrica gerada em Mato Grosso em 2017 veio de fontes renováveis, de acordo com dados apurados pelo grupo Energisa. O relatório aponta que, do total 93,32% tem origem hídrica, enquanto as outras fontes como Biomassa e Solar Fotovoltaica somaram 1,24%. Já as fontes não renováveis (Diesel e Gás Natural) somaram apenas 5,44%.

Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), além do desempenho das fontes renováveis, a geração em 2017 de todas as fontes foi suficiente para atender a demanda total do Estado e ainda exportar para o Sistema Interligado Nacional, um excedente de produção de 48%.

De acordo com o Coordenador de Energia da adjunta de Indústria, Comércio, Minas e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Teomar Magri, o Brasil possui umas das matrizes mais limpas e completas de geração de energia elétrica do mundo. São cerca de 75,5% de renováveis, destacando nos últimos anos o crescimento das fontes eólicas e solar.

“Os países desenvolvidos possuem em média 23,1% de energias renováveis na sua matriz enquanto os demais atingem cerca de 22,5% em média, ou seja, Mato Grosso com 94,56% de geração renovável, sem dúvida está na vanguarda no nosso país quando se fala em geração de energias renováveis, com expectativa de crescimento nos próximos anos as fontes hídricas, solar e de biomassa, como já vem sinalizando”, diz.

O último ano fechou com 107 empreendimentos  de geração de energia elétrica do além 285 empreendimentos relativos a micro e mini usinas Solar Fotovoltaicas na modalidade de geração distribuída. No total são:11 Usina Hidrelétrica (UHE’s); 1 UT a Gás Natural; 7 UT’s de Biomassa (Bagaço de cana, cavaco de madeira, capim elefante); 4 UT’s a Óleo Diesel; 84 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH’s e CGH’s).

O último Balanço Energético de Mato Grosso publicado em parceria da Sedec com a Universidade Federal de Mato Grosso divulgou a distribuição da matriz energética no Estado que é formada predominantemente pelas hidrelétricas (75%), cuja matéria prima é a água, usinas termelétricas (20%), que geram energia a partir do gás e da biomassa (5%), a partir, por exemplo, do bagaço da cana de açúcar.

Incentivo

Mato Grosso após iniciativa da Sedec foi um dos primeiros Estados a isentar o ICMS na modalidade de micro e minigeração distribuída a partir da adesão ao Convenio Confaz 16/2015 pelo Convênio 130/2015 em 04/11/15 e regulamentado pelo Decreto Lei 382/15 do Governo do Estado em 29/12/15 com validade a partir de 01/01/16. Nesta modalidade estão contemplados os empreendimentos com até 1.000 kW de potência instalada de fontes renováveis como CGH’s, Biogás, e, principalmente a Solar Fotovoltaica.

 

Fonte: Agro Olhar

Mesmo com recuo no esmagamento de soja, MT registra volume histórico em 2017

O Estado de Mato Grosso registrou um recuo de 22,62 % no esmagamento de soja no mês de dezembro em comparação com o mês de novembro de 2017. No total foram esmagadas 682,6 mil toneladas.  As informações são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Conforme informações dos economistas que analisam o caso, mesmo com esta retração, o ano de 2017 registrou volume histórico de soja esmagada em MT, de 9,37 milhões de toneladas, muito próximo dos dados estimados no último levantamento de demanda interna.

Esse resultado se deve, principalmente, aos consideráveis volumes disponíveis da soja em grão, provenientes de uma safra recorde. Outro fator importante que puxou o esmagamento foi a demanda aquecida, principalmente pelo óleo de soja para a produção de biodiesel, este que hoje é a principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível.

Já para 2018, espera-se que a demanda continue aquecida, no entanto com uma leve retração, sendo estimadas 9,01 milhões de toneladas de soja a serem esmagadas para este ano, de acordo com a última estimativa de oferta e demanda.

Fonte: Agora MT

RenovaBio representa avanço para setor de biocombustíveis de MT

Pioneiro na produção de etanol de milho no Brasil desde 2013 com a instalação da primeira unidade da Usimat em Campos de Júlio e com uma nova usina inaugurada há menos de 4 meses pela FS Bioenergia, em Lucas do Rio Verde, com produção exclusivamente de etanol de milho, e cuja previsão da planta é produzir 240 milhões de litros do biocombustível ao ano, o setor empresarial de Mato Grosso comemorou a sanção nesta quarta-feira (27), da lei que cria a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Para o presidente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado de Mato Grosso (Sindalcool/MT), Silvio Cezar Pereira Rangel, a lei passa a ser um marco histórico do setor de biocombustíveis, pois da previsibilidade aos investimentos de forma sustentável. “É uma inovação do Brasil para questões ambientais, quanto à redução das emissões de gases de efeito estufa e econômicas da produção de combustíveis renováveis no país, tornando ainda mais competitivo”, afirma.

“A lei será um divisor de águas, pois pela primeira vez vamos ter uma política pública clara voltada ao nosso setor no Brasil. É importante esclarecer que o país vai adotar estratégias de incentivo à adoção de novas tecnologias sem qualquer tipo de incentivo fiscal, subsídios ou criação de mais tributos”, explica.

Apesar de ter vetado a previsão de que a meta de cada distribuidor de combustível poderia ser reduzida mediante aquisição de biocombustíveis de produtores do Nordeste, Amazônia e Centro-Oeste, o que favoreceria os produtores mato-grossenses, a iniciativa do presidente Michel Temer ainda é vista com boas expectativas para 2018.

A lei prevê, por exemplo, a criação de metas compulsórias para redução das emissões de gases de efeito estufa para distribuidoras de combustíveis e a adição obrigatória de biocombustíveis a combustíveis fósseis. Santos explica que para a nova política se solidificar, vai ser necessário atuar a partir de janeiro já na regulamentação da lei, que vai criar certificados para quem opera com biocombustível a partir de 2019.

“Por meio de uma série de critérios, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) vai definir um valor para as empresas pela produção ambientalmente correta, com análise de toda a cadeia produtiva, com isso, a produtora de biocombustível etanol ou biodiesel vai vender para operadores de combustível fóssil, basicamente distribuidoras. Além do impacto ambiental positivo, a venda do certificado (CBIO) vai permitir ganho financeiro ao setor que é um dos mais antigos e desprestigiados entre as commodities brasileiras”, diz o presidente.

Em artigo publicado por Plínio Nastari, doutor em economia, presidente da consultoria Datagro e representante da sociedade civil no CNPE, o RenovaBio foi formulado pelo conselho ouvindo todos os setores de governo, da sociedade civil e as áreas privadas envolvidas. “Raras vezes se viu tanta convergência e adesão a um programa de governo, com mais de 50 manifestações formais de entidades setoriais e representativas da sociedade”.

Tudo isso porque as propostas representam a oportunidade de atender simultaneamente a objetivos das políticas energética, ambiental e industrial, aproveitando o potencial do setor agroindustrial. “É a chance de induzir um retorno dos ganhos de eficiência agroindustrial no setor da cana e o aproveitamento da crescente produção de milho para a produção de etanol e de soja para o biodiesel. Esse é o caminho da geração de empregos, do efeito multiplicador de renda, da maior arrecadação de impostos e do desenvolvimento descentralizado, e não do dispêndio com importação de derivados, em que não é gerado o mesmo efeito multiplicador”, afirma Nastari.

Meio ambiente x economia

Outro ponto positivo com a regulamentação do RenovaBio é a consolidação da posição positiva do Brasil em biocombustíveis como estratégia nacional frente as metas assumidas na Conferência Mundial do Clima (COP) COP-21, em Paris, e repactuadas na COP-23 deste ano, em Bonn, na Alemanha.

“A Europa anunciou que vai abolir os combustíveis fósseis até 2030, o Banco Mundial já avisou que não financiará mais o petróleo a partir de 2020, este é sem dúvida um caminho sem volta que os países terão de buscar resolver”, afirma.

Para o presidente Silvio Rangel, o combustível ambientalmente correto tem que ter um preço competitivo e compatível com o mercado. “É por isso que temos de criar meios para que o etanol e o biodiesel alcancem esse patamar não só no mercado interno, também no externo, a partir de uma cadeia produtiva sustentável desde o seu plantio que hoje exige planejamento mínimo de 20 anos”.

Rangel explica ainda que ao contrário da safra do milho que leva alguns meses para ser colhida e mesmo ser substituída por outra cultura, caso não dê certo, a cana precisa de no mínimo 12 a 18 meses para a primeira colheita, são 5 ou 6 anos plantada para evitar prejuízos ao produtor.

“Se olharmos na linha histórica, este é o setor mais antigo da economia brasileira, que é endeusado e abandonado sucessivamente. A maior crise que enfrentamos sem dúvida foi no governo Dilma, quando o uso político da Petrobras que regulava os preços dos combustíveis sem levar em conta o mercado, provocando o fechamento de 87 empresas das 457 no país, ou seja, mais de 20% não resistiram e fecharam as portas ou pararam de produzir etanol”.

De acordo com Silvio, mesmo ainda em fase embrionária de implantação do RenovaBio, Mato Grosso já sentirá os efeitos em curto prazo. “Será importante para nosso estado, pois possibilitará agregar mais valor nas matérias primas aqui já produzidas. É um primeiro passo para atender as necessidades do setor”, pontua.

O incentivo à produção de biocombustível começou com o Programa Nacional do Álcool (Pró-Álcool) em substituição em larga escala aos combustíveis veiculares derivados de petróleo em razão da crise do petróleo a partir de 1975. Mas ele teve fim em 1990, quando 90% dos veículos brasileiros já estavam nessa nova tecnologia e o setor amargou uma crise gerando escassez do produto. A retomada ocorreu novamente em 2003, com a tecnologia do carro flex, mas seguiu timidamente até este ano com as discussões em torno do RenovaBio.

Fonte: Folhamax

Usinas de MT comercializam 155 milhões de litros de biodiesel em leilão da ANP

As usinas de Mato Grosso comercializaram 155,779 milhões de litros de biodiesel no 58º Leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume corresponde a 21,83% do total negociado no certame, que chegou a 713,376 milhões de litros. A oferta pública movimentou R$ 1,71 bilhão, sendo R$ 374,936 milhões para as 10 usinas do Estado que participaram da venda pública. Segundo a ANP, o preço médio do litro foi de R$ 2,4, sem considerar a margem da Petrobras, e o valor total negociado refletiu num deságio médio de 21,17% quando comparado com o preço máximo de referência médio, de R$ 3,044 por litro.

Os leilões de biodiesel destinam-se a atender o disposto na Lei 13.263 de 2016, que estabelece em 8% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B8), em até 12 meses após a data de promulgação da Lei. De acordo com a ANP, o leilão irá garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional de 1º de janeiro a 28 de fevereiro de 2018. Os volumes comercializados somente serão validados após homologação pela diretoria da ANP, o que deve ocorrer até o fim do mês.

O presidente do Sindicato das Indústrias do Biodiesel de Mato Grosso (SindiBio), Rodrigo Prosdócimo Guerra, informa que o volume comercializado pelos produtores do Estado no leilão público ficou dentro da normalidade dos eventos anteriores. “Cabe destacar que este é o último leilão de B8, ou seja, para composição de 8% de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor, que irá atender o mercado em janeiro e fevereiro. No próximo leilão, que será realizado em fevereiro, já passará para o B10 (composição de 10%), para atender o período de março e abril”, antecipa ele.

A mudança do volume de biodiesel adicionado ao óleo diesel deve provocar aumento na comercialização do produto no país, beneficiando o setor e o Brasil com o aumento da capacidade de produção da indústria. A previsão inicial era de que o B10 fosse implantado a partir de 1º de março de 2019, no entanto a elevação da composição foi antecipada para o próximo ano animando os produtores.

De acordo com o economista José Manuel Marta, especialista em energia e desenvolvimento sustentável, Mato Grosso tem potencial para se tornar um produtor ainda maior de biodiesel. “Mato Grosso é um grande produtor de oleaginosa e de óleos, o que coloca o Estado em condições de vantagem para aumentar a produção, já que o biodiesel é feito a partir dessas matérias-primas”, considera.

Fonte: Agro Notícias

Cidinho Santos diz que MT tem como ampliar biocombustível usado no Brasil

O formato dos incentivos fiscais, a abundância em matéria prima e a demanda crescente, em diferentes meios de transporte, exigem uma produção cada vez maior de biocombustível e, no médio e longo prazo, o maior potencial de produção está em Mato Grosso. A tese é sustentada pelo senador mato-grossense José Aparecido Cidinho Santos (PR), com base na regulamentação pelo governo Michel Temer (PMDB) da Lei 13.263/2016, que representa o novo Marco Regulatório e amplia o antigo Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

Cidinho Santos observou que, em pouco tempo, o programa irá ampliar para toda cadeia produtiva de biocombustível, inclusive bioquerosene destinada para a aviação civil. “Mato Grosso tem alto potencial para a produção de biocombustíveis para aviação. E, por ser o maior produtor de biodiesel, pode ser também um pioneiro na obtenção de bioquerosene para a aviação”, ponderou o senador do Partido da República.

O novo Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel tende a ampliar em até 40% o consumo do produto, nos próximos cinco anos, notadamente em frotas de transporte. “Sem dúvida, teremos o aumento do uso de biodisel no transporte coletivo e transporte de cargas. Mato Grosso é essencialmente agrícola. Temos a matéria-prima, que são as oleaginosas, no caso grão de soja. A grande vantagem do biodiesel e a substitução do combustível fóssil, no caso do diesel”, avaliou ele.

“Temos que levar em consideração, primeiro, a ocorrência na redução de custo: hoje o litro do biodiesel está na faixa de R$ 2,40 a R$ 2,50; enquanto o óleo diesel custa de R$ 3,50 a R$ 3,80 com o último aumento do PIS/Cofin. O biodeisel é economia para o consumidor. E, segundo, existe a questão ambiental. Vamos produzir energia limpa, com vantagem inquestionável para o meio ambiente”, argumentou Sidinho Santos.

O senador do PR de Mato Grosso cita, como terceiro item de importância no auemtno da producação de biocombustível o provável aumento em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

“Toda a soja exportada em grãos é desonerada.  Quando se processa aqui o soja, faz o farelo e faz o óleo. Portanto, recolhe ICMS para o Estado. Agrega valor à nossa produção. O farelo se torna ração de aves, suínos e de bovinos em confinamento. E o óleo vira combustível.  Mato Grosso é um Estado de vanguarda, no biocombustível, portanto, vamos avançar após o novo marco regulatório”, complementou Cidinho.

Fonte: AgroOlhar

Pesquisas sobre Biodiesel desenvolvidas no IFMT Cáceres são destaques em Simpósio Nacional

Alunos e professores do Curso de Tecnologia em Biocombustíveis do Instituto Federal de Mato Grosso, IFMT Campus Cáceres – Professor Olegário Baldo desenvolvem pesquisas na área de produção de Biodiesel utilizando elementos da biodiversidade regional e óleos extraídos de espécies florestais e vegetais plantadas, incluindo gordura animal nas análises laboratoriais e produção de biodiesel. O resultado de oito desses trabalhos foram destaques, na última semana, no 9º Simpósio Nacional de Biocombustíveis ( Biocom), realizado em Teresina, no Piauí.

No evento, que reuniu agentes governamentais, representantes do setor produtivo, alunos e pesquisadores de todas as regiões do país, os trabalhos do IFMT Cáceres foram apresentados em espaços de comunicação oral e pôster pelos acadêmicos do último semestre de Biocombustíveis Dhiellyda Santos, Eduardo Castrillo, Erika Loraine da Silva, Emerson Figueiredo, Jefferson Reis, Mayara Ávila e Willian Castro.

Coordenadas pelas professoras Cláudia Roberta Gonçalves, doutora em Biotecnologia e Isabel Matos Fraga, mestre em Engenharia Química, as pesquisas publicadas nos anais do 9º Biocom apresentam resultados do potencial oleaginoso, testes de misturas de óleos e aplicação de novos  métodos científicos na produção de biodiesel extraídos de matérias-primas como moringa, oiti, maracujá, mamão, girassol , milho, canola, farelo de arroz e soja. Entre as misturas testadas estão gordura de vísceras de frango e óleo de girassol.

Os trabalhos são resultados de projetos de iniciação científica e atividades de Conclusão de Curso envolvendo 28 alunos de Biocombustíveis do campus e contam com a colaboração dos professores Demétrio de Abreu, Danilo Itokaji e Wagner Cunha.

Segundo a professora Cláudia Gonçalves, o objetivo dos trabalhos é otimizar as condições para produção do biodiesel e contribuir com alternativas de produção deste combustível biodegradável derivado de fontes renováveis.

“Para alcançarmos melhores condições de produção de biodiesel temos testado, nos trabalhos dos nossos alunos, misturas de óleos extraídos de oleaginosas e espécies florestais bem como trabalhado com parâmetros experimentais para a produção de Biodiesel”, afirma Gonçalves.

Nas pesquisas orientadas pela professora Isabel envolvendo alunos do 4º e 6º semestre de Biocombustíveis o propósito é testar novas metodologias e matérias-primas que podem ser utilizadas na produção do Biodiesel.

Iniciação Científica 

A participação dos alunos em eventos científicos é estimulada pelo IFMT Cáceres que subsidia o estudante com investimento em ajuda de custo e passagens.

Para a futura tecnóloga em Biocombustíveis Erika Loraine a experiência foi enriquecedora e além de melhorar o currículo com a produção científica garantiu possibilidade de aprofundamento no trabalho. Erika apresentou , por meio de comunicação oral, o resultado da pesquisa de sua equipe sobre avaliação de diferentes tempos de irradiação na síntese de biodiesel a partir da mistura de óleos extraídos de girassol, milho e soja.

“ É o segundo evento científico que participo e é o primeiro em que apresento resultado de trabalho em comunicação oral. Uma grande experiência, porque precisamos estar preparados para tirar dúvidas dos participantes, mas também oportunidade para ouvir opiniões de especialistas na área e de como avaliam o nosso trabalho”, afirmou Erika.

Fonte: Diário de Cáceres

 

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