Líderes da agricultura se comprometem com a segurança alimentar global

Os líderes da área da agricultura do Brasil, da Argentina, do México, Canadá e dos Estados Unidos divulgaram nota em que se comprometem a trabalhar em conjunto “em defesa da segurança alimentar global e do comércio agrícola, com base em princípios científicos e de análises de risco”.

O Brasil foi representado pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, na reunião de Líderes de Agricultura do Hemisfério Ocidental. O encontro ocorreu em Niigata, no Japão, paralelamente à reunião dos ministros de Agricultura do G20.

“Nossas cinco nações reconhecem que inovações no setor agrícola contribuem para melhorar a produtividade – inclusive de pequenos produtores, de jovens fazendeiros e de mulheres da área rural – de forma segura e sustentável e, também, para a capacidade de nossos países de atender à crescente demanda global por alimentos. Com a população mundial projetada para alcançar 9,8 bilhões em 2050, ciência e inovação terão papel chave para permitir que produtores agrícolas alimentem a todos de forma segura”, diz o comunicado conjunto.

Viagem à Ásia

Tereza Cristina lidera uma comitiva de 98 pessoas em viagem a quatro países do Oriente: Japão, China, Vietnã e Indonésia. A viagem, de 16 dias, começou na segunda-feira (6).

Segundo o Ministério da Economia, o Brasil mantém com os quatro parceiros comerciais uma pauta de exportação concentrada em produtos básicos como a soja triturada (China e Vietnã); trigo em grãos (Indonésia); carne de frango (Japão); algodão (Indonésia e Vietnã); café (Japão); farelo e resíduos de óleo de soja (Indonésia).

Fonte: Istoé Online

Tereza Cristina diz que debate sobre agrotóxicos ‘terá muito espaço’ em sua gestão

Futura ministra da Agricultura teve reunião nesta quinta-feira com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Ela defendeu o projeto em discussão na Câmara que flexibiliza a Lei dos Agrotóxicos.

Escolhida para assumir o Ministério da Agricultura no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) afirmou nesta quinta-feira (8) que a pauta a respeito de modificações nas regras sobre agrotóxicos “terá muito espaço” para discussões dentro da pasta.

Tereza concedeu entrevista nesta quinta, em Brasília, após reunião com Bolsonaro, que a indicou na quarta para comandar o Ministério da Agricultura. Tereza é líder da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), conhecida como “bancada ruralista”.

Na entrevista, a Tereza foi questionada sobre se as discussões sobre agrotóxicos terão espaço no ministério. Ela respondeu de forma positiva e defendeu o projeto que flexibiliza a Lei dos Agrotóxicos, aprovado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados em junho.

“Com certeza, terá muito espaço de debate ainda. Ele [o projeto] passou na comissão, é um assunto polêmico… A comissão especial trouxe a modernização, é você dar a opção do produtor brasileiro usar as mesmas moléculas que são usadas lá fora através da agilidade, da transparência e da governança”, disse.

O grupo contrário ao projeto, que apelidou a proposta de “PL do veneno”, entende que a nova lei vai flexibilizar as regras porque se limitará à atuação de órgãos de controle na autorização de uso dos agrotóxicos. Alegam ainda que as substâncias podem provocar câncer, prejudicar o desenvolvimento do feto e gerar mutações.

Por outro lado, os defensores da proposta argumentam que o texto modernizará a legislação, agilizando o processo de registro das substâncias. Atualmente, segundo este grupo, o processo de registro leva de 5 a 8 anos.

A proposta em análise na Camara pode modificar critérios de aprovação, na análise de riscos e até no nome que será dado aos agrotóxicos. Segundo Tereza, o projeto em discussão não “tira poder de ninguém”.

“Cada um vai estar dentro da sua caixa opinando: os três que sempre fizeram isso: Agricultura, Saúde através da Anvisa e meio-ambiente através do MMA [Ministério do Meio Ambiente”, declarou a futura ministra.

Meio Ambiente

Na entrevista, Tereza Cristina foi questionada sobre o perfil para o futuro ministro do Meio-Ambiente, já que Bolsonaro chegou a afirmar durante a campanha que fundiria a pasta com a da Agricultura. A proposta foi mal recebida por representantes dos dois setores.

Tereza declarou que, caso seja chamada a opinar, o perfil será o que o “governo quer” – Bolsonaro já afirmou que não quer um ministro “xiita” para a área.

“O presidente tem dito que ele quer acabar com a indústria da multa, que ele que acabar com o viés ideológico, ser altamente técnico, e eu concordo, não só eu como todos os produtores brasileiros esperam isso do presidente Jair Bolsonaro”, declarou Tereza.

Reforma agrária

Tereza Cristina informou que terá uma reunião com Bolsonaro na próxima terça-feira (13), em Brasília, quando discutirão com mais detalhes o modelo de Ministério da Agricultura pensado pelo presidente eleito.

Um dos temas a ser avaliado, segundo a ministra, é deixar a Agricultura responsável pelas áreas de pesca e agricultura familiar.

Questionada sobre sua posição a respeito da reforma agrária, Tereza lembrou que o tema é tratado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vinculado à Casa Civil.

A parlamentar se disse favorável à investir na qualificação de assentamentos em andamento. A posição do futuro governo dependerá ainda da disponibilização de recursos para, quem sabe, despropriar áreas.

“Temos muitas áreas que precisam ser concretizados os projetos para que elas sejam produtivas, para que as pessoas que vivem lá tenham dignidade, tenham renda, e ver os bolsões onde precisa continuar a reforma agrária”, opinou a deputada.

Terras indígenas

Tereza Cristina ainda comentou a “judicialização” dos processos de demarcação de terras indígenas no país, um dos alvos frequentes de críticas dos ruralistas, que reclamam do excesso de concentração de poder na Fundação Nacional do Índio (Funai).

“Você tem a judicialização das demarcações porque a Funai faz o laudo antropológico, ela dá a decisão e depois faz a demarcação. O que acontece hoje é que todos esses processos, que poderiam ser resolvidos de outra maneira, acabam indo para o Judiciário e levam 20 anos”, declarou.

“Precisamos achar um meio de não se judicializar, de se fazer justiça e que os dois [indígenas e produtores] possam sobreviver. Precisamos de mais diálogo, menos ideologia e mais resultado para muitas coisas”, disse Tereza.

Licenciamento ambiental

Tereza Cristina relatou que discutirá com o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEMRJ), sobre projetos de interesse do agronegócio que poderão ser votados até o final deste ano.

Fonte: G1

Futura ministra da Agricultura diz que fusão com Meio Ambiente trará ônus

Tereza Cristina (DEM-MS) foi anunciada por Bolsonaro nesta quarta-feira (7)

Anunciada ministra da Agricultura na tarde desta quarta-feira(7), pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) disse que a fusão dos ministérios da Agricultura com o do Meio Ambiente traria mais ônus do que bônus.

“Hoje existem muitas barreiras comerciais, que são protecionismos lá fora, que a gente precisa vencer. Este é um assunto que causou mal-estar lá fora. Então, de repente, para que fazer essa fusão, se a gente teria mais ônus do que bônus?”, afirmou.

“Agora, eu tenho certeza de que ele [Bolsonaro] vai dar a cara do governo dele também ao Ministério do Meio Ambiente. Assim como eu devo receber alguma instrução do que ele quer para o Ministério da Agricultura”, acrescentou.

Ela afirmou que os produtores de carne ficaram preocupados com a possibilidade com a fusão dos ministérios, mas que “hoje essa preocupação já diminuiu muito”.

Tereza Cristina disse que é preciso ter cautela nas declarações para não prejudicar relações comerciais.

“A gente tem que ter muito cuidado com o que vai falar porque o mercado é muito sensível. Qualquer fala fora do tom pode prejudicar uma abertura de mercado ali ou um mercado que se fecha lá”, afirmou.

As declarações de Bolsonaro sobre transferir a Embaixada do Brasil em Israel causaram preocupação em produtores do setor pelo risco de reduzir exportações a países árabes.

“Acho que aí é outra conversa. Eu preciso saber o que eles estão pensando”, afirmou.

O formato da pasta vai começar a ser discutido nesta quinta (8) em reunião com a equipe de transição e com o presidente eleito no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), segundo ela.

“O que virá para a Agricultura será toda a parte de agricultura familiar, pesca. Vou poder dar as minhas opiniões, o que eu concordo e o que eu não concordo” disse, em sua primeira declaração após a nomeação feita por Bolsonaro.

Questionada se o Incra será incorporado, disse que isso será analisado.

“Não sei. Isso tudo vai ser discutido, se vai fundir toda a agricultura em um só ministério. Eu preciso saber o que eles querem e aí dar a minha opinião”, acrescentou.

Vizinha do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Tereza Cristina deu as declarações ao sair de seu apartamento.

O presidente eleito está hospedado na casa do filho. No entanto, ela disse que ainda não conversou com Bolsonaro depois da indicação.

A deputada destacou que o setor agrícola tem “grandes desafios”.

“Nossa agricultura vem crescendo, temos mercados a conquistar. Este ano, tudo indica que será uma grande safra novamente. Podemos ter uma supersafra, mas precisa de crédito, de estrada, de infraestrutura, de porto. É uma série de coisas que a gente vai ter que discutir. E eu vou dar o melhor de mim para o setor.”

Fonte: Folha de S.Paulo

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