Setor de biodiesel entrega troféu a Michel Temer por avanços nas políticas voltadas aos biocombustíveis no Brasil

Presidente recebeu homenagem da Aprobio, da Ubrabio e da Frente Parlamentar do Mista do Biodiesel pela aprovação de medidas como o RenovaBio e cronograma de aumento da mistura de biodiesel ao diesel derivado de petróleo

Brasília, 4 de dezembro de 2018 – O presidente Michel Temer recebeu na noite desta terça-feira um troféu pelos avanços nas políticas nacionais voltadas aos biocombustíveis, em especial ao biodiesel. A homenagem foi promovida pela Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO), pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (UBRABIO) e pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, em jantar realizado no Dunia City Hall, em Brasília, para cerca de 150 convidados, entre autoridades, parlamentares e produtores de biodiesel.

Ao agradecer a homenagem, o presidente destacou a importância do biodiesel na economia nacional e o quanto as políticas adotadas para o setor têm servido de exemplo para o mundo. “Agora, na reunião do G-20, em Buenos Aires, quatro chefes de Estado vieram falar comigo dessa conquista do Brasil”, afirmou Temer, após receber a honraria, um troféu representando uma gota de biodiesel.

Bem-humorado e acompanhado do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o presidente disse que homenagens como essa são um reconhecimento do trabalho feito em pouco mais de dois anos e meio de governo. “Uma coisa é ser conhecido; outra é, depois de conhecido, ser reconhecido”, explicou. “A piada do café frio em fim de governo é verdade absoluta. Mas na minha sala o café ainda é quente e também vem acompanhado de água”, brincou Temer, sob aplausos dos convidados do evento.

O troféu em homenagem às políticas adotadas pelo governo Michel Temer foi entregue pelo conselheiro da Aprobio, Alberto Borges de Souza, pelo presidente do Conselho Superior da Ubrabio, Juan Diego Ferrés, e pelo deputado federal Evandro Gussi (PV-SP), coordenador da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel.

“Essa é uma oportunidade de agradecer e comemorar”, definiu Alberto Souza, da Aprobio. “No governo Temer, passamos do B8 (8% de biodiesel adicionado ao diesel fóssil) para o B10 e, baseado na legislação, criamos condições para continuarmos crescendo 1 ponto porcentual ao ano, até o B15 em 2023. Também lançamos, com a liderança do deputado Gussi e do governo, as bases do RenovaBio.”

Para Juan Diego Ferrés, da Ubrabio, o governo Temer deixa um legado de extrema relevância para o setor de biocombustíveis. “O RenovaBio foi construído com amplo diálogo, com todos os segmentos da sociedade. Com ele, o Brasil faz história e reafirma sua referência internacional na área de energia limpa, o que tem sido comprovado pela adesão internacional e o reconhecimento alcançado através da plataforma para o Biofuturo.”

Coordenador da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, Evandro Gussi destacou o trabalho de toda a equipe do governo. “Somos gratos, em nome dos brasileiros, pelo trabalho abnegado do presidente, com um time capitaneado pelo ministro Padilha, a quem estendemos essa homenagem”, afirmou. “O biodiesel, que vivia em espasmos no passado, agora tem previsibilidade para o futuro.”

Dois anos de avanços

Desde 2016, o setor de biocombustíveis obteve expressivas conquistas, chanceladas pela gestão Michel Temer. Destacam-se o desenvolvimento e aprovação, em tempo recorde, da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), uma política de estado inovadora de incentivo ao uso de energia limpa e renovável em substituição aos combustíveis fósseis, com redução da emissão de gases de efeito estufa, criação de oportunidades e maior segurança e previsibilidade para as diversas cadeias produtivas envolvidas.

Outra conquista relevante foi a definição de um cronograma de aumento gradual da adição de biodiesel ao diesel derivado de petróleo. Em março de 2018, entrou em vigor o índice de 10% de biodiesel misturado ao combustível fóssil, o chamado B10. Em outubro, foi publicada pelo governo resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que prevê aumentos anuais de 1 ponto porcentual nessa mistura, a partir de 2019, até o limite de 15% de biodiesel (B15) adicionado ao diesel derivado de petróleo, em 2023, conforme previsto pela legislação vigente.

Essas medidas já proporcionam grandes avanços para o Brasil e para a cadeia produtiva de biodiesel. A produção anual do biocombustível em 2018 deve atingir 5,4 bilhões de litros, um aumento de cerca de 25% em relação aos 4,3 bilhões registrados em 2017. Para 2019, a estimativa é de 6 bilhões de litros e, em 2023, com a adoção do B15 e a aplicação prática do RenovaBio, esse volume pode chegar a 11 bilhões de litros.

O Brasil é o segundo maior produtor e consumidor de biocombustíveis no mundo, e tem tudo para seguir avançando nesse caminho. O biodiesel reúne uma série de benefícios econômicos, ambientais e sociais que o colocam como produto singular em relação a outros países. Esse biocombustível reduz a demanda nacional por diesel importado, pratica uma política de precificação mais previsível que a do combustível fóssil e agrega valor a diversas cadeias produtivas do agronegócio, em especial à da soja, mas também à da proteína animal e de outras oleaginosas.

Além de reduzir em 70% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel mineral, o biodiesel tem como matéria-prima o sebo animal, cujo descarte inadequado tem graves impactos ambientais, e o óleo de cozinha usado, que pode ser reciclado e transformado em combustível renovável, em vez de sobrecarregar as redes de tratamento de esgoto ou, pior, poluir cursos d’água.

No Brasil, o biodiesel também é o principal programa de transferência de renda para a agricultura familiar, por meio do Selo Combustível Social (SCS). Só em 2017, cerca de R$ 4 bilhões em faturamento dos pequenos produtores foram oriundos do setor.

Acesso o vídeo completo do jantar no nosso canal do YouTube, clicando aqui.

Brasil assina declaração de apoio ao Acordo de Paris em reunião informal entre líderes dos Brics

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reafirmaram compromisso com a ‘plena implementação do Acordo de Paris’.

Os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul assinaram nesta sexta-feira (30) uma declaração conjunta na qual, entre outros pontos, se comprometem com a “plena implementação do Acordo de Paris”. O encontro dos Brics ocorreu paralelamente à cúpula do G20.

O gesto do atual presidente Michel Temer marca posição distinta em relação ao governo eleito. No começo de setembro, durante a campanha eleitoral, Bolsonaro ameaçou retirar o Brasil do Acordo de Paris(assinado por 195 países com o objetivo de reduzir o aquecimento global) porque, no entendimento dele, o Brasil teria de abrir mão de 136 milhões de hectares na Amazônia e isso afetaria a soberania nacional.

Na quarta (28), Bolsonaro voltar a citar o tema da soberania com a justificativa da chamada teoria do “Triplo A”. O presidente eleito ainda afirmou que pediu a retirada do Brasil como sede da COP 25.

Declaração dos Brics

Na declaração, os presidentes dos Brics mostraram expectativa quanto ao Programa de Trabalho do Acordo de Paris durante a COP-24, que começa na próxima semana na Polônia.

Além do presidente brasileiro, participaram da reunião líderes dos outros quatro países dos Brics: Putin (Rússia); Cyril Ramaphosa (África do Sul); Xi Jinping (China) e Narendra Modi (Índia).

“Com respeito à mudança do clima, comprometemo-nos à plena implementação do Acordo de Paris, adotado sob os auspícios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, incluindo os princípios das responsabilidades comuns porém diferenciadas e das respectivas capacidades, e instamos os países desenvolvidos a proverem aos países em desenvolvimento apoio financeiro, tecnológico e de capacitação, para aumentar suas capacidades de mitigação e adaptação. Invocamos todos os países a atingirem um resultado equilibrado sob o Programa de Trabalho do Acordo de Paris durante a COP-24, que permita a operacionalização e a implementação do Acordo de Paris. Ressaltamos a importância e a urgência de conduzir um primeiro processo bem-sucedido e ambicioso de reabastecimento do Fundo Verde do Clima.”

Último discurso

Durante a reunião, Temer fez seu último discurso defendendo a união dos cinco países contra o que chamou de desafios “que passam por tendências ao protecionismo”.

“Passados 10 anos daquela crise economia [de 2008] enfrentamos mais uma vez momentos desafiadores. Não são os mesmos desafios, mas são desafios também coletivos, que passam por tendências ao protecionismo, ao isolacionismo e ao unilateralismo e que portanto exigem como antes respostas coletivas. Exigem que nos mantenhamos apegados à mesma ideia singela mas poderosa, ideia singela de unirmos esforços”, disse Temer.

Fonte: G1

Metas do Acordo de Paris estimulam investimento em desenvolvimento sustentável

Uma das prioridades do Brasil, avanços serão discutidos durante a cúpula do G20, na Argentina

Os avanços no cumprimento das metas do Acordo de Paris serão levadas para discussão pelo presidente da República, Michel Temer, para discussão na 14ª Cúpula do G20, marcada para sexta (30) e sábado (1º/12). Para o Brasil, as regras previstas estimulam o investimento no desenvolvimento sustentável.

Entre os temas previstos para discussão, estão mudança no clima e formas para garantir a alimentação da população. “Nada do que foi previsto nas metas brasileiras interrompe o desenvolvimento econômico. É um estímulo para construção de uma agenda de investimento em atividade de desenvolvimento sustentável”, afirmou o secretário de Mudanças no Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Thiago Mendes.

Redução de gases

De acordo com o secretário, as metas do Brasil foram construídas em um amplo processo de discussão entre o setor privado, o governo e a comunidade acadêmica. Elas se tornaram oficiais após passarem por promulgação presidencial em julho de 2017.

No Acordo de Paris, o País se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005 até 2025. Para 2030, a previsão é a diminuição em 43%. Entre 2016 e 2017, o Brasil reduziu 2,6 bilhões de toneladas de carbono, o que antecipa em três anos o cumprimento de sua meta para 2020 em relação à Amazônia e ao Cerrado.

Também aceitou aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030, além de restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas.

Nas energias renováveis, a previsão é que o Brasil alcance uma participação estimada de 45% na composição da matriz energética em 2030.

Economia

Sancionada pelo presidente da República em dezembro de 2017, a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) contribui para o cumprimento das metas brasileiras assumidas no Acordo de Paris e incentiva a produção de biocombustíveis como etanol, biodiesel e biogás, além de garantir a redução da emissão de gases do efeito estufa e a eficiência energética.

Segundo maior produtor mundial de biocombustíveis, o Brasil já tem cerca de 45% de toda demanda de gasolina no Brasil atendida pelo etanol. “Isso não tem precedente em lugar nenhum do mundo”, disse Thiago Mendes.

Preservação

A implantação do Código Florestal e do Cadastro Ambiental Rural também é referência mundial. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, são mais de 6 milhões de propriedades cadastradas que preservam mais de 100 milhões de florestas nativas no Brasil.

Além disso, o Brasil tem investido em novas fontes de energia e faz parte da Plataforma para o Biofuturo, que abrange alguns dos países mais relevantes para mercados e inovação em biocombustíveis avançados e biomateriais.

Fonte: Planalto, com informações do MMA 

Aprobio participa de reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel

O diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Cesar Minelli, participou, nesta quarta-feira (28), da 8a Reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB), na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília.

Esse foi último encontro do comitê neste ano e também da atual gestão, do governo do presidente Michel Temer. De acordo com o coordenador-geral de desenvolvimento da produção e do mercado de combustíveis renováveis do MME, Ricardo Gomide, a pasta tem conduzido conversas de aproximação com a equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para repassar as informações do atual cenário do setor.

“Esse deve ser o caminho: o diálogo. Acho que isso é produtivo para o bem da sociedade”, afirmou Gomide.

O coordenador propôs ainda que a estrutura do comitê seja repensada para o próximo ano. Para Minelli, a proposta de aprimorar a articulação do comitê está em consonância com as expectativas da Aprobio. No início deste ano, conforme destacou durante a reunião, a entidade propôs a ampliação das discussões sobre estratégias de longo prazo pelo colegiado.

Entre as perspectivas apresentadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), está a oferta de diesel (L62) para o próximo leilão. A apresentação das propostas acontece no dia 3 de dezembro e o leilão, dia 10. A estimativa da ANP é de uma demanda de de 965 a 985 mil m3, volume que afirmaram ser otimista. Aprobio questionou se estavam considerando a sazonalidade – primeiro bimestre historicamente menor consumo – pois essa previsão consideraria um aumento considerável de demanda. Plural também considerou a previsão otimista.

CMAB – O comitê reúne os diversos agentes da cadeia produtiva para nivelar informações sobre a oferta e demanda dos biocombustíveis no Brasil.

A hora para definir o B15 é agora

Com uma aprovação baixa no momento atual, o governo Temer precisa deixar marcas para serem analisadas sob o olhar da História. Um dos feitos que só terá seus benefícios percebidos no futuro é o RenovaBio. Por ser algo inédito e de longo prazo, a população e a mídia em geral não conseguem perceber as consequências positivas. Caso semelhante acontece com o biodiesel.

Hoje, o biodiesel está misturado ao diesel em percentual de 10%. Toda a população é beneficiada por essa mistura, já que temos consideravelmente menos poluentes do diesel no ar do que teríamos se estivéssemos usando diesel fóssil puro. Mas ninguém vê isso. A imensa maioria das pessoas sequer sabe que o diesel vendido nos postos conta com mistura de biodiesel, muito menos que esse percentual é de 10%.

O biodiesel é conhecido como uma marca do governo Lula. Em seus 8 anos de mandato o setor nasceu e alcançou 5% de mistura no diesel. Nos 6 anos do governo Dilma, a mistura de biodiesel avançou outros 2%. Já nesses dois anos de governo Temer a mistura deu um salto de 3%.

Mas o governo tem a possibilidade de deixar pronto o incremento de outros 5%, fazendo do governo Temer o responsável pelo aumento de 8% na mistura de biodiesel no diesel do Brasil. A resolução do CNPE que trará o cronograma de implantação do B15 e previsibilidade para que o setor produtivo possa investir já passou por consulta pública, mas, nesse momento, está paralisada nos gabinetes de Brasília por pura falta de vontade política.

Com o mandato de Michel Temer se aproximando do final, esse não é o momento para falta de vontade. Perdida essa janela para que o B15 seja definido, só teremos uma nova de oportunidade daqui a um ano.

Imaginem que o governo erre por inação e deixe a resolução do CNPE com o cronograma de B15 para ser analisada pelo novo governo. O congresso vive uma enorme renovação e o provável vencedor do segundo turno promete uma completa mudança que, na prática, ninguém sabe qual será. No entanto, é difícil imaginar que o biodiesel esteja no topo da lista de prioridades desse novo momento que o Brasil passará a viver.

Até que o setor tenha tempo de explicar o que é biodiesel e como ele contribui para a economia do Brasil aos novos ocupantes do Palácio do Planalto, já terão de passado as chances do B11 entrar em vigor em 2019.

É por isso que o momento para a definição do cronograma do B15 é agora. A resolução está pronta, passou por consulta pública e foi apresentada por todas as entidades representativas do setor de biodiesel há meses. Os benefícios para a economia serão enormes, já que o setor terá uma previsibilidade para os próximos cinco anos e poderá investir com mais segurança.

Até a Petrobras pode ser beneficiada com o maior uso de biodiesel. Os candidatos têm como bandeira limitar o lucro da Petrobras. Querem que ela cubra os custos de produção e tenham um lucro fixo definido, não importando o preço internacional. Nessa situação (e sem considerar a complexidade dessa medida), quanto menos diesel a Petrobras tiver que fazer ou vender no mercado interno, mais ela terá para vender ao exterior com preço livre.

O governo Temer tem novamente uma bola quicando na frente de um gol que está sem goleiro. Se chutar, fará o segundo gol na partida que vale um mundo com menos carbono na atmosfera, com menos poluição e mais saúde. Dentre todas as marcas que um governante poderia deixar, a de um futuro mais limpo e economicamente viável é um dos que vale a pena lutar para conseguir.

Fonte: BiodieselBR

Solenidade de posse do novo presidente da Embrapa, em Brasília

O diretor superintendente da APROBIO e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura (MAPA), Julio Cesar Minelli, participou nesta quarta-feira (10) da posse de Sebastião Barbosa, pesquisador aposentado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na presidência da estatal, vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, no Salão Nobre do Palácio do Planalto. Barbosa assume no lugar de Maurício Antônio Lopes, que estava na função desde 2012.

(A esquerda: Julio Cesar Minelli com o Guy Capdeville, Chefe-Adjunto de PD&I da Embrapa Agroenergia, e a direita: Eumar Roberto Novacki, Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e Julio Cesar Minelli, da APROBIO)

Sebastião é engenheiro agrônomo, especialista em Entomologia (estudo dos insetos) e foi contratado pela Embrapa em 1976, atuando em programas de controle e erradicação de pragas. Por 17 anos, trabalhou na Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO), no Serviço de Proteção de Plantas, em Roma, Itália; e no escritório para a América Latina e o Caribe, em Santiago, Chile. Coordenou a cooperação internacional da Embrapa e foi Chefe-Geral da Embrapa Algodão, centro de pesquisa localizado em Campina Grande – Paraíba, além de outras atividades exercidas na estatal.

Na imagem principal: a esquerda – Julio Cesar Minelli, diretor superintendente da associação e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Oleaginosas e Biodiesel, no centro – Sebastião Barbosa, presidente da Emrapa, e a direita – Antônio César Salibe, presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool.

Temer diz que promoção da energia limpa ‘é bandeira importantíssima’

O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira, 27, em rápido discurso na cerimônia de lançamento de linhas de crédito para energias renováveis pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que a promoção da energia limpa e do desenvolvimento sustentável é uma “bandeira importantíssima” de seu governo.

Na cerimônia, o BNDES lançou o Finame Energias Renováveis, linha de crédito voltada para investimentos em sistemas de microgeração de energia em estabelecimentos de empresas e pessoas jurídicas como condomínios, com orçamento de R$ 2 bilhões. Ao mesmo tempo, anunciou o direcionamento de R$ 228 milhões do orçamento do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, para uma linha voltada exclusivamente para pessoas físicas.

Segundo Temer, as linhas de crédito gerarão investimentos que permitem reduzir emissões de gases do efeito estufa no ambiente e economia, para famílias e empresas, com a conta de luz. “É preciso reduzir o que se gasta com energia”, afirmou Temer, completando que, do contrário, empresas vão “para outros espaços que não o nosso País”.

Investimentos

O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, afirmou que, “finalmente”, começa a haver uma revisão para cima nas perspectivas de investimentos na economia brasileira. Em discurso diante do presidente Michel Temer, no Rio, em cerimônia de anúncio de expansão de crédito para energias renováveis, Oliveira citou mapeamento divulgado no início do mês pelo BNDES, que estima R$ 1,03 trilhão em investimentos em 20 setores nos próximos três anos, de 2018 a 2021.

Segundo o presidente do BNDES, o mapeamento, feito anualmente, voltou a estimar aportes acima de R$ 1 trilhão pela primeira vez desde 2014, quando começou a recessão. “Estamos percebendo que finalmente começa a haver uma revisão dessas coisas e isso é trabalho do governo federal nos últimos anos”, afirmou Oliveira,

Como exemplo de trabalho do governo federal, o presidente do BNDES citou a revisão de marcos regulatórios. Segundo Oliveira, segurança jurídica e bons marcos regulatórios viabilizam investimentos. Para o presidente do BNDES, o setor de energia é um caso de sucesso de avanços na regulação, na gestão de Temer, mas ainda é preciso avançar em outros setores, como o de saneamento básico.

Fonte: Jornal do Brasil

http://www.jb.com.br/economia/2018/09/941990-temer-diz-que-promocao-da-energia-limpa-e-bandeira-importantissima.html

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