Brasil voltou a exportar biodiesel para os Estados Unidos em novembro

O Brasil embarcou mais uma carga de biodiesel com destino aos Estados Unidos novembro. A informação faz parte da mais recente atualização dos dados do comércio exterior brasileiro publicada esta semana pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Ainda não estamos falando de volumes comercialmente relevantes. Em novembro foram embarcados cerca de 38,9 toneladas de biodiesel – aproximadamente 44,2 metros cúbicos – que saíram do Porto de Santos no mês passado. Ao menos nominalmente, o produto teve São Paulo como origem.

O valor recebido pela venda foi de US$ 69,7 mil. Isso dá US$ 1,58 por cada litro de biodiesel exportado ou cerca de R$ 6,19 se convertido pela cotação desta sexta-feira (07). Encerrado ontem, o L64 o litro de biodiesel foi negociado, em média, por R$ 2,66.

Recorrente

O que chama a atenção nesse novo negócio é que ele está se tornando recorrente. Essa já é a terceira exportação de biodiesel para os EUA no segundo semestre, totalizando 88,5 m³.

O embarque de novembro foi o maior. Em julho, foram 22 m³ e, em outubro, 22,5 m³. Isso sugere um trabalho ativo de prospecção de oportunidades no mercado norte-americano.

O timing dessa prospecção é favorável. Nos últimos anos, os EUA se consolidaram como um grande importador com 2,62 bilhões de litros de biodiesel entrando no país em 2016. Isso mudou depois que o governo norte-americano passou a tarifar as importações biocombustível da Argentina e da Indonésia em 2017.

Importação

Os dados do MDIC também mostram biodiesel vindo de fora entrando no Brasil em novembro.

Foram 25 quilos – menos de 29 litros – de biodiesel fabricado na Alemanha que chegaram o país pelo Aeroporto de Guarulhos. Antes, a única outra importação de biodiesel havia acontecido em meados de 2016 com 360 kg de biocombustível vindos da França.

Fonte: BiodieselBR

Ministro da Indústria e Comércio defende incentivos ao biodiesel

Medidas darão mais competitividade e linhas de crédito para capital de giro

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Pereira disse hoje (13/9) que proporá a criação de um grupo de trabalho para estudar formas de imprimir competitividade à indústria de processamento de soja e biodiesel.

Pereira disse ainda que vai encaminhar com a área econômica do governo a abertura de linhas de crédito para capital de giro à indústria do biodiesel. A afirmação foi feita em audiência com o presidente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO) Erasmo Carlos Battistella e o diretor superintendente da entidade Julio Cesar Minelli.

Acompanhados do deputado federal Carlos Gomes (PRB/RS), o presidente e o diretor da Associação fizeram uma radiografia do setor produtivo do biocombustível no país, desde a criação do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, em 2005 até hoje.

A reunião abordou vários aspectos do processamento do óleo renovável, a começar pelo complexo soja, que fornece 75% da matéria prima utilizada pelas usinas. A cultura evoluiu muito nos últimos 20 anos. A área plantada e produtividade descreveram uma trajetória de alta permanente, que resultou em um crescimento de 1.469% nas exportações.

Mais da metade do volume embarcado não tem agregação de valor ao longo da cadeia produtiva. Por isso, as vendas externas do farelo de soja subiram 43,1%, enquanto o óleo do grão e o biodiesel, juntos, tiveram alta de 5,1%.

Ministro Marcos Pereira, Erasmo Battistella, Julio Minelli e o deputado federal Carlos Gomes em reunião no MDIC. Crédito: Washington Costa

Erasmo Battistella e Julio Minelli disseram a Marcos Pereira que as exportações de biodiesel praticamente inexistem, apesar da qualidade do produto e demanda em vários mercados internacionais.

Eles expuseram ao ministro os benefícios de se valorizar a industrialização do complexo soja, com impactos positivos, inclusive em outros setores da economia, como a indústria da proteína animal e do biodiesel.

A demanda de óleo de soja para processamento do biocombustível ajudou a manter as cotações do óleo vegetal, o que reduziu a pressão nos preços do farelo do grão, importante ingrediente de rações animais, com reflexos na própria cadeia alimentar humana.

“Este é um equilíbrio econômico na sustentabilidade de negócios que corre o risco de se romper com a política de benefícios focada somente no produto in natura”, explicou o presidente da APROBIO ao ministro.

“Este é um equilíbrio econômico na sustentabilidade de negócios que corre o risco de se romper com a política de benefícios focada somente no produto in natura”, Erasmo Battistella – presidente da Aprobio. foto: Wellington Costa

Para ele, este tipo de distorção pode comprometer empregos e a geração de novos postos de trabalho, bem como o fluxo de renda e impostos em várias áreas do país, comprometendo o desenvolvimento regionalizado.

A audiência foi no mesmo dia em que o presidente da República Michel Temer anunciou um pacote de concessões e/ou vendas de 25 projetos de infraestrutura com linhas de crédito pelos bancos oficiais e privados. BNDES, Banco do Brasil e CEF devem, inclusive, assumir riscos dos empreendimentos juntamente com os investidores.

Atualmente, a Lei 13.263 deste ano prevê o aumento progressivo da presença de biodiesel na matriz veicular brasileira em proporções de mistura com o óleo diesel mineral que devem chegar a 10% por litro em 2019.

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Exportações do complexo sobem 77% em volume e 30,9% em receita, diz MDIC

A principal influência foi do volume embarcado de soja em grãos

As exportações brasileiras do complexo soja em abril somaram 11,592 milhões de toneladas e US$ 4,034 bilhões. Em relação a igual mês do ano anterior, o aumento foi de 77% em volume e 30,9% em receita. Na comparação com março, as vendas externas aumentaram 16,2% em volume e 16,3% em receita. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (2/04) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A principal influência foi o volume embarcado de soja em grãos, que representa um novo recorde mensal para o Brasil. Com o avanço da colheita, empresas de exportação aproveitaram contratos fechados antecipadamente para antecipar embarques. Além disso, o tempo mais seco em abril e a ausência de paralisações em rodovias contribuíram para o ritmo acelerado de exportação. No acumulado do ano, as exportações do complexo já somam 26,140 milhões de toneladas, aumento de 48,61% na comparação com os 17,589 milhões de toneladas de um ano antes.

A receita acumulada de janeiro a abril de 2016, de US$ 9,143 bilhões, supera em 28,43% o total de US$ 7,119 bilhões obtido nos quatro primeiros meses do ano passado. As exportações de soja em grão somaram o volume recorde de 10,085 milhões de toneladas em abril, aumento de 50,4% ante o volume de 6,551 milhões de toneladas embarcado um ano antes. A receita com as vendas externas do grão atingiu US$ 3,532 bilhões, crescimento de 39,4% na comparação com abril de 2015 (US$ 2,534 bilhões). Na comparação com março, o volume aumentou 20,4%, enquanto a receita cresceu 20,8%. O preço médio do produto exportado foi de US$ 350,2/tonelada em abril, ante US$ 349,3/tonelada no mês anterior e R$ 386,9/tonelada há um ano.

No farelo de soja, o volume exportado aumentou 19,5%, mas a receita teve queda de 3,5% na comparação com abril de 2015. Os embarques somaram 1,431 milhão de toneladas, ante 1,197 milhão de toneladas em igual período do ano anterior, e a receita totalizou US$ 452,2 milhões, contra US$ 468,7 milhões há um ano. Em relação a março, as exportações diminuíram 4,4% em volume e 3,9% em receita.Já em óleo de soja, as exportações em março atingiram 75.800 toneladas, 35,3% abaixo das 117.200 toneladas de igual mês de 2015. A receita somou US$ 49,9 milhões, recuo de 37,5% ante os US$ 79,9 milhões registrados em igual período do ano passado. Na comparação com março, há queda de 30,9% no volume e 31,9% na receita.

Fonte: MDIC

APROBIO mantém contatos institucionais em Brasília

A APROBIO realizou uma série de contatos e participou de encontros relevantes para o setor de produção de biodiesel esta semana em Brasília. Logo na segunda-feira, dia 9/1, o diretor superintendente da Associação, Julio Minelli, e o assessor técnico Antônio Ventilii participaram da 2ª Reunião do Grupo Técnico (Usos do Biodiesel no Brasil e no Mundo) da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que foi realizada na sede da Confederação Nacional das Indústrias.
O objetivo do Grupo é reunir experiências, inclusive acadêmicas, do mundo inteiro, para, a exemplo do trabalho do Ministério sobre meio ambiente publicado no ano passado, resultado de trabalho de grupo semelhante na mesma Câmara, edite-se uma publicação com elementos que ajudem a defender a continuidade da expansão do mercado de biodiesel no país.
No mesmo dia, Julio Minelli esteve na audiência do Conselho Organizador do Seminário Frotas & Fretes Verdes, do qual a Associação faz parte, com o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, Marco Antonio Martins Almeida, do Ministério de Minas e Energia, para entrega do Relatório Final do III Seminário, realizado em novembro de 2014, no Rio de Janeiro.
Na ocasião, o secretário se interessou em ouvir os setores em geral, e se mostrou atento aos vários pontos afeitos ao seu Ministério. A cada posição colocada pelos presentes sobre algum assunto específico, ele demonstrou conhecimento do tema, aprofundando sua discussão.
No dia seguinte, terça-feira, 10, além das atividades na Câmara dos Deputados, o representante da APROBIO esteve, juntamente com colegas do Conselho Organizador do Seminário Frotas & Fretes Verdes, em audiência no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), para apresentar o mesmo documento do seminário.
A reunião foi com o diretor do Departamento de Competitividade Industrial, Alexandre Comin, e a Coordenadora-Geral de Arranjos Produtivos Locais, Margarete Gandini, que ressaltaram os assuntos tratados no seminário fazem parte do escopo de assuntos afetos ao MDIC, e mesmo da Diretoria de Competitividade Industrial – eficiência energética, inovações e tecnologias, infraestrutura e mobilidade, entre outros.
Na reunião, da qual participou também o analista de Comércio Exterior da pasta Luiz Miguel Batuira Falcão, foi discutida a necessidade da implementação de um programa de renovação da frota brasileira de veículos, ressaltando-se sua idade média elevada.
Há dados de que um caminhão muito usado polui o mesmo que 25 caminhões novos. Ponderou-se, então, que o enfoque a ser com relação à idade do veículo, mas quanto à segurança do mesmo ao transitar, cumprindo as resoluções Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) de inspeção técnica periódica.
Também levantou-se a questão de que é preciso rever as especificações das estradas (todo o conjunto – piso, pontes, cabeceiras de pontes, etc.) para que elas possam aproveitar a evolução dos equipamentos de transporte, uma vez que os caminhões evoluíram e conseguem transportar mais carga, mas as especificações das estradas restringem o peso e com isso há necessidade de fazer com que veículos rodem com cargas subdimensionadas, e assim aumenta o número de mais veículos rodando para transportar o volume necessário, causando um desgaste maior das estradas, pois há mais viagens na mesma estrada, além de aumentar o consumo de combustível e a poluição (eficiência energética negativa).

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