Sebo retoma vice-liderança entre as matérias-primas do biodiesel

O sebo bovino reagiu e retomou das matérias-primas desconhecidas o segundo lugar entre as maiores fontes de gordura usadas pela indústria do biodiesel. Mas foi por pouco. Segundo dados de fevereiro divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em fevereiro o subproduto a atividade dos frigoríficos ficou com uma fatia de quase 13,7%, cerca de um ponto percentual à frente das desconhecidas.

O resultado obtido pelo sebo foi o maior desde março de 2018 quando a participação foi de 14,5%.

Segundo os dados divulgados pela ANP no mês passado – posteriormente corrigidos –, as matérias-primas desconhecidas haviam ficado com 12,7% da preferência das usinas batendo, pela segunda vez na história do setor, o sebo bovino que teve 12,5%. A correção feita pela ANP reduziu a – já estreita – diferença para apenas 0,02 ponto percentual embora tenha mantido a vantagem das desconhecidas.

Outro recorde sem recorde

Assim como no mês passado, as matérias-primas desconhecidas bateram seu recorde de participação dentro do mix de óleos e gorduras consumidos na produção de biodiesel. Contudo, como os dados preliminares indicam uma produção de biodiesel abaixo da apresentada em janeiro, a produção efetiva ficou em 52,8 milhões de litros – abaixo dos 55,7 milhões de litros de janeiro.

O recorde de produção de biodiesel a partir das desconhecidas foi em novembro do ano passado, quando mais de 58,3 milhões de litros de biodiesel foram fabricados a partir dessa dessa mistura de óleos e gorduras.

A produção de biodiesel a partir do sebo cresceu ligeiramente em comparação com janeiro. Foram 56,7 milhões de litros agora contra 55,6 milhões de litros um mês antes.

No caso do sebo, o recorde de produção foi batido em outubro de 2015 quando as usinas colocaram 82,7 milhões de litros de biodiesel de sebo no mercado, o que representou 23,3% do total produzido naquele mês.

Soja

O crescimento tanto do sebo quanto das desconhecidas tomou um pouco do espaço da soja. Em fevereiro, 66,8% do biodiesel foi fabricado com a partir deste oleaginosa, é o quarto menor resultado obtido pela líder do mercado num histórico que vem desde 2009. Esse foi o menor percentual obtido pela líder de mercado desde janeiro de 2018 quando os dados da ANP apontavam para 65,9% de biodiesel feito com soja.

Em termos de volume fabricado, tivemos 277,5 milhões de litros de biodiesel de soja entrando no mercado em fevereiro. Trata-se do volume mais baixo desde que o B10 passou a valer em março passado.

Com a demanda mais amena no setor de biodiesel, a quantidade de soja em grão que precisou ser esmagada encolheu mais de 7,2% de um mês para o outro. Em fevereiro, 1,33 milhão de toneladas de soja foi esmagada para abastecer as usinas de biodiesel com óleo.

Nesse caso, temos a menor quantidade de soja esmagada em um ano. Em fevereiro de 2018, o volume de grão processado havia ficado abaixo de 1,1 milhão de toneladas.

Palma encolhe

Entre as matérias-primas de menor porte usadas pela indústria, a movimentação mais notável de fevereiro foi da palma-de-óleo, que perdeu mais da metade de sua participação de mercado indo de quase 3,2% em janeiro para 1,5% em fevereiro.

Com isso, a produção a partir do óleo de palma, que vinha se mantendo acima de 10 milhões de litros mensais nos últimos três meses, ficou abaixo de 6,4 milhões de litros.

A redução na palma explica a contração da participação das matérias-primas minoritárias de 8% para 6,8% em somente um mês.

Fonte: BiodieselBR

Matérias-primas desconhecidas voltam a superar sebo na produção de biodiesel

Durante o mês passado, as matérias-primas desconhecidas voltaram a tirar do sebo bovino a vice-liderança o mercado de matérias-primas para a produção de biodiesel. Essa é a segunda vez na história do setor que isso acontece. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na manhã desta quinta-feira (21).

A diferença foi pequena. Em janeiro, o sebo ficou com um pouco menos de 12,5% do mercado de biodiesel enquanto as desconhecidas registraram 12,6%. Da última vez em que as posições se inverteram havia sido em março de 2017 quando o placar ficou em 9,3% a 11.9%. Em abril, no entanto, a situação voltou ao normal.

As desconhecidas – uma mistura indeterminada de óleos e gorduras que aparecem nos boletins das ANP sob o nome ‘outros materiais graxos’ – só passaram a ganhar posição de destaque dentro do mercado a partir do segundo semestre de 2016. Antes disso, elas tinham peso apenas modesto para as usinas ficando abaixo da barreira de um ponto percentual em muitos meses. Desde então, elas se consolidaram na terceira posição do ranking.

Nos últimos cinco meses, as desconhecidas vêm sempre ficando acima da marca de 10% do mercado.

Recorde sem recorde

Apesar do recorde relativo, a produção de biodiesel a partir das matérias-primas desconhecidas em janeiro foi de 56,5 milhões abaixo dos volumes registrados em outubro e novembro de 2018 que foi de, respectivamente, 58 e 58,3 milhões de litros.

Isso porque os números preliminares sobre a produção de biodiesel em janeiro também apontam para baixo. O boletim de matérias-primas da ANP fala em 446,5 milhões de litros fabricados no mês passado, o pior resultado mensal desde maio do ano passado quando as usinas colocaram no mercado 384,1 milhões de litros do biocombustível.

Com a queda no volume produzido, a produção de biodiesel de sebo também recuou para 55,7 milhões de litros. Esse é o número mais baixo desde fevereiro de 2018 quando a produção a partir da gordura bovina beirou 48 milhões de litros.

Ouro fosco

Enquanto a disputa pela prata se acirra, a soja segue isolada no topo pódio. Só que com um pouco menos de brilho.

Em janeiro, o óleo fabricado a partir do grão mais produzido no país conquistou 66,8% do mercado de biodiesel. Isso representa uma queda de quase um ponto percentual em relação ao mês anterior e o menor percentual nos últimos 12 meses.

Consolidando os números de 2009 até agora, em janeiro a soja costumava ficar com uma fatia do mercado de biodiesel equivalente a 70,7%. Esse, no entanto, já é o terceiro ano seguido em que ela fica sempre abaixo da marca de 70% no primeiro mês do ano.

A produção de biodiesel a partir de óleo de soja foi de 298,4 milhões de litros. Esse é o menor volume desde maio passado. Em relação à janeiro de 2018, a produção cresceu um praticamente 34%.

Esse volume produzido fez com que a indústria de biodiesel absorvesse o óleo equivalente ao processamento de 1,43 milhão de toneladas do grão.

Essa foi a terceira queda seguida na quantidade de soja esmagada para o atendimento da demanda de biodiesel e, novamente, é o menor valor mensal desde maio passado.

Dendê

O óleo de palma – ou azeite dendê como é mais popularmente conhecido – também tem se destacado nesses últimos meses depois de muitos anos aparecendo apenas como uma fonte promissora, mas minoritária.

Em janeiro, a palma foi a quarta matéria-prima mais usada pelas indústrias com pouco menos de 3,2% do mercado – praticamente igualando o recorde que havia sido batido em dezembro.

A produção reportada foi de 14,1 milhões de litros de biodiesel de palma. Embora essa quantidade seja 7,1% menor que em dezembro, este foi o terceiro mês consecutivo em que essa matéria-prima se manteve acima de 10 milhões de litros fabricados.

Fonte: BiodieselBR

Boletim ANP e as matérias-primas para o biodiesel

A disputa entre o sebo e os ‘outros materiais graxos’ voltou a recrudescer em maio. Segundo dados divulgados pela ANP, o sebo só conseguiu se segurar na vice-liderança no ranking das matérias-primas mais consumidas pelas usinas brasileiras no mês de maio por míseros 0,1%. Foram 12,1% para a primeira enquanto a segunda ficou com pouco com 12% cravados – uma diferença de apenas 400 mil litros.

A conformação do mercado de matérias-primas do biodiesel brasileiro vem mudando de forma notável. O segmento que, durante anos, foi dominado pela soja, sebo e algodão – sempre nessa ordem – ganhou outra feição. Primeiro tivemos o virtual desaparecimento do óleo de algodão que, desde a virada do ano, não conseguiu ultrapassar a barreira de 1% de participação na produção mensal das usinas uma única vez.

Em abril, o algodão realmente sumiu das estatísticas oficiais da ANP. Agora ele retornou, mas com uma participação mínima – apenas 0,01%.

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Fonte: Portal BiodieselBR

SEAD aposta na diversificação de matéria-prima para a produção de biodiesel

A agricultura familiar vai ganhar novo mercado no Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). Além das fontes oleaginosas, já conhecidas dos produtores familiares, os subprodutos de origem animal são a aposta da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD) para 2017. “Podemos ampliar a participação dos produtores e não ficaremos tão dependentes da soja, que representa mais de 99% da participação da agricultura familiar no programa”, explica o coordenador-geral de Biocombustíveis da SEAD, Marco Pavarino.

De acordo com dados da SEAD, em 2015, 72.485 famílias, nos arranjos do selo Combustível Social, forneceram matéria-prima para a produção de biodiesel, gerando cerca de R$ 4 bilhões para os agricultores. Atualmente há quase 900 mil unidades familiares que declaram bovinos de corte como um dos seus produtos. “Com os novos arranjos, boa parte desse público poderá se beneficiar do PNPB, já que o sebo bovino é excelente matéria-prima”, acredita Pavarino.

Existem experiências exitosas do fornecimento de subprodutos de origem animal para a produção de biodiesel. Empreendimentos familiares   comercializam sebo bovino, óleo de peixe e óleo de vísceras de frango. Desde abril deste ano a Cooperativa Agroindustrial (Coasul), de São João, no Paraná comercializa 300 toneladas de óleo por mês com a Petrobras para a produção de biodiesel.

A cooperativa já vinha fornecendo 150.000 toneladas de soja por ano para o PNPB. Para o gerente técnico e industrial da Coasul, Paulo Fachin, a iniciativa permite maior participação dos cooperados no PNPB e é um incremento na renda dos agricultores familiares. “Já produzimos 300 toneladas de óleo de vísceras de frango por mês. Estamos vendendo o que não seria aproveitado”, conta Fachin.

Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel

Criado em 2004, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) visa implementar a produção e uso do biodiesel, com enfoque na inclusão social e no desenvolvimento regional, via geração de emprego e renda. A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD) participa da gestão do programa criando formas de promover a inserção qualificada de agricultores familiares na cadeia de produção do biodiesel, além de prestar Assistência Técnica e Extensão Rural.

Entre as vantagens do combustível estão a menor emissão de gases do efeito estufa, a produção inteiramente nacional e o aproveitamento de subprodutos da cultura de oleaginosas e da gordura animal.

Fonte: SEAD

Eficácia do óleo de macaúba como biodiesel é aprovada em pesquisas da UFLA

Uma palmeira nativa do Brasil com grande potencial na produção de óleo vegetal tem se destacado nas pesquisas da Universidade Federal de Lavras (UFLA): a macaúba. Estudos já indicavam que ela tem a capacidade de produzir até cinco toneladas de óleo por hectare. Pensando nisso, pesquisadores das áreas de Engenharia e Química da UFLA iniciaram os estudos para se chegar a um biodiesel de qualidade a partir dessa oleaginosa.

Com folhas perenes e espinhosas, ela é encontrada com muita frequência em Minas Gerais, assim como em São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Ceará. “Somente em Minas há aproximadamente dois milhões de hectares de maciços naturais de macaúba. Isso pode gerar uma nova renda. O agricultor só vai precisar coletar e vender”, comenta o professor de Engenharia na UFLA Pedro Castro Neto, um dos envolvidos na pesquisa.

À esquerda o estudante Danilo Souza e à direita o professor Pedro Neto
À esquerda o estudante Danilo Souza e à direita o professor Pedro Neto

Assim, o óleo de macaúba como biodiesel pode trazer uma significativa renda ao agricultor. Fecha todo o sistema, dando uma nova oportunidade ao setor. “Ele não precisa para isso derrubar árvores, modificar nada. Isso já existe na sua propriedade”, complementa Pedro. Mas, para chegar ao resultado final os pesquisadores da UFLA tiveram que realizar diversas tentativas. O professor explica que a macaúba possui um alto índice de acidez, chegando a mais de 50%, sendo assim, todo o processo para deixar o óleo com qualidade, de maneira que possa ser utilizado no biodiesel, foi diferenciado, por meio da catálise ácida. “Hoje, conseguimos adequar a tecnologia, para produzir a partir do óleo de macaúba um biocombustível de excelente qualidade, que possa ser utilizado no País”, relata Pedro Neto.

Nesse processo também esteve envolvido o Laboratório de Química do Núcleo de Estudos em Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biocombustíveis (G-Óleo) da UFLA. Para que o teste fosse realizado em grande escala, primeiramente foram feitas várias análises e testes no laboratório em pequenas quantidades.

“Foi necessário fazer o processo de esterificação para a diminuição da acidez do óleo. Finalizado esse processo, o óleo passou por uma lavagem a fim de retirar o excesso de catalisador usado na esterificação, posteriormente foi retirado o excesso de água. E em seguida, feito o processo de transesterificação, em que obtivemos o biodiesel já pronto, com a glicerina. Assim, separamos o biodiesel da glicerina, e o passamos por outro processo de lavagem para retirar o excesso de catalisador”, explica o coordenador do G-óleo, estudante da UFLA, Danilo da Silva Souza.

O professor de Engenharia Carlos Eduardo Silva Volpato

Após a finalização, o biodiesel foi encaminhado para Ronald Leite Barbosa, estudante de doutorado em Engenharia Agrícola na UFLA, sob a coordenação do professor de Engenharia Carlos Eduardo Silva Volpato. Eles realizaram diversos testes em um trator, tendo como base distintas quantidades do biodiesel proveniente do óleo de macaúba, mais o diesel comercial. Assim foram analisando como a máquina reagia e ainda verificando as quantidades de gases emitidas pelo escapamento do trator. “Os resultados foram sensacionais, muito promissores, permitindo que o óleo de macaúba seja utilizado como biodiesel de maneira segura”, relata Volpato.

Na parte técnica, com relação a todas as misturas, o B20 foi o que se comportou melhor, apesar dos outros também terem resultados satisfatórios, em relação ao diesel do posto de gasolina. Já na questão ambiental, os resultados foram excelentes. Ressaltando que todas as misturas deram emissões de gases de particulados abaixo do registrado pelo diesel convencional. E é um biodiesel que pode ser utilizado em todos os veículos que tem um motor de ciclo diesel, como caminhão, caminhonete, ônibus, trator”, afirma Volpato.

Para o professor Pedro, os resultados que esse biodiesel apresentou foram sensacionais. “Além disso, o biodiesel é renovável, esse carbono a ser queimado no motor volta para a atmosfera, mas a planta retira o carbono da atmosfera para gerar um novo óleo, então estamos renovando sempre. É isso que queremos, desenvolver essas novas tecnologias”, comentou.

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Texto: Camila Caetano – jornalista/ bolsista UFLA – ASCOM UFLA

 

Matéria prima da agricultura familiar é utilizada na produção de biodiesel

A agricultura familiar tem sido grande aliada para o mercado de biodiesel. Cerca de 30% do combustível renovável do país é originado de matéria prima produzida por agricultores familiares. Apenas em 2015 foram adquiridos por usinas fabricantes do biocombustível aproximadamente R$ 4 bilhões, o equivalente a 3,9 milhões de toneladas de matéria prima, de cerca de 75 mil famílias. Mais de 100 cooperativas de agricultores familiares já estão habilitadas a comercializar no âmbito do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

Desde o início do Programa, foram investidos em média cerca de R$ 35 milhões por ano, segundo a prestação de serviços de assistência técnica feita pelas usinas que produzem o combustível. De acordo com o Coordenador-Geral de Biocombustíveis da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Marco Pavarino, a prestação desse serviço significou aumento de produção, renda e, consequentemente, qualidade de vida aos agricultores familiares. “Boa parte desses agricultores que participam do programa atualmente tem sua renda quase que exclusivamente oriunda da comercialização com indústrias produtoras de biodiesel, seja mediante contratos individuais, ou cooperativas habilitadas”, afirma.

O PNPB é um programa do governo federal que possibilitou a inserção do biodiesel na matriz energética do país. Tem como objetivo viabilizar a produção de biodiesel de forma sustentável, garantindo o suprimento do produto com preços competitivos e a partir de diferentes fontes de matérias primas. Uma das diretrizes do programa é a geração de emprego e renda de forma a promover a inclusão social e o desenvolvimento regional do país. Envolve vários ministérios e a Secretaria Especial, responsável pelas regras do Selo Combustível social, instrumento que permite a inclusão social e produtiva dos agricultores familiares no Programa.

Os agricultores interessados podem participar do Programa estabelecendo contratos diretamente com as usinas produtoras de biodiesel, ou por meio de suas cooperativas. Os contratos são celebrados entre as próprias cooperativas e as usinas.  Eles devem ser assinados antes do plantio das culturas, além de estabelecer a forma, a quantidade de aquisição e o local de entrega da matéria prima produzida. Também deve estar no contrato à forma de prestação de assistência técnica para o agricultor.

A principal matéria prima produzida e comercializada pela agricultura familiar atualmente no PNPB, segundo Pavarino, é a soja. “Ela chega a atingir 95% do total do volume adquirido pelas Usinas. Temos atuado no sentido de promover a diversificação da matéria prima que é produzida pela agricultura familiar, como o Dendê na região Norte, o coco no Nordeste e a macaúba na região Centro Oeste”, informa. “O ano passado foi regulamentada a possibilidade da inclusão de matéria prima de origem animal, como óleo de peixe e frango, além do sebo bovino, nos arranjos de comercialização do Selo Combustível Social”, complementa.

Com o aumento da mistura obrigatória do biodiesel ao diesel mineral pela Lei 13.263, de março de 2016, haverá uma elevação na produção de biodiesel, com consequente crescimento da demanda por matéria prima, tanto da agricultura familiar como de outros fornecedores. “Para se ter uma ideia, até 2020 a expectativa é de que os atuais 7% de mistura obrigatória chegue a 15%”, destaca.

Fonte: Tássia Navarro/Ascom – Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

Macaúba: matéria-prima nativa com potencial para a produção de biodiesel

De acordo com o Plano Nacional de Agroenergia, lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a pesquisa deve buscar novos patamares de rendimento de óleo com maior adensamento energético das espécies oleaginosas, passando do nível atual de 500 a 700 kg de óleo/ha obtido com as culturas tradicionais, em que se tem domínio tecnológico, como a soja, para aproximadamente 5.000 kg de óleo/ha, proporcionando competitividade crescente ao biodiesel e promovendo a segurança energética nacional.

Nesta busca de patamares mais elevados de produtividade em termos de quantidade de óleo produzida por hectare, estão sendo estudadas e utilizadas espécies perenes como, por exemplo, as palmeiras oleíferas (dendê, macaúba e buritis) e pinhão manso, de alto rendimento de óleo, com produtividades superiores a 4.000 kg de óleo/há e adaptadas a condições edafo-climáticas distintas, incluindo biomas diversos, principalmente cerrado, caatinga e floresta amazônica.

Há, então, perspectivas reais de utilização da macaúba como matéria-prima para produção de biodiesel no Brasil. Esta palmácea se destaca pelo seu potencial para a produção de grandes quantidades de óleo por unidade de área, além da possibilidade de utilização em sistemas agrosilvopastoris. macauba-dodesign-s

A macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lood. ex Mart) é uma palmeira nativa das Florestas Tropicais. Apresenta grande dispersão no Brasil e em países vizinhos como Colômbia, Bolívia e Paraguai. No Brasil ocorrem povoamentos naturais em quase todo território, mas as maiores concentrações estão localizadas em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo amplamente espalhados pelas áreas de Cerrado .

Essa espécie tem vasta sinonímia popular no Brasil: macaúba, mucajá, mocujá, mocajá, macaíba, macaiúva, bacaiúva, bocaiúva, umbocaiúva, imbocaiá, coco-de-catarro ou coco-de-espinho.

O fruto é a parte mais importante da planta, cuja polpa é consumida in natura ou usada para extração de gordura comestível; a amêndoa fornece óleo claro com qualidades semelhantes ao da azeitona. Dada a sua ampla utilidade, essas palmeiras vem sendo utilizadas pelo homem desde tempos pré-históricos (cerca de 9.000 anos AC). Pesquisas publicadas na Revista FAPESP de Dezembro de 2002 mostraram que as cascas, secas e trituradas, podem ser utilizadas como fonte valiosa no combate à desnutrição infantil, por terem teor de ferro quatro vezes mais elevado do que a multimistura, além de concentrações razoáveis de cálcio e fosfato. Assim, a casca da macaúba pode substituir alguns componentes deste suplemento alimentar normalmente distribuído pela Pastoral do Menor, tais como a semente de girassol e de amendoim, escassas na região nordeste na estiagem, período em que aumenta a desnutrição infantil.

Existem vários relatos de utilização tradicional da macaúba como fonte de óleo para fins alimentícios, fabricação de sabões e queima para fins de iluminação e aquecimento. Essa palmeira apresenta significativo potencial de produção devido ao elevado teor de óleo e capacidade de adaptação a densas populações. As produtividades potenciais por área assemelham-se à do dendê, podendo chegar a mais de 4 t de óleo/ha.

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Os frutos são formados por cerca de 20% de casca, 40% de polpa, 33% de endocarpo e 7% de amêndoa. Os teores de óleo são ligeiramente maiores na polpa (60%), em relação à amêndoa (55%). Assim como do dendê, são extraídos dois tipos de óleo da macaúba. Da amêndoa é retirado um óleo fino que representa em torno de 15% do total de óleo da planta, rico em ácido láurico (44%) e oléico (26%), tendo potencial para utilizações nobres, na indústria alimentícia, farmacêutica e de cosméticos.

O óleo extraído da polpa, com maior potencial para a fabricação de biodiesel, é dominado por ácido oléico (53%) e palmítico (19%) e tem boas características para o processamento industrial, mas apresenta sérios problemas de perda de qualidade com o armazenamento. Assim como ocorre com o dendê, os frutos devem ser processados logo após a colheita, pois se degradam rapidamente, aumentando a acidez e prejudicando a produção do biocombustível. As tortas produzidas a partir do processamento da polpa e da amêndoa são aproveitáveis em rações animais com ótimas características nutricionais e boa palatabilidade. Tem-se, ainda, como importante subproduto o carvão produzido a partir do endocarpo (casca rígida que envolve a amêndoa), que apresenta elevado poder calorífico.

No sentido de viabilizar a utilização comercial da macaúba e torná-la uma espécie realmente atrativa para a produção de biodiesel a Embrapa Agroenergia tem coordenado projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) envolvendo esta cultura. Em um deles, com financiamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e em parceria com a Embrapa Cerrados estão sendo realizados levantamentos da ocorrência de maciços nativos de macaúba em Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. Com o resultado desse estudo podem-se estabelecer regiões onde existem grandes maciços nativos de macaúba e também fazer o levantamento do potencial produtivo dos maciços identificados.

Para evitar o rápido esgotamento da fonte energética são estudadas práticas de extrativismo sustentável, com a realização de inventário detalhado na área de abrangência dos maciços, o planejamento da conservação e uso dos recursos genéticos disponíveis, a definição de tipos de atividades permitidas e a elaboração de normas de uso da área, de acordo com a potencialidade do zoneamento para cada atividade.

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Também são realizados estudos para desenvolver sistemas de produção, onde a macaúba será cultivada em plantios racionais. Para tanto, estão sendo feitas pesquisas com melhoramento genético, plantio, adubação, espaçamento entre plantas e obtidas as informações necessárias para o estabelecimento de sistemas de produção sustentáveis. Uma grande vantagem da macaúba é a possibilidade da produção consorciada com outras espécies. Podem ser produzidos alimentos (feijão, milho) durante a implantação da cultura e após quatro anos, quando as palmeiras atingirem a altura de 7 a 10 metros e estiverem em produção normal de frutos, pode-se plantar capim para criar gado. É um sistema integrado com bom rendimento, pois o gado se alimenta do capim e dos frutos que, eventualmente, caem das árvores e o esterco produzido pelos animais fertiliza as palmeiras.

Com os conhecimentos disponíveis, sabe-se que a macaúba não pode ser utilizada como única matéria prima para a alimentação de uma usina rentável de biodiesel, pois a colheita dos frutos não acontece o ano inteiro. Para que a usina possa funcionar durante pelo menos onze meses por ano, será necessário utilizar outras oleaginosas, como soja, girassol, algodão, mamona e também sebo bovino. Cada uma das combinações de matérias-primas exige estudos e pesquisas específicos e eventuais adaptações no processamento industrial.

Uma proposta apresentada pela Embrapa Agroenergia é o estabelecimento de Arranjos Produtivos Locais (APLs) que possam atender a necessidade do suprimento contínuo de matérias-primas para a produção de biodiesel e que permitam otimizar o uso das terras e o balanço energético global. Nesse tipo de APL será vantajosa a formação de associações ou cooperativas de produtores que instalem unidades de esmagamento das matérias-primas. O óleo vegetal extraído será transportado até a usina de biodiesel e a torta resultante da extração aproveitada pelos próprios produtores das oleaginosas, tanto para alimentação animal, quanto para utilização como adubo. Com esse esquema, o raio de produção das matérias-primas para abastecimento da usina de biodiesel poderá ser ampliado, o que não seria economicamente viável se os grãos inteiros fossem transportados ate à usina de biodiesel e as tortas transportadas de volta até às regiões produtoras.

Leonardo Bhering
Pesquisador da Embrapa Agroenergia (Brasília – DF)

Fonte: Grupo Cultivar

Usina vai triplicar sua capacidade de refino de sebo bovino

Planta pertence a Petrobras Biocombustível. Gordura animal utilizada no processo gera ainda sebo refinado e ácido graxo, coprodutos com grande valor comercial

A usina de biodiesel da Petrobras Biocombustível, em Montes Claros, Minas Gerais, triplicará a capacidade de processamento do sebo bovino, de 50 mil toneladas por ano para 158 mil toneladas/ano.

Com a ampliação, o óleo refinado a partir do sebo bovino representará 35% no mix de matéria-prima utilizada na produção do Biodiesel 100 (B-100), índice máximo permitido dentro das especificações do combustível. A construção da nova unidade de refino físico tem início em fevereiro e será entregue em outubro.

Se comparado ao biodiesel de óleos vegetais, o de gordura animal traz mais vantagens e, por isso, ganha espaço como opção de matéria-prima. O maior grau de cetano garante melhor ignição do combustível e tem influência direta na partida e funcionamento do motor. A gordura animal na produção do biodiesel gera ainda o sebo refinado e o ácido graxo, coprodutos de grande valor comercial.

Com o aumento da capacidade de refino do sebo bovino em Montes Claros, haverá um volume excedente do óleo, que poderá ser escoado para as usinas da Petrobras Biocombustível em Candeias, na Bahia, e Quixadá, no Ceará.

A planta mineira tem autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para produzir 152 milhões de litros/ano de biodiesel. Por isso, a usina consumirá, no máximo, 53,2 milhões de litros/ano do óleo bovino (35% do total).

De acordo com estimativa da Embrapa, cerca de 1,560 milhão de toneladas de sebo bovino são produzidas no país anualmente e cada quilo de sebo pode gerar até 800 ml de biodiesel. A produção segue as especificações para venda estabelecidas na portaria da ANP nº. 42.

Fonte: Agência Petrobras

Soja é a matéria-prima de 82% do biodiesel produzido no Brasil

O biodiesel é um combustível ecológico, renovável e que tem como matéria-prima gorduras animais ou óleos vegetais. Estimulado por um catalisador, ele reage quimicamente com álcool e produz energia. Diferentes matérias – primas podem ser usadas para produzir o biodiesel, como sebo bovino ou de frango, além das oleaginosas, como a canola, palma, algodão, amendoim e soja.

A soja é responsável por mais de 82% da produção de biodiesel no Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. (ANP). Seguido da gordura bovina, com 16%.

Assim, a principal destinação do biodiesel é o abastecimento dos veículos a diesel. Para se tornar um combustível – produto compatível com os motores a diesel -, a gordura vegetal ou animal deve passar por um processo químico chamado transesterificação. O processo é realizado por mais de 60 usinas produtoras de biodiesel autorizadas pela ANP em território nacional.

Depois, o biodiesel produzido na usina segue para a base de distribuição, onde é misturado ao diesel de petróleo, em percentuais regulamentados em resoluções da ANP. Em seguida, é transportado para os postos de combustíveis. Segundo o Diretor Superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio C. Minelli, todo o biodiesel produzido no Brasil visa o abastecimento do mercado interno.

A matéria-prima

A soja é a principal fonte para a produção do biodiesel no Brasil, mas a produção para combustível é apenas o quarto produto, atrás do grão para exportação, do farelo e do óleo de cozinha.

Para o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Teixeira Júnior, existem alternativas para aumentar a disponibilidade de óleo de soja para as usinas de biodiesel antes de cogitar o melhoramento genético. A primeira delas é ao aumento do esmagamento de grãos no Brasil. “Atualmente, quase a metade da soja que produzimos é exportada sem beneficiamento. Se vendermos o farelo, agregamos valor ao nosso produto e ainda ficamos com óleo disponível para biodiesel”, revela.

Souza Júnior complementa que outra possibilidade é aumentar a produtividade das variedades já disponíveis no mercado é investir no manejo. “Na safra 2013/2014, agricultores que participaram do Desafio Nacional da Máxima Produtividade da Soja colheram 107,8 sacas por hectare, enquanto a média nacional foi de 48 sacas”, exemplifica.

Aumento de produção

Hoje, no Brasil 90% da cana produzida no país é transgênica.  Assim, a soja transgênica é a mais cultivada no país e assim, a mais utilizada na produção do biodiesel.  De acordo com a Embrapa, as cultivares convencionais mais plantadas no ano passado foram: TMG 4182, MSoy 8866, BRS 284 e TMG 4185.  Já as transgênicas RR mais cultivadas: NA 5909, TMG 132 RR, Potência, Anta, Apolo, M Soy 9144RR, TMG 132RR, NA 7337, Pioneer 98y30RR entre outras.

O presidente da Aprobio complementa que a soja é certamente uma das culturas mais pesquisadas do mundo, com diversas linhas e que buscam avançar a sua produtividade a cada safra. “O melhor caminho seja a diversificação para as oleaginosas de inverno que poderia crescer de forma consistente a produção agrícola nacional e o suprimento de óleos vegetais”, ressalta.

A soja é muito valorizada no mercado interno e externo por causa do farelo, usado como matéria-prima na produção de carnes. A pesquisadora da Embrapa Soja, Amélio Dall’Agnol ressalta que o óleo é um produto marginal da soja. “Se não consumíssemos boa parte do óleo de soja na produção de biodiesel, é possível que tivesse havido uma sobre oferta de óleo no mercado mundial e levado o preço da soja para baixo”, enfatiza.

Futuro

Para a pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Itânia Pinheiro Soares, a perspectiva de utilização de biodiesel nos próximos anos é de crescimento. “Acreditamos no aumento gradual do biodiesel na mistura compulsória com o diesel de petróleo. No entanto, quando se considera a matéria-prima, o cenário não deve mudar muito em curto e médio prazo. Novas opções deverão surgir, mas não com grande impacto, que possa alterar essa matriz, de forma tão imediata. Além disso, futuramente poderão surgir novos processos ou até mesmo novos biocombustíveis a partir de matérias-primas já utilizadas”, finaliza.

Fonte: Cejane Pupulin-Canal-Jornal da Bioenergia

Macaúba é tema de Workshop na Embrapa Agroenergia

Com intuito de desenvolver ações voltadas para o desenvolvimento da macaúba para os agricultores familiares da região Nordeste do Brasil, os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa,  juntamente com representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, estiveram reunidos na semana passada (05 e 06/11), para tratar dessas ações de desenvolvimento da espécie que hoje vem sendo cada vez mais visada como matéria-prima para a agroenergia.

A intenção da ação é compartilhar e, ao mesmo tempo, planejar atividades no âmbito do Projeto MACSAF, que tem como objetivo a produção de macaúba em sistemas agroflorestais para gerar alimentos e matéria-prima para bioenergia, explica Alexandre Cardoso, pesquisador da Embrapa Agroenergia e coordenador do Projeto. A iniciativa integra o Programa para Desenvolvimento de Cultivos Alternativos para Biocombustíveis do “World Agroforestry Centre” – ICRAF, financiado pelo “International Fund for Agricultural Development” – IFAD.

Os trabalhos conduzidos no Nordeste nos campos experimentais da Embrapa Meio-Norte, em Parnaíba, Piauí e da Embrapa Algodão, em Barbalha, na região do Cariri cearense, estão relacionados ao cultivo da macaúba e ao seu uso em sistema agroflorestais, explica o pesquisador da Embrapa Meio-Norte, Humberto Umbelino.

Na região do Cariri cearense, destaca o biólogo da Embrapa Algodão Gildo de Araújo, o aproveitamento da macaúba por via extrativista já ocorre tradicionalmente. Araújo salienta: “a macaúba é uma boa opção para agricultores da região, principalmente integrada com outras culturas, visando ganho ambiental e social”.

Sobre o potencial da macaúba, Nilton Junqueira, pesquisador da Embrapa Cerrados, considera que é uma boa alternativa para o Nordeste, tanto como  matéria-prima para biocombustível como para alimento, por se tratar de uma planta rústica, aparentemente bem tolerante à seca e sem ser acometida por pragas importantes em seu habitat natural.  “No entanto, pragas exóticas vindas de outros continentes podem se tornar um problema pelo fato de não terem evoluído com essa planta”, salientou o pesquisador.  Outra preocupação do pesquisador se refere à necessidade de estudos sobre os polinizadores e mecanismos de polinização da macaúba, considerando a sua dependência desses processos.

Em 2016, serão ampliadas as ações de pesquisa, com os experimentos de avaliações de  genótipos. A partir janeiro, o pesquisador da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, pretende avaliar cerca de vinte genótipos selecionados para produção de óleo em duas regiões do nordeste. “Nós iremos buscar materiais mais produtivos, pois queremos que esses ajudem em uma potencial produção comercial da macaúba”, diz.

A Macaúba é bem distribuída no território nacional, sendo que na região Nordeste, o Ministério do Desenvolvimento Agrário  realizou o levantamento preliminar dos maciços de macaúba, tendo sido identificada a presença da macaúba nos estados do Ceará, Maranhão, Píaiu, Pernambuco e Paraíba, relata Haroldo Oliveira, da Coordenadora de Biocombustíveis do MDA. Oliveira também salientou, durante o workshop, que a intenção é aplicar as atividades desenvolvidas pelo MDA dentro do Programa Nacional de Produção de Biodiesel e estimular a agricultura familiar a desenvolver atividades com a macaúba, inclusive com o suporte do Selo Combustível Social.

Durante o evento, Haroldo também apresentou o manual de boas práticas que foi desenvolvido pelo próprio Ministério destinado exclusivamente para os agricultores familiares.

Também foram discutidas no evento ações voltadas para a geração de tecnologias agroindustriais para obtenção de energia e aproveitamento de subprodutos, além de estudos socioeconômicos e ambientais, componentes tão importantes quanto os estudos agronômicos para viabilizar o aproveitamento sustentável da macaúba.

Assista aos vídeos produzidos pela Embrapa que divulgam trabalhos com macaúba:

Vídeos

https://www.embrapa.br/agroenergia/videos
Documentário Energia Verde Amarela – Biodiesel
Macaúba

Fonte: Embrapa Agroenergia / Foto: Alexandre Cardoso e Humberto Souza

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