A agricultura familiar tem papel essencial na garantia da segurança alimentar

A agricultura familiar, que consiste no cultivo realizado por pequenos produtores rurais e, na maioria das vezes, do mesmo grupo familiar, tem ganhado cada vez mais espaço no cenário econômico, climático e científico. É responsável pela renda de 40% da população economicamente ativa do país e por mais de 70% da renda dos brasileiros ocupados no campo.

Historicamente, esse tipo de cultivo acompanhou o crescimento do país. Segundo levantamento feito pelo Governo Federal em 2018, a agricultura familiar brasileira configurou-se como a oitava maior produtora de alimentos do mundo e a maior do Brasil. Hoje, 87% da mandioca, 70% do feijão, 60% da produção nacional de leite, 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 46% do milho consumidos pela população brasileira vêm desse tipo de cultivo.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o setor movimenta US$ 55,2 bilhões por ano. A representatividade é tanta que envolve aproximadamente 4,4 milhões de famílias agricultoras, ou seja, 84% dos estabelecimentos rurais brasileiros.

No mundo, os números não são menos expressivos. Os agricultores familiares são responsáveis pela produção de mais de 80% de toda a comida do planeta, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), que, inclusive, lançou recentemente a “Década da Agricultura Familiar”, com o objetivo de fomentar, entre 2019 e 2028, políticas que permitam o desenvolvimento e o progresso desta área de atuação.

Os debates sobre o tema estão mais intensos porque estudos apontam para um aumento de consumo de alimentos para os próximos vinte anos. O Brasil está entre os países que terão que dobrar sua produção para atender a esta demanda. E no mundo, segundo a ONU, mais de 90% das 570 milhões de propriedades agrícolas são administradas por um indivíduo ou por uma família e dependem, principalmente, da mão de obra familiar — dados que reforçam a necessidade de estímulo contínuo ao tema que pode mudar uma realidade global.

A atividade está exposta a fragilidades que podem prejudicar o seu desenvolvimento sustentável e que envolvem questões como segurança alimentar e desafios no escoamento dos alimentos. O desperdício, por exemplo, é um dos principais problemas a serem enfrentados. O modelo agrícola já chegou a desperdiçar 35% da produção brasileira. Com o uso racional deste tipo de serviço, poderíamos alimentar mais de um terço dos habitantes apenas com o que desperdiçamos no país, atualmente.

O consumo consciente do alimento em qualquer esfera da sociedade é um assunto que deve sempre ser discutido. Aliada à agricultura familiar, a educação alimentar e nutricional é uma importante ferramenta de empoderamento individual para melhorias das condições de saúde e hábitos alimentares. Embora a alta demanda de alimentos industrializados se faz cada vez mais presente, é de suma importância a implementação de intervenções educativas capazes de capacitar os indivíduos a realizarem escolhas mais saudáveis.

E como não conectar a educação alimentar com a produção e consumo de alimentos vindo da agricultura familiar? Com este pensamento, em 2014, a II Conferência Internacional sobre Nutrição, em Roma (Itália), discutiu possíveis estratégias com as quais a educação alimentar e nutricional poderia contribuir para a geração de oportunidades de desenvolvimento da agricultura familiar e como a população poderia se beneficiar desses produtos.

É levando em conta o debate acerca da agricultura familiar no Brasil, cuja atividade está na base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes, que o Prêmio Fundação Bunge traz o tema para uma de suas áreas homenageadas neste ano. Com o propósito de incentivar a inovação e disseminar conhecimento, o Prêmio reconhece há mais de 60 anos profissionais que contribuem para o desenvolvimento da cultura e das ciências no Brasil.

Fonte: Grupo Cultivar

Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel discute ações do setor em Brasília

O diretor superintendente da APROBIO e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Julio Cesar Minelli, conduziu nesta terça-feira (25) a 36ª reunião ordinária da câmara, em Brasília. Na abertura da reunião, Minelli ressaltou a importância da continuação das câmaras setoriais para concretização de ações estratégicas do setor produtivo.

O Coordenador–Geral de Apoio às Câmaras Setoriais e Temáticas do MAPA, Helinton José Rocha, afirmou que a pasta já trabalha na elaboração do próximo Plano Safra (21/22) e apresentou a nova estrutura do ministério. Rocha também destacou ainda a importância do funcionamento das câmaras setoriais e temáticas para a pasta. De acordo com o coordenador, os colegiados continuarão com três reuniões anuais e em casos extraordinários, uma outra reunião poderá ser realizada em Brasília.

Segundo o coordenador, as ações  da pasta estarão inseridas em oito eixos estruturantes: Abastecimento; Crédito, Comercialização e Gestão do Risco; Defesa Agropecuária; Estrutura da Cadeia e Fomento; Pesquisa e Inovação; Promoção comercial; Assuntos fundiários e Temas Transversais de Políticas Externas ao Mapa (ambiental, infraestrutura e logística, trabalhista, tributária).

O técnico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Leonardo Amazonas, apresentou dados sobre a Safra de Oleaginosas 2019. Segundo ele, houve uma redução de 0,25% da produção neste ano. O setor registrou o aumento de 0,67% da área produzida e acréscimo de 2% no consumo. Os principais produtos foram soja, canola e girassol. No cenário internacional, a produção de óleo teve o protagonismo de palma, soja, canola e girassol.

Amazonas apontou ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e China como fator para a forte queda nos preços internacionais de grãos. Ele destacou ainda a peste suína na China como aspecto que tem influenciado na redução dos preços da soja no cenário internacional. Segundo ele, as exportações brasileiras para China em 2019 foram as menores dos últimos três anos. “Apesar da guerra comercial, os Estados Unidos estão conseguindo exportar ainda mais para China”, afirmou.

Minelli ressaltou que enquanto a Europa pretende extinguir a importação de óleo de palma do sudeste asiático, Brasil pode ser beneficiado por ter seu zoneamento agroecológico definido e defendeu ainda o incentivo de maior industrialização de grãos no país. “A peste suína na China pode ser uma oportunidade para o Brasil e enquanto resolvem esse problema, devemos ver ‘o copo meio cheio’, aproveitando para com maior industrialização procurar exportar produto com mais valor agregado, proteína vegetal transformada em proteína animal – carne”, avaliou.

Para o representante da ABIOVE, Daniel Amaral, a exportação de farelo para China pode resolver a questão do esmagamento de soja no país. “Mercado de óleo de soja não falta, o que falta é criar mercado para o esmagamento da soja”, apontou.

Plano Safra

O diretor do Departamento de Financiamento e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Wilson Vaz, explicou os critérios adotados na construção do Plano Safra 2019/2020, lançado na terça-feira (18), a medida disponibilizará R$ 225,59 bilhões a pequenos, médios e grandes produtores. Os recursos já estarão disponíveis aos agricultores partir de 1° de julho.

Segundo Vaz, o governo federal editará uma Medida Provisória para incluir uma linha de crédito ao produtor considerando “patrimônio de afetação”, no qual seria usada apenas uma parte do imóvel compatível ao empréstimo como garantia do valor.

Outra medida anunciada por Vaz é o “Fundo de Aval Fraterno”, que respaldará renegociação de dívidas com linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com taxas de juros abaixo de 12%.

Selo Biocombustível Social

Também foram apresentadas as alterações previstas para a Portaria do Selo Biocombustível Social. Atualmente, o selo confere ao seu possuidor o caráter de promotor de inclusão social dos agricultores familiares enquadrados do Pronaf.

Segundo o representante da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do MAPA, Marco Pavarino, o selo passará a se chamar Selo Biocombustível Social e incluirá a possibilidade de aquisição de forma indireta nos arranjos de comercialização de matéria prima da Agricultura Familiar, dando oportunidade a que todos os agricultores familiares tenham oportunidade de participar do programa que garantiu a compra em 2018 de cerca de R$ 5 bilhões em matérias-primas da Agricultura Familiar.

De acordo com Pavarino, insumos agrícolas passarão a ser contabilizados como aquisições da Agricultura Familiar. Com a mudança, também será permitido que agricultores familiares ligados à cooperativas agropecuárias sem DAP Jurídica, associações ou à empresas possam comercializar no Selo. A previsão é que os dispositivos legais que alteram a portaria e o decreto que dispõem sobre o selo sejam publicados no Diário Oficial da União até o fim de julho.

No entanto, a inclusão só da Região Norte com aplicação do multiplicador 1,5 no valor de aquisições de agricultura familiar também previstos no novo regramento gerou debates entre os membros da câmara setorial. Para o presidente do colegiado, Julio Minelli, isso mantém distorções entre as regiões do país e continua promovendo uma aplicação de forma heterogênea.

“Houve avanços importantes com as mudanças previstas na regulamentação do selo biocombustível social, no entanto, ainda não há justificativa plausível para que o fator multiplicador seja tratado de forma diferenciada entre as regiões”, argumentou Minelli.

A próxima reunião ordinária da Câmara Setorial está marcada para o dia 22 de outubro.

Tereza Cristina: Renovabio será maior programa de descarbonização do mundo

Para a ministra, a política de fomento à produção de etanol no País reforçará o papel da indústria produtiva de álcool, açúcar e bioenergia

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta segunda-feira, 17, em um breve pronunciamento na abertura do Ethanol Summit, que a nova política de biocombustíveis, o RenovaBio, “é moderno, arrojado, feito a quatro mãos entre o setor privado e governamental”. Segundo ela, o RenovaBio será “o maior programa de descarbonização do mundo” no futuro.

Para a ministra, a política de fomento à produção de etanol no País reforçará o papel da indústria produtiva de álcool, açúcar e bioenergia, que é segundo maior setor da área de energia do País. A ministra citou a crise do setor produtivo da última década “do auge ao desânimo” e avaliou que “agora todos estão voltando a ficar animados com o setor”.

Fonte: Globo Rural

Mapa incluirá cooperativas no Programa de Biodiesel

O secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura (Mapa), Fernando Schwanke, garantiu que a ministra Tereza Cristina deve encaminhar, em breve, nova regulamentação para as cooperativas no Programa de Biodiesel, respeitando a proporção de agricultores familiares de seus quadros.

Atualmente, cooperativas que têm menos de 60% de seus cooperados enquadrados como agricultores familiares estão totalmente fora do programa e o objetivo é que todos os produtores dapianos (aqueles que possuem DAP)  possam se beneficiar do programa. A declaração foi dada durante painel na noite desta quinta-feira (06/06) durante a 1ª Jornada da Rede Técnica Cooperativa (RTC), em Gramado (RS). “Este é um pleito antigo do setor cooperativista”, reforçou.

Schwanke ainda informou que deve sair, dentro de 15 dias, ajuste que permitirá que cooperativas centrais, como a CCGL, possam também acessar os programas da Agricultura Familiar, desde que atinjam a proporção de agricultores com declaração da agricultura familiar, o qual será o mesmo exigido das cooperativas singulares. Atualmente, as cooperativas centrais só podem ter DAP jurídica se 100% das filiadas estiverem habilitadas, o que torna esse acesso praticamente inatingível. “A nota técnica já está sendo feita”, informou.

Segundo Schwanke, outro projeto em construção junto ao Ministério da Agricultura é o Intercooperação, que consiste em unir esforços e estimular a colaboração entre as cooperativas de Sul a Norte do Brasil. O projeto será implementado com apoio a Organização da Cooperativas Brasileiras (OCB) e terá recursos do Mapa para custear o deslocamento de treinamento pelo país.

Schwanke informa que a meta é colocar o programa em funcionamento no segundo semestre deste ano e que a contratação dos interessados em prestar esse serviço de treinamento será feita por meio de editais públicos.

“O ministério dará suporte aos projeto arcando com diárias, passagens em um método que ainda está sendo construído”. Com isso, espera-se levar a novos projetos a expertise de outros já consolidados. “Queremos um intercâmbio de boas práticas cooperativas”, disse ele.

Sobre o projeto de integração das áreas técnicas das cooperativas gaúchas proposto pela RTC e apresentado em Gramado, ele pontuou ser uma ação interessante a ser analisada dentro do propósito de criar novos sistemas de prestação de serviço de assistência técnica no país. “Hoje, a assistência técnica pública atende a apenas 20% dos produtores. Ou encontramos outros modelos ou muita gente vai acabar saindo da atividade por falta desse serviço”, ressaltou.

Ao falar sobre o Plano Safra 2019/2020, garantiu foco nos médios produtores rurais, segmento que, segundo ele, é um hiato produtivo que temos há anos, que concentra 20% da área cultivada do país e carece de atenção. O aporte de recursos para a próxima safra deve ser anunciado nas próximas semanas.

O painel ainda contou com o presidente da Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo do RS (Frencoop/RS), deputado Elton Weber, que, representando a Assembleia Legislativa, pontuou a relevância de maior participação do setor cooperativo na política nacional. “Temos que falar de política porque o pilar do desenvolvimento está no cooperativismo. Não acredito que se possa construir a sociedade sem participação. Esse encontro aqui hoje é política cooperativista”, disse o parlamentar que tem sua origem ligado ao movimento e à agricultura familiar.

Weber cobrou a necessidade de reformas estruturantes como a da Previdência, mas alertou que o projeto inicial do governo Bolsonaro precisa ser discutido e melhorado. “Precisamos fazer o debate. A reforma precisa acontecer e ser votada ainda este ano, mas precisamos calibrar esse tema. E isso é fazer política”. A ação dos líderes cooperativista no cenário nacional também deu o tom do discurso do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, que lembrou sobre seus primeiros ensaios em trazer a política para dentro dos debates do setor cooperativista, quando ainda trabalhava ao lado do pai.

“Convenci meu pai que não era uma questão de ter ideologia na cooperativa, mas de ajudar a ter representantes atuando pelo setor”, disse, lembrando que o Brasil tem 7,8 mil cooperativas que faturam R$ 450 bilhões ao ano. “Somos uma massa econômica e uma massa social fundamental. Não temos como não ter uma representação política e buscar nossos direitos “

Mediando a mesa, o presidente da CCGL, Caio Vianna, reforçou que o setor produtivo precisa de apoio de políticas públicas que facilitem a atividade do setor privado, e não o contrário, com ações que venham para burocratizar, atrapalhar e atrasar os investimentos que o país tanto precisa, mas também tem o dever de cumprir com seu papel nos setores que são originalmente de sua competência como educação, segurança pública e saúde.

“Às vezes se pensa que tudo depende do governo, mas aqui percebemos que há muito ainda o que fazer dentro da porteira, muito a se fazer após a porteira, evoluir em nossas cooperativas, mas sempre pensando em crescimento sistêmico. O poder público tem é que permitir que façamos os nossos projetos”, salientou. Vianna ainda citou a alta tributação incidente sobe o setor e a falta de investimentos em infraestrutura ou desregulamentação para o setor privado fazê-los que permitam ao produtor rural escoar sua produção com eficiência e rentabilidade

Fonte: Brasil Agro

Ações dos próximos anos do MAPA foram discutidas na 35a reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel

O diretor superintendente da APROBIO e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura (MAPA), Julio Cesar Minelli, pretende encaminhar até a semana do dia 15 de abril o texto com a agenda estratégica do setor, definida pela câmara, à ministra da Agricultura, Teresa Cristina. Essa foi a decisão dos presentes nesta quinta-feira (4) a 35a reunião ordinária da Câmara, realizada em Brasília.

Coube ao coordenador do Grupo de Trabalho, Bruno Laviola, da Embrapa, a apresentação do documento, que faz um diagnóstico do setor e apresenta os motes, desafios e ações que devem ser executados nos próximos anos.

O documento é fruto de grupo de trabalho montado na 33a reunião, realizada no ano passado. Nos próximos dias, o grupo deve finalizar o texto e encaminhar ao MAPA, “acreditamos que dessa forma estamos contribuindo de forma efetiva com as políticas do ministério para o setor”, afirma Minelli. A próxima reunião da câmara está marcada para 6 de junho, em Brasília.

Futura ministra da Agricultura defende agrotóxicos e assistência técnica para pequeno produtor

Deputada Tereza Cristina Dias, anunciada para o comando da pasta, falou ao Globo Rural sobre temas importantes para o setor

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou nesta semana que a ministra da Agricultura do próximo governo será a deputada federal Tereza Cristina Dias.

Ela nasceu no Mato Grosso do Sul, é formada em Agronomia e lidera a Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso.

Tereza Cristina foi a primeira mulher indicada a um ministério pelo presidente eleito. Ela teve apenas um breve encontro com Jair Bolsonaro e só na próxima terça-feira deve acertar os detalhes sobre a composição do ministério.

A futura ministra falou com a reportagem do Globo Rural sobre temas importantes para o setor. Veja os principais trechos:

Relação com Ministério do Meio Ambiente

Após idas e vindas, ficou definido que o Ministério do Meio Ambiente não será extinto.

“Vai ser importantíssima essa sinergia entre os dois ministérios. Por que? Porque os ganhos que você pode ter no seu produto, vendendo um produto porque tem o selo verde, que tem um protocolo A, B, C ou D. Então, se você tiver uma sinergia, todo mundo ganha. Ganha o ambiental e ganha quem está produzindo de maneira mais sustentável”, diz a ministra.

Exportações

“Acordos são importantíssimos, é preciso ter uma relação muito estreita entre o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). Porque ainda temos muito para crescer na nossa produção, tanto animal quanto vegetal. Por exemplo, a Ásia é um mercado com potencial abertura, então (o trabalho) é fazer com que os embaixadores que estejam lá também ajudem o Brasil a fazer acordo, a vender nossos produtos, a mostrar as qualidades do Brasil.”

Agrotóxicos

“O projeto de lei que está tramitando na Câmara é uma lei que traria modernidade, que traria governança, transparência, para que o produtor brasileiro tivesse produtos de geração mais nova no mercado mais rapidamente. Esses produtos são mais ‘tecnificados’, eles atenderiam, seriam menos tóxicos, se usaria menor quantidade, menos pulverizações.”

Reforma agrária

“Eu acho que isso aí é uma conversa que hoje eu não tenho como dizer, mas será uma conversa naturalmente de dentro do governo para saber as prioridades. Mas eu posso dizer uma coisa. (Vamos) terminar as terras que precisam ser tituladas e dar condições para esses que já estão vivendo na terra, que às vezes não têm água, estão lá há 20 anos e não têm água potável para beber, para as suas criações, enfim.”

Pequeno produtor

“Eles (pequenos produtores) precisam de assistência técnica, de segurança jurídica, como os grandes precisam. Precisam de crédito. As necessidades são as mesmas. Mas do que eles precisam, de fato, é crédito e assistência técnica. Porque com assistência técnica de boa qualidade, não só no papel, você (acaba) achando os nichos de mercado e produção que esses assentamentos podem ter. Com certeza eles serão viáveis, sustentáveis, as pessoas terão renda.”

Fonte: Globo Rural

Valor da produção agropecuária do país deve somar R$ 565,6 bi em 2018

Estimativa é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); 1/4 do valor deve vir da soja.

O valor bruto de produção da agropecuária (VPB) deverá atingir R$ 565,6 bilhões em 2018, divulgou nesta segunda-feira (24) o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O número representa uma queda de 2,5% em relação ao ano passado.

Do total, R$ 384,2 bilhões devem vir da agricultura (queda de 1,2% frente a 2017) e R$ 181,3 bilhões, da pecuária (queda de 5,1%).

Do total estimado pelo ministério em agosto, 24,7 % deve vir da soja.

Em valores absolutos, a queda na pecuária em relação a 2017 soma R$ 10 bilhões, com impacto principalmente da carne suína. Todos os produtos do setor devem apresentar queda nos valores. As maiores devem ser, além da carne de porco, no frango, leite e ovos.

Já a queda no valor de produção do campo será motivada por preços menores em produtos importantes como como café, cana-de-açúcar, laranja, uva, mandioca, feijão, e arroz, por exemplo. A redução de 5,2% na produtividade estimada pela Conab também deve contribuir.

Os produtos com maior queda de valor projetada em relação a 2017 são:

  • amendoim: -14,1 %
  • arroz: -18 %
  • banana: -8,7 %
  • batata-inglesa: -5,4 %
  • cana-de-açúcar: -10,7 %
  • feijão: -30,2 %
  • laranja: -19,4%
  • mandioca: -17,8 %
  • milho: -10,8 %
  • uva: – 26,8 %

Por outro lado, devem crescer os valores das produções de:

  • algodão: 44,4 %
  • cacau: 27,6 %
  • café: 7,9%
  • soja:10,6%
  • tomate: 10,9%
  • trigo: 79,2% (G1, 24/9/18)

Fonte: Brasil Agro

http://www.brasilagro.com.br/conteudo/valor-da-producao-agropecuaria-do-pais-deve-somar-r-5656-bi-em-2018.html

Selo vai identificar no exterior produtos do agro de origem brasileira

Em evento internacional , o ministro da Agricultura fez projeções do setor para os próximos dez anos e divulgou dados de preservação na área rural

O selo Brazil Agro – Good for Nature do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento voltado para produtos da pauta de exportações do país foi apresentado na segunda-feira (23), em São Paulo, durante o evento internacional Global Agribusiness Fórum 2018 (GAF. O objetivo do selo é associar produtos do setor a sua origem, a condições de qualidade, de sustentabilidade e de padrões internacionais.

A identificação faz parte de uma política de incentivo à abertura de novos mercados, por meio de um plano continuado de negociações internacionais, que visa consolidar a imagem do país como produtor e exportador de produtos seguros para os consumidores. É uma das medidas voltadas para atingir a meta de conquistar de elevar a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos dos atuais US$ 96 bilhões para cerca de US$ 146 bilhões

O desenvolvimento do selo foi discutido com empresários na sede da FIESP, em junho. A apresentação na sede da entidade, à época, fez parte de exposição sobre a Estratégia para Abertura, Ampliação e Promoção no mercado internacional do agro brasileiro. Entre as exigências para obtenção do selo, estão as boas práticas e o bem estar animal, o cumprimento da legislação, a conformidade internacional, que inclui a execução de programas de integridade (compliance), o uso sustentável dos recursos e a preservação do meio ambiente.

Durante palestra no evento, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, disse que nove associações que representam dezenas de empresas demonstram interesse em aderir ao selo.

Próximos dez anos

Nos próximos dez anos, o Brasil vai produzir 70 milhões de toneladas de grãos a mais, segundo Maggi, saltando de 232 milhões de toneladas para uma safra de 302 milhões t em 2027/2028, puxadas principalmente pela soja (156 milhões t) e milho (113 milhões t), incremento de 30%. As carnes (bovina, suína e de frango) devem passar de 27 milhões t para 34 milhões t, em alta de 27% (+7 milhões t) no mesmo período.

“O uso crescente de tecnologia, como plantio direto na palha, de sementes certificadas e novos métodos de cultivo, têm sido responsável pelo aumento da produção agrícola (30%) e corresponde ao dobro da variação de área de grãos (+14,5%)”, explicou o ministro, ao comentar a projeção agropecuária para a safra 2027/2028.

Maggi destacou ainda o fato de que a área usada para a agricultura não vai aumentar nem 15%. A pecuária também tem introduzido novas tecnologias em escala crescente. O uso de raças melhoradas, uso de medicamentos, controle de cruzamentos, boas práticas de manejo, entre outras técnicas e procedimentos, têm contribuído para o desempenho e a melhoria da produção.

Os números integram o estudo da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Secretaria de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (SIRE/Embrapa).

A pesquisa envolveu dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Embrapa, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), FAPRI (Food and Agricultural Policy Research Institute) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture/USDA, sigla em inglês).

Cadastro ambiental

Maggi divulgou dados da Embrapa a partir de novas inserções de imóveis ao Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR), que está sendo finalizado, que revelam o papel de produtores na preservação ambiental. Agricultores, pecuaristas, silvicultores e extrativistas destinam à preservação da vegetação nativa mais de 218 milhões de hectares, o equivalente a um quarto do território nacional (25,6%), de acordo com a Embrapa Territorial.

Os números foram levantados a partir das informações do SiCAR pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Na média, cada produtor rural utiliza apenas metade de suas terras, de acordo com os dados. A outra metade é ocupada com áreas de preservação permanente (às margens de corpos d’água e topos de morros), reserva legal e vegetação excedente. O centro de pesquisa estimou o valor do patrimônio fundiário imobilizado em preservação ambiental e chegou à cifra de R$ 3,1 trilhões.

Fonte: Assessoria Mapa

Brasil e Vietnã firmam parceria na área do agronegócio

Missão liderada pelo vice primeiro ministro vietnamita foi recebida pelo ministro Blairo Maggi

Os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e o da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã, Ha Kong Tuan, assinaram nesta segunda-feira (1º) memorando de entendimento com o objetivo de incentivar maior cooperação entre os dois países nas áreas relacionadas à agricultura.

Melhorar e facilitar a cooperação técnica entre cientistas e instituições de pesquisa e desenvolvimento agrícola é uma das atividades previstas no acordo, compreendendo intercâmbio de delegações de especialistas, cientistas e estagiários. Está previsto também a troca de sementes e raças animais, de informações técnicas e documentos, além de organização conjunta de seminários técnicos, workshops, conferências, exposições setoriais, formulação e implementação de projetos de pesquisa.

O documento foi assinado no Ministério de Relações exteriores, nesta segunda-feira, com a presença do ministro Blairo Maggi durante reunião com a comitiva vietnamita liderada pelo vice primeiro ministro, Vuong Dinh Hue, integrada por sete vice-ministros, além do vice presidente do banco estatal, Nguyen Thi Hong, e da Câmara de Comércio e Indústria do país, Doan Duy Khuong. No início da tarde, Maggi recebeu a missão técnica em seu gabinete no Mapa.

“O comércio tem que ser ampliado entre as partes e anda quando a parte política decide que deve andar. Daqui para frente os técnicos do Ministério da Agricultura juntamente com os técnicos deles buscarão harmonizar mais a legislação dos nossos certificados fitossanitários e fazer com os negócios aconteçam pelas mãos dos empresários, como deve ser feito”, disse o ministro após o encontro.

Maggi lembrou que o Brasil importou no ano passado um pouco de café no sistema drawback do Vietnã. “Esse mercado está aberto, é uma consequência do mercado mundial. O Brasil não precisa importar a cada instante. Mas, em determinados momentos, fazer um blend nas empresas importadoras ajuda a indústria a ser competitiva lá fora. Os países não devem ser hermeticamente fechados porque senão ele fica do tamanho do seu mercado interno”.

O Vietnã, observou Maggi, tem cem milhões de habitantes e território equivalente a 30% do Mato Grosso. “Quer dizer, então que se trata de um mercado bem interessante e que pode resultar em ganhos para ambos os lados”

Um grupo de trabalho conjunto composto por representantes do Brasil e do Vietnã será responsável por discutir e desenvolver programas sobre os assuntos de que trata o memorando.

Desde 1986, quando o Vietnã iniciou a abertura da economia, o país vem crescendo a taxas de mais de 7% ao ano. O país deixou de ser um dos países mais pobres do mundo, importador de arroz, e se transformou em modelo de crescimento e um dos maiores produtores e exportadores de arroz, maior produtor de café robusta, e grande exportador de borracha, castanhas, pimenta e pescados. Está em franco processo de industrialização, urbanização e modernização.

Além de membro da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), encontra-se entre os países emergentes mais atraentes para a realização de negócios e de investimentos. Tendo em vista a importância do Sudeste Asiático como polo produtivo e financeiro da economia global, o Brasil tem interesse na região, onde há oportunidades em função de reciprocidades entre as economias.

O MAPA em parceria com o Ministério das Relações Exteriores organizou a participação brasileira na 40ª edição da feira Food and Hotel Asia 2018, o maior e principal evento do continente asiático destinado a promoção e comercialização de alimentos e bebidas. A feira ocorreu em Singapura entre os dias 24 a 27 de abril, no Singapore Expo e contou com a participação de 3.526 expositores de 72 países e visitantes de 100 países. O Pavilhão Brasil ocupou 90m² e abrigou 17 empresas expositoras de diversos segmentos do agronegócio.

Fonte: MAPA

Exportações do agro em maio alcançaram US$ 9,97 bilhões

O mês tradicionalmente concentra os embarques de soja. Mesmo assim, alta foi de 3% sobre igual período do ano passado

As exportações brasileiras de produtos do agronegócio atingiram US$ 9,97 bilhões em maio, 3% acima do valor registrado em igual mês do ano passado. O aumento é atribuído à elevação de 1,3% no índice de preço e de 2% na quantidade. Para meses de maio, foi o terceiro maior valor da série histórica iniciada em 1997, situando-se abaixo apenas de 2012 e 2013.

O montante representa 51,8% das exportações totais brasileiras, superando o percentual de maio do ano passado, de 48,9%. A sazonalidade do escoamento da soja, cujo auge normalmente é atingido nesse período, explica o elevado montante registrado na exportação do mês.

As importações caíram 16,5%, recuando de US$ 1,30 bilhão para US$ 1,08 bilhão em maio deste ano. Como consequência, o superavit passou de US$ 8,38 bilhões para US$ 8,88 bilhões, o segundo maior saldo da série histórica, para meses de maio, muito próximo do registrado em 2012, de US$ 8,92 bilhões.

Alta de 22,9%

Em maio se concentram os embarques de soja com as exportações atingindo US$ 5,81 bilhões, superando em 22,9% o valor contabilizado em igual mês do ano anterior e representando 58,2% de toda a exportação agrícola.

As vendas de soja em grão tiveram aumento de 23%, alcançando US$ 5 bilhões e equivalendo ao embarque de 12,35 milhões de toneladas. O desempenho dessas vendas foi explicado pelos acréscimos de 12,7% no volume exportado e de 9,1% no preço médio. As exportações de farelo somaram US$ 709,96 milhões, com acréscimo de 24,9% (+1,4% em quantidade e +23,2% no preço médio), e as de óleo, US$ 96,91 milhões, com aumento de 7,9% (+8,0% em quantidade e -0,1% no preço médio).

As exportações de produtos florestais, segundo setor da pauta em maio, atingiram US$ 1,11 bilhão, superando em 14,2% o valor de igual mês do ano anterior. A celulose foi o grande destaque, cujas vendas chegaram a US$ 727,81 milhões (1,28 milhão de toneladas), significando aumento de 37,9% (+7,8% em volume e +27,9% no preço médio). Essas exportações vêm registrando sucessivos recordes repetidos nesse em valor e quantidade.

As exportações de madeira e suas obras recuaram 12% (+1,9% em quantidade e -13,6% no preço médio), caindo de US$ 278,31 milhões para US$ 244,94 milhões. Também caíram as vendas de papel, com decréscimo de 17,1% (-26,8% em quantidade e +13,2% no preço médio), reduzindo de US$ 166,40 milhões para US$ 137,92 milhões no período em análise.

Na terceira posição da pauta, as exportações de carnes caíram 9,6% de US$ 1,22 bilhão para US$ 1,11 bilhão. A maior redução ocorreu nas vendas de carne frango (-US$ 77,28 milhões), motivada principalmente pela retração nos mercados da África e Oriente Médio. As vendas de carne suína recuaram em US$ 30,72 milhões, impactadas pelo embargo russo, e as de peru, em US$ 5,11 milhões. As exportações de carne bovina também recuaram (-US$ 2,46 milhões). A interrupção das vendas à Rússia foi compensada principalmente pelo acréscimo das exportações à China (+US$ 49,86 milhões) e ao Chile (+US$ 10,53 milhões).

O complexo sucroalcooleiro registrou queda de 36,4%, posicionando-se na quarta posição da pauta. Desde abril do ano passado o açúcar em bruto registra quedas no preço médio de exportação, o mesmo acontecendo com o açúcar refinado.

O café, com queda de 42,3%, manteve-se como quinto principal setor na pauta. As vendas de café verde caíram 44,5% (-38,4% em quantidade e -9,9% no preço médio), passando de US$ 386,25 milhões para US$ 214,49 milhões. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a queda em maio teve influência da menor oferta em face do período de entressafra e de baixos estoques, agravada pela paralisação dos caminhoneiros que atrasou parte dos embarques.

Registraram-se recordes de exportações , além de soja em grão e celulose: suco de laranja (recorde em quantidade), arroz (em quantidade), bovinos vivos (em valor), mangas (em quantidade), castanha do pará (em valor) e melões (em valor e quantidade).

Nas importações, a pauta foi liderada por cereais, farinhas e preparações, cujas aquisições. Compõem o grupo, o trigo (- 10,8%, atingindo US$ 83,51 milhões), o malte (-27,1%; US$ 27,86 milhões), o arroz (-53,9%; US$ 13,83 milhões) e a farinha de trigo (+0,4%; US$ 10,66 milhões). O segundo setor foi o de produtos florestais (-8,2%; US$ 122,19 milhões), oleaginosos (+31,9%; US$ 98,70 milhões), pescados (-19,0%; US$ 85,29 milhões) e lácteos (-27,6%; US$ 43,98 milhões).

Participação de 59,4% da Ásia

A Ásia esteve na liderança entre os destinos das exportações que alcançaram US$ 5,92 bilhões, representando 59,4% do total. Em relação a maio do ano passado houve aumento de 14,9%, devido às vendas de soja em grão e em farelo.

O segundo principal destino foi a União Europeia, ainda que as vendas ao bloco tenham recuado 14,9%, passando de US$ 1,69 bilhão em maio do ano passado para US$ 1,44 bilhão. Houve quedas nas vendas de café (-US$ 106,61 milhões) e de soja a grão (-US$ 104,47 milhões).

Ao Nafta, terceiro destino das exportações, as vendas somaram US$ 691,08 milhões, 1,3% abaixo de maio de 2017. A pauta contemplou principalmente celulose, madeira, suco de laranja, café, soja, açúcar, álcool, couros e peles, carnes bovina e de frango e papel.

Com recuo de 18,0% nas exportações ao Oriente Médio, quarto principal destino das exportações, a participação desse destino caiu de 7,1% em maio do ano passado para 5,7%. À exceção da soja em grão, que registrou aumento de 135,8% (+US$ 93,70 milhões), os demais itens entre os principais da pauta tiveram decréscimos: açúcar, milho, carne de frango, farelo de soja e carne bovina.

Cresceram as vendas para países da Europa Ocidental (+122,7%), principalmente, aTurquia. O aumento das exportações ao país explica-se, sobretudo, pelos acréscimos em soja em grão (+US$ 99,20 milhões), bovinos vivos (+US$ 41,50 milhões) e farelo de soja (+US$ 22,49 milhões).

Alta de 3,8% desde janeiro

As exportações do agronegócio somam US$ 40,32 bilhões entre janeiro e maio, 3,8% acima dos US$ 38,86 bilhões exportados entre janeiro e maio do ano anterior. O crescimento das vendas externas ocorreu em função do crescimento das quantidades exportadas ( 4,1%), enquanto o índice de preço das exportações diminuiu 0,4 no período em análise.

As exportações do agronegócio representam no período 43,1% do total das exportações brasileiras, 1,1 ponto percentual inferior aos 44,2% de igual período em 2017.

As importações de produtos do agronegócio diminuíram de US$ 6,14 bilhões. O crescimento das exportações e a redução das importações aumentou o saldo superavitário dos produtos do agronegócio, que passou de US$ 32,72 bilhões para US$ 34,33 bilhões.

Em 12 meses, crescimento de 11,9%

Entre junho do ano passado e maio deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 97,47 bilhões, em alta de 11,9% em relação aos US$ 87,10 bilhões dos 12 meses anteriores. Com isso, o agronegócio participou com 43,6% do total das exportações do país, mantendo a mesma posição de igual período apurado em 2017. As importações caíram 5,2% e totalizaram US$ 14,01 bilhões, resultando em saldo positivo deUS$ 83,47 bilhões (+15,4%).

Nas importações de produtos do agronegócio, o volume é de US$ 14,01 bilhões em 12 meses, sobressaindo trigo (US$ 1,18 bilhão e -14,8%); papel (US$ 896,64 milhões e +17,0%); álcool etílico (US$ 842,32 milhões e +2,2%); vestuário e outros produtos têxteis de algodão (US$ 600,44 milhões e +33,4%); salmão (US$ 490,57 milhões e -4,6%); azeite de oliva (US$ 423,10 milhões e +38,5%); malte (US$ 420,46 milhões e -11,8%); borracha natural (US$ 399,38 milhões e +7,4%); vinho (US$ 391,44 milhões e +29,0%); e óleo de dendê ou de palma (US$ 378,25 milhões e -8,1%).

A Ásia segue no posto de principal destino dos produtos com US$ 45,19 bilhões (+ 16,1% em comparação com 12 meses anteriores) A região concentra 46,4% do total). O segundo principal bloco, a União Europeia, apresentou alta de 7,8%, alcançando US$ 17,54 bilhões.

Fonte: MAPA

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