Presidente da APROBIO destaca benefícios do biodiesel em reunião com ministro de Minas e Energia

O presidente do Conselho de Administração da APROBIO, Erasmo Carlos Battistella, participou nesta quinta-feira (24), em Brasília, de reunião do setor de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que destacou a importância de receber representantes de todos os segmentos ligados aos combustíveis no início de sua gestão à frente do MME.

No encontro, Battistella afirmou que o setor de biodiesel tem um histórico de contribuição e alegrias para o Brasil, com um tripé de benefícios ambientais, sociais e econômicos. O presidente da Aprobio ressaltou o espaço que o programa destina à agricultura familiar e o fato de agregar valor à cadeia da proteína animal, já que 20% do biodiesel hoje é produzido a partir de gorduras bovina, suína, de frango e até de peixe. “Antes do biodiesel, esse material era resíduo, lixo que poluía nossos mananciais. Hoje, agrega valor à cadeia da pecuária”, afirmou, destacando as vantagens ambientais que se somam à redução de emissões de gases de efeito estufa, ao substituir o diesel fóssil.

Battistella destacou ainda três pontos fundamentais do RenovaBio, que definiu como divisor de águas na política energética brasileira e no setor de biocombustíveis. O primeiro ponto é o cronograma de aumento gradual da mistura até B15, previsto para ter início em 2019 e ser concluído em 2023, que dá previsibilidade para a cadeia produtiva. Também são fatores decisivos a finalização dos testes relativos ao B15, em março, e a operacionalização do mercado de CBIOs.

“Ao implementarmos e cumprirmos o RenovaBio até 2030, só na nossa cadeia produtiva estamos falando de investimentos de 22 bilhões”, concluiu Battistella, que reafirmou a disposição da APROBIO em colaborar com o MME e com o país. “O Brasil tem a grande oportunidade de ser o líder na América do Sul do Oriente Médio Verde.”

Primeira reunião do CMAB apresenta projeção para o L65

Na primeira reunião do ano do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB), foram apresentados os dados dos leilões 64 e projeções para o leilão 65. A oferta no L65 deve ser 3,5 % superior à do certame anterior, com uma estimativa de demanda na faixa de 1020 mil metros cúbicos, num cenário de 2% do crescimento do PIB. Os dados são da ANP.

De forma geral, as entidades apresentaram uma situação de conforto tanto na oferta quanto na demanda pelos biocombustíveis. O diretor do ECB Group Ricardo Feistauer representou a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO) na reunião, realizada na tarde de quarta-feira (23) na sede do MME, em Brasília.

Tanto o CMAB quanto o Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Etanol (CMAE) foram criados para acompanhar o balanço entre a oferta e a demanda dos dois biocombustíveis, além do diesel e da gasolina. Outro objetivo é reduzir a assimetria de informação entre os agentes e debater estratégias que garantam o adequado abastecimento do mercado. Instituídos pela Resolução CNPE nº 14, de 8 de junho de 2017, os fóruns são formados por representantes do Governo e entidades representativas dos respectivos setores.

Resolução do CNPE fixa aumento anual de 1 ponto porcentual na mistura de biodiesel ao diesel fóssil

Foi publicado nesta quinta-feira (8) pelo Diário Oficial da União a resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que determina o aumento gradual da adição de biodiesel ao diesel derivado de petróleo até o índice B15, que será atingido em março de 2023.
A partir de junho de 2019, o combustível comercializado no Brasil para veículos pesados terá obrigatoriamente 11% de biocombustível adicionado ao equivalente mineral. A mistura será elevada em 1 ponto percentual a cada mês de março subsequente.
Para a APROBIO, a publicação da Resolução Nº 16/2018 é a principal conquista do ano. Ainda em março, em reunião do CNPE, o diretor superintendente da associação, Julio Minelli, havia proposto o cronograma de aumento gradual, que foi objeto de deliberação do conselho no mês passado.
“Essa decisão traz a previsibilidade demandada pelo setor e alavancará investimentos, podendo transformar o Brasil no maior produtor e consumidor de biocombustíveis do mundo”, afirma Erasmo Carlos Battistella, presidente do Conselho de Administração da APROBIO. “O Brasil tem pleno potencial de se tornar o Oriente Médio Verde neste século 21.”
A resolução reafirma ainda o mês de março de 2019 como prazo para conclusão dos testes e ensaios em motores relativos ao B15. A norma permite ainda que os distribuidores poderão adicionar voluntariamente biodiesel em proporção acima do mínimo vigente, até o limite de 15%, após a aprovação dos testes.

É fundamental novo governo manter o RenovaBio e o aumento da mistura de biodiesel, diz Erasmo Battistella

Na abertura da Conferência BiodieselBR 2018, presidente do Conselho de Administração da APROBIO destacou potencial de crescimento do biodiesel brasileiro, com investimentos estimados em R$ 22 bilhões na próxima década

Em apresentação na abertura da Conferência BiodieselBR 2018, realizada nesta segunda-feira (5) em São Paulo, o presidente do Conselho de Administração da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO), Erasmo Carlos Battistella, disse esperar do futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL) a manutenção de políticas que visam a um maior uso de biocombustíveis no Brasil, como o cronograma de aumento anual da adição de biodiesel ao diesel derivado de petróleo e a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Se mantidas as previsões de crescimento econômico e de maior uso de biodiesel no país, os investimentos no setor podem chegar a R$ 22 bilhões até 2030, conforme previsões da APROBIO. Só no período entre 2016 e 2018, o biodiesel contribuiu com geração de R$ 90 bilhões em Produto Interno Bruto (PIB), mais de 200 mil empregos e evitou a emissão de 20,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. “Nossa trajetória mostra que o biodiesel é uma política pública correta, inteligente, de vanguarda e com a qual o Brasil vem se destacando muito internacionalmente”, afirmou Erasmo Battistella.

Citando como exemplo as cidades em que há instaladas usinas de biodiesel da BSBIOS, da qual também é presidente, Erasmo Battistella mostrou que o PIB de Passo Fundo (RS) e Marialva (PR) cresceram mais que localidades equivalentes sem produção desse biocombustível. No município gaúcho, o biodiesel responde por quase 23% do PIB local, índice que sobe para 37% na cidade paranaense.

Nos próximos anos, o potencial de crescimento do biodiesel é ainda maior, em função da deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que vai estipular o aumento anual de 1 ponto porcentual na mistura de biodiesel a partir de junho de 2019, até o limite de 15% de biocombustível (B15) adicionado ao diesel fóssil, em 2023. Hoje, é obrigatória a mistura B10, isto é, 10% de biodiesel e 90% de combustível mineral.

Erasmo Battistella reforçou que a previsibilidade assegurada pelo cronograma do CNPE e pelo RenovaBio, que prevê o uso do B20 até 2028, são fundamentais para a expansão do setor. Por isso, o momento é de “empolgação, mas com responsabilidade”.

“Nesses 14 anos de biodiesel, mesmo nos anos difíceis, de alta ociosidade nas usinas produtoras, o empresário brasileiro não fugiu à luta”, disse o presidente da APROBIO, em painel sobre o futuro do biodiesel com um novo presidente à frente do país. “Esperamos que o novo governo mantenha a previsibilidade conquistada. O RenovaBio é uma conquista do Brasil que trará ainda mais benefícios econômicos, sociais e ambientais ao país.”

Bolsonaro manterá RenovaBio, diz deputado federal

Na sequência do painel, o deputado federal Evandro Gussi (PV-SP), responsável pelo projeto de lei que deu origem ao RenovaBio, afirmou que o presidente eleito manterá a Política Nacional de Biocombustíveis, que prevê a redução de 10,1% nas emissões de gases de efeito estufa no Brasil até 2028. Na semana passada, Gussi gravou um vídeo ao lado do futuro mandatário, divulgado nas redes sociais, na qual Bolsonaro declara apoio aos biocombustíveis e reconhece a importância do setor para o agronegócio e para o Brasil como um todo.

O painel de abertura da Conferência BiodieselBR 2018 contou também com a presença do presidente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Juan Diego Ferrés, e com a participação em vídeo de André Nassar, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Em dois dias de painéis, o evento debaterá os principais temas do setor de biodiesel, como o RenovaBio, os processos de leilões do produto e a cadeia produtiva da soja, entre outros assuntos.

Fonte: Analítica Comunicação – Assessoria de imprensa APROBIO

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