Distribuidoras compram 770 m³ de biodiesel para mercado autorizativo

Embora a demanda tenha crescido vistosos 73% em relação ao bimestre anterior quando as compras foram de 445 m³, o mercado autorizativo continua sendo somente uma nota de rodapé para a indústria como um todo – ele representa menos de 0,1% do que foi arrematado durante as Etapas 3 e 5 do processo regular.

Das 18 usinas que poderiam participar da Etapa 5A por terem saído das rodadas anteriores com volumes de biodiesel não vendidos, apenas sete fizeram ofertas que totalizazram 16,5 milhões de litros. Essas usinas poderiam ter oferecido 64,5 milhões de litros.

Apenas três usinas fizeram vendas: a BioVida com 325 m³; a Bocchi com 400 m³ e a Granol de Anápolis com 45 m³. Juntas, elas vão faturar um pouco mais de R$ 2 milhões o que dá uma média de R$ 2.684,55.

O valor é R$ 24,52 maior do que os R$ 2.660,03 apurado no mercado obrigatório.

As compras feitas hoje são suficientes para garantir a venda de 3,85 milhões de litros de B20.

Fonte: BiodieselBR

Brasil voltou a exportar biodiesel para os Estados Unidos em novembro

O Brasil embarcou mais uma carga de biodiesel com destino aos Estados Unidos novembro. A informação faz parte da mais recente atualização dos dados do comércio exterior brasileiro publicada esta semana pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Ainda não estamos falando de volumes comercialmente relevantes. Em novembro foram embarcados cerca de 38,9 toneladas de biodiesel – aproximadamente 44,2 metros cúbicos – que saíram do Porto de Santos no mês passado. Ao menos nominalmente, o produto teve São Paulo como origem.

O valor recebido pela venda foi de US$ 69,7 mil. Isso dá US$ 1,58 por cada litro de biodiesel exportado ou cerca de R$ 6,19 se convertido pela cotação desta sexta-feira (07). Encerrado ontem, o L64 o litro de biodiesel foi negociado, em média, por R$ 2,66.

Recorrente

O que chama a atenção nesse novo negócio é que ele está se tornando recorrente. Essa já é a terceira exportação de biodiesel para os EUA no segundo semestre, totalizando 88,5 m³.

O embarque de novembro foi o maior. Em julho, foram 22 m³ e, em outubro, 22,5 m³. Isso sugere um trabalho ativo de prospecção de oportunidades no mercado norte-americano.

O timing dessa prospecção é favorável. Nos últimos anos, os EUA se consolidaram como um grande importador com 2,62 bilhões de litros de biodiesel entrando no país em 2016. Isso mudou depois que o governo norte-americano passou a tarifar as importações biocombustível da Argentina e da Indonésia em 2017.

Importação

Os dados do MDIC também mostram biodiesel vindo de fora entrando no Brasil em novembro.

Foram 25 quilos – menos de 29 litros – de biodiesel fabricado na Alemanha que chegaram o país pelo Aeroporto de Guarulhos. Antes, a única outra importação de biodiesel havia acontecido em meados de 2016 com 360 kg de biocombustível vindos da França.

Fonte: BiodieselBR

914,2 milhões de litros foram arrematados durante o L64

Acabou o 64º Leilão de Biodiesel, processo responsável por abastecer o mercado brasileiro durante os primeiros dois meses de 2019. No total, foram arrematados um pouco menos que 914,2 milhões de litros de biodiesel. O volume foi o menor desde o L59 – primeiro certame que teve o B10 como mistura obrigatória.

O processo foi inesperadamente rápido. A Etapa 3, durou menos de 10 horas e a rodada de hoje acabou antes das 15h40.

Em relação ao certame equivalente do ano passado – o L58 – as vendas de biodiesel aumentaram em 28,2%. O crescimento é ligeiramente maior do que o que seria de se esperar se fosse movido somente pelo aumento da mistura obrigatória do B8 para B10.

As compras de biodiesel, permitem a colocação de 9,14 bilhões de litros de óleo diesel B – com 10% de biodiesel adicionado. Esse montante é 10,7% maior do que os cerca de 8,26 bilhões de litros de diesel que foram comercializados ao longo do primeiro bimestre deste ano.

Retomada da Etapa 5

Do total negociado pelas distribuidoras, 847,3 milhões de litros – 92,7% – foram adquiridos durante a Etapa 3. Isso permitiria que fossem comprados até 211,8 milhões de litros na rodada desta quinta-feira. No entanto, a demanda real acabou sendo de apenas 66,9 milhões de litros o que representa 7,3% do volume total.

Esse resultado mostra uma leve reversão importante na tendência recente de perda de relevância da Etapa 5 no resultado final dos leilões de biodiesel. No leilão passado, menos de 2,3 do biodiesel foi comprado nessa rodada.

Faturamento

O processo de negociação movimentou R$ 2,43 bilhões de litros, dos quais um pouco menos de R$ 2,41 bilhões ficarão com os fabricantes.

O preço médio do biodiesel no L64 ficou em R$ 2.660,03 para cada metro cúbico negociado. Esse valor é cerca de 6,3% menor que os R$ 2.839,60 do bimestre passado.

Destaques

– As compras de biodiesel do L64 se aproximaram dos 914,2 milhões de litros de biodiesel;
– Desse total, 92,7% foram comprados durante a Etapa 3 e os 7,3% restantes milhões de litros foram comprados na rodada de hoje;
– Um pouco menos de 135,4 milhões de litros de biodiesel ofertados pelas usinas ficaram sem comprador, esse é o maior saldo dos últimos 6 certames;
– O preço médio do biodiesel ficou em R$ 2.660,03 por metro cúbico;
– Com isso, o faturamento do L64 chegará a R$ 2,43 bilhões;
– Das 39 usinas que participaram da disputa, 19 liquidaram suas ofertas e, destas, 11 usinas venderam 100% da capacidade instalada bimestral;
– A ADM de Rondonópolis foi a usina que mais vendeu biodiesel com exatos 63 milhões de comprados a R$ 2.630,58 o m³, gerando renda de R$ 165,7 milhões;
– Com vendas totalizando 109 milhões de litros, a Oleoplan foi o grupo empresarial melhor colocado, atingindo um faturamento de R$ 291,4 milhões;
– O biodiesel mais caro foi da Granol de Porto Nacional com ganhos de R$ 2.891,48 por m³;
– Já o mais barato coube à Oleoplan de Veranópolis que foi arrematado por R$ 2.560,36 por m³;
– A Granol de Cachoeira do Sul foi a única usina a não vender biodiesel ficando com 20 milhões de litros encalhados;
– As usinas gaúchas foram as que mais venderam biodiesel passando de 235 milhões de litros negociados;

Fonte: BiodieselBR

Distribuidoras arremataram 847,3 milhões de litros na Etapa 3 do L64

Foi supreendentemente rápido. Ao contrário bimestre passado onde a disputa se arrastou por incríveis 36 horas, a Etapa 3 do 64º Leilão de Biodiesel foram encerradas logo no primeiro dia às 18h40. Foram arrematados perto de 847,3 milhões de litros de biodiesel que serão usados para abastecer o mercado de mistura obrigatória no primeiro bimestre de 2019.

No fim, o recuo da Petrobras em implementar o aumento nos incrementos mínimos das ofertas das distribuidoras de R$ 10 para R$ 20 nem chegou a fazer falta.

As aquisições feitas hoje pelas distribuidoras representam 80,7% dos quase 1,05 bilhão de litros que os fabricantes colocaram a venda nessa segunda-feira (03). Restam 202,4 milhões de litros ainda não vendidos para atender à demanda da Etapa 5, do mercado autorizativo e dos estoques.

Com base nas compras que foram finalizadas na Etapa 3, o mercado obrigatório poderá movimentar até 1,06 bilhão de litros de biodiesel. A expectativa da equipe de BiodieselBR.com, no entanto, é que o processe negocie aproximadamente 950 milhões de litros.

Até este momento, a L64 já movimentou um total de R$ 2,25 bilhões. O preço médio do metro cúbico de biodiesel foi negociado por uma média equivalente a R$ 2.659,22. Esse valor está 6,6% abaixo dos R$ 2.838,31 registrados no leilão passado.

Vencedoras

A ADM de Rondonópolis foi a usina que mais vendeu biodiesel a Etapa 3. Ela esgotou sua oferta de 63 milhões de litros no primeiro dia. Com um preço médio de R$ 2.630,58 o metro cúbico, a usina deverá faturar R$ 165,7 milhões entre janeiro e fevereiro.

Além da ADM de Rondonópolis, outras 13 usinas conseguiram esgotar as ofertas feitas durante a Etapa 2. Coletivamente, elas venderam 447,3 milhões de litros de biodiesel.

Apenas a Granol de Cachoeira do Sul não teve sucesso em colocar seu produto no mercado e encerrou  o dia com todo seu produto disponível vendar durante a Etapa 5.

Fonte: BiodieselBR

Leilão 64 tem aumento da oferta de biodiesel

Transcorreu sem qualquer sobressalto a Etapa 2 do 64º Leilão de Biodiesel. As 39 usinas participantes do pregão convocado para abastecer o mercado brasileiro durante o primeiro bimestre de 2018, fizeram ofertas beirando os 1,05 bilhão de litros. A quantidade ofertada supera em praticamente 20 milhões de litros – 1,9% – o resultado apurado no leilão do bimestre anterior.

Em termos absolutos, essa é a segunda maior oferta já feita desde que os leilões de biodiesel se tornaram bimestrais. Ela perde somente para os 1,09 bilhão de litros que foram colocados à venda no L62.

Entre todas as usinas participantes, a Granol de Anápolis foi a mais ambiciosa com 70 milhões de litros de biodiesel colocados à venda. Ao todo, 16 usinas colocaram toda sua capacidade produtiva a venda.

Suficiente

O volume ofertado deverá ser mais que suficiente para atender toda a demanda projetada pelo mercado. A previsão de BiodieselBR.com, é que as distribuidoras arrematem algo em torno dos 950 milhões de litros de biodiesel o que leva em conta não somente a chegadas do B10 em março passado como, também, sinaliza um aumento robusto no mercado de óleo diesel.

A projeção apresentada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) durante a reunião mais recente da Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB) foi mais otimista. A aposta da agência reguladora é que a demanda ficará entre 965 e 985 milhões de litros.

Mesmo que a projeção mais otimista se confirmasse, ainda restaria cerca de 64,5 milhões de litros para atender ao mercado voluntário e garantir o leilão de estoques.

Apertado

Com esse resultado, as ofertas dos fabricantes – que haviam dado um passo atrás no L63 – voltaram a apontar para cima. As usinas colocaram 81,8% de toda sua capacidade instalada à disposição do mercado.

Embora tenha havido uma pequena recomposição sobre os 80,4% ofertados no L63, a relação entre oferta e capacidade ainda ficou abaixo da que vinha sendo registrada nos leilões mais recentes. Entre o L59 e o L62, o percentual variou de 83,3% até 86,5%.

Apesar de não estar mais tão apertado quanto alguns meses atrás, esse será o sexto leilão consecutivo em que as usinas colocam mais de 80% de sua capacidade a venda.

Preços

Com o leilão mais disputado, os preços se mantiveram em tendência de alta. Em média, as usinas pediram R$ 2.566,32 por cada metro cúbico de biodiesel que venderem. Esse valor é 1,1% maior do que na mesma etapa do leilão passado e dá continuidade a uma tendência de alta nos preços que vem se sustentando – de forma consideravelmente estável – desde o L54.

O deságio em relação aos preços máximos de referência (PMRs) anunciados pela ANP nessa última sexta-feira (30) passou dos 20,5%.

Fonte: BiodieselBR

ANP eleva preços de referência do biodiesel em 2%

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou no final da manhã desta sexta-feira (30) os preços máximos de referência (PMRs) que vão valer no 64º Leilão de Biodiesel. Os valores foram aumentados em cerca de 2,1% atingindo seu maior nível registrado desde o Leilão 53.

Esse foi o segundo aumento seguido dos PMRs. No L63, os preços haviam sido elevados em cerca de 4,9%. Somados, os dois reajustes aplicados pela ANP chegam a 7,1%.

Na comparação com o leilão equivalente do ano passado, os PMRs foram elevados em aproximadamente 5,7%.

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Valores

Em média, as usinadas detentoras do Selo Combustível Social poderão pedir até R$ 3.324,00 por metro cúbico. Usinas sem o Selo Social poderão cobrar até R$ 3.288,00. Em termos absolutos, o aumento é de R$ 68 e R$ 72 por m³ respectivamente.

Os preços variarão entre R$ 3.110,00 por m³ para usinas sem Selo Social em operação no Centro-Oeste e R$ 3.480,00 para usinas com Selo Social do Nordeste.

Isso reduziu o bônus para os fabricantes que tenham Selo Social para somente R$ 32 por m³, R$ 8 menos que no bimestre anterior. Essa é a menor vantagem financeira dada a usinas com selo desde o Leilão 26.

Fonte: BiodieselBR

Leilão 64 será disputado em incrementos de R$ 20

A Petrobras aumentou para R$ 20 o valor dos incrementos mínimos nas ofertas das distribuidoras durante os leilões de biodiesel. A mudança implementada por meio do Regulamento de Comercialização de Biodiesel da Petrobras vai valer já para o 64º Leilão de Biodiesel. O novo valor é o dobro do que estava em vigor desde o L60.

O aumento tem como objetivo acelerar o processo de aquisição de biodiesel pelas distribuidoras, mesma motivação da primeira elevação nos incrementos – de R$ 5 para R$ 10. A nova mudança vem na esteira do traumático L63. Nele, as distribuidoras levaram impressionantes quatro dias para comprar os 964,3 milhões de litros necessários para o mercado de mistura obrigatória.

O incremento mínimo funciona da seguinte forma: se uma distribuidora tiver comprado um lote de biodiesel com uma oferta de R$ 2.000,00 por m³, uma concorrente só poderá levar esse mesmo lote se der uma oferta de R$ 2020,00. Antes, bastaria dar R$ 2.010.

Isso permite que as distribuidoras equalizem mais rapidamente os preços das diferentes ofertas.

Fonte: BiodieselBR

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