Brasileiro instala sensores nas geleiras da Patagônia para prever mudanças climáticas

Além do ritmo de perda dos glaciares, foi possível determinar os parâmetros meteorológicos

As geleiras são sensores naturais das mudanças climáticas. Frente ao aquecimento global, monitorá-las torna-se imprescindível para que nos preparemos para o futuro. Essa foi a missão abraçada pelo gaúcho Guilherme Tomaschewski Netto, de 47 anos. Formado em ciência da computação, doutorando em oceanografia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e sob a orientação do professor Jorge Arigony Neto, Guillherme desenvolveu uma rede de sensores de baixo custo e código aberto, altamente precisa para acompanhar a atividade das geleiras, em especial o derretimento de sua superfície. As estações estão instaladas no extremo sul da Patagônia, em território chileno. Desde o início dos trabalhos, em 2016, os sensores já forneceram informações importantes. Além do ritmo de perda dos glaciares (dez metros, em média, ao ano), foi possível determinar os parâmetros meteorológicos que mais influenciam o degelo — a temperatura do ar e a radiação solar.  Uma exatidão impossível de ser obtida com os métodos convencionais de medição. O projeto de Guilherme recebeu nos últimos três anos o Latin America Research Awards (LARA), iniciativa do Google que oferece bolsas a estudantes e seus orientadores de mestrado e doutorado da América Latina.

Fonte: Época Negócios

Geleiras dos Alpes podem derreter 90% até 2100

Aquecimento global, em alta nas últimas décadas, ameaça cerca de 4.000 geleiras

As geleiras dos Alpes podem derreter em 90% até o final do século, se nada for feito para reduzir o efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira (8).

Cerca de 4.000 geleiras, cujo derretimento no verão fornece água a milhões de pessoas, estão ameaçadas pelas emissões vinculadas à atividade humana.

Uma equipe de pesquisadores suíços estimou a evolução das geleiras de acordo com diferentes hipóteses de aquecimento.

Se as emissões chegarem a um teto em poucos anos e depois caírem rapidamente até 2100, apenas um terço do volume de geleiras sobreviverá.

No entanto, se as emissões continuarem no ritmo atual, a previsão é muito mais assustadora.

“Com essa hipótese pessimista, os Alpes poderão ficar sem geleiras em 2100, com apenas alguns isolados em altitude, que representaria 50% ou menos do que o volume atual”, explica Mathias Huss, diretor da ETH Zurich, e co-autor do estudo.

Quaisquer que sejam os esforços para reduzir as emissões, os Alpes perderiam pelo menos metade de suas geleiras, alertam os pesquisadores que ressaltam a importância destas massas de gelo.

“Uma geleira é um reservatório. Uma geleira em bom estado derrete (parcialmente) durante o verão e aumenta de volume no inverno. Isso significa que o período em que as pessoas mais precisam de mais água, elas obtêm da geleira”, disse à AFP Harry Zekollari, da Universidade Tecnológica de Delft, na Holanda.

As geleiras dos Alpes contêm cerca de 100 km3 de gelo. Mas eles não são os únicos que derretem.

Outro estudo publicado na segunda-feira na Nature estima que o derretimento das geleiras em todo o mundo acelerou nas últimas décadas.

As geleiras perderam 9 trilhões de toneladas de gelo desde 1961, o que fez que o nível do mar subisse 2,7 cm, de acordo com o estudo publicado na segunda-feira por pesquisadores europeus.

As geleiras que mais contribuíram para esse aumento foram as do Alasca, as da Patagônia e as do Ártico. As dos Alpes, que são menores, tiveram uma contribuição “menor”.

Fonte: Destak Jornal

Fotógrafo clica derretimento das geleiras e alerta para os problemas causados pelas mudanças climáticas

Em voos de helicóptero, Tom Hegen fotografou os lagos formados pelos derretimentos das geleiras. O resultado é uma série de cliques espetaculares e, ao mesmo tempo, alarmentes

Pelos olhos de um fotógrafo, o lixo pode se tornar poético e uma paisagem pode parecer cabalística. Através as lentes de Tom Hegen, os derretimentos das geleiras na Islândia se transformaram em obras de artes abstratas. Clicadas de um helicóptero, as consequências das mudanças climáticas na Terra podem ser visualizadas nas fotos.

Os tons de azul mais fortes indicam as formação de lagos mais profundos (Foto: Tom Hegen/ Reprodução)
Sedimentos foram criados pelo derretimento das geleiras. Os icebergs se desprendem das montanhas e viajam até esses buracos, onde ficam presos (Foto: Tom Hegen/ Reprodução)
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A coleção de imagens chama atenção para a frequência em que os derretimentos estão acontecendo, devido ao aquecimento global. Embora os retratos sejam deslumbrantes, é importante lembrar que as transformações na Islândia são perigosas e refletidas ao redor do globo.

As superfícies ganham buracos, onde o gelo foi derretido. Isso faz com as montanhas sejam recuadas (Foto: Tom Hegen/ Reprodução)

Fonte: Revista Casa e Jardim

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