Satélite da NASA registra derretimento drástico em geleiras da Groenlândia

Devido às consequências do aquecimento global, uma das geleiras apresentou uma redução de suas dimensões em 16 quilômetros

As geleiras da Groenlândia estão cada vez com menos gelo e já começam a exibir suas partes rochosas: isso é evidente em imagens de satélite da NASA, que mostram as transformações das grandes massas geladas próximas à Sermilik, uma entrada de mar entre montanhas rochosas localizadas no norte do planeta.

As fotos da agência espacial norte-americana revelam como a área mudou drasticamente nos últimos 50 anos. Segundo a NASA, somente a geleira Helheim, uma das maiores da Groenlândia, já derreteu cerca de 7,5 quilômetros e a Midgard, na costa leste da ilha, diminuiu em 16 quilômetros.

O projeto da NASA para capturar as fotos e estudar a região foi realizado por meio de uma viagem de avião que percorreu os territórios da Groenlândia. “Uma sonda de medição de temperatura detectou água quente no gelo”, disse um comunicado.

Um aumento não usual nas temperaturas em torno de Sermilik é o que está por trás do derretimento das grande geleiras, segundo especialistas. De acordo com os cientistas, cerca de 90% da camada de gelo da Groenlândia derreteu entre os dias 30 de julho e 2 de agosto deste ano.

Em 2012, houve a perda de um total de 450 bilhões de toneladas de gelo: até o fim de 2019 a previsão é que se perca  quase a mesma quantidade ou talvez um pouco mais. Com isso, haverá um aumento de 2 milímetros nos níveis do mar. Se a ilha toda derreter, o nível global dos oceanos pode aumentar cerca de 6 metros.

O derretimento das geleiras é uma das principais consequências do aquecimento global causado por interferência humana, em especial pela queima de combustíveis fósseis, que liberam gases responsáveis pelo efeito estufa.

Um estudo recente das Nações Unidas mostrou que mesmo se as emissões forem reduzidas segundo exigências do Acordo de Paris, a temperatura global ainda assim aumentará até 5ºC nos próximos 30 anos. Seria praticamente o fim das geleiras na Groenlândia.

Fonte: Revista Galileu

Aquecimento global: geleiras dos Himalaias derretem em tempo recorde

Desde 2000, o manto branco sobre o ponto mais alto do planeta perde 46cm verticais todos os anos, mostra estudo baseado em imagens de satélite

Foram necessários 70 milhões de anos para que o ponto mais alto do planeta se formasse. Em apenas duas décadas, contudo, as geleiras que recobrem os Himalaias começaram a ser destruídas em nível recorde. O icônico manto branco está derretendo como nunca e, por ano, perde 46cm verticais desde 2000. Isso é o dobro do verificado entre 1975 e o último ano do século passado, segundo análises de satélite realizadas há quatro décadas entre Índia, China, Nepal e Butão.

De acordo com os pesquisadores envolvidos no estudo, publicado na revista Science Advances, o ritmo acelerado do derretimento não tem outra explicação a não ser o aquecimento do planeta. “Provavelmente, essa é a indicação mais convincente de que as mudanças climáticas estão devorando as geleiras dos Himalaias, ameaçando potencialmente os suprimentos de água de centenas de milhões de pessoas por grande parte da Ásia”, afirma Joshua Maurer, pesquisador do Observatório da Terra Lamont-Doherty da Universidade de Columbia e um dos autores da pesquisa. “Nas últimas quatro décadas, é possível que as geleiras tenham perdido um quarto de sua enorme massa, embora não tenhamos feito esse cálculo específico”, alerta.

Chamados de Terceiro Polo, os Himalaias abrigam cerca de 600 bilhões de toneladas de gelo. Outros estudos recentes sugeriram que as geleiras estão se perdendo e, em fevereiro, um artigo da Universidade de Bristol indicou que dois terços da capa de gelo podem não existir mais até 2100. Porém, Maurer alega que, até agora, as observações foram, de certa maneira, fragmentadas, baseadas em pequenos períodos ou em determinadas geleiras de algumas regiões. “Alguns desses estudos produziram resultados por vezes contraditórios, tanto no que diz respeito ao grau de perda de gelo quanto às causas”, diz.

Modelos 3D

Maurer e os colaboradores analisaram repetidas imagens de satélite de cerca de 650 glaciares abrangendo 2 mil quilômetros de oeste a leste. Muitas das observações do século 20 vieram de imagens fotográficas recentemente desclassificadas, tiradas por satélites espiões dos Estados Unidos, revela o cientista. Os pesquisadores, então, criaram um sistema automatizado para transformá-las em modelos tridimensionais, capazes de revelar as mudanças nas elevações das geleiras ao longo do tempo. Em seguida, compararam essas imagens a dados ópticos pós-2000 obtidos por satélites sofisticados, que transmitem mais diretamente mudanças de elevação.

Eles descobriram que, de 1975 a 2000, as geleiras da região perderam uma média de cerca de 0,25m de gelo a cada ano devido ao ligeiro aquecimento. Seguindo uma tendência mais pronunciada a partir dos anos 1990, a partir de 2000, a perda acelerou para cerca de 0,5m anualmente. Derretimentos anuais recentes resultaram, em média, em 8 bilhões de toneladas de água, ou o equivalente a 3,2 milhões de piscinas olímpicas. “A maioria das geleiras individuais não está se perdendo uniformemente em toda a superfície, o derretimento tem se concentrado principalmente em elevações mais baixas, onde algumas capas de gelo estão perdendo até 5m por ano”, afirma Maurer.

Fuligem

Alguns pesquisadores argumentam que outros fatores além da temperatura estão afetando as geleiras. Eles incluem mudanças na precipitação, que parece diminuir em algumas áreas (o que tenderia a reduzir o gelo), mas aumentar em outras (o que tenderia a construí-lo). Outra influência negativa tem relação com o fato de as nações asiáticas estarem queimando cada vez mais cargas de combustíveis fósseis e de biomassa, enviando fuligem para o céu. Grande parte dela acaba pousando em superfícies de geleiras cobertas de neve, onde absorve energia solar e acelera o derretimento.

Maurer concorda que tanto a fuligem quanto a precipitação são fatores importantes, mas, devido ao enorme tamanho dos Himalaias e à topografia extrema da região, os efeitos são altamente variáveis de um lugar para outro. No geral, diz ele, a temperatura é a força dominante.

A perda de gelo nos Himalaias assemelha-se ao que ocorre nos Alpes Europeus, onde as temperaturas começaram a subir um pouco mais cedo, nos anos de 1980. As geleiras passaram a derreter logo após esse aumento, um fenômeno que se mantém acelerado desde então. Os Himalaias, de forma geral, não estão derretendo tão rápido quanto os Alpes, mas a progressão geral é semelhante, dizem os pesquisadores. O estudo atual não inclui as imensas faixas adjacentes da Ásia, como o Pamir, o Hindu Kush ou o Tian Shan, mas outras pesquisas sugerem que, nessas regiões, ocorre algo similar.

Groenlândia ameaçada

Feito na Universidade do Alasca, outro estudo publicado na revista Science Advances mostra que o futuro da Groenlândia pode ser um território completamente degelado. Os autores alertam que, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem na trajetória atual, a ilha gelada estará derretida e árida no ano 3 mil. Para um futuro mais próximo, o fim deste século, eles estimam que haverá perda de 4,5% na cobertura de gelo, contribuindo para um aumento de 30cm no nível do mar. “Como a Groenlândia se parecerá no futuro — em poucas centenas de anos ou em mil anos —, se ainda haverá uma Groenlândia ou ao menos se ela se parecerá com o que é hoje está nas nossas mãos”, diz Andy Aschwanden, pesquisador da instituição.

Fonte: Correio Braziliense

Brasileiro instala sensores nas geleiras da Patagônia para prever mudanças climáticas

Além do ritmo de perda dos glaciares, foi possível determinar os parâmetros meteorológicos

As geleiras são sensores naturais das mudanças climáticas. Frente ao aquecimento global, monitorá-las torna-se imprescindível para que nos preparemos para o futuro. Essa foi a missão abraçada pelo gaúcho Guilherme Tomaschewski Netto, de 47 anos. Formado em ciência da computação, doutorando em oceanografia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e sob a orientação do professor Jorge Arigony Neto, Guillherme desenvolveu uma rede de sensores de baixo custo e código aberto, altamente precisa para acompanhar a atividade das geleiras, em especial o derretimento de sua superfície. As estações estão instaladas no extremo sul da Patagônia, em território chileno. Desde o início dos trabalhos, em 2016, os sensores já forneceram informações importantes. Além do ritmo de perda dos glaciares (dez metros, em média, ao ano), foi possível determinar os parâmetros meteorológicos que mais influenciam o degelo — a temperatura do ar e a radiação solar.  Uma exatidão impossível de ser obtida com os métodos convencionais de medição. O projeto de Guilherme recebeu nos últimos três anos o Latin America Research Awards (LARA), iniciativa do Google que oferece bolsas a estudantes e seus orientadores de mestrado e doutorado da América Latina.

Fonte: Época Negócios

Geleiras dos Alpes podem derreter 90% até 2100

Aquecimento global, em alta nas últimas décadas, ameaça cerca de 4.000 geleiras

As geleiras dos Alpes podem derreter em 90% até o final do século, se nada for feito para reduzir o efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira (8).

Cerca de 4.000 geleiras, cujo derretimento no verão fornece água a milhões de pessoas, estão ameaçadas pelas emissões vinculadas à atividade humana.

Uma equipe de pesquisadores suíços estimou a evolução das geleiras de acordo com diferentes hipóteses de aquecimento.

Se as emissões chegarem a um teto em poucos anos e depois caírem rapidamente até 2100, apenas um terço do volume de geleiras sobreviverá.

No entanto, se as emissões continuarem no ritmo atual, a previsão é muito mais assustadora.

“Com essa hipótese pessimista, os Alpes poderão ficar sem geleiras em 2100, com apenas alguns isolados em altitude, que representaria 50% ou menos do que o volume atual”, explica Mathias Huss, diretor da ETH Zurich, e co-autor do estudo.

Quaisquer que sejam os esforços para reduzir as emissões, os Alpes perderiam pelo menos metade de suas geleiras, alertam os pesquisadores que ressaltam a importância destas massas de gelo.

“Uma geleira é um reservatório. Uma geleira em bom estado derrete (parcialmente) durante o verão e aumenta de volume no inverno. Isso significa que o período em que as pessoas mais precisam de mais água, elas obtêm da geleira”, disse à AFP Harry Zekollari, da Universidade Tecnológica de Delft, na Holanda.

As geleiras dos Alpes contêm cerca de 100 km3 de gelo. Mas eles não são os únicos que derretem.

Outro estudo publicado na segunda-feira na Nature estima que o derretimento das geleiras em todo o mundo acelerou nas últimas décadas.

As geleiras perderam 9 trilhões de toneladas de gelo desde 1961, o que fez que o nível do mar subisse 2,7 cm, de acordo com o estudo publicado na segunda-feira por pesquisadores europeus.

As geleiras que mais contribuíram para esse aumento foram as do Alasca, as da Patagônia e as do Ártico. As dos Alpes, que são menores, tiveram uma contribuição “menor”.

Fonte: Destak Jornal

Fotógrafo clica derretimento das geleiras e alerta para os problemas causados pelas mudanças climáticas

Em voos de helicóptero, Tom Hegen fotografou os lagos formados pelos derretimentos das geleiras. O resultado é uma série de cliques espetaculares e, ao mesmo tempo, alarmentes

Pelos olhos de um fotógrafo, o lixo pode se tornar poético e uma paisagem pode parecer cabalística. Através as lentes de Tom Hegen, os derretimentos das geleiras na Islândia se transformaram em obras de artes abstratas. Clicadas de um helicóptero, as consequências das mudanças climáticas na Terra podem ser visualizadas nas fotos.

Os tons de azul mais fortes indicam as formação de lagos mais profundos (Foto: Tom Hegen/ Reprodução)
Sedimentos foram criados pelo derretimento das geleiras. Os icebergs se desprendem das montanhas e viajam até esses buracos, onde ficam presos (Foto: Tom Hegen/ Reprodução)
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A coleção de imagens chama atenção para a frequência em que os derretimentos estão acontecendo, devido ao aquecimento global. Embora os retratos sejam deslumbrantes, é importante lembrar que as transformações na Islândia são perigosas e refletidas ao redor do globo.

As superfícies ganham buracos, onde o gelo foi derretido. Isso faz com as montanhas sejam recuadas (Foto: Tom Hegen/ Reprodução)

Fonte: Revista Casa e Jardim

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