As fontes renováveis atingiram um terço da capacidade global de energia em 2018, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

“A idade da pedra não acabou por falta de pedras”

“Devemos deixar o petróleo antes que ele nos deixe”
Faith Birol (Economista chefe da IEA)

capacidade de geração de energia renovável e transição energética

No dia 22 de abril se comemora o Dia da Terra. O documentário da BBC (Climate Change – The Facts) mostra que o crescimento das atividades antrópicas, impulsionadas pelo uso generalizado de combustíveis fósseis, está gerando um aquecimento global sem precedentes no Holoceno (últimos 12 mil anos), com consequências catastróficas para a vida no Planeta. No vídeo, o grande ambientalista, Sir David Attenborough, entrevista alguns dos principais cientistas climáticos do mundo e aponta possíveis soluções para essa ameaça global. Uma das soluções imprescindíveis é a mudança da matriz energética global.

Uma boa notícia é que as fontes renováveis de energia responderam por cerca de um terço de toda a capacidade de energia global em 2018, segundo relatório divulgado no início de abril de 2019 pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). As renováveis foram responsáveis por 63% da capacidade líquida instalada em 2018.

A IRENA mostrou que foram adicionados 171 GW de nova capacidade de energia renovável em 2018, um aumento anual de 7,9%. Este aumento foi impulsionado principalmente pelas novas adições de capacidade eólica e solar. Isso eleva a capacidade total de geração de energia renovável para um total de 2.351 GW no final de 2018, representando cerca de um terço da capacidade instalada total de eletricidade do mundo.

Como mostra o gráfico abaixo, a energia hidrelétrica continua sendo a maior fonte de energia renovável baseada na capacidade instalada, com 1.172 GW, seguida pela energia eólica com 564 GW e energia solar com 480 GW. O grande destaque da nova capacidade instalada em 2018 foi da energia solar, com acréscimo de impressionantes 94 GW. A energia eólica adicionou cerca de 50GW, a hidrelétrica adicionou 20 GW e a bioenergia e a geotérmica com acréscimos modestos.

energia hidrelétrica continua sendo a maior fonte de energia renovável baseada na capacidade instalada

A IRENA também mostrou que houve crescimento de energia renovável em todas as regiões do mundo, embora em níveis variados. A Ásia respondeu por 61% da nova capacidade em 2018 (ligeiramente abaixo do ano passado) e resultou em 1,024 Terawatt de capacidade renovável (44% do total global). Ásia e Oceania também foram as regiões de maior crescimento, com expansão de 11,4% e 17,7%, respectivamente. A Europa cresceu no mesmo período do ano passado (+24 GW ou variação de 4,6%, ficando com 23% da participação global). A expansão na América do Norte se recuperou ligeiramente, com um aumento de 19 GW (mais 5,4%) e participação global de 16%. A África acrescentou 3,6 GW (mais 8,4%), mas com participação de somente 2% na capacidade global. A América do Sul aumentou 9,4 GW (mais 4,7%), representando 9% da capacidade global.

capacidade de geração renovável em nível regional

O crescimento das energias renováveis (especialmente solar e eólica) é, indubitavelmente, uma boa notícia, tanto no sentido de cumprir as metas climáticas do Acordo de Paris (de 2015), quanto as metas do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os países que aproveitam ao máximo o potencial de renováveis se apropriam de uma série de benefícios socioeconômicos, além de descarbonizar suas economias.

Além disto, as energias renováveis são a alternativa diante da iminência do Pico do Petróleo. Artigo do site The Beam, mostra que, sem novos investimentos, a produção global de petróleo – todas as fontes não convencionais – cairá em 50% até 2025, conforme a figura abaixo. A produção anual global de petróleo pode diminuir em aproximadamente seis milhões de barris por dia a partir de 2020. Alguns países produtores de combustíveis fósseis (e não somente a Venezuela) já convivem com a queda da produção.

sem novos investimentos, a produção global de petróleo - todas as fontes não convencionais - cairá em 50% até 2025

Desta forma, mesmo diante do avanço da produção de energia renovável, os desafios são cada vez mais urgentes. O ritmo da transição energética tem se mostrado lento diante da gravidade dos desafios ecológicos e da inevitabilidade do Pico de Hubbert. Como a população e a economia mundial continuam crescendo em volume, aumentam, em consequência, a extração de recursos do meio ambiente, elevam as emissões de gases de efeito estufa (GEE), acelerando o aquecimento global, o que aumenta a Pegada Ecológica do Planeta e reduz a biocapacidade e a biodiversidade (ver o vídeo da BBC: Climate Change – The Facts).

Artigo de Nafeez Ahmed (Motherboard, 27/08/2018) mostra que os cientistas alertam a ONU sobre a possibilidade do fim iminente do capitalismo, pois um abandono dos combustíveis fósseis, necessário para deter as mudanças climáticas, significa que a economia mundial fundamentalmente precisará mudar. O capitalismo emissor de CO2, como o conhecemos, acabou e não oferece respostas para os desafios do século XXI.

Assim, o processo de transição energética e o fim do uso dos combustíveis fósseis, a despeito dos avanços, pode chegar tarde e não ser suficiente para evitar um colapso ambiental. Se o Planeta se transformar em uma estufa e ficar inabitável, não haverá mais Dia da Terra, pois o colapso ecológico será também um colapso civilizacional. Será o verdadeiro fim da história humana e os únicos culpados serão os próprios seres humanos.

Fonte: EcoDebate

Balanço energético de SP registra crescimento de 61% no uso de fontes renováveis em 2016

O Balanço Energético do Estado de São Paulo referente a 2016, publicado no dia 13 de novembro, pela Secretaria de Energia e Mineração mostra que pela primeira vez desde 1980 – quando foram iniciados os levantamentos, a participação das energias renováveis na matriz energética paulista atingiu a marca de 60,8%.

Até então a maior marca registrada havia sido em 2009, quando as energias renováveis somaram 59,1% da matriz paulista. O menor índice ocorreu em 1981 com apenas 33,4% de fontes limpas.

Em 2015 as energias renováveis representaram 58% do consumo. “Entre os principais fatores que garantiram o aumento do índice de renovabilidade da matriz em relação ao ano anterior estão a retomada das chuvas, que causaram o desligamento das térmicas a gás, a diminuição da atividade econômica em decorrência da crise e a estabilidade do setor sucroalcooleiro”, explica o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles.

São consideradas fontes renováveis de energia os biocombustíveis (etanolbiodiesel), a geração hidráulica, a termoeletricidade a partir da biomassa(cana-de-açúcar e resíduos florestais) e a geração eólica e fotovoltaica.

A redução no consumo dos derivados de petróleo e de carvão mineral, principalmente no setor siderúrgico, colaborou com o aumento da participação das renováveis.

Nos últimos 10 anos o Estado de São Paulo fortaleceu em 17,2% a produção dos diversos tipos de energéticos, o que colabora para a segurança do setor de energia estadual. Em 2007 a suficiência energética era de 50 milhões tonelada de óleo equivalente (toe) passando para 58,6 milhões de toe em 2016.

A produção de gás natural no período avançou 17 vezes, o consumo de eletricidade apresentou um aumento de 11,7%, e a oferta de etanol cresceu 28,5%.

São Paulo x Brasil
Com o maior parque fabril da América Latina e mais de 45 milhões de habitantes, o Estado de São Paulo consumiu 27% de toda a energia utilizada no Brasil em 2016. A participação do Estado no consumo nacional de derivados de petróleo ficou em 23%. Já o uso de insumos energéticos renováveis teve a participação de 59% do bagaço de cana, 42% do etanol e 28% da eletricidade.

Série histórica
Nos últimos 10 anos, São Paulo registrou uma queda significativa no uso de energias mais poluentes. O carvão teve a maior redução atingindo 99%, já o óleo combustível apresentou uma queda de 64%.

Por outro lado, os insumos menos poluentes aumentaram sua participaçbalanco-energetico-sp-213x300ão na matriz energética no período. O etanol etílico apresentou crescimento de 29%, 27% no bagaço de cana, 12% na eletricidade. Somente o gás natural teve queda de 11% no período.

O consumo de energia elétrica no Estado apresenta um aumento de 10% na série histórica. O setor residencial aumentou em 15% e o comercial em 39%. Em contrapartida o consumo nas indústrias caiu 2% no período.

Sobre o Balanço Energético
Importante ferramenta para aqueles que acompanham o setor, o Balanço Energético do Estado de São Paulo 2016 é uma publicação anual da Secretaria Estadual de Energia e Mineração. O relatório é uma ferramenta essencial para os setores público e privado realizarem estudos de planejamento energético, viabilização de tecnologias inovadoras, busca de eficiência energética e preservação do meio ambiente.

A edição baseada em informações energéticas e socioeconômicas de 2016 apresenta as séries históricas do período de 2007 a 2016 discriminadas por insumos energéticos e por setores da economia, incluindo balanços energéticos anuais consolidados, tabelas e gráficos que detalham a evolução da oferta e da demanda dos energéticos utilizados pela economia paulista, com a correspondente participação dos setores envolvidos.

Baixe o Balanço Energético do Estado de São Paulo.

Fonte: Ambiente Energia

Energia cada vez mais limpa e perto de você

O modelo de produção centralizada de energia — que, no Brasil, é feito majoritariamente a partir de hidrelétricas distantes dos centros de consumo e que, por isso, demanda uma enorme e complexa rede de transmissão e distribuição — não deverá predominar no futuro. Não só por causa das longas distâncias, que implicam em riscos maiores de falhas e perdas elétricas, mas também por uma questão de sustentabilidade: do próprio sistema e também do planeta. Assim, vem ganhando cada vez mais força no mercado a energia que é fruto da Geração Distribuída (GD).

Por concentrar a produção perto dos locais de consumo, esse modelo minimiza riscos e custos, mostrando-se mais eficiente. Paralelamente, um fator que estimula a adoção desse conceito é o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a produção de energia com base em fontes renováveis, como a eólica e solar, que substituem os combustíveis fósseis e não agridem o meio ambiente. A Geração Distribuída é uma alternativa para produzir e entregar eletricidade.

Uma boa notícia é que o Brasil já faz parte desse movimento mundial. E o cenário é promissor. A Geração Distribuída a partir de fontes renováveis ultrapassou recentemente os 100 megawatts (MW) instalados, uma marca histórica, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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Fonte: Época Negócios

Brasil detém o terceiro maior percentual de fontes renováveis da América do Sul

País também se destaca por responder por mais de 50% da geração de eletricidade da região

Dos 12 países da América do Sul, o Brasil apresenta o terceiro maior percentual de fontes renováveis na matriz energética, de 41% do total. Os dados constam no boletim “Energia na América do Sul – ano base 2015”, divulgado anualmente pela Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com o estudo, o primeiro lugar é ocupado pelo Paraguai (67%), seguido pelo Uruguai (54%).

O Brasil também se destaca na matriz de geração elétrica, ficando com 50,2% da geração total da região, no mesmo ano. Na sequência vêm a Argentina, com 12,5%, e a Venezuela, com 11%. Sete países da América do Sul apresentam mais de 50% de participação da geração hidráulica na matriz elétrica: Paraguai, Uruguai, Venezuela, Colômbia, Brasil, Suriname e Equador.  No mundo, o indicador é de apenas 17,3%.

A geração de energia elétrica da América do Sul, no ano de 2015, atingiu 1.157 TWh, mostrando uma taxa de crescimento de apenas 0,4% na comparação com 2014, e representando 4,8% da oferta mundial de eletricidade. No ano, a geração hidráulica respondeu por 58% do total da região, enquanto o gás natural teve a participação de 20%. Os derivados de petróleo (óleo) foram responsáveis por 7%.

As fontes renováveis na matriz de eletricidade da América do Sul atingiram o montante de 761 TWh em 2015, correspondendo a 13,2% da geração renovável do mundo (ante 17,2% em 2011). Estas fontes, com participação significativa de 65,8% na América do Sul, superam em muito os 23,8% de renováveis da matriz mundial de eletricidade.

Com relação às emissões de gases do efeito estufa, a América do Sul computou 1,87 tCO2/tep de energia (tep = tonelada equivalente de petróleo) e o Brasil 1,55 tCO2/tep, ambos mostrando vantagens significativas sobre o indicador mundial,  de 2,33 tCO2/tep: 25% superior ao da América do Sul e 50% superior ao do Brasil.

Confira aqui o  Boletim

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Escócia produz energia eólica suficiente para abastecer país por um dia

Alguns países estão avançando rapidamente na substituição da matriz energética por fontes renováveis. Na Escócia, turbinas eólicas foram capazes de suportar toda a demanda do país por um dia, um marco no projeto de substituição dos combustíveis fósseis. De acordo com análises do WWF, os fortes ventos, de até 180 quilômetros por hora, elevaram a produção para 106% da demanda total residencial e comercial do dia 7 de agosto.

— Enquanto o clima extremo no domingo provocou problemas para muitas pessoas, ele também provou ter sido um bom dia para a produção de energia eólica, com as turbinas de vento sozinhas fornecendo o equivalente a toda a necessidade energética da Escócia — disse Lang Banks, diretor do WWF, ao “Independent”. — Este momento foi possível graças, em parte, aos muitos anos de apoio político, que fizeram com que, ao longo do ano, fontes renováveis contribuam por mais da metade das necessidades energéticas.

Por causa do vendaval, uma plataforma de petróleo foi danificada na manhã de segunda-feira no litoral de Carloway, e serviços de trens foram suspensos em várias regiões por causa da queda de árvores sobre as linhas. Em algumas cidades, como Dundee, foram registrados cortes no fornecimento de energia elétrica.

É possível que a marca já tenha sido batida anteriormente, mas a medição é possível apenas desde o ano passado. Os dados mostraram que as turbinas eólicas produziram 39.545 megawatts por hora durante as 24 horas de domingo, sendo que o consumo total de eletricidade naquele dia foi de 37.202 megawatts por hora.

Fonte: Biomassa & Bioenergia

Fontes renováveis inibem a geração de termelétricas

Produção de energia a partir de fontes térmicas registra queda de 14% no acumulado dos últimos 12 meses até maio

As fontes renováveis estão crescendo a passos largos na expansão e na matriz de produção de energia. No mês de maio de 2016, a geração eólica verificada evoluiu 53% quando comparado ao mesmo mês de 2015. Já a fonte hidráulica cresceu 10,4% no mesmo período. No acumulado dos últimos 12 meses, a produção eólica aumentou 59,8%. Em contrapartida, a produção de térmicas a petróleo foi reduzida em 39,8% no mesmo período. As fontes renováveis têm reduzido o percentual de produção das fontes térmicas, que registraram queda de 14,1% na evolução anual nos últimos 12 meses até maio. Os dados são do Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia.

A produção hidráulica foi a que mais cresceu no mês de maio, passando de 68,6% da matriz para 75,5% na comparação com o mesmo mês de 2015. Isso representa um avanço de 6,9 pontos percentuais do total gerado no país. Já a eólica elevou sua participação em 1,8 p.p (3,5% da matriz para 5,3%), enquanto a geração térmica caiu 8,7 p.p (27,9% para 19,2%).

Considerando a capacidade instalada de geração de energia elétrica, as fontes renováveis também se destacaram na matriz brasileira, com participação equivalente a 80% em junho de 2016. A capacidade instalada total de geração de energia elétrica no Brasil atingiu 144.983 MW no mês de junho. Em comparação com o mesmo mês em 2015, houve um acréscimo de 7.588 MW, sendo 3.438 MW de geração de fonte hidráulica, 2.840 MW de fonte eólica, 1.299 MW de fontes térmicas e 12 MW de fonte solar.

Com relação ao mercado consumidor, em maio de 2016, o consumo de energia elétrica atingiu 48.146 GWh, considerando autoprodução e acrescido das perdas, valor 5,2% superior ao verificado no mesmo mês do ano anterior. Além disso, foi verificada expansão de 2,4% no número de unidades consumidoras residenciais nos últimos 12 meses.

Expansão de novos empreendimentos

Apenas no mês de junho de 2016 entraram em operação comercial no mês 506,4 MW de capacidade instalada de geração, 1.537,4 km de linhas de transmissão e 516,0 MVA de transformação na Rede Básica. Em 2016 a expansão do sistema totalizou 3.791,7 MW de capacidade instalada de geração, 2.648,4 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 6.156,0 MVA de transformação na Rede Básica.

Fonte: Setor Energético

Associações de produtores de biodiesel se reúnem com vice-prefeita de São Paulo

Ideia é fomentar o uso do biocombustível na frota de ônibus da capital paulista

A APROBIO participou ontem (30/5) de audiência com a vice-prefeita de São Paulo para tratar sobre a possibilidade de fornecimento de biodiesel à frota de ônibus do transporte coletivo de passageiros da capital paulista.

Juntamente com o diretor do Conselho da Associação, Alberto Borges de Souza, e representantes da ABIOVE e da UBRABIO, o diretor superintendente da Associação Julio Cesar Minelli apresentou à Nádia Campeão os benefícios ambientais, de saúde pública e socioeconômicos no uso do biocombustível.

Desde o ano passado a APROBIO tem participado de audiências públicas na Câmara de Vereadores de São Paulo sobre a Lei 14.933/2009, que prevê até 2018 a troca de todos os combustíveis fósseis da frota por fontes renováveis de energia na circulação dos mais de 14 mil ônibus do transporte coletivo da cidade.

Os executivos das três entidades fizeram à vice-prefeita uma explanação do setor de biodiesel no Brasil, como funciona o seu mercado e a capacidade de abastecimento com segurança, qualidade do produto e continuidade de entrega, no cumprimento da 14.933, também conhecida como Lei de Mudanças Climáticas.

O biodiesel pode emitir até próximo de 80% menos gás carbônio que o óleo diesel S-10, que abastece hoje a frota de São Paulo, tem potencial para gerar 113% mais empregos que o refino do derivado de petróleo, reduz sua importação ao aumentar o seu emprego na mistura, atualmente fixada em 7% por litro de diesel, o chamado B7, e ainda reúne uma série de vantagens sociais e ambientais.

O aumento progressivo de seu uso melhora a qualidade do ar a ponto de reduzir internações hospitalares e mortes por doenças causadas pela poluição atmosférica, o que se traduz em economia de recursos para sistemas municipais e estaduais de saúde pública.

Além disso, o óleo renovável beneficia a agricultura familiar com a aquisição de matérias primas para seu processamento de famílias de pequenos agricultores cooperativados. A medida representou no ano passado o repasse estimado de mais de R$ 4 bilhões de reais para pequenos produtores rurais.

Nádia Campeão lembrou na reunião que a Prefeitura de São Paulo tem compromissos de sustentabilidade assumidos na COP 21, a Conferência do Clima das Nações Unidas em dezembro de 2015 em Paris.

Sem deixar de ressalvar a preocupação das contas públicas do município e o impacto que a adoção de fontes alternativas de combustível possa representar de impacto nas planilhas de custo das empresas concessionárias de ônibus, a vice-prefeita afirmou que é preciso, sim, haver uma abordagem diferenciada do tema.

Para ela, é positivo ver que o impacto financeiro inicial possa ser recompensado com economias localizadas em outros setores da administração, como a saúde pública. “É preciso ter uma postura sensível e próxima do cidadão paulistano, preocupada com a saúde dos moradores da cidade”, disse ela. Campeão entende que é possível levar esse debate ao poder público municipal da capital paulista, envolvendo as secretarias de Transportes, Saúde, Verde e Meio Ambiente e mesmo o gabinete do prefeito Fernando Haddad.

Além de Julio Minelli e Alberto Borges pela APROBIO, participaram da audiência o Gerente de Economia da ABIOVE Daniel Furlan Amaral; o diretor da UBRABIO, Sérgio Beltrão; e o Secretário de Planejamento do PC do B, partido da vice-prefeita, de Goiás, Fábio Tokarski.

Fonte: Analítica – Assessoria Aprobio

Comissão de Mudanças Climáticas aprova plano de trabalho para 2016

A Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) aprovou, nesta quarta-feira (6), o plano de trabalho deste ano apresentado pelo relator, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Foi aprovada a realização de oito audiências públicas para acompanhar a implementação do Novo Acordo do Clima, assinado no fim do ano passado. Serão realizadas quatro audiências no primeiro semestre e quatro no segundo.

Por sugestão do senador Donizeti Nogueira (PT-TO), a Comissão vai tentar ouvir, na próxima semana, o ministro do STF, Luiz Fux, sobre as quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que questionam dispositivos do novo Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651/12). Conforme explicou Donizete, o resultado desse julgamento, do qual Fux é relator, terá efeitos diretos nas metas assumidas pelo Brasil durante a Conferência do Clima de Paris (COP-21).

Além do julgamento das ADIs, a comissão pretende discutir os desafios da INDC brasileira no setor florestal. A INDC, também conhecida como Contribuição Nacionalmente Determinada, é um documento que contém o que cada país pretende fazer para reduzir e remover as emissões de Gases do Efeito Estufa. Para falar sobre esse desafio, serão convidados representantes da Embrapa, do Ministério da Agricultura, do Observatório do Código Florestal e do Ministério do Meio Ambiente.

Em sua segunda audiência, a CMMC pretende convidar a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, para discutir a implementação da INDC brasileira no que se refere às políticas públicas e legislação.

A terceira audiência tratará da política energética atual e as fontes renováveis de energia.

Na última audiência do semestre, a Comissão vai discutir o potencial brasileiro em produção de energias renováveis não hidráulicas. Ainda no primeiro semestre, está previsto a realização de um seminário, na cidade do Rio de Janeiro, sobre a precificação do carbono.

No segundo semestre, serão realizadas mais quatro audiências que abordarão, respectivamente, os seguintes temas: energia solar, geração hidrelétrica, energia nuclear e a atuação colaborativa da CMMC junto à delegação brasileira na Conferência do Clima COP 22.

A COP 22 está prevista para o final deste ano, em Marrocos. De acordo com Fernando Bezerra, a CMMC vai preparar a presença do Congresso Nacional na conferência para debater com negociadores internacionais possíveis mecanismos de apoio aos países mais vulneráveis.

Fonte: Agência Senado

Emissões de CO2 da China caem pelo 2º ano consecutivo

As emissões de gases de efeito estufa da China caíram pelo segundo ano consecutivo em 2015: uma queda de 1 a 2 por cento ante 2014, de acordo com uma análise feita pela ONG ambientalista Greenpeace com base em dados divulgados pelo Bureau Nacional de Estatísticas da China.

O resultado positivo foi motivado, em grande medida, pela redução do consumo de combustíveis fósseis e o aumento da participação de fontes renováveis no país.

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Fonte: Exame

Como será o trânsito daqui a 30 anos?

“No futuro, não existirão acidentes de trânsito”. A frase, do diretor técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), Paulo Roberto Guimarães, causa impacto. Quem nunca sonhou com um mundo sem as tragédias relacionadas ao tema, que povoam os noticiários atuais? Deparar-se com uma perspectiva tão positiva para um futuro relativamente próximo parece mesmo ficção científica. Mas essa realidade é perfeitamente plausível, de acordo com ele e com outros especialistas ouvidos pela Perkons. É algo como as “maluquices” previstas para o dia 21 de outubro de 2015 no filme “De Volta para o Futuro” (Universal Pictures, 1985), de Robert Zemeckis, que levou gerações inteiras a tentarem adivinhar como seriam a medicina, a segurança, as roupas, os costumes e o trânsito décadas à frente. Pois bem… o futuro chegou. E muitas das previsões tidas como de outro mundo pela sociedade da época, hoje fazem parte do nosso  cotidiano, como sensores de movimento, drones, biometria e até mesmo os populares tablets.

O otimismo de Guimarães, que é engenheiro civil, se deve exatamente à confiança no avanço da tecnologia. “O fator humano é responsável por mais de 90% dos acidentes e, no futuro, esse risco será totalmente eliminado com a utilização de veículos autônomos, que serão capazes de se deslocar sem a necessidade de serem guiados por pessoas”, explica, referindo-se a uma tecnologia já existente, mas ainda não massificada. A popularização desse meio de transporte será testemunhada por mais de 11 bilhões de pessoas, segundo projeção da ONU para a população mundial até o ano de 2100. Só até 2030 já seremos 8,5 bilhões e, até 2050, 9,7 bilhões.

Ele prevê ainda que o funcionamento do transporte coletivo em modelo de integração entre vários modos de transporte será uma realidade difundida, utilizando sistemas inteligentes de captação de demanda e roteirização. “Os veículos utilizarão combustíveis limpos e renováveis, e integrarão a paisagem urbana de forma harmônica”, acrescenta.

Esta, aliás, é uma questão emergencial no mundo que conhecemos hoje: estamos em pleno burburinho, repercutindo a COP-21, e os principais cientistas que se dedicam ao estudo das mudanças climáticas já bateram o martelo: é verdade que diminuímos cerca de 6 gigatoneladas a emissão anual de gás carbônico, mas a meta é a diminuição de  12 a 14 gigatoneladas por ano. Isso para que o aumento da temperatura média do planeta não ultrapasse 2°C até 2100. Os dados são do Emissions Gap Report 2015, divulgado no último dia 4 de dezembro pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Por meio de nota, o Ministério dos Transportes avaliou a questão na mesma direção. “As tecnologias atuais apontam para projetos baseados em veículos altamente eficientes e com índices de emissão de poluentes quase desprezíveis”. A boa notícia é que, de acordo com a doutora em Engenharia de Transportes Márcia Valle Real, o Brasil tem vantagens para a adoção de fontes renováveis de energia, como etanol, biodiesel, biogás e eletricidade – sendo essa última advinda predominantemente de fonte solar. “Acredito que teremos a oferta de um mix de combustíveis mais equilibrado no mundo”, opina ela, que é professora da Universidade Federal Fluminense (UFF). Márcia ainda vê espaço para os derivados do petróleo, mas – para diminuir a vulnerabilidade frente à commodity – prevê maior investimento em outras fontes fósseis, como o gás natural.

 

Descentralizar vai ser moda

A solução de vários problemas enfrentados hoje pode estar em dois tipos de descentralização: a mudança de foco do veículo particular para o coletivo, e a estruturação de bairros, diminuindo a necessidade de deslocamentos. De acordo com Márcia Valle Real, a mobilidade se concentrará nos transportes coletivos integrados às telecomunicações. “Informações sobre horários e disponibilidade serão acessíveis nos celulares, de forma a minimizar o tempo de viagem; isso já é realidade em algumas cidades do mundo”, afirma.

Segundo o Ministério dos Transportes, os governos tendem a priorizar mais os transportes de massa no futuro, uma vez que o individual, com veículos médios, deverá ficar cada vez mais caro e ambientalmente insustentável. “Estatísticas mostram que um veículo médio consome cerca de 95% da energia para se transportar e 5% para transportar o passageiro”, informa o órgão.

E é preciso levar em conta que teremos muito mais veículos automotores circulando no futuro, o que nos leva à necessidade de termos uma melhor eficiência energética e com fontes renováveis como protagonistas. Segundo estimativa de 2015 do Banco Mundial, cerca de 70% das emissões de CO2 do mundo são provenientes  das áreas urbanas,  e o relatório ‘Perspectivas da Urbanização Mundial’, da ONU, prospecta que a população urbana do globo saltará dos 54% de hoje para 66% até 2050. Então, todo cuidado com o aumento das emissões de gases de efeito estufa é essencial.

Voltando ao número de veículos – que respondem, junto ao setor industrial, por boa parte das emissões desses gases – teremos acréscimo de praticamente 400% só no Brasil, passando de uma frota de 36 milhões de veículos em 2013 para 130 milhões em 2050. A projeção faz parte doPlano Nacional de Energia 2050, de autoria da Empresa de Pesquisa Energética.

A respeito de como será o planejamento urbano no futuro, Paulo Roberto Guimarães afirma que haverá “diversas centralidades, onde cada pedaço da cidade contará com emprego, ensino, serviços e moradia”. “Estas centralidades reduzirão drasticamente a necessidade de deslocamentos diários de média e longa distâncias, proporcionando às pessoas a possibilidade de realizarem suas atividades cotidianas a pé ou de bicicleta”, detalha o engenheiro.

Nem tudo são maravilhas modernas

É claro que as previsões não são apenas de coisas boas. A transição entre o mundo de hoje e o horizonte tecnológico que vemos a frente não acontecerá na mesma velocidade em todos os países. É o que afirma David Duarte Lima, presidente do Instituto de Segurança do Trânsito e professor da Universidade de Brasília (UnB). Ele defende que as desigualdades entre os países e entre as classes sociais criará um tráfego híbrido: muita tecnologia trafegando lado a lado com veículos de pouca tecnologia. “Isso pode complicar ainda mais o trânsito, porque a automatização não vai ser simples: a sinalização é incompleta, temos pedestres andando na rua, animais na pista e pavimentação inadequada. A infraestrutura vai melhorar, mas não na velocidade exigida”, finaliza.

Isto já era esperado. De acordo com o World Report on Road Traffic Injury Prevention (Relatório Mundial sobre Prevenção dos Traumas Causados pelo Trânsito, em tradução livre), também da ONU, é previsto que – até 2020 e em relação ao 2000 – as mortes causadas por acidentes de trânsito caiam 27% nos países ricos e, nos emergentes, subam 83%, levando a média mundial para um aumento de 67%. Estes dados, que alarmam principalmente sobre condições desiguais entre os países no enfrentamento do problema, são um dos estímulos que a comunidade internacional tem para seguir com ações,  inclusive ajudando os países mais pobres a atingir as metas dos cinco pilares da Década de Ação pela Segurança no Trânsito: gestão da segurança no trânsito; vias e mobilidade mais seguras; veículos mais seguros; usuários de vias de trânsito mais seguros; resposta após os acidentes.

O futuro é agora

Combustíveis: que tal trafegar com seu veículo elétrico e abastecer em um dos 300 pontos de recarga públicos? Em Barcelona isso já é realidade. Com o projeto Live, o motorista encontra estes locais nos mais diversos bairros da cidade. O transporte público já adotou a ideia de trafegar utilizando energia limpa: a frota de ônibus é híbrida e utiliza gás natural comprimido, e boa parte dos táxis são movidos por energia elétrica.

Automóveis: GPS, wi-fi, bluetooth e comando de voz já fazem parte da configuração de fábrica de diversas montadoras de carros. Mas que tal um concierge de bordo? Assim como no saguão de um hotel, o sistema instalado no veículo reserva hotéis, indica restaurantes e postos de gasolina próximos da localização do carro, oferece tradução e até solicita reboque. Essa já é uma realidade de 2015. Outra novidade que já chegou ao Brasil é o airbag para pedestres. Localizado no capô, o utensílio minimiza o choque do pedestre com o carro em colisões frontais.

Mobilidade: Que tal ar-condicionado nas passarelas em dias de calor e escadas e esteiras rolantes para subir as ladeiras? Em Hong Kong, eleita em 2012 o melhor lugar do mundo para se viver segundo a revista The Economist, isso já é uma realidade e tem como objetivo estimular que a população caminhe. Eles têm a maior escada rolante do mundo, a Mid Levels Escalator, com 800 metros de extensão. Com ela o pedestre sobe 135 metros em 20 minutos, de graça e fazendo quase nenhum esforço.

Fonte: André Marques e Shenara Pantaleão | Efeito Conteúdo – Publicação: Paranashop

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