Brasil exportou biodiesel em janeiro

Tem algo de diferente acontecendo no mercado brasileiro de biodiesel. Em janeiro foi registrada a exportação de 97,5 toneladas do biocombustível com destino aos Estados Unidos. Com mais este embarque já são quatro meses seguidos de presença brasileira no mercado internacional – algo que já não acontecia desde a primeira metade de 2014.

Houve ainda um embarque isolado em julho passado. Também para o mercado norte-americano.

Ainda não dá para falar que as exportações que estão acontecendo agora tenham escala comercial. Todas elas estão na faixa das dezenas de toneladas sendo que a maior foi justamente a de janeiro. Somando os cinco negócios registrados no ano passado tivemos 194,7 toneladas de biodiesel exportado por um total de US$ 342,7 mil – o equivalente a R$ 1,28 milhão pela cotação desta sexta-feira (08).

A última exportação de bom porte feita pelo Brasil foi em dezembro de 2015 quando 10 mil toneladas foram embarcadas para a Holanda por um total de US$ 7,6 milhões. No total, as exportações brasileiras de biodiesel se restringem a 80,3 mil toneladas e faturamento de US$ 74,9 milhões.

Para fins de comparação, apenas no ano passado a Argentina exportou 1,14 milhão de toneladas de biodiesel e recebeu US$ 794,3 milhões.

Roteiro parecido

O roteiro de cada um desses negócios que vem acontecendo desde julho tem sido similar: o biodiesel é sempre embarcado a partir do Porto de Santos e tem seu estado de origem declarado como sendo de São Paulo. Os preços praticados nos três últimos meses também foram praticamente idênticos com a tonelada. Em dezembro, a tonelada de biodiesel foi vendida por US$ 1.794,20.

Isso parece indicar que temos pelo menos uma usina ou companhia de trading testando a rentabilidade do biodiesel brasileiro no mercado norte-americano.

Fonte: BiodieselBR

Com quase 200 startups, país pode brigar por protagonismo na agricultura 4.0

Com uma das indústrias mais desenvolvidas do planeta, Brasil já tem quase 200 startups de agricultura. Mas ainda não é protagonista deste processo de transformação digital.

Nas últimas décadas, o Brasil passou de um importador líquido de alimentos para uma potência agrícola. O país é o maior produtor mundial de suco de laranja, café e açúcar, e segundo em soja, etanol e carne bovina. Mas o país ainda não assumiu o protagonismo na nova era de revolução no campo, a da agricultura 4.0. O número de startups agrícolas no país é metade do encontrado em Israel, país com área 400 vezes menor do que a brasileira — e que só tem 20% do solo arável.

Nas exportações, o país lidera em soja, carne bovina, aves, café, açúcar, etanol, suco de laranja, e vem em segundo lugar no milho. Tudo isso foi resultado de investimentos em ciência e tecnologia, a partir dos anos 1970, com a criação da Embrapa”,

Fonte: Brasil Agro

Exportação de soja do Brasil em janeiro cresce 56%; Anec vê 6 mi t em fevereiro

As exportações de soja do Brasil somaram 2,3 milhões de toneladas em janeiro, aumento de 56 por cento ante o volume do mesmo mês de 2018, ainda como reflexo da guerra comercial entre EUA e China, afirmou nesta quinta-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Segundo a Anec, 95 por cento do volume exportado este mês teve como destino a China, maior importador global.

O Brasil havia colhido até a semana passada pouco mais de 10 por cento da safra de soja, segundo dados de analistas, que destacaram que os trabalhos estão adiantados após o tempo seco reduzir a produtividade em várias áreas.

Os embarques de milho em janeiro totalizaram 3 milhões de toneladas em janeiro, 22 por cento abaixo do resultado de dezembro, mas 30 por cento acima do mesmo período do ano passado.

“A tendência é que, já a partir do próximo mês, os embarques de milho diminuam, abrindo espaço para o escoamento da nova safra de soja. Com isso, os embarques de milho programados para o mês de fevereiro apontam para uma exportação de aproximadamente 1,2 milhões de toneladas”, acrescentou a associação.

Os dados da Anec confirmam reportagem da Reuters que apontou na semana passada que o Brasil exportaria em janeiro mais milho que soja pela primeira vez em um ano.

Fonte: Terra

Exportação de soja do Brasil inicia ano com média diária 70,6% maior, diz Secex

SÃO PAULO (Reuters) – A média diária de exportações de soja do Brasil na primeira semana do ano foi 70,6 por cento maior na comparação com o registrado em todo o janeiro de 2017, informou nesta segunda-feira a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Os embarques ainda firmes de oleaginosa brasileira ocorrem após o país ter vendido um recorde de quase 84 milhões de toneladas de soja em 2018, na esteira de um forte apetite da China em meio à guerra comercial com os Estados Unidos.

Conforme a Secex, até a primeira semana de janeiro, o que compreende apenas três dias úteis, foram exportadas 121,3 mil toneladas de soja por dia, totalizando 363,9 mil toneladas. Há um ano, a média diária de embarques foi de 71,1 mil toneladas.

Em dezembro, contudo, o Brasil exportou mais, com cerca de 211,6 mil toneladas de soja por dia, ainda de acordo com os dados da secretaria.

A expectativa é de que esses negócios aumentem a partir de agora, tendo em vista que já há áreas com colheita de soja.

No caso do milho, houve incremento de 57,3 por cento na comparação anual, para uma média diária de 216,1 mil toneladas até a primeira semana de janeiro. Segundo a Secex, o total enviado ao exterior foi de 648,3 mil toneladas do cereal.

Em dezembro, o Brasil embarcou 200,7 mil toneladas de milho ao dia.

Fonte: R7

Santa Catarina tem exportação recorde de soja

Mais uma vez, Santa Catarina registra recordes na exportação de soja. O complexo soja já responde por 12,6% do faturamento catarinense com as exportações em 2018 – com um aumento de 43% em relação ao último ano. De janeiro a novembro, os embarques do produto passam de US$1 bilhão.

A verdade é que quase toda produção catarinense de soja está destinada à exportação – 91,2% da última safra foi para o mercado internacional. Este ano, Santa Catarina colheu 2,4 milhões de toneladas do grão e 2,19 milhões de toneladas foram exportadas, um aumento de 19% em relação a 2017.

Nos últimos três anos, as exportações catarinenses de soja, considerando apenas o grão, aumentaram 36%, passando de 1,61 milhões de toneladas em 2016 para 2,19 milhões de toneladas neste ano, com faturamento de US$ 813,6 milhões. Os principais destinos das exportações são China (mais de 90% do total), Irã,Tailândia e Holanda.

Os números foram divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

Safra 2018/19

Santa Catarina espera uma safra de 2,45 milhões de toneladas em 666,3 mil hectares. A produtividade das lavouras catarinenses deve aumentar 2,5% e chegar a 3,7 toneladas por hectare.

Os produtores catarinenses acabaram investindo na produção de milho e o estado terá uma redução de 2,6% na área plantada de soja. O milho deverá ampliar em 7,5% a área cultivada em Santa Catarina. As regiões de Xanxerê, Canoinhas e Curitibanos, incluindo Campos Novos, constituem os maiores produtores de soja em Santa Catarina, somando 388 mil hectares, mais de 58% da área cultivada do estado.

Fonte: Notícias Agrícolas

Entenda como o crescimento da aquicultura influencia o mercado mundial de soja

Amélio Dall’Agnol, pesquisador da Embrapa Soja

Se eu perguntar ao cidadão brasileiro qual a carne mais produzida e consumida no mundo, dificilmente alguém responderá que é a carne de peixe. No entanto, ela não apenas é a mais produzida (220 milhões de toneladas – Mt), como representa quase o dobro da segunda colocada, a carne suína (120 Mt).

Ao estranhar, mas finalmente conformar-se com esta realidade, o cidadão deve logo atribuir ao pescado (o peixe capturado em rios, lagos e oceanos), como sendo o principal responsável por toda essa quantidade. Errado. A carne de pescado, que durante séculos dominou o mercado das carnes no mundo, atualmente responde por 80 Mt contra 140 Mt da aquicultura (produção de peixes em confinamento).

O que chama a atenção na carne de peixe, além do grande volume produzido, é a evolução relativa do pescado em contraste com a aquicultura. Enquanto esta evoluiu de 20 Mt em 1990, para uma previsão atual de 140 Mt previstos para proximamente, a produção de pescado permaneceu quase inalterada em cerca de 80 Mt e existem indicativos de que a produção desta carne continuará estacionada, enquanto a produção aquícola continuará crescendo no alucinante ritmo das últimas décadas.

Atualmente, a carne de peixe proveniente da aquicultura encabeça a produção mundial de carnes, liderança que se consolidará nos anos vindouros visto ser, a aquicultura, uma atividade econômica relativamente recente, principalmente nos países do ocidente, entre eles o Brasil.

O Continente Asiático, principalmente China, Indonésia, Índia, Vietnã e Filipinas, responde por mais de 70% da produção aquícola mundial. No entanto, o Ocidente está percebendo a vantagem do negócio e muitos países, incluindo o Brasil, estão investindo na área e sinalizando que, num futuro não muito distante, a aquicultura alcançará grande importância na região.

No Brasil, grandes empreendimentos aquícolas já podem ser encontrados no âmbito de cooperativas agropecuárias como a CVale e a Coopacol no Paraná, ou em empreendimentos privados do Mato Grosso, como em Sorriso e adjacências.

A crescente demanda por proteína animal (carnes, leite e ovos), consequência do aumento da renda per capita dos cidadãos, além do aumento e do envelhecimento da população, ajuda a explicar a crescente demanda por soja (farelo), particularmente por parte da China, visto que este país precisa dela para alimentar, não só seu enorme plantel de suínos e aves, mas, também, sua crescente indústria de peixes.

Como os peixes provenientes da aquicultura se alimentam de ração, cuja principal matéria prima é o farelo de soja, quanto maior for a produção de peixes em cativeiro, provavelmente maior será a demanda de soja.

Peixes confinados também se alimentam de soja, intuindo que a demanda deste grão continuará aquecida, não apenas por conta do consumo de bovinos, suínos e aves, mas também dos peixes, cujo consumo cresce em paralelo com a economia.

Fonte: Canal Rural

Brasil exportou biodiesel para os Estados Unidos em outubro

O Brasil continua tentando encontrar uma porta aberta para o mercado internacional de biodiesel. Em outubro, o país embarco uma carga de um pouco menos de 20 toneladas – cerca de 22 m³ – do biocombustível com destino aos Estados Unidos. Os dados foram divulgados essa semana pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O negócio rendeu um pouco menos de US$ 34,2 mil ao vendedor. Pelo câmbio desta quinta-feira (08) – a R$ 3,74 –, esse montante representa ao em torno de R$ 127,8 mil. Os dados do MDIC também mostram que uma venda quase idêntica a essa foi realizada em julho. Naquela ocasião, cerca de 22 m³ foram embarcados por US$ 29,3 mil.

Em ambos os casos, o biodiesel saiu do porto de Santos (SP).

Janela aberta

Dificilmente esses são volumes que possam ser considerados como de porte comercial, mas sinaliza que há usinas brasileiras tentando abrir o mercado norte-americano.

No ano passado, os Estados Unido importaram um pouco menos que 1,5 bilhão de litros de biodiesel dos quais cerca de 1,1 bilhão de litros saíram da Argentina. Essas vendas renderam US$ 725,8 milhões (R$ 2,71 bilhões) a nossos vizinhos.

Em agosto do ano passado, no entanto, o Departamento de Comércio dos EUA impôs a cobrança de tarifas antidumping contra o biodiesel argentino. Isso fez as importações caírem para pouco mais de 280 milhões de litros no primeiro semestre.

Fonte: BiodieselBR

Mudança em hábitos alimentares é oportunidade para soja brasileira, diz consultoria

Aumento da procura por alimentos com maior teor de proteínas pode beneficiar exportações

A tendência global de aumento do uso de soja na composição de alimentos industrializados poderá incrementar a produção brasileira da commodity em até 65%, segundo projeção da McKinsey.

“Cerca de 70% da soja é destinada à alimentação animal, e só 2% têm fins industriais. A busca por alimentos com maior teor protéico pode elevar esta parcela a 10% até 2026”, diz Nelson Ferreira, sócio da consultoria.

A alta na demanda da indústria de alimentos por esse grão é uma oportunidade para o Brasil exportar itens de maior valor agregado, afirma Ferreira.

Fonte: Consultoria McKinsey

“Em termos de volume, o carro chefe continuará sendo o abastecimento à pecuária. Mas haverá um crescimento significativo de nichos de mercado abertos a esses produtos”.

A produção de açúcar, por outro lado, deverá sofrer sua primeira queda histórica nos próximos anos, impulsionada pela crescente obesidade. “Um cenário em que o açúcar é combatido como o cigarro não é absurdo”, diz.

Fonte: Folha de S.Paulo

Brasil direciona 80% da exportação de soja para China de janeiro a agosto

As exportações de soja do Brasil para a China somaram 50,9 milhões de toneladas de janeiro a agosto, volume que representa 78,8 por cento de toda a oleaginosa exportada pelos brasileiros no período, à medida que o gigante asiático evita comprar o produto dos EUA devido a uma tarifa de 25 por cento.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura, que apontou também que as exportações totais do Brasil nos oito primeiros meses de 2018 somaram um recorde de 64,6 milhões de toneladas, versus 56,9 milhões de toneladas no mesmo período de 2017.

De janeiro a agosto de 2017, as exportações do Brasil para a China haviam atingido 44,1 milhões de toneladas, o que representou uma fatia de cerca de 77,5 por cento de tudo o que o país exportou no período.

As exportações brasileiras de soja do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, estão estimadas em 76 milhões de toneladas em 2017/18, resultando em estoques finais mínimos, o que indica que o país não terá muito mais soja para ofertar aos chineses nos próximos meses, até a entrada da nova safra, a partir de janeiro.

Buscando evitar a soja dos EUA, taxada em 25 por cento pelos chineses desde julho, em meio a uma guerra comercial, a China já deu mostras de que busca alternativas.

Nesta semana, a China reduziu sua previsão de importações anuais de soja no ano-safra que começa em 1º de outubro para 83,65 milhões de toneladas, ante 93,8 milhões de toneladas na previsão anterior, planejando recorrer a outros produtos para fabricar ração animal.

O ministério brasileiro informou ainda que, de janeiro a agosto, as exportações de soja, o principal produto exportado pelo país, somaram 25,72 bilhões de dólares, alta de 20 por cento na comparação anual.

O governo relatou também que as exportações de soja em grão para a China responderam por quase 30 por cento do valor total exportado em produtos do agronegócio brasileiro (68,52 bilhões de dólares, de janeiro a agosto), o que ressalta a dependência brasileira da China no comércio global.

O gigante asiático comprou sozinho, de janeiro a agosto, 42,7 por cento da safra de soja em grão brasileira 2017/2018, que atingiu um recorde de 119,3 milhões de toneladas.

Já as exportações de farelo de soja também atingiram volume recorde, com 11,8 milhões de toneladas de janeiro a agosto, gerando divisas de 4,69 bilhões de dólares (+32 por cento), de acordo com o ministério. O produto, no entanto, teve como principal destino a União Europeia.

Fonte: Brasil Agro – Online

Receitas com soja já beiram US$ 38 bilhões neste ano

Recorde das exportações ocorre devido ao volume maior de vendas e preços com prêmio

soja continua dando um forte impulso às contas do país. As receitas externas vindas do complexo soja, que incluem as exportações de soja em grão, farelo e óleo, deverão beirar o recorde US$ 38 bilhões (R$ 158 bilhões) neste ano.

Até agosto, já somam US$ 31 bilhões (R$ 129 bilhões), conforme os dados mais recentes da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

O país foi beneficiado neste ano pela desvalorização do real, pelo volume disponível para as vendas eternas e pela preferência chinesa pelo produto brasileiro.

O apetite chinês colocou a commodity nacional com um ágio em relação aos preços praticados em Chicago.

Os brasileiros foram beneficiados até no farelo, um produto derivado da soja e que o Brasil não é tão competitivo como a Argentina.

Fortes nas exportações de farelo, os argentinos tiveram uma quebra de 20 milhões de toneladas na produção de soja deste ano. Faltou matéria-prima para a produção do farelo.

Nos oito primeiros meses deste, o Brasil já exportou 65 milhões de toneladas de soja e 12 milhões de farelo. Pelo menos 78% das exportações brasileiras do grão foram para o país asiático.

 

Esse conjunto de fatores a favor do Brasil fez com que, mesmo com queda dos preços internacionais, a soja trouxesse receitas líquidas para os produtores brasileiros.

 

Diante desse cenário de liquidez, e apesar do aumento de custos de produção e do frete, os produtores vão continuar apostando nessa commodity.

Nos cálculos da consultoria Céleres, o Brasil deverá expandir a área de plantio com a oleaginosa em 1,1 milhão de hectares, para o recorde de 36 milhões na afra 2018/19.

A produção, mantido o mesmo cenário de produtividade dos últimos 15 anos, sobe para 120 milhões de toneladas.

Rentabilidade obtida em 2017/18, a safra que se encerrou, e perspectiva favorável para as margens em 2018/19, a safra que terá início de plantio nas próximas semanas, levam os produtores para essa expansão, segundo os analistas da Céleres.

Grãos em São Paulo A área ocupada com grãos neste ano aumentou 4,6% em relação ao anterior. Devido à falta de chuva, porém a produtividade teve recuo de 2,5%.

Produção Com isso, a produção do estado recuou 1,9%, segundo o IEA (Instituto de Economia Agrícola). Já a soja teve evoluções de 5,7% na área e de 6% na produção.

Fonte: Folha de S.Paulo

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