Brasil continua exportando biodiesel; período é recorde

O Brasil entrou em seu oitavo mês consecutivo como exportador de biodiesel. A informação foi divulgada pelo Ministério da Economia. Essa é a série contínua mais longa de exportações desde que o país embarcou sua primeiríssima carga – 45 kg com destino a Cingapura –, em outubro de 2012.

Em maio, 19,4 toneladas de biodiesel saíram do país com destino aos Estados Unidos, país que tem sido o destino recorrente do biocombustível brasileiro desde outubro passado. No acumulado, os norte-americanos já receberam 371,4 toneladas de biodiesel brasileiro.

No mês também foram feitos dois embarques para a Alemanha e um para a Índia. Nesses casos, no entanto, foram enviados apenas alguns quilos de biodiesel.

Em maio, as vendas de biodiesel renderam US$ 33,8 mil aos exportadores. O valor corresponde a US$ 1.743,00 por tonelada – em linha com os valores praticados nos últimos oito meses.

Fonte: BiodieselBR

Como a guerra comercial entre EUA e China atinge o agro brasileiro

Conflito entre duas potências globais desenhou nova política de compras internacionais e no curto prazo tende a fazer o Brasil exportar mais.

Em meados de maio, Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), recebeu um telefonema surpreendente. “Do outro lado da linha, estava um diplomata brasileiro da nossa embaixada na Arábia Saudita que queria me dar uma notícia importante”, lembra Turra.

Com a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, os sauditas passaram a se preocupar com um aumento das exportações de alimentos do Brasil para os chineses e uma eventual redução dos embarques para a Arábia Saudita. Novas conversas, com autoridades sauditas e fabricantes brasileiros, estão sendo realizadas para a habilitação de frigoríficos no Brasil. “Com a população em crescimento, eles não podem se dar ao luxo de pensar em sofrer perdas no abastecimento de alimentos por conta das tensões comerciais entre China e Estados Unidos”, diz Turra.Com tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre US$ 200 bilhões em importações de produtos chineses em maio, seguida de uma retaliação da China, o mapa global das comércio mudou.

O movimento do governo saudita ilustra bem a nova política de compras internacionais. “A tendência é que, daqui em diante, as relações comerciais sejam mais pautadas por questões de confiança e política entre os países do que apenas por preço e qualidade”, analisa Marcos Jank, CEO da Aliança Agro-Brasil.

Os Estados Unidos, que até pouco tempo rivalizavam com o Brasil no fornecimento de soja para a China, devem perder alguns degraus de sua posição neste ano. O produto, assim como milho, legumes, peixes, fruto do mar e outros itens do agronegócio, entrou na lista de 5 mil artigos chineses que passaram a ter taxação de 25% nos Estados Unidos.

“A tendência é que alguns setores da agricultura e pecuária brasileira aumentem as vendas para a China, mas ainda é cedo para avaliar o impacto para o ano”, diz Ligia Dutra, superintendente de relações internacionais da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que integrou a comitiva do governo brasileiro em visita à China e outros países asiáticos em maio.“Não sabemos se a China e os Estados Unidos vão chegar a um acordo e quais seriam os termos da negociação”, complementa.

Segundo a Associação Brasileira de Óleos Vegetais (Abiove), o aumento das exportações para a China deve ser sentido a partir do segundo semestre, quando os estoques chineses chegarem ao final. “Mesmo com a peste suína africana, que já dizimou milhares de porcos na China, estimamos que a comercialização de soja deve aumentar porque nosso produto ganhou competitividade em relação ao americano, com a guerra tarifária”, diz Daneil Furlan Amaral, economista-chefe da Abiove.

Em 2018, a China foi o destino de 82% das exportações de soja brasileira, segundo o Rabobank. Este ano, a porcentagem pode subir para 85%. “A prolongação da tensão comercial entre China e Estados Unidos deve manter os chineses com níveis de compra da soja brasileira acima do que vimos em anos anteriores”, diz Victor Ikeda, analista do Rabobank no Brasil.

Na ABPA, o clima também é de otimismo. As vendas de aves para a China aumentaram 7% no acumulado de janeiro a abril, atingindo 39,1 mil toneladas, em comparação ao mesmo período do ano passado. “Uma boa parte desse resultado é relacionado a maiores tarifas que o frango americano está pagando na China, o que torna o produto brasileiro ainda mais atraente”, diz Turra.

Perigo
De acordo com análises do Rabobank, o cenário de médio e longo prazo pode não ser tão luminoso. A expectativa é que a guerra comercial entre as duas maiores potências do mundo leve a uma queda no ritmo da expansão econômica global, com uma retração do comércio internacional. Com os países comprando menos, praticamente todas as economias do mundo correm o risco de serem atingidas.

O presidente Donald Trump tem ameaçado aumentar para 25% as tarifas de todos os produtos importados da China, o que provavelmente seria acompanhado por uma retaliação chinesa. Em um cenário como esse, de guerra comercial total, a queda na taxa de expansão da economia global seria ainda mais impactada, com uma queda de 0,5% em 2020. No final de junho, Trump e o presidente da China, Xi Jinping, devem se encontrar no Japão para a reunião do G-20, dos países mais ricos do mundo, e conversar sobre as tensões entre os dois países.

“Mesmo que haja um acordo, contamos com um acerto fraco, sem definições de compromissos, como mudanças na política industrial chinesa”, diz Maurício Oreng, economista-chefe do Rabobank no Brasil. Para Marcos Jank, mesmo no contexto atual, de tarifas mais altas para produtos americanos na China, o Brasil ainda precisa fazer uma lição de casa para conquistar saltos significativos nas exportações. “Alguns fatores, relacionadas a questões sanitárias, ainda nos impedem de vender mais”, afirma Jank. “Precisamos olhar com calma para esses pontos antes de sair soltando fogos com as possiblidades de grandes aumentos nas vendas externar”.

Fonte: Brasil Agro

Estados Unidos e Índia receberam biodiesel brasileiro em abril

Desde outubro, o Brasil vem exportando biodiesel de forma regular. Dados do governo mostram que nos últimos sete meses, pelo menos uma carga de algumas toneladas tem saído religiosamente do porto de Santos (SP) com destino aos Estados Unidos. Em abril foram embarcadas outras 78,9 toneladas.

A venda rendeu perto de US$ 138 mil, cerca de R$ 549,4 mil pela cotação de hoje (07). O valor pago foi de US$ 1.745,67 por tonelada, praticamente estável em relação ao mês anterior quando a cotação ficou em US$ 1.746,10.

O volume embarcado foi o segundo maior desde que os embarques começaram. Perdendo apenas para as 97,7 toneladas registradas em janeiro. Além disso, nos últimos três meses as quantidades de biodiesel despachadas têm sido crescentes: 39,1 toneladas em fevereiro, 58,6 toneladas em março e 78,9 toneladas agora.

Desde que essas vendas começaram, os embarques já passaram das 352 toneladas de biodiesel e renderam US$ 622,4 mil.

Índia

Os EUA não foi o único país no mundo em que o biodiesel brasileiro foi parar em abril. Uma carga de 2 quilos do biocombustível saiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) tendo como destino a Índia.

Desde que as exportações brasileiras se tornaram recorrentes, esse foi o único outro país – além dos EUA – a receber biodiesel brasileiro.

Por outro lado, o Brasil importou biodiesel da Alemanha duas vezes no mesmo período. Um lote de 25 kg entrou no país em novembro; em janeiro chegaram mais 48 kg de biodiesel alemão.

Fonte: BiodieselBR

Exportação de soja do Brasil em março é a 2ª maior para o mês na história, aponta Secex

As exportações de soja do Brasil aumentaram 1,6 por cento no terceiro mês do ano na comparação com o mesmo período do ano passado, para 8,96 milhões de toneladas, configurando-se como o segundo maior volume já exportado pelo país em meses de março, de acordo com dados do governo divulgados nesta segunda-feira.

Navio é carregado com soja para exportação no porto de Paranaguá (PR)
27/03/2003
REUTERS/Paulo Whitaker

Navio é carregado com soja para exportação no porto de Paranaguá (PR) 27/03/2003 REUTERS/Paulo Whitaker Foto: Reuters

Para meses de março, os embarques do último mês só perderam para março de 2017, quando somaram 8,98 milhões de toneladas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Reuters.

O volume registrado em março é quase 3 milhões de toneladas superior ao visto em fevereiro, quando o país estava apenas começando a exportar a soja de sua safra 2018/19, que estará entre as maiores da história do Brasil, apesar de perdas pela seca.

A soja, o principal produto exportado pelo Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, rendeu ao país em março 3,25 bilhões de dólares, levemente abaixo do mesmo perído do ano passado (3,4 bilhões de dólares), quando o preço do produto estava mais alto.

Segundo a Secex, o preço médio de exportação de soja atingiu 363,3 dólares por tonelada em março, ante 389,7 dólares no mesmo mês de 2018.

Os embarques foram fortes em março apesar de vendas mais lentas de produtores no início do ano. Mais recentemente, devido a um dólar mais forte, em torno de 4 reais, foram verificados mais negócios.

TRIMESTRE

As exportações de soja no primeiro trimestre somaram 17,2 milhões de toneladas, ante 13,2 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, com o impulso de uma colheita antecipada da oleaginosa neste ano.

Os embarques de milho também foram maiores no primeiro trimestre. O país exportou 891,9 mil toneladas em março e 6,8 milhões de toneladas nos três primeiros meses do ano, ante 4,88 milhões no mesmo período de 2018.

Exportadores disseram que os embarques de milho vão ganhar força em abril e maio, em meio à necessidade de liberar espaço nos armazéns para a segunda safra do cereal, a ser colhida em meados do ano.

Fonte: Reuters

Exportação de soja ultrapassa US$ 2,5 bi em fevereiro

As exportações do complexo soja (grãos, farelo e óleo) suplantaram pela primeira vez a barreira dos US$ 2 bilhões para os meses de fevereiro, registrando US$ 2,58 bilhões no segundo mês deste ano. O grande destaque foi a venda de soja em grão, com 6,1 milhões de toneladas. Com esse recorde na quantidade exportada (+112,7%), mesmo com a queda de 5,1% no preço médio de exportação, o valor de soja foi recorde no mês, atingindo US$ 2,21 bilhões (+101,8%).

Esse desempenho contribuiu para que as exportações do agronegócio crescessem de US$ 6,27 bilhões para US$ 7,25 bilhões no mês passado. O incremento das exportações em 15,6% ocorreu, especialmente, devido à elevação de 20,8% no índice de quantum das exportações. As importações também aumentaram, passando de US$ 1,08 bilhão para US$ 1,20 bilhão em fevereiro deste ano (+10,4%).

A participação do agronegócio nas exportações totais do Brasil em fevereiro atingiu 44,5%, de acordo com dados da Balança Comercial do Agronegócio, elaborados pela Secretaria Comercial e Relações Internacionais, foi feita nesta segunda-feira (18).

Além das exportações de soja em grão, o setor exportou US$ 341,9 milhões de farelo de soja (-29,0%) e US$ 28,6 milhões de óleo de soja (-71,3%).

As vendas de carnes foram de US$ 1,17 bilhão em fevereiro, em alta de 4,8% em relação ao valor exportado em no mesmo mês de 2018. A quantidade exportada de todas as carnes foi recorde para os meses de fevereiro, com 520 mil toneladas. O valor registrado em carne bovina e de frango foi praticamente igual, US$ 518 milhões de cada tipo. Além dessas carnes, foram negociados US$ 99 milhões de carne suína (+7,5%) e US$ 4,3 milhões de carne de peru (-64,5%).

O café também teve destaque, sendo exportados US$ 452,31 milhões, sendo US$ 409,23 milhões de café verde (+13,1%) e US$ 40,75 milhões do solúvel (-2,5%). A quantidade exportada de café verde, 186,71 mil toneladas, foi recorde para fevereiro.

No agrupamento cereais, farinhas e preparações houve aumento das vendas externas de US$ 265,57 milhões para US$ 373,47 milhões (+40,6%). O milho é o principal produto de exportação do segmento, com US$ 309,88 milhões (+54,8%).

Fonte: Investimentos e Negócios

Brasil segue fazendo pequenas exportações de biodiesel

As usinas brasileiras continuam tateando atrás de uma brecha que permita abrir o mercado de exportação para o produto brasileiro. Segundo dados levantados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) sobre as vendas externas do país, durante o mês de fevereiro mais 39,1 toneladas de biodiesel foram enviadas para os Estados Unidos.

Embora esse não seja exatamente um volume dos mais impressionantes, as exportações vêm se sucedendo com boa regularidade. De outubro até agora não houve um único mês sem que fossem registradas saídas de biodiesel. Ao todo, foram feitos sete embarques ao longo desse período, em cinco tendo os EUA como destino e dois para a Alemanha.

No total, as vendas nesses meses ultrapassam a marca de 214,5 toneladas e movimentaram US$ 382,1 mil. O maior negócio unitário aconteceu no mês passado quando uma carga de 97,4 toneladas saiu do Porto de Santos com destino ao mercado norte-americano.

Este mês tivemos, portanto, uma queda de quase 60% no volume exportado. O valor recebido foi de US$ 68,3 mil. A tonelada do biodiesel brasileiro, portanto, foi comercializada por US$ 1.746,10 – aproximadamente R$ 6.715,85 pelo câmbio desta segunda-feira.

Exceto por curtos períodos entre 2013 e 2015, a indústria nacional de biodiesel não teve sucesso no mercado internacional. Tanto que as vendas realizadas nos dois primeiros meses de 2019 bastam para tornar este ano o de melhor resultado desde 2015 quando as exportações de biodiesel passaram um pouco das 10,3 mil toneladas.

Fonte: BiodieselBR

Brasil exporta recorde de soja em fevereiro e mais de 80% tem destino China

O Carnaval passou e o ano finalmente deve começar no Brasil, o que pode puxar também mais negócios com a soja, segundo acredita o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. Para ele, novos fechamentos da safra nova, que vinham escassos nas últimas semanas, podem se intensificar nos próximos dias.

“Tenderemos a ver mais pressão de fechamento na safra nova brasileira via trocas por insumos. A safra velha pode dar mais movimentação se houver notícias novas e positivas da disputa entre os EUA e China, já que poderá trazer apelo de alta em Chicago”, explica o executivo.

No entanto, caso o caminhar das relações entre chineses e americanos continuar acontecendo na corda bamba, “vamos de fechamentos internos para indústria, que deve voltar às compras e agora com atividade de esmagamento forte”, completa Brandalizze.

Entre as exportações, o ritmo também deverá continuar forte, segundo ele, e podendo, inclusive, trazer prêmios melhores nestes próximos dias. “E assim estamos no ano novo comercial”, diz Brandalizze.

Desde o início de março, em Paranaguá, a posição de entrega março/19 tem 35 cents de dólar sobre os valores de Chicago, enquanto o junho já carrega 52 centavos para a soja brasileira. Assim, as últimas referências de preços nos terminais ainda trabalhavam no intervalo de R$ 79,00 a R$ 80,00 por saca, sentindo também as oscilações do dólar. Já para as entregas no meio do ano, os indicativos subiam para algo entre R$ 81,00 e R$ 82,00.

Em fevereiro, por mais um mês, as exportações brasileiras de soja bateram recorde e chegaram a 6,09 milhões de toneladas, segundo números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). O volume é bem maior do que o de fevereiro passado, quando o Brasil exportou 3,51 milhões de toneladas. Em todo o complexo soja, o acumulado das exportações do Brsil é de 10,5 milhões de toneladas.

Como explica o consultor, os compradores chineses, mesmo que em um ritmo mais comedido, seguem focados no produto brasileiro com a guerra comercial com os EUA ainda em curso, o que muda a cena do comércio global de soja neste ano. “Normalmente, os primeiros dois meses do ano são fracos para a soja em grão, mas neste ano o acelerador está puxado porque a China segue agressiva, comprando nos nossos portos”.

Segundo o Cepea, do total exportado pelo Brasil em fevereiro, 82,4% – 5,02 milhões de toneladas – foi destinado à China. Ainda segundo a instituição, estes embarques acelerados da soja no Brasil ajudaram a puxar os preços no cenário nacional. “Além da entrega de contrato a termo, agora, as negociações no mercado spot também começaram a ganhar força, especialmente devido à valorização do dólar frente ao Real, que torna o produto nacional mais atrativo aos importadores”, explicaram os pesquisadores da instituição.

Na última sexta-feira (08), o Notícias Agrícolas divulgou uma imagem do sistema Refinitiv Eikon, da Reuters, mostrando uma considerável fila de navios carregados com soja – e outros produtos – seguindo do Brasil para a China. Estas são cargas de compras feitas há alguns meses, com os embarques previstos para este período do ano.

Ainda segundo Brandalizze, há alguns negócios da safra 2019/20 do Brasil começando a serem registrados, com valores na casa dos R$ 85 para pagamento no fim de abril, principalmente com ofertas do Centro-Oeste do país. “A safra nova está começando a ganhar forças e os negócios fluindo”, diz.

Fonte: BiodieselBR

Alemanha bate recorde de exportação de biodiesel

A indústria de biodiesel da Alemanha tem dado novos sinais de vitalidade depois de anos em ponto morto. Além de ganhos na demanda interna, o país europeu vem aumentando sua participação no mercado internacional do produto.

Segundo dados do Escritório Federal de Estatística, no ano passado as exportações de biodiesel alemãs somaram 1,86 milhão de toneladas – aproximadamente 2,06 bilhões de litros. Esse foi o quarto ano consecutivo de crescimento nas vendas externas do país. Em relação ao ano passado, o aumento foi de 15,8%.

O recorde anterior era de 2014 quando as exportações foram de 1,71 milhão de toneladas. Em 2015, no entanto, os embarques murcharam 12,9%. Foram necessários quatro anos para que o nível fosse retomado.

Saldo menor

O aumento nas vendas não bastou para compensar as importações. Em 2018, o mercado alemão recebeu perto de 1,22 milhão de toneladas em biodiesel. O crescimento em comparação à 2017 foi de 54,4%.

A maior parte desse volume – cerca de 860 mil toneladas – vieram da Holanda e Bélgica. Esses dois países, no entanto, não foram a fonte original deste biodiesel. Ele foi importado de outros países e, então, redistribuído pela Europa Central.

Com isso, o saldo ficou positivo em 646 mil toneladas. Esse é o menor resultado positivo desde 2014 quando as exportações superaram as importações em quase 1,13 milhão de toneladas.

Fonte: BiodieselBR

Brasil exportou biodiesel em janeiro

Tem algo de diferente acontecendo no mercado brasileiro de biodiesel. Em janeiro foi registrada a exportação de 97,5 toneladas do biocombustível com destino aos Estados Unidos. Com mais este embarque já são quatro meses seguidos de presença brasileira no mercado internacional – algo que já não acontecia desde a primeira metade de 2014.

Houve ainda um embarque isolado em julho passado. Também para o mercado norte-americano.

Ainda não dá para falar que as exportações que estão acontecendo agora tenham escala comercial. Todas elas estão na faixa das dezenas de toneladas sendo que a maior foi justamente a de janeiro. Somando os cinco negócios registrados no ano passado tivemos 194,7 toneladas de biodiesel exportado por um total de US$ 342,7 mil – o equivalente a R$ 1,28 milhão pela cotação desta sexta-feira (08).

A última exportação de bom porte feita pelo Brasil foi em dezembro de 2015 quando 10 mil toneladas foram embarcadas para a Holanda por um total de US$ 7,6 milhões. No total, as exportações brasileiras de biodiesel se restringem a 80,3 mil toneladas e faturamento de US$ 74,9 milhões.

Para fins de comparação, apenas no ano passado a Argentina exportou 1,14 milhão de toneladas de biodiesel e recebeu US$ 794,3 milhões.

Roteiro parecido

O roteiro de cada um desses negócios que vem acontecendo desde julho tem sido similar: o biodiesel é sempre embarcado a partir do Porto de Santos e tem seu estado de origem declarado como sendo de São Paulo. Os preços praticados nos três últimos meses também foram praticamente idênticos com a tonelada. Em dezembro, a tonelada de biodiesel foi vendida por US$ 1.794,20.

Isso parece indicar que temos pelo menos uma usina ou companhia de trading testando a rentabilidade do biodiesel brasileiro no mercado norte-americano.

Fonte: BiodieselBR

Com quase 200 startups, país pode brigar por protagonismo na agricultura 4.0

Com uma das indústrias mais desenvolvidas do planeta, Brasil já tem quase 200 startups de agricultura. Mas ainda não é protagonista deste processo de transformação digital.

Nas últimas décadas, o Brasil passou de um importador líquido de alimentos para uma potência agrícola. O país é o maior produtor mundial de suco de laranja, café e açúcar, e segundo em soja, etanol e carne bovina. Mas o país ainda não assumiu o protagonismo na nova era de revolução no campo, a da agricultura 4.0. O número de startups agrícolas no país é metade do encontrado em Israel, país com área 400 vezes menor do que a brasileira — e que só tem 20% do solo arável.

Nas exportações, o país lidera em soja, carne bovina, aves, café, açúcar, etanol, suco de laranja, e vem em segundo lugar no milho. Tudo isso foi resultado de investimentos em ciência e tecnologia, a partir dos anos 1970, com a criação da Embrapa”,

Fonte: Brasil Agro

Assine nossa newsletter e tenha acesso as principais notícias do setor


aprobio@aprobio.com.br
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1903 - Conj. 91 - Jd. Paulistano - 01452-911 - São Paulo - SP - Tel: 55 11 3031- 4721