Temperaturas altas levam a alertas sobre poluição do ar

Temperaturas a rondar os 20 graus Celsius em Londres (reino Unido), Paris (França) ou Bruxelas (Bélgica), em pleno fevereiro, levaram à emissão de alertas sobre poluição do ar.

O tempo está agradável para sair à rua, mas a saúde dos mais frágeis pode ser afetada pelas partículas finas.

O mesmo tipo de avisos foi feito pelas autoridades de Itália, Holanda e Espanha.

Fonte: Euro News

Conselho do Meio Ambiente deve decidir prazo de baixar emissões em veículos

Entidades querem urgência em adoção de padrão europeu de limite de poluentes por montadoras

Nesta terça, 30, uma reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) pode decidir por manter em 2019 ou atrasar para 2023 a adoção de um padrão que baixa o limite de poluentes permitidos nos veículos pesados, como ônibus e caminhões. Baixar esse limite reduziria significativamente as emissões de poluentes.

Em 2 de outubro, uma reunião da Câmara Técnica de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos do Conama votou uma minuta que alterou o prazo para implementação das novas regras para 2023. A proposta inicial de implementação de 2019 havia sido feita pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

No último dia 19, 16 entidades de defesa do meio ambiente protocolaram um manifesto ao Conama pedindo que o Brasil não atrase o início da chamada fase P-8 do Programa de Contenção de Emissões Veiculares, Proconve.

Organizações como Greenpeace Brasil, Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), Instituto Alana, Instituto Saúde e Sustentabilidade, International Council on Clean Transportation (ICCT), Rede Nossa São Paulo,  e Global Call for Climate Action  (GCCA) entre outras assinam o manifesto.

A fase P-8 baixa limites de emissões de poluentes em veículos automotores pesados, como ônibus e caminhões, nacionais e importados, seguindo padrão adotado nos Estados Unidos em 2010 e na Europa em 2012, o Euro 6.

Com esse padrão, os veículos têm de sair das fábricas com filtros que reduzam 80% das emissões de óxido de nitrogênio (NOx), um dos precursores do ozônio, e 70% das emissões de material particulado, segundo dados do ICCT.

Os ônibus e caminhões, 5% do total da frota brasileira, representam cerca de 80% das emissões veiculares.

Além da redução da poluição, a migração para o novo padrão representaria economia de US$ 74 bilhões com gastos de saúde no Brasil nos próximos 30 anos, de acordo com o ICCT.

A cada ano, a poluição do ar mata 500 mil crianças de até cinco anos no mundo, conforme dados da Organização Mundial de Saúde.

Para as gestantes e crianças pequenas, a poluição é mais nociva. No Brasil, a cada 100 mil crianças de até cinco anos, mais de 41 morrem em razão da poluição.

Thais Dantas, advogada do programa Prioridade Absoluta, do Instituto Alana, defende que o novo padrão seja aprovado com urgência para que o país proteja efetivamente a saúde das crianças. “As crianças têm maior vulnerabilidade, porque respiram mais rápido que os adultos, por serem mais baixas aspiram mais poluentes, e estão com sistema imunológico em formação. A Constituição determina prioridade da nação e responsabilidade compartilhada entre estado, família e sociedade”, lembra.

“As montadoras utilizam esse padrão na Europa e nos veículos para exportação. Por que não para os carros vendidos aqui?”, pergunta.

Fonte: Folha de S.Paulo

Brasil ganha mercado de soja na China, mas perde espaço para EUA na Europa

Desde acentuação da guerra comercial, americanos exportaram 188% mais para europeus

Os Estados Unidos exportaram apenas 68 mil toneladas de soja para a China em agosto. Um volume muito pequeno em relação ao 1,22 milhão e ao 1,92 milhão de toneladas nos meses de agosto de 2017 e de 2016, respectivamente.

Essa queda ocorre devido à guerra comercial entre os dois países, e o Brasil está sendo o grande ganhador com o recuo das exportações americanas.

De janeiro a setembro, os brasileiros já exportaram 55,1 milhões de toneladas de soja para a China, 15% mais do que em igual período de 2017.

De janeiro a agosto, as exportações dos EUA para a China caíram para 6,35 milhões de toneladas, 33% menos do que em igual período de 2017.

Os americanos perderam o mercado chinês, mas ganharam o europeu. Nos últimos quatro meses, quando a guerra comercial se acentuou, a Europa importou 188% mais soja dos Estados Unidos.

Nesse caso, foram os americanos que roubaram parte do mercado brasileiro na Europa. A evolução das vendas externas do Brasil para os europeus foi de apenas 7% no período.

O avanço dos americanos no mercado europeu, porém, não dá muito fôlego às exportações daquele país. A Europa tem uma importação restrita, em relação à chinesa.

Os americanos perderam o mercado chinês, mas ganharam espaço em outros países da Ásia. Nessa região, à exceção da China, o Brasil teve retração de 31% nas vendas.

Enquanto não houver uma solução para a guerra comercial entre os dois países, os preços da soja vão ficar contidos na Bolsa de Chicago.

“Sem a China, o mercado perde o dinamismo e tem dificuldades para subir”, diz Daniele Siqueira, analista da Agência Rural.

Os estoques finais de soja dos americanos, que foram de 8,2 milhões na safra 2016/17, subiram para 11,9 milhões em 2017/18. Aumento de produção e dificuldades nas exportações deverão elevar esse volume para 24,1 milhões de toneladas no período 2018/19.

Na avaliação de Siqueira, o mercado pode até ter períodos de alta, como o ocorrido nesta segunda-feira (15), mas será provocado por questões pontuais de mercado.

Nesta segunda, o contrato de novembro fechou a US$ 8,9150 por bushel na Bolsa de Chicago, 2,5% mais do que na sexta-feira (12).

Queda do dólar, antecipação do período de neve em algumas regiões dos Estados Unidos —o que atrasa a colheita— e esmagamento interno maior da oleaginosa permitiram a alta de preço.

VANTAGENS DO BIODIESEL

A mistura do biodiesel ao diesel tem um componente importante: o da estabilidade de preços do combustível renovável. A avaliação é de Daniel Furlan Amaral, da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).

Os leilões para a definição dos preços do biodiesel ocorrem a cada dois meses e têm transparência. São feitos por meio de leilões públicos, nos quais há uma competição de valores entre usinas produtoras e distribuidoras, afirma ele.

A partir de março de 2019, a mistura deverá ser de 11%.

Agrotóxicos De 2011 a 2016, houve aumento acentuado no consumo de agrotóxicos em alguns países da Europa. O maior crescimento ocorreu na Áustria, cujas vendas subiram 27% no período.

Líderes A França, uma das principais produtoras agrícolas da Europa, teve aumento de 17%. França, Alemanha, Itália e Espanha concentraram 50% das vendas de agrotóxicos de 2016, segundo dados da União Europeia.

Mulheres no campo Pesquisa da Corteva Agriscience, do setor de agronegócio, apontou que o rendimento das mulheres que trabalham no campo no Brasil cobrem mais as despesas da família do que em vários países.

Melhor do que nos EUA No Brasil, 23% das mulheres que trabalham no campo disseram que os salários não são suficientes para garantir os gastos familiares. Nos EUA, são 37%. Na China, 5%.

Fonte: Folha de S.Paulo

Como a terceirização das emissões de gás afeta o mundo

O que acontece quando os países ‘terceirizam’ suas emissões?

Nos últimos dez anos, os Estados Unidos e a Europa deram passos importantes na redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa. Esta tendência é frequentemente considerada um sinal de progresso na luta contra a mudança climática.

Mas estas iniciativas parecem muito menos impressionantes quando levamos em conta o intercâmbio mundial. Muitos países ricos efetivamente “terceirizaram” grande parte de sua poluição de carbono ao exterior, importando mais aço, cimento e outras mercadorias de fábricas que trabalham na China e em outros lugares, em lugar de produzi-las internamente.

A Grã-Bretanha, por exemplo, cortou drasticamente um terço das emissões geradas dentro de suas fronteiras entre 1990 e 2015. Mas, se incluirmos todas as emissões globais produzidas na fabricação  do aço importado usado nos arranha-céus e nos automóveis de Londres, veremos que o total da marca de carbono da Grã-Bretanha aumentou ligeiramente naquele espaço de tempo.

“É um grave problema”, disse Ali Hasanbeigi, cientista-pesquisador e diretor executivo da Global Efficiency Intelligence, uma empresa de consultoria. “Se um país cumpre suas metas em relação ao clima terceirizando as emissões em outro lugar, não estaremos fazendo tanto progresso quanto poderíamos imaginar.”

O dr. Hasanbeigi é o autor de um relatório sobre o comércio global de carbono, que calcula que 25% do total das emissões mundiais estão sendo atualmente terceirizadas desta maneira. O relatório define isto como uma “brecha de carbono”, porque os países raramente examinam a marca de carbono do que eles importam.

Há um ano, os legisladores da Califórnia estabeleceram novas normas para a redução do carbono para o aço que o estado compra para os seus projetos.

Alguns ambientalistas a consideram a próxima fronteira da política do clima.

O relatório, que analisa o comércio de 15 mil diferentes setores – de brinquedos a equipamento de escritório a vidro e alumínio – baseia-se em pesquisas anteriores fornecendo os quadros mais detalhados do comércio global de carbono.

Não surpreende minimamente o fato de a China, que se tornou a maior emissora de dióxido de carbono do mundo, continuar sendo a fábrica do planeta. Em 2015, cerca de 13% das emissões da China foram geradas na produção de materiais para outros países. Na Índia, outro país campeão de emissões que cresce rapidamente, a porcentagem é de 20%.

Os Estados Unidos continuam os principais importadores do mundo do que os pesquisadores chamam de “carbono incorporado”. Se os Estados Unidos fossem responsabilizados por toda a poluição que há no mundo, decorrente da produção de automóveis, vestuário e outros bens que os americanos usam, as emissões de dióxido de carbono da nação seriam 14% maiores do que sugerem os seus números referentes ao que é produzido internamente.

Entre 1995 e 2015, enquanto países mais ricos como Japão e Alemanha reduziam as próprias emissões, eles também estavam dobrando ou triplicando a quantidade de dióxido de carbono terceirizado para a China.

Segundo o acordo do clima de Paris, os países são responsabilizados somente pelas emissões produzidas dentro de suas fronteiras. Os especialistas há muito debatem se isto faz algum sentido. Será injusto que a China e a Índia sejam culpadas pelas emissões que ocorrem porque elas fabricam produtos para nações mais ricas? E o fato de também se beneficiarem por terem essas fábricas e empregos?

A migração de indústrias como cimento e aço para outros países também pode deslocar a produção para fábricas menos eficientes submetidas a normas mais brandas em relação à poluição. Uma solução possível para toda esta transferência de emissões seria que todos os países adotassem um imposto global sobre o carbono aplicável igualmente no mundo todo.

Mas, no mundo real, é improvável que isto venha a acontecer em algum momento previsível. E, embora alguns políticos como o presidente Emmanuel Macron, da França, tenham sugerido que a Europa deveria aplicar o seu próprio imposto sobre o carbono a produtos importados, a ideia não ganhou força.

Chris Erickson, o diretor executivo da Climate Earth, uma empresa que ajuda as companhias a avaliarem o impacto ambiental das suas cadeias de suprimentos, afirma que a transparência pode ser reveladora.

A sua companhia criou um banco de dados que pode ser consultado de diferentes combinações concretas, permitindo que os arquitetos procurem materiais que, em alguns casos, tenham uma marca de carbono equivalente a um terço da média do setor.

Isto, por sua vez, poderia pressionar os fornecedores a reduzirem suas emissões. “As próprias companhias que não querem admiti-lo”, disse Erickson, “sabem que uma mudança se aproxima.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Preço do biodiesel na Europa atinge maior patamar em 4 anos e meio

Nessa última semana, o biodiesel feito a partir óleo de colza foi negociado perto de seu maior patamar de preços em quase quatro anos e meio no mercado europeu. Segundo Platts – a agência de notícias especializada nos mercados de energia e commodities – a tonelada do produto fechou a última quarta-feira (03) valendo US$ 1.135,50 no mercado de referência que inclui Amsterdam, Roterdã e Antuérpia. O valor é o mais elevado desde 24 de abril de 2014.

A alta vem sendo puxada pelo aumento nas cotações do diesel. Os contratos futuros do combustível fóssil atingiram a marca de US$ 740,50 por tonelada, pouco abaixo da máxima de quatro anos que é US$ 740,75.

O biodiesel de colza vem ganhando força à medida que os compradores tentam garantir lotes de biocombustível com menor ponto de congelamento em preparação à chegada do rigoroso inverno europeu.

O pico na demanda vem aumentando as margens para os produtores europeus no mercado de pronta entrega chegando a registra US$ 250 por tonelada – as melhores em cinco anos. Isso deverá incentivar o aumento na atividade entre os fabricantes europeus.

Para ampliar sua participação no mercado, produtores locais vêm pressionando a Comissão Europeia para taxar as importações de biodiesel com origem na Argentina.

Fonte: Portal BiodioeselBR

Cientistas dizem que onda de calor na Europa é sinal do aquecimento global

A atual onda de calor que atinge a Europa é um “sinal inequívoco” da mudança climática que a tornou “mais provável”, de acordo com um estudo preliminar que não chega a atribuir essa onda de calor unicamente ao aquecimento global.

Desde o início dessa onda de calor, que vem afetando todo o hemisfério norte há várias semanas, os cientistas apontam que ela é compatível com as tendências anunciadas pelos modelos climáticos.

Mas, em geral, relutam em atribuir unicamente ao distúrbio climático a ocorrência de um evento meteorológico extremo, qualquer que seja.

No entanto, cada vez mais pesquisas estão sendo conduzidas para determinar a posteriori se um evento poderia não ter ocorrido sem a mudança climática causada pelas atividades humanas.

Os pesquisadores da rede World Weather Attribution (WWA) decidiram ir mais rápido e não esperar pelo fim desta onda de calor para iniciar seus cálculos, destacando a natureza “preliminar” de seus resultados.

Eles compararam os três dias consecutivos mais quentes da onda de calor atual, medida em sete estações meteorológicas em seis países (Finlândia, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Noruega, Suécia) aos três dias consecutivos mais quentes registrados todos os anos pelas mesmas estações cujos dados datam do início do século XX.

Usando modelos climáticos, eles concluem que a onda de calor atual era “mais provável” devido ao aquecimento.

“O sinal da mudança climática não é ambíguo”, insiste o comunicado da WWA. Mas os pesquisadores diferenciam as diferentes regiões.

Para a Holanda, Dinamarca e Irlanda, eles acreditam que a mudança climática “mais do que dobrou a probabilidade da atual onda de calor”, ressalta Geert Jan van Oldenborgh, pesquisador do Instituto Holandês de Meteorologia KNMI.

Por outro lado, para as quatro estações mais ao norte, os dados só permitem concluir que a mudança climática aumentou as probabilidades de aquecimento atual, sem quantificar essa probabilidade.

“Para a estação no extremo norte, no Círculo Polar Ártico, a atual onda de calor é simplesmente extraordinária, sem precedentes em dados históricos”, observou Jan van Oldenborgh.

Mesmo afirmando que estão confiantes na confiabilidade de suas conclusões, os cientistas enfatizam que essa análise é “preliminar”, baseada em parte nas previsões de calor para os próximos dias e que um estudo completo “só pode ser feito depois do verão “.

Fonte: Isto é

Por que Brasil se opõe à Europa em corte de emissões de CO2 por navios

Brasil e Europa estão em lados opostos da mesa de negociação em uma batalha que envolve emissão de gases poluentes e transporte de mercadorias pelos mares.

De um lado, países desenvolvidos liderados pela União Europeia querem impor metas ambiciosas de redução de CO2 por navios de carga. Eles argumentam que, se nada for feito, os navios serão responsáveis por um quinto do total de emissões causadoras do aquecimento global nos próximos 30 anos. Uma das propostas é eliminar por completo a emissão de CO2 no transporte marítimo até 2050.

Por outro lado, nações como Brasil, Chile, Argentina e Panamá afirmam que metas como esta prejudicariam duramente as economias de países em desenvolvimento, que dependem do transporte marítimo para exportar produtos primários, como aço, minério e soja. Eles defendem metas diferenciadas para nações mais pobres, que historicamente tiveram menos responsabilidade no aquecimento global.

Ao longo desta semana, um grupo de trabalho da Organização Marítima Internacional, da qual o Brasil também faz parte, tentará chegar a um acordo para ser votado na semana que vem pelo comitê diretor da instituição.

Como o transporte marítimo é internacional – com o carregamento de mercadorias de praticamente todos os países pelos mares -, a decisão sobre os cortes de emissões está a cargo desta instituição, formada tanto por representantes de países como por membros da indústria naval.

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Fonte: BBC Brasil

Toyota anuncia que vai parar de vender carros a diesel na Europa

De acordo com notícia publicada pelo Jornal do Brasil e informações da agência AFP, a montadora Toyota anunciou que vai parar de vender carros a diesel, a partir deste ano, na Europa.

Segundo o presidente da companhia, Johan van Zyl, todo o esforço de produção será concentrado em veículos híbridos.

No final de fevereiro, a Fiat Chrysler também havia tomado decisão semelhante, prometendo encerrar a utilização do combustível até 2020.

Entre os motivos que teria levado as montadores a mudarem suas estratégias estão os recentes escândalos envolvendo a tecnologia diesel, criticada por expelir óxido de nitrogênio e partículas nocivas à saúde e ao meio ambiente.

Cerca de 15% da produção mundial de carros ainda usa essa tecnologia. Paris e outras grandes cidades já anunciaram planos para proibir o combustível.

Biodiesel no Brasil
Começou a valer em março o acréscimo dos atuais 8% para 10% do percentual de biodiesel adicionado ao óleo diesel vendido ao consumidor.

O aumento na mistura entrou em vigor em março do ano passado, após aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em dezembro de 2016. Até então, o percentual da mistura era de 7%. Na ocasião, o CNPE definiu a elevação de 8% no percentual para março do ano passado e 9% para março de 2018.

O percentual de 10% só começaria a valer a partir de março do próximo ano. Mas, em novembro, o CNPE decidiu antecipar a elevação, determinando que ela passasse a valer a partir desta quinta-feira.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), com a antecipação, a expectativa é que demanda pelo biodiesel cresça em 1 bilhão de litros neste ano.

“A estimativa de consumo é de 5,3 bilhões de litros em 2018. A adoção do novo percentual no mês março coincide com o início da safra da soja (principal matéria-prima), melhor período em termos de abundância de oferta”, informou a pasta.

De acordo com o ministério, a medida também abre espaço para “a redução das importações de óleo diesel, agrega valor na agroindústria do biodiesel, com relação direta com outras agroindústrias (grãos, oleaginosas, carnes) e induz a melhora da pauta de exportação do agronegócio (produtos processados ao invés de in natura)”.

Fonte: São Bernardo.info com informações da EBC

Expansão das renováveis na Europa exige investimento de 59 bilhões de euros por ano

Agência internacional de energias renováveis indica que até 2030 a União Europeia poderá expandir de 17% para 34% a quota das fontes limpas no seu consumo de energia.

A Europa conseguirá alcançar uma incorporação de renováveis no consumo de energia de 34% até o ano 2030, mas para isso precisará investir cerca de 59 bilhões de euros por ano, indica um estudo divulgado na última terça-feira (20) pela IRENA, a Agência Internacional de Energias Renováveis.

O estudo indica que a União Europeia tem ao seu alcance uma duplicação da quota de renováveis no consumo energético, que em 2015 se situava em 17%. E todos os países europeus terão potencial para reforçar a penetração das fontes limpas na sua matriz energética.

Segundo o documento, “alcançar uma quota de 34% de renováveis até 2030 exigiria um investimento médio em energias renováveis estimado em 73 bilhões de dólares por ano”, o equivalente, ao câmbio atual, a 59 bilhões de euros anuais.

De acordo com a IRENA, em 2016 a Europa investiu entre 50 e 56 bilhões de dólares (40/45 bilhões de euros) em energias renováveis.

Embora os investimentos para aumentar a quota das renováveis sejam elevados, a agência internacional nota que os efeitos macroeconômicos seriam ainda mais significativos, com um impacto positivo ao nível do emprego gerado. A IRENA indica que as renováveis empregam atualmente 1,2 milhões de pessoas na Europa.

Para atingir os 34% de fontes renováveis no consumo final de energia, a Europa poderá recorrer a um conjunto diversificado de soluções.

Segundo a IRENA, o leque de opções inclui investimentos indutores de poupanças mais acentuadas, como a energia eólica, solar, hídrica e geotérmica, mas também investimentos geradores de poupanças mais moderadas, como bombas de calor, veículos elétricos e energia solar térmica na indústria. Mas a agência identifica também hipóteses que teriam custos adicionais, como a biomassa na indústria, o bio-etanol e o bio-querosene.

Fonte: Expresso

Europa tem “falta de ambição” nas metas para energias renováveis, afirma a Zero

Nesta segunda-feira (18) acontecerá reunião do Conselho de Ministros da Energia da União Europeia.

A Associação Ambiental Zero considera que as propostas que estarão na segunda-feira (18) em discussão no Conselho de Ministros da Energia da União Europeia (UE) apresentam um enfoque “desatualizado”, com “falta de ambição” ao nível das metas para energias renováveis.

Em comunicado, a Associação Sistema Terrestre Sustentável (Zero) revela reservas em relação à reunião e classifica de “fracas” as regras para ajudar os países a fazer a transição energética. “Acresce ainda que se admite um enorme subsidiamento do carvão no mercado da energia na UE e uma promoção na utilização insustentável de biocombustíveis a partir de culturas alimentares”, lê-se no comunicado.

Para a Zero, os governos da UE têm ignorado “o inevitável: que é preciso acelerar a transição energética e aumentar a sua meta de energia renovável em linha com o Acordo de Paris”.

“Os ministros estão perante uma escolha: manter as atuais propostas que permitem que a era do carvão, petróleo e gás poluam indiscriminadamente a nossa atmosfera durante mais uma década ou avançarem para uma economia mais limpa e segura”, prosseguem os ambientalistas.

Sobre a energia renovável, a Zero considera que “a atual meta de 27% de energia renovável na proposta dos governos da UE coloca um travão na transição energética da Europa”.

“A meta deveria aumentar para pelo menos 45%, para ser consistente com o Acordo de Paris”, defende.

Em relação à governança, os ambientalistas recordam que a proposta “não permite impulsionar os investimentos em energias renováveis e eficiência energética, colocando em risco as metas da Europa para 2030 para esses setores”.

No mercado interno da energia, a Zero acredita que “a proposta sobre o desenho do mercado abre a porta à subsidiação do carvão com as novas regras do mercado da energia na Europa”.

“No que se refere aos biocombustíveis, num cenário em que se prevê uma meta para o setor dos transportes de 14%, a proposta prevê manter a meta de contribuição dos biocombustíveis produzidos a partir de culturas nos 7%, excluindo da lista culturas com baixo impacto na mudança indireta do uso do solo.”

São disso exemplo “as culturas de rotação como a colza, contrariando a proposta inicial da Comissão que visava uma redução gradual para 3,8% até 2030, assim como a votação favorável do Comité de Ambiente da Comissão, relativa ao fim da utilização de culturas alimentares para produção de biodiesel em 2030, e de óleo de palma em 2021”.

Para a Zero, “Portugal tem tido neste capítulo uma posição muito negativa, ao defender o uso de biocombustíveis a partir de culturas alimentares, para defender a indústria portuguesa cuja capacidade de produção está claramente acima das necessidades do país”, diz.

Fonte: Público

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