Livro sobre biodiesel tem edição de pesquisadores da Unicamp

Escrita em inglês, obra reúne artigos de especialistas de diversos países, que tratam de diferentes aspectos relacionados à produção do biocombustível

A necessidade de promover a redução do consumo de combustíveis fósseis, cuja queima agrava o processo de mudanças climáticas globais, tem mobilizado cientistas em todo o mundo, que dedicam suas pesquisas ao desenvolvimento de biocombustíveis. Uma das alternativas mais viáveis ao uso do petróleo é o biodiesel, que pode ser produzido a partir de diversas matérias-primas e por diferentes métodos. Um panorama das investigações em torno desse tema é apresentado no livro A Closer Look at Biodiesel Production, que acaba de ser lançado. A obra, que é escrita em inglês e tem como editores três pesquisadores da Unicamp, reúne artigos de especialistas de diversos países, que trazem dados atualizados sobre os principais estudos que compõem esse campo científico.

Foto: Scarpa
O professor colaborador Harrson Santana: um dos objetivos do livro é estimular o investimento em pesquisas na área

Os editores são a pós-doutoranda Luisa Fernanda Rios Pinto, a doutoranda Érika Marques Takase e o pesquisador associado e professor colaborador Harrson Silva Santana, todos da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp. Luisa e Harrson foram convidados para elaborar o livro pela editora Nova Science Publishers, com sede em Nova York (EUA). Diante do desafio, eles convocaram Érika para ajudá-los a organizar a publicação. A obra reúne 13 artigos, a maioria produzida por grupos dedicados à pesquisa com biodiesel. “Contamos com a colaboração de alguns dos mais importantes pesquisadores da área. Eles tratam de diversos temas, entre eles matérias-primas, métodos de catálise e subprodutos originários do aproveitamento dos resíduos gerados pela produção do biodiesel”, revela Luisa.

O tópico “matéria-prima” é um dos que chamam a atenção tanto dos especialistas quanto do eventual público leigo. As primeiras gerações de biodiesel eram produzidas a partir de óleos vegetais e banha animal. Atualmente, há estudos promissores sobre o uso de larvas de insetos e microalgas. Estas últimas, conforme Luisa, constituem uma valiosa fonte de lipídios [leia-se energia]. “As microalgas são abundantes na natureza. Elas são encontradas em grande concentração nos rios e mares. O problema é que o processo para remover a água desses organismos é muito caro, o que inviabiliza economicamente a produção do biodiesel. Entretanto, com o avanço das pesquisas, a tendência é que a ciência encontre uma alternativa para superar essa dificuldade”, entende.

Foto: Scarpa
A pós-doutoranda Luisa Fernanda Rios Pinto: microalgas estão entre as matérias-primas promissoras para a produção do biodiesel

Uma das vantagens do biodiesel, acrescenta Harrson, está justamente no fato de o biocombustível poder ser produzido a partir de inúmeras matérias-primas. “Isso possibilita que utilizemos os insumos disponíveis em cada local, como larva de inseto, microalga, óleo vegetal e até mesmo resíduos gerados pela produção industrial ou pela população. Um dos objetivos do livro é chamar a atenção para essas questões, de modo a estimular o investimento em pesquisas na área. Com isso, o conhecimento vai avançar e poderemos chegar a soluções muito interessantes tanto do ponto de visto econômico quanto ambiental”, analisa.

De acordo com os editores, o Brasil ocupa um importante espaço nessa área do saber, o que faz com que o país dialogue em pé de igualdade com os mais importantes grupos de pesquisas do mundo. “Nós lideramos os estudos sobre o bioetanol no mundo. O livro é uma representação desse nosso destacado papel. Além disso, nós também contamos com uma grande biodiversidade e com condições climáticas que favorecem, por exemplo, o desenvolvimento de plantas que sirvam de matéria-prima para a produção do biodiesel. Estamos enfrentando um momento de crise, com cortes no financiamento da pesquisa, mas temos um enorme potencial que pode e deve ser explorado”, avalia Érika.

Foto: Scarpa
A doutoranda Érika Marques Takase: publicação é representativa do destacado papel da ciência brasileira nas pesquisas sobre biocombustíveis

Os três pesquisadores observam que o livro é voltado à comunidade científica dedicada à pesquisa sobre biodiesel, mas pode interessar também estudantes de graduação de diferentes áreas que buscam um tema para ingressar no programa de iniciação científica. “As investigações nesse campo têm necessariamente que ter abordagens multidisciplinares. Uma área do saber não tem condições, sozinha, de dar todas as respostas às dúvidas que surgem. Os nossos trabalhos, por exemplo, são da área da Engenharia Química, mas contam com a colaboração de químicos, biólogos, físicos e cientistas da computação. Todos são bem-vindos”, pontua Luisa.

Cada editor recebeu três exemplares da editora. Luisa ficará com um exemplar e doará os outros dois, um para a instituição onde se graduou, a Universidad Industrial de Santander, na Colômbia, e outro para a Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro. Érika também doará dois exemplares, um para a Biblioteca Central “Cesar Lattes” (BC-CL) da Unicamp e outro para a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde fez graduação. Harrson também doará um livro para a BC-CL. A publicação pode ser comprada, a US$ 230, no site da editora, neste endereço: https://novapublishers.com/shop/a-closer-look-at-biodiesel-production/.

Fonte: Unicamp

O que é o “Green New Deal”, proposta para enfrentar as mudanças climáticas

No fim de 2018, dois relatórios revelaram que é preciso limitar o aquecimento global a 1,5ºC se quisermos evitar secas em grandes extensões de terra, aumento do nível do mar, deslocamentos populacionais, impactos na agricultura, entre outras consequ~encias. O risco de tudo isso acontecer é grande, visto que a ação humana já elevou a temperatura em 1ºC. Se nada for feito, chegaremos a 1,5ºC em 2030 (ou antes).

Foram esses estudos científicos que motivaram a deputada do Partido Democrata, Alexandria Ocasio-Cortez, e o senador da mesma agremiação política, Ed Markley, na criação de uma proposta com uma série de mudanças e objetivos necessários para lidar com o problema.

-Criação de fundos especiais para projetos que protegem a população de desastres relacionados às mudanças climáticas.
-Suprir toda a demanda por energia elétrica com fontes renováveis.
-Reformar e consertar infraestruturas existentes para diminuir emissões e melhorar a eficiência energética.
-Fomentar indústrias “limpas”, usando tecnologia para reduzir as emissões.
-Preservar terra, plantas e outras soluções que ajudam a retirar gás carbônico da atmosfera.
-Proteger ecossistemas frágeis e ameaçados.
-Reduzir a produção de lixo.
-Substituir os meios de transporte existentes por veículos zero-emissão e investimento em transporte coletivo.
-Promover essas ideias e inovações, tornando os Estados Unidos um país líder na ação de prevenção das mudanças climáticas.

Embora todas as propostas, se aprovadas, não tivessem valor de lei, elas foram recebidas com deboche principalmente pelo presidente do país, Donald Trump, e membros do Partido Republicano. O senador Tom Cotton, por exemplo, do Arkansas, disse em entrevista à uma rádio conservadora que a proposta “confiscaria carros e exigiria que norte-americanos usassem trens movidos a lágrimas de unicórnios”.

A proposta original foi derrotada no Senado. Ela precisava de 60 votos para ser levada adiante, e não recebeu sequer um voto — os senadores Democratas, minoria no Senado (são 49 contra 51), só marcaram presença, sem votar, como forma de protesto. Mas a deputada Ocasio-Cortez está longe de desistir de seu projeto, e agora trabalha em novas propostas menos ambiciosas que tratam do mesmo tema.

Fonte: Revista Galileu

Em missão institucional, ANP divulga Renovabio em Nova York

O diretor da ANP Aurélio Amaral participou hoje (15/5) da “Iso Datagro Sugar and Ethanol Conference”, em Nova York (EUA). O diretor falou sobre o RenovaBio, programa brasileiro para os biocombustíveis.

“O RenovaBio é resultado do esforço e dedicação de diversos representantes do Governo, do Congresso e da sociedade. A ANP conduziu o processo de regulamentação do programa, que se tornou referência e exemplo de política pública”, afirmou.

O evento fez parte da agenda da missão institucional da ANP em Nova York para divulgação do RenovaBio, que inclui também reuniões temáticas ao longo da semana.

Fonte: ANP

Quão competitiva é a produção de biocombustíveis no Brasil e nos Estados Unidos

Os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar e o Brasil ocupa o segundo lugar como os maiores produtores de etanol e biodiesel. Eles representaram 84% da produção mundial de etanol entre eles em 2017 e 26% da produção de biodiesel. Em ambos os países, o etanol combustível e o biodiesel são misturados aos combustíveis de transporte fóssil e, no Brasil, o combustível não-misturado também compete diretamente com a gasolina na bomba. No entanto, como os custos de produção de biocombustíveis, gasolina e diesel variam de país para país, a conseqüente diferença no preço de equilíbrio do etanol e do biodiesel, assim como as medidas de política, afetam a competitividade dos biocombustíveis nos dois países.

QUAIS FATORES AFETAM A ECONOMIA DA PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS NO BRASIL E NOS ESTADOS UNIDOS?

Múltiplos fatores afetam o custo, a precificação e a lucratividade da produção de biocombustível. O custo da matéria-prima é um dos principais determinantes dos custos de produção de biocombustíveis. Para o etanol combustível, o milho é a principal matéria-prima nos Estados Unidos e o Brasil usa principalmente a cana-de-açúcar, e ambos os países usam principalmente soja para a produção de biodiesel. Os preços dessas commodities agrícolas dependem da área plantada, dos rendimentos e condições de colheita, bem como da dinâmica dos mercados, os quais estão sujeitos a flutuações ano a ano. A sofisticação técnica de uma instalação de produção e o preço dos combustíveis usados ​​para energia de processo também influenciam os custos de produção.

O preço dos biocombustíveis também é determinado por outros fatores: por exemplo, os preços são freqüentemente ajustados de acordo com os preços vigentes da gasolina e do diesel para maximizar a margem de lucro. No Brasil, o preço do etanol de cana-de-açúcar flutua com o ciclo de colheita, aumentando durante o período de entressafra de janeiro a março.

Para avaliar a lucratividade da produção de biocombustível, o valor dos co-produtos também deve ser considerado. Por exemplo, a fabricação de etanol combustível à base de milho produz grãos secos de destilaria (DDGs), enquanto a produção de biodiesel a partir da soja resulta em farelo de soja. Ambos são produtos valiosos para alimentação animal e são, portanto, importantes para a economia da produção de biocombustíveis. No Brasil, o bagaço é produzido durante a moagem de cana-de-açúcar e é usado como combustível nas usinas de cogeração da usina para atender à demanda de energia no local e, em alguns casos, fornece eletricidade excedente para exportação. A produção futura de etanol celulósico no Brasil aumentaria a demanda por bagaço como matéria-prima para a produção avançada de biocombustível, aumentando consequentemente seu valor.

QUÃO COMPETITIVOS SÃO OS BIOCOMBUSTÍVEIS COM COMBUSTÍVEIS DE TRANSPORTE BASEADOS EM FÓSSEIS NOS DOIS PAÍSES?

A maior parte do biocombustível produzido no Brasil e nos Estados Unidos é destinada ao consumo interno. No entanto, embora o consumo de biocombustíveis seja obrigatório em ambos os países, sua competitividade com a gasolina e o diesel continua sendo importante para minimizar o custo da conformidade com as políticas. No Brasil, mais de 70% da frota de veículos a gasolina é composta por veículos flex, de modo que o etanol hidratado não misturado deve competir com a gasolina na bomba.

Para avaliar a competitividade relativa de biocombustíveis com derivados de petróleo, os custos de produção de gasolina e diesel devem ser comparados com os de etanol e biodiesel. Os custos de produção de gasolina e diesel são menores nos Estados Unidos do que no Brasil, potencialmente explicados pelas economias de escala proporcionadas pelas refinarias maiores e mais sofisticadas, pelo uso de gás natural de baixo custo como combustível de processo e pela otimização da ardósia da refinaria. produzir maiores volumes de combustíveis para os transportes. O Brasil é um importador líquido de gasolina e diesel, mas a análise da competitividade dos biocombustíveis com produtos petrolíferos importados está fora do escopo desta avaliação.

Os custos de produção de etanol são geralmente ligeiramente mais altos no Brasil do que nos Estados Unidos; em 2017, essa diferença foi da ordem de 6 a 7%. Os custos de distribuição de combustíveis são semelhantes nos dois países, mas os custos mais altos de produção de gasolina no Brasil significam que o etanol combustível é mais competitivo do que nos Estados Unidos. Os custos médios de produção de biodiesel também estão amplamente alinhados, porque a maior parte da produção em ambos os países é baseada em matéria-prima de óleo de soja.

O preço de equilíbrio do óleo para a produção de biocombustível revela que, em 2017 preços do petróleo entre US $ 46 / bbl e US $ 64 / bbl, a produção de etanol no Brasil era geralmente competitiva com a produção doméstica de gasolina, mas não era o caso nos Estados Unidos. Estados. O custo da produção de etanol em ambos os países é geralmente menor do que para o biodiesel, que não era competitivo com o diesel fóssil nos dois países porque, em volume, os custos da matéria-prima de óleo de soja eram quase três vezes superiores aos preços médios do petróleo em 2017.

O aumento dos preços do petróleo bruto em 2017 reduziu os prêmios de custo de biocombustível: o preço médio do petróleo bruto no primeiro semestre de 2017 ficou em torno de US $ 51 / bbl e subiu para US $ 57 / bbl no segundo semestre do ano, elevando a competitividade do biocombustível no Brasil e redução do prêmio do biodiesel sobre o diesel em 30%. O efeito nos Estados Unidos, entretanto, foi mínimo porque, embora os preços mais altos do petróleo tenham aumentado o custo da gasolina e do diesel, os custos de produção de biocombustível também aumentaram ligeiramente. Isso pode ser explicado pelos maiores custos de fertilizantes e energia de processo. No Brasil, a produção de etanol é mais dissociada dos preços dos combustíveis fósseis porque o bagaço é usado como combustível.

Fonte: O Petróleo

O ‘Green New Deal’: a luta contra a degradação ambiental e o aquecimento global, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

O tempo é curto e o Planeta requer muito mais do que boas intenções e propostas políticas de crescimento econômico verde

O ‘New Deal’, originalmente, foi o nome dado ao programa de salvação econômica que o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, implementou entre 1933 e 1937 para combater o desemprego e a pobreza gerados pela grande depressão ocorrida após a quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929. O estadista Roosevelt desafiou o pensamento convencional e os dogmas da ortodoxia econômica para implementar políticas keynesianas, antes mesmo da divulgação da obra magna de John Maynard Keynes, que defendia o crescimento econômico com pleno emprego e justiça social.

Agora, em 2019, surge o “Green New Deal” (New Deal Verde), que é um plano – arquitetado de forma inédita pela ala democrata e progressista do novo Congresso americano – para tentar salvar a vida do Planeta de uma catástrofe sem precedentes que já se vislumbra no horizonte, em função dos efeitos deletérios da degradação ecológica e do aquecimento global.

No dia 07 de fevereiro de 2019, a deputada Alexandria Ocasio-Cortez e o senador Ed Markey, junto com outras lideranças do Partido Democrata, dos Estados Unidos, apresentaram um projeto sobre o “Green New Deal”, delineando um plano ambiental para criar uma economia mais amiga do meio ambiente e de baixo carbono nos EUA, até 2030.

A resolução apresentada propõe ações multissetoriais para o combate à mudança do clima, incluindo uma meta para converter a demanda energética dos EUA em algo próximo de 100% de fontes de energia limpa, renovável e com emissões zero de dióxido de carbono.

A proposta vislumbra um novo modelo econômico que possibilite tirar os Estados Unidos do ranking de países mais poluentes do mundo. A resolução, que pode ser entendida como um projeto de lei, permite que os legisladores que apoiam uma nova visão de mundo, ambientalmente sustentável, divulguem projetos no sentido de promover a transição energética e ambiental.

A proposta foi construída de forma a unir as questões sociais e ecológicas, de acordo com aquilo que os ambientalistas e os movimentos sociais vêm defendendo no sentido de implementar reformas profundas nas políticas sociais e ambientais dos EUA.

O ‘Green New Deal’ propõe realizar 5 objetivos em 10 anos:

  • Zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa através de uma transição justa e correta para todas as comunidades e trabalhadores;

  • Criar milhões de empregos com altos salários, garantindo prosperidade e segurança para toda a população;

  • Investir na infraestrutura e na indústria para enfrentar de forma sustentável os desafios do século 21;

  • Limpar o ar e a água, possibilitar a resiliência climática e comunitária, garantir alimentos saudáveis, acesso à natureza e à um ambiente sustentável para todas as pessoas;

  • Promover a justiça e a equidade, parando as atuais injustiças, evitando as injustiças futuras e reparando a opressão histórica das comunidades fronteiriças e vulneráveis.

O ‘Green New Deal’ também propõe uma mobilização nacional para remodelar a economia dos EUA por meio de 14 projetos industriais e de infraestrutura. Todos os projetos buscarão remover as emissões de gases de efeito estufa e a poluição de todos os setores da economia:

  • Construir os mecanismos necessários para o país criar resiliência contra as mudanças climáticas e os desastres;

  • Reparar e atualizar a infraestrutura dos EUA investindo US$ 4,6 trilhões no mínimo;

  • Atender 100% da demanda de energia por meio de fontes limpas e renováveis;

  • Construir redes inteligentes de distribuição de energia, com eficiência energética e com garantia de acesso universal;

  • Atualizar ou substituir todos os edifícios dos EUA por energia eficiente de última geração;

  • Expandir maciçamente a fabricação de energia limpa (como fábricas de painéis solares, fábricas de turbinas, fabricação de bateria e armazenamento, eficiência energética na fabricação de componentes) e remover a poluição e as emissões de gases de efeito estufa emissões do processo de fabricação;

  • Trabalhar com agricultores e pecuaristas para criar uma agropecuária livre de poluição e de gases de efeito de estufa, garantindo um sistema alimentar que forneça acesso universal a alimentos saudáveis, expandindo a agricultura familiar independente;

  • Reformar totalmente o setor de transporte, expandindo maciçamente a fabricação de veículos elétricos, construir estações de carregamento em todos os lugares, construir trilhos de alta velocidade em uma escala em que as viagens aéreas parem de se tornar necessárias, criar transporte público acessível a todos, com o objetivo de substituir e aposentar todos os veículo com motor de combustão;

  • Mitigar os efeitos de longo prazo na saúde das alterações climáticas e da poluição;

  • Remover os gases de efeito estufa da nossa atmosfera e a poluição pro meio do reflorestamento, preservação e outros métodos de restauração de nossas ecossistemas;

  • Restaurar todos os nossos ecossistemas danificados e ameaçados;

  • Limpar os locais existentes com resíduos perigosos e locais abandonados;

  • Identifique novas fontes de emissão e criar soluções para eliminar essas emissões;

  • Fazer dos EUA o líder do combate às mudanças climáticas e compartilhar as tecnologias os produtos com o resto do mundo para possibilitar um “Green New Deal global”

O ‘Green New Deal’ busca a justiça social e econômica e a segurança através de 15 requisitos:

  • Investimentos federais maciços e assistência às organizações e empresas que participam no novo acordo verde, assegurando um retorno sobre esse investimento;

  • Assegurar que os custos ambientais e sociais das emissões sejam levados em conta;

  • Proporcionar treinamento profissional e educação para todos;

  • Investir em P & D para criar novas tecnologias energéticas limpas e renováveis;

  • Fazer investimentos diretos em comunidades afetadas pela desindustrializadas e que de outra forma seriam prejudicadas pela transição;

  • Utilizar processos democráticos e participativos liderados pelas lideranças das comunidades vulneráveis ​​para implementar projetos de desenvolvimento local;

  • Assegurar que todos os empregos criados sejam trabalhos com direitos sindicais, com contratação local e que paguem salários dignos;

  • Garantir empregos e salários sustentáveis ​​para a família;

  • Proteger o direito de todos os trabalhadores de se sindicalizar e se organizar;

  • Fortalecer e fazer cumprir os direitos à saúde e à segurança no local de trabalho, garantido mecanismos antidiscriminação e os padrões de salário e por hora;

  • Promulgar e aplicar regras comerciais para impedir a transferência de empregos e poluição no exterior e aumentar a fabricação nacional;

  • Assegurar que as terras, águas e oceanos públicos sejam protegidos;

  • Obter consentimento livre, prévio e informado dos povos indígenas;

  • Assegurar um ambiente econômico livre de monopólios e de concorrência injustos;

  • Oferecer assistência médica de alta qualidade, moradia, segurança econômica e limpeza do ar, da água, além de comida saudável e natureza para todos

Evidentemente, não será fácil implementar o ‘Green New Deal’, em primeiro lugar, porque os EUA são um país com baixo nível de poupança e investimento e que estão perdendo espaço para economias mais dinâmicas, como as da Ásia, especialmente a China. Em segundo lugar, é impossível viabilizar um novo projeto verde para os EUA se for baseado no crescimento demoeconômico do país.

Indubitavelmente, a viabilidade do ‘Green New Deal’ requer a adoção da perspectiva do decrescimento das atividades antrópicas, o combate ao consumismo e a defesa dos ecossistemas e da biodiversidade, pois sem ECOlogia não há ECOnomia. Buscar conciliar o lado social com o lado ambiental é uma atitude correta, mas nos últimos dois séculos o enriquecimento humano aconteceu às custas do empobrecimento da natureza.

Como mostraram Martine e Alves (2015), desde que a humanidade ultrapassou os limites da resiliência do Planeta, o tripé da sustentabilidade (crescimento econômico inclusivo, justiça social e sustentabilidade ambiental) virou um trilema e o desenvolvimento sustentável virou um oximoro. Prosseguindo no ritmo dos últimos 200 anos da economia, a Terra pode se tornar um lugar inabitável, como mostra o livro “The Uninhabitable Earth: Life After Warming”(2019), do jornalista David Wallace-Wells. Há diversos indicadores de que o mundo caminha para um colapso ambiental, como mostrou, por exemplo, Luke Kemp na BBC (19/02/2019).

Um “novo acordo ecológico” nos EUA pode ser um passo correto no caminho para se criar um “acordo ecológico global”, que poderia ser um primeiro passo para se evitar um cenário apocalíptico. Neste sentido, as iniciativas da deputada Alexandria Ocasio-Cortez e do senador Ed Markey são bem-vindas. Mas o tempo é curto e o Planeta requer muito mais do que boas intenções e propostas políticas de crescimento econômico verde.

Fonte: EcoDebate

Aquecimento Global: 2018 é o 4º ano mais quente de todos os tempos

Autoridades dos EUA confirmaram que 2018 foi o quarto ano mais quente já registrado. Cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e da NASA revelaram que as temperaturas eram 1,5 graus Fahrenheit mais altas do que a média mundial, que inclui temperaturas entre 1951 e 1980.

As temperaturas em 2018 foram as 4 mais quentes de todos os anos desde 1880. Isso coloca 2018 ligeiramente atrás das três temperaturas médias mais altas registradas: 2016, 2017 e 2015, respectivamente.

aquecimento global também aumenta o nível do mar e gera padrões climáticos cada vez mais extremos. Em 2018, por exemplo, os EUA testemunharam dois dos piores furacões registrados, enquanto os incêndios florestais devastaram a Califórnia.

Em outras partes do mundo, a Índia sofreu inundações em massa, enquanto um tufão desastroso atingiu as Filipinas. A Grécia e a Suécia também sofreram incêndios mortais , e o Ártico teve um dos anos mais quentes de todos os tempos. De fato, os cientistas advertem que o Ártico está experimentando o dobro da taxa de aquecimento de qualquer outra região da Terra.

2018 é mais uma vez um ano extremamente quente em cima de uma tendência de aquecimento global a longo prazo“, explicou Gavin Schmidt, da Nasa. “Os impactos do aquecimento global de longo prazo já estão sendo sentidos – em inundações costeiras , ondas de calor, precipitação intensa e mudanças nos ecossistemas” ele continuou.

Com o aquecimento global não mostrando nenhum sinal de desaceleração, os cientistas acreditam que as temperaturas mais quentes são a nova norma. Este ano já começou com o El Niño na previsão, o que significa que pode ser ainda mais quente que no ano passado. A menos que as emissões de carbono sejam drasticamente reduzidas na próxima década, é possível que possamos ver outro ano recorde até 2023. Mesmo que os governos do mundo excedam as expectativas de redução das emissões de carbono , a desaceleração do aquecimento global será difícil.

Ainda mais preocupante é o fato de termos visto 18 dos 19 anos mais quentes desde 2001. Para referência, as crianças que agora estão se formando no ensino médio têm apenas temperaturas recordes. O ano passado foi o quarto ano mais quente já registrado, mas pode vir a ser leve para as gerações futuras.

Fonte: Meio Ambiente Rio

País vê sinais positivos em trégua entre EUA e China

Guerra comercial começou quando Trump decidiu sobretaxar produtos vendidos nos EUA. Neste fim de semana, governo americano suspendeu por 3 meses a sobretaxa para produtos chineses.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Abrão Neto, avaliou nesta segunda-feira (3) que há “sinais positivos” na trégua entre os Estados Unidos e a China.

A guerra comercial entre os dois países começou quando o presidente americano, Donald Trump, decidiu sobretaxar produtos vendidos nos Estados Unidos, incluindo os chineses.

Neste sábado (1º), Trump anunciou a suspensão do plano de subir de 10% para 25% as tarifas americanas a produtos chineses. A suspensão vale enquanto os Estados Unidos negociam com a China “mudanças estruturais” na política econômica.

Trump também anunciou que a China aceitou reduzir e eliminar as tarifas dos automóveis importados dos Estados Unidos. Os mercados acionários reagiram positivamente aos anúncios.

De acordo com o secretário de Comércio Exterior do MDIC, apesar dos sinais positivos, ainda não há um “retorno ao estado anterior”.

“Foi divulgado um congelamento no avanço da escalada de tensão comercial, só isso já é um sinal positivo. Obviamente, há muitos capítulos dessa conversa comercial e esperamos que eles conduzam a um cenário mais previsível no comércio internacional”, declarou.

Segundo Abrão Neto, do MDIC, essa pausa na guerra comercial é “boa no contexto em que pode vislumbrar um desfecho positivo” para as tratativas. Ele observou que, no curto prazo, o Brasil acabou tendo ganhos nas exportações de soja para a economia chinesa.

Fonte: G1

Trump rejeita relatório sobre aquecimento global

Presidente dos EUA diz que não acredita em conclusões de documento elaborado por 13 agências federais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou nesta segunda-feira (26/11) as conclusões de um relatório do governo americano, que alerta para os graves impactos do aquecimento global na economia e saúde pública dos EUA.

“Eu vi, li um pouco e está tudo bem. Eu não acredito”, afirmou Trump a jornalistas na Casa Branca. O presidente destacou ainda que não acredita nas previsões de impactos devastadores apontados no relatório divulgado na sexta-feira passada.

“Nunca estivemos mais limpos do que somos agora, e isso é muito importante para mim, mas se estamos limpos e todos os outros lugares estão sujos, não é tão bom”, afirmou Trump.

O documento, encomendado pelo Congresso americano, inclui pareceres de 13 agências federais e foi escrito por 300 cientistas. O relatório estima que o país pode perder “muitas centenas de milhares de milhões de dólares” até ao final do século devido às mudanças climáticas. O relatório adverte que o aquecimento global trará caos ao meio ambiente, economia e saúde pública nos EUA.

O relatório aponta como o aquecimento global, resultante da queima de combustíveis fósseis está prejudicando os EUA, e como se manifesta nos diferentes setores da economia, incluindo a energia e a agricultura.

Ele detalha como as temperaturas ascendentes vão ameaçar os campos agrícolas mais baixos, elevar a probabilidade de inundações e incêndios florestais, entravar a produção de energia e aumentar a incidência de doenças tropicais no país. Ainda assim, ação governamental imediata poderia abrandar os impactos mais extremos.

O documento destaca ainda que as mudanças climáticas causarão perdas enormes à infraestrutura e propriedades, além de impedir o crescimento econômico. Com base em numerosos estudos, os autores do relatório asseguraram que 90% do atual aquecimento global é causado pela ação humana.

O relatório contradiz as opiniões de Trump, que tem repetidamente negado a mudança climática como sendo um trote dos chineses. Em 2017 ele retirou os EUA do Acordo do Clima de Paris, um esforço internacional conjunto para combater a elevação das temperaturas globais.

Fonte: Terra

China quase dobra importações de soja do Brasil em outubro por disputa com EUA

Chineses geralmente compram a maior parte de sua soja dos EUA no 4º trimestre, mas tarifa de 25% mudou resultado deste ano; exportações brasileiras estão atipicamente fortes

As importações chinesas de soja do Brasil quase dobraram em outubro em relação ao ano anterior, mostraram dados da alfândega nesta segunda-feira (26), enquanto os compradores buscaram o produto por preocupações com escassez em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos, um importante fornecedor.

A China normalmente compra a maior parte de sua soja dos Estados Unidos no quarto trimestre, quando os embarques norte-americanos dominam o mercado após a colheita dos EUA e as safras brasileiras ainda estão se desenvolvendo.

Os importadores chineses agora estão evitando a soja norte-americana, no entanto, devido a preocupações após a tarifa de 25% que Pequim impôs aos grãos norte-americanos em 6 de julho, em resposta às taxas norte-americanas sobre produtos chineses.

A China importou 6,53 milhões de toneladas de soja brasileira em outubro, ante 3,38 milhões de toneladas no mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Administração Geral das Alfândegas.

O volume, 94% das importações totais da China de 6,92 milhões de toneladas para outubro, caiu em relação aos 7,59 milhões de toneladas de setembro, com as compras diminuindo devido aos grandes estoques.

De outro lado, as exportações brasileiras estão atipicamente fortes para esta época, e os embarques totais do Brasil deverão superar 80 milhões de toneladas em um ano pela primeira vez na história.

As importações chinesas de soja dos Estados Unidos caíram para apenas 66,9 mil toneladas, ante 1,33 milhão de toneladas um ano antes.

As grandes compras pela China do produto brasileiro nos últimos meses levaram a enormes estoques de soja e farelo de soja, que aliviaram as preocupações com a escassez para a indústria de rações no país, dono do maior rebanho de suínos do mundo.

Os estoques nacionais de soja alcançaram um recorde no início de outubro em 9 milhões de toneladas, enquanto os estoques de farelo de soja também foram maiores do que em anos anteriores.

As importações de soja da Rússia em outubro foram de 92,8 mil toneladas, alta de 60% ante um ano antes, segundo cálculos da Reuters.

E a China trouxe 127,6 mil toneladas de soja do Uruguai em outubro, abaixo das 258,8 mil toneladas do ano anterior.

As importações de soja da Argentina em outubro foram de 33,2 mil toneladas, abaixo das 772,7 mil toneladas no mesmo mês do ano passado.

Fonte: G1

Brasil exportou biodiesel para os Estados Unidos em outubro

O Brasil continua tentando encontrar uma porta aberta para o mercado internacional de biodiesel. Em outubro, o país embarco uma carga de um pouco menos de 20 toneladas – cerca de 22 m³ – do biocombustível com destino aos Estados Unidos. Os dados foram divulgados essa semana pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O negócio rendeu um pouco menos de US$ 34,2 mil ao vendedor. Pelo câmbio desta quinta-feira (08) – a R$ 3,74 –, esse montante representa ao em torno de R$ 127,8 mil. Os dados do MDIC também mostram que uma venda quase idêntica a essa foi realizada em julho. Naquela ocasião, cerca de 22 m³ foram embarcados por US$ 29,3 mil.

Em ambos os casos, o biodiesel saiu do porto de Santos (SP).

Janela aberta

Dificilmente esses são volumes que possam ser considerados como de porte comercial, mas sinaliza que há usinas brasileiras tentando abrir o mercado norte-americano.

No ano passado, os Estados Unido importaram um pouco menos que 1,5 bilhão de litros de biodiesel dos quais cerca de 1,1 bilhão de litros saíram da Argentina. Essas vendas renderam US$ 725,8 milhões (R$ 2,71 bilhões) a nossos vizinhos.

Em agosto do ano passado, no entanto, o Departamento de Comércio dos EUA impôs a cobrança de tarifas antidumping contra o biodiesel argentino. Isso fez as importações caírem para pouco mais de 280 milhões de litros no primeiro semestre.

Fonte: BiodieselBR

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