Safra de soja vai a 127,2 milhões de toneladas nos EUA

Volume ficou acima da estimativa por causa da previsão de alta na produtividade nas lavouras

As estimativa do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, na sigla em inglês) apontou uma safra recorde de 127,2 milhões de toneladas de soja. A safra anterior tinha ficado em 119,53 milhões.

O volume, que ficou acima da estimativa média do mercado, ocorreu devido à previsão do órgão americano de uma alta de 2,3% na produtividade das lavouras.

Com safras recordes nos Estados Unidos e em outros produtores, como o Brasil, a produção total de soja deverá subir para 369 milhões de toneladas no mundo, 10% mais do que no ano anterior.

Os estoques finais da safra 2018/19 dos americanos aumentam para 23 milhões de toneladas, 114% mais do que os da safra anterior. Apesar da elevada produção e das restrições da China à compra de soja americana, os Estados Unidos esperam manter um patamar elevado de exportações.

O volume previsto é de 56,1 milhões de toneladas, um pouco abaixo dos 58 milhões de 2017/18.

Etanol As vantagens que o combustível tem sobre a gasolina elevam o consumo nacional para patamares recordes. Com demanda aquecida e preços favoráveis aos consumidores, a produção de álcool dispara.

Volume  Desde o início da safra 2018/19, as usinas do centro-sul já produziram 14,1 bilhões de litros de etanol hidratado, 62% mais do que na safra anterior. A produção total, incluindo o etanol anidro, soma 20,5 bilhões de litros na safra.

Café Com o bom volume exportado no mês passado, o Brasil já colocou 20,5 milhões de sacas no mercado externo até agosto, com receitas de US$ 3,1 bilhões (R$ 13 bilhões). O volume aumentou 4,5%, e as receitas caíram 7,5%, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo

Cúpula em São Francisco busca soluções para a dura realidade climática

São Francisco – Governadores, prefeitos, diretores de empresas e filantropos milionários se reúnem esta semana em São Francisco para atacar o problema do aquecimento global, numa época em que o mundo toma consciência da ameaça da mudança climática que se torna realidade.

Na Cúpula Global de Ação pelo Clima, centenas de cidades, regiões e empresas que valem centenas de milhões se comprometerão a adotar a energia solar ou eólica nas próximas décadas. O governador da Califórnia e anfitrião, Jerry Brown, que começou sua cruzada pelas energias limpas na década de 1970, deu o exemplo na segunda-feira ao aprovar uma legislação de referência, que obriga o estado a eliminar o dióxido de carbono de sua rede elétrica até 2045.

“Temos a oportunidade e a obrigação de fazer nossa parte para lutar contra as mudanças climáticas”, disse à AFP horas antes de transformar o projeto em lei.

“Esta cúpula vai ser uma vitrine para o mundo todo em termos de ação climática”, disse Ethan Elkind, chefe do programa sobre o clima do Centro de Direito, Energia e Meio Ambiente da Universidade da Califórnia, Berkeley.

– ‘Potencial alentador’ – A promessa relacionada com a eletricidade da Califórnia “mostra que é possível ‘descarbonizar’ enquanto a economia continua crescendo e gerando trabalhos”, afirmou à AFP.

Mas a avalanche de promessas e declarações promissoras apontam direto para duas realidades duras e inflexíveis: uma política e outra arraigada na física de um planeta em aquecimento.

Até o momento, a soma de todas as iniciativas locais de redução de emissões de carbono mostra um “potencial alentador”, mas não foram alcançados compromissos mais profundos por parte dos governos nacionais, disse na segunda-feira Erik Solheim, chefe da ONU para o Meio Ambiente.

Depois de permanecerem estáveis por três anos, gerando esperanças de ter atingido seu ponto mais alto, as emissões de dióxido de carbono voltaram a crescer em 2017 até níveis sem precedentes.

“Se não conseguimos mudar a tendência para 2020, corremos o risco de perder o ponto no qual podemos evitar a mudança climática descontrolada”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em um discurso nesta segunda-feira, no qual advertiu sobre um “futuro obscuro e perigoso”.

O acordo de Paris, assinado em 2015 por 196 países, busca limitar o aquecimento global abaixo de 2°C, ou de 1,5°C se possível.

Mas mesmo se os países honrarem o compromisso assumido em um anexo ao tratado, a tendência vai em direção a 3,5°C de aquecimento em nível global.

– Fora do Acordo de Paris – Com apenas um grau Celsius de aumento desde a era pré-industrial, nosso planeta já está lidando com um impacto crescente do clima, incluindo secas mortais, chuvas e grandes tempestades, inundações e aumentos do nível do mar. A política que obstaculiza a transição a uma economia global alimentada por energias limpas em vez de combustíveis fósseis vem da Casa Branca e rejeita as mudanças climáticas por considerá-las uma mentira.

O presidente americano, Donald Trump, retirou o país do Acordo de Paris e criticou as políticas climáticas nacionais e internacionais de seu predecessor, Barack Obama. Como consequência, é pouco provável que os Estados Unidos cumpram suas promessas de redução de emissões de carbono.

Mais preocupante, dizem os especialistas, é o impacto que suas ações podem ter fora do país.

Ainda participando das negociações climáticas da ONU que em dezembro deveria terminar de regulamentar as normas do Acordo de Paris, o governo Trump apresentou na semana passada demandas que poderiam desestabilizar as frágeis negociações.

Até o momento, os Estados Unidos são o único país que abandonou o tratado histórico. Mas o candidato presidencial Jair Bolsonaro disse que também retirará o Brasil do acordo se for eleito em outubro.

Os copresidentes da cúpula climática de São Francisco incluem o ex-prefeito de Nova York e filantropo Michael Bloomberg, a diretora de clima da ONU, Patricia Espinosa, e o principal funcionário do governo chinês para o clima, Xie Zhenhua.

Fonte: UOL Notícias Ciência e Saúde

Estados Unidos oficializam taxas de até 72% sobre importação de biodiesel proveniente da Argentina e da Indonésia

Nesta quinta-feira (04), os Estados Unidos oficializaram a imposição de taxas compensatórias de até 72% sobre as importações de biodiesel provenientes da Argentina. O país norte-americano alega que a sua indústria local do combustível está “materialmente prejudicada por importações subsidiadas”.

A Comissão de Comércio Internacional (TIC, na sigla em inglês) determinou que qualquer ingresso do produto proveniente da Argentina e também da Indonésia será objeto das medidas compensatórias, segundo as resoluções C-357-821 e C-560-831.

Essa porcentagem se estende para o biodiesel que foi importado desde 28 de agosto de 2017, data na qual o Departamento de Comércio publicou as determinações preliminares a respeito do assunto.

As taxas são de 72,28% para a Dreyfus Corporation, de 71,45% para a Vicentín e de 71,87% para as demais empresas que exportam biodiesel aos Estados Unidos.

Em novembro, as autoridades argentinas haviam anunciado que o país irá recorrer ao Sistema de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Tradução: Izadora Pimenta do Notícias Agrícolas

Fonte: AgroVoz

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