EPE participa do 4º Congresso Brasileiro de CO2 na Indústria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Começou nesta quinta-feira, 28 de junho, a 4ª edição do Congresso Brasileiro de CO2 na Indústria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis. O evento estava na agenda de 2018 do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) para os dias 28 e 29 de junho.

O principal objetivo do congresso é debater os aspectos técnicos e científicos associados às emissões de CO2 e promover a integração entre Indústria, Prestadores de Serviços, Associações, Órgãos Governamentais, Centros de Pesquisa e Universidades.

O diretor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, José Mauro Coelho, participou como palestrante do painel: “Emissões de CO2: Cenário Brasileiro“, a fim de discutir os seguintes pontos: Qual é o posicionamento destes setores no país? Quais são as ações e fontes alternativas que veem buscando para minimizar as emissões. A apresentação realizada pelo diretor da DPG está disponível aqui.

O moderador do evento foi Maurício Tolmasquim, professor da UFRJ e ex-presidente da EPE. Também participaram o diretor da ANP, Aurélio Cesar Nogueira Amaral, do coordenador geral de Mudanças Globais de Clima (MCTIC), Márcio Rojas, e do diretor executivo de Tecnologias e Projetos da Raizen, Antonio Alberto Stuchi.

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Crédito das Fotos: ASCOM EPE

Fonte: EPE

Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis 2017: Lei que cria a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) é sancionada

Em 2017, mereceu destaque a promulgação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), cujo objetivo é reconhecer o papel estratégico dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, com relação à segurança do abastecimento e à mitigação das emissões de gases causadores do efeito estufa no setor de combustíveis.

Esta edição da Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis mostra que a combinação de diversos fatores proporcionou uma contração do setor sucroenergético em 2017: o processamento da cana foi de 636 milhões de toneladas, 5,3% inferior ao ano anterior. A queda do preço médio do açúcar no mercado internacional reduziu a atratividade para sua produção, que caiu 2%, atingindo 38,1 milhões de toneladas. Os volumes produzidos de etanol também diminuíram, totalizando 27,7 bilhões de litros, queda de 3,2%. O documento descreve o primeiro saldo negativo na balança comercial deste biocombustível.

O ano de 2017 apresentou o primeiro aumento no licenciamento anual de veículos leves, após um período de quatro quedas consecutivas. Neste ano, a relação entre os preços médios do etanol hidratado e da gasolina C (PE/PG) manteve-se desfavorável ao biocombustível em vários estados, com a razão média nacional estável em 71%. Desta forma, enquanto o consumo de gasolina C cresceu 4%, subindo a 44,3 bilhões de litros, a demanda do etanol hidratado decresceu 7%, alcançando 14,5 bilhões de litros, o que resultou em um aumento na demanda total do ciclo Otto de 2%.

A bioeletricidade proveniente das usinas do setor sucroenergético injetada no SIN manteve-se no mesmo patamar com 2,4 GWméd em 2017, 0,9% superior a 2016.

As emissões evitadas pelo uso de etanol, biodiesel e bioeletricidade da cana em 2017 foram de 47 MtCO2eq, 10 MtCO2eq e 3 MtCO2eq, respectivamente, somando 60 MtCO2eq.

Em relação ao biodiesel, o percentual mandatório foi elevado para 8% em março de 2017. O teor de 10% foi antecipado em um ano, vigente desde março de 2018. Sua produção foi de 4,3 bilhões de litros, 13% superior a 2016.

Esta edição também apresenta um artigo que trata sobre a Política Nacional dos Biocombustíveis (RenovaBio), seus objetivos, possíveis desdobramentos e os trabalhos desenvolvidos pela EPE com vistas a subsidiar o MME. O documento descreve de que forma as ações da EPE buscam cooperar para o êxito dessa importante política pública. A previsibilidade de longo prazo para o setor de biocombustíveis dependerá do adequado balanceamento das metas de descarbonização para os agentes de mercado de combustíveis e para a sociedade civil como um todo.

A nona edição da Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética – EPE está disponível no link:

Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis

Fonte: EPE

Reive Barros será presidente da EPE

O engenheiro eletricista Reive Barros dos Santos será o nome indicado pelo Ministério de Minas e Energia para comandar a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), substituindo Luiz Barroso, que deixou o comando da estatal com a saída do ex-ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. Ex-diretor da Aneel, o novo presidente da empresa esteve reunido nesta quarta-feira (18/4) com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, na sede do MME.

Internamente, a indicação de Reive Barros é tida no MME como um quadro que reforça as prioridades do Ministério com o setor elétrico.  A reforma do setor elétrico e a privatização da Eletrobras são as prioridades da gestão de Moreira Franco na pasta. Hoje, o ministro esteve reunido com o senador Eduardo Braga (MDB/AM) e o deputado Julio Lopes (PP/RJ), presidente e relator da Comissão Mista da MP 814, para discutir o tema.

Reive Barros é engenheiro eletricista graduado pela Escola Politécnica de Pernambuco em 1974. Especialista em administração estratégica, atuou em grandes empresas do setor elétrico nas áreas de distribuição e transmissão de energia elétrica. Também é professor e ministra as disciplinas Distribuição e Transmissão de Energia Elétrica na Escola Politécnica de Pernambuco, da Universidade de Pernambuco (UPE), desde 1977. Foi diretor da Aneel entre 2014 e 2018.

Fonte: E&P Brasil

MME promove 1º Workshop de Políticas Públicas para o PNE 2050

Representantes de 14 Ministérios e órgãos vinculados participaram do “1º Workshop de Políticas Públicas para o Plano Nacional de Energia (PNE) 2050”, realizado na última quinta-feira (12/04), na sede do Ministério de Minas e Energia.

Organizado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético (SPE), o Workshop promoveu um amplo debate sobre Políticas Públicas Setoriais que impactam ou são impactados pela Política Energética Nacional. A avaliação crítica e harmonização dessas políticas e planos setoriais são uma etapa importante do processo de elaboração do PNE 2050.

Coordenado pelo MME e elaborado em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o PNE tem como objetivo o planejamento de longo prazo do setor energético do País, orientando tendências e balizando as alternativas de expansão desse segmento nas próximas décadas.

Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Eduardo Azevedo, a participação inédita de integrantes dos demais Ministérios potencialmente impactados pelo setor energético enriquece o debate e cria condições para que, de modo integrado, possam ser construídas soluções com maiores alcances e benefícios para a sociedade: “A compreensão das necessidades setoriais e a conjugação dos esforços para atendê-las é essencial para assegurar o interesse nacional, de forma sinérgica, responsável, ampla e duradoura. Não podemos prescindir das oportunidades que surgem dessa parceria”, disse.

Dia intenso de trabalho

Os representantes dos Ministérios participaram, ao longo de todo o dia, de mesas de trabalho simultâneas e sessões plenárias, com temas ligados a: estratégias de atendimento à demanda, cadeias produtivas, transportes e mobilidade urbana e temas socioambientais e transversais.

Durante as discussões, cada representante apresentou como esses temas e o tema energia são tratados em seus Ministérios, apontando lacunas, sobreposições e oportunidades de colaboração.

O objetivo foi identificar e compilar informações sobre: políticas, planos, programas e projetos com potencial impacto na produção, disponibilização e uso final de enegia; inovações incrementais e disruptivas (do lado da oferta e do lado da demanda); acordos internacionais e compromissos da agenda sustentável; novos arranjos de negócio; integração energética regional e estratégia nacional.

O Workshop contou com a presença de 78 profissionais, que apresentaram 97 contribuições, a serem avaliadas.

Agenda dos próximos eventos

No início de maio, será realizado o “2º Workshop de Políticas Públicas para o Plano Nacional de Energia”, com participação de Ministérios e órgãos da Administração Pública ligados à área econômica. Outros dois workshops, em maio e junho, terão a participação de associações do setor energético, entidades de ensino, CT&I (ciência, tecnologia e inovação), sociedade civil e outras instâncias de governo.

 

Fonte: MME

Uma visão integrada do Planejamento Energético de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis em uma era de Transição

O presidente interino da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Ferreira Coelho, palestrou na tarde desta terça-feira (10) em almoço/evento promovido pelo Comitê de Energia, Indústria Naval & Offshore da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil – Britcham. O tema da palestra foi: “Uma Visão Integrada do Planejamento Energético de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis em uma era de transição: onde estaremos em 10 anos?”.

A reunião ocorreu no Salão Anexo do Restaurante O Navegador Clube Naval, no centro do Rio de Janeiro. Um dos destaques da apresentação de José Mauro foi o RenovaBio – Política Nacional de Biocombustíveis já sancionada pelo Governo Federal e em fase de implantação, que promoverá, segundo o presidente interino da EPE, “a adequada expansão da produção e do uso de biocombustíveis na matriz energética nacional”.

A Britcham é uma associação nacional sem fins lucrativos, cujo objetivo é incrementar as relações de negócios entre Brasil e Reino Unido, promover debates sobre o ambiente de negócios e atuar no desenvolvimento de oportunidades de negócios para as comunidades empresariais britânica e brasileira. Com mais de 100 anos de atuação no Brasil, a Britcham é a única câmara de comércio no país reconhecida pelos governos brasileiro e britânico, com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Clique aqui e acesse o documento na íntegra.

Fonte: Com informações da Agência UDOP

Relator e governo querem ampliar MP para estimular refino e beneficiamento do petróleo

Representantes do governo e o relator, senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE), defenderam nesta quarta-feira (21) a ampliação da Medida Provisória (MPV) 811/2017 para estimular a indústria de refino e beneficiamento do petróleo.

O texto inicial da MP permite à empresa pública Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA) comercializar diretamente o petróleo extraído do pré-sal que fica com a União. A Lei 12.304/2010, que criou a estatal, exigia a contratação de uma empresa especializada intermediária para a venda dessa produção.

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Carvalho, afirmou, em debate promovido pela comissão mista responsável por analisar a MP, que o Brasil tem a obrigação de ter investimentos em refino e petroquímica.

— Como a gente pode pegar o óleo e o gás que pertencem à União e comercializá-los de uma maneira que possa induzir investimentos? É uma arte que precisa ser construída.

Fernando Bezerra Coelho apontou que a MP pode se transformar em uma indutora no processo de industrialização da cadeia de refino do petróleo.

— Que a gente vá um pouco além e possa criar um arcabouço legislativo para ampliar a capacidade brasileira de refino – disse.

Segundo Bezerra, é inadmissível assistir a uma importação crescente de produtos refinados no momento em que a produção de óleo e gás começa a deslanchar com o pré-sal.

Deficit

Desde 2012, o país tem tido deficit no abastecimento e tem importado derivados de petróleo, conforme o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Aurélio Amaral. Só em dezembro de 2017, informou ele, foram importados cerca de 530 milhões de barris de petróleo em derivados por dia. Esse total equivale à metade do total de petróleo exportado pelo País no mês.

— É um rombo muito grande, que leva energia, traz desequilíbrio na balança comercial e representa um risco para a segurança energética, declarou Amaral. O setor de óleo e gás corresponde a 11% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados da ANP.

Para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Augusto Barroso, o deficit deve piorar com a retomada do crescimento econômico.

— Corroboro que a MP tem de olhar o tema de forma mais integrada, ampla. Precisamos de análises de custo e benefício sobre a melhor forma de usar o recurso — comentou.

Barroso defendeu a ação da EPE para subsidiar a discussão e mostrar como maximizar o valor do óleo e gás da União para o país.

Relatório

A comissão mista ainda terá mais uma audiência pública, na próxima quarta-feira (28), antes da apresentação do relatório final de Bezerra, prevista para o início de abril.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Ceará pode chegar a 125 MW com novas usinas fotovoltaicas até final de 2018

Relatório da EPE indica que quatro das cinco novas unidades deverão iniciar operação a partir do dia 1º de novembro, o que ajuda o Estado a atingir a meta ainda neste ano.

Até o fim de 2018, o Ceará deverá iniciar atividade de 80% dos 150 megawatts (MW) de potencia de geração de energia fotovoltaica, ou solar, contratada pelos leilões de da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atingindo o patamar de 125MW neste ano.

Atualmente, o Estado conta apenas com a operação da Usina de Tauá, que tem a capacidade de 5 MW. Mas com a atualização do total previsto, conforme dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Ceará já ocupa o posto de quinto maior estado na produção de energia solar, com um total de 155 MW.

Segundo os dados repassados pela EPE, quatro usinas de grande porte – as Apodi I, II, III e IV – tem entrega prevista, ou seja, liberação das cargas já integradas à rede de distribuição de energia, para o primeiro dia de novembro deste ano.

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Cada unidade será responsável pela potência de 30 MW, tendo sido investidos cerca de R$ 120 milhões por cada empreendimento. Mas a usina FRV Massapê, responsável pelos 30 MW restantes para completar a potência máxima de 150 MW que devem ser entregues,

está sem previsão de entrega.

De acordo com o Ministério do Planejamento, a usina está em estágio de licitação de obra, com a última atualização sendo feita no dia 30 de junho de 2017. O investimento previsto para esse empreendimento é, segundo a EPE, de R$ 139,49 milhões.

Ainda segundo o relatório, o preço de venda para as unidades é de R$ 300,88 por megawatt/hora (MWh) para as Apodi I, II, III e IV, e de R$ 200,82 por MWh para FRV Massapê.

Com a adição das cinco novas usinas, o Ceará ficará atrás, em potência fotovoltaica, apenas da Bahia, que lidera o ranking com 682 MW, seguida por Minas Gerais, com 501 MW; Piauí (270 MW); e São Paulo (245 MW).

O Rio Grande do Norte e a Paraíba vem logo em seguida na lista, com potência total de 146 MW e 144 MW, respectivamente. Dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSolar).

Capacidade

Mesmo assim, o Estado ainda está bem abaixo do potencial de produção para esse setor de energia renovável, segundo Rodrigo Sauaia, presidente da ABSolar.

“Existe um potencial muito grande da utilização dessa modalidade nas zonas rurais ou na inserção nos prédios públicos e habitação popular. É um potencial inexplorado de um setor que pode até reduzir o custeio da máquina pública”, disse.

Conforme um estudo da EPE, publicado em maio de 2016, o potencial técnico para o Ceará “representa três vezes o consumo final de eletricidade nacional”. No entanto, o aproveitamento dessa capacidade depende de outros fatores, como alguns acordos comerciais.

Para aproveitar o mercado, o Governo cearense sinalizou que deverá apresentar um novo material para ajudar a identificação de pontos de investimento.

“O Estado está produzindo um novo Atlas da energia solar no Ceará e isso irá ajudar empreendedores e pessoas comuns a identificarem possibilidades de investimento. E essa área é bom, pois recupera o dinheiro investido, em média, após 6 anos, com equipamentos que têm garantia de performance de, pelo menos, 25 anos. Então são 19 anos de produção de energia sem gastos”, analisou.

Consumo

Mesmo perdendo nominalmente 2 projetos, passando de 682 para 680, segundo dados da Aneel, o Ceará ainda é o quarto estado do País na geração distribuída de energia. Com um potencial de 12,3 MW, o Estado fica atrás apenas de São Paulo, com 23,8 MW; Rio Grande do Sul (26 MW); e Minas Gerais (37 MW).

A produção dos micro e minigeradores de energia solar cearenses representam 7,1% de todo o potencial do País, que teve registrado cerca de 174,2 MW segundo o último balanço da ABSolar. Atualmente, 469 pontos residenciais foram registrados pela EPE no Ceará. 158 são unidades comerciais e 18 pontos são do setor industrial.

“O Número está muito abaixo do potencial do Estado, se considerarmos que em toda a rede de distribuição, apenas 680 pontos usem energia solar, mas o Ceará já deu o primeiro passo em direção à produção de energias renováveis”, disse Sauaia.

 

Fonte: Ambiente Energia

Brasil toma a decisão política de ingressar à Irena

A Comissão Interministerial de Participação em Organismos Internacionais do Governo Federal aprovou nesta quarta-feira (17/01), por unanimidade, o início do processo de adesão do Brasil à Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). O Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, destacou a importância da iniciativa ao lado do Presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, que chegou hoje de Abu Dhabi da 8º Assembleia Geral da IRENA.

“O Brasil é um dos melhores exemplos da substancial representatividade das energias renováveis na matriz, tanto elétrica quanto energética, e tenho convicção de que poderemos contribuir muito com a Agência e seus países membros. Como país membro, poderemos participar mais ativamente do debate sobre temas relevantes da agenda energética internacional, bem como nos beneficiar das ferramentas e iniciativas desenvolvidas pela IRENA”, afirmou o ministro.

O Ministro ainda lembrou que a IRENA vem realizando um importante trabalho desde sua fundação, há apenas 9 anos, período em que logrou estabelecer-se como autoridade global em energia renovável, e criou um relevante ambiente de debate das políticas de energias renováveis, incluindo os biocombustíveis, em nível mundial.

O alto número de membros que aderiram à Agência nesse curto intervalo de tempo é bastante expressivo. São 152 países membros e cerca de 30 países em processo de adesão, como o Brasil.

A  8º Assembleia Geral da IRENA ocorrida nos dias 13 e 14 de janeiro teve como temas centrais a discussão de políticas públicas para integração de renováveis e eletrificação da mobilidade.

O Presidente da EPE, Luiz Barroso, que representou o Brasil pelo segundo ano consecutivo no encontro, avaliou a importância da entrada do país. “O Brasil é pioneiro em uma serie de políticas para inserção de energia renováveis que foram posteriormente referências para vários países. Sua participação na IRENA colocará o país na elite mundial da nova onda de discussões, exportando e importando o melhor do conhecimento sobre o tema “.

A Agencia Internacional de Energia Renovável (IRENA)

IRENA é uma organização intergovernamental que apoia o desenvolvimento de energias renováveis nos países membros, bem como a redução de emissões de gases de efeito estufa. Criada em 2009, a Agência Internacional teve como foco o fomento às tecnologias eólica e solar produzidas nos países desenvolvidos. A partir de 2011, passou a considerar os bicombustíveis e a energia hidráulica no escopo dos seus trabalhos. A alteração estimulou o ingresso de países em desenvolvimento, como a África do Sul, Índia e China.

A participação brasileira poderá impulsionar a cooperação e a troca de informações entre os países que almejam o desenvolvimento principalmente em bioenergia. Como o Brasil reúne condições ideais para o desenvolvimento de fontes bioenergéticas, muito se beneficia em acompanhar as evoluções tecnológicas em bioenergia desenvolvidas por outros países, além de influenciar, como país líder nessa área, a pauta da Agência no tema.

A participação brasileira na IRENA contribuirá para a Plataforma Biofuturo, iniciativa do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que conta com a participação do MME. As ações do MRE no campo internacional estão compatíveis com o Programa RenovaBio, que foi sancionado pelo Presidente da República em dezembro do ano passado.

O corpo técnico da IRENA poderá também proporcionar mais vantagens para o desenvolvimento da energia solar e eólica no Brasil. Além disso, poderá atrair investimentos, financiamentos e divulgação de processos licitatórios, beneficiando-se do apoio institucional da organização.

Fonte: Assessoria MME

Plano Decenal de Expansão de Energia 2026

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2026 (PDE 2026) é um documento informativo voltado para toda a sociedade, com uma indicação, e não determinação, das perspectivas de expansão futura do setor de energia sob a ótica do Governo no horizonte até 2026. Tal expansão é analisada a partir de uma visão integrada para os diversos energéticos. São resultados do PDE, entre outros: análise da segurança energética do sistema; balanço de oferta e demanda de garantia física; disponibilidade de combustíveis, em particular do gás natural; cronograma dos estudos de inventário de novas bacias hidrográficas; e recursos e necessidades identificados pelo planejador para o atendimento à demanda. Clique aqui para acessar. Fonte: EPE

EPE e o fluxograma explicativo de funcionamento do Renovabio

Visando contribuir para o sucesso do RenovaBio, importante iniciativa governamental que almeja expandir a produção de biocombustíveis, fundamentada na previsibilidade e sustentabilidade ambiental, econômica e social, a Área de Biocombustíveis da Diretoria de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE desenvolveu um fluxograma explicativo da estrutura de funcionamento.

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O fluxograma foi elaborado de acordo com a Proposta de Aprimoramento do Marco Legal de Biocombustíveis (Versão Revisada – Agosto 2017), disponível no site do Ministério de Minas e Energia na Consulta Pública nº 26, que busca detalhar o papel e as ações a serem desempenhados pelas entidades governamentais e agentes econômicos do setor, bem como os documentos que serão gerados ao final dos processos, além das ferramentas a serem empregadas.

O RenovaBio busca o aprimoramento das políticas e de aspectos regulatórios dos biocombustíveis, a fim de colaborar para a superação dos desafios técnicos e econômicos do setor. O fluxograma é uma ação da Área de Biocombustíveis da EPE complementar às Notas Técnicas que detalham os quatro eixos estratégicos desta iniciativa: o papel dos biocombustíveis, sustentabilidade, regras de comercialização e novos biocombustíveis.

Para um maior detalhamento de cada item do Fluxograma RenovaBio, clique aqui.

Fonte: EPE

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