Energias Renováveis ganham isenção de ICMS em todo Brasil

Amazonas, Paraná e Santa Catarina formalizaram na última semana adesões ao Convênio ICMS nº 16/2015, que autoriza os governos estaduais a isentarem o ICMS sobre a energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural, por meio da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica.

A adesão foi oficializada por meio do Convênio ICMS nº 42/2018, publicado no Diário Oficial da União do dia 17 passado. Agora, a medida passará a beneficiar todos os Estados da Federação, abrangendo 100% da população, empresas e produtores rurais do País.

O presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, saudou os Governos dos Estados recém-integrados ao Convênio pela medida.

“A adesão do Amazonas, Paraná e Santa Catarina demonstra o interesse e o comprometimento dos governos amazonense, paranaense e catarinense em acelerar o uso da energia solar fotovoltaica no estado. Este passo só foi possível graças à mobilização e ao apoio do setor solar fotovoltaico brasileiro e de lideranças parlamentares das Assembleias Legislativas do Paraná e de Santa Catarina, respectivamente”, comentou.

“Trata-se de uma medida estratégica para incentivar a população e as empresas a reduzirem custos de energia elétrica pela geração de sua própria energia limpa, renovável e sem emissões de gases de efeitos estufa a partir do sol e de outras fontes renováveis. Esta decisão promoverá novos investimentos privados, movimentará a economia dos estados, atrairá mais empresas e gerará novos empregos locais de qualidade em suas regiões”, acrescentou.

Na visão de Sauaia, a adesão dos três estados representa um marco histórico relevante, pois completa a participação de todos os Estados do País ao Convênio ICMS nº 16/2015, medida defendida pela entidade desde a criação do Convênio e que demandou mais de três anos de trabalho em conjunto com diversos atores governamentais, parlamentares, agentes privados e entidades da sociedade civil até sua concretização.

Apesar do avanço, o executivo alerta que, devido a ajustes regulatórios ocorridos em 2015 e 2017 na Resolução Normativa nº 482/2012 da Aneel, são necessárias correções ao Convênio ICMS nº 16/2015, para atualizá-lo e padronizá-lo às novas regras em vigor.

“A Aneel identificou barreiras e aprimorou a sua Resolução Normativa para este segmento de mercado, abrindo espaço para novos modelos de negócio e novas faixas de potência na geração distribuída. Infelizmente, o Convênio não reflete estas novas condições e está defasado frente à regulamentação da agência, o que provoca uma nova barreira tributária para o avanço das fontes renováveis nos estados”, explicou.

Para superar este desafio, a Absolar propõe duas alternativas: (i) a atualização do Convênio ICMS nº 16/2015; ou (ii) o estabelecimento de um novo Convênio, autorizativo e por adesão, alinhado à regra atual da Aneel e que permita aos estados apoiadores das fontes renováveis corrigir este problema e recuperar a atração de novos investimentos privados e empregos para suas regiões.

Fonte: Ambiente Energia

É possível termos energia 100% renovável?

Já é perfeitamente normal surgirem notícias que, durante algumas horas do dia, um território ou um país conseguiram funcionar exclusivamente com energia produzida por energias renováveis. E a necessidade de reduzir o impacto ambiental da exploração e produção de energia com combustíveis fósseis vai servir como pressão para fazer com que isto aconteça mais vezes. Mas será que um dia vai ser possível que toda a energia seja 100% renovável, em qualquer altura do dia?

O principal problema para a geração de energia renovável tem a ver com o espaço. Centrais solares e eólicas não são tão eficientes como térmicas, e as hidroelétricas estão limitadas pela geografia. Junte-se a isso o problema de que existem em que não há vento ou sol, enquanto as térmicas podem continuar a funcionar desde que haja combustível à mão. Estes e outro problemas foram expostos num artigo publicado no jornal científico Renewable and Sustainable Energy Reviews.

Estas críticas levaram um grupo de investigadores de quatro universidades europeias (Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, Universidade Tecnológica de Lappeenranta, Universidade Tecnológica de Delft e Universidade de Aalborg, na Alemanha, Finlândia, Holanda e Dinamarca, respetivamente) e um laboratório sul-africano (SACSIR) a preparar uma resposta, indicando as vantagens de como a simples passagem para 100% de renováveis vai tornar o consumo de energia mais eficiente.

A transformação em energia, vindo de uma fonte primária, tem menos perdas energéticas (petróleo tem que ser refinado, nuclear exige medidas de segurança que consomem energia), e podem evitar-se também o consumo na mineração e transporte destas fontes. O potencial energético de 100% de fontes renováveis é de 620 terawatts a nível mundial.

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Fonte: Motor 24

UE e Cuba aprofundam aproximação com acordo sobre energias renováveis

A União Europeia (UE) e Cuba assinaram na última terça-feira (15) um acordo para promover as energias renováveis na ilha, o primeiro após a normalização de suas relações diplomáticas, que estão decididos a aprofundar independentemente de Washington.

A reunião do Conselho Conjunto UE-Cuba é “uma pequena grande notícia positiva em um mundo cada vez mais conflituoso, o que mostra que o compromisso, o diálogo e a perseverança podem dar bons resultados diplomáticos”, disse a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, após se reunir com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

Bruxelas e Havana começaram uma nova etapa em suas relações no último 1º de novembro com a entrada em vigor do Acordo de Diálogo Político e Cooperação, cuja assinatura meses antes pôs fim à chamada Posição Comum de 1996 que limitava a cooperação a avanços em direitos humanos.

Esta normalização ocorreu em plena mudança de ventos em Washington. Após a aproximação do ex-presidente americano Barack Obama, seu sucessor na Casa Branca, Donald Trump, paralisou o degelo com as autoridades da ilha, afetada por um embargo americano desde 1962.

A nomeação, em 19 de abril, de Miguel Díaz-Canel como presidente cubano, após os governos de Fidel e Raúl Castro, tampouco mudou a postura de Washington, que reiterou sua prioridade de libertar Cuba, onde permanece o “legado de tirania” dos líderes da revolução de 1959.

Neste contexto, o chanceler cubano agradeceu Mogherini pela tradicional posição cubana contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, ressaltando que o atual mandatário “aumentou a agressividade em sua aplicação extraterritorial [de suas sanções] contra bancos e companhias europeias”.

A UE, que também enfrenta a diplomacia de Trump na questão do acordo nuclear iraniano, opta por manter sua estratégia de diálogo com as autoridades como “a melhor forma de acompanhar as transformações em Cuba”, disse à AFP um alto funcionário europeu.

– Investimentos internacionais –

Os europeus esperam que sua cooperação econômica com a ilha melhore a vida dos cubanos e estabeleça assim as bases para uma maior abertura política no país latino-americano, onde o Partido Comunista (PCC, único), com Raúl Castro à frente até 2021, representa o núcleo do poder cubano.

“Há mudanças simbólicas. Pela primeira vez, temos um presidente que não participou da revolução, que não é um militar”, mas “precisa-se de tempo para medir o impacto que isto terá na linha política do país”, detalhou esta fonte, que pediu anonimato.

Enquanto isso, a UE começou a implementar sua estratégia de cooperação com a assinatura, nesta terça-feira, de seu primeiro convênio de financiamento, no valor de 18 milhões de euros, para apoiar Cuba em seu objetivo de gerar 24% de eletricidade em 2030 por meio de energias renováveis.

Outro dos objetivos, como explicou o comissário europeu de Cooperação e Desenvolvimento, Neven Mimica, é ajudar a ilha socialista a “atrair investimentos” estrangeiros para o setor da energia e “intercambiar práticas” para avançar na agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Os europeus também preveem financiar a partir do fim do ano um programa de apoio à segurança alimentar resistente ao clima e sustentável em Cuba, com uma contribuição de 19,65 milhões de euros.

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Fonte: AFP

Países emergentes devem sofrer mais com os impactos das mudanças climáticas

 Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), acredita que países emergentes, como o Brasil, e demais nações devam investir em eficiência energética para evitar um desastre ainda maior

Os impactos causados pelas emissões de gases de efeito estufa no setor energético são cada vez mais evidentes e apontam para uma crise ambiental em escala planetária sem precedentes. Contudo, estima-se que o provável esgotamento das reservas mundiais de combustíveis fósseis permita que as energias renováveis ​​ganhem cada vez mais espaço no cenário mundial.

Diante disso, autoridades do mundo todo se reuniram na Alemanha, na 4ª edição do Berlin Energy Transition Dialogue, de 17 a 18/04, para debater as medidas necessárias para evitar os impactos mais severos das mudanças climáticas e atender as metas do Acordo Climático de Paris.

A solução é o real comprometimento das nações em investimento em tecnologias de baixo carbono, energias renováveis e eficiência energética. Em entrevista exclusiva ao Último Instante, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), Fatih Birol, falou do Brasil no cenário internacional de energias renováveis, da responsabilidade em ajudar a limitar a elevação da temperatura global e quais são os desafios que o mundo tem pela frente nessa jornada.

“O Brasil tem sido líder na produção biocombustíveis e isso inspira muitos países em diferentes partes do mundo como na Ásia ou na África”, ressaltou Birol.

Nomeado pela revista Forbes como uma das pessoas mais influentes na cena de energia do mundo e reconhecido pelo Financial Times como personalidade energética do ano em 2017, o executivo acredita que a matriz energética mundial é a grande responsável pelos impactos mais severos das alterações no clima e os efeitos serão sentidos com mais intensidade nos mercados emergentes, como o Brasil.

“Além das mudanças climáticas, a energia é responsável pela poluição do ar em muitos lugares, especialmente em países emergentes”.

Neste contexto, a mudança para uma matriz energética mais limpa representa um dos grandes desafios mundiais deste século. Confira os principais trechos da entrevista:

Como o senhor avalia a política energética brasileira?

O Brasil fez história na busca por novas tecnologias que substituem fontes de energia antigas e isso gerou uma grande mudança de paradigma. O país, que há muitos anos era um grande importador de petróleo, está se tornando um grande exportador. Isso aconteceu de duas maneiras diferentes. Número um: a produção de petróleo do Brasil em offshore [localizada em alto mar] aumentou. E dois, porque o Brasil utiliza muitas fontes renováveis, como biocombustíveis, hidrelétricas, entre outras, para reduzir o consumo interno de petróleo.

O Brasil é referência em energias renováveis. É líder em hidroeletricidade, mas desperdiça o favorável potencial solar disponível. Como solucionar isso?

Todos os países precisam ter um mix de energias renováveis. O Brasil é referência em hidrelétricas, biocombustíveis, mas o incremento de tecnologias como eólica e solar farão um perfeito sentido econômico no contexto energético brasileiro.

As mudanças climáticas já são sentidas em todo o mundo. Onde isso será mais evidente?

Além das mudanças climáticas, a energia é responsável pela poluição do ar em muitos lugares, especialmente em países emergentes. Esta é uma razão para milhões de mortes em países em desenvolvimento. Sabemos que hoje bilhões de pessoas não têm acesso à eletricidade em diferentes partes do mundo, especialmente na África e partes da Ásia.

E as economias emergentes estão fazendo o seu papel para evitar os efeitos mais trágicos das mudanças climáticas?

O Brasil tem sido o líder na produção/consumo de biocombustíveis e isso inspira muitos países em diferentes partes do mundo como na Ásia ou na África. Estamos muito felizes em ter o Brasil como membro da Agência Internacional de Energia (IEA) e trabalhamos em estreita colaboração com o governo. Estou impressionado com o que a China está fazendo em renováveis. O crescimento da capacidade de energia renovável na China nos próximos 20 anos deve ser maior do que na Europa, nos EUA e no Japão juntos.

Mas o uso de energias renováveis vem crescendo de maneira significativa a fim de frear as mudanças climáticas?

Felizmente as demandas globais de energia no ano passado aumentaram duas vezes mais do que no ano anterior. Isso foi impulsionado por um crescimento econômico global muito bom. Vemos também que, dois campos floresceram: energias renováveis, solar e eólica, mas ao mesmo tempo o consumo de gás natural também cresceu. O gás natural teve ano de ouro nos últimos dez anos, principalmente como resultado do uso crescente na Ásia. Por outro lado, o uso de carvão, após dois anos de declínio, começou a aumentar em 2017, principalmente no setor de energia. Olhando para este cenário, temos uma vitória e um desafio. Quando olhamos para a imagem da energia hoje, vemos, por um lado, um grande crescimento econômico, interconexão e eletrificação em todo o mundo, mas ao mesmo tempo dois terços das emissões que causam as mudanças climáticas.

O mundo está preparado para a transição de uma matriz energética descentralizada e mais limpa?

Acreditamos que a transição de energia limpa precisa contar com energias renováveis, ​​de eficiência energética e outras tecnologias limpas. As tecnologias e políticas de eficiência energética reduzem as emissões de CO2, reduzem a poluição do ar, trazem benefícios econômicos e segurança energética. Para atingir nossas metas climáticas, precisamos gerar trilhões de dólares em investimentos em eficiência energética. Carros, edifícios, motores nas indústrias, tudo girando de forma eficiente e assim por diante. Esse processo exige dinheiro adicional em relação às instalações convencionais. Se você colocar um dólar a mais para tornar o consumo de energia mais eficiente, você recebe de volta três dólares ao longo da vida útil deste carro, deste prédio, desta lâmpada.

Por que isso não funciona?

Pelo seguinte motivo: você põe um dólar hoje e obtém três dólares em vários anos. Cinco anos, seis anos. Esse é exatamente o papel dos governos. Hoje, por exemplo, dois de cada três prédios construídos no mundo não têm critérios de construção, estão sendo construídos agora e esses prédios estarão conosco por várias décadas.

E o que fazer diante disso?

Utilizar todos os meios, todas as tecnologias que possam nos ajudar a alcançar os objetivos climáticos. Em termos de emissões de dióxido de carbono, ano a ano as emissões globais de CO2 aumentaram, exceto em 2009, quando tivemos a crise financeira. Somente políticas de eficiência podem estabilizar nossas emissões de CO2. Apenas eficiência, esqueça todas as outras coisas.

Fonte: Último Instante

Trump irá propor mudanças “radicais” em leis de biocombustíveis, diz fonte

Medidas podem incluir expansão do programa de exportação de etanol e redução do número de isenções para as pequenas refinarias do país

A administração do presidente norte-americano, Donald Trump, irá propor em breve mudanças “radicais” para as leis de biocombustíveis no país, que incluem expandir o programa de exportação de etanol e reduzir o número de isenções para as pequenas refinarias do país, disse uma fonte com conhecimento do assunto à Reuters na última sexta-feira (11).

O Padrão de Combustível Renovável dos EUA (RFS, na sigla em inglês) exige que as refinarias ou misturem biocombustíveis como o etanol à base de milho ao combustível ou comprem créditos dos que misturam.

O governo Trump está nos “últimos estágios” de propor formalmente mudanças para o RFS, após o presidente ter passado os últimos meses tentando negociar um acordo entre as rivais indústrias de milho e petróleo.

A Casa Branca não respondeu  a um pedido de comentário.

Fonte: Reuters

Califórnia passa a exigir energia solar em novas residências

A Califórnia acaba de emitir o sinal mais claro de que a geração de energia em telhados está deixando de ser um nicho do mercado e se tornando a norma.

Na quarta-feira (9), o estado se tornou o primeiro dos EUA a exigir painéis solares em quase todas as novas residências. A maioria das novas unidades construídas após 1º de janeiro de 2020 será obrigada a incluir sistemas solares como parte dos padrões adotados pela Comissão de Energia da Califórnia.

Embora seja um impulso para a indústria solar, os críticos alertaram que a medida também elevará em quase US$ 10 mil o custo de comprar uma casa. As ações da Solar subiram com a decisão. As ações das construtoras residenciais caíram.

A medida ressalta como os painéis solares de telhado, que antigamente eram um luxo reservado às casas de proprietários ricos com tendências ecológicas, estão se tornando uma fonte de energia convencional, com a Califórnia –o maior mercado de energia solar do país– abrindo o caminho.

Califórnia investe em energias renováveis

O estado há muito tempo está na vanguarda de políticas energéticas progressivas, desde o estabelecimento de padrões de eficiência energética para os eletrodomésticos até a instituição de um programa que abarca toda a economia para conter os gases causadores do efeito estufa.

O requisito para a moradia faz parte do esforço do governador Jerry Brown para reduzir as emissões de carbono em 40% até 2030 e oferece um modelo para outros estados.

“Isso é muito significativo”, disse Morten Lund, presidente de uma iniciativa de armazenamento de energia do escritório de advocacia Stoel Rives.

“Essencialmente, isso poderia transformar o painel solar residencial em um eletrodoméstico, como um aquecedor de água. De certo modo, isso iria acabar acontecendo, mas as coisas estão avançando mais rápido do que a maioria das pessoas imaginava.

” A Sunrun, maior instaladora de painéis solares residenciais dos EUA, chegou a avançar 6,4% antes de fechar a US$ 9,83 em Nova York na quarta-feira. A Tesla subiu 1,7%, e a SunPower, quase 7%. A KB Home, que tem exposição significativa ao mercado da Califórnia, caiu 5,3%.

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Fonte: Bloomberg

Costa Rica pode ser o primeiro país descarbonizado do mundo

O novo presidente da Costa Rica está determinado a acabar com os combustíveis fósseis em todo o país e foi exatamente isso que ele disse em sua posse. Certamente, é um passo muito importante para o futuro sustentável do país que está tomando uma decisão pioneira visando à qualidade de vida e principalmente as gerações futuras.

Durante sua posse, Carlos Alvarado, discursou sobre a importância da “tarefa titânica que será abolir o uso de combustíveis fósseis ”, sem prejudicar a economia do país, garantindo assim uma abertura para o uso de tecnologias e energias renováveis.

No percurso, até o local onde seria realizada a cerimônia de posse, Alvarado, de 38 anos, teve a oportunidade de dirigir um ônibus movido a hidrogênio e aproveitou para falar sobre a importância de acabar com os combustíveis fósseis no país o mais rápido possível.

O objetivo do presidente é dar início ao projeto e impedir o uso de combustíveis fósseis já em 2021 que marca o 200º ano da independência do país.

O país gera mais de 99% de sua eletricidade por meio de fontes renováveis. Contudo, especialistas dizem que chegar rapidamente a zero emissões de carbono, no setor de transportes, pode ser complicado. Oscar Echeverría, presidente da Associação de Importadores de Veículos e Máquinas, disse que: “Se não houver infraestrutura preparatória, competência, preços acessíveis e gerenciamento de resíduos, estaríamos levando este processo ao fracasso. Precisamos ter cuidado”.

O pesquisador de energia da Universidade da Califórnia em Berkeley, José Daniel Lara, disse que pode ser irreal cortar completamente os combustíveis fósseis em poucos anos, mas o plano pode abrir caminho para ações mais rápidas,“Uma proposta como esta deve ser vista por seu valor retórico e não por sua precisão técnica”, ressaltou.

Fonte: Meio Ambiente Rio

Energia renovável emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo

O setor de energia renovável, incluindo as grandes hidrelétricas, emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo, de acordo com dados da quinta edição do relatório Renewable Energy and Jobs – Annual Review, lançado ontem (8) na 15º Reunião do Conselho da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), em Abu Dhabi. De acordo com o relatório, em 2017 foram criados mais de 500 mil empregos, um aumento de 5,3% em relação a 2016.

Segundo a Irena, organização intergovernamental global com 156 membros, a China, o Brasil, os Estados Unidos, a Índia, Alemanha e o Japão continuam a ser os maiores empregadores do mercado de energia renovável no mundo, representando mais de 70% de todos os empregos no setor globalmente.

“Embora um número crescente de países esteja colhendo os benefícios socioeconômicos das energias renováveis, a maior parte da produção ocorre em relativamente poucos países e os mercados domésticos variam enormemente em tamanho”, avalia a agência.

Para a Irena, a economia global poderá criar até 28 milhões de empregos no setor até 2050, com a descarbonização do sistema energético. Os dados mostram que a produção de energia solar fotovoltaica continua sendo o maior empregador de todas as tecnologias de energia renovável, respondendo por cerca de 3,4 milhões de empregos. A estimativa é que a China responda por dois terços dos empregos fotovoltaicos, equivalente a 2,2 milhões, o que representa uma expansão de 13% em relação a 2016.

Ao lado da China, Blangladesh, Indía, Japão e os Estados Unidos são os principais empregadores no mercado de energia solar fotovoltaica no mundo. Juntos, os cinco países respondem por cerca de 90% dos empregos em energia solar fotovoltaica em todo o mundo.

Brasil

No Brasil, o relatório destaca que o número de empregos no segmento de biocombustíveis aumentou 1% em 2017, totalizando 593 400 postos de trabalho. “Os empregos em etanol diminuíram devido à constante automação e ao declínio da produção de etanol”, aponta a agência.

Apesar da queda na produção de empregos no setor de etanol, a agência disse que houve compensação com os empregos gerados pelo biodiesel. A Irena estima que o Brasil empregou 202 mil pessoas no setor de biodiesel em 2017, 30 mil a mais em relação ao ano anterior.

Já no que diz respeito à indústria eólica, o levantamento estima que o setor emprega cerca de 33.700 pessoas na fabricação, construção, instalação, operação e manutenção. Em 2017, a indústria eólica fechou o ano com 12,8 GigaWatts (GW) de energia acumulados.

De acordo com a agência, novas instalações no mercado de aquecimento solar no Brasil caíram 3% em 2017. O emprego total em 2017 foi estimado em cerca de 42.000 postos de trabalho, com cerca de 27.500 na indústria transformadora e 14.500 na instalação.

Segundo Adnan Z. Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável, a energia renovável tornou-se um pilar do crescimento econômico de baixo carbono para governos em todo o mundo, um fato refletido pelo crescente número de empregos criados no setor. Ainda segundo o diretor da agência, os dados também ressaltam um quadro cada vez mais regionalizado, destacando que os benefícios econômicos, sociais e ambientais das energias renováveis são mais evidentes nos países onde existem políticas atraentes para o setor.

Acesse aqui a íntegra do relatório.

Fonte: Agência Brasil

Brasil precisa de metas ambiciosas de eficiência energética, dizem participantes de audiência

O país precisa trabalhar com metas ambiciosas de eficiência energética, afirmaram os especialistas ouvidos nesta quinta-feira (3) pela Comissão Senado do Futuro. A iniciativa da audiência foi do senador Hélio José (Pros-DF), segundo o qual o Brasil precisa melhorar a sua eficiência na produção, distribuição e consumo de energia elétrica. O parlamentar ressaltou que “energia não pode ser jogada fora”, especialmente com a expectativa de retomada do crescimento econômico.

— Deve-se aumentar os índices de eficiência energética para podermos ter uma retomada do crescimento de maneira saudável. Devemos trabalhar para reduzir as perdas elétricas. Devemos educar os jovens para que aprendam a não desperdiçar energia, a poupar energia — disse o senador.

Urbanista e especialista em eficiência energética, Alexandra Albuquerque Maciel, coordenadora de mudanças climáticas do Ministério do Meio Ambiente, destacou que a máquina pública tem uma importante parcela no consumo de energia no país. Ela explicou que o ministério está realizando projetos de redução do consumo de energia em várias instalações do governo. Alexandra também afirmou que a legislação do Brasil para o setor é considerada avançada, mas é preciso colocá-la em prática.

Hélio José lembrou que atualmente, o Brasil produz apenas um gigawatt de energia a partir de fontes renováveis, como a eólica e a fotovoltaica. E que a China, que tem 30% menos de captação solar que o Brasil, produz 100 gigawatts somente nessas duas fontes não-poluentes e renováveis.

Em resposta, a coordenadora de eficiência energética do Ministério das Minas e Energia, Samira Sana Carmo explicou que o Brasil trabalha com as metas do Acordo de Paris, que preveem o aumento da participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para 18% até 2030. Além disso, o país mira na economia de energia, disse Samira.

— Estamos trabalhando para em 2030 termos poupado quase um terawatt na produção brasileira. Isso é quase o produzido por uma hidroelétrica como Itaipu — declarou.

Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Conservação de Energia (Abesco), o engenheiro Alexandre Sedlacek Moana lembrou que a eficiência energética é realizar o mesmo trabalho com menos energia. E salientou que os países que tiveram políticas que determinaram a eficiência energética, como o Japão, conseguiram reduzir seus custos e seus desperdícios.

— Programas como a etiquetagem dos eletrodomésticos, como Procel [Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica], tiveram grande efeito nos fabricantes e nos consumidores. Devemos fazer o mesmo na área de consumo, como em indústrias e no comércio, com metas e planos de eficiência para a redução do consumo — completou.

Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Relatório de CO2 da IEA – Renováveis ​​Atendem 25% do Crescimento da Demanda Global

IMAGE @ IEA

Dióxido de carbono (CO2)

As emissões globais de CO2 relacionadas à energia aumentaram 1,4% em 2017, atingindo uma alta histórica de 32,5 gigatoneladas (Gt), uma retomada do crescimento após três anos de emissões globais permanecendo estáveis. O aumento das emissões de CO2, no entanto, não foi universal. Enquanto a maioria das principais economias viu um aumento, algumas outras experimentaram declínios, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, México e Japão. A maior queda no declínio veio dos Estados Unidos, principalmente devido à maior implantação de renováveis.

Últimas tendências em renováveis

As renováveis ​​tiveram a maior taxa de crescimento de qualquer fonte de energia em 2017, atendendo a um quarto do crescimento da demanda global de energia no ano passado. A China e os Estados Unidos lideraram esse crescimento sem precedentes, contribuindo com cerca de 50% do aumento da geração de eletricidade baseada em renováveis, seguida pela União Européia, Índia e Japão. A energia eólica foi responsável por 36% do crescimento da produção de energia baseada em renováveis.

O setor de energia desempenhou o papel mais importante no crescimento da energia de baixo carbono, com a geração de eletricidade baseada em renováveis ​​crescendo 6,3% (380 TWh) em 2017. As energias renováveis ​​agora respondem por 25% da geração global de eletricidade.

A China e os Estados Unidos juntos representaram metade do aumento da geração de eletricidade baseada em renováveis, seguida pela União Européia (8%), Japão e Índia (com 6% de crescimento cada). O crescimento da energia eólica e solar fotovoltaica em 2017 foi sem precedentes; a energia eólica foi responsável pela maior parcela do crescimento total de renováveis, de 36%, seguida pela energia solar fotovoltaica (27%), hidrelétrica (22%) e bioenergia (12%).

A China respondeu por 40% do crescimento combinado de energia eólica e solar fotovoltaica, com novas adições recorde de capacidade e uma redução na taxa de contingenciamento. Quase 40% do aumento da energia hidrelétrica foi nos Estados Unidos, enquanto a União Européia reduziu a produção de hidrelétricas em quase um décimo. A União Européia, China e Japão responderam por 82% do crescimento global de bioenergia em energia.

A China ultrapassou os Estados Unidos para se tornar líder mundial em geração de eletricidade baseada em renováveis ​​não-hidrelétricas. A capacidade solar fotovoltaica global aproximou-se de 400 GW no final de 2017. Foi um ano extraordinário para a adição de energia solar fotovoltaica na China, com mais de 50 GW de nova capacidade, superando as adições de capacidade combinada de carvão, gás e energia nuclear e de 35 GW em 2016. A nova capacidade de energia solar fotovoltaica adicionada na China somente em 2017 é equivalente à capacidade total de energia solar fotovoltaica da França e da Alemanha juntas.

Nos Estados Unidos, 10 GW de energia solar fotovoltaica foram adicionados em 2017, uma queda de 30% em relação a 2016, mas ainda é o segundo ano mais alto já registrado. Na Índia, um recorde de 8 GW de capacidade solar fotovoltaica foi adicionado em 2017, o dobro das adições observadas em 2016. Na União Europeia a energia eólica registrou um ano recorde de 15,6 GW de capacidade, dos quais 3,1 GW foram offshore, também um recorde. Com o crescimento contínuo da energia eólica onshore, a capacidade eólica global (onshore e offshore) alcançou cerca de 510 GW.

Fora do setor de energia, apenas um aumento modesto da produção de biocombustíveis de 2% (50 kb / d) foi observado em 2017, ligeiramente inferior ao crescimento do ano anterior, refletindo uma tendência de queda de longo prazo no investimento em novas capacidades de produção. O aumento da produção de etanol nos Estados Unidos e na Europa foi parcialmente compensado pela menor produção no Brasil, enquanto a produção de biodiesel permaneceu praticamente estável.

A China, maior consumidor de calor do mundo, anunciou um plano de aquecimento limpo de cinco anos focado em cidades do norte em dezembro de 2017. Essa mudança na política pode reduzir significativamente o uso de carvão para aquecimento e substituí-lo por fontes mais limpas, incluindo renováveis ​​(biomassa, geotérmica e solar calor).

Embora as energias renováveis ​​tenham crescido rapidamente em 2017, o ritmo de implantação fica aquém do necessário para atingir as metas climáticas globais no Cenário de Desenvolvimento Sustentável da AIE  . A intensidade das emissões de carbono em 2017 melhorou em menos de um terço do que seria necessário para cumprir a transição global para as metas climáticas.

 

Fonte: IEA
completa Relatório IEA:  Relatório Global Energy & Status CO2 2017

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