Secretário-geral da ONU chama o mundo para a urgência do combate ao aquecimento do planeta

Em um discurso contundente, o secretário-geral da ONU, António Guterres, convocou governos, empresas e cidadãos de todo o mundo a agir com força e rapidamente para combater o aquecimento global e as mudanças decorrentes no clima do nosso planeta.

Estas foram as principais mensagens do discurso:

  • O secretário-geral convocou a todos para soar o alarme. Está faltando ainda, mesmo depois do Acordo de Paris, liderança, senso de urgência e um compromisso verdadeiro com uma resposta multilateral decisiva.
  • O mundo está em um curso equivocado. Se continuarmos no caminho atual, até 2030, perderemos o ponto no qual poderemos evitar uma descontrolada mudança climática, que terá consequências desastrosas para as pessoas e todos os sistemas naturais que nos sustentam.
  • Os cientistas nos alertam há décadas que a mudança climática está acontecendo. Mas muitos líderes se recusaram a ouvir.
  • Chegou a hora de nossos líderes mostrarem que se importam com as pessoas cujo destino elas têm nas mãos. Precisamos deles para mostrar que se importam com o futuro – e com o presente.
  • O Acordo de Paris estabeleceu metas que buscam manter o aumento da temperatura global o mais próximo possível de 1,5 graus Celsius.
  • Mas, de acordo com um estudo feito pela ONU, os compromissos assumidos até agora pelas Partes do Acordo de Paris representam apenas um terço do que é necessário.
  • O Acordo de Paris e a Convenção Clima são as bases para os esforços globais para enfrentarmos a mudança climática. Os governos nacionais, no entanto, não podem fazê-lo sozinhos. As partes interessadas não-partes podem aumentar significativamente a ação climática e influenciar a ambição em nível nacional.
  • Existe uma oportunidade real, agora, de promover a prosperidade econômica, ao mesmo tempo em que reduzimos as emissões e fortalecemos a resiliência climática. Temos a oportunidade de descartar as formas antigas e criar um novo caminho para um futuro melhor.
  • Os benefícios da ação climática superam em muito os custos da inação. O Relatório da Nova Economia Climática concluiu que a ação sobre as mudanças climáticas resultaria em uma economia de US$ 26 trilhões até 2030, em comparação com os negócios de sempre.
  • Abandonar os combustíveis fósseis e abraçar as energias renováveis economiza dinheiro e, também, cria novos empregos, reduz o desperdício de água, aumenta a produção de alimentos e limpa o ar.
  • Há um dever moral de agir sobre as mudanças climáticas. As nações mais ricas do mundo são as mais responsáveis pela crise climática, mas os efeitos serão sentidos primeiro e mais fortemente pelas nações mais pobres e pelas pessoas e comunidades mais vulneráveis.
  • Mulheres e meninas, em particular, pagarão um preço mais elevado – não apenas porque suas vidas se tornarão mais difíceis, mas porque, em tempos de desastre, as mulheres e meninas sempre sofrem desproporcionalmente.
  • O secretário-geral convocará uma Cúpula do Clima para levar a ação climática ao topo da agenda internacional. A cúpula ocorrerá um ano antes de os países terem que melhorar suas promessas climáticas no âmbito do Acordo de Paris. O secretário-geral pede a todos os líderes mundiais que participem da Cúpula do Clima do próximo ano, preparados para relatar não só o que estão fazendo, mas o que mais pretendem fazer em 2020, quando os países atualizarão seus planos climáticos nacionais.
  • A Cúpula se concentrará em áreas que estão no núcleo do problema – os setores que mais geram emissões e as áreas onde a resiliência em construção fará a maior diferença.

O discurso do secretário-geral foi um apelo a todos que tenham qualquer responsabilidade de liderança no mundo para entender que a mudança climática é um problema para todos e que “o mundo está contando com você para enfrentar o desafio antes que seja tarde demais”.

Fonte: ClimaInfo

RenovaBio ainda depende de decisão sobre desmate legal, diz diretor da ANP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pretende apresentar a regulamentação da certificação dos produtores de biocombustíveis no RenovaBio até o fim de setembro, assim que houver uma decisão sobre a possibilidade de participação no programa de produtores que desmatem áreas nativas de forma legal.

“A ideia é superar essa questão até o fim do mês”, disse Aurélio Amaral, diretor da agência, ontem na Novacana Ethanol Conference, em São Paulo. Segundo ele, a principal decisão pendente é permitir ou proibir a participação no RenovaBio, com a venda de certificados de biocombustíveis (CBios), de quem desmate seguindo a lei ambiental.

O tema já gerou controvérsia no processo de consulta pública da regulamentação. Na proposta apresentada pela ANP em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME), previa-se que não poderiam participar aqueles que produzissem biocombustíveis oriundos de áreas desmatadas, sob nenhuma hipótese, como já informou o jornal Valor Econômico.

Na consulta, representantes de produtores de biocombustíveis defenderam a possibilidade de participação no programa mesmo daqueles que praticarem desmate de áreas isoladas. A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) propôs que seja elegível quem desmatar dentro da lei, mas fizer compensação ambiental por meio de novos plantios, conservando o estoque de carbono.

“Há argumentos fortes e razoáveis dos dois lados”, afirmou Amaral. Para ele, é preciso chegar a um “ponto de equilíbrio”. “Se eu colocar uma regra muito dura que eu não consiga dar, a quem ainda não é elegível, um horizonte para que ele consiga chegar lá, posso desestimular”, observou. Ele disse ainda que, em geral, a agência busca “regras de transição” em suas regulamentações. “Tudo o que a gente vai fazer, tem que ter uma regra de transição. Essa é a experiência de regulação que a gente tem”.

Já o diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério das Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda, que também participou do evento, defendeu a proposta original apresentada na consulta pública e disse que “o futuro do RenovaBio é ainda melhorar e tornar mais rígida [a regra de elegibilidade]”.

Assim que a ANP publicar essa regulamentação, o próximo passo para colocar o RenovaBio em operação será criar regras sobre a comercialização dos CBios. O prazo para publicação dessa regulamentação é junho de 2019.

Fonte: Valor Econômico (íntegra para assinantes)

O futuro que queremos, por Luiz Augusto Horta Nogueira

A introdução de veículos elétricos nas ruas e estradas brasileiras tem sido um tema frequente nessas páginas. Alguns mais entusiasmados defendem a urgente adoção de veículos elétricos no Brasil, que entendem ser uma tendência global inexorável, associada a prementes exigências ambientais, expectativas de forte redução de custos e perspectivas de integração desses veículos com as redes elétricas inteligentes. Segundo eles, os custos da eletrificação seriam relativamente baixos e o Brasil estaria comprometendo seu futuro ao reforçar seu programa de biocombustíveis em vez de seguir o dernier cri da modernidade nas tecnologias de transporte. Será que estão corretos? Possivelmente não.

Primeiro é preciso ter claro que os veículos elétricos são diversos e podem ser muito diferentes entre si. Em distintos níveis de maturação tecnológica e custos, podem ser puros, usando apenas baterias, podem ser híbridos, onde a energia elétrica é produzida em geradores acionados por motores de combustão interna ou gerada em células de combustível alimentadas com hidrogênio ou etanol. Podem ser ainda, todos eles, integrados (“plug-in”) ou não à rede elétrica da concessionária, eventualmente operando como sistemas de geração distribuída.

Em todos os casos, os veículos elétricos são ainda bastante caros e apresentam impactos e benefícios bem diferentes. Possivelmente vamos adotar em médio prazo a mobilidade elétrica, com suas vantagens de integração à rede elétrica, mas é preciso escolher as alternativas corretas, sob a égide de nossos interesses, em benefício de nossa qualidade de vida e de nosso desenvolvimento.

Biocombustíveis não competem com a eletricidade e se articulam muito bem com veículos elétricos

Mas as incertezas ainda são muitas. Em uma ampla pesquisa de opinião realizada no ano passado pela KPMG entre executivos da indústria automotiva global, grandes interessados no assunto, a maioria (62%) indicou que não acredita que os veículos a bateria, como o Tesla S e o GM Bolt, tenham futuro, devido às restrições no suprimento de eletricidade. Por outro lado, esses profissionais não são avessos a inovações, pois 78% acredita que os veículos híbridos com célula de combustível, como o Honda Clarity a hidrogênio e o Nissan eBio a etanol, são as inovações mais promissoras, inclusive porque as vantagens energéticas e ambientais são bem maiores do que nos veículos elétricos a baterias.

Os veículos híbridos com motores de combustão também representam alternativas interessantes, apresentando eficiência elevada e utilizando a infraestrutura existente de distribuição de combustíveis. No próximo ano a Toyota vai lançar no Brasil seu modelo híbrido de grande sucesso, o Prius, com motor flexível, possibilitando o uso de etanol ou gasolina em veículos elétricos. Outras montadoras adiantam seus projetos de híbridos flexíveis, que parecem ser mesmo uma boa opção para o Brasil no curto prazo, ao associar de forma inteligente biocombustíveis e eletricidade na propulsão veicular, ampliando bastante viabilidade econômica, a eficiência e os benefícios ambientais.

Vale observar que os motores de combustão interna, especialmente considerando o uso de etanol, têm ainda excelentes possibilidades de aperfeiçoamento, com ganhos expressivos de eficiência e desempenho, com vêm demonstrando pesquisas em diversos países.

É preciso avançar, mas sem desespero. Se de fato é justificável o otimismo dos entusiastas pelos veículos elétricos, ao sustentar que em 2020 essa tecnologia deverá alcançar patamares de custo competitivos com os veículos convencionais, por que a urgência em criar mecanismos para sua introdução, que atualmente demanda pesados subsídios, em nosso conhecido contexto de desequilíbrio fiscal? Vale a pena reduzir os tributos e estimular a importação de veículos a bateria? Porque precisamos disso? Será bom para quem? Por desinformado, o governo federal erra ao desonerar os veículos elétricos puros a bateria, que serão todos importados, a preços elevados e com benefícios ambientais limitados.

Na verdade, felizmente o Brasil dispõe de combustíveis renováveis e competitivos, com produção e distribuição bem desenvolvidas, como agora vem se implementando com sucesso em diversos países, visando melhorar o ambiente e a segurança energética. Nesse contexto, o programa RenovaBio representa uma iniciativa importante, bem concebida, valorizando a eficiência e a sustentabilidade, que poderá promover um novo ciclo de expansão na agroindústria energética, penalizada durante anos de gestão incompetente do governo federal, e permitir ao Brasil cumprir os compromissos de redução das emissões de carbono assumidos em 2015 frente à comunidade mundial, na CoP-21 em Paris. Isso é importante: os biocombustíveis sustentáveis não competem com a eletricidade, ao contrário, se articulam muito bem com os veículos elétricos eficientes, maximizando seus benefícios e atenuando seus custos.

Portanto, o futuro que queremos é aquele em que o desenvolvimento energético respeita o meio ambiente, considera nossos recursos e nossas necessidades, sem necessariamente mimetizar experiências alheias.

Pode ser que alguns desavisados entendam que o mercado de biocombustíveis no Brasil seja algo a desmontar em favor da mobilidade elétrica. É uma falsa profecia, que ignora que a participação da bioenergia no setor de transportes no Brasil, como etanol, biodiesel, bioquerosene ou bioeletricidade, longe de ser uma singularidade a evitar, é mais uma antecipação de um cenário desejável para muitos países, que vivem contextos e desafios comparáveis. De fato, em vez de copiarmos outrem, a racionalidade indica que serão outros que deverão adotar nossas opções, associando sinergicamente bioenergia e veículos elétricos, em prol um futuro melhor.

* Luiz Augusto Horta Nogueira é professor titular aposentado da Unifei, pesquisador associado do Nipe/Unicamp e atualmente pesquisador visitante na Irena (International Renewable Energy Agency)

Fonte: Valor Econômico

Demanda firme fez o preço do sebo bovino subir

No Brasil Central, segundo levantamento da Scot Consultoria, o sebo bovino está cotado, em média, em R$2,15/kg, sem imposto. Houve alta de 2,4% frente ao fechamento da semana anterior.

Na comparação anual, o produto está custando 4,9% a mais este ano.

No Rio Grande do Sul também houve valorização. O produto está cotado, em média, em R$2,30/kg, nas mesmas condições, uma valorização de 2,2% em relação ao levantamento anterior.

Para o curto prazo a expectativa é de que o mercado siga com preços firmes, porém, as recentes quedas no preço do óleo de soja (concorrente do sebo na produção de biodiesel) podem limitar a alta de preço da gordura animal.

Fonte: Notícias Agrícolas

As oportunidades da bioenergia na América Latina e na África

O programa Bioenergia da Fapesp publicou um policy-brief sobre as vantagens e a necessidade da expansão da produção e do uso dos biocombustíveis na América Latina e na África. Repetidas vezes os autores explicam por que é possível uma produção em grande escala sem que esta compita com a produção de alimentos ou com as áreas de floresta.

A ênfase não é gratuita. Em muitos foros de países desenvolvidos, existe a percepção de que a produção de bioenergia implica necessariamente em menos comida e menos floresta nativa. O paper menciona que existe um estoque de entre 500 milhões a 900 milhões de hectares de terras aptas à produção de biocombustíveis sem o comprometimento da segurança alimentar ou da biodiversidade. Cita o sucesso da produção que consorcia lavoura, pecuária e floresta.

De acordo com o estudo da Fapesp, atualmente o etanol e o biodiesel respondem por 3% de todo o combustível usado para transporte no mundo, mas esse índice poderia crescer dez vezes, chegando a 30% em 2060 sem uso de áreas de proteção de florestas ou terras utilizadas para a produção de alimentos. Ou seja, há vasto campo para uma maior produção e consumo dos biocombustíveis no planeta.

Estima que o custo do desenvolvimento e a expansão da produção de biocombustíveis não chegaria a US$ 100 bilhões até 2040. E, finalmente, compara este valor com os subsídios aos fósseis estimados, na toada atual, em US$ 33 trilhões.

Fonte: Climainfo

Investimentos globais em energias renováveis apresentam queda em 2017

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou para uma pausa que considera “preocupante” na transformação do setor energético global depois que o investimento em renováveis caiu 7%, para US$ 318 bilhões, no ano passado. A AIE prevê a continuidade desta queda em 2018.

Também em 2017, o investimento em carvão caiu drasticamente, mas foi compensado por um aumento nos investimentos em petróleo e gás. A AIE diz que, pela primeira vez desde 2014, aumentou no ano passado a participação dos combustíveis fósseis nos investimentos feitos para a expansão da oferta de energia, para US$ 790 bilhões, fato que “desempenhará um papel significativo nas tendências atuais por anos”.

A AIE também mostra que a indústria do petróleo e do gás está direcionando seus investimentos para projetos de curto prazo e para reservas em final de produção. Isto significa que a visão de longo prazo perdeu a importância e sinaliza um mercado cada vez mais volátil no futuro.

Veja mais em:

https://www.theguardian.com/business/2018/jul/17/iea-warns-of-worrying-trend-as-global-investment-in-renewables-falls

https://www.iea.org/wei2018/

Fonte: Clima  Info

Uma vitrine internacional para o RenovaBio

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 foi aprovada nesta quarta-feira (12) pelo Congresso Nacional com um item importante para o setor de energias renováveis: a previsão de recursos para o Brasil receber a COP 25, em 2019. O sucesso da candidatura à sede do evento anual da Conferência do Clima é uma oportunidade única para o país fortalecer políticas como o RenovaBio e a produção nacional de biocombustíveis.

A chamada Conferência das Partes (COP) ocorre anualmente e, em 2019, pelo sistema de rodízio de continentes, será a vez de um país da América Latina e do Caribe receber o evento. O Brasil já demonstrou interesse em ser a sede da COP 25.

A inclusão da rubrica na LDO de 2019 foi anunciada pelo senador Jorge Viana (PT-AC), relator da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, durante audiência pública que discutiu o RenovaBio, na tarde de quarta-feira, em Brasília. A reunião do colegiado foi acompanhada pelo diretor superintendente da APROBIO, Julio Minelli.

“Se a COP vem para cá, você põe um holofote sobre políticas como estas que estamos discutindo aqui. O RenovaBio vai ter uma vitrine de alto destaque”, avaliou Jorge Viana.

Para Julio Minelli, a realização da COP 25 no Brasil seria uma oportunidade para o país expor ao mundo o RenovaBio, que entrará em vigor efetivamente em janeiro de 2020, e nossos programas relacionados aos biocombustíveis. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de biodiesel e, com políticas públicas bem discutidas e implementadas, tem tudo para servir de referência no desafio de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

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Pesquisa dá aval a uso de B20, B30 e B100 em motores Euro VI

Uma pesquisa recente entre fabricantes de veículos comerciais mostra que muitos caminhões, ônibus e outros veículos pesados podem rodar com misturas de biodiesel acima dos níveis em vigor. Mesmo os mais recentes motores Euro VI podem ser operados com misturas de biodiesel padronizadas de 20%, 30% (B20 ou B30, norma EN 16709) e biodiesel puro (B100, norma EN 14214).

Três entidades internacionais, incluindo a alemã AGQM, publicaram uma lista de veículos aprovados para o uso dessas misturas mais altas de biodiesel.

“Nossa lista de aprovação mostra que o uso de biodiesel no setor de veículos comerciais é tecnicamente possível, mesmo com os padrões de emissão atualmente mais exigentes”, disse Richard Wicht, diretor da AGQM. “É particularmente útil usar um produto amigável ao meio ambiente como o biodiesel porque não há alternativa adequada aos combustíveis líquidos a longo prazo.”

A pesquisa abrangeu 14 fabricantes de veículos comerciais e grandes fabricantes de motores diesel e pode ser acessada aqui.

Fonte: Biodiesel Magazine (em inglês)

Sustentabilidade: Economia global tem de acelerar mudança

O mundo precisa acelerar o processo de transformação de suas economias e o setor produtivo e o mercado financeiro são pilares-chaves da mudança. Esta opinião é compartilhada pelas duas maiores autoridades das Nações Unidas em desenvolvimento e ambiente, o alemão Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o norueguês Erik Solheim, diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, formalmente conhecida por Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Steiner elogia os avanços dos últimos 10 anos na agenda ambiental e o engajamento do setor privado na criação do Acordo de Paris em 2015. Mas lista os graves problemas do mundo e a lentidão na capacidade de resposta global. “As emissões não estão baixando o suficiente, os níveis globais de produção e consumo são insustentáveis assim como a intensidade da poluição atmosférica. Produzimos mais plástico nos últimos 30 anos do que na história inteira da humanidade”, diz.

Solheim, que marca sua gestão pelo combate ao uso desenfreado de plásticos descartáveis e a poluição nos oceanos, diz que o caminho da mudança tem que acontecer pelo fortalecimento da consciência pública dos problemas. Este é o motor que pressiona políticos e a economia a se transformarem. O importante, sinaliza, é trazer questões ambientais que façam sentido às pessoas. “Falhamos como ambientalistas quando levantamos tópicos teóricos que parecem ter saído do espaço sideral”, diz ele. “Precisamos fazer a conexão entre a vida privada e o quadro maior”, recomenda.

Fonte: Valor Econômico

Petroleiras miram potencial do Brasil para renováveis em meio a transição energética

O enorme potencial do Brasil para a geração de energia limpa tem atraído a atenção de grandes petroleiras interessadas em diversificar investimentos em preparação para uma esperada transição energética global que pode levar a uma redução da importância dos combustíveis fósseis nas próximas décadas.

Os primeiros negócios ainda são tímidos, concentrados em ativos de pequeno porte, estudos e pesquisas, mas passam por diversas tecnologias que vão da energia solar a projetos eólicos no mar e envolvem gigantes globais como a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, a norueguesa Equinor e a estatal local Petrobras.

“Todas as ‘majors’ estão fazendo movimentos similares, em três grandes grupos: tecnologias de eficiência energética, de captura e armazenamento de carbono e a aposta na transição da matriz para renováveis”, disse à Reuters o gerente executivo de Estratégia e Organização da Petrobras, Rodrigo Costa.

“As duas primeiras dimensões são mais comuns, e a terceira depende mais do perfil de cada empresa, da vantagem competitiva de cada uma”, adicionou.

A francesa Total, por exemplo, tem avançado gradualmente no segmento de geração de energia solar no Brasil por meio da compra de projetos fotovoltaicos em desenvolvimento. A empresa, que fechou o primeiro negócio local no setor no ano passado, fechou no mês passado uma nova aquisição.

A companhia tem como meta global uma participação de 20 por cento de renováveis em seu portfólio nos próximos 20 anos, além da ampliação de sua capacidade de geração de energia por renováveis para 5 gigawatts ao redor do mundo nos próximos cinco anos.

“Nesse contexto, a energia solar tem um papel importante e a Total vem investindo nesse setor desde 2011… A Total entende que a energia solar é uma alternativa com grande potencial de crescimento”, afirmou a petroleira francesa em nota.

A subsidiária da companhia para renováveis, Total Eren, conta atualmente com 140 megawatts em capacidade no Brasil, entre projetos em construção e em operação.

A norueguesa Equinor (ex-Statoil) também entrou no setor solar brasileiro, ao anunciar em outubro do ano passado a criação de uma joint venture com a também norueguesa Scatec Solar para investir em geração fotovoltaica no país. O negócio teve início com a compra de uma fatia em um complexo de 162 megawatts no Ceará.

Na época, a companhia disse que a transação era “um primeiro passo rumo à indústria de energia solar”.

Além delas, outras petroleiras também se movimentam no segmento, segundo o diretor da consultoria Greener, especializada em energia solar, Márcio Takata.

“Temos conversado com alguns ‘players’ de petróleo… Eles precisam diversificar e eles têm dinheiro, têm muito capital, então a gente vai ver aí sem dúvida uma movimentação dessas empresas de petróleo. Não só as que já estão no Brasil, como outras”, afirmou.

Continue lendo aqui.

Fonte: Terra

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